Mostrar mensagens com a etiqueta Aline Gallasch-Hall. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Aline Gallasch-Hall. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, outubro 15, 2018

A verdade sobre comunismo e sobre Holodomor na Ucrânia

https://maxim-nm.livejournal.com/446485.html
O tema histórico que tentam evitar todos os fãs da URSS e das ideologias de esquerda é Holodomor (Grande Fome) na Ucrânia, planeada, organizada e executada por poder central soviético. A fome absolutamente catastrófica decorreu em 1932-33, mas Ucrânia também foi atingida pelas suas ondas menores em 1921-23 e 1946-47. A historiografia oficial soviética mal assinalava estes acontecimentos, a cultura popular soviética, que servia de propaganda do regime, criava diversas obras literárias e cinematográficas, tentando demonstrar a falsa abundância, numa terra profundamente sofrida pela fome, uma acção deliberada do regime comunista soviético.
Slogan: "Avançando ao ataque contra as dificuldade, contra oportunismo da direita"
Hoje eu quero vós falar sobre o Holodomor ucraniano. Parafraseando o epigrafo no monumento em memória do operários polacos da resistência anticomunista de Gdansk: “Aos mortos – como sinal de memória eterna. Aos dirigentes – como sinal de aviso, aos concidadãos – como sinal de esperança de que o mal possa ser derrotado”.

O que é Holodomor?

O Holodomor é o termo usado para descrever a fome em massa de grandes proporções, que ocorreu na Ucrânia, ocupada pelas forças bolcheviques, em 1932-33 e que causou milhões de vítimas civis. A palavra ucraniana Holodomor está incluída em todas as línguas do mundo e não é traduzida, por analogia com a palavra Holocausto. Temos que recordar que, além do mais terrível e conhecido Holodomor de 1932-33, Ucrânia foi atingida por duas outras fomes menores – em 1921-23 e em 1946-47.
O Holodomor foi provocado pelas chamadas “aquisições de grãos” – quando as forças paramilitares soviéticas retiravam, à força, os grãos e mesmo diversos outros alimentos dos camponeses, para enviá-las às cidades e até vendê-las nos mercados ocidentais – com este dinheiro, os poder comunista soviético financiava a sua industrialização, construindo as fábricas civis e militares, fabricando as armas que fornecia aos partidos e depois aos regimes amigos para “libertar o mundo da opressão capitalista”. Os planos estatais de aquisições de grãos eram absolutamente irrealistas e desde logo condenavam os camponeses à fome.

De acordo com os dados da enciclopédia “Britannica”, Holodomor ucraniano de 1932-33 provocou a morte entre 4 à 5 milhões de ucranianos.

Repressões aos insubmissos

O que causou o Holodomor? Na historiografia oficial soviética, como as razões principais da fome em massa na Ucrânia eram apontadas as acções do Comissariado Popular da Agricultura e da liderança de alguns kolkhozes e sovkhozes (fazendas socialistas colectivas), cuja liderança, segundo a propaganda soviética foi “infestada de elementos aleatórios e destruidores”.
Como em geral na União Soviética, culpados sempre são elementos “aleatórios e destruidores”, embora não houvesse nada de “acidental” nas acções estatais – o Holodomor durou cerca de dois anos, e as autoridades soviéticas não poderiam ter ignorado os acontecimentos no terreno. A tese do “desconhecimento” é facilmente derrubada pela existência dos cercos deliberados de várias aldeias famintas, acção efetuada pelas tropas do NKVD, do ministério do interior e dos exército soviéticos, que levavam à morte dos camponeses ucranianos, confinados à estes mesmas zonas de bloqueio.

A causa real do Holodomor foi o massacre bolchevique do campesinato ucraniano insubmisso – os ucranianos se recusavam aderir aos kolkhozes e não desejavam viver de acordo com as leis bolcheviques, por isso o poder comunista da União Soviética decidiu a sua aniquilação pela fome. A mesma coisa, mas em menor escala, ocorreu na própria Rússia e no Cazaquistão, bem como em outras repúblicas da URSS – nas aldeias cercadas pelo exército ou pelo NKVD, os camponeses morriam de fome, os mesmos camponeses que teriam a força moral de dizer ao governo soviético que este poder não é nada popular, e representa a exploração muito pior do que o czarismo russo.

