domingo, novembro 19, 2006

Morreu o Oscar ucraniano


O actor norte – americano Walter Jack Palance (18 de Fevereiro de 1919 – 10 de Novembro de 2006) era conhecido pela sua voz grave e uma cara enrugada de um “cowboy macho”.

Nascido como Volodymyr Palahniuk (Володимир Палагнюк) na parte mineira da cidade de Hazle Township, estado de Pennsylvania, Palance, de origens modestos era filho de Ivan e Hanna Palahniuk que vieram para os EUA da aldeia de Ivano-Zolote (província de Ternopil). Ivan Palahniuk trabalhava como mineiro, mas também era o secretário da Sociedade ucraniana local.

Na sua juventude Volodymyr também trabalhou como mineiro, antes de se tornar pugilista nos anos 1930. Combatendo com o nome de Jack Brazzo, Palance alcançou o recorde de 15 vitórias consecutivas, 12 deles pelo knockout, antes de perder perante futuro campeão dos pesos pesados, Joe Baksi.

Com o início da II G.M. Palance deixa o boxe e entra na aviação militar, onde era o piloto de B-24 Liberator. Numa das missões de treino, o avião de Palahniuk ardeu, daí as marcas na cara do futuro actor, que depois de várias cirurgias plásticas foi desmobilizado do exército em 1944.

Palahniuk foi graduado pela Universidade de Stanford em 1947 com o grão de Bacharel de Artes em Drama. Durante os anos de estudo, ele trabalhou como ajudante do cozinheiro, servente, vendedor de refrescos, nadador – salvador na praia de Jones Beach State Park, também era o modelo profissional.

Careira

A sua carreira de actor começou no filme “O eléctrico chamado desejo”, onde ele era duplo de Marlon Brando. Em 1947, Palahniuk fiz a sua estreia no Broadway e três anos mais tarde, a sua estreia no cinema no filme Panic in the Streets (1950). Já no seu terceiro filme, Sudden Fear, ele recebeu a nomeação para o Oscar pelo papel de Lester Blaine. A sua segunda nomeação para o Oscar aconteceu em 1953, pelo papel de um destemido pistoleiro Jack Wilson em Shane.

Depois seguiram-se vários filmes western, embora Palahniuk também fiz papeis tão distintos e variados como de Dr. Jekyll e Mr. Hyde, Dracula, Attila, o Huno ou de F. Castro no filme Che! (1969).

Em 1957, Palahniuk ganhou o Prémio Emmy como Melhor Actor pelo papel de Mountain McClintock no filme Requiem for a Heavyweight de Rod Serling. Em 1963 Jean-Luc Godard filmou o Palahniuk na película Le Mépris, onde actor ucraniano concatenou com Brigitte Bardot e Michel Piccoli. Nos anos 1980, Palahniuk participou na série televisiva Ripley's Believe It or Not junto com a sua filha Holly Palance. Palahniuk também aparece no filme Young Guns (1988) e no Batman (1989) de Tim Burton. No total, Volodymyr Palahniuk participou em 126 filmes e séries televisivas.

As nomeações de Academia

Volodymyr Palahniuk ganhou o seu Oscar como Melhor Actor Secundário em 30 de Março de 1992, pelo seu desempenho como cowboy Curly Washburn na comédia City Slickers (1991). Palahniuk sempre tinha orgulho de ser ucraniano, ele tinha recusado o Oscar, porque os organizadores anunciaram-no como “actor de descendência russa”. Sr. Palahniuk disse que “não tem nada a ver com a Rússia, e que é um ucraniano”. Quando um outro actor, o famoso Dustin Hoffman (1937), no seu discurso mencionou que os seus antepassados são da “cidade russa de Kiev”, Volodymyr Palahniuk pediu que Hoffman estudasse melhor a geografia e também estudasse melhor a história dos seus antepassados.

1952 – Nomeação – Melhor Actor SecundárioSudden Fear

1953 – Nomeação – Melhor Actor Secundário – Shane

1992 – Ganhou – Melhor Actor Secundário – City Slickers

Caminho de Fama de Hollywood

A estrela de Palahniuk no Caminho de Fama de Hollywood têm o número de 6608 no Hollywood Boulevard. Em 1992, ele também foi nomeado para a Sala de Fama dos Actores de Western no Museu Nacional dos Cowboy & Western Heritage na Cidade de Oklahoma, Estado de Oklahoma.

