quarta-feira, abril 08, 2026

O fim inglório do submarino nuclear soviético K-278 «Komsomolets»

Em 7 de abril de 1989, o submarino nuclear soviético K-278 «Komsomolets» afundou-se no Mar da Noruega, resultando na morte de 42 tripulantes dos 69 presentes. Os botes salva-vidas não funcionaram devidadmente e o comando da marinha soviética não permitiu ao capitão emitir o sisnal SOS. 

O K-278 «Komsomolets» era um submarino nuclear soviético de terceira geração, o único submarino da classe «Plavnik» do Project 685. Construído em 1983, aos 28 de fevereiro de 1989, o «Komsomolets» partiu para a sua terceira missão. A bordo seguia a 604ª tripulação de substituição, sob o comando do Capitão-de-Corveta Ievgeni Vanin. No dia 7 de abril, o submarino navegava a uma profundidade de 380 metros e a uma velocidade de 8 nós quando um incêndio deflagrou no sétimo compartimento, provocando a perda de flutuabilidade. O K-278 afundou a uma profundidade de 1.658 metros. A maior parte da tripulação acabou nas águas geladas do Mar da Noruega. Os botes salva-vidas não os comportaram devidamente: um virou e outro foi levado pelo vento. Das 69 pessoas que seguiam a bordo, apenas 27 sobreviveram. Quarenta e dois tripulantes morreram, mas apenas quatro deles num incêndio e os restantes 38 devido a hipotermia no mar gelado. Alguns morreram na água ou no interior da câmara de resgate, que emergiu danificada devido à queda de pressão. Entre os mortos estava o comandante do submarino. As causas exatas do desastre nunca foram estabelecidas. 

A tripulação morta no ocidente

A Marinha da URSS atribuiu a culpa da negligência aos projetistas e construtores navais, enquanto os construtores culparam as atividades pouco profissionais da tripulação do submarino nuclear. 

O submarino nuclear continua a emitir radiação. As amostras recolhidas excedem o limite de radiação em 800.000 vezes. As fontes podem ser o reator e dois torpedos com ogivas nucleares. 

O submarino nuclear K-278 Komsomolets foi construído em 1983 no estaleiro Sevmash em Severodvinsk e integrou a Frota do Norte. O submarino tinha um casco de titânio e era indetetável por qualquer meio técnico. Muito possível, que foi devido ao seu casco do titánio, a liderança militar soviética preferiu sacrificar os marinheiros, garantindo que o submarino não seja visto pelos especialistas ocidentais. O «Komsomolets» detém o recorde de profundidade de mergulho (1.027 metros) e o recorde de utilização de torpedos.

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