terça-feira, maio 31, 2005
Insegurança em Maputo
Pois, dois jovens armados com CATANAS, transportados num CARRO, por um terceiro elemento do grupo, atacaram o autor destes linhas. Sofri algumas escoriações e fiquei sem o meu telemóvel, compras de mercearia e alguns trocos que tinha no bolso. Por isso fiquei muito quetinho nos dias a seguir em casa a ver televisão, apoiando e torcendo por GreenJolly e Ucrânia. Foram uns mini - férias, à força, pois não foi trabalhar por alguns dias...
Mas na semana seguinte, quando planeava escrever algo de útil para o blogue, foi surpreendido pela notícia do assassinato de uma pessoa amiga - Tatiana (Tânia) Iudina, ocorrido no dia 24 de Maio. Tânia, e o seu marido, Andrei Iudin, eram empresários provenientes da Ásia Central, e em Moçambique dedicavam-se à construção civil, ajudavam na constução de escolas para crianças africanas e outro tipo de apóios às comunidades locais. A senhora foi brutalmente assassinada, por uma quadrilha que especializa-se no roubo de viaturas...
Consequências - uma filha orfa, marido destorçado e toda a gente que conheceu a família muito triste e apreensiva.
Participei na cerimônia fúnebre que tive o lugar na Igreja Ortodoxa Grega em Maputo e não consegui conter as lágrimas. Alias toda a gente presente: belarusos, bulgaros, portugueses, moçambicanos, russos e ucranianos ficaram comovidos. Espera-se que a sua morte não ficará impune e que os autores deste crime serão encontrados e sentenciados de acordo com a Lei.
Paz a sua alma!
p.s. Parece que os autores do crime foram encontrados, agora esperamos ver a Lei funcionar!
terça-feira, maio 24, 2005
Final do Eurovisão: favores em cadeia
Outra vez apresentado por Pavló e Maria, o final do Festival Eurovisão começou na hora e data certa. Eram 21:00 (hora de Moçambique), dia 21 de Maio de 2005. O Palácio de Desporto de Kyiv (que o apresentador português continuava a teimar de chamar de Kiév), estava repleto de pessoas, milhões de espectadores, assistiam o Festival pela televisão.
No início, actuou a Ruslana. Canção lembrava a “Dança selvagem”, nas mãos, Ruslana tinha um mini lança – chamas e parecia muito sexy...
1. Primeira concorrente era da Hungria e continuava em grande forma. Szilvia e grupo Nok, cantou a “Spin world” em húngaro e agradou a plateia. Violino chorava, a letra evocava a deusa da noite (o nosso bom comentador português continuava de chamar a deusa de eslava). A coreografia era simples, mas muito bonita.
2. Javine Hylton, a rapariga, que representava o Reino Unido, parecia uma mistura de Beyonce com Shaquira. Os dançarinos eram vestidos à oriental e parecia que saíram de Mil e Uma Noite árabe. Mas o seu “Touch my fire” não agradou a plateia.
3. Terceira concorrente era da Malta. Chiara, já participou no Eurovisão em 1998, mas desde aí, engordou um bocado. Apelidada de “A Voz” por jornais da sua terra, ela era uma séria candidata para vencer o Festival. Cantava em inglês e não tinha nenhum dançarino. No final ficou em segundo lugar.
4. A canção da Roménia, “Let Me Try”, tinha estilo. Luminita, famosa na Roménia desde 1995, tem uma bela voz, o grupo “System” conseguiu demonstrar uma boa coreografia. Eles pretendiam ficar entre dez primeiros. Conseguiram, pois foram terceiros.
5. Noruega, representada pelo Wig Wam, cantou “In my Dreams”. O solista Glam, sósia de Marlyn Manson outra vez abanava um pano cor de laranja, evocando a Revolução ucraniana. Música tinha bastantes semelhanças com as do Marlyn, Bon Jovi, “Europe” e talvez “Quinn”. Mas apesar do tudo isso, os europeus gostaram e deram ao grupo o nono lugar no final.
6. Gülseren, que representou a Turquia, era muito tradicional, a sua coreografia também. Penso que o país não acertou com escolha, pois moda do oriental começa a passar um pouco.
7. Moldova era o número sete. O seu representante, grupo Zdob si Zdub, liderado pelo Roman Yahupov, mostrou um drive fenomenal e energia completamente louca. Desta vez Roman tirou a camisa e fiz um desenho no corpo, que imitava a bordagem tradicional da Moldova. Dançarinos continuavam voar pelo palco e bisavó Boonika, apareceu no palco para tocar o tambor. Foi uma actuação memorável. Canção da Moldova, uma das poucas, que entrou na minha memória, ficou no sexto lugar no geral.
Recomendo muito bastante: http://www.zdob-si-zdub.com/
8. A Ledina Çelo da Albânia apostou na coreografia albanesa, embora cantou em inglês: “Tommorow I Go”. A namorada do meu melhor amigo, disse que o peito dela é de silicone (Rita Lee não ia gostar). Ledina perdeu-se um pouco.
9. O homem do Chipre, Constantinos, cantou “Ela Ela” e lembrou o Ricky Martin. Constantinos já participou no Festival em 1996 e tinha um apeal bastante comercial. Usava um grito: “Oi”, que me pereceu ser copiado da Ruslana.
10. A Espanha apostou em três meninas conhecidas como “Son de Sol”, que lembravam a Shaquira e cantaram uma música chamada “Brujería”. Um dos seus dançarinos tinha ar de gangster, e no meio da música apareceu em pouco de rap. Foi uma coisa muito colorida, muito viva, mas também algo cansativa e previsível. Público não gostou.
11. Shiri Maimon do Israel, antes de ser cantora nocturna, cumpriu o serviço militar obrigatório, cantando na Força Aérea israelita. Moça parecia uma mistura ente M. Karrey e W. Huston, mas agradou o público, que a presenteou com quarto lugar no final.
12. Os da Serbia & Montenegro, grupo de cinco rapazes, chamados “No Name”, tinham o violino cigano, os tambores e agradaram as jovens adolescentes em toda a Europa, que lhes deram o sétimo lugar.