«Tabelas negras» e canibalismo

As aldeias ucranianas mais afectadas pelo Holodomor foram as que não cumpriram com o “plano” de aquisição de grãos – geralmente simplesmente impraticável. Estas aldeias eram colocadas em assim chamadas “tabelas negras” (listas de “não-cumpridores”) – a aldeia era alvo de bloqueio completo por parte do NKVD ou do exército, para lá eram enviados os esquadrões de punição que, entre outras coisas, praticavam a tomada de reféns.
Nós, filhos e filhas do século XXI, nem sequer temos a capacidade intelectual de imaginar o que estava acontecendo nas aldeias bloqueadas e cercadas pelo Exército Vermelho – as famílias inteiras morriam, todas as folhas das árvores tinham sido comidas, nestas aldeias não sobravam os animais domésticos e até mesmo os ratos. Pessoas, enlouquecidas pela fome, foram forçadas à praticar o canibalismo – matando os familiares ou as crianças, ou seus ou dos vizinhos, na esperança de os poderem comer.

Sobrevivente do Holodomor ucraniano, Marfa Tymchenko recorda:

Um vizinho da aldeia contou que uma vez trouxe a comida da cidade [onde a fome praticamente não era sentida] para os seus pais na aldeia, onde também vivia a sua irmã. Entrou na casa, e viu o seu pai e mais dois homens com ele, todos não barbeados, muito escuros. O fogo ardia no fogão, algo estava sendo cozido, ao seu lado, encoberto nos panos ensanguentados estava deitada alguma coisa embrulhada.

            Ele perguntou ao pai: “Onde está a mãe, a irmã?” O pai respondeu: “Já comemos a mãe, sobrou uma parte na panela e irmã acabamos de matar, está naqueles panos”. E um dos homens disse: “Teremos a carne fresca!”
   
São trechos do interrogatório de Vasil Mironovych, que tinha morto suas duas filhas, devido à fome intolerável:
 Em 1932, juntamente com a minha esposa e filho Zahariy, trabalhamos no kolkhoz durante os 400 dias úteis, não faltamos nenhum único dia, pelo que recebemos no outono cerca de 5 kg de milho e 4 kg de farinha, o que durou na minha família por 4-5 dias e para todo o inverno, fiquei sem meios de subsistência. Os filhos mais velhos saíram de casa, eu continuei a trabalhar no kolkhoz, pela que recebia uma vez por dia a comida quente – a sopa borsch de repolho e beterraba, sem pão.

No dia 4 de abril, eu matei a minha filha mais nova – Hrystia, que estava tão exausta que não conseguia mais ficar de pé... O seu corpo, só ossos, eu esquartejei e cozinhei, os comi em dois dias. Eu também dei a carne para comer a minha filha mais velha, Nastya, e no dia 6 de abril, às 5h00 da manhã, eu matei a Nastya. Eu pensei que com isso iria me fortalecer, Nastya mesmo assim, teria morrido de exaustão em um ou dois dias...

Tanto a primeira, como a segunda, eu matei no sono, as tirei da cama, coloquei-as no chão batido de terra e cortei a cabeça com um único golpe de machado... As cabeças e os ossos cortei aos pedaços pequenos e enterrei.
   
Os militares soviéticos iam às casas dos camponeses ucranianos famintos lhes tirar os últimos alimentos, respondendo aos súplicas – “se teremos a pena de vocês, também ficaremos na vossa posição. E nos queremos viver”.

