quarta-feira, outubro 12, 2016

As mortes que acompanham o terrorista Rafael Lusvarghi

A foto do arquivo pessoal do Henrique Vasques de Haro
Provavelmente pouca gente se lembra do caso do estudante brasileiro Henrique Vasques de Haro (21) que morreu devido ao afogamento e hipotermia em 2 de janeiro de 2012 em Kursk na Rússia. No momento da sua morte ele estava acompanhado por única testemunha do caso  Rafael Lusvarghi, que no entanto sobreviveu.

De acordo com os diversos relatos da imprensa brasileira da época, o paulistano Henrique Vasques de Haro (de 20 ou 21 anos), foi patinar no gelo num dos lagos da cidade de Kursk. Não se sabe ao certo no qual, são mais que um, o artificial Ermoshkino (“Kotlovan” – Fosso, na rua Gagarin), lago natural “Streletskoye” (“dos Atiradores”!) à 14,2 km ao sudeste do Kursk e a praia dos “Militantes” (!) – a mais próxima ao centro da cidade e o local preferido dos estudantes estrangeiros.
Henrique com os seus pais antes de viajar para Kursk, seu arquivo pessoal
Segundo a informação do 3º brasileiro citado, Jemerson Fabio Gomes de Souza, o estudante de medicina (graças à uma bolsa) e ex-tenente da Cavalaria do Brasil (!), Henrique Vasques de Haro caiu na água gelada (o mês de janeiro marca a metade do inverno na Rússia) quando o gelo se rompeu. Na companhia do já bem conhecido Rafael Lusvarghi, eles tentaram nadar até a borda. Jemenson Fabio Gomes de Souza conta (sem o presenciar) que os dois brasileiros foram ajudados por “um policial que passava pelo local” (a notícia da Terra.com.br menciona, novamente citando Lusvarghi, que Henrique esperou 20 minutos até a chegada dos socorristas, assim mesmo, no plural; no enetanto, o seu corpo ficou submerso no rio, e não no lago, por duas horas, até ser retirado). No fim, Rafael Lusvarghi foi hospitalizado e Henrique Haro que “estava inconsciente devido ao frio não resistiu”.

Dado que Jemenson de Souza não participou nas ações de socorro, podemos pressupor que ele não estava no local. Não estando no local, ele só poderia receber a informação do sobrevivente – Rafael Lusvarghi. Não se sabe ao certo se em algum momento o passeio do Rafael e Henrique foi acompanhado por algum outro estudante brasileiro ou estrangeiro. Não se conhece a identidade do tal “policial russo” que socorreu as vítimas.

O que na realidade aconteceu no dia 2 de janeiro de 2012 em Kursk é um mistério. Apesar dos diversos órgãos de comunicação social brasileira relatarem o caso, mais tarde, quando Rafael Lusvarghi se tornou “famoso”, primeiro como o Black bloc da sainha cute cute e cicatriz falsa e depois como “tenente cossaco”, aparentemente ninguém o perguntou sobre a morte do ex-colega. A pergunta normal e inocente, pois tudo indica que Rafael é a única testemunha direta do sucedido...
Não vamos aqui especular sobre o que aconteceu, esperamos que essa pergunta seja feita pelos jornalistas brasileiros ao próprio Lusvarghi, isso é, quando, e se, ele retornar ao Brasil...

4 comentários:

Anónimo disse...

Eu não imaginava que esse Lusvarghi fosse um sujeito cheio de problemas e que tantas mortes estivessem presentes. Você tem informações sobre os soldados mortos pelo Che brasileiro?

Jest nas Wielu disse...

Para já só temos as palavras do próprio Lusvarghi

Anónimo disse...

Não é paranoia acreditar que o Lusvarghi pode ter um envolvimento direto no ocorrido, além da óbvia e costumeira irresponsabilidade dele (nas filmagens para o Fantástico, ele diz que já havia ido até este lago e o gelo havia se rompido também. uma semana depois, levou o rapaz até o msm local rs).
Os depoimentos da família do menino são a parte mais interessante. 21 anos, Tenente da PM e muito obstinado. Sempre queria ser o melhor em tudo. Era competitivo, mas de uma forma saudável.
Sabemos que o Rafael tem baixa tolerância à frustração e é conduzido pelo próprio ego. Talvez as qualidades do 'amigo' tenham revoltado o Che brasileiro de alguma maneira...

Anónimo disse...

É PT, É 13... Condenado a 13 anos de prisão!