13. A Dinamarca também apostou num grupo de rapazes, que canta para as adolescentes. Para convencer as meninas da Ucrânia, jovens até usaram os fatos – treinos cor de laranja. Mas parece que a sua música, “Talking to you”, foi menos convincente do que dos sérvios & montenegrinos.
14. Cantor da Suécia, Martin Stenmarck tinha a voz do Joe Cocker (que fiz nestes dias 61 anos), casaco de cabedal, ar de rockista e quatro lindas meninas para dançar: duas liras e duas morenas. Martin cantou em inglês “Las Vegas”, mas não devia fazer isso, os EUA são extremamente impopulares na Europa, nos dias de hoje.
15. A Macedónia (e NÃO F.Y.R. Macedónia), cantou “Make my day”, na voz do Martin Gucic, onde o inglês era misturado com alguns motivos étnicos, orientais, fruto da influência da minoria muçulmana da Macedónia. O rapaz tem apenas 23 anos, mas já é o disco de platina no seu país.
16. Depois actuaram os donos da casa, representantes da Ucrânia – grupo GreenJolly. Penso que faltou lhes um pouco de energia, do drive que a Moldova tinha até em excesso. Em defesa dos rapazes só posso dizer o seguinte: são novos nestes andanças, foram duramente criticados por muita gente, que odeia a Revolução Laranja e não tiveram todo o suporte necessário, para estar preparados 100% psicologicamente. Pior, muitos fizeram a questão de criar o clima de tenção, apenas para atrapalhar aqueles, que já foram considerados autores do hino da Revolução ucraniana. Mesmo assim, rapaziada não tive a pior classificação, ultrapassando os concorrentes muito mais fortes, caso da Grã - Bretanha ou França. Daqui alguns anos, poderão tentar outra vez!
17. A representante da Alemanha, Gracia, inspirou-se no grupo Ramstein. Daí o fato de cabedal e toda a outra parafernália, trazida por seus acompanhantes. Tinha uma bela voz e cantou em inglês.
18. Boris Novković, da Croácia acha que “Lobos morem sozinhos”. Alem disso, os croatas tocaram a gaita de foles / cornamusa e um violino. Continuo a achar que a canção foi muito “balcânica”, mas o público gostou e Croácia ficou no meio da tabela.
19. Helena Paparizou, nascida na Grécia, residente na Suécia, e em representação do seu país natal, também me lembrava a Shaquira. Quer pelo estilo de cantar, quer pela coreografia: foi recriada a imagem de uma mulher poderosa, rodeada por quatro belos rapazes. Música, ao meu ver não era nada helénica, mas a dança, de facto, lembrava o filme “Zorba, o grego”. Inexplicavelmente, acabou por ganhar o Festival...
20. Natalia Podolskaya da Rússia, cantou “Nobody Hurt No-one” em inglês, apostando no som mais rock. Público notou o estilo do seu vestido.
21. As três meninas loiras da Bósnia & Herzegovina, conhecidas como “Feminnem”, pareciam quer visualmente, quer musicalmente com ABBA. Sua canção chamava-se “Zovi” (Chama), mas era em inglês. Era uma cartada bastante retro, mas parece que não cativou muita gente.
22. Os representantes da Suíça, “Vanila Ninja”, nasceram na Estónia. Pareciam – gente cool, cantaram “Cool vibe” e até tinham um certo vibe, que lhes valeu o oitavo lugar na classificação geral.
23. Dois jovens da Letónia, Walters(18) & Kazha(18), cantaram em inglês “The war is not over”. Uma mistura de rock com country, sua música agradou a audiência, e apesar da voz do Walters ceder a pressão da actuação anterior, a dupla letã ficou no honroso quinto lugar do geral. A cantar assim, penso que dois jovens podem ter uma carreira bem promissora no Mundo do espectáculo e não será a última vez, que actuarão em concerto em Madison Square Garden, em Nova Iorque.
24. A cantora Ortal da França é filha do pai israelita e mãe da Andaluzia. Ela cantou a “Chacun pense à soi” em francês e ficou na penúltima posição. Não sei explicar porque...
Como já disse antes, não vejo grande diferença entre actuação da Grécia, da Grã – Bretanha e da França. Todas as três meninas: Helena Paparizou, Javine Hylton e Ortal foram mais ou menos copias da Shakira: desde a guarda roupa até a maneira de cantar. Porque uma ganhou o Festival com 230 pontos arrecadados e duas outras ficaram nos últimos lugares, continua ser uma enigma para me. Mas competição é isso mesmo, uns ganham, outros perdem. É tal igual ao futebol: o Campeão de Portugal deste ano, foi a Benfica, os outros só podem chorar...
Depois os melhores pugilistas da Ucrânia, irmãos Vitaliy e Volodymyr Klichko, deram o inicio para votação europeia. Outra vez os dez minutos angustiantes, e finalmente temos a lista dos melhores. Eis a ela:
1. Grécia (230 pontos);
2. Malta (192 pontos);
3. Roménia (158 pontos);
4. Israel (154 pontos);
5. Letónia (153 pontos);
6. Moldova (148 pontos);
7. Sérvia & Montenegro (137 pontos);
8. Suíça (128 pontos);
9. Noruega (125 pontos);
10. Dinamarca (125 pontos);
11. Croácia (115 pontos);
12. Hungria (97 pontos);
<...>
20. Ucrânia (30 pontos, em igualdade de pontuação com № 19, Suécia). Ucrânia também ultrapassou a Espanha, Grã – Bretanha, França e Alemanha.
No fim, do Festival, podemos afirmar que muitos dos participantes se inspiraram em Ruslana: motivos étnicos, muitos tambores e uma boa pitada do pop comercial. Helena Paparizou, foi a mais honesta, afirmou que deve muito à Ruslana, inspirando inclusivamente a sua música na “Dança Selvagem”:
- Ruslana, foi uma inspiração para os outros países, para fazer as coisas mais tradicionais.
O Presidente Viktor Yushchenko, ofereceu a vencedora uma espectral de ouro, cujo modelo baseou-se na joalharia tradicional ucraniana, do grupo étnico Gutsul, que vive nos montes Cárpatos e que foi formado no século XIX AC.