Nas décadas do domínio soviético que se seguiram, toda a memória do Holodomor foi deliberadamente apagada, nenhum livro soviético mencionava a plenitude da tragédia, o máximo que a censura soviética permitia era alguma menção dos “famintos tempos difíceis”, sempre sublinhando que “assim eram os tempos!” Nunca e ninguém mencionava o facto que a culpa não era dos tempos, mas do poder soviético.
O memorial às vítimas do Holodomor em Kyiv  – o monumento de menina sofrida e magra
O Holodomor na Ucrânia gerou um fenómeno terrível, que muitas pessoas hoje chamam de memória apagada – não sobrou literalmente nada e ninguém, nem uma única pessoa, das dezenas de aldeias ucranianas que se extinguiram por completo devido à fome. Ninguém sabe exatamente o que aconteceu ali – não sobrou mais ninguém que pudesse contar o que se passou. Possivelmente as coisas e situações muito mais terríveis aconteceram lá, do que aquelas que são relatadas pelos sobreviventes, devido as condições um pouco menos mortíferos, nos locais da sua própria residência na época.

Em 1933, após o levantamento de bloqueios, os corpos de camponeses ucranianos inchados de fome foram simplesmente retiradas, e novas pessoas, provenientes de outras regiões da URSS [nomeadamente Belarus e Rússia] se estabeleceram nestas aldeias “libertas”. Aos aqueles que não viam os horrores do Holodomor com os seus próprios olhos, era muito mais fácil abraçar a ideia abstracta de construção do comunismo.

Na Ucrânia actual, o Holodomor é considerado um genocídio, e o dia da memória de suas vítimas é recordado solenemente em 25 de Novembro. Em Kyiv, neste dia, os cidadãos acendem as velas, e muitos vêm até o memorial às vítimas do Holodomor – o monumento de menina sofrida e magra – e colocam aos seus pés as maçãs, espigas de trigo e galhos de viburnum, o símbolo da Ucrânia...

Fotos: arquivo | Texto: Maxim Mirovich (Belarus); Tradução a adaptação: Ucrânia em África

O texto serviu de base da intervenção pública da deputada da Assembleia Municipal de Lisboa, Dra. Aline Gallasch-Hall de Beuvink (eleita em outubro de 2017 pela coligação de CDS-PP, PPM e MPT), lida na Conferência internacional “Fomos mortos por sermos ucranianos” (Lisboa, 12 de outubro de 2018).   

segunda-feira, outubro 02, 2017

Aline Gallasch-Hall de Beuvink é eleita deputada em Lisboa

Aline Gallasch-Hall de Beuvink (à esquerda) e Dra. Assunação Cristas (à direita)
foto @Nuno de Albuquerque Gaspar
A Dra. Aline Gallasch Hall de Beuvink foi eleita neste domingo à Assembleia Municipal de Lisboa no âmbito da coligação CDS-PP, PPM, MPT. Na política ativa desde 2009, a deputada, investigadora e monárquica é filha de pai português e mãe ucraniana, uma grande amiga da Ucrânia.
Aline Gallasch-Hall de Beuvink (1ª à esquerda) com a Embaixadora da Ucrânia em Portugal,
Sua Excia. Inna Ohnivets (de camisa bordada no meio), foto @Embaixada da Ucrânia na República Portuguesa
O nosso blogue manifesta os enormes parabéns à Dra. Gallasch-Hall de Beuvink por ocasião da sua eleição à AML, na absoluta certeza que os lisboetas serão bem servidos e Ucrânia terá naquela instituição uma grande amiga de peso!
Aline Gallasch-Hall de Beuvink no lançamento do seu livro sobre ópera do Tejo
foto @FB da Aline Gallasch-Hall de Beuvink
Ler (faça click na foto em baixo) a história da sua vida e do seu trajeto político:
Aline Gallasch-Hall de Beuvink e a sua mãe, Ludmilla Gallasch-Hall, Lisboa, janeiro de 2010
foto @www.spilka.pt

sexta-feira, novembro 29, 2013

Ucranianos manifestaram-se em Lisboa pela UE


por: Ruben Abreu, editado por Patrícia Viegas (título é da responsabilidade do nosso blogue)

Imigrantes ucranianos manifestaram-se esta tarde junto à embaixada da Ucrânia em Lisboa para exigir que o Presidente Viktor Ianukovitch assine o acordo de associação com a União Europeia na Cimeira da Parceria Oriental, que se realiza hoje e amanhã em Vilnius, capital da Lituânia

Algumas dezenas de ucranianos estiveram concentrados à porta da embaixada da Ucrânia, em Lisboa, ao início da tarde de hoje, num protesto a favor da assinatura do acordo de associação entre a União Europeia (UE) e a Ucrânia, que deveria acontecer na Cimeira da Parceria Oriental de hoje e amanhã em Vilnius.