Vida pessoal

Palahniuk era casado com a Virginia Baker de 1949 à 1966. Eles tiveram três filhos: actriz Holly Palance (1950), Brooke Palance (1952) e Cody Palance (1955-1998). Cody Palance, também actor, aparece no filme Young Guns, junto com o pai. Ele morreu aos 42 anos de idade de melanoma maligna em 1998. Em memória do seu filho, Jack Palance fundou o Torneio Clássico do Golfe Cody Palance, para arrecadar os fundos para o centro de tratamento de cancro em Los Angeles. Palahniuk casou-se pela segunda vez com a Elaine Rogers em Maio de 1987.

Volodymyr Palahniuk também dedicava-se a pintura e poesia, ele editou uma colectânea poética intitulada “The Forest of Love”, publicada pela Summerhouse Press em 1966.

Volodymyr Palahniuk morreu em 10 de Novembro de 2006 de uma causa natural, na sua casa em Montecito, California no condado de Santa Barbara.

Fontes:

http://en.wikipedia.org/wiki/Jack_Palance

http://www.bbc.co.uk/ukrainian

Vasyl Makukh: o esquecido herói da Ucrânia


No mundo é amplamente conhecido o nome do estudante checo, Jan Palach (11.08.1948 - 19.01.1969), que no dia 16 de janeiro de 1969, protestando contra a ocupação da Checoslováquia palas tropas do Pacto da Varsóvia, imolou-se na praça Wenceslas (junto ao Monumento de São Wenceslas) na cidade de Praga. Mas o jovem checo tinha um exemplo a seguir – ucraniano Vasyl Makukh queimou-se vivo no dia 5 de novembro de 1968 na capital da Ucrânia, cidade de Kyiv. 

por: Guennadiy Sakharov

Vasyl Makukh protestava contra a ocupação de Checoslováquia pelos países socialistas, mas também contra ocupação da Ucrânia pelo regime soviético, contra a russificação total, à favor da independência da Ucrânia.


O manual publicado pela Universidade de Lviv, tem pouca informação sobre o herói ucraniano:
 
«Makukh, Vasyl (14.11.1921 - 06.11.1968) – activista dos direitos humanos ucraniano. Nasceu na aldeia de Kariv, conselho de Sokal, província de Lviv. Desde 1944 era membro de Exército Insurgente da Ucrânia (UPA), fazia parte de inteligência militar. Em fevereiro de 1946 foi ferido em combate e preso pela NKVD. Condenado à 10 anos de campos de concentração e 5 anos de deportação. Depois de cumprir a pena, foi impedido de voltar a sua Galiza natal, escolheu viver na cidade de Dnipropetrovsk. Participou no movimento ucraniano de defesa dos direitos humanos nos anos 1960. No dia 5 de Novembro de 1968, Vasyl Makukh, protestando contra o sistema comunista totalitário, estatuto colonial da Ucrânia, política da russificação e agressão da URSS contra a Checoslováquia, perpetuou o acto de auto – imolação na avenida Khreshatyk em Kyiv.»

Depois de ser preso pela NKVD, Vasyl Makukh passou pelos campos mortíferos da Mordóvia, estive preso na Sibéria. Proibido de voltar a Galiza, viveu nos arredores da cidade de Dnipropetrovsk, aldeia de Klochko, rua de Pozhezhna, onde casou com a Lídia, mulher que conheceu durante a sua deportação. Lídia, presa aos 17 anos de idade, também passou 10 anos nos campos de concentração e 5 anos de deportação na Sibéria, mas saiu em liberdade dois anos mais cedo. A sua culpa? Durante a II G.M. fazia parte de um agrupamento cultural, que actuava perante as tropas alemãs e dos seus aliados.
 
Casal Makukh tive duas crianças: filho Volodymyr e filha Olha. Vasyl primeiro trabalhava como serralheiro, estudando a noite, depois entrou no ensino médio. Mas logo foi expulso, quando alguém denunciou o seu passado político. Continuava estudar sozinho. Visitando a família na Galiza, Vasyl Makukh falava sobre a política anti – ucraniana das autoridades estatais do leste da Ucrânia, a política de russificação total de toda a vida social, sobre o seu desejo de tornar-se mártir em nome da Ucrânia.