- Este é o prémio ucraniano, para o melhor artista europeu, à favor de uma Europa unida, - disse Presidente Yushchenko, dando dois beijinhos à Helena Paparizou.
E finalmente, o que é preciso para ganhar o Festival? Acho que preciso ter amigos ao nível regional, apoio das comunidades emigrantes e algum dinheiro para a promoção. No ano passado, foram gastos 200 mil USD na promoção da Ruslana. Quanto foi gasto para promover os GreenJolly? Não sei, mas penso que muito menos...
Por sua vez, agradecemos a Polónia, Moldova, Portugal, Rússia e Espanha e todos os brasileiros e africanos em Portugal e em toda a Europa, que votaram na Ucrânia e no grupo Greenjolly!!!
Saudações revolucionários e até p’ra ano!
Alguns dados curiosos sobre os 50 anos do Festival Eurovisão
(Retirado do livro "The Eurovision Song Contest: 50 Years - The Official History”, por John Kennedy O'Connor, publicado pelo Carlton Books, preço: £14.99).
• No primeiro Festival, em 1956 na Suíça, havia só 7 concorrentes, certame era transmitido apenas pela TV local, perante a plateia de 200 pessoas. A maioria das canções falava do amor, mas também da lua, estrelas, céus, cometas e outros corpos celestiais.
Os altos do Eurovisão
• A Irlanda é o país ganhador do festival, tendo sete vitorias, seguida pela Grã – Bretanha, França e Luxemburgo com cinco vitorias cada.
• Desde 1968 o Eurovisão é transmitido em cores.
• Irlandês Johnny Logan, tornou-se a lenda do festival, quando o ganhou em 1987, pela segunda vez.
Os baixos do Eurovisão
• Em 1964 a transmissão do Festival foi interrompida por um manifestante.
• Em 1974 a britânica Katie Boyle usava um vestido salmão – rosa e nenhuma roupa interior.
• Na batalha em 2005, para representar o Reino Unido, a Javine Hylton venceu a favorita, Jordan. Uma vez perdendo, Jordan chamou a Javine Hylton de: "silly vaca e puta".
Países que tiveram a “votação nula" (quantas vezes)
Noruega 4, Áustria 3, Finlândia 3, Espanha 3, Suíça 3, Holanda 2, Bélgica 2, Alemanha 2, Portugal 2, Turquia 2.
Mais longa esperança para ganhar o Festival (em anos)
Bélgica 30, Jugoslávia 28, Turquia 28, Alemanha 26, Noruega 25, Suécia 16, Mónaco 12, Grã - Bretanha 10.
P.S. E já que vos falei de futebol, quero dizer mais uma coisa (sem ofensas para os benfiquistas moçambicanos). O verdadeiro espirito colonialista reside no facto do que a vitoria da equipa de futebol de um país estrangeiro, é promovida à causa nacional...
sexta-feira, maio 20, 2005
Festival Eurovisão sucesso em Kyiv – 2005
sábado, maio 14, 2005
Turismo na Ucrânia – campismo de 5 estrelas 2005
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| Exposição dedicada ao 1º aniversário da Revolução Laranja, 2005 |
Durante o Festival Eurovisão (19 – 21 de Maio 2005), os visitantes da capital ucraniana Kyiv, são convidados para passar alguns dias, nas tendas localizadas na Praça de Independência. São mesmas tendas, usadas pelos ucranianos, nos dias da Revolução Laranja. Para o efeito, alem das tendas, uma empresa privada, monta as bandeiras, dísticos e todo o tipo de material, que foi usado na Revolução.
terça-feira, maio 03, 2005
Aproxima-se o Festival Eurovisão 2005
No entanto, apesar de alguma polémica que rodeou a canção ucraniana (para os “puristas” o hino da Revolução Laranja era demasiadamente político), eis a letra da nova canção do grupo GreenJolly.
WE WON’T STAND THIS – NO! REVOLUTION IS ON!
'CAUSE LIES BE THE WEAPON OF MASS DESTRUCTION!
ALL TOGETHER WE’RE ONE! ALL TOGETHER WE’RE STRONG!
GOD BE MY WITNESS WE’VE WAITED TOO LONG!
Фальсифікаціям - ні! Махінаціям - ні!
Понятіям - ні! Ні брехні!
Віримо - Так! Можемо - так!
Знаю переможемо - Так! Так!
Разом нас багато нас не подолати!
WHAT YOU WANNA SAY TO YOUR DAUGHTERS AND SONS?
YOU KNOW THE BATTLE IS NOT OVER TILL THE BATTLE IS WON!
TRUTH BE THE WEAPON! WE AIN’T SCARED OF THE GUNS!
WE STAY UNDEFEATED, 'CAUSE TOGETHER WE’RE ONE!
Ми - вже разом! Ми - назавжди!
Ми - України доньки і сини!
Зараз як ніколи годі чекати
Разом нас багато - нас не подолати!
Разом нас багато - нас не подолати!
GreenJolly conquista a Europa
O grupo GreenJolly começou o seu torneio promocional europeu, denominado “Nascido na Revolução”, no dia 18 de Abril. Durante o torneio, grupo visitou 15 países da Europa, onde apresentou a versão internacional da sua canção “Razom nas bahato” (Juntos somos muitos), que é uma autêntica “Grândola vila morena” ucraniana.
Em todos estes países, GreenJolly cantaram a sua música, deram as conferências de imprensa, participaram nas performances, show’s e programas de Rádio e TV. O maior sonho do grupo, é partilhar com os europeus o espírito da Revolução Laranja, faze-los sentir o pulso da nova Ucrânia. “Gostaríamos ver a nossa canção se tornar o hino de todas as pessoas livres no Mundo”, - disse Roman Kalyn, líder do GreenJolly.