Liderados por Pavlo Sadokha, o presidente da Associação dos Ucranianos em Portugal (www.spilka.pt), os manifestantes estavam solidários com os seus compatriotas que nos últimos dias têm saído à rua na Ucrânia, bem como com as suas aspirações europeias.

Os ucranianos residentes em Portugal, acreditam ter interiorizado os valores comuns europeus e apelam ao Presidente ucraniano, Viktor Ianukovitch, para que assine o acordo de associação entre a União Europeia e a Ucrânia durante esta cimeira na capital da Lituânia.
Facebook da Aline Gallasch-Hall de Beuvink
“A Ucrânia deverá escolher por si o seu futuro sem ceder a pressões”, disse ao DN Stefan, um estudante universitário, que vive há quatro anos em Lisboa. “É inevitável a demissão de Ianukovitch e do Governo se não assinarem o acordo com a EU”, afirmou, por sua vez, Anatoly, um imigrante ucraniano que chegou a Portugal há 12 anos.

O protesto decorreu sem incidentes. Os manifestantes procuraram ainda dialogar com o embaixador da Ucrânia em Portugal, Oleksandr Nykonenko, mas tal não foi possível por inexistência de agendamento prévio.

Na semana passada, o Governo da Ucrânia decidiu inesperadamente renunciar à assinatura de um acordo de associação e de comércio livre com a União Europeia, tendo a oposição acusado o Executivo de ter cedido à pressão de Moscovo. A Rússia tinha claramente advertido Kiev das consequências comerciais de um acordo com a União Europeia.

Fonte:

quinta-feira, setembro 19, 2013

Aline Gallasch-Hall de Beuvink – Assembleia Municipal de Lisboa

Na política desde 2009, Aline Gallasch-Hall de Beuvink, é membro da Assembleia Municipal de Lisboa e candidata pela Plataforma de Cidadania. Filha de pai português e mãe ucraniana, Aline tem hoje dupla nacionalidade: brasileira e portuguesa.

Ler mais sobre Aline Gallasch-Hall de Beuvink
Ver no YouTube:
http://www.youtube.com/watch?v=9R9xYiD4O0U

terça-feira, junho 21, 2011

Aline Gallasch-Hall de Beuvink: monárquica, professora e deputada

A deputada luso – ucraniana da Assembleia Municipal de Lisboa (AML), eleita pelo Partido Popular Monárquico (PPM), Aline Gallasch-Hall (de Beuvink desde 2012), é uma mulher linda, inteligente e trabalhadora, temida sobretudo por políticos cujos discursos públicos contrastam com as suas actuações privadas.

Filha de um militar português de origem britânica, Amílcar Gonçalves Hall e de ucraniana Ludmilla Gallasch Hall, cujos pais fugiram das repressões estalinistas para o longínquo Brasil, Aline nasceu na cidade de Porto Alegre e aos sete anos de idade mudou-se para Portugal. Fortemente influenciada pelos avós maternos e pela mãe, Aline hoje em dia tem a atenção especial para com a comunidade ucraniana residente em Lisboa. Aline define essa tarefa nos seguintes termos: “Gostaria de contribuir para a sua maior integração na sociedade portuguesa, ajudarei naquilo que for preciso para que a comunidade ucraniana possa ter uma maior visibilidade na nossa sociedade”.

