segunda-feira, junho 23, 2014

Salvar a tenente ucraniana!

A blogosfera ucraniana exige a libertação da 1ª tenente aviadora Nadia Savchenko, capturada em combate, que se comporta no interrogatório terrorista com a dignidade inimaginável.

As circunstâncias da sua captura não são 100% claras, mas tudo indica que a oficial foi capturada pelos separatistas no decorrer do combate terrestre, na batalha pelo controlo da localidade de Metallist (arredores de Luhansk).

Os usuários do twitter pedem à todos os amigos e simpatizantes da Ucrânia para colocarem o retrato da aviadora (que já é conhecida como “G.I./soldado Jane ucraniana”) nas redes sociais, juntamente com o hashtag #SaveOurGirl, para mostrar publicamente o seu apoio à oficial ucraniana no cativeiro terrorista.

Nas vésperas, os terroristas colocaram na Internet o vídeo de interrogatório da Nadia Savchenko, onde apesar do tom acusatório e da sua posição indefesa, aviadora ucraniana demonstra uma altíssima dignidade do comportamento.

Nadia Savchenko é veterana da 2ª guerra do Iraque, serve no exército ucraniano há mais de 10 anos. O vídeo dá entender que ela foi capturada, quando tentava salvar os camaradas feridos: “Eu estava seguir os nossos feridos. Nos arredores de Metallist foram atingidos dois BTRes nossos, então eu foi ter com os feridos”, diz a 1ª tenente.

Tenente Savchenko não tem ilusões sobre as intenções dos terroristas. À pergunta do propagandista russo travestido de jornalista (na conversa este diz que vem do São-Petersburgo): “Se for libertada, você voltará novamente cá com as armas?”, oficial ucraniana responde: “Não serei libertada, serei assassinada. Notem, que me matará o vosso poder russo na base daqueles acusações que me são imputados”.

Recordemos que a propaganda russa, no seu já habitual cinismo ilimitado, acusa Nadia Savchenko, 1ª tenente, navegadora-operadora do helicóptero Mi-24 da Força Aérea da Ucrânia de ser “franco-atiradora, relacionada com o assassinato dos jornalistas russos” (ler Karma is bitch).

Vejam a reportagem que em 2011 a TV Militar da Ucrânia fez sobre Nadia Savchenko, pede o 5º canal da TV ucraniana:
https://www.youtube.com/watch?v=6GWePLY1T-M

Queda do helicóptero em Kharkiv

Na província de Kharkiv, no dia 21 de junho, caiu o helicóptero civil ucraniano Mi-8, que acabava de entregar o carregamento à zona da OAT. O helicóptero pertencia ao Serviço Estatal das Situações de Emergência, destacamento da cidade de Nizhyn (pátria do escritor ucraniano Mykola Gogol). O número dos falecidos e as razões da queda são investigados de momento.

RIP aos heróis tombados pela Ucrânia!

Bônus

domingo, junho 22, 2014

Transporter 4. Tânia

No filme Transporter o herói é um macho charmoso que conduz um BMW luxuoso nas estradas europeias bem cuidadas, ganhando uma pipa de massa pelos seus serviços. A ucraniana Tetiana Rychkova, engajada na Operação anti-terrorista (OAT), conduz uma carrinha “Fiat” nas estradas secundárias do leste da Ucrânia, faz isso voluntariamente, gastando os fundos próprios e dos seus e espera contribuir pelo esforço da guerra popular pela real independência ucraniana.

Só no primeiro mês da OAT, a pequena empresária Tetiana Rychkova da cidade de Dnipropetrovsk forneceu ao exército ucraniano diversa ajuda no valor de 1 milhão de UAH (88.000 USD). Não sendo nem muito rica, nem menos ainda, milionária.

