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Ao longo de toda a fronteira da NATO, estão a ser expandidas brigadas até o nível de divisões e estão a ser criadas novas unidades militares. De acordo com os serviços de informação, a maioria das unidades recém-formadas das forças armadas russas não estão totalmente equipadas e estão a ser criadas por etapas, devido à escassez de pessoal, equipamentos militares e infraestruturas. As unidades recém-formadas e os equipamentos que lhes estão atribuídos não permanecem nas suas áreas de implantação permanentes, mas estão a ser enviados para participar em operações de combate contra Ucrânia.
Anteriormente, os relatórios dos serviços de informação da Lituânia e da Estónia afirmavam que a rússia não pretendia iniciar operações militares na região do Báltico em 2026, e possivelmente em 2027, e que serão necessários cerca de seis anos para reconstruir totalmente o exército e prepará-lo para um conflito com a NATO. Depois disso, o exército russo, possivelmente, será de 30 à 50% mais forte e mais moderno. Mas isto refere-se a um conflito em grande escala com toda a NATO. Pois a rússia não precisa cumprir todos estes prazos para aterrorizar os países vizinhos com drones do tipo Shahed-136 ou organizar os separatismos locais do tipo de criação das «repúblicas populares».
Recentemente, na Estónia, a propaganda russa tenta promover a criação da uma «república popular de Narva» separatista, por enquanto nas redes sociais. No último mês, têm circulado este tipo da propaganda russs, nos canais de Telegram, VK e TikTok, espalhando ideias sobre a separação das cidades de Narva e Ida-Virumaa da Estónia e a criação de uma suposta «república popular». As descrições dos canais são muito diretas: «Esperando pela rússia».
O Ministério da Defesa russo elaborou um projeto de lei que autoriza a «utilização extraterritorial de unidades das forças armadas russas para proteger os cidadãos da federação russa». O documento, segundo a agência de notícias russa Interfax, citando uma fonte, foi aprovado por uma comissão governamental para ser submetido à Duma Estatal.
Esta é a notícia mais importante. Permitam-me recordar que exatamente isto já aconteceu duas vezes antes. A primeira vez foi a 1 de março de 2014, quando o conselho da federação (Cãmara alta do parlamento russo) autorizou o uso de tropas russas na Crimeia. A segunda vez foi a 22 de fevereiro de 2022, quando foi aprovado o uso das forças armadas russas no estrangeiro. Apenas dois dias depois, começou a invasão russa de larga escala da Ucrânia.
Neste momento, os ataques maciços contra Ucrânia praticamente cessaram, tanto nas principais cidades como ao longo da linha da frente. Nota-se uma diminuição significativa do uso de drones russo-iranianos «Shahed-136»/«Geran». Enquanto até mais recente eram usados sem parar, agora os ucranianos dormem mais descansados.
Isto pode indicar indirectamente que a rússia está a acumular recursos para um ataque noutro teatro de guerra.
Conclusão. Aparentemente, putin vê a 3ª Guerra do Golfo como uma janela de oportunidade que se abriu subitamente. O mundo inteiro está agora atento ao Irão, não há excedentes de armas, Trump não tem tempo para isso e os preços do petróleo estão novamente a subir. Uma dádiva divina.
A análise do jornalista russo, Arkady Babchenko, neste momento residente na Estónia e engajado na ajuda técnica às FAU, é bastente pessimista: Na minha opinião, a decisão de atacar os Países Bálticos já foi tomada em princípio, e a utilização extraterritorial das forçasarmadas russas para proteger os cidadãos russos é uma prova directa disso. A Duma Estatal russa nunca produz projetos de lei por iniciativa própria, a menos que a decisão já fosse tomada.E muito menos se o MinDefesa russo for o iniciador. Agora — neste preciso momento — os russos estão sentados a decidir se o momento de ataque já chegou ou ainda não.

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