Desde adolescente Aline sentia-se insatisfeita com os políticos, com as injustiças, com a crise civilizacional. Mas sempre achava que criticar o Governo sem fazer nada também é uma incoerência. Cedo interessou-se pela política, sendo monárquica por influência do pai. Aline acredita que uma monarquia constitucional, secundada por um Governo eleito por sufrágio universal é a melhor maneira de governar, pelo menos em Portugal. As suas esperanças de ver um rei português são ligadas a D. Duarte Pio actual herdeiro da coroa portuguesa mas, principalmente, ao seu filho Dom Afonso. “Sei que em Portugal existem várias pessoas que apoiam a ideia de monarquia, gente da sociedade civil ou filiados nos diversos partidos políticos, mesmo no Partido Comunista Português”, afirma Aline com muita convicção.

Em 1998, no hotel Ritz de Lisboa era organizado o Baile dos Debutantes de Lisboa, evento social em que as meninas eram apresentadas à sociedade. Aline participou no baile em representação da Associação de Austríacos em Portugal e foi vista pelo presidente da Câmara Municipal de Viena, que adorou a sua valsa. Assim ela foi convidada a representar Portugal em Viena, uma entre 200 participantes. Até foi dispensada dos treinos. Adorou a cidade, foi uma viagem especial, já que a sua mãe nasceu em Viena e o seu compositor preferido é Mozart (Aline fez a tese de mestrado sobre os elementos egípcios na ópera “A Flauta Mágica”).

Durante oito anos Aline Gallasch – Hall de Beuvink foi professora na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, dava aulas de História de Arte, Cultura Portuguesa e Cultura Brasileira. Desde 2010 lecciona disciplinas de Teoria da Arte e História da Cenografia, e Cultura Contemporânea nos Cursos de Cenografia e Design de Moda, respectivamente, na Faculdade de Arquitectura da UL. Além disso, Aline foi uma das co-autoras do Dicionário do Antigo Egipto, o primeiro de género em Portugal. Deu aulas de Cultura no Curso de Enfermeiros da Fundação Gulbenkian na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, tendo iniciado um Manual de Cultura Portuguesa.
Aline Gallasch-Hall de Beuvink @2017
A sua filiação no PPM data de 2009. Antes disso, Aline não participava activamente na política, embora desde 2005 se empenhou na divulgação da informação sobre Holodomor em Portugal. Relativamente poucos anos atrás, a questão do Holodomor era absolutamente desconhecida em Portugal, nem os professores universitários, nem os livros escolares abordavam este assunto. Com ajuda da Embaixada da Ucrânia e a Associação de Ucranianos de Portugal, em 2006 Aline organizou a exposição sobre Ucrânia e sobre Holodomor na Faculdade de Letras da UL. Até nas suas aulas na Universidade, ela abriu um módulo sobre a História e Cultura ucraniana para que os alunos tivessem mais informação sobre os ucranianos e a sua relação com a cultura portuguesa, actualmente bastante presentes na sociedade portuguesa.

Na AML Aline Gallasch – Hall pertence a três comissões diferentes: Finanças e Património, Reforma Administrativa da Cidade, Solidariedade Social e Integração (dos mais desfavorecidos da sociedade, incluindo imigrantes). Uma das propostas que Aline pretende apresentar brevemente é o reconhecimento do Holodomor por parte da AML, que seria uma vitória muito importante. Lisboa não será a primeira cidade portuguesa a reconhecer Holodomor como genocídio, algumas cidades portuguesas já fizeram este reconhecimento oficial. No entanto a aprovação não está garantida, visto que PCP e BE provavelmente votarão contra, como é habitual, e o voto do PS é uma incógnita.

Aline é respeitada e até algo temida por colegas na AML, pois costuma dizer aquilo que pensa, objectivamente, mas de modo bastante directo e sem medos. Houve o caso (bastante insólito na história da AML), em que toda a esquerda presente (PS, PCP, BE e deputados independentes alinhados com a esquerda), abandonaram a sala do plenário, “ofendidos” com o seu discurso. A razão de tal indignação? Aline criticou o oportunismo político dos deputados Helena Roseta e Rubens de Carvalho pela sua abstenção permissiva durante a votação sobre o projecto do Terminal de Contentores de Lisboa (LisCont). Aline até foi chamada de mentirosa pelo PCP, mas apenas cingiu-se à verdade factual, coisa que habitualmente não agrada aos partidos de esquerda.