O seu marido, fã do diving, se alistou no exército ainda em março de 2013, e rapidamente descobriu que as forças armadas só fornecem aos militares o armamento, tudo o resto está em falta. Tânia: “vendi a casa de campo e queria comprar o novo forno moderno, tenho uma padaria, no fim comprei as tendas, sacos-camas, rádios e um gerador”.

Ela também compra os medicamentos, pensos rápidos especiais, óculos taticos (chineses, pagou apenas os seus direitos aduaneiros, custando 20 UAH/1,75 USD à unidade, o preço normal é 1500-2000 UAH/ 132-175 USD), sabonetes, capacetes, rádios, coletes prova-de-bala, diversas peças sobressalentes do armamento e dos equipamentos militares.

Compra o fardamento e calçado (as botas no mato não aguentam mais que uma semana), e o exército oferece aos militares 1 fardamento por meio ano. Gastou todo o seu dinheiro, dinheiro oferecido pelos parentes, começou pedir aos amigos (alguns recusaram – cortou os relacionamentos com eles), mas encontrou os novos amigos e voluntários na Internet. Muitos deles, naturais e moradores das regiões de Donetsk e Luhansk.

Deixou o seu próprio negócio, só esta envolvida no voluntarismo, faz 2.000-3.000 km por semana à conduzir, os seus país e os sogros apoiam Tânia, os voluntários pagam a gasolina.

Tânia leva a carga no seu carro, andando sempre pelas estradas secundárias, por serem mais seguras, sem mapas, nem GPS, o exército não pode acompanha-la, os batedores da inteligência militar apenas conseguem avisar onde pode andar mais à vontade e as estradas que deve evitar. O seu “Fiat” desliza balançando nos caminhos molhados, Tânia planeia o reparar quando puder, com ajuda dos voluntários em Kyiv.

Outro item muito procurado pela Tânia são os coletes prova-de-bala (neste momento, a sua quase totalidade é comprada pelo Ministério da Defesa, mas não chegam à frente da batalha), não se percebe porque o mesmo Ministério não fornece a quantidade necessária de óculos da visão noturna. Perguntas para serem respondidas após a chegada da paz. Agora todos os esforços são para a defesa do país.

Tânia também tem outros planos: deixar de fumar 1,5-2 maços por dia, deixar de se expressar em calão militar, passar à viajar com filho e marido. Mas para já continua o seu trabalho voluntário. Também quer fundar, com outros voluntários, uma ONG que ajudaria o exército e não permitiria os roubos.

Ela irá conseguir, vocês verão!
https://www.youtube.com/watch?v=9BEtoRnt7a4

UPD:
O coordenador dos voluntários que apoiam o exército ucraniano, Wings Phoenix, informa que a resistência ucraniana comprou para Tânia um novo caro à gasóleo, “17.000 dólares, em muito bom estado, legal, com direitos aduaneiros pagos”.

quarta-feira, junho 18, 2014

Karma is a bitch!


Os nossos leitores anglófonos certamente sabem quando e porque se diz que Karma is a bitch! Os não anglófonos podem imaginar a punição, resultante de um comportamento putanesco, sendo punido por algo que o punido fez. Do tipo, alguém rindo-se de uma pessoa que teve um acidente ao ponto de se chocar com um poste e quebrar o nariz. Ai podemos dizer “Ele colheu o que plantou, ou então “O Karma é uma ganda filha da put@!”

Enfim, é mais ou menos isso que no dia 17 de junho de 2014 aconteceu com dois jornalistas russos: Igor Korneliouk e Anton Volochin do canal televisivo estatal russo “Rossija”. Ambos à entrarem na Ucrânia ilegalmente, ambos à não se registarem junto às forças armadas ucranianas, ambos fornecerem o acompanhamento informativo à um dos grupos terroristas, ambos à não usarem nem capacete, nem o colete prova-de-bala e ambos morrerem no decorrer da Operação anti-terrorista (OAT), colhidos por uma mina...

