O
músico ucranianoMartin Neboge
amigos, decidiram gravar a canção “Tuman” (Nevoeiro), com a letra escrita pelo
ciborgueStanislav “Papik” Paplynsky,
militar ucraniano que participou na defesa do aeroporto de Donetsk e passou 197
(!) dias no cativeiro russo-terrorista.
Stanislav
Paplynsky é pára-quedista da cidade de Zhytomyr, ele foi chamado ao Exército da
Ucrânia na 2ª onda de mobilização, servindo como condutor mecânico do blindado
ligeiro MTLB na 81ª Brigada das FAU. Stanislav caiu no cativeiro terrorista no
dia 20 de janeiro de 2015, após a explosão do 2º terminal do aeroporto, quando dirigia um dos três blindados ucranianos que iam ao aeroporto para socorrer
os seus camaradas feridos. No dia 6 de agosto de 2015 ele voltou para casa, mudando-se de Zhytomyr para Ivano-Frankivsk na Ucrânia Ocidental. Não gosta quando o chamam de cigorgue...
Stanislav no cativeiro terrorista, no meio da foto com a cabeça ligada
No
cativeiro terrorista Stanislav começou compor a poesia, até agora ele já
escreveu mais de 100 versos. Um dos mais populares Stanislav Paplynsky explica
assim: «permanecendo no cativeiro, eu permanentemente ouvia sempre a mesma pergunta.
Até que escrevi o verso sobre essa questão».
Ucrânia já é o segundo país do mundo em número proporcional
de gatos por 1000 habitantes. Na Ucrânia vivem 7,7 milhões de felinos, ou seja
169 Murchyk por cada mil cidadãos, atrás apenas dos EUA com 76,5 milhões e 237 gatos por 1000 pessoas.
O
cidadão russo e morador da cidade de Briansk, Andrei Makhanenkov, no passado
dia 18 de março colocou a bandeira da Ucrânia na varanda do seu apartamento. Em
resultado, o apartamento foi visitado por dois polícias russos fardados que
“pediram veementemente, por bem, retirar a bandeira”, se a família não quiser “ser
tratada pelo departamento de combate ao terrorismo e ao extremismo”.
Como
explica o próprio Andrey Makhanenkov, algumas horas após colocar a bandeira, o
seu apartamento recebeu a visita dos polícias que exigiram retirar a bandeira
da varanda, sob pena, caso contrário, a família “ser tratada pelo departamento
de combate ao terrorismo e ao extremismo”. Perguntados sobre a base legal da
exigência e sobre a lei que foi violada, os polícias explicaram o seguinte: “hoje
é um feriado, não é preciso estraga-lo às pessoas, se vocês não querem ter
problemas ... vocês entendem tudo”.
Dado
que nem Andrei Makhanenkov, nem a sua esposa entendiam que feriado eles estavam
estragar [18 de março é a data em que Rússia anexou a Crimeia] e à que tipo das
pessoas, os polícias, terminando a sua visita mais uma vez frisaram: se a
família não desejar ser tratada pelo departamento do combate ao terrorismo e
extremismo, deve imediatamente retirar a bandeira da Ucrânia da sua varanda.
Como
cidadão cumpridor da lei, Andrei Makhanenkov, retirou a bandeira ucraniana da
varanda do seu apartamento e escreveu um pedido de esclarecimentos à
Procuradoria-geral da Rússia e ao Comissário dos Direitos Humanos na federação
russa, em que pediu explicar duas situações:
—
será considerado o delito a colocação da bandeira nacional ucraniana e / ou de outros países
com os quais a Federação Russa possui as relações diplomáticas, na varanda do
seu próprio apartamento? Será isso considerado como um ato de extremismo? Se
for, então quais as normas do direito que proíbem de fazê-lo?
—
são legais as exigências ou “pedidos veementes por bem, se não querem por mal” dos
funcionários da polícia para retirar a bandeira nacional da Ucrânia da varanda
de um apartamento privado?
Juntamente
com Andrei Makhanenkov e a Rússia
Aberta estaremos com muito interesse aguardar as respostas da
Procuradoria-geral da Rússia e do Comissário dos Direitos Humanos na federação
russa.
Mas
será que a estratégia de desumanização da Ucrânia e dos ucranianos faz parte
dos “excessos locais” ou estamos perante a política do estado russo em
relação ao “país irmão”?
“...