No outono de 1968, Vasyl Makukh foi mais uma vez à Galiza, para visitar a família. Antes de ir à Lviv, disse a esposa: “Se algo me acontecer, saibam que amo vós todos, amo muito”. Já estando na Galiza, escreveu algumas cartas aos amigos de Nikopol, Kyiv, Dnipro, duas cartas para a esposa. Todas elas terminavam: “Glória à Ucrânia!” Viajou para Kyiv, não levou a mala, apenas algumas maças e um recipiente, para a sobrinha Yaroslava Osmylovska disse que era sumo. Depois, descobriu-se que desapareceu o bidão de gasolina da garagem...

7 de novembro de 1968. Poder comunista preparava-se para o desfile militar, dedicado à aniversário da revolução bolchevique de 1917. A oposição nacional preparava a demonstração do protesto contra a invasão da Checoslováquia. Mas os organizadores foram traídos e Vasyl Makukh ficou sozinho. No dia 5 de Novembro de 1968 ele queimou-se publicamente na rua Khreshatyk, regando-se com a gasolina. A chama humana ardia em Kyiv, as últimas palavras do Vasyl Makukh eram: “Fora os colonos! Viva a Ucrânia livre!”. No dia 6 de Novembro, Vasyl Makukh morreu num hospital de Kyiv, na unidade de queimados. Uma testemunha conta, que alguém do pessoal médico disse a Vasyl: “você tornou os seus filhos órfãos”. Vasyl, recuperando os sentidos por breves estantes respondeu com muita dignidade: “neste momento nós todos somos órfãos”.

Lídia foi avisada sobre a morte do marido pelos desconhecidos. Quando ela e o cunhado Ivan Cipukh, foram buscar o corpo do Vasyl em Kyiv, ambos foram presos pela KGB, encarcerados durante uma noite e levados à casa mortuária sob vigia, apenas no dia seguinte. Ambos eram constantemente vigiados, para não pudessem falarem com ninguém, os nomes de todas as pessoas que participaram na cerimónia do enterro do Vasyl, foram anotados pelos agentes da KGB. A irmã do Vasyl, que vivia na Galiza, já no dia 7 de novembro foi chamada ao KGB do seu conselho, onde foi brutalmente espancada, morrendo em consequência dessa violência dois anos depois. Lídia Makukh foi despedida do serviço, durante alguns anos ela não conseguia encontrar nenhum emprego, para sobreviver foi obrigada a vender todos os haveres da família.

Em 2006, Lídia Makukh, já com 80 anos de idade recebia a reforma estatal e mais uma pensão pequena pelo seu marido. Vasyl Makukh têm uma campa muito simples na aldeia de Klochko, longe da sua Galiza amada.

A Organização dos ex-prisioneiros políticos e vítimas das repressões, outras organizações políticas da cidade de Dnipro, endereçou a petição ao Presidente da Ucrânia, na altura Viktor Yushenko, para que o Vasyl Makukh pudesse ser condecorado ao titulo póstumo, com a medalha de Herói da Ucrânia. O Conselho municipal de Dnipro recebeu a proposta de atribuir o nome de Vasyl Makukh à uma das avenidas da cidade. Também podia-se pensar em erguer o monumento do homem – chama em Dnipro.
A ponte pedestre em Praga chamada em memória do Vasyl Makukh em 2018.
foto @Embaixada da Ucrânia na República Checa

Ler mais:
http://tema.in.ua/article/?id=956 (em ucraniano)

quinta-feira, novembro 16, 2006

MENSAGEM DA COMUNIDADE UCRANIANA DE PORTUGAL AO POVO PORTUGUÊS

A Ucrânia e as suas comunidades de emigrantes espalhadas pelo Mundo, irão comemorar em 2007-2008 o 75.º aniversário de um dos mais trágicos acontecimentos do século XX: a “Grande Fome de 1932-1933”, também designada de Golodomor.

Morreram entre 3 a 6 milhões de ucranianos - sobretudo camponeses - em consequência de uma fome artificialmente provocada pelo regime soviético dirigido por Estaline.

