sexta-feira, fevereiro 25, 2022

Invasão russa da Ucrânia: a resistência ucraniana ao agressor

Parece que apesar do sucesso parcial inicial a ofensiva russa não estão crescendo. Os invasores foram incapazes de neutralizar a defesa aérea e aviação da Ucrânia. Isso significa que na próxima fase, a do ar, eles terão grandes dificuldades. 

1. Região de Luhansk – situação está estável. Nos combates pela localidade de Schastia foram queimados dois blindados russos, 1 capturado, assim como um sistema de fogo antiaéreo ZU-23-2;

2. Sub-região de Mariupol – russos alvejaram os bairros residenciais, existem feridos entre os civis e militares, situação está sob controlo da Ucrânia;

3. Cidade de Kyiv – as forças aerotransportadas russas, cerca de 200 homens, que planeavam a tomada do aeroporto terciário de Hostomel foram cercados e aniquilados; as forças ucranianas usaram mísseis Grad e força aérea; mas as tentativas russas de se aproximar ao Kyiv continuam à partir das várias direcções;

4. Região de Donetsk – combates pesados com uso de muita artilharia ucraniana, vários soldados russos perderam hoje a sua vida aqui;

5. Fronteira administrativa com a Crimeia – exército ucraniano recuou numa parte da região de Kherson, está se reagrupar e receber os reforços operativos, a situação está instável e mais complicada de todas as regiões;

6. Região de Kharkiv – situação está se estabilizar, as forças ucranianas queimaram vários blindados russos;

Os blindados russos queimados nas portas de Kharkiv, +18

7. Região de Sumy – situação está difícil, os combates decorrem nas entradas da cidade, situação está instável, as forças ucranianas usam os mísseis Javelin;

8. Região de Zaporizhia – existe a informação não confirmada sobre os combates nos arredores da cidade de Melitopol;

9. Região de Chernihiv – combates em diversos locais, situação está controlada.

10. As forças ucranianas, apenas 13 militares que mantinham o controlo da ilha de Zmiiniy no Mar Negro receberam a proposta de se render, «para evitar o derramamento de sangue». Responderam: - vá para o caralho, navio russo. Morreram os 13 em resultado do bombardeamento. Todos foram condecorados, à título póstumo, com a ordem militar de Herói da Ucrânia (UPD: felizmente todos estão vivos, foram capturados, 1 ano depois vários deles foram libertados pela Ucrânia na troca dos POW). 

Os 57 ucranianos (entre civis e militares) morreram em resultado da invasão russa, 169 foram feridos, informa o Ministério da Saúde da Ucrânia. Glória eterna aos que tombaram pela Pátria! 

As Forças Armadas da Ucrânia, a Guarda Nacional, o Serviço de Guarda-fronteira – todos estão desempenhar as suas funções, Ucrânia está a resistir!

quinta-feira, fevereiro 24, 2022

Os primeiros POW russos capturados pela Ucrânia

As Forças Armadas da Ucrânia (FAU) estão capturando os primeiros POW russos. Outros invasores russos, recebendo a resistência total das forças ucranianas se entregam às FAU. 

Nos arredores da cidade de Chernihiv às forças ucranianas se entregou o inteiro pelotão de reconhecimento (os batedores) da 74ª Brigada de infantaria móvel. 

Furriel Konstantin Sergeevich Bunichev, 74ª Brigada de infantaria móvel, aquartelada na região de Kemerovo. Foram chamados aos exercícios militares em Yelnia, pensavam que iriam voltar para casa: «Ninguém pensava nisso, que estamos indo matar. Não preparamo-nos para a guerra, estávamos à colectar as informações». 

Os pesados combates decorrem pelo controlo das localidades de Schastia e Stanytsya Luhanska na região de Luhansk. As forças russas tentaram, por várias vezes, ultrapassar o rio Siverskiy Donets, para cortar as linhas defensivas das FAU. As forças ucranianas reagem e respondem com bastante eficácia. 

Militares russos capturados em Schastia

De momento a localidade de Schastia está sob controlo total da Ucrânia. No decorrer dos combates as forças russas tiveram baixas em pessoal e equipamentos militares. As FAU também capturaram diversos ocupantes russos, informa o Serviço de Imprensa da Operação das Forças Conjuntas (OOS). 