Sem duvida é uma morte triste e lamentável, mas não deixa de fazer o sentido, basta ler o texto da última reportagem publicada pelo jornalista ora falecido (outra ironia, um ucraniano étnico).

Ucrânia: na aldeia de Shchastie os carrascos chacinaram quase toda a população local

16.06.2014 / 22:57
Autor: Igor Korneliouk

“Na aldeia de Shchastie decorre a limpeza, em massa. Abatem a população civil, chacinam as mulheres e crianças, todos os adolescentes dos 16 à 50 anos são chacinados completamente. Esta informação é de uma mulher que está diretamente lá, vizinha de um dos meus companheiros”, — informa o combatente do exército do Sudeste, de alcunha Varano...

A contagem das vítimas já está na casa das centenas. Na aldeia de Luganske, para parar o avanço dos carrascos, os moradores explodiram a ponte pedestre. Este tornou-se uma barreira natural na auto-estrada. Durante o último ataque morreram três pessoas. No posto de controlo, ainda está o “Lada”, metralhado pelos carrascos. O motorista foi morto no local”.


E o que podemos dizer sobre tudo isso? O Karma é realmente uma ganda filha da put@!

terça-feira, junho 17, 2014

OAT: batalha pela Felicidade

O comandante do "Aydar", tenente-coronel Serhiy Melnychuk
A pequena cidade ucraniana de Shchastia (Felicidade) nos arredores de Luhansk, foi libertada na noite de 14 de junho pelas forças do batalhão da auto-defesa territorial “Aydar”, compostas por 50 voluntários e com apoio da aviação ucraniana do grupo táctico “Pivnich/Sever” (Norte).

O combate começou às 1h00 de manha na entrada da cidade, quando “Aydar” (a unidade do Ministério da Defesa número V0624) tomou o posto de controlo terrorista e continuava até 7h00 de manha, quando foi tomada a colina defendida pelos separatistas, culminando com a libertação total da cidade. As unidades do exército com o armamento pesado só chegaram às 10h00 e continuam na localidade.
FA da Ucrânia na entrada de Shchastia
Nas vésperas, na cidade estavam cerca de 260 separatistas, no momento da chegada do “Aydar” continuavam apenas 180. Durante o combate foram liquidados 58 terroristas, dispersados cerca de 100 e feridos 2, ambos receberam a assistência médica. Os voluntários ucranianos tiveram 4 feridos, um deles grave, está na ventilação artificial dos pulmões. Um dos feridos é Taras Kovalyk, escuteiro de Ternopil, informa Hromadske.tv

De momento o batalhão “Aydar” está sob controlo total de Shchastia, criando a Administração militar da cidade, dado que polícia e SBU locais ou desertaram ou se passaram ao lado separatista e já não dominavam a situação. Os terroristas que ocupavam a cidade chamavam à si próprios de “9ª companhia” (em alusão ao filme homónimo russo sobre um grupo de soldados soviéticos no Afeganistão, na realidade, na sua maioria ucranianos). A imprensa russa noticiou a morte em Shchastia dos 50 “militantes”.

Batalhão “Aydar” libertou Shchastia (vídeo):
https://www.youtube.com/watch?v=fjqS4Qe_gV0

«Aydar»: tal pai, tal filho

Olexander e Volodymyr Kosolap se alistaram no batalhão “Aydar”, vindos da sua cidade natal, Shchastia. Volodymyr, inicialmente evacuou da cidade a esposa e três filhos, depois se apresentou no batalhão. O pai do Volodymyr, Olexander, vaio ao batalhão logo após a sua criação, mas não foi aceite por causa da idade, ele tem mais de 50 anos. Mas quando na unidade se inscreveu o filho, também aceitaram o pai.