Este genocídio teve como principal objectivo “castigar” os camponeses - a base social da nação ucraniana - devido à sua resistência à colectivização da agricultura e ao apego que manifestavam pela cultura e tradições nacionais. Numa clara demonstração dos seus intentos criminosos, o Governo da União Soviética executou de forma implacável as seguintes medidas:

  • confiscação das colheitas e das reservas alimentares dos camponeses ucranianos, recorrendo a todo o tipo de violências e abusos e colocando em grave risco a sua sobrevivência;
  • repressão de qualquer forma de resistência (deportação de populações; detenção em campos de concentração e fuzilamentos);

· encerramento, pela polícia, das fronteiras da Ucrânia, impedindo que os camponeses procurassem alimentos na Rússia e em outras regiões, ou os transportassem para a Ucrânia;

· proibição da venda de bilhetes de comboio e instalação de barreiras policiais nas estações ferroviárias e nas estradas que levavam às cidades. Centenas de milhar de famintos foram assim obrigados a regressar às aldeias, morrendo de fome;

· revogação dos direitos de autonomia cultural, linguística e política da nação ucraniana, incluindo as comunidades que viviam nas outras regiões da União Soviética;

· repressão da elite cultural e política (escritores, sacerdotes, dirigentes políticos, artistas, etc.), sob a acusação de nacionalismo.

O regime soviético, enquanto ia exportando para o estrangeiro milhões de toneladas de cereais, rejeitava as informações transmitidas pela imprensa ocidental, bem como as ofertas de auxílio humanitário.

Durante mais de 50 anos a diáspora ucraniana procurou divulgar a verdade sobre o Golodomor. Com esse objectivo, apoiou a investigação realizada por diversas entidades académicas, tais como a Comissão do Congresso dos Estados Unidos da América, presidida pelo historiador James Mace (1988) e a Comissão Internacional de Inquérito da Fome de 1932-1933 na Ucrânia, dirigida pelo jurista Jacob Sundberg (1990).

Só depois da desagregação da União Soviética e da recuperação da independência nacional ucraniana (1991), foi possível romper com o silêncio e a mentira. Foi instituído, no quarto sábado do mês de Novembro, o “Dia da Memória das Vítimas da Fome e das Repressões Políticas” e aprovada uma declaração do Parlamento da Ucrânia.

Os órgãos de soberania de diversos países (E.U.A., Canadá, Estónia, Argentina, Austrália, Itália, Hungria, Lituânia, Geórgia ou Polónia) já reconheceram o carácter genocidário do Golodomor. Por sua vez, na 58.ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas (2003) foi elaborada uma declaração, com o apoio de 63 estados-membros, prestando homenagem à tragédia nacional do povo ucraniano.

Mais recentemente, o Presidente Viktor Yuschenko (Novembro de 2005) e os participantes do 4.º Fórum Mundial dos Ucranianos (Agosto de 2006) apelaram à comunidade internacional para reconhecer o Golodomor como um acto de genocídio.

No âmbito do Artigo 93.º da Constituição da Ucrânia, em Novembro de 2006, o Presidente Viktor Yushchenko apresentou ao Parlamento (Verkhovna Rada) o Projecto-Lei “Sobre o Golodomor de 1932-1933 na Ucrânia” e salientou a necessidade urgente da sua aprovação, com vista ao reconhecimento do Golodomor, enquanto acto de genocídio contra o povo ucraniano

A aprovação deste diploma, reveste-se de um significado político, social e moral de extrema importância, nas vésperas do 75.º aniversário do Golodomor de 1932-1933, pretendendo contribuir para o estabelecimento da justiça histórica, para a divulgação das causas e das consequências do genocídio do povo ucraniano, para a unidade do povo ucraniano em torno dos valores da tolerância e da paz, e para o reforço do prestígio internacional da Ucrânia.

Com vista a esse reconhecimento, a comunidade ucraniana em Portugal irá desenvolver várias iniciativas de divulgação e de sensibilização, dirigidas à sociedade civil e às instituições políticas portuguesas.

Por tudo isto, fazemos um apelo à vossa solidariedade, em nome dos ideais humanistas que partilhamos enquanto nações livres e dignas!

