quinta-feira, abril 14, 2016

13 de abril é o Dia da memória das vítimas do Massacre de Katyń

Em resultado da participação conjunta da Alemanha nazi e da União Soviética na partilha da Polónia, cerca de 15.000 soldados e oficiais polacos caíram no cativeiro soviético. No dia 5 de fevereiro de 1940 Estaline decidiu o seu destino: a morte. Na primavera de 1940, NKVD fuzilou cerca de 21.857 cidadãos polacos de diversas origens e credos: católicos, ortodoxos, judeus e até muçulmanos.

O Memorando do chefe do KGB junto ao Gabinete dos Ministros da URSS, Alexander Shelepin, ao Nikita Khrushev sobre a destruição de todos os processos dos cidadãos polacos, fuzilados em 1940.

PASTA ESPECIAL
Segredo absoluto
Para ser devolvido
0680
9 mar(ço) de 1965
6º SETOR
CC do PCUS Departamento geral

Ao Camarada Khrushev N. S.
[...] No total, pelas decisões das tróicas especiais do NKVD da URSS foram fuzilados 21.857 pessoas, destes, 4.421 na floresta de Katyn (na província de Smolensk), 3.820 pessoas no campo de Starobelsk nos arredores de Kharkiv, 6.311 pessoas no campo de Ostashkovsky (na província de Kalinin) e 7.305 pessoas nos outros campos e cadeias da Ucrânia Ocidental e da Belarus Ocidental.

[...] Aos órgãos soviéticos estes processos não representam nem o interesse operativo, nem o valor histórico. Duvido que possam representar o interesse real aos nossos amigos polacos. Pelo contrário, um ocaso não previsto pode levar ao de-conspiração da operação conduzida, com todas as consequências, não desejáveis ao nosso estado. Ainda mais, que em relação aos fuzilados na floresta de Katyn existe a versão oficial, comprovada [...] pela comissão chamada: “Comissão especial sobre determinação e investigação do fuzilamento na floresta de Katyń dos militares polacos cativos pelos ocupantes alemães – fascistas”.
[...] Baseando-se no supracitado, considera-se útil destruir todos os processos numerados das pessoas aniquiladas em 1940 na operação supracitada.

[...] O anteprojeto da deliberação do CC do PCUS é anexo.
O chefe do Comité da Segurança Estatal [KGB] junto ao Gabinete dos Ministros da URSS.
A. Shelepin
3 de março de 1959      

Os refugiados polacos no Irão
Os polacos capturados pela URSS que não foram fuzilados pelas autoridades soviéticas em 1940, com o início da guerra nazi-soviética, receberam a permissão de se tornarem os refugiados legais no Irão. Era o aspeto deles após a sua passagem pelos campos de concentração soviéticos e os diversos locais de degrado especial na URSS. As fotos foram tiradas em 1941-42.

A polaca assassinada em Katyń
Janina Lewandowska (1908, Kharkiv – 1940, Katyń), a filha do general do Exército imperial russo Józef Dowbor-Muśnicki, a 2ª tenente da Força Aérea da Polónia, foi a única mulher executada pelo NKVD no Massacre de Katyn.

Fonte @Clio.eu

1 comentário:

João José Horta Nobre disse...

Divulguei aqui:

http://historiamaximus.blogspot.pt/2016/04/a-nacao-polaca-limpa-o-lixo-comunista.html