Os militares ucranianos da 93ª Brigada especial “Holodniy Yar” capturaram os dois militares POW pertencentes ao 423º Regimento da infantaria motorizada (unidade militar № 91701) aquartelada na cidade russa de Iampol. Os voluntários da comunidade OSINT InformNapalm encontraram as páginas destes invasores russos nas redes sociais. 


POW russo Rafik Rakhmankulov


POW russo Magomed Gadjiev

Um deles é Rafik Rakhmankulov (página na rede social russa VK: https://vk.com/id430070061), arquivo da página: https://archive.is/mceCt. Outro se chama Magomed Gadjiev, mantinha a página na rede VK sob o nom de guerre de Mgomd Mgomdov, motorista, nascido em 22 de Outubro de 1995 e natural de Kizilyurt, na região caucasiana de Daguestão (https://vk.com/id245827524). 

As perdas dos equipamentos russos (até 00h00 do dia 25/02):

Aviões – 5

Helicópteros – 6 (no mínimo um Ka-52)

Blindados +30

Blindados ligeiros incluindo camiões +130

Glória à Ucrânia

Rússia atacou e invadiu Ucrânia, os ucranianos resistem ao agressor

Instalação de radar atacada na cidade de Mariupol
Nesta madrugada Rússia começou invasão aérea e parcialmente terrestre da Ucrânia, usando mísseis, sistemas de foguetões e aviação, atacando radares, sistemas da defesa antiaérea, centros de militares e de comunicações, aeroportos civis e bases aéreas, armazéns militares. 

As informações sobre desembarque de tropas russas em Odessa e Mariupol não foram confirmadas. Ambas as cidades e seus portos estão sob o controlo da Ucrânia. Para também não foi registada a ofensiva geral das forças terrestres russas na região de Kharkiv. 

No entanto, decorrem os combates em toda a linha da fronteira estatal da Ucrânia, onde os blindados russos, sob cobertura do fogo de artilharia mantem o ataque nas regiões de Chernihiv, Sumy, Luhansk e Kharkiv. 

Na região de Chernihiv, as forças russas invadiram os postos fronteiriços ucranianos de “Senkivka” e “Hremiach” e em alguns outros locais. As colunas militares russas invadiram o posto fronteiriço ucraniano de “Budarky” na região de Kharkiv e avançaram na direção do ponto de controlo de “Milove” na região de Luhansk. O exército russo alvejou quase todos os postos e unidades da guarda-fronteira da Ucrânia nas regiões de Luhansk, Sumy, Kharkiv, Chernihiv e Zhytomyr. 

Colunas dos tanques russos invadiram Ucrânia na região de Luhansk nas localidades de Krasna Talivka, Milove, Horodyshche. Os militares russos usaram como escudos os automóveis brancos com símbolos da OSCE. Além disso, é notada a actividade dos grupos russos de inteligência e sabotagem. 

O ataque russo também ocorreu à partir da Crimeia ocupada, onde por repelido pelas FAU. São registados os combates nas proximidades das localidades de Kopani e Ivanovo na região de Kherson. Na região de Skadovsk as instalações da guarda-fronteira foram alvejados à partir de helicópteros. 

Cerca das 9h40 (hora de Kyiv) o território da Ucrânia, na zona do posto fronteiriço de “Slavutych” foi atacado pelo helicóptero sem sinais de identificação à partir da Belarus. Sem registo das vítimas ucranianas. 

As forças da guarda-fronteira da Ucrânia contam com pelo menos três militares mortos e alguns feridos. O pessoal da guarda-fronteira, juntamente com as forças armadas, levam todos os eventos para impedir o avanço de inimigo russo, informa o Serviço da Guarda-fronteira da Ucrânia. 

Combates ativos decorrem em toda a região de Donbas. As tropas russas atacam a localidade de Schastia na região de Luhansk. As tropas ucranianas estão alvejando os atacantes com fogo de artilharia, Ucrânia mantêm o comando de tropas. O inimigo tenta passar o rio Siverskiy Donets, para entrar no espaço operacional na área de Lobacheve/o. 