Comunidade Ucraniana em Portugal: hldmr.ucranianos.pt@gmail.com

terça-feira, novembro 14, 2006

Postais da Ucrânia combatente


Nesta página poderão ver vistos os postais do Exêrcito Insurgente da Ucrânia (UPA), exêrcito clandestino dos patriotas ucranianos, que combateu primeiro os nazis, e depois os soviéticos nos territórios da Ucrânia Ocidental entre 1942 – 1956.
http://ov.ottawa-litopys.org/poshtivkyupa/


sábado, novembro 11, 2006

Combate Volodymyr (Wladimir) Klitschko vs. Calvin Brock


Não esquecem de ver o combate do Volodymyr Klichko amanha e apoiem o campeão ucraniano!

EUA, HBO WBC

Sábado, Novembro, 11
10:00 PM ET/7:00 PM PT - Live transmission

UCRÂNIA, Telechannel "Studio 1+1"

Domingo, Novembro, 12
07:00 - The delayed transmission
23:05 - Rebroadcast

RÚSSIA, Telechannel "Sports"

Domingo, Novembro, 12
09:10 - Live transmission
20:30 - Rebroadcast

ALEMANHA, Telechannel

Domingo, Novembro, 12
04:00 - Live transmission
11:05 - Rebroadcast

Fonte: http://www.klitschko.com/news/index.php3?read=200611009&part=en
Mais info: http://ucrania-mozambique.blogspot.com/2006/10/ucranianos-investem-na-educao-em.html

segunda-feira, outubro 30, 2006

Vera Farmiga – ucraniana em Hollywood


Vera Ann Farmiga, a segunda entre as sete crianças numa família tradicional católica ucraniana, nasceu em 6 de Agosto de 1973, no Condado de Passaic, New Jersey, EUA. Não falava inglês até aos seis anos de idade e foi criada e educada pelo pai Mykola Farmiga e a mãe, Lyubov Farmiga. Frequentou a escola católica ucraniana, a seguir foi estudar numa escola pública, onde era uma miúda tímida, por causa da sua fraca visão. Mas ela praticava o piano, e dançava, usando para o efeito os lentes de contacto. Na adolescência, Farmiga também dançava numa companhia folclórica ucraniana.
Em 1991 Vera, graduou-se na escola regional de Hunderton e sonhou inicialmente de se tornar optometrista, mas mudou de ideias e começou estudar na Escola Universitária de Siracusa de Arte Teatral (Syracuse University's School of Performing Arts). Começou sua carreira profissional activa em 1996, estreando-se na Broadway na peça teatral “Taking sides”. Depois seguiram-se as performances em peças como “The Tempest”, “The Glass Menagerie”, “Hamlet” e “Second-Hand Smoke” (1997). Ao mesmo tempo fiz a sua estreia na TV, no papel de menina Catlin na série televisiva da aventura "Roar" (1997) da canal Fox, contracenando com Heath Ledgerie.
Em 1998, Farmiga fiz a sua grande estreia no cinema no drama Return to Paradise (1998), depois vieram numerosos papeis de “filhas”. Primeiro de Christopher Walken no The Opportunists (2000), depois do Richard Gere no Autumn in New York (2000). Mais tarde, fiz papel de uma mãe da classe operária que esforça-se para manter a sua vida e o seu casamento, escondendo os seus problemas como a dependência da droga no Down to the Bone (2004), com qual ganhou o prémio da Melhor Actriz de 2004 do Festival de Sundance (Sundance Film Festival) e da Associação dos Críticos da Cinema de Los Angeles. O talento de representar da Vera Farmiga brilhou no seu papel da filha do senador no The Manchurian Candidate (2004) e na pela de uma paciente de asilo mental em Neverwas (2005). Além disso, Vera Farmiga fiz o papel da esposa de um bandido (Paul Walker) em Running Scared (2006). Os seus últimos trabalhos cinematográficos são a interpretação de papel de uma prostituta bem humorada em Breaking and Entering (2006) e de uma médica em The Departed (2006).
Farmiga era casada com actor Sebastian Roache, com quem se contracenou na série “Roar”, e casou-se nas Bahamas, quando a série terminou em 1997. O seu casamento acabou em divórcio em 2005. Agora a Vera Farmiga divide a sua residência entre a New Jersey e Los Angeles, Califórnia. Os seus hobbies são leitura, tocar o piano e brincar com o seu gato de raça angora, uma paixão que ela têm desde a criança.