Cinco soldados [ucranianos] feridos que sofriam de contusões tentaram responder
com o fogo das espingardas automáticas, mas eles foram alvejados com balas e
minas. Os feridos foram forçados a se render. No lado do inimigo foi exigido que
eles deixem as suas armas e se deitem no chão. Quando os militares cumpriram as
exigência e saíram até a estrada, contra eles foi lançada uma granada – os
rapazes foram mesmo mutilados pelos estilhaços...”
“...
Após o acidente ficaram [vivos] 10 ou 11 combatentes – feridos e em estado de contusão.
Um dos soldados começou a acenar com um pano branco, gritando para que não
atirassem. Na resposta, o militar vestindo o fardamento do tenente das Forças
Armadas da federação russa, ordenou em voz alta para que os rapazes se levantassem
e saíssem. No momento em que eles se levantaram – foram alvejados com fogo das armas
automáticas.
Dois
morreram no local, outros receberam mais ferimentos. Aos soldados ucranianos sobreviventes,
o 1º tenente russo ordenou à rastejar na sua direção. Depois deu o comando para
despir rapidamente. O soldado Klevchuk foi ferido em ambas as mãos e não
poderia se despir rapidamente: o oficial russo atirou nas suas costas e na
cabeça. Um outro jovem soldado, também, não conseguia se despir rapidamente – ele também foi morto pelo oficial russo. O sargento mais idoso entre os prisioneiros
[ucranianos] censurou o oficial [russo] por esse ato, mas em troca também recebeu
um tiro nas costas e na cabeça. Da mesma forma rude foram assassinados mais um
ou dois militares [ucranianos]...”
O realizadorrusso,nascidonaUcrânia,Vitaly
Mansky, é conhecidopelassuasobrasdocumentalistasdegrandequalidade. Masoseu últimofilme, “UndertheSun”, podesetornara verdadeira obra-prima: é ahistóriadaZinMi, aestudantede 8 anosdaCoreiadoNorte,
filmada em 2014 na última ditadura comunista do mundo.
No
fim, o Ministério dos Negócios Estrangeiros do RPDC não gostou do resultado e
emitiu uma nota à sua congénere russa, exigindo a proibição de exibição do
filme. Por
sua vez, Vitaly Mansky sempre se interessou pela Coreia do Norte, pois “sempre ficava
inquieto com a questão de como era possível rebaixar um homem, como era
possível destruir os seus princípios básicos, porque a pessoa está disposta a
obedecer”.
Em
2013 o realizador teve a primeira viagem ao país, durante a qual escolheu uma
menina ao papel principal: foi levado à uma escola-modelo, onde no gabinete do
diretor foram lhe apresentadas cinco meninas e lhe disseram: “você tem 5
minutos, pode as conhecer e escolher de quem gosta”. O guião do filme era sobre
a menina, que entra na União das crianças (pioneiros / continuadores), onde
recebe a tarefa muitíssimo importante – participar na maior festa do mundo. Ela
e os seus camaradinhas se preparam e no fim se transformam numa dos milhares de
pessoas que formam o maior quadro vivo do mundo [dos queridos líderes] que
personifica a felicidade suprema.
As
personagens da feira estalinista
O
realizador escolheu Zin Mi, pois a menina lhe disse que o seu pai é jornalista
(Mansky pensou: “ótimo, através dele posso chegar algures”); e a mãe era
funcionária de cantina numa fábrica (realizador: “melhor ainda, as pessoas
comem, haverá alguma fatura humana”). A menina também contou que a família
vivia no apartamento T0 com avôs e avós...
Quando
a equipa veio às filmagens, “descobriu-se” que “afinal”, o pai é em engenheiro
numa fábrica-modelo de ramo têxtil; a mãe “se transformou” numa funcionária de
uma fábrica-modelo de fabricação de leite de soja; família vivia num dos mais
luxuosos prédios da cidade. Embora o linóleo, com imitação de parqué, estava
estendido por cima de chão de cimento, com as pontas que não chegavam à parede;
as mobílias eram recém-trazidas; os quadros nas paredes recém-colocados; o guarda-fato
estava vazio; o banheiro nunca foi usado, nem tinha água; a energia elétrica fornecida
durante as filmagens: em geral, parecia que apartamento estava num prédio
inabitável, onde elevador foi ligado apenas para as filmagens. Mas pelo menos,
as três entradas do prédio estavam abertas. O edifício em frente, que o
realizador consegui rodear, quando iludiu os seus “acompanhantes”
norte-coreanos – não tinha a entrada! Embora todas as tardes lá se iluminavam
as janelas, todas com as lâmpadas iguais. Ou seja, o prédio de habitação era um
fake, apenas a caixa de betão, sem entradas, sem moradores...