Foram atacados os aeroportos de Lutsk, Ivano-Frankivsk, Kyiv (Boryspil), Kharkiv, as bases aéreas de Vasylkiv, Ozerne, Chuhuiv, Kramatorsk, Chornobaivka. 

A Rússia está tentando destruir a infraestrutura militar ucraniana, para obrigar Ucrânia capitular, aceitando oficialmente a perca de Donbas, escreve o jornalista e editor ucraniano Yuriy Butusov, que neste momento se encontra na Donbas.

De acordo com a informação operacional do Estado-maior das Forças Armadas da Ucrânia (seguir General Staff na Facebook), no avanço contra a cidade de Kharkiv foram destruídos 4 blindados e alguns camiões/nhões russos. As forças atacantes russas perderam cerca de 50 militares no ataque contra a localidade de Shchastya. Além disso, na região de Kramatorsk foi abatida mais uma aeronave russa, 6ª desde o manhã de hoje.

Situação às 11h00 (Yuriy Butusov): 

O exército russo percorreu a distância de 40 km na direção de Kharkiv. Além disso, as tropas russas avançam contra a cidade de Sumy. Não há nada desastroso nisso, porque é impossível defender fisicamente a fronteira de 2.000 km. A defesa das Forças Armadas da Ucrânia será construída em torno de grandes cidades.

Perdas russas até às 11h00:

-6 aviões 
-6 blindados
-6 camiões/nhões
-2 helicopteros
200-250 militares mortos

terça-feira, fevereiro 22, 2022

Ucrânia serena à espera de um ataque russo

O jornalista e político português Bruno Maçães visitou Ucrânia e deixou as suas impressões para a revista The New Statesman. «Mundo com inquietação está à espera do próximo passo do Putin, mas ânimos em Kyiv continuam serenos». 

por: Bruno Maçães, jornalista e político português (trechos do texto original traduzido na base da impressão da Gorgona Bobrovytska) 

“Estes dias a cidade de Kyiv é a cidade não espiões, mas de jornalistas. Eu não posso tomar café com ninguém sem que de um canto escuro não salte dois ou três jornalistas gritando: “Eu ouvi a vossa conversa!”. Os Repórteres de todo o mundo reúnem-se em cafés hipster de Kyiv”. 

“Você pode vê-los em de ensaios dos diretos em pizzarias e parques, que se estabeleceram nas coberturas todos os hotéis conhecidos e discutem até o amanhecer s geopolítica nos bares, que antes se sentavam supermodelos e oligarcas. Grandes grupos de jornalistas são únicos indicadores de que a vida na cidade não está muito normal, o que é irônico, pois é por isso que os jornalistas vieram para cá”.

Hotel "Ukrayina" (Ucrânia) no centro de Kyiv, vários jornalistas estão em direto
para os seus canais televisivos em redor do mundo. Foto: Internet 

“Os supermercados estão cheios, sem agitação, embora algumas pessoas se abasteceram de água e da lenha para as suas casas nas aldeias... Patriotismo é um dever sério na Ucrânia. A preparação mais importante é para lutar e não para fugir. Na cidade nordestina de Kharkiv, perto da fronteira com a Rússia, foram compradas tantas armas ligeiras, que o seu arsenal acabou nas lojas”. 

“Ucranianos sentem a pressão, mas durante século de dificuldades e de ocupação estrangeira eles aprenderam reagir com dignidade”. 

Depois Bruno Maçães descreve sua conversa com algum autor ucraniano (possivelmente com Andrei Kurkov), que não tem dúvida alguma da invasão russa. Quando eles caminham por uma “bela rua”, Andriivsky uzviz, autor diz que quer enviar filhas até parentes no exterior, Bruno Maçães se lembra como uma delas tocava o piano e pensa se para a semana poderá fazer o mesmo. 

“Que contraste. Por um lado, milhares de soldados anônimos enviados a marchar na lama pelo homem [Putin] que nunca os olhou nos olhos. Por outro lado, uma moça que toca o piano. Não é sobre o conforto ou a vida humana ou mesmo o direito que acabarão com a guerra. É sobre a beleza, que aqueles militares [russos] odeiam mais”. 

