terça-feira, novembro 08, 2011

A Santa Sé e Holodomor

O livro “The Holy See and the Holodomor: Documents from the Vatican Secret Archives on the Great Famine of 1932-1933 in Soviet Ukraine” mostra que Vaticano compreendia o tamanho da catástrofe que se abateu sobre Ucrânia e também sabia a sua origem criada pelo Kremlin. 

por: Marianna Soronevych, editora do jornal Gazetaukrainska.com  

O livro é da autoria de dois historiadores ucranianos, Professor Lubomyr Y. Luciuk que veio a Itália para trabalhar nos arquivos do Vaticano e o vaticanista, padre franciscano Athanasius D. McVay (ver o seu blogue), um dos pouquíssimos historiadores que trabalha nos arquivos da Santa Sé. O resultado do seu trabalho é o livro “Santa Sé e Holodomor: Documentos dos arquivos secretos do Vaticano sobre a Grande Fome de 1932-33 na Ucrânia Soviética”.  

Apresentação decorreu no Centro ecuménico russo e contou com o apoio da embaixada da Ucrânia no Vaticano, amigos da Ucrânia e o corpo diplomático estrangeiro acreditado na Santa Sé. 

Os arquivos do Vaticano são abertos aos historiadores desde 1881, os últimos 14 anos eles são pesquisados pelo padre Athanasius McVay. “Conhecimento da história é uma forma de liberdade, par a construção da actualidade e do futuro, explica ele. – O livro foi escrito para que não sejamos cúmplices daqueles que negam ou mudam ao seu gosto a história da Ucrânia”. 

Federigo Argentieri, o académico italiano que actualmente lecciona nas Universidades John Cabot (EUA) e Temple Rome Campus (Itália) e que durante muitos anos estuda a história ucraniana, mais uma vez afirmou que Holodomor foi um acto do genocídio que pretendia exterminar a população campesina da Ucrânia. Em comparação com outros caso da fome massificada, Holodomor ucraniano se deu no tempo da paz e o Governo soviético da época fez tudo para ocultar o facto do Holodomor perante a opinião pública mundial. 

Professor Lubomyr Luciuk e padre Athanasius D. McVay encontraram e estudaram 56 documentos de arquivo que provam que o Vaticano compreendia o tamanho catastrófico do Holodomor, e também entendia a origem não natural do seu surgimento. 

Naquela época o Vaticano não tinha relações diplomáticas com a URSS / Ucrânia Soviética, mesmo assim, a Santa Sé tinha proposto comprar o trigo ucraniano vendido pelo regime estalinista ao desbarato, o devolvendo para as áreas mais atingidas pela fome. O Vaticano também tentava chamar a atenção da opinião pública mundial à essa tragédia, publicando as notícias sobre o Holodomor nas suas publicações e nas publicações ucranianas. 

“Nós até encontramos o documento único da audiência do Papa Pio XI, que chorava pelo destino dos ucranianos,” – conta o Professor Luciuk. 

Lembramos, que em 2008, Papa Bento XVI, recordou a memória das vítimas do Holodomor, o Sumo Pontífice também classificou a Grande Fome ucraniana com “Tragédia terrível”. 


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segunda-feira, novembro 07, 2011

Ucrânia e ucranianos na II G.M.


Proponho ver o filme documental “Ucrânia e ucranianos na Segunda Guerra Mundial”, que foi filmado em Kyiv, no Museu da Guerra Mundial com a participação do deputado do Parlamento ucraniano (Verkhovna Rada), Petró Yuschenko, irmão do ex-Presidente ucraniano, Victor Yuschenko, com ajuda do projecto Ucranianos no Mundo. 

Ver o filme (1.16’57’’):

Ucranianos impedem a “marcha russa”


