Os moradores da cidade russa não estão nada contentes, situação que contrasta muito bastante com a sua atitude e o seu comportamento em março de 2022, quando mais de 100 automóveis locais formaram a coluna festiva para celebrar o início da agressão militar e guerra russa de larga escala contra Ucrânia:
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| Os moradores de Tuapse celebram invasao e a guerra russa contra Ucrânia. Março de 2022, imagens da TV regional russa Tuapse24 |
Os russos também costumam se indignar, nas diversas redes sociais proibidos no seu país (WhatsApp, Threads, Facebook) da reação dos ucranianos: «mas como podem estes ucranianos se alegrar da nossa desgraça russa»; «mas por que razão os ucranianos celebram o arder dos nossos alvos russos»? Por alguma razão estes mesmos russos «se esqueceram» como muito recentemente celebravam publicamente a guerra russa e a dor, as lágrimas e as perdas dos ucranianos, que diariamente são feridos e mortos devido aos bombardeamentos de drones e mísseis russos, dirigidos contra as cidades e a infraestrutura civil ucraniana.
Os ucranianos costumam à responder assim:
A alma se alegra ao ver imagens como essas. A guerra está gradualmente retornando às suas origens. O terrorista [russo] certamente sentirá as consequências com mais dor. Há alguns anos, nem sequer imaginávamos que isso fosse possível. Mas é possível.
Obrigada, Forças de Defesa [da Ucrânia]!
A posição dos liberais russos anti-guerra, pró-paz e anti-putin
Uma certa liberal russa, ecologista anti-putinista Natalia Novoseleva, que fugiu das alegadas perseguições na rússia, recebendo asilo na União Europeia, está mais que desolada, se dirigindo aos ucranianos, presentes nas redes sociais: «É isso que vocês têm, um tempero tão elegante para o terrorismo ecológico e industrial que a Ucrânia está praticando em território russo? Ou seja, não apenas atingir, não apenas cometer ecocídio, mas também para gozar/zombar ao mesmo tempo?»
Ou seja, a nossa Natalia está mais que indignada com atitude dos cidadãos e cidadãs ucranianos que sentem óbvio alívio, quando as FAU atingem alvos estratégicos russos, usados, ao máximo no esforço da guerra neocolonial russa contra Ucrânia.
A Natália não se cala: «Ucrânia está atacando territórios russos [...] Puro terror. [...] Apesar de "Ucrânia ter o direito de fazer isso", como isso é visto na rússia e até mesmo entre os emigrantes russos? Eles [ucranianos] são vistos simplesmente como punidores. Não temos perspectivas de chegar a um acordo com vocês [ucranianos] sobre uma luta conjunta contra o regime [putinista russo].
Em resumo: Ucrânia é cada vez mais vista como PUNIDORA, executando punições coletivas em todo o território do agressor. [...] Ucrânia é vista não como uma aliada, mas sim como uma inimiga cínica daqueles que estão tentando lutar e se opor ao regime de Putin.»
Blogueiro
Ou seja, uma liberal russa, comodamente à residir na Europa, acusa as FAU de cometer «crimes ambientais» e diz que a emigração liberal russa não vê Ucrânia e os ucranianos como «aliados». As pessoas sentados nos seus sofás em Praga e Berlim, acusam os ucranianos de serem punidores dos russos, que apoiam o seu regime neofascista, quer pagando os impostos, quer servindo nas suas forças armadas/polícia/FSB/GRU, quer ativamente mostrando este mesmo apoio no espaço público.
Será que alguém pode imaginar a resistência anti-nazi alemã, a reclamar dos bombardeamentos anglo-americanos das cidades alemãs em 1942-45? Aqueles bombardeamentos que também não eram amigos do meio-ambiente e que matavam os civis alemães «executando punições coletivas em todo o território do agressor»?
Infelizmente, a morte do putin não mudará a rússia per si só. Apenas a derrota militar poderá mudar a mentalidade daquele país, apenas passando pela deputinização e derusificação profunda, a rússia, ou melhor, uma federação de povos, poderá se tornar um país seguro de conviver com os seus vizinhos.











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