Fonte: http://www.amazon.imdb.com/name/nm0267812/
Mais informação: http://www.superiorpics.com/vera_farmiga/ (inglês)
Vera Farmiga on-line: http://www.vera-farmiga.com/

sexta-feira, outubro 27, 2006

Grupo Greenjolly no Vaticano


No dia 22 de Outubro, o grupo ucraniano Greenjolly (Ґринджоли) tocou as suas músicas no Vaticano, em recordação da memória do Papa João Paulo II, durante os festejos do 25-to aniversário da Fundação João Paulo II em Itália.
A Fundação foi criada pelo Decreto papal em 16 de Outubro de 1982, como uma ONG religiosa, educativa, não lucrativa e dedicada às boas causas. Hoje, a Fundação têm 42 representações e associações de amigos em 16 países do mundo. Neste ano, entre os músicos convidados para tocar na cerimónia, estavam os representantes do mundo inteiro: EUA, Itália, França, Reino Unido, Brasil, Indonésia, Escócia, Polónia, etc. A Ucrânia era representada pelo grupo Greenjolly, que tornou-se famoso durante a Revolução Laranja (2004), pois foram eles, os autores do hino da Revolução - “Razom nas bahato”.

Os festejos de celebração decorreram na Filarmónia de Roma, entre os convidados estavam presentes os cardeais do Vaticano, representantes da Igreja, diplomatas, os dirigentes da Fundação João Paulo II.

“Para o grupo Greenjolly é muito honroso participar nesta celebração em representação da Ucrânia. Tínhamos uma maravilhosa oportunidade de recordar à Comunidade Europeia, que a Ucrânia é uma parte integrante da Europa” – disse Roman Kalyn, líder do grupo Greenjolly.

Entre várias canções do grupo, os organizadores escolheram a mais famosa – “Razom nas bahato” (Juntos somos muitos – não seremos vencidos). Fala Roman Kostyuk: “Apesar do que neste momento na Ucrânia aumentou a fadiga das pessoas em relação à política, para muitos dos europeus essa canção tornou-se o símbolo da mudança democrática”.

Depois do concerto, os convidados tiveram a oportunidade de conversar com o Papa Bento XVI e receber a sua benção. O próprio Bento XVI agradeceu à presença de toda a gente que estive em Roma para a celebração do 25-to aniversário da Fundação João Paulo ІІ.

As fotografias do Grupo em Vaticano e Roma podem ser vistas aqui:
http://www.cfc.com.ua/greenjolly/IMG_0076.jpg
http://www.cfc.com.ua/greenjolly/IMG_0029.jpg
http://www.cfc.com.ua/greenjolly/IMG_00261.jpg
http://www.cfc.com.ua/greenjolly/DSC02031.JPG

Para receber qualquer informação adicional, pode-se recorrer à Marina Skomorokhova, Tel: +380 506115241 ou pelo e-mail: ms@cfc.com.ua
Downloads das musicas do grupo http://www.youtube.com/results?search_query=GreenjollyDow

terça-feira, outubro 24, 2006

Estudantes do ISPU visitam o Parque Kruger



Grupo de estudantes do ISPU, finalistas do 6° Semestre, decidiu comemorar o fim do seu semestre, com uma viagem ao Parque Kruger. Adiada por uma semana, a viagem realizou-se com razoável aderência das pessoas (dos cerca de trinta inscritos para fazer parte do itinerário, saíram das instalações do ISPU no dia 21 de Outubro de 2006 os 15 valentes). Adiante, a nossa viagem ao reino animal, anotada ao estilo do diário de bordo...