Os "acompanhantes" estavam acompanhar as filmagens de perto...
O
pai e a mãe da Zin Mi pareciam serem os seus pais reais, pelo menos tinham o álbum
de família. Mas as fotos eram feitas num fundo falso, propositadamente, estas
imagens foram mostradas no início do filme.
Mansky
classifica Pyongyang como: “uma feira absolutamente estalinista e todos os seus
moradores fazem parte da exposição”. Por exemplo, nos gramados / relvados às
6h00 de manha ou às tardes, as pessoas, com as pinças nas mãos e dobrados até o
chão apanham uns lixos minúsculos. Durante as filmagens na fábrica-modelo, onde
alegadamente trabalha o pai, o realizador foi até casa de banho e errou na
porta. Quando a abriu, viu umas 150 mulheres nuas à tomarem o duche. Numa outra
ocasião espreitou da janela e viu que dentro da fábrica existiam as barracas de
habitação, ou seja, os trabalhadores viviam dentro da fábrica e então, a imagem
deles [mostrada ao realizador], à entrarem na fábrica de manha era outro fake
monumental.
O
“1984” real
O
pior de tudo, é que nem se percebe o significado prático de falsificar a
realidade. Em Pyongyang praticamente não há estrangeiros e os que há, andam nos
itinerários pré-defenidos. Desde o fim de outubro até o início de abril o país
se fecha aos estrangeiros: os prédios são aquecidos com o carvão mineral ou com
a lenha e a imagem das chaminés à saírem das janelas não é considerada agradável
[pelo regime].
Embora
o realizador tinha o direito de visitar o país por três vezes, filmando durante
75 dias, após os primeiros 45 dias de filmagens, a sua equipa nunca mais
recebeu a permissão de lá voltar. Os camaradas norte-coreanos não gostaram que
o realizador filmava os exteriores do seu hotel, através das cortinas no
quarto. Acordado pelo barulho às 6h00 de manha, ele ficou estupefacto com a
imagem de uma praça absolutamente cheia de gente, sentada de cócoras, no chão,
à comer algo, à dormir – usados para ensaiar um comício popular qualquer. Três
ou quatro minutos após o início desta filmagem clandestina, na porta do
realizador bateram os seus “acompanhantes”, que viviam nos quartos de ambos os
lados, com aviso: “saia da janela, será que você quer nunca mais cá voltar?”
Tudo
o que foi filmado não oficialmente – as pessoas à empurrar o autocarro, as crianças
junto aos caixotes de lixo, a fila para “comprar” algo, “pagando” com os talões
de racionamento – tudo isso foi filmado através de alguma abertura, por detrás
das cortinas...
Para
que os estrangeiros não andem livremente em Pyongyang, são retirados os seus
passaportes. Nos supermercados tudo é muito barato, mas aos estrangeiros não é
permitido possuírem a moeda local. Quando o realizador arranjou algum dinheiro
norte-coreano e queria comprar uns cadernos engraçados, foi lhe dito: “você não
os pode comprar”. Numa outra ocasião, na companhia dos “acompanhantes”, entrando
numa mercearia, Mansky viu as prateleiras cheias de pacotes de sumo de tomate. Ele
perguntou: “quanto custa o sumo de tomate”. O “acompanhante” deu a resposta habitual:
“Depois lhe contaremos”. Mansky: “Não, perguntem agora”. A vendedora responde,
o “acompanhante” traduz algo como: “Os preços ainda não foram afixados”. Mansky:
“Muito bem. Quantocustouestesumonasemanapassada?”. Tradução: “O sumo de tomate não se
vende”. Mansky: “Depois eu percebi: vendedores, visitantes, bens – não é uma
loja real, é um salão de exposições”.
No
filme há imagens quando toda a família: mãe, pai e menina se juntam em redor de
uma mesa baixinha, totalmente preenchida com os pratos de comida. Na presença
da equipa de filmagens essa comida foi trazida, embalada em plástico, era
despacotada e colocada na mesa. A família tinha um medo real de a tocar. Os “acompanhantes”
diziam: vocês comem, comem. Família apenas olhava: podemos mesmo?
O
homem na imagem é pai do Zin Mi, alegadamente o engenheiro. No filme este episódio
foi filmado 2 vezes: da primeira vez a operária informa o “engenheiro” que o
plano é ultrapassado em 150%. De seguida o “acompanhante” ordena à moderar o discurso.
