sexta-feira, junho 16, 2023

🤝 Ajuda militar da Alemanha, Reino Unido e Suécia à Ucrânia

A Alemanha entregou à Ucrânia um novo lote de ajuda militar. Ucrânia recebeu de Berlim um número adicional de veículos blindados de remoção de minas WISENT 1, camiões/nhões Zetros, rebocadores e semiatrelados 8x8 HX81, bem como 300.000 kits de primeiros socorros.

Os novos drones, mostrados pelo Ministério da Defesa da Grã-Bretanha, foram comprados para Ucrânia. Às FAU eles devem ser entregues neste verão.

A primeira foto do blindado sueco CV90 que já está na Ucrânia. Cerca de 50 desses veículos blindados com canhão automático de 40 mm foram entregues ao exército ucraniano pela Suécia.

quinta-feira, junho 15, 2023

Em Rostov começou o «julgamento» dos 22 membros de «Azov»

Na quarta-feira, 14 de junho, em Rostov-on-Don começou o «julgamento» de 22 prisioneiros de guerra do regimento «Azov». Eles enfrentam uma sentença de 15 anos à prisão perpétua, informa a Associated Press.

Os militares ucranianos são acusados ​​de envolvimento em uma «organização terrorista» e participação em ações para “derrubar o governo russo” na região ucraniana de Donetsk.

Amnistia Internacional declarou neste caso que «Privar os prisioneiros de guerra do direito a um julgamento justo é um Crime de Guerra. Assim como a tortura ou o tratamento desumano de prisioneiros de guerra».

A rússia acusa os combatentes de «Azov» de serem «nazis». Mas, como fotos demonstram os prisioneiros ucranianos parecem estar sendo mantidos em campos de concentração…

Das 24 pessoas inicialmente acusadas, duas já foram trocadas por militares russos.  Oito dos 22 prisioneiros acusados ​​são mulheres. Eles trabalhavam como cozinheiros no regimento. Em 6 de maio de 2023, outros 45 defensores e defensoras de Azovstal foram resgatados do cativeiro russo.

Em 2 de agosto de 2022, o regime do Kremlin reconheceu o Regimento Azov como uma «organização terrorista». Os membros do Regimento Azov se entregaram ao cativeiro russo em maio de 2022. 

De acordo com o Regimento Azov, em quase três meses defendendo Mariupol, eles destruíram 6.000 invasores, 78 tanques, mais de 100 veículos blindados e um general.

quarta-feira, junho 14, 2023

⚡️Adam Delimkhanov, vice-primeiro-ministro da Chechênia, ferido na Ucrânia

A imprensa/mídia estatal russa confirma que Adam Delimkhanov, o vice-primeiro-ministro da Chechênia, uma das pessoas mais próximas do Ramzan Kadyrov, foi ferido na Ucrânia.

Na primeira guerra chechena (dezembro de 1994 - agosto de 1999) Adam Delimkhanov notabilizou-se por matar os recrutas russos, serviu no destacamento e era o motorista do temível comandante checheno Salman Raduev. Em 2022 recebeu a ordem russa de «herói da rússia», das mãos do putin, pela sua participação no assassinato de ucranianos.

Dado a existência de conflitos públicos entre Prigozhin e liderança chechena, é de supor que a sua localização poderia ser facultado às forças ucranianas pelo pessoal da EMP Wagner.

Os canais TG ucranianos informam que Delimkhanov foi ferido ou possivelmente morto durante um bombardeio ucraniano em Primorsk, na região de Zaporizhia. A imprensa russa cita o presidente da Duma Estatal, Vyacheslav Volodin, que afiançou que falou com Delimkhanov e que este está «vivo e bem».

O ex-comandante da 72ª brigada das forças armadas russas, Roman Venevitin, recentemente detido e alegadamente espancado pela EMP Wagner, escreveu no seu TG canal que as coordenadas de Delimkhanov e dos kadyrovistas que estavam com ele foram passados aos serviços especiais ucranianos pelos mercenários do Grupo Wagner. Além disso, segundo ele, Delimkhanov ficou gravemente ferido e as perdas entre outros kadyrovistas foram significativas.

terça-feira, junho 13, 2023

🔥Ucrânia liquida o major general do 35º Exército russo

Os TG canais russos avançam a notícia da morte do Chefe do Estado-Maior do 35º Exército russo, o Major General Sergei Goryachev. O ocupante russo morreu em resultado de um ataque de mísseis ucranianos, possivelmente HIMARS.