O site oficial do grupo GreenJolly:
http://www.greenjolly.net/
O site do GreenJolly, feito pelo Stepan Pasicznyk, ex - membro da banda ucraniano - britânica, "The Ukrainians"
http://www.greenjolly.co.uk/
Outras versões do "Razom nas bahato"
www.pa3om.co.uk
www.pa3om.com
O site internacional do Festival Eurovisão 2005
http://www.eurovision.tv/english/ukraine.htm
O site ucraniano do Festival Eurovisão 2005
http://www.eurovision.ua/intro_content.php
Versão polaca da “Razom nas bahato” – “Jest nas wielu”
www.music.com.ua/staff/Audio/bahato-master128.mp3
Vídeo da versão polaca:
mms://stream.interia.pl/56/rozni wykonawcy - Jest nas wielu _UMC_VD.wmv
O letra da versão polaca da “Razom nas bahato” – “Jest nas wielu”
(A música é cantada pelos 12 rapers mais famosos da Polónia, dinamizados pelo Doniu)
DONIU:
As fronteiras detém apenas alguns (acredite nisso),
cada um tem o seu próprio inferno (inferno).
Pensa nisso, apesar do sistema ainda nos vigiar,
que não é fácil para os inocentes.
Continua a batalha pelo amanha melhor (amanha melhor),
pensando com os músculos, dissemos simplesmente:
Juntos conseguimos virar as montanhas.
Don, Brigada A, Liber, Kris – defenderemos os chances hoje.
LIBER:
Hoje um, amanha outro primeiro ocupa o poder,
e nos, na escuridão andamos todos os dias.
Velho partido, novo partido puxa o povo,
e poucos deles falam das coroas de vencedores.
E o resto olha p’ra este teatrinho, tenha cuidado com o resto,
lutemos hoje pela felicidade.
E nas margens do Dnipro* que essa palavra vos apoie
Felicidades da Polónia – Brigada A!
KRIS:
Tira o jugo daqueles que me provocam,
obrigam me a aceitar o cativeiro.
Quero ter o caminho meu, isso é claro,
para que a luz do coração não se pare.
Atreves das mentiras, eles ficam no topo,
junto com diabo e dizem que deves se dobrar perante seus pés.
Mas a pedra na minha mão me diz, que tenho uma divida com eles,
irmãos - Deus nos protege numa causa justa.
Se agora não resolves algo,
jamais farás isso mais tarde (não farás).
REFRÃO:
Juntos somos muitos, não seremos vencidos x 4 vezes
DUŻE PE:
Perante microfone, não penso nos milhões,
eu penso naquilo, que ainda deve ser feito.
Não tenho que ganhar como um mosquito,
quero salvar a vida como Monar.
Quando nos gabinetes, o Mundo é dividido em parcelas,
estes sons amedrontam Lukashenko**.
Belarusos – sejam próximos,
assassinos – acabaram-se as suas dioxinas e tiros.
HANS:
Agora temos plena confiança naqueles que escolhemos,
por eles, ficamos no frio, vestidos de laranja.
Eu sou céptico – meu país me obriga à isso,
com grito bem forte neste disco, eu manifesto a minha resistência.
Os ideais são espezinhados, grandes palavras se esquecem,
as coisas pequenas são privadas (porcaria).
O realismo da Polónia – para a Ucrânia,
tenham olho vivo para tudo que lá começa.
É pá, políticos, todos vocês, lembrem-se da gente miuda,
porque sem eles, nenhum de vocês poderia ser tão grande.
Nunca se esquecem, porque gente não esquece,
por mentiras, falsidades chegará a hora de pagar tudo.
Porque juntos somos muitos – isso dá nos a coragem,
e não seremos vencidos, porque connosco vocês não conseguem
(E não seremos vencidos, porque connosco vocês não conseguem)
REFRÃO:
Juntos somos muitos – não seremos vencido x 4 vezes
MEZO:
Tudo na maior, a multidão determinada,
essas imagens mostram a força de democracia.
A falsidade obriga as pessoas a reagirem,
para acabar a desordem, acabar com a repressão.
Aperto de mão, essa grandeza não morreu para nos,
juntos somos muitos, temos os olhos abertos,
e somos preparados para a batalha,
nos lugares, onde não há liberdade,
onde é normal viver armado.
Não nos pára a força do ditado,
é a força do rap contra a força do medo.
OWAL:
Juntos somos muitos, não seremos vencidos
mesmo se a caneta secar e arder o papel.
Eu sei repar, eu procuro a satisfação,
o Mundo é feito pela diferença.
Descobre os novos lugares, como Marco Polo,
podes construir a grandeza, como o colosso de Rodes.
Podes fazer o solo ou podes estar juntos,
mas pelo toque do solo, o Mundo te paga com a marcha.
Dupla – juntemos os seus elementos juntos,
oiça o meu pensamento, muda o meu pensamento rapidamente.
Fé única e como seu símbolo,
amanha à sério, a sua boca gritará.
REFRÃO:
Juntos somos muitos – não seremos vencidos x 4 vezes
Fonte: http://www.pisni.org.ua
Essa tradução não profissional, foi feita exclusivamente e graciosamente para o nosso blogue pelo Lubko Deresh (cidade de Lviv, Ucrânia).
Legenda:
* Dnipro é o rio principal da Ucrânia, o símbolo da Nação e da ucrainidade.
(Em Portugal é mais conhecido pelo seu nome russo de Dnieper).
** Lukashenka – Aleksándr Lukashenka, Presidente da Belarus, responsável pelo regime ditatorial, criação dos esquadrões de morte, supressão dos direitos humanos mais básicos dos seus cidadãos, como liberdade de expressão, liberdade de reunião, etc.
Caso do "apito dourado" ucraniano
Alem disso, o Tribunal proibiu a convocação das reuniões dos accionistas, tal como introdução de quaisquer mudanças nos documentos da Assembleia Constituinte do clube. O arresto, foi decidido pelo Tribunal, por causa de processo, movido contra o clube, pela empresa internacional Pacific International Sport Clubs Limited (PISCL). Representantes da empresa, afirmam, que os seus direitos foram violados, durante a revenda do clube. Neste momento a empresa é proprietária dos 0,1% das acções do FC Dynamo Kyiv.
O presidente do FC Dynamo Kyiv é chamado depor na justiça
O Ministério do Interior da Ucrânia (MINT), chamou o presidente do FC Dynamo Kyiv, Ihor Surkis, para depor sobre a transferência dos 1,1 milhões de USD da conta do clube, para a conta do Fundo “Ukrayina”, que pertence ao ex – presidente da Ucrânia, Leonid Kuchma.