6.30 – primeiros viajantes chegam ao local.
7.00 – saída programada, mas algumas pessoas atrasam, por isso esperamos.
7.54 – finalmente saímos para abastecer as viaturas. Faz-se uma contribuição e temos a viagem aos preços democraticamente razoáveis.
8.17 – abastecemos e começamos a sair da cidade (últimas compras nas bombas de combustível: sumo, bolachas, etc).
8.25 – alguém se esqueceu do passaporte (fui eu J ) , temos que passar pela casa, para buscar o documento (aproveito para levar uns latas de Red Bull e pacote de bolachas).
8.40 – 29°C, muita sol, estamos andar em direcção da fronteira, aos dois lados da estrada vemos muitos pássaros a voarem, parecem pelicanos.
9.35 – chagamos a fronteira de Ressano Garcia, a fila para carimbar os passaportes não é muito grande.
10.07 - 36°C, saímos da fronteira.
10.10 – chegamos a Komati Poort, fronteira sul – africana. Quando os condutores dos veículos preenchem os documentos, resto do pessoal descobriu a balança e anda pesar-se. Parece que engordei um pouco...
10.29 – 38°C, saímos da fronteira.
10.37 – entramos na vila de Komati Poort, que foi estabelecida em 1887, percorremos algumas lojas em busca de comes e bebes. Não tivemos muita sorte, pois o super – mercado está fechado para a remodelação. Optamos pelo fast - food.
11.05 – paramos mais uma vez, para combinar o itinerário. Os mais espertos aproveitam para comprar mais alguma comida (estamos junto à um restaurante).
11.28 – saímos do Komati Poort, do restaurante levamos o folheto que publicita a empresa que promove os passeios em cima dos elefantes. Parece interessante. A nossa volta campos e campos de cana doce, geralmente sem nenhuma cerca. Mas também passamos uma farma, que têm o sistema de vigilância vídeo. Uma placa diz “Crocodile bridge gate”.
11.45 – chegamos ao tal Crocodile Bridge Gate. É um dos portões do Parque Kruger, junto às margens do Rio dos Crocodilos (Crocodile River) que abre-se aos 05.30 e fecha-se aos 18.00, quem chegar atrasado, paga a multa, pois é proibido andar no parque depois da hora do fecho.
12.02 – pagamos as nossas entradas. Cidadão moçambicano paga 30 randes, os passaportes portugueses pagam um autêntico balúrdio, 120 (!) ZAR, discriminação positiva. Crianças pagam à partir dos dois anos de idade, o preço é mesmo ao do adulto.
12.40 – começamos a andar, o calor aperta, os animais escondem-se e não estamos ver nada. Passamos um marco de água e um bebedouro para os animais, que foram construídos por dinheiro doado pelos alunos da escola John Vorster em 1970.
13.02 – passamos por várias impalas (Apyceros melampus) que escondem-se na sombra, nem comem, coitadas.
13.21 – vimos uma manada dos elefantes (Loxodonta africana), 4 bebes e 6 adultos, andavam numa das margens do rio Sabie, que fica a nossa direita.
13.37 – a partir da ponte sobre o rio Sabie, vimos os focinhos de mamã hipopótamo (Hippopotamus amphibius) e quatro filhotes seus num canto do rio e outros 3 – 4 focinhos dos hipopótamos adultos no outro canto. Os turistas sul – africanos parece que ficaram mais encantados fotografando um Giant Kingfisher (Ceryle maxima), um pássaro solitário, que alimenta-se dos peixes, caranguejos e sapos.
13.45 – passamos pequeno riacho, onde vimos grande grupo de hipopótamos (20 – 25 cabeças), também emergidos na água e deparamos com a “cara” de um crocodilo, à um metro da margem. Uns dois metros adiante, bem escondidos dentro de um arbusto majestoso, estava um grupo de galinhas de mato, dez pássaros sentadinhos num único galho.
13.55 – 45°C, vimos mais um grupo de elefantes nas margens do rio, estavam escondidos debaixo de uma arvore, nem se mexiam de tanta calor.
13.59 – pela primeira vez vimos um búfalo (Syncerus caffer), era o tipo solitário, estava deitado dentro da água, a abanar cabeça tempo a tempo.
14.13 – 40°C, vimos duas grandes vacas de mato, Kudus ou Tragelaphus strepsiceros.
14.35 – 38°C, vimos um grupo de 30 – 40 impalas.
15.01 – entramos em “Nkuhlu”, um ponto de observação que tem algumas facilidades, como compra de souvenirs e refrescos, WC e possibilidade de fazer o seu próprio churrasco, pagando 12,5 ZAR pelo fogão à gás alugado. O sítio está cheio dos alunos das escolas, alguns jovens usam os WC para tomar o banho, quase à macua, limpar os dentes, etc. A uma distância de uns dez metros, pasta-se mais um búfalo bem grande.
15.24 – saímos para continuar ronda pela estrada. Em todo o parque a velocidade máxima permitida é de 50 km/h, mas recomenda-se a andar à 25 km/h e prestar atenção aos carros parados na estrada. Um carro parado é sinal do que os seus ocupantes viram algum animal. Embora as vezes é uma vulgar impala, no fim de viagem, já nem olhávamos para elas, é a espécie mais comum no parque, em 2005 eram 101.000.
15.26 – deparamos com um grupo de 14 elefantes à beira rio.
16.10 – ficamos um pouco perdidos, vimos imensas impalas.
16.15 – 36°C, fotografamos uma grande manada dos elefantes a cruzar a estrada e juntar-se à uma outra manada, que estava rodear o seu líder um pouco adiante. Juntos, deveriam ser uns 25 paquidermes.
16.47 – 42°C, pela primeira vez vimos 3 zebras (Zebra de Burchelli ou Zebra de planalto, Equus burchelli antiquorum) a pastar.
16.47 – uma girafa (Giraffe camelopardalis) solitária cruza o nosso caminho.
16.55 – 35°C passamos mais um ponto de observação, “Afsaal”, mas não paramos.
17.01 – uma pequena ponte de betão armado, num dos lados, uma cruz de madeira ornamentada pelos flores. Acho que alguém morreu aqui...
17.14 – 36°C, começa a chuviscar, faltando apenas um quilómetro para fim da nossa viagem, o Portão de Malelane (Malalane Gate). Num dos cruzamentos vimos duas girafas, talvez um casal, com uma girafa bebé, coisa linda, tinha não mais que 1,5 m de altura. Nem os corninhos ainda cresceram.
17.19 – perdemo-nos de novo, falhamos a tal curva para o Malelane Gate.
17.21 – fizemos a inversão de marcha para voltar, chove fortemente.
17.28 – saímos do Parque Kruger.
17.31 – passamos pela Pestana Kruger Lodge e Leopard Creek Country Club.
17.51 – entramos na vila de Malelane e fomos directamente para o super – mercado, para fazer algumas compras.
18.45 – 33°C, saída do super – mercado, começamos a viagem à fronteira.
19.15 – 22°C, chuva fica mais forte, todo o céu é cortado pelos enormes relâmpagos.
19.20 – 24°C chegamos a fronteira moçambicana, no meio de todo o processo para carimbar os passaportes, a energia eléctrica vai-se abaixo (nunca vi uma coisa parecida no local), gerador demorou pegar cerca de 10 minutos, mas depois a corrente foi restabelecida e podemos terminar as formalidades.
20.05 – saímos da fronteira.
21.00 – chegamos ao início da viagem, ao nosso querido ISPU, daí cada um pega o seu carro e vai a sua vida.
00.30 – ainda tive tempo de ir a uma discoteca....