A publicação russa também informa que os ocupantes russos deixaram Makarivka e que a situação operativa é má para lado russo praticamente em toda a linha da frente na zona do seu agrupamento «Leste» (região ucraniana de Zaporizhia).

Outro elemento importante, o chefe do Estado-Maior raramente fica sozinho, quase sempre anda acompanhado por outros oficiais, seguramente o ataque que liquidou o general, também liquidou outros militares russos. O seu número e patentes poderemos saber nos próximos dias. O Major General Sergei Goryachev, liquidado na Ucrânia era ex-comandante da 201ª base militar russa no Tajiquistão.

Bónus

Em 36h de contraofensiva ucraniana as FAU já libertaram cerca de 100 km², mais que os ocupantes russos ocuparam desde início de 2023.

segunda-feira, junho 12, 2023

Donbas: a «Linha Surovikin» e destacamentos de extermínio

Imagens muito raras mostram os mobilizados russos à fugirem das suas posições. Aparece a unidade especial de extermínio que atira contra os fugitivos, obrigando os, sob ameaça da morte, à voltarem as posições.

O resto do grupo volta às suas trincheiras e tocas, sob o fogo pesado dos ucranianos.

É difícil dizer até que ponto essas práticas russas são onipresente. Há muitos relatos, mas há poucas provas documentais. Neste momento existem apenas alguns vídeos de vários graus de turbidez e confiabilidade, mais alguns depoimentos protocolados.

Claro, é difícil imaginar a força real que pode obrigar os ocupantes russos à ficarem semanas nas pocilgas de suas trincheiras e esperarem por HIMARS, bombardeamentos e ataques impiedosos de ucranianos. No entanto, eles ficam. Tremem, dizem palavrões, mandam bocas contra a guerra maldita, mas ficam. Correm, só quando já não aguentam mais.

Gostaríamos de saber até que ponto o medo de destacamentos de extermínio afeta o comportamento dos mobilizados e o seu «espírito de luta».

Fonte de vídeo: https://t.me/rf200_nooow

A «impenetrável» linha defensiva russa na Donbas, composta pela monumentalidade de trincheiras, abrigos, bunkers, construída com alguma solidez, com troncos de madeira protectora de «três rolos», deveria durar, no mínimo, por três meses. 

As FAU a capturaram em um dia e meio.

As FAU libertaram a vila de Storozheve, na região de Donetsk

As Forças Armadas da Ucrânia libertaram a vila de Storozheve, na região de Donetsk, que estava sob ocupação russa desde março de 2022. A tarefa foi realizada pela 35ª Brigada separada de fuzileiros navais «Contra-almirante Mykhailo Ostrogradskyi».

Os fuzileiros navais de Odesa, como parte de ações contra-ofensivas, libertaram a vila de Storozheve, na região de Donetsk, que estava sob ocupação desde março de 2022. Como resultado da limpeza do assentamento, cerca de cinquenta rascistas foram liquidados e quatro foram feitos prisioneiros. Hoje, a bandeira da Ucrânia tremula novamente sobre Storozheve, e será assim com todos os assentamentos até que libertemos todas as terras ucranianas, escreve Novynarnya.

Chefe da GUR MOU Kyrylo Budanov: «Planos gostam do silêncio»

Os defensores publicaram um vídeo do assentamento liberado.

Faça click para ver o vídeo

domingo, junho 11, 2023

Assassination of Russia (Blowing up Russia) HQ

«Assassination of Russia» é um documentário dirigido por Jean-Charles Deniau. Filmado com base no livro de Alexander Litvinenko e Yuri Felshtinsky: «O FSB explode a Rússia», que descreve os atentados a bomba em apartamentos russos em setembro de 1999 como um ato terrorista cometido pelos serviços secretos do estado russo.

O documentário descreve os atentados a bomba em apartamentos russos em setembro de 1999 como um ato terrorista cometido pelos serviços secretos do estado russo. Escrito e dirigido por Yuri Felshtinsky e Alexander Litvinenko. «Simplesmente não podemos sair e dizer que o presidente da Rússia é um assassino em massa. Mas é importante que saibamos disso».