Olexander atira melhor, fruto de maior experiência militar. Os dois calçam sapatilhas (calçado mais leve e mais cómodo no quente verão ucraniano), possuem as faixas azul-amarelas nos seus capacetes. Acima de tudo, eles queriam libertar a sua própria cidade dos separatistas. Acabaram por lá entrar com o batalhão “Aydar”, escreve a jornalista Nastya Stanko da Hromadske.tv

Como 50 voluntários do “Aydar” libertaram Shchastia (vídeo):

A caça popular dos traidores

O blogueiro Mikolay Cheppurnoy conta sobre a entrega dos separatistas à secreta SBU:
Tudo que restou dos terroristas
Ontem, na cidade de Shchastia, após a Guarda Nacional, veio o unidade do SBU de Kharkiv. E os moradores locais começaram ativamente entregar os separatistas. Entregaram absolutamente todos: quem estava no posto de controlo e os quem lhes trazia água de bicicleta. Contam que os levavam como os cachorros, acorrentados. Por isso, se os ditos “militantes” pensam que vão conseguir se passar pelos cidadãos pacíficos, estão muito enganados.

Combates em Sloviansk e Kramatorsk
Cidade de Kramatorsk, 16.06.2014
As fotos das cidades de Sloviansk e Kramatorsk após os combates ativos do dia 16.06.2014. Os terroristas continuam se instalar nos apartamentos dos cidadãos e nos telhados dos prédios públicos para provocar a resposta do exército ucraniano: http://novosti.dn.ua/details/227682

Ucrânia apresenta o blindado de desminagem Shrek One

A fábrica ucraniana de automóveis, Kraz, demonstra o seu novo produto: blindado de desminagem das estradas e caminhos rodoviários. A novidade será apresentada na Exposição “Eurosatory 2014” em Paris, informa o serviço de imprensa da firma-produtora.

O blindado foi produzido na base da viatura KrAZ-5233, em formato 4х4, em cooperação com a empresa “Streit Group” (Canadá-EAU) e tem o nome de KrAZ-MPV Shrek One RCV (Veículo da Limpeza de Rotas). O objetivo principal do veículo é o transporte dos grupos de operações especiais às zonas destas operações, mas também o transporte da carga e dos equipamentos especiais.

O blindado possui a permeabilidade de classe MPV (Veículo Protegido de Minas) e o fundo em forma de V; a sua blindagem responde ao nível de protecção balística B6 + / STANAG 4569 nível 2. Entre as especialidades do novo veículo – um guindaste que permite efetuar as operações de desminagem, sem deixar o interior da cabine protegida.

Dependendo da especificidade das tarefas colocadas, o KrAZ-MPV Shrek One pode ser fabricado em três versões básicas: KrAZ – Transporte de Pessoal; KrAZ – Ambulância e KrAZ – RCV (Veículo da Limpeza de Rotas).

Recentemente, o fabricante ucraniano também apresentou o seu novo camião KrAZ V12.2MEH, que recebeu a alcunha puramente militar de “Sargento”. Camião 6x6 tem a capacidade de transportar as cargas de até 12 toneladas, rebocar os atrelados com o peso de até 75 toneladas. O veículo de caixa aberta possui a cabine do camião MAN F2000, é equipado com motor de 380 cavalos de potência, a caixa manual de 8 velocidades de rápida engrenagem (Fast Gear), distribuição com diferencial de travagem central e dois tanques de combustível de 250 litros.


Os veículos ucranianos podem ser vistos em Paris, nos dias 16 à 20 junho, no Centro de Exposições Paris Nord Villepinte (stand B53, sala 6), no decorrer de uma das maiores exposições mundiais do ramo da defesa terrestre a anti-aérea.

Acabar com os nazis no ensino superior russo

Um grupo de intelectuais russos, publicou e difunde na blogosfera a petição que exige o afastamento da Universidade Estatal de Moscovo (MGU) do seu docente Aleksandr Dugin que exorta e promove publicamente o assassinato dos ucranianos. A petição, na forma de carta, é endereçada ao reitor do MGU, académico V. A. Sadovnichi.

Exigimos o despedimento do professor da faculdade de sociologia do MGU, Alexander Dugin!

