quarta-feira, setembro 30, 2026

Mercenário colombiano suplica pela ajuda de escapar da rússia

O mercenário colombiano Duván Alexis Acosta Flores, natural de Caquetá, foi recrutado pelo exército russo e enviado para combater na Ucrânia. Ferido e acamado no hospital de Kazan, ele apelou ao presidente da Colômbia para que o ajudasse a regressar a casa: «não quero voltar à guerra». 

Precisamente na frente de batalha, após o encontro com um drone ucraniano, o colombiano sofreu ferimentos graves nas pernas. Duván está atualmente acamado no Hospital Cirúrgico nº 54, em Kazan. 

Do seu quarto de hospital, com as pernas enfaixadas, gravou uma mensagem para o presidente colombiano a pedir ajuda urgente para regressar a casa. Ele sabe o que temer. Após a alta, será novamente enviado para a linha da frente.

Para o exército russo, os estrangeiros são unidades descartáveis. Enquanto uma pessoa puder lutar, é enviada para a batalha. Se for ferida, recebe tratamento mínimo para que possa regressar rapidamente à linha da frente. 

Duvan já percebeu onde o «bom emprego na rússia» o levou. Agora, só quer uma coisa: sobreviver e voltar para casa. 

O problema é que não há forma de o fazer legalmente, e é improvável que alguém o consiga ajudar. A única opção real para salvar a sua vida e permitir que regresse a casa é entrar em contacto com o projeto ucraniano «Quero Viver». O projeto ajuda tantos russos, como estrangeiros.

No entanto, nem todos os mercenários estrangeiros são tão sortudos, por exemplo, recentemente foi sabido que os militares russos simplesmente executaram, de forma ilegal e extrajudicial, o cidadão bengali Sabit Mohammed.

No verão de 2025, o projeto ucraniano «Quero Viver» escreveu sobre a russa Yulia Sabit, a esposa do cidadão bengali, que foi enganado e recrutado para o exército russo. Yulia tentou tudo para garantir a sua libertação, por isso relatou publicamente o caso, gravando um vídeo-denúncia.

Naturalmente, Mohammed, não foi dispensado do exército russo. Foi colocado no 245º regimento de fuzileiros motorizados da 3ª Divisão de fuzileiros motorizados. Apenas duas semanas depois da divulgação do vídeo, Yulia foi informada do que seu marido tinha alegadamente «desaparecido». Tentando saber algo mais sobre o seu destino, contactou um dos seus colegas, que lhe contou ter testemunhado pessoalmente a execução de Sabit, por ordem do comandante, porque este se recusou a ir ao ataque. A sua unidade o registou/listou-o como desaparecido em ação — e o caso for arquivado. 

A prática de «zeração» (semelhante ao termo brasileiro de queima de arquivo) está muito generalizada no exército russo. Sob a ordem de um comandante, ou mesmo o próprio comandante, pode executar qualquer soldado sob qualquer pretexto. Existem centenas, senão milhares, de casos públicos deste tipo. Cunharam o termo de «zeração» para este tipo de execuções, que se tornou um termo muito comum. 

Qualquer cidadão que assine um contrato com o exército russo deve compreender que os dinheiro que recebe não está a ser pago pela bondade russa. Após assinatura do contrato a sua vide passa à pertencer aos russos e eles podem e vão fazer tudo que quiserem com um pobre estrangeiro por causa desse mesmo dinheiro. O mercenário simplesmente vende aos russos a sua própria vida... 

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