sexta-feira, outubro 30, 2026

Ucrânia usa mísseis «Neptuno-D» e destrói dois Su-34 russos

Em resultado do ataque realizado na noite de 29 de outubro de mísseis costeiros «Neptuno-D» («Neptuno longo») da marinha ucraniana, foi confirmada a destruição de duas aeronaves Su-34 russas no aeródromo de Marinovka, mais de 600 km da Ucrânia. 

Em consequência dos danos causados ​​pelo impacto, dois caças-bombardeiros Su-34 de linha de frente foram destruídos no território do 11º Regimento de Aviação Mista (vila de Oktyabrsky, na região russa de Volgogrado), pertencentes à 4ª Divisão de Aviação Mista da 4º Exército da Força Aérea e da Defesa Aérea.

Os blogueiros militaristas russos confirmam a destruição de duas caças, assim como a morte de dois militares russos e os ferimentos em outros dois. 

Os blogueiros patrioteiros confirmam strike ucraniano

O caça-bombardeiro multifuncional Su-34 é o principal meio de lançamento de bombas guiadas. Ele é capaz de transportar até 8 toneladas de carga bélica. O valor de mercado de um Su-34 é de cerca de US$ 50 milhões. 

A destruição de tais aeronaves reduz a capacidade dos ocupantes russos de atacar com bombas guiadas as áreas de fronteira da Ucrânia, a infraestrutura civil e as posições avançadas das FAU, informa o Estado-maior das Forças Armadas da Ucrânia.

Glória à Ucrânia! 

Su-34 como ferramenta do terror aéreo russo: tamanho da frota, produção e vulnerabilidade do agressor

Os caças-bombardeiros Su-34 são um dos principais componentes da força aérea de ataque do estado agressor, a rússia, na sua guerra contra Ucrânia. Seu uso como portadores de bombas aéreas guiadas permitiu ao exército russo expandir as suas capacidades de atingir alvos terrestres, em particular em áreas de combate ativo e assentamentos na linha de frente. 

Apesar das significativas perdas em combate, a rússia continua produzindo e modernizando o Su-34, tentando manter o tamanho da frota de aeronaves e a intensidade dos ataques com mísseis e bombas. Ao mesmo tempo, as possibilidades de aumentar ainda mais esse potencial dependem da capacidade de produção, da disponibilidade de componentes tecnológicos e da capacidade do complexo militar-industrial russo de compensar as perdas. 

NASA FIRMS regista o incêndio no território do aeródromo militar de Marinovka, 29.X.2026

Em outubro de 2026, a forças aeroespacial russa contava com cerca de 140 caças-bombardeiros Su-34 de diversas modificações, incluindo o modernizado Su-34M (Su-34NVO). 

Desde o início da invasão em larga escala, a rússia perdeu 43 aeronaves desse tipo, que foram destruídas, e outras sete foram danificadas. 

Essas perdas são bastante significativas para a frota de aeronaves do agressor, cuja recuperação exige um longo ciclo de produção, recursos financeiros consideráveis ​​e cooperação industrial especializada. Para efeito de comparação: o número de Su-34 destruídos equivale a aproximadamente 2,5 a 3 anos de sua produção, com uma capacidade estimada de 14 a 18 aeronaves por ano. 

Ler mais: informe da GUR MOU, em ucraniano

Bónus

No dia 30 de outubro, na região de Akhtyubinsk, a rússia perdeu um caça-bombardeiro da última geração Su-57. Aparentemente, o aparelho ardeu/pegou o fogo, ficando totalmente destruído, num acidente de mal funcionamento do seu motor principal. O seu valor de mercado é de cerca de US$ 150 milhões. No total, desde 24.02.2022, a rússia já perdeu 4 aparelhos Su-57 (2 deles validados pelo Oryx, sem contar com o aparelho de hoje): dois foram abatidos na Ucrânia e um foi alvo de friendly-fire russo.



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