Em
Pyongyang [até 2014] o estrangeiro não poderia entrar no metro sem os “acompanhantes”
e só poderia visitar duas estações [Yŏnggwang e Puhŭng]. A equipa do Mansky não
conseguiu terminar as filmagens e pediu visitar outras estações. Em resposta
recebe um “não” categórico. Mas oferecem aos cineastas a possibilidade de
voltarem ao ponto de partida e filmar novamente. O realizador explica: desta maneira
as pessoas na carruagem serão diferentes. Os “acompanhantes” dizem que isso não
é um problema e comandam os passageiros: “Levantem-se e passem para outro
lado”. E toda a carruagem se levanta, passa para outro lado e entra na carruagem
que vai no sentido inverso. Em silêncio e sem a menor discussão...
A
imprensa norte-coreana
Na
Correia do Norte é proibido gravar os programas televisivos, mas a equipa de
Mansky trouxe um disco duro e gravava estes programas 24/24 horas. O país
possui dois canais, sem nenhuma publicidade, no seu lugar está a informação
sobre os grandes líderes; o conteúdo dos programas da TV são ou os programas
que exortam os líderes ou as leituras do juche.
No
país são publicados três jornais diários. São proibidos de serem levados fora
do país ou serem usados como papel. Os três são feitos ao mesmo padrão: 1ª página
— imagem
do líder do tamanho da página inteira e um pequeno texto. 2ª página— 4 fotosdolídercomalgo à acompanharepequenostextos. 3ª página— 8 imagensdolídernasfotosconjuntas. 4ª páginasãofotosdasfaçanhasdoregimeenumcantinho, osacontecimentosmundiais— pequenostextoscomaspequenas
fotos à preto-e-brancodasgreves, catástrofes, quedasdosaviões. Todos os dias se formam as filas nos
quiosques para comprar estes jornais.
Amor
apenas platónico
Em
nenhum filme de toda a história cinematográfica da Coreia do Norte ouve sequer um
beijo. Os heróis do Mansky, pai e mãe da Zin Mi, também nunca mostraram os afetos.
Eles estavam concentrados numa importante tarefa estatal: participavam no
filme.
Quem
é culpado?
Os
norte-coreanos sabem que vivem mal, mas são seguros que isso acontece apenas
porque os EUA são contra eles... Quando a equipa do Mansky filmava o episódio da
filiação das crianças nos pioneiros, os “acompanhantes” lhes mostravam as
crianças de 7-8 anos em fardamento militar e diziam: «Os seus pais morreram na guerra, são
filhos da guerra». Emboraa últimaguerraemqueparticipouopaísacabou 60 anosatrás! Masoscoreanosestãoabsolutamenteconvencidos: algures,decorreaguerra, osmilitaresnorte-coreanoslutamnela, existealinhadafrente, osmilitaresmorrem, olídertomacontados
seus filhos...
Agentes
secretos quase...
Todos
os dias, a equipa do Mansky era obrigada entregar todo o material filmado aos “acompanhantes”
norte-coreanos [para verificação]. O cameraman do Mansky, todos os dias se
queixava das dores de estômago, ia à casa de banho, onde copiava o material
filmado à carta de memória adicional. 24/24 horas a equipa estava sendo
vigiada. Tinham que se comunicar aos sinais ou falando fora dos quartos, barricar
a entrada dos quartos para impedir o acesso indesejado dos “acompanhantes”.
Durante
muito tempo os norte-coreanos não deixavam Mansky regressar ao país, até que perceberam
que o filme será demonstrado no festival “Noites Negras” de Tallinn (Estónia).
Naquele momento propuseram voltar e terminar as filmagens. O Ministério russo dos
Negócios Estrangeiros, após receber a nota dos norte-coreanos pediu ser
retirado como um dos patrocinadores do filme. O que não mudará absolutamente nada,
pois o filme já recebeu os convites aos cerca de 30 principais festivais do
cinema mundiais. Alguns países já o compraram para exibição, o filme irá se
estrear nos cinemas da Europa. De momento decorrem as negociações para a
exibição do “Under the Sun” nos EUA...
O
grande final
No
final do filme a Zin Mi chora, depois pode-se ouvir a voz de Mansky e a menina
começa declamar o juramento de fidelidade ao líder. Mansky explica que Zin Mi
chorou porque sentiu uma grande responsabilidade e pensou que não correspondeu
às expetativas. Ela foi escolhida. Escolhida para mostrar a grandeza, o poder e
a devoção ao país, e quando lhe fazem uma pergunta, que ela responde, de uma
maneira que ela própria julga insuficientemente boa, chora, atrapalhada. Ela
diz: “Eu não consigo perceber se fiz tudo para ser grata ao grande líder”. E da
sensação de que não fez tudo, começa a chorar...
