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| «Massacre de Praga». Artista Alexander Orlowski, 1810 |
A propaganda russa e soviética elaborou cuidadosamente a imagem heróica do marechal russo Suvorov. Assim o filme homónimo retrata a cena das tropas a encontrarem o seu comandante após a 2ª batalha pela Varsóvia, na Polónia, em 1794.
Lev Engelhardt, o fidalgo e oficial russo, um dos participantes na tomada de Praga, escreveu sobre isto: «Ao longo de todo o caminho até ao Vístula, corpos de todas as classessociais eram visíveis a cada passo, e nas suas margens acumulavam-se montes de corpos de mortos e moribundos: soldados, moradores, monges, mulheres e crianças. A visão de tudo isto faz o coraçãoafundar e o olhar torna-se nauseabundo perante tal espectáculo... os habitantes massacrados eram incontáveis».
Conta-se que Suvorov, que abandonará Praga à mercê dos seus «heróis milagreiros», ao ver o que estes tinham feito, ordenou que a ponte sobre o Vístula que conduzia a Varsóvia fosse incendiada, para que a sangrenta atrocidade não se propagasse ainda mais.
Por suprimir a revolta e destruir Praga, Suvorov foi promovido a marechal de campo pela imperatriz russa, enquanto por toda a Europa o comandante russo ficou conhecido como «demónio sedento de sangue». Dizia-se que Suvorov ordenou a amputação das mãos de 6.000 nobres polacos. Na Polónia, os acontecimentos desse dia terrível são conhecidos como o «Massacre de Praga» (Rzeź Pragi).

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