Entre os dias 11 à 15 de Abril, o Ministério do Interior, também convidou, várias conhecidas personalidades do país, para depor na justiça. Alguns deles, já foram convidados a depor antes, mas ignoraram os convites. Por exemplo, não quer aparecer na justiça, Sr. Ihor Ahmetov, irmão do oligarca de Donetsk Rinat Ahmetov (patrão e financiador do Yanukovich, que não passa da picareta falante deste). Ihor Ahmetov é um dos accionistas do maior Complexo Comercial da cidade de Donetsk - “Biliy Lebid”, que a máfia local extorquiu aos seus legítimos proprietários, sob ameaça de morte em 2002. Um dos alegados agiotas, (presidente de Assembleia regional de Donetsk e apoiante de Yanukovich), Boris Kolesnikov, foi detido e acusado de cometer o crime de “exigência de entrega da propriedade alheia ou direitos sobre a propriedade, consumada pelo funcionário no exercício de funções com uso do seu estatuto jurídico, com ameaças de assassinato, que resultou em perdas materiais de valor muito elevado”. O artigo 189, parte 4, do código Penal da Ucrânia, prevê uma pena de prisão de 7 à 12 anos e confisco dos bens.
O MINT também chamou a depor o Chefe do Departamento do MINT na província de Lviv, Oleh Salo, para explicações sobre o uso ilegal dos recursos do Estado, na construção de casa do campo do ex – ministro do Interior, major – general na reserva, Mykola Bilokin. Policia ucraniana ainda quer ouvir o ex – chefe da Administração Estatal da Administração do Presidente, Ihor Bakay, sobre a transferência dos fundos na conta do Fundo de Reconstrução e Desenvolvimento do Centro internacional juvenil “Artek”.
E finalmente, a Procuradoria Geral da Ucrânia, emitiu o mandato de busca e captura do general Oleksiy Pugach, que é suspeito de participar no assassínio do jornalista Georgiy Gongadze.
***
Dizem que o povo ucraniano é um povo dos humoristas. Isso talvez até pode ser verdade. Aqui queremos apresentar uma pequena parcela de anedotas, sobre o caso de alegada agiotagem, perpetuada pelos amigos íntimos do Yanukovich.
Pelos códigos de honra dos bandidos de Donetsk, Kolesnikov poderá substituir o Yanukovich no lugar do líder da oposição: o seu artigo do Código Penal é mais “expressivo”.
Pelos códigos de honra dos bandidos de Donetsk, Kolesnikov deverá entrar na cadeia apenas mais uma vez e poderá candidatar-se à Presidência da República.
Yanukovich exigiu rever os seus processos criminais, consumados trinta anos atras, porque as acusações de roubo de gorros e relógios aos cidadãos, foi um complot político, orquestrado pelo regime soviético. Testemunhas e vitimas, que deporam contra o Yanukovich (aqueles que ainda estão vivos), afirmaram que o caso foi, evidentemente, falsificado.
Já que a cidade de Donetsk prepara-se para defender o “filho da terra”, as televisões locais vão exibir os seriados patrióticos: “Padrinho”, “Bound - Ligações perigosas” e “Italian Job”.
Na cidade de Donetsk foi criada a Sociedade de Defesa dos Prisioneiros Políticos Don Carleone.
Extorsão dos gorros e relógios é um artigo do Código Penal, tradicional para as chefias do partido de Yanukovich.
- Os direitos da Oposição, serão garantidos por Lei! – disse presidente Viktor Yushenko, mostrando o Código Penal...
Nenhum empresário de Donetsk ficou indiferente à sorte de Kolesnikov. Metade como comparsas, outra metade como vitimas. Fonte: www.censor.net.ua
Yanukovich: O meu partido e toda a região de Donetsk, irão concordar com QUALQUER sentença justificativa no caso de Kolesnikov!!!
Autor: Коммісар Ржевський
Chornobyl – o 19-no aniversário da tragédia europeia
Milhões de ucranianos foram afectados, assim como as pessoas na vizinha Belarus. A radiação que escapou do reactor, provoca todo o tipo de cancros, e os níveis de morte ligados ao cancro, subiram na Ucrânia e Belarus, vertiginosamente. A capital ucraniana, Kyiv, fica à uma distância de apenas 180 km de Chornobyl! E mesmo assim, foi uma obra de Deus, porque o Ministério da Energia Atómica soviético, planeava construir o reactor na localidade de Boryspil (apenas 30 km da capital)!
O regime político do presidente Kuchma, recusava-se incluir a cidade de Kyiv na zona, abrangida pela programa de ajuda às pessoas atingidas pela catástrofe, por razões meramente económicas (população de Kyiv é de 2,6 milhões de habitantes). Várias pessoas viram baixar a qualidade das suas vidas, pois os centros médicos especializados em tratamentos ligados à radiologia, recusam-se de tratar os moradores de Kyiv, argumentando que os citadinos não tinham este direito legal!
A comunicação social portuguesa, ignorou quase por completo, o trágico aniversário da Catástrofe. Mas não devemos esquecer essa tragédia, para que não aconteça novamente.
Chornobyl em ucraniano, é uma palavra emblemática, pois significa absinto, uma planta extremamente amarga. Não fosse este o nome do Central, não seria visto como uma profecia, o que está escrito no livro de Apocalipse 8:10, que diz: “E caiu do céu uma grande estrela, ardendo como uma lâmpada, e ela caiu sobre um terço dos rios e sobre as fontes de águas. E o nome da estrela chama-se Absinto. E um terço das águas transformou-se em absinto, e muitos dos homens morreram por causa das águas, porque foram feitas amargas."
Às 09:30 de 27 de Abril de 1986, os monitores de radiação na Central Nuclear de Forsmark, perto de Uppsala, Suécia, detectaram níveis anormais de iodo e cobalto, motivando a evacuação dos funcionários da área devido a vazamento nuclear. Os especialistas não constataram nenhum problema na Central. O problema estava no ar. Foram verificados níveis anormais no norte e centro da Finlândia. Em Oslo, na Noruega, os níveis dobraram. Na Dinamarca, subiram cinco vezes.