Há também há resistência. “Se os russos vêm” – diz um deputado da Rada Suprema, o Parlamento da Ucrânia – “eles vão encontrar o seu próprio inferno”. 

“Eu visito Kyiv quase todos os anos desde 2014, quando a fuga do presidente Yanukovych levou às duas invasões russas, a Crimeia e na Donbas. E todos os anos a cidade parece diferente, mais consciente. A turbulência política e o abraço de um futuro europeu aceleraram o seu desenvolvimento. Fora o surgimento explosivo de novas galerias, cafés e restaurantes internacionais se transformaram a cidade num dos mais marcantes capitais europeias. Mais profundamente é uma cidade imersa na história e na política. A sua paisagem é coberta por monumentos das três revoluções: de 1991 [Independência], de 2004 [Revolução Laranja, 1º Maydan] e de 2013-14 [Revolução de Dignidade, 2º Maydan]. Antigamente o Paris poderia despertar tais sentimentos e associações. Hoje é a Kyiv que preserva o legado europeu da revolução, a tentativa coletiva a sobressair acima das circunstâncias e construir um novo futuro. 

Indo para restaurantes como “Pizza Veterano” ou “Última Barricada”, você emerge nos museus vivos de recente história ucraniana. No “Veterano” o cozinheiro que prepara a pizza para você, pode ser um veterano da guerra no leste da Ucrânia. E as paredes da “Última barricada” estão cobertas com preciosas relíquias de três revoltas populares. Garçons-hipsters até me fizeram a pequena visita guiada pelo seu museu. Eis as luvas que foram usados pelo tocador de sino Ivan Sydor. À noite de 11 de dezembro de 2013, quando a polícia de choque “Berkut” começou o seu assalto ao Maydan [praça de Independência de Kyiv], o jovem estudante de teologia tocou o sino da Catedral de São Miguel, bradando para a Kyiv acordar e defender o sonho de uma Ucrânia Europeia. A última vez que este sino tocou como aviso de 800 anos atrás, durante a invasão mongol de Kyiv pelo Batu Cã/Khan, fundador da Horda Dourada.

Como começa a guerra começa? [O texto foi escrito antes da decisão do Kremlin de reconhecer os separatistas]. Para os visitantes estrangeiros serão explosões sem sentido na escuridão da noite. É para os moradores de Kyiv é mais um elo de uma longa cadeia histórica, mais um capítulo da história nacional. Na história há certo conforto, na sabedoria que muitas gerações ucranianas já tiveram que superar essas dificuldades e as gerações vindouras também passarão por eles. Ucrânia, porém, é imortal”.

segunda-feira, fevereiro 21, 2022

Rússia reconhece separatistas. Acordo de cessar-fogo Minsk-2 está morto

Putin reconheceu as entidades separatistas do leste da Ucrânia. O acordo de cessar-fogo Minsk-2 está morto. Desapareceu a alavanca da chantagem da Ucrânia. É provável que Rússia tentará legalizar as suas tropas que desde 2014 garantem a sobrevivência física dos separatistas. 

A situação militar no terreno poderá se desenvolver segundo alguns cenários mais prováveis (segundo o blogueiro ucraniano Roman Shraik): 

▪ A manutenção da atual linha da frente bem estabelecida;

▪ Ou a tentativa de expansão das entidades separatistas até as fronteiras administrativas da região de Luhansk e de Donetsk. Isso significaria  guerra local.

▪ Ou a invasão da Ucrânia livre à partir das outras direções.

▪O retorno das regiões separatistas sob controlo da Ucrânia será agora quase igual ao retorno da Crimeia. Somente após o desaparecimento da Rússia no seu formato atual. Um dia acontecerá. 

▪Em essência, no seu discurso Putin argumentou como um procurador / promotor público, acusando Ucrânia da sua própria existência.

▪ Ele não irá se acalmar. Ou ele ou Ucrânia. 

Blogueiro: muita coisa dependerá da posição dos EUA, da NATO e do Ocidente em geral. Provavelmente já amanhã serão aprovadas mais sanções Ocidentais desenhadas para travar o ímpeto neoimperial do atual regime reinante russo.