Nas últimas eleições legislativas realizadas no dia 5 de Junho deste ano, PPM recolheu as preferências de 0,4% do eleitorado português. Como explica Aline, em grande  parte isso se deve à questão do “voto útil”, pois os eleitores evitam votar nos pequenos partidos, temendo que estes não ultrapassem a barreira dos 3% e como tal, o seu voto será objectivamente perdido. No entanto, comparando com as últimas eleições, o PPM obteve em Lisboa 1000 votos a mais, uma façanha conseguida pela postura e presença da Aline Gallasch – Hall. Espero sinceramente que nas próximas eleições autárquicas, que em Lisboa o PPM costuma concorrer em coligação do centro – direita com PSD, CDS-PP e MPT, Aline possa encabeçar a lista do seu partido e ser novamente eleita à AML. Uma luso – ucraniana, apaixonada por Mozart e pela sua família, pessoa simples e honesta que sacrifica a sua vida pessoal e que não tem vergonha de chorar quando fala em público sobre a tragédia do Holodomor.

As raízes da Aline Gallasch – Hall
Aline e Ludmilla Gallasch-Hall, Lisboa 2010
A sua avó materna, Alla Dubina é de Kyiv. O avo materno Vasyl Gallasch é de Kamianets-Podilskyi. Alla provém de uma família nobre; com gosto pela música, tocava vários instrumentos musicais: piano, guitarra, balalaica. Vasyl passou pelo GULAG e foi preso pelos nazis. Temendo as repressões estalinistas, no fim da II G. M., a família fugiu para Viena, onde ambos trabalharam para UNRRA no campo dos refugiados políticos (DP) ucranianos. Receando a possibilidade de deportação, pois os emissários da URSS faziam a “caça aos ucranianos” em toda a Europa Central e Ocidental, os avós pintaram o cabelo, arranjaram os documentos convenientes e se meteram no barco que ia para Brasil, bem longe do monstro moscovita. Estudavam português durante a viagem, moravam no Rio de Janeiro e depois em Porto Alegre, onde Vasyl trabalhou numa fábrica cervejeira alemã e Alla na fábrica de Siemens. Uma das primas da Alla, Antonina Dubina, viveu na Ucrânia até 100 anos e até foi distinguida pelo presidente Viktor Yushchenko.

Mãe, Ludmilla Gallasch – Hall gostava da filosofia e música, se interessou por literatura, parapsicologia, filosofia oriental, espiritismo. Lia de tudo, desde Tolstoi a Helena Blavatskaya e Allan Kardec. Conheceu o seu futuro marido através de correspondência. O jovem Amílcar veio ao Brasil, apaixonado pelo nome Ludmilla, voltaram para Portugal juntos, Ludmilla tinha nas mãos uma mala bastante pequena e levava o vestido de noiva Christian Dior, que custou ao seu pai 2 milhões de cruzeiros, uma pequena fortuna naquele tempo. Foi muito bem recebida pela nova família portuguesa, o casamento pomposo foi no Mosteiro dos Jerónimos. Já casada e a viver em Angola, Ludmilla foi modelo da Casa Stendahl, foi voluntária da Cruz Vermelha em Angola e Moçambique.

O Pai, Amílcar Gonçalves Hall é descendente directo de William Anthony Hall, um nobre que veio combater com o Duque de Wellington, jovem fidalgo britânico que visitou Portugal e por lá ficou. Amílcar Gonçalves abraçou a carreira militar, foi controlador aéreo na Base das Lajes, fez algumas comissões de serviço em África. Aliás, alguns membros da família Hall tiveram fortes ligações com África, nomeadamente o primo, Tarquinho Hall foi o Conselheiro do Governador de Angola, assim como um dos irmãos de Amilcar, Arménio Hall (futuro Juiz–Conselheiro), que trabalhou em Angola.