Fonte
e fotos (YouTube; arquivo pessoal do realizador):
O
serviço de guarda-fronteira da Ucrânia recebeu o primeiro exemplar do novo blindado anfíbio “Tryton”, fabricado em Kyiv e desenhado pelos engenheiros nacionais especialmente para uso pela guarda-fronteira na defesa da fronteira comum ucraniana com a federação russa.
O
veículo possui a blindagem que corresponde ao 2º nível STANAG-4569. “Tryton”
consegue proteger a sua tripulação contra o impacto da mina antitanque de até 6
kg de TNT.
Para
o controlo efetivo da situação na fronteira o veículo também possui a estação
de rádio locação e um sistema de termovisão. A tripulação do blindado é de 3 pessoas,
“Tryton” também leva até 8 militares, possui a autonomia de até 700 km ou 7 dias
do serviço. Para garantir autonomia necessária “Tryton” possui gerador à
gasóleo, ar-condicionado e um sistema de aquecimento. Para a transmissão de dados
o veículo usa o sistema de comunicações por satélite (fonte).
O
veículo atinge a velocidade de 110 km/h na estrada e 10 km/h na água. “Tryton”
é armado com a metralhadora de 12,7 mm; o morteiro ucraniano UAG-40 de 40 mm;
possui os sistemas de lançamento de granadas de fumo e de gestão de fogo
equipado com medidor de distâncias. O blindado usa motor Volvo TAD620VE à
diesel de 6 cilindros; 5,7 Litros e 211 cavalos; a sua caixa de 5 velocidades é
Allison 1000 CP e pneus tubeless Michelin XZL MPTTL 365/80 R20.
RIP Les Tanyuk
Morreu
Leonid (Les) Tanyuk(1938
– 18 de março de 2016), o realizador ucraniano, teatral e do cinema, dissidente
da época soviética e fundador do Clube da Juventude Criativa, um dos pólos de
resistência intelectual contra o regime soviético na década de 1960. Les Tanyuk
foi membro do parlamento ucraniano entre 1990 e 2007.
O
meu vizinho voltou da Crimeia à onde fui no ano passado e antepassado, ia
antes. Conseguecompararasrealidades. Diz que as praias estão vazias. Diversos
hotéis, principalmente aqueles onde os donos eram ucranianos se fecharam.
O
seu amigo possui um pequeno hotel privado na praia. Três anos atrás investiu lá
todo o seu dinheiro, até pediu emprestado, o construiu, de vários pisos, com 40
quartos. No verão conseguiu alugar três quartos. Queria o venderparapagaradivida. Masnãotem à quemvender...
Os militares russos de ascendência asiática com um camião blindado russo
nas ruas da Crimeia em março de 2014, fonte@Facebook
O
meu interlocutor é uma pessoa especial, é à favor da anexação, mas ao mesmo
tempo é direto e honesto. Opera com as realidades simples e compreensíveis.
Todos os alimentos, nos mercados e nas lojas viram os seus preços, no mínimo,
triplicados. Por exemplo, diz, em 2013 a saborosa cerveja Lvivske custava o
equivalente dos 30 rublos a garrafa. Agora a cerveja mais barata custa não
menos que 100 rublos. Não encontras a vodca mais barata do que 400 rublos por garrafa
(6 dólares).
Naquele
momento na TV Putin contava sobre a vitória na Síria. Quando o chefe falou
sobre o número dos biliões de rublos que custaram os “exercícios”, ao máximo
aproximados aos combates reais, o meu interlocutor cuspiu, abanou a cabeça e
disse: “Dá os alojamentos às pessoas, cabrão. Já f.deu todos, a sua guerra”.
Os militares russos à bloquear a base ucraniana na Crimeia em março de 2014
fonte@Facebook
Disse
assim, abanou a cabeça e foi às escadas para fumar...
A primeira foto, da autoria do Sergei Loiko, publicada no jornal Los Angeles Times em 17 de
março de 2014, mostra a cena típica numa rua de Simferopol nas vésperas do referendo
livre do Putin (fonte).
SL lol:
Sim, eles voltaram “para casa”. Naquela mesma casa que “se acalmou, imersa na
escuridão ... e o povinho – cada terceiro é inimigo...” (Vladimir Vysotsky).