Precedentes históricos da invasão russa à Ucrânia

Para imaginar como se pode desdobrar a invasão russa contra a Ucrânia importa observar os precedentes históricos. A invasão da Ucrânia pela Rússia há 100 anos esmagou os sonhos de independência ucraniana até 1991. A guerra de hoje está sendo travada com meios quase idênticos, mas desta vez, a Ucrânia tem uma chance.

Ler o texto do Maksym Maiorovver os mapas do Dmytro Vortman.

sábado, fevereiro 19, 2022

Casus belli mais pobremente falsificado na história militar

Clonando o Incidente de Mainila, falsificado pelos soviéticos, as agências informativas russas divulgam a imagem do alegado ataque da “artilharia ucraniana” contra o território da federação russa na região de Rostov.
O mesmo local fotografado do outro ângulo

Os executantes do plano são pessoas bastante preguiçosas. Na imagem podemos ver as marcas da trilha de uma viatura que trouxe um dispositivo explosivo, depois disso o dispositivo foi atirado fora da viatura e explodido, os autores da ensinação não sequer saíram alguns metros fora da trilha.

Os separatistas mencionam o local do incidente: região de Rostov, distrito de Tarasovsky, aldeia de Mitiakinskaya, à de cerca de 1 km até a fronteira ucraniana. Afirmando que a explosão se deu à distância de cerca de 300 metros da casa mais próxima.

Propaganda de 19/02/2022

Propaganda de 1/08/2014

Pura coincidência, em agosto de 2014, a mesmíssima aldeia, foi dada pelos propagandistas russos como alvo de “obuses Grad ucranianos”. Os alegados mísseis também tinham caído cerca de 300 metros até as casas mais próximas. A preguiça mental é tanta, que a localidade, nem os dados mudam. Trocaram-se apenas obuses dos sistemas Grad pela artilharia, acreditado que o resto “povo irá engolir”…

sexta-feira, fevereiro 18, 2022

Donbas ocupada à procura do casus belli

As forças de ocupação do leste da Ucrânia anunciaram hoje a evacuação dos residentes das “repúblicas populares” para a federação russa. Não apenas das áreas subjacentes da linha de frente, mas também da retaguarda. A evacuação foi anunciada sob o pretexto da ofensiva imaginária das FAU. 

Uma dúzia de autocarros reunidos pelos separatistas para uma evacuação séria dos cerca de “centenas de milhares de velhos, vulneráveis e crianças” são claramente insuficientes para levar todos, em tão pouco tempo. Ou seja, o objetivo real da operação é criar pânico entre os residentes da Ucrânia ocupada, preparação de um casus belli, escreve o jornalista Denis Kazansky. 

A operação psywar, com início oficial marcado às 20h00 locais (19h00 em Portugal e 16h00 do Brasil) foi bem-sucedida. Na cidade de Donetsk, por algumas instantes, foram ligadas as sirenes da defesa civil. Os moradores de Donetsk e Luhansk entraram em pânico. Muitos cidadãos encheram as filas para abastecer as suas viaturas privadas para depois correrem rumo à fronteira russa. As estradas estavam abarrotadas de carros particulares, que depois formaram as filas intermináveis nos postos fronteiriços russos. 

Desde 16h00 do dia 18.02.2022 os homens de 18 anos
(nascidos em 2004) até 55 (1967) são proibidos de sair!!!

Os homens que fugiram de Luhansk, chegando à fronteira russa tiveram a surpresa, pois pela decisão da secreta separatista “mgb lnr”, todos os homens com idades compreendidas entre 18 à 65 anos foram proibidos de deixar o território da sua “república popular”. Alem disso, as autoridades russas da região de Rostov, para onde deveriam se dirigir os refugiados afirmaram que não tem conhecimento dessa iniciativa. 

Para “apimentar” a situação, os separatistas explodiram no centro de Donetsk um jeep militar de marca “UAZ”, vazio, mas que pertencia ao comandante local da “milícia popular de Donetsk”. Ninguém sofreu, mas os propagandistas russos estiveram no local alguns instantes depois à bradar os céus sobre “ataque terrorista”.