Nos anos recentes, em cada dia 4 de Novembro, os grupos xenófobos pró – russos tentam organizar as “marchas russas” nas cidades ucranianas. Neste ano, a “marcha russa” em Kyiv, protegida pela polícia, foi dispersada pela força conjunta das organizações patrióticas ucranianas, na sua maioria, VO Svoboda e UNA-UNSO.
Uma grande percentagem dos manifestantes pró – russos mais pareciam sem-abrigo, eles não sabiam porque e para que estavam no lugar, quem é responsável pela manifestação ou com quem estavam os papéis que autorizavam essa passeata pública. A desordem organizacional permitiu que a marcha fosse infiltrada pelos brincalhões ucranianos, um deles usava o gorro de pele a-la russ, segurando a guarda-chuva com cores do movimento gay e um pequeno cartaz que juntava Stalin e BSDM.
Logo apareceram os anti-ucranianos profissionais, até último momento eles se escondiam no mosteiro de Kyiv – Pechersk, a casa da Igreja Ortodoxa Ucraniana – Patriarcado de Moscovo... As velhotas tinham no pescoço as ícones e seguravam as bandeiras imperiais russas. Patriotas ucranianos respeitaram as velhotas, mas arrancavam as bandeiras das mãos dos elementos masculinos da marcha.
Começaram as escaramuças, onde os jornalistas e blogueiros levaram por tabela, a polícia de choque deteve quatro patriotas ucranianos, espancados durante a detenção: Yuri Levchenko, Nazar Naumenko, Yuri Horodyskiy, Oleksandr Solonko.
Mas os ucranianos não deixaram que os patriotas sejam levados para a detenção, cercando o autocarro policial, assim a polícia foi obrigada preencher os protocolos administrativos dentro do seu autocarro. Os detidos foram acusados ao abrigo do artigo Nr. 173, parte I, do Código Administrativo da Ucrânia, “Pequeno hooliganismo” e soltos mais tarde.

Após a passeata, a blogueira ucraniana Olena Bilozerska presenciou o momento em que os participantes da “marcha russa” com listas de nomes e números nas mãos se preparavam para receber alguma contrapartida financeira pela sua participação na acção chauvinista e anti-ucraniana.
Mais tarde, o tribunal do bairro Pechersk de Kyiv absolveu os activistas ucranianos Eduard Igolnikov e Kyryl Babencov, que foram detidos no dia 3 de Novembro na manifestação junto ao parlamento ucraniano.    
Fontes:

http://bilozerska.livejournal.com/538152.html

Ver no YouTube:
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=cVKu9sGMbqU