Quase todos os que participaram da investigação independente foram mortos.

Alexander Litvinenko em 2006, Anna Politkovskaya - 2006, jornalista Yuri Shchekochikhin - 2003, deputado Viktor Yushenkov - 2003, o ativista de direitos humanos Viktor Lozinsky em 2003, Boris Berezovsky (simplesmente, que conhecia Putin muito bem), o curador do programa de explosão foi German Ugryumov, vice-diretor do FSB da Federação Russa, chefe do Departamento de Proteção da Sistema Constitucional e Combate ao Terrorismo, então liquidado pelo próprio FSB - um ataque cardíaco em Khankala 2001, bem como 6 chechenos, acusados ​​​​de ataques terroristas, foram mortos durante operações especiais.

      Mikhail Trepashkin, advogado, funcionário do KGB da URSS e do FSB da Federação Russa, era especialista em uma comissão pública que investigava explosões de prédios residenciais na Rússia. Preso por conversas telefônicas com Litvinenko e por posse de cartuchos em 2003. Uma testemunha, uma vizinha, Maria Vratnykh, que viu um estranho entrar em seu escritório, foi encontrada morta quando Trepashkin estava sob custódia. Liberado após intervenção pública e protestos. agora ele é um oposicionista e ativista dos direitos humanos.

      Ao jornalista de Ryazan, Alexander Badanov, foi plantado um saquinho de heroína, ele também foi ameaçado de morte se não parasse a investigação das explosões. Pavel Voloshin, jornalista moscovita de Novaya Gazeta, também foi ameaçado e interrogado pela polícia de Moscovo/u.

O caso foi classificado por 75 anos, embora a lei estabeleça que a classificação de materiais em casos envolvendo a morte de civis é uma violação dos direitos constitucionais dos cidadãos (Artigo 7º da Lei do Segredo de Estado russo).

⚡️Ucrânia liberta as localidades de Blahodatne e Neskuchne em Donetsk

A 68ª Brigada separada de caça «Oleksa Dovbush» anunciou a libertação de vila de Blagodatne. A aldeia de Neskuchne foi libertada por combatentes do 7º batalhão separado «AREY». Ambas na região de Donetsk💙💛

✊Durante a libertação da vila de Blagodatne as forças ucranianas capturaram 6 ocupantes russos. Aqueles que se recusaram à se render foram liquidados, informou Valery Shershen, porta-voz das FAU da região de Távria.

⚡️A vila de Neskuchne, região de Donetsk, foi libertada por combatentes do 7º batalhão separado «AREY» em 10 de junho.

O 7º Batalhão Separado «Arey» do Exército Voluntário da Ucrânia (UDA) pertence à 129ª Brigada da Defesa Territorial da Ucrânia, na libertação de Neskuchne contou com apoio de uma companhia do 3º Batalhão Separado «Volyn» da UDA e com a cooperação com outras unidades das FAU.

💥Vídeo da destruição do complexo da guerra eletrónica RP-377LA «Lorandit» em Oleshky. Deve-se notar que os sistemas russos de guerra electrônica são um dos problemas mais sérios para as FAU em certas áreas da linha da frente.

💙💛Ucrânia libertou 95 POW do cativeiro russo!

Entre eles estão 93 praças e sargentos, além de dois oficiais.

«Defensores de Mariupol, da estação nuclear de Chornobyl, da ilha Zmiiny, de Bakhmut, bem como defensores de «Azovstal», estão indo para suas famílias. Também foi possível devolver os participantes da operação especial, que voaram de helicópteros a Mariupol cercada, para «Azovstal», - informa a Presidência da Ucrânia.

A operação para libertação da Ucrânia (finalmente) começou

Por que a contra-ofensiva da Ucrânia não será um Dia D. Por que vai parecer mais um assédio implacável e desmoralizar a rússia. Por que Zelensky e seus generais não dizem nada sobre isso. E por que ela acabará por ser vitoriosa.

por: Guillaume ANCEL

É uma grande satisfação poder anunciar que a operação para libertar a Ucrânia finalmente começou. Tenho um pensamento especial para os homens e mulheres que falecerão ou serão feridos durante estas operações essenciais para a libertação da Ucrânia.

Se o que está em jogo é crucial para os ucranianos, não é menos para os europeus, pelo menos para aqueles que querem defender a sua concepção de sociedade para além da sua mera proteção.