Consideramos que a atividade pública do “professor” Dugin está incompatível com o seu cargo no sistema de ensino público, prejudica a imagem da ciência russa e o estatuto da MGU “Lomonosov”. Assim, no decorrer dos seus discursos recentes, professor Dugin expressa os apelos diretos ao assassinatos, afirmando ao mesmo tempo que é a sua posição como professor (“Como professor, eu acho assim”).

O filósofo ucraniano Serhiy Datsyuk publicou uma declaração sobre esta questão com qual estamos plenamente de acordo (Blogs.pravda.com.ua):

“No dia 6 de maio de 2014, na entrevista à agência Anna-News (intitulada “A guerra começou! Pedir a paz é uma traição!”), o professor da Universidade Estatal de Moscovo “M. V. Lomonosov”, Alexander G. Dugin, descrevendo as alegadas atrocidades dos ucranianos, exortou à mata-los. Literalmente, no minuto 18º da entrevista, ele disse, referindo-se aos ucranianos, o seguinte: “Matar, matar, matar. Mais nenhumas conversas deverão haver. Como professor, eu acho assim”.

Já não é a primeira vez que o neo-nazi Dugin exorta publicamente à matar os cidadãos que possuem uma opinião contrária à sua. Na penúltima vez ele pedia a morte dos cidadãos russos que aderiram à iniciativa da marcha pacífica contra a guerra e invasão da Ucrânia. Hoje ele pede a sangue dos ucranianos. Quem será a vítima do seu ódio já amanha?

Petição que exige o despedimento do Alexander Dugin (já assinada por mais de 8.250 pessoas):

segunda-feira, junho 16, 2014

Batalhão “Azov” e libertação do Mariupol

No dia 13 de junho de 2014, a cidade de Mariupol viveu a fase ativa da Operação anti-terrorista (OAT), que permitiu limpar a cidade dos terroristas estrangeiros e separatistas locais. A fase foi da responsabilidade dos batalhões da auto-defesa territorial “Azov” e “Dnipro-1”.

Os alvos primários das forças da OAT eram a Escola Profissional e banco “Hretsky” (Grego), que serviam de bases aos terroristas. A operação resultou em 4 ucranianos feridos e 5 terroristas liquidados.

O ministro do Interior da Ucrânia, Arsen Avakov, confirmou a decorrer da “fase ativa” da OAT na cidade:

“A operação começou às 4h50 de manha (do dia 13 de junho). Todos os pontos da defesa dos terroristas foram tomados sob o (nosso) controlo. Foi destruído o BRDM (blindado de reconhecimento), destruídos pontos de atiradores. Perdas entre os terroristas são altas. Entre os nossos dois combatentes foram feridos.

Decorre a operação planificada de liquidação da zona fortificada dos terroristas chefiados pelo líder criminoso de alcunha “Checheno”. A zona do decorrer da operação no centro de Mariupol está cercada. Na operação participam os destacamentos da Guarda Nacional da Ucrânia, destacamentos especiais do Ministério do Interior “Azov” e “Dnipro-1”. Os postos do controlo em redor do Mariupol são da responsabilidade das forças armadas”.
"Azov são os nossos heróis"
No decorrer da operação foram detidos 11 terroristas, desarmadas duas minas de obuses. Num dos postos de controlo foi apreendido o automóvel ligeiro carregado de armamento que tentou escapar na direção de Donetsk.

Às 10h34 a bandeira da Ucrânia foi hasteada no edifício do Conselho Municipal de Mariupol” (foto em cima).