sexta-feira, novembro 04, 2011

Holodomores da Ucrânia: soviético e nazi

O historiador Timothy D. Snyder que lecciona a historia na Universidade Yale (EUA), apresentou na Ucrânia o seu último trabalho académico, o livro “Bloodlands: Europe Between Hitler and Stalin”.
Publicado em Outubro de 2010, o livro se tornou best-seller, dez publicações de renome o consideraram “Livro do ano”, como Financial Times, The Economist e Daily Telegraph.
No livro com mais de 400 páginas o autor não descreve apenas os acontecimentos, mas também explica a razão da sua interligação. O livro já foi publicado na Ucrânia pela editora Grani-T, juntamente com um outro livro do autor – “The Red Prince: The Secret Lives of a Habsburg Archduke” (dedicado à vida do arquiduque Wilhelm da Áustria, que adaptou a identidade ucraniana e se tornou conhecido como poeta, militar e estadista ucraniano, Vasyl Vyshyvaniy).
Professor Timothy Snyder visitou Ucrânia para estar presente na apresentação da edição ucraniana do seu livro, aproveitando a ocasião para preferir algumas palestras sobre o tema. A agência ucraniana UNIAN publica o resumo autorizado das passagens mais interessantes.
“Bloodlands” é o livro sobre as pessoas concretas. Por exemplo, sobre ucraniano Petró Valdiy, que em 1933 cavou a sua própria sepultura, pois sabia que irá morrer de fome, como milhões de outros ucranianos. Ele queria evitar a desonra, não quis ser atirado por dentro de uma carroça e sepultado na vala comum. Quando sentiu que a hora chegou, se deitou na campa e morreu.
É sobre oficial polaco Adam Solski, prisioneiro dos soviéticos, ele mantinha o diário em 1939-1940, até a morte em Katyn. A sua última anotação diz: “Eles pediram a minha aliança, que eu...” Escrita foi interrompida e nós compreendemos, o mais provável que aliança foi levada pelos seus carrascos.
É sobre jovem judia Dabtsya Kagan, que em 1942 escreveu na parede da sinagoga de Kovel o bilhete de despedida para a sua mãe: “Tenho muita pena que eu não posso estar consigo. Te beijo muitas – muitas vezes”.
Entre 1939 e 1945, durante a dominação do Hitler e Stalin, foram assassinados cerca de 14.000.000 de civis que não participaram em combates militares, este número diz muito sobre o sistema político nazi e soviético. No mesmo período, na Europa foram assassinados 17 milhões de civis, mas 14 milhões foram exterminados no território da Rússia Ocidental, Ucrânia, Belarus, Estados Bálticos e da maior parte da Polónia, estas terras que eu chamo de Sangrentas. Nestas terras estava presente a administração nazi e soviética. Isso não acontecia na França, nem na maior parte da URSS, mas aqui, onde morreu a maioria das vítimas da II G.V., estes dois regimes estavam no poder.
“Terras sangrentas” é o território onde decorreu o Holocausto. Aqui morreram 5,5 milhões de judeus e 8,5 milhões de pessoas de outras nacionalidades. [...] É possível ler muito sobre a Alemanha nazi e sobre URSS comunista e não saber que eles executavam os assassinatos nos mesmos territórios. Ambos os regimes pretendiam dominar o mesmo espaço. É complicado responder como os regimes que cometiam estes crimes cooperavam entre si, eu tentei responder à essa questão:
1) Nada de metafísica, ou seja, nada de exclusões nacionais. Não se trata de que morreram 5,5 milhões de judeus ou 3,5 milhões de ucranianos. Se trata da morte dos 14 milhões de seres humanos. Uma parte deles foi exterminada exactamente por serem ucranianos ou judeus, mas o mais importante, eles eram pessoas.
2) Nada da dialéctica, que me perdoam este termo marxista. Stalin e Kaganovich afirmavam: “Sim, nós matamos alguns milhões de pessoas na década de 1930, mas nós ganhamos a II G.M.”. Mas ganharam não por se prepararem à guerra com Holodomor e as repressões.
Eu tentei evitar o estereótipo constantemente evocado do que o 3° Reich e a URSS eram opostos. Eles deferiam na ideologia, mas não eram opostos. Os soviéticos não corrigiram aquilo que faziam os nazis e os piores lugares no mundo em 1930-40 eram aqueles, onde estavam presentes quer os nazis, quer os estalinistas.
3) [...] Porque os nazis e comunistas mataram tanta gente? Quando pergunto isso no Ocidente, geralmente respondem: “Pela ideologia, pelas ideias erradas”. Ideias erradas existem nos dias de hoje, mas elas funcionam apenas em circunstâncias muito concretas – quando são realizadas pela administração estatal. Nazismo matou muita gente depois de os alemães começaram a guerra mundial. Marxismo é uma ideologia pacífica, mas se torna perigosa quando se transforma na ferramenta nas mãos das instituições estatais leninistas.
[...] Aquilo que aconteceu, tem a base não apenas na ideologia, mas em grande parte, na economia. O triunfo da raça ou da revolução mundial não eram os factores mais importantes que trouxeram ambas as ideologias à Ucrânia. Os alemães queriam as terras ucranianas para construir o império agrário no Leste. A URSS quis as terras ucranianas para as usar na industrialização, aquilo que Stalin uma vez chamou imprudentemente de “colonização interna”. [...] Nazis e bolcheviques podiam se entender quando aos polacos, mas não podiam se entender quando aos ucranianos. Por isso entraram em guerra por eles.
Existem três períodos dos assassinatos em massa na Terra Sangrenta. Em 1933-38 a URSS lidera, nazis matam centenas, Stalin – milhões. Em 1939-41, quando URSS e nazis eram aliados, eles matavam, sensivelmente, em quantidade e na velocidade igual. Em 1941-44 os nazis se tornam os líderes dos extermínios em massa.
[...] O meu livro descreve Holodomor, que eu vejo como a parte integral da campanha de colectivização. É possível não concordar que a fome era planeada, mas fome, de certeza, era propositada. [...] Stalin sabia que a execução da sua política irá trouxer a morte aos ucranianos. Ele sabia disso, pois dois anos antes a mesma política implementada no Kazaquistão levou à uma catástrofe. Entre Outubro e Dezembro de 1932 ele executava a política que transformou a fome de um acontecimento que poderia ceifar a vida de alguns milhares, naquele que levou alguns milhões.
O meu livro fala sobre o Grande Terror estalinista. O Grande Terror não era uma questão do partido ou dos militares, essas acções eram conduzidas contra os civis. São acções contra os kurkuls (proprietários rurais fortes), contra os camponeses “politicamente incertos” (que passaram pelos menos 5 anos no GULAG).
Os bolcheviques matavam não apenas pela pertença à classe, mas pela pertença nacional. Durante o Grande Terror, 200 mil pessoas morreram por causa da sua etnia, na sua maioria na Ucrânia e na Belarus. Em 1937-38, os 110 mil cidadãos soviéticos foram fuzilados por motivos nacionais, como espiões polacos.
[...] Eu não olho o 3° Reich e a URSS separadamente, eu olho os territórios e as pessoas tocadas por estes sistemas. A verdade reside no facto do que ambos sistemas coexistiam e colaboravam na mesma época, no mesmo local.
Um dos exemplos dessa cooperação – como Hitler chegou ao poder em 1933. Isso aconteceu porque Partido Comunista da Alemanha não podia cooperar com o Partido Socialista da Alemanha. Porque? Por causa do Holodomor. No Internacional Comunista controlado pelo Stalin, os acontecimentos de 1932-33 na Ucrânia eram encarados como a guerra de classes, por isso os comunistas não podiam denunciar essa fome, que teve a repercussão considerável na Alemanha. [...] Três milhões dos prisioneiros da guerra soviéticos morreram em 1941 da fome orquestrada pelos nazis. Eles morreram nos campos de concentração nazis, onde caíram porque Stalin não permitia ao exército recuar para fazer as manobras tácticas.
Na Ucrânia foram executadas duas políticas de Holodomor, um soviético de 1932-33 e outro alemão de 1941. Mas a história não se esgota na morte. A história é a vida. Todos os 14.000.000 tiveram a sua vida. E tiveram os seus nomes próprios. Tiveram os nomes aqueles que eu recordei no início da palestra: ucraniano Petró Valdiy, polaco Adam Solski, judia Dabtsya Kagan...
Anotado por Pavlo Solodko, Verdade Ucraniana & Verdade Histórica:

Comunistas reabilitam a obra anti-semita


Uma bela prova do que o comunismo = nazismo foi dada pelo órgão oficial do PCP, que cita o texto anti-semita “Protocolos dos Sábios de Sião”, num artigo de opinião, publicado na última edição do jornal comunista português “Avante!”

O artigo, titulado “A máquina da morte e da utopia”, assinado por Jorge Messias, resume-se a uma teoria conspirativa: um “Governo oculto”, em cujo programa figuram “os sionistas, o Vaticano e a Maçonaria”, que coordena a crise financeira internacional.

“A história dos Protocolos poderia, em princípio, parecer um conto de fadas”, escreve Messias, “mas os quadros dos anúncios que aí se promovem são bem reais”. E acrescenta: “Tudo poderia ser pura imaginação não fosse o caso do enunciado teórico dos Protocolos ser acompanhado por uma listagem de objectivos a curto e médio prazos: um governo mundial oculto que promova uma nova ordem mundial; um único sistema económico, financeiro e monetário, de obediência universal; o fim das crises económicas através da ocupação por um só exército, de todas as fontes mundiais de matérias-primas e energia, mesmo que para isto seja de prever o desencadear de uma III Guerra Mundial; e o estabelecimento de uma religião única cuja chefia seja desempenhada pela Igreja Católica”.

[...]

No final do artigo, Jorge Messias aponta ainda que os Protocolos “não são proféticos”, contendo “fichas” que são actualizadas. “Os seus mentores e condutores do processo são os illuminati que repartem ligações entre a Santa Sé, a Maçonaria, o Pentágono e a Wall Street”. E promete regressar ao tema.

Fonte:

Bónus
Veja o filme documentário letão “The Soviet Story”, que mostra como a União Soviética ajudou a Alemanha nazi a promover o Holocausto:

quinta-feira, novembro 03, 2011

Calendário UPA


A editora Nash Format (Nosso Formato) acaba de publicar o “Calendário UPA: Gente e o armamento” para o ano 2012. O Calendário contêm as fotografias raras do Exército Insurgente Ucraniano (UPA), também mostra o armamento usado pela guerrilha ucraniana. Com o custo de apenas 40 UAH (5 USD), o Calendário é uma óptima prenda para este Natal e o Ano Novo.
Dados técnicos: 12 páginas, formato A3, laminado.
Fotos: CDVR
Comprar:
http://nashformat.ua/books/istoria/Kalendar-UPA-2012

quarta-feira, novembro 02, 2011

Encontros com Oksana Zabuzhko na França


A cidade de Estrasburgo, a Representação Permanente da Ucrânia na UE, a Mediateca de Malraux e as associações de Lorraine-Alsace-Ucrânia (LAU) e Círculo Económico França-Ucrânia (CEFU) organizam, em parceria com o Instituto Goethe e Associação MICT, um encontro com Oksana Zabuzhko, poeta, escritora e jornalista da literatura contemporânea ucraniana. 