Os suecos através da embaixada em Moscovo, interpelaram o Comité Estatal para o Uso da Energia Atómica da URSS e a Organização Internacional de Energia Atómica, devido a suspeita de que os ventos que traziam radioactividade à Escandinávia vinham da Ucrânia. Moscovo negou durante 2 dias qualquer anormalidade. Mas a presença de ruténio nas amostras analisadas na Suécia era emblemática, visto que o ruténio se funde a 2.255°C, sugerindo uma explosão grave. Só em 28 de Abril, no fim do dia, o Moscovo assumiu o acidente nuclear de Chornobyl. Quase 12 horas depois, às 09:02, o telejornal soviético apresentou uma breve declaração sobre: "uma explosão, incêndio e fusão do reactor na Central Nuclear Vladímir Lenin em Pripyat".
Um satélite americano, estacionado sobre a Ucrânia, fotografou o reactor 4 com o tecto destroçado e ainda em chamas, com fumaça vertendo do interior. Mas para dar a ideia de normalidade, os alunos das escolas em Kyiv e Minsk, foram obrigados a participar nos desfiles das comemorações do 1° de Maio. No dia 3 de Maio a nuvem radioactiva estava sobre o Japão e no dia 5 de Maio chegou aos EUA e Canadá. Mikhail Gorbachov, tão querido em todo o mundo, demorou 18 dias(!) para falar sobre o acidente, fazendo-o apenas em 14 de Maio.
A cidade de Pripyat, que abrigava o Central foi abandonada e o acidente inutilizou uma área equivalente a um Portugal e meio, 140.000 quilómetros quadrados. Por centenas ou até milhares de anos.
25 de Abril de 1986 era a data prevista para o início dos trabalhos de manutenção da unidade 4 da Central Nuclear de Chernobyl, nordeste da Ucrânia, em funcionamento desde Abril de 1984. Outros reactores do mesmo tipo (RBMK), estão na Lituânia: Ignalina (2) e na Rússia: cidades de Kursk (4); Sankt - Petersburgo (4) e Smolensk (3).
A Central de Chornobyl funcionava com quatro reactores de 1.000 MW, que entraram em funcionamento em 1978, 1979, 1982 e 1984. Cada um alimentava dois geradores de energia eléctrica. O projecto nuclear soviético conhecido pelo acróstico russo de RBMK (reactor de grande potência do tipo canal), reactor com urânio enriquecido refrigerado à água fervente, moderado a grafite, é um reactor evoluído a partir de um modelo militar, cujo objectivo é a produção de plutónio a partir do urânio em seu interior.
O núcleo do reactor é um cilindro de grafite com 11,8 m de diâmetro e 7 m de altura, o qual está num bloco de concreto de 22 X 22 X 26 m sobre uma estrutura metálica. Por baixo, existe um espaço, parcialmente cheio de água, que deve receber a mistura de água e vapor no caso de haver ruptura em um dos canais de circulação, causando condensação do vapor. O núcleo é protegido por uma blindagem, composta de ferro com cimento contendo bário.
O resfriamento do moderador é feito por meio da circulação, dentro do cilindro metálico, de uma mistura de hélio e nitrogénio. Por causa do esfriamento de neutrónios e da absorção de raios gama, em condições de funcionamento estável, o moderador chega à temperatura de 700ºC, podendo absorver 150 MW, equivalentes a 5% da potência total gerada pelo reactor. O sistema de controle e protecção consiste de 211 barras de controle, feitas de boro, absorvente de neutrónios, colocadas em canais separados dentro do moderador, de forma a poderem ser inseridas no núcleo. O moderador contém 1.661 canais para abrigar conjuntos de combustível, revestidos de zircaloy, uma liga de zircónio com 1% de nióbio. Cada
conjunto consiste de dois subconjuntos, que, por sua vez, contêm 18 elementos individuais, cada um com 3,6 kg de óxido de urânio em pastilhas, enriquecido a 2%. No caso de "queima completa" do combustível, a energia é de 20 MW dia por quilo de urânio e o combustível queimado contém 2,3 kg de plutónio por tonelada. O núcleo da unidade 4 tinha uma queima média de 1 kg a cada 10,3 dias.
Oposição belarusa relembra o aniversário da tragédia
Na capital de Belarus, cidade de Minsk, o dia 26 de Abril foi assinalado por uma marcha de oposição, denominada “O caminho de Chornobyl”. Na passagem da marcha junto à Administração presidencial, os manifestantes pacíficos foram atacados pela Polícia de Intervenção Rápida (OMON), que resultou na detenção dos 5 cidadãos da Ucrânia, membros da organização juvenil “Aliança nacional”, 14 cidadãos russos e 13 cidadãos de Belarus.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, emitiu uma nota de protesto dirigida à embaixada de Belarus em Kyiv, onde declara: “Maior inquietação, é desperta pelo facto, do que os representantes da embaixada da Ucrânia em Belarus, não foram autorizados de visitar os cidadãos ucranianos detidos, procedimento que viola a Convenção de Viena sobre relações consulares de 1963”.
O MNE ucraniano afirma que a sua embaixada em Minsk, faz todas as diligências possíveis, para defender os direitos e interesses dos cidadãos ucranianos e proceder a sua libertação.
Na cidade belarusa de Mohilew, o dia 26 de Abril foi também comemorado pela marcha pacifica, conduzida pela organização juvenil “Zubr” (Bisão europeu). Na marcha participaram cerca de duas dezenas de activistas, que montaram um cordão em frente da Câmara municipal da cidade.
Alguns minutos depois do início da marcha, os jovens foram atacados pela OMON e 14 activistas, homens e mulheres, foram detidos e conduzidos à esquadra de polícia do bairro de Lenin(!), da cidade. Posteriormente, os jovens foram advertidos à não participar nas futuras manifestações idênticas e postos em liberdade.
