De 1936 a julho de 1938, ele foi comandante e chefe da prisão do NKVD de Dnipropetrovsk (atual Dnipro) e, simultaneamente, o principal executor da pena capital. Pelos seus «serviços» foi condecorrado pela Ordem da Estrela Vermelha.
Em termos do número de vítimas de repressões políticas durante o assim chamado Grande Terror (1937-1938) — executadas e condenadas — a região de Dnipropetrovsk ocupa na Ucrânia o terceiro lugar, a seguir à Kyiv e da região Estalino (atual Donetsk). De acordo com os registos da NKVD, de 1 de janeiro de 1937 a 1 de julho de 1938, 20.216 pessoas foram condenadas na região de Dnipropetrovsk nos processos tutelados pelo NKVD, das quais 13.573 foram sentenciadas à morte. Estes números não são definitivos, pois, como se sabe, o Grande Terror continuou até os meados de Novembro de 1938.
Turbovsky é conhecido pelo facto do seu processo pessoal ter sido completamente preservado nos arquivos, e um dos seus documentos de condecoração afirma que executou pessoalmente mais de 2.100 pessoas. O certificado que atesta que Naum Turbovsky executou mais de 2.100 pessoas está datado de 7 de dezembro de 1937. Sabe-se que ele participava em execuções (intermitentemente) desde 1920. À título de comparação, somente em 1937, as 7.162 pessoas foram condenadas à morte na região de Dnipropetrovsk.
Uma entrada interessante no seu registo de serviço na GPU, na secção «Breve Perfil de Desempenho», diz: «...Politicamente é pouco desenvolvido.Um revolucionário veterano, participou em execuções em massa. Disciplinado. Firme, autoconfiante, um especialista em trabalho operacional. Um bom camarada...»
O seu historial de serviço demonstra que era um oficial de segurança leal e diligente. Fazia o que lhe era ordenado e ia para onde lhe mandavam. As suas referências descreviam-no como consciencioso, mas não particularmente proactivo e sem grande visão de futuro. Um homem funcional. Ainda assim, ascendeu ao posto de tenente-coronel de NKVD-MGB e foi condecorado com várias ordens militares e medalhas. Após a II G.M., a mulher de Turbovsky, Natalya, também trabalhou para o MGB, no departamento de controlo de correspondência. Não se sabe nem o destino, nem o ano da morte de Turbovsky.
A sua vida posterior e o processo pessoal foram colocados em segredo do Estado pela decisão do MGB-KGB após 1945, o FSB da federação russa estendeu o limiar do mesmo segredo por mais algumas décadas... O que leva à pressupor, a validade da hipótese, do que Naum Turbovsky, poderia ser colocado nos EUA (ou num outro país Ocidental, por exemplo, em Israel), como agente ilegal, com, ou sem, o conhecimento da sua família, que já estava radicada nos Estados Unidos desde 1917-20...





Sem comentários:
Enviar um comentário