Desde o início da emigração ucraniana em Portugal nos anos 1990, Ludmilla e Amilcar dedicam uma grande parte do seu tempo à ajuda aos ucranianos que eram completamente desconhecidos em Portugal e nem tinham a oportunidade de conhecer direito no seu novo país de acolhimento. Naqueles tempos turbulentos Ludmilla não temia nem os bandidos, nem os burocratas da embaixada ucraniana, que cada um à sua maneira sugava os emigrantes, servia de intérprete na polícia, testemunhava nos tribunais e até entrava na cadeia.

Hoje, Ludmilla Gallasch – Hall continua activa na comunidade ucraniana de Portugal, aos domingos ela dá as aulas gratuitas de língua e cultura portuguesa na Igreja Grego – Católica Ucraniana junto à Praça de Chile em Lisboa. E continua a ser vista por muitos como a padroeira de todos os ucranianos de Portugal.

sexta-feira, junho 17, 2011

Aline Gallasch Hall na revista VIP


A entrevista da Aline Gallasch Hall, a deputada luso – ucraniana da Assembleia Municipal de Lisboa pelo PPM à revista portuguesa VIP (publicada antes das últimas eleições legislativas).

Apesar do sotaque gaúcho só se notar quando quer, Aline Gallasch Hall nasceu em Porto Alegre, no Brasil, “não importa em que ano”, diz, e veio para Portugal ainda criança. Mesmo não tendo nascido cá, garante que se sente mais portuguesa do que brasileira. “Costumo dizer que ‘gato que nasce no forno não é biscoito, é gato’”, brinca. “Adoro o Brasil, no fundo também é uma espécie de pátria, mas identifico-me muito mais com Portugal. Vim quando tinha sete anos... é cá que me sinto em casa."


Intervenções da Aline Galasch Hall na Assembleia Municipal de Lisboa:
http://ppm-grupomunicipallisboa.blogspot.com

quinta-feira, junho 02, 2011

Em 5 de Junho vote Aline Gallasch-Hall

Apresentamos o vídeo da candidata luso – ucraniana do Partido Popular Monárquico por Lisboa, Aline Gallasch-Hall, que fala dos temas tão importantes para a sociedade portuguesa como a Educação e a Cultura.

.

Ver no YouTube:

http://www.youtube.com/watch?v=e0nNsvBpo9c&feature=related




domingo, maio 29, 2011

Aline Gallasch-Hall em defesa do poder autárquico

A candidata luso – ucraniana do Partido Popular Monárquico por Lisboa, Aline Gallasch-Hall manifestou recentemente à Associação Nacional de Freguesias a sua preocupação com o “assalto ao poder autárquico” que surgirá com a eventual extinção de freguesias, prevista no acordo entre o governo português e a troika formada pelo FMI, BCE e UE.
.

O presidente da ANAFRE, Armando Vieira, garantiu que o organismo “opõe-se frontalmente à extinção das freguesias”, admitindo, no entanto, que “possa haver agregação sem perda de identidade”.
.

“A reorganização não tem que ter a marca da extinção”, afirmou Armando Vieira, acrescentando: “a reforma não pode ser feita com um modelo matemático, mas sim caso a caso”.


O presidente da ANAFRE manifestou também aos monárquicos a disponibilidade do organismo para “discutir as competências próprias das freguesias, que têm um peso de 0,10 por cento no Orçamento de Estado, são o parente pobre das autarquias”.

.

O acordo entre o Governo e a 'troika' (FMI, BCE e UE) refere que Portugal terá de reduzir a partir de Julho de 2012 o número de autarquias e juntas de freguesias, actualmente 308 e 4.259 respectivamente, até às próximas eleições autárquicas de 2013, escreve na sua edição on-line o jornal Publico.
.

Blogueiro

.
Esperamos que PPM consiga eleger Aline Gallasch-Hall em Lisboa, solicitamos o seu voto pelo PPM e pela Aline Gallasch-Hall!