Declaração do Movimento “Zubr”, 27 de Abril de 2005, (abreviada)
O aniversário da Catástrofe de Chornobyl, foi comemorada pelo regime de Lukashenka com prisões em massa e espancamentos dos cidadãos de Belarus, Ucrânia e Rússia. <...> O último ditador europeu mostrou, até que ponto o seu medo das manifestações da rua, pacíficas e populares, é forte. Lukashenka meteu a si próprio numa insolação: ele está sozinho contra todos, e todos contra ele. A bandeira ucraniana rasgada pela OMON de Minsk, os cidadãos russos espancados – é a hospitalidade do ditador possuído.
Movimento “Zubr” afirma que Aleksándr Lukashenka e os seus comparsas já muito tempo não representam o povo de Belarus e brevemente terão que responder perante os tribunais nacionais e internacionais, pelas ilegalidades cometidas contra o povo de Belarus e contra os nossos vizinhos.
“Zubr” exige:
Libertação imediata dos participantes nacionais e estrangeiros do “Caminho de Chornobyl”, dissolver OMON de Minsk como organização criminosa e investigar as suas actividades de esmagamento dos direitos e liberdades dos cidadãos.
Estaremos juntos e Belarus ficará livre!
Movimento de resistência “Zubr”
Miensk, Belarus.
Nomes dos ucranianos, presos em Belarus:
Ihor Guz, Andriy Bokoch, Oleksander Mashlay, Oleksiy Panasyuk, Andriy Grymalyuk.
(Ігор Гузь, Андрій Бокоч, Олександр Машлай, Олексій Панасюк, Андрій Грималюк.)
Os ucranianos detidos, se encontravam em Belarus, para rubricar um acordo de cooperação entre a sua organização, “Aliança nacional” e a Frente Juvenil da Belarus.
quarta-feira, abril 27, 2005
Porque Rússia monopoliza a vitoria?
("Die Presse", Áustria)
Por: Burkhard Bischof
A tentativa de começar tudo da estaca zero, pode ser bem sucedida, exemplos da Alemanha e França. Mas geralmente, as fantasmas da história, perseguem aqueles, que tentam fugir dela.
Em nenhum outro lugar da Europa, os exércitos do Leste e Ocidente, Norte e Sul, apareciam com tanta frequência, como nos terrenos da Europa Central e Oriental. Exactamente aqui, teve o lugar a maior carnificina da história da humanidade: a Segunda Guerra Mundial, provocada por Hitler.
Por outras palavras, é compreensível porque a Rússia prepara-se para em Maio, comemorar largamente, o sexagésimo aniversário da capitulação da Alemanha nazi. O facto, de Moscovo exigir o respeito perante milhões das vitimas russas, assassinadas pelos agressores alemães ou tombados no combate contra o Hitler, também é compreensível.
Mas não é compreensível, porque a Rússia reclama um certo tipo da monopólio sobre a vitoria na II GM. (Será que Belarus, Ucrânia ou Polónia tiveram menos baixas?) Não é compreensível porque Moscovo não quer ouvir nada, sobre a sua responsabilidade no facto de que a URSS firmou um Pacto com o Terceiro Reich do Hitler em 1939, através do qual, os dois tiranos dividiram entre si a Europa Central e Oriental.
Não é compreensível, porque a Rússia de hoje, não quer reconhecer aos vizinhos, as suas experiências muito particulares, ligadas à vitoria do Exército Vermelho, porque para eles isso significou nova era dos decénios de opressão – opressão do regime soviético. E completamente, não é compreensível, quando no dia 9 de Maio em Moscovo, será comemorada não apenas a vitoria sobre o Hitler, mas deverá ser inaugurado o monumento de Stalin. Exactamente isso, deve fazer os convidados oficiais estrangeiros, de pensar várias vezes, antes de concordar em vir.
Comemorar a vitoria sobre o nazismo junto com a Rússia e os russos é necessário. Mas a Rússia e a sua gente, primeiro, devem finalmente ser honestos perante a sua própria história. Ela tem não apenas os heróis, mas alguns figuras dignas do desprezo, em primeiro lugar são Lenin e Stalin. A nova Rússia, conseguirá construir bons relacionamentos, baseados no respeito mútuo com os todos os seus vizinhos, apenas se reconhecer a existência das coisas obscuras no seu passado. Apenas assim, as fantasmas da História ficarão descansados.
Fonte: http://www.inosmi.ru/stories/02/07/18/3106/218062.html
Exército Vermelho violava até as mulheres russas, libertadas dos campos de concentração
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| Alemanha, cidade de Leipzig, agosto de 1945 |
por: Daniel Johnson ("Red Army troops raped even Russian women as they freed them from camps"; "The Daily Telegraph", Gra - Bretanha)
Como afirma no seu novo livro o historiador militar britânico, Anthony Beevor, a orgia das violações, perpetuada pelo Exército Vermelho nos dias da agonia da Alemanha nazi, tinha contornos bem maiores, do que suspeitava-se antes. Beevor, autor do bestseller “Estalinegrado”, diz que as tropas soviéticas, durante a sua ofensiva, violaram grande número das mulheres russas e polacas, que eram prisioneiras dos campos de concentração, e também milhões de alemãs. O nível de indisciplina e libertinagem do Exército Vermelho revelou-se, quando o autor estudava os arquivos soviéticos, para escrever o livro “Berlim”, editado pela "Viking".
Para compreender, porque a violação da Alemanha foi tão unicamente aterrorizante, é importante olharmos para o contexto. Operação “Barbarossa”, invasão nazi à URSS em 1941, foi o início do conflito mais genocída da história. Hoje considera-se, que, provavelmente, 30 milhões dos cidadãos da União Soviética morreram durante a guerra, incluindo mais de 3 milhões, que foram exterminados pelo fome nos campos de concentração alemães. Os alemães, que não mostravam nenhum tipo de misericórdia, não podiam o esperar em resposta. Eles também tiveram pesadas baixas humanas. Só na batalha de Berlim, foram mortos ou morreram mais tarde, como prisioneiros, mais de 1 milhão dos soldados alemães e pelo menos 100 mil civis. A URSS perdeu (nesta batalha) mais de 300 mil pessoas.
