sábado, abril 04, 2026

🔥🔥🔥A presença militar ucraniana na Líbia: o controlo do Mar Mediterrâneo

Ucrânia mantém uma presença militar na Líbia, e as tropas ucranianas estiveram por trás do ataque ao gasoleiro russo «Arctic Metagas» no Mar Mediterrâneo, no início de março de 2026, afirma a rádio francesa RFI. 


Navio «Arctic Metagaz» após ser atacado por um drone marítimo

De acordo com duas fontes líbias, mais de 200 oficiais e especialistas ucranianos estão destacados no oeste da Líbia com o consentimento do governo de Tripoli, liderado por Abdelhamid Dbeibah. 

A RFI informa que as tropas ucranianas estão presentes em três instalações. Entre elas, a base da Academia da Força Aérea em Misrata (que também alberga forças turcas e italianas, o Comando Africano dos EUA e um centro de inteligência britânico) e uma base na cidade de Zawiya, aproximadamente 50 quilómetros a norte de Tripoli, perto do complexo de petróleo e gás de Mellita. Esta base está totalmente equipada para lançar drones aéreos e marítimos. 

Outro local é utilizado para reuniões de coordenação entre as forças armadas ucranianas e o exército líbio. Está localizado no território da 111ª Brigada, na estrada para o Aeroporto de Tripoli. 

Segundo fontes da RFI, o navio «Arctic Metagas» foi atacado por um drone de superfície Magura V5, de fabrico ucraniano, lançado de uma base próxima de Mellita e que atingiu a casa das máquinas da embarcação. 

De acordo com a RFI, o acordo sobre a presença de tropas ucranianas foi assinado em outubro de 2025 ao pedido oficial do adido militar ucraniano na Argélia, Andriy Bayuk. Em troca, Trípoli recebe treino para as suas forças armadas, incluindo o uso de drones. O acordo de longo prazo prevê o fornecimento de armas e investimentos ucranianos no sector petrolífero da Líbia, segundo a RFI. As autoridades ucranianas não responderam ao pedido de informação da RFI. 

No início de março, um incêndio deflagrou a bordo do navio-tanque «Arctic Metagas», que navegava sob bandeira russa e transportava mais de 60 mil toneladas de gás natural liquefeito. A embarcação encontrava-se no Mar Mediterrâneo, entre Malta e a Líbia, na altura do incidente. A tripulação foi evacuada, mas o navio-tanque, que sofreu um rombo no casco, permaneceu à deriva no mar com a sua carga de gás natural liquefeito a bordo. A rússia afirmou que o navio foi atacado por drones marítimos ucranianos. 

Posteriormente, a Corporação Nacional de Petróleo da Líbia anunciou que iria tomar a conta da embarcação, planeando rebocá-la para o porto. No entanto, poucos dias depois, a Autoridade Portuária e Marítima da Líbia informou que «a operação de reboque falhou». 

General do GRU Andrei Averyanov, foto: Getty Images

Além disso, a RFI informa que o ataque ao petroleiro da frota-sombra russa «Qendil», em dezembro de 2025, resultou, muito provavelmente, na morte de Andrei Averyanov, o general da inteligência militar russa GRU, responsável por sabotagens e assassinatos no estrangeiro.

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