Os restos do jeep separatista atingido no centro de Donetsk, 18/2/22

É muito importante que os moradores dos territórios ocupados do leste da Ucrânia não entrem em pânico e principalmente não aceitem usar nenhum autocarro/ônibus, fornecido pelos separatistas. Por um lado, Ucrânia não planeia nenhuma ofensiva e segundo, as pessoas podem ser facilmente sacrificadas pelas forças russo-terroristas para mais uma vez criar o casus belli. 

Toda a situação foi claramente criada para obrigar Ucrânia aceitar as negociações diretas com os ditos separatistas de Donetsk e Luhansk, os transformando em parte, de jure, do conflito. Algo que também hoje foi abertamente exigido pelo Putin. Ou seja, não se tratava de salvar as pessoas. É uma tática de coerção da Ucrânia para cumprir os desejos dos velhos do Kremlin. 

Kremlin tenta novamente implementar o seu próprio cenário georgiano. No início de agosto de 2008, cerca de 5 dias antes da invasão da Geórgia, na Ossétia do Sul os separatistas começaram a evacuação dos civis. Depois disso, os separatistas ossetas abriram fogo massificado contra as aldeias georgianos próximas. Após o curto avanço das tropas georgianas até a cidade de Tshinvali, a Rússia entrou abertamente no conflito sob o pretexto da “proteção dos ossetas” e dos seus próprios “militares-pacificadores”. 

Hoje, Ucrânia não pretende cair no mesmo erro e não planeia nenhuma ofensiva militar contra os separatistas. As Forças Armadas da Ucrânia não cederão à provocação, como já foi claramente dito pelo Ministro da Defesa da Ucrânia. 

O que neste caso fará Kremlin não está claro. Um dos cenários possíveis é avanço russo, sob a cobertura das “repúblicas populares” contra Ucrânia livre, na tentativa de alargar a zona controlada pelos separatistas. O que levará às perdas humanas significativas, o fim dos acordos de Minsk, sanções ocidentais pesadas, etc. Preço muito alto em nome de resultados bastante incertos. 

O deputado do parlamento da Ucrânia Olexiy Honcharenko escreve que hoje em Donetsk tocaram as sirenes e havia problemas com telefonia móvel. Os moradores não têm pressa de sair da cidade, ainda mais porque hoje foram antecipadamente pagos os funcionários públicos e as pessoas correram às filas para levantamento do dinheiro nas ATM´s.  

Corrida às ATM´s em Donetsk, 18/2/2022

Os moradores da cidade de Donetsk contam que não estão ouvir disparos de artilharia. No entanto existe a informação do que os funcionários da administração separatista foram retirando as suas famílias da cidade desde o dia de ontem.

Blogueiro: de acordo com testemunhas oculares, no nordeste da cidade de Luhansk foi registada uma explosão na fábrica “Horizont”. Possivelmente ocorreu um acidente na unidade de distribuição de gás natural na zona da rua 2ª Belomorska.

quinta-feira, fevereiro 17, 2022

Ataques contra Ucrânia livre na região de Luhansk

Na manhã do dia 17 de Fevereiro as tropas de ocupação russa efetuaram os bombardeamentos na região de Luhansk. Foram atingidos um jardim-de-infância e uma escola. 


Cerca das 9h00, em resultado de bombardeamentos com uso de artilharia de 122 mm e dos morteiros foram atingidos vários bairros habitacionais da Stanytsya Luhanska. No total foram disparados 32 obuses. Um deles atingiu a parede frontal do jardim-de-infância & creche № 32 “Kazka”. 



De acordo com dados preliminares as crianças não foram atingidas, mas duas educadoras e um técnico auxiliar tiveram as contusões. Além disso, foi danificada a infraestrutura municipal – metade da vila ficou sem a corrente elétrica. Os militares ucranianos afetos às operações das Forças Unificadas (SSO) prontamente evacuaram os residentes locais aos abrigos anti artilharia. 