P.S. E claro, também vimos as cabras Nyalo (Tragelaphus angasii), macacos babuínos (Papio ursinus), macaquinhos (Cercopithecus aethiops), porco selvagem (Phacochoerus aethiopicus) e Antílope Gnu (Connochaetes taurinus). Os dois últimos apenas um único animal.

quarta-feira, outubro 18, 2006

Situação linguística da Ucrânia

O Director – Geral do Serviço Sociológico da Ucrânia, Sr. Mykola Mihalchenko, disse que o último estudo desta questão, mostrou que 61,2% dos cidadãos ucranianos têm como língua materna a língua ucraniana, a língua russa é materna para 38,3% e 1,7% têm como materna uma outra língua.
Alem disso, quando foram inquiridos sobre a situação linguística actual e o que deverá ser feito com a língua russa, 43% dos cidadãos responderam que não se deve fazer absolutamente nada, 25,8% - querem que a língua russa seja oficial nos províncias com o maior número de falantes (Leste da Ucrânia), 23,9% - querem que a língua russa seja a segunda língua do Estado e 6% dos respondentes não têm a opinião formada.

O inquérito ocorreu em todas as províncias da Ucrânia, entre 15 de Setembro e 3 de Outubro de 2006, foram inquiridos 2.500 respondentes, o erro possível é de dois pontos percentuais.

segunda-feira, outubro 16, 2006

Amigo procura amigo


Ucraniano Andriy (Andrey) Smirnov procura o seu amigo moçambicano Camilo Ernesto Eugênio (?) Machava (?) que nos anos 90 estudou finanças na Ucrânia (cidade de Donetsk).
Sr. Camilo jogou o basquete, um dos seus irmãos estudou na ex – RDA, a sua família em Moçambique, aparentemente, está ligada à banca.
Contacto na Ucrânia: +38 050 5579578