Quinta-feira, 3 de Novembro às 18:30 na Biblioteca André Malraux
1 presqu’île André-Malraux, Estrasburgo
Sala de conferências, acesso gratuito

Sábado, 5 de Novembro, às 18:00, no Le Club littéraire ukrainien,
6 Rue de Palestine, 75019, Paris (métro Jourdain) 

Uma voz feminina forte no espaço pós-soviético, Oksana Zabuzhko foi a primeira a abordar novos e proibidos temas, como a feminilidade, sensualidade, sexualidade... O seu romance “Estudos campais do sexo ucraniano”, publicado em 1996, o primeiro best-seller ucraniano foi traduzido para onze idiomas, adaptado para os palcos e contínua a ser uma referência literária. 

O seu último romance, Museu dos segredos abandonados é uma saga familiar que atravessa o destino de várias gerações ucranianas do século XX. Este romance foi traduzido para o alemão e já atraiu as melhores críticas na imprensa germânica (ler AQUI e AQUI).

por: Ivanna Pinyak,
Presidente da Associação CEFU

Manifestantes atacam Parlamento ucraniano


Cerca de 500 manifestantes, veteranos de liquidação da avaria na central nuclear do Chornobyl, que protestam contra a abolição dos diferentes privilégios (transporte público gratuito, descontos nos serviços municipais, etc.) quebraram o muro em frente do Parlamento ucraniano. Alegadamente, foram quebradas duas secções no lado esquerdo da entrada do edifício e em frente deste. A polícia de choque tentava impedir aos manifestantes de entrarem no edifício do Parlamento.

O chefe do parlamento, Volodymyr Lytvyn prometeu aos manifestantes “conversar com presidente Yanukovych e com primeiro-ministro Azarov” sobre o problema.

Fonte:
http://korrespondent.net/ukraine/politics/1278324-mitinguyushchie-slomali-zabor-vokrug-verhovnoj-rady-ohrana-zablokirovala-vhody-v-parlament

terça-feira, novembro 01, 2011

Recordar a Revolta de Novembro


No dia 1 de Novembro de cada ano, os ucranianos comemoram a Revolta de Novembro (na historiografia polaca chamada de Defesa de Lwów). 

Basicamente, após o fim do Império Austro – Húngaro, em 1918, os ucranianos e os polacos disputavam entre si, o controlo da Galiza Ucraniana (ucranianos faziam 65% da população e polacos apenas 22%, mas estes dominavam as cidades).

No dia 21 de Novembro de 1918 os polacos tomaram Lviv, em resultado, a criminalidade polaca organizada, os citadinos polacos e os militares do exército polaco aproveitaram a ocasião para pilhar a cidade, pilhagens que resultaram na morte dos cerca de 340 civis, 2/3 deles eram ucranianos e os restantes eram judeus, acusados pelos polacos de colaborar com os ucranianos. Entre 52 à 150 judeus foram assassinados e cerca de 500 lojas e comércios judaicos foram pilhadas. 

Starbucks Ukraine desrespeita os ucranianos


Recentemente, a rede dos cafés americanos, Starbucks, abriu o seu primeiro estabelecimento na Ucrânia, classificando a língua ucraniana como imprópria para o uso comercial na sua página do Facebook, escreve Infoporn.org.ua.
Na página oficial do Starbuks Ucrânia no Facebook (neste momento fora do ar), estava escrito o seguinte:
Estimados, apreciadores do Starbucks Ukraine!
A página será mantida em russo, apenas porque a maioria dos nossos assinantes são falantes do russo. /.../ Vocês poderão se exprimir no mural mesmo em swahili. Starbucks é uma empresa internacional, entendemos qualquer língua.

Após receber várias mensagens reclamatórias dos usuários ucranianos, a casa-mãe do Starbucks respondeu o seguinte:
“Thanks for letting us know. We are investigating. The page was not affiliated with Starbucks and has been taken down. Sorry for the confusion.”
Juntos somos muitos!
E já que os gestores do Starbucks Ukraine afirmam que entendem swahili, proponho-lhes deixar a seguinte mensagem (#Starbucks & Starbucks):
Ndugu, Starbucks, tafadhali, kusimamia kuelezea kwa timu yako Kiukreni usimamizi na si kupuuzia lugha Kiukreni katika Ukraine, Ukrainians wanastahili heshima katika nchi yake mwenyewe!