Neste cenário terrível, Stalin e os seus comandantes desculpavam e até incentivavam violações, e não só em relação à nação alemã, mas também aos seus aliados: Hungria, Roménia e Croácia. Quando o comunista jugoslavo, Milovan Djilas apresentou um protesto ao Estaline, ditador rebentou-se: “Como que, Você não consegue entender o soldado, que andou à pé milhares de quilómetros através do sangue, fogo e morte e quer entreter-se com mulher ou levar alguma bugiganga?”
Quando os comunistas alemães, o avisavam, que violações causam a repugnância da população contra o partido, Estaline irritou-se: “Eu não permito a ninguém, meter na lama a reputação do Exército Vermelho!”
Pequena filha no colchão
Morta. Tantos e tantos estiveram nele
Pelotão, ou talvez até companhia?
Mas pessoas como Soljenitsin, eram raros: maioria dos seus camaradas, consideravam a violação legitima. Quando o exército em ofensiva, entrou no interior da Alemanha, na ordem do Comandante – Chefe, Marechal Georgiy Zhukov, estava escrito: “Desgraça para a terra dos assassinos. Nos vingaremos tudo, e a nossa vingança será terrível”.
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| Alemanha, Berlim, 1945 |
Falando dos milhões dos russos ou eslavos, expatriados à Alemanha para os trabalhos forçados, aqueles que conseguiram sobreviver o regime nazi e não foram executados como traidores ou mandados para GULAG, podiam considerar-se como felizardos. As mulheres deste grupo, pelos vistos, tinham o tratamento, não melhor do que as alemãs, ou talvez até pior.
Ler artigo original (em inglês):
quinta-feira, abril 21, 2005
Comemorações de 60 anos pós – II GM em Moscovo
O Primeiro Ministro do Japão, tomou a decisão de visitar a Rússia, para participar nas comemorações do sexagésimo aniversário da Vitoria sobre a Alemanha Nazi, a ter lugar no dia 9 de Maio de 2005.
Anteriormente, foi divulgado que Primeiro Ministro japonês não iria ao Moscovo, pois participará na secção de parlamento nipónico.
A outra versão da sua possível ausência em Moscovo, tinha a ver com questão das quatro ilhas japonesas nas Curilas, que a URSS ocupa desde em 1945.
Lembramos, que as ilhas em questão, chamados no Japão de “territórios nortenhos”, fazem parte do País do Sol Nascente desde 1855 e foram anexados pelo Stalin no fim da II Guerra Mundial. A Rússia e Japão tem relações diplomáticas desde 1956, mas a questão de ilhas não permite assinar o armistício pós - guerra.
A decisão idêntica, foi tomada pela Presidenta da Letónia, Vaira Vike-Freiberga, que disse na sua declaração oficial em Riga no dia 12 de Janeiro deste ano: “No dia 9 de Maio, a Letónia celebrara o Dia de Europa com outras 24 democracias europeias. Nos comemoremos o dia do aniversário do quinquagésimo quinto ano da assinatura de Declaração de Schuman, que estabeleceu a paz duradoura na Europa Oriental pós – Guerra, e criou o caminho para a formação daquilo que hoje conhecemos como a União Europeia”.
Mas também chamou a atenção para o facto do que: “o desperecimento do odiado império Nazi, não resultou em libertação do meu país. Em vez disso, três países Bálticos: Letónia, Estónia e Lituânia foram objecto da outra brutal ocupação, por outro império estrangeiro totalitário, que era a União Soviética”.
Os presidentes da Lituânia Valdas Adamkus, Presidente da Estónia Arnold Rüütel e Presidente da Ucrânia Viktor Yushenko não vão participar nas comemorações em Moscovo. O presidente ucraniano disse, que: “Ucrânia vai comemorar 60 anos de Vitoria em Kyiv, e eu quero estar presente perante os meus veteranos. Não fará sentido comemorar o dia de Vitoria num outro país”.
Lembramos, que o pai do presidente ucraniano, era soldado do Exercito Soviético e foi preso pelos nazis no campo de concentração de Aushwitz.
Links úteis da Letónia:
Endereço e página na net do Presidente da Letónia:
Pils laukums 3,Riga,LV-1050, LatvijaTel: +371-7092106, Fax: +371-7092157
e-mail chancery@president.lv
http://www.president.lv/index.php?pid=210 - em inglês
http://www.president.lv/index.php?pid=410 - em francês
http://www.president.lv/index.php?pid=310 - em alemão
Ministério dos Negócios Estrangeiros da Republica de Letónia
Brīvības blvd. 36+371 7 016-201
webmaster@mfa.gov.lv
Pagina útil: http://www.am.gov.lv/en/latvia/history/
Representação diplomática em Portugal:
Lisboa: Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário, Sr. Ints Upmacis,
Endereço: Travessa da Palmeira, no. 31 A, 1200-315 Lisboa, Portugal
Telefone: +351 21 340 71 70; Fax: +351 21 346 90 45
E-mail: embassy.portugal@mfa.gov.lv
Porto: Cônsul Honorário, Sr. Augusto Ferreira Machado,
Endereço: Av. Fontes Pereira de Melo, no. 292, 4100-259 Porto, Portugal
Telefone: +351 226 167 331 Fax: +351 226 167 315
E-mail: luisa@auferma.pt
Relações entre Letónia e Brasil
http://www.am.gov.lv/en/policy/bilateral-relations/4542/Brazil/
Links úteis da Estónia:
Estónia e Brasil - http://www.vm.ee/eng/kat_176/2119.html
Estónia e Portugal - http://www.vm.ee/eng/kat_176/2132.html
Presidente da Estónia recebe o embaixador de Portugal
http://www.president.ee/en/duties/press_releases.php?gid=56672
Links úteis da Lituânia:
Endereço e página na Internet do Presidente da Lituânia
Simono Daukanto a. 3, LT 01021 VilniusTel.: 2664154, Fax: 2664145
http://www.president.lt/en/
Rimona Matuliene - Secretaria do Presidente da Lituânia
Tel.: +370 5 2664001
Fax: +370 5 2664002
E-mail: rimona.matuliene@president.lt
Rita Grumadaite - Conselheira e Porta-voz
Tel.: +370 5 2664064
Fax: +370 5 2664151
E-mail: rita.grumadaite@president.lt
Presidente da Lituânia congratula o Jorge B. Sampaio no Dia de Portugal