Nessa mesma manhã, cerca das 10h25 foram atingidas as instalações da escola da localidade de Vrubivka, situada no distrito de Popasna da região de Luhansk. O fogo provinha da parte do território temporariamente ocupado da Ucrânia. Como resultado foram atingidas as janelas da escola, situada na rua Schkilna № 5. No momento do bombardeamento na escola estavam 30 alunos e 14 funcionários, que se abrigaram no porão da escola. 

Escola ucraniana na localidade de Vrubivka

Além disso, como resultado do bombardeamento foram danificadas as condutas de gás, assim cerca de 70 apartamentos e 96 residências privadas ficaram sem o gás da cozinha. Também foi danificada uma residência privada na rua Central(na) № 4. Não há informações sobre as vítimas (fonte). 

Jardim-de-infância & creche número 21 "Kazka"

Blogueiro: como se discute na blogosfera ucraniana possivelmente estamos testemunhando a provocação direta dirigida contra as Forças Armadas da Ucrânia, tentando obrigar as FAU em responder ao fogo das forças russo-terroristas, algo que, em teoria, possibilitaria de fabricar o casus belli, sobre qual Ucrânia recentemente foi avisada pelos aliados americanos, que servirá de pretexto para atacar Ucrânia. De qualquer maneira, os propagandistas, primeiro os separatistas e depois os russos tentaram aproveitar o caso de hoje para acusar Ucrânia. Usando as mesmíssimas fotografias, apenas afirmando que estas foram tiradas na parte ocupada da região de Luhansk.

quarta-feira, fevereiro 09, 2022

A verdade sobre liquidação do terrorista “Givi”

Na madrugada do 8 de fevereiro de 2017, o gabinete do comandante do bando armado “batalhão Somália”, Mikhail “Givi” Tolstikh, foi discretamente deixado por uma jovem de 20 anos. Calmamente, ela deixou Makiivka ocupada e retornou ao território da Ucrânia livre. 

Às 6h12, debaixo da sua cama explodiu uma mina de controlo remoto via rádio, desfazendo “Givi” em pedaços. Começou um forte incêndio, os restos mortais do terrorista foram enterrados num caixão fechado. 

Hoje podemos contar que traidor da pátria e o assassino dos civis e militares ucranianos foi liquidado em resultado da operação especial do 5º Departamento de Contrainteligência da secreta ucraniana SBU. A ordem direta para a liquidação do “Givi” foi assinada pelo Presidente da Ucrânia Petró Poroshenko. 

O filme documental da Censor.net que se segue junta os dados de investigação do FSB, divulgados na imprensa russa e do depoimento direto do curador dessa operação, agente da secreta ucraniana SBU Oleh Suherey, voluntário do 8º regimento especial do spetsnaz ucraniano, afeto ao SBU. Caído às mãos dos terroristas em 16 de Março de 2017, em resultado da traição de um agente duplo, Oleh foi severamente e sadicamente torturado pelos agentes do FSB russo, passou cerca de 3 anos nas masmorras separatistas, inclusivamente dois anos e oito meses no campo de concentração russo-terrorista “Izoliatsiya”, gerido pelo FSB em Donetsk ocupada. Até que foi libertado, na troca dos POW, em 29 de Dezembro de 2019: 

 

O presidente Zelensky despediu os responsáveis dessa operação especial de sucesso. Após a subida ao poder do Zelenesky, nenhum dos terroristas e comandantes russos na Donbas foi liquidado. Todas as operações de sabotagem contra os ocupantes russos foram anulados, os comandantes russos se sentem seguros, e os serviços secretos ucranianos despedem aqueles que têm experiência em operações especiais. A política desprezível do Zelenesky da mitigação com agressores russos falhou, isso é absolutamente óbvio. 

Zelensky deve refletir urgentemente sobre utilidade prática de quase três anos de tentativas de dar uma olhada aos olhos de Putin. Ou então recomeçar a política de eliminação pontual de comandantes russos. Ao menos um? 

Acreditamos que bastante em breve voltarão os momentos em que os terroristas russos novamente se sentirão inseguros a cada passo dado nas cidades e vilas ucranianas ocupadas, que os seus líderes vão ser diretamente visados dentro das suas bases e esconderijos...