O resultado desta ofensiva permanecerá incerto até a sua conclusão. E o objetivo deste artigo é – mais do que nunca – ajudar a decifrar a situação militar e política na Ucrânia num “nevoeiro de guerra” que nunca foi tão denso como durante este grande evento.

Enquanto o Chefe do Estado-Maior dos EUA, Mark Milley, estava com os seus homólogos ingleses e britânicos para comemorar o desembarque dos Aliados na Normandia, a 6 de junho de 1944, as forças ucranianas lancaram – no mesmo dia de 2023 e no maior silêncio – a grande ofensiva para a qual se preparavam há meses com ajuda dos cinquenta países que os apoiam.

Ler mais: https://nepassubir.fr/2023/06/11/6-juin-2023-loperation-de-liberation-de-lukraine-a-enfin-commence

Bónus

Um grande buraco foi avistado na cúpula da estação de radar «Mayak» na Crimeia ocupada. Motivo desconhecido. Aparentemente o mesmo local também era usado pelos ocupantes russos para o lançamento de drones iranianos contra Ucrânia continental.

Radar antes

Radar depois

Mapa da sua localização


sábado, junho 10, 2023

A barragem ucraniana de Nova Kakhovka destruída pela rússia

A barragem de Nova Kakhovka na Ucrânia, controlada pela rússia, foi destruída. Isso traz desastre humanitário, ecológico e económico aos ucranianos. Aqui estão algumas diretrizes para escrever sobre esta catástrofe.

by: Timothy Snider

1. Evite a tentação de igualar uma calamidade. Isso não é jornalismo.

2. Quando um porta-voz russo afirma que a Ucrânia fez algo (por exemplo, explodir uma barragem), isso não faz parte da história de um evento no mundo real. É parte de uma história diferente: sobre todas as reivindicações ultrajantes que a rússia fez sobre a Ucrânia desde a invasão em 2014.

3. Citar reivindicações russas ao lado de reivindicações ucranianas é injusto com os ucranianos. O que os porta-vozes russos disseram quase sempre não foi verdade, enquanto o que os porta-vozes ucranianos disseram foi amplamente confiável. A justaposição sugere uma falsa igualdade.

4. Se um porta-voz russo (por exemplo, Dmitri Peskov) deve ser citado, deve ser mencionado que esta figura específica mentiu sobre todos os aspectos desta guerra. Isso não é um insulto, mas um contexto. Os leitores que pegam a história no meio precisam conhecer o pano de fundo.

5. Se a propaganda russa para consumo externo é citada, também deve ser citada para consumo interno. Os propagandistas argumentaram por muito tempo que as barragens ucranianas deveriam ser explodidas. Um parlamentar russo dá como certo que a rússia explodiu a barragem e se alegra. Ver @JuliaDavisNews

6. Quando uma história começa com ambos os lados, os leitores são instruídos de que um objeto no mundo físico (como uma represa) é apenas um elemento da narrativa. Eles são direcionados para o gênero errado (literatura) no momento em que a análise é necessária. Isso presta um desserviço à mente deles.

7. Barragens são objetos. Como eles podem ser destruídos é um assunto para especialistas. Esta história do NYT tem o mérito de tratar as represas como objetos físicos em vez de objetos narrativos. Fica claro que a barragem provavelmente foi destruída por uma explosão de dentro.

8. A rússia controlava parte relevante da barragem quando ela explodiu. Esta é uma parte elementar do contexto. Vem antes do que alguém diz. Quando um assassinato é investigado, os detetives pensam nos meios. A rússia tinha os meios. A Ucrânia não.

9. A história não começa no momento em que a barragem explode. Nos últimos quinze meses, a rússia vem matando civis ucranianos e destruindo a infraestrutura civil ucraniana, enquanto a Ucrânia tenta proteger seu povo e as estruturas que os mantêm vivos.

10. O cenário inclui história militar. Os exércitos que estão atacando não explodem represas para bloquear seu próprio caminho de avanço. Os exércitos que estão recuando explodem represas para retardar o avanço do outro lado. A Ucrânia avançava e a rússia recuava.

11/10 Objetividade não significa tratar um evento como um cara ou coroa entre duas declarações públicas. Exige pensar sobre os objetos e as configurações que os leitores precisam para entender em meio à incerteza.