Batalhão “Azov” limpa Mariupol dos terroristas (vídeo):
www.youtube.com/watch?v=ZzMpWNt4q-4
O decorrer da operação

Os terroristas usavam as espingardas automáticas, espingardas de precisão SVD, as metralhadoras e granadas. Eles também dispunham de dois carros blindados de transporte de valores que anteriormente tinham roubado ao Privatbank e minaram os acessos aos seus esconderijos.
Voluntários do "Azov"
O deputado populista e ex-candidato ao presidente, Oleh Liashko, que testemunhava operação de perto, informou no seu Facebook, que no decorrer da OAT, os comunistas locais exortavam os moradores da cidade de “servirem de escudos humanos”, defendendo os terroristas, escreve Pravda.com.ua. No entanto, numa cidade de quase meio-milhão da habitantes, o PC da Ucrânia (que desde início apoia os separatistas e ultimamente os terroristas), não conseguiu mais do que 60 idiotas úteis ao seu propósito.

“Azov”: o batalhão internacionalista
As insígnias do batalhão
O batalhão “Azov”, libertando Mariupol e limpando a cidade dos terroristas, permitiu que o poder ucraniano deixe Donetsk e se instala localmente, para garantir a gestão civil desta região da Ucrânia.

Dos seus aproximadamente 400 combatentes, cerca de uma dúzia são cidadãos russos, três suecos, um italiano e um polícia da Crimeia que se recusou à receber a cidadania russa. Três quartos dos seus quadros são ucranianos falantes de russo, naturais do leste do país. Todos são voluntários, não recebendo nenhum honorário pelo seu esforço de guerra.
O voluntário sueco
Os russos dizem que não conseguem lutar pela “liberdade do seu país” na Rússia, por isso irão ajudar aos ucranianos lutar pelos ideais dessa mesma liberdade.

Madrugada do dia 13 de junho. O batalhão “Azov” se prepara para atacar os terroristas (vídeo):

Um dos carros de combate do batalhão “Azov” é o camião Kamaz com a blindagem das bordas e da cabine. O condutor tem apenas uma ranhura estreita para poder se orientar no terreno. Na caixa foi montada a metralhadora anti-aérea dupla de calibre 22. Dado que o camião já foi usado para a recolha do lixo, os combatentes chamam o carro de “sua arma secreta”.

O vídeo que se segue mostra como a “arma secreta” limpa os terroristas. O jornalista ucraniano-britânico, Askold Krushelnytskiy, que segue e acompanha o batalhão diz que a viatura lhe lembra os carros da série futurista “Mad Max”.


A Europa estava calada

Quando a Ucrânia pelo direito à vida
lutava contra os carrascos, vivia e morria
e esperava somente a compaixão
a Europa estava calada.

Quando a Ucrânia em luta desigual
sangrava e se derramava em lágrimas,
aguardando a ajuda amiga
a Europa estava calada.

Quando a Ucrânia no jugo de ferro
trabalhava para o patrão e arava ferida,
quando mesmo até os rochedos mudos moviam,
a Europa estava calada.

Quando a Ucrânia a colheita sangrenta 
entregou ao carrasco, morrendo 
e de fome perdendo palavras,
a Europa estava calada.

Quando a Ucrânia perdeu o sentido da vida
e se converteu em cova,
e até o demônio do mau se derramava em lágrimas,
a Europa estava calada.

22.08.1931  

Mercenários russos na Ucrânia: quem são e o que querem?

Armas dos terroristas russos
Durante o decorrer da Operação Anti-terrorista (OAT), as forças ucranianas detiveram mais um grupo de terroristas com um arsenal militar, entre eles os mercenários russos.
Terrorista russo Nikolay Krylov
“Durante a detenção dos terroristas, foi apreendido um grande arsenal das armas de fogo, mísseis PZRK de diversas modificações, mísseis anti-tanque “Fagot”, RPG-7 e RPG-22, uma grande quantidade de explosivos, balas, sistemas da defesa pessoal, mapas detalhadas da cidade Severodonetsk (região de Donetsk)”, informa o comunicado do Ministério da Defesa da Ucrânia, citado pela Hromadske.tv
Passaporte russo
Um dos detidos pelas forças ucranianas é russo Nikolay Krylov (Dr. Evil46), nascido em 19.12.1993 na cidade de Kursk e residente em Krasnodar. Jovem de 21 anos diz no seu perfil numa das redes sociais que fala diversas línguas europeias e namora com uma mulher ligada à venda de joalharia online. Ou seja, deveria viver a sua vida, deixando os ucranianos em paz. Mas aparentemente, Nikolay decidiu que tudo que lhe faltava para a felicidade é matar os ucranianos. Talvez o seu local de estudos explica este facto: Escola Superior de Pilotos da Aviação Militar de Krasnodar (Instituto Militar) que forma os pilotos de caças, bombardeiros, aviões de ataque, de transporte militar e de longo alcance.

