domingo, março 22, 2026

O assassino em série soviético Naum Turbovsky: mais de 2.100 vítimas

Oficial do NKVD, Naum Turbovsky, é conhecido por executar pessoalmente, entre 1920 e 1937, mais de 2.100 pessoas. O seu processo pessoal após 1945 foi colocado em segredo do Estado pela decisão do MGB-KGB e na rússia atual pelo FSB. 

De 1936 a julho de 1938, ele foi comandante e chefe da prisão do NKVD de Dnipropetrovsk (atual Dnipro) e, simultaneamente, o principal executor da pena capital. Pelos seus «serviços» foi condecorrado pela Ordem da Estrela Vermelha. 

Em termos do número de vítimas de repressões políticas durante o assim chamado Grande Terror (1937-1938) — executadas e condenadas — a região de Dnipropetrovsk ocupa na Ucrânia o terceiro lugar, a seguir à Kyiv e da região Estalino (atual Donetsk). De acordo com os registos da NKVD, de 1 de janeiro de 1937 a 1 de julho de 1938, 20.216 pessoas foram condenadas na região de Dnipropetrovsk nos processos tutelados pelo NKVD, das quais 13.573 foram sentenciadas à morte. Estes números não são definitivos, pois, como se sabe, o Grande Terror continuou até os meados de Novembro de 1938. 

Turbovsky é conhecido pelo facto do seu processo pessoal ter sido completamente preservado nos arquivos, e um dos seus documentos de condecoração afirma que executou pessoalmente mais de 2.100 pessoas. O certificado que atesta que Naum Turbovsky executou mais de 2.100 pessoas está datado de 7 de dezembro de 1937. Sabe-se que ele participava em execuções (intermitentemente) desde 1920. À título de comparação, somente em 1937, as 7.162 pessoas foram condenadas à morte na região de Dnipropetrovsk.

Uma entrada interessante no seu registo de serviço na GPU, na secção «Breve Perfil de Desempenho», diz: «...Politicamente é pouco desenvolvido.Um revolucionário veterano, participou em execuções em massa. Disciplinado. Firme, autoconfiante, um especialista em trabalho operacional. Um bom camarada...»

Estava plenamente qualificado para o seu cargo (Comandante da Direcção da NKVD/Chefe do 10º Departamento da Direcção do NKVD da RSS da Ucrânia na região de Dnipropetrovsk). Era merecedor de uma promoção antecipada ao posto especial do «1º tenente».
Naum Turbovsky nasceu em 1896 na cidade de Khodorkiv, na província de Kyiv. Completou três anos de cheder (escola primária judaica). Vinha de uma família numerosa: o seu pai, Tsal Turbovsky, morreu em 1918, e a sua mãe foi morta pelo exército polaco em 1920. Os seus irmãos, Mendel, Nakhim e Moses, emigraram aos Estados Unidos antes de 1917. A sua irmã, Manya, emigrou em 1920. A sua irmã, Basya, permaneceu em Kyiv, em 1941 ela foi fuzilada pelos alemães em Babyn Yar. 

O seu historial de serviço demonstra que era um oficial de segurança leal e diligente. Fazia o que lhe era ordenado e ia para onde lhe mandavam. As suas referências descreviam-no como consciencioso, mas não particularmente proactivo e sem grande visão de futuro. Um homem funcional. Ainda assim, ascendeu ao posto de tenente-coronel de NKVD-MGB e foi condecorado com várias ordens militares e medalhas. Após a II G.M., a mulher de Turbovsky, Natalya, também trabalhou para o MGB, no departamento de controlo de correspondência. Não se sabe nem o destino, nem o ano da morte de Turbovsky. 

A sua vida posterior e o processo pessoal foram colocados em segredo do Estado pela decisão do MGB-KGB após 1945, o FSB da federação russa estendeu o limiar do mesmo segredo por mais algumas décadas... O que leva à pressupor, a validade da hipótese, do que Naum Turbovsky, poderia ser colocado nos EUA (ou num outro país Ocidental, por exemplo, em Israel), como agente ilegal, com, ou sem, o conhecimento da sua família, que já estava radicada nos Estados Unidos desde 1917-20...

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