Neste caso, provavelmente para ser um bom piloto russo é realmente necessário aprender à matar os ucranianos, senão o CV militar ficará incompleto...

“Carga 200” russa

Como informa o blogueiro Dmitry Tymchuk do grupo “Resistência Informativa”, os terroristas russos fazem todos os possíveis para evacuar à Rússia os seus comparsas abatidos e feridos no decorrer da OAT. Cerca de 80 mercenários russos abatidos estão à espera do transporte frigorífico nos arredores do posto fronteiriço de “Diakove”; outros cerca de 250 abatidos e 300 feridos estão aguardar as ordens de evacuação nas vilas Saur-Mohyla e Dmytrivka. Nas cidades de Antrasit, Dmytrivka e Diakove são formados as colunas dos feridos, os cossacos russos estão deixar as suas posições, informa o 5º canal da TV ucraniana.

Na auto-estrada Izum-Sloviansk as forças da OAT descobriram os locais de sepultamento em massa dos terroristas, informa o porta-voz da OAT, tente-coronel Vladislav Seleznev:
Covas dos terroristas abatidos
“Os sepultamentos descobertos ilustram claramente o desejo dos militantes de não apenas esconder os vestígios dos seus crimes, mas mostram a verdadeira atitude para com os seus comparsas. Os mortos são enterrados como animais em covas, sepulturas coletivas, sem identificação dos corpos. Os parentes e amigos dificilmente saberão onde estão os restos destes militantes”, - diz Seleznev.
Drogas usados pelos terroristas
Além disso, varrendo a área na procura dos explosivos, os militares ucranianos acharam nestes mesmos locais uma grande quantidade das substâncias medicinais de teor narcótico, conta Seleznev.

O Ministério da Defesa da Ucrânia informa sobre o decorrer do dia 14.06.2014

Em resultado do ataque aéreo da aviação ucraniana contra as posições separatistas na área de Kramatorsk – Druzhkivka, foram abatidos mais de 50 terroristas, outros 150 tiveram os ferimentos. A maioria dos abatidos foram identificados como não eslavos. Na mesma área a aviação também liquidou um armazém das munições, pertencente aos terroristas.

As ataques aéreas também foram efetuadas contra as bases e as aglomerações dos terroristas em Stanychno-Luhansky e Diakivka. Os combates terrestres decorreram em Semenivka e Shchastia.

Nas últimas 24 horas as forças OAT atacaram 7 colunas automóveis, destruindo 2 BTR; 2 tanques Т-64B, 2 camiões KAMAZ com metralhadoras, 1 sistema de fogo simultâneo BM-21 “Grad”, um outro foi capturado. Na viatura capturada (foto em baixo) foi achada a documentação que confirma que a unidade “Grad” pertencia às FA da federação russa.
"Grad" russo, usado pelos terroristas e capturado pelas forças ucranianas
As forças ucranianas tomaram sob o seu controlo (entende-se pelo menos minimamente), os 248 km da fronteira estatal, mais de 10 cidades e vilas novamente são controladas pela Ucrânia.

A liderança da OAT mais uma vez apela aos civis, solicitando os de maneira nenhuma estar perto das bases dos terroristas, nos seus postos de controlo, nas fileiras dos bandidos.