segunda-feira, maio 25, 2009

Liberdade para a menina Alexandra!

Recentemente, o Portugal foi abalado pelo caso de menina Alexandra (Xana), uma criança nascida em Portugal, que vivia há 4 anos com uma família de acolhimento portuguesa em Barcelos. A decisão da entrega da criança à mãe russa foi do Tribunal da Relação de Guimarães, que não teve a competência necessária de averiguar as condições que a Alexandra terá na província russa.

A mãe Natalia, apreciadora da bebida, foi detida pelo Serviço de Emigrações e Fronteiras (SEF) numa casa de prostituição, tem uma visão muito particular da sua filha, ela critica a “educação mimada europeia” e diz que isso “vai passar depressa”.

Alexandra nasceu aos 3 de Abril de 2003 no Hospital de São Marcos em Braga. É filha de cidadã russa Natália Zarubina e de ucraniano Georgi Tsiklauri (Skilauri?), residente em Portugal. Foi entregue ao casal de Barcelos pela própria mãe que não tinha condições para cuidar dela. A família de acolhimento, Florinda Vieira e João Pinheiro garantem que os documentos sobre a cidadania russa foram emitidos pelas autoridades russas posteriormente, a menina é portuguesa.

Ler os pormenores no blogue do movimento cívico “Pela Alexandra”: http://xaninhanossa.blogspot.com

Assinalar a Petição http://www.peticaopublica.com/?pi=P2009N65b com o objectivo de apoiar a família que a acolheu até então, e de algum modo manifestar o seu descontentamento com tal decisão.

A extradição é a entrega de um indivíduo acusado de um crime no seu país de origem e refugiado em país estrangeiro, ao governo do país em que por direito, deve ser julgado ou punido e que, para este fim, o reclama (Dicionário da Língua Portuguesa, Dicionários Editora, Porto Editora, 1996). Ora, a Alexandra não cometeu qualquer crime, não é refugiada, pois nasceu em Portugal, em Braga, nem devia ser obrigada a ir para um país estrangeiro.

Estamos unidos nesta causa, porque a Alexandra nasceu não por vontade dela, mas tem de viver na vontade dela. É o mais alto respeito e direito de um qualquer cidadão.Nós, adultos, apenas estamos para os orientar. E isso era o trabalho dos pais que a acolheram: vestir, sarar, alimentar, cuidar e amar. E fizeram-no muito bem.Não estamos a pedir nada pelos os pais, ou para a mãe biológica, ou seja para quem for.Apenas estamos a pedir pela Alexandra. Imaginam o que está a passar neste momento? Se fosse vossa filha, dormiriam? Ao colo de uma estranha, partiu. Queremos vê-la voltar! Vê-la sorrir livremente, solta, feliz!

É por isso que estamos juntos. Só por isso.

PELA ALEXANDRA
21 DE MAIO DE 2009

Assinar a petição portuguesa pela Alexandra:
http://www.peticaopublica.com/?pi=P2009N65

5 comentários:

Miguel Macedo disse...

Como membro do movimento de apoio para com a Alexandra, o nosso muito obrigado.

Por favor não esqueçam este caso!!!
Por favor continuem a divulga-lo!!!

Nunca desistiremos.....

Anónimo disse...

É lamentável esta situação, a decisão do tribunal é inacreditável. Estarão á espera de mais cenas de violência como as que já vimos, para agir? Ou que seja tarde de mais? A criança está a sofrer...

Clavis disse...

Para que não surjam mais casos como este:
Assine e Divulgue, por favor!

Petição
Por uma alteração legislativa que impeça que as crianças estejam mais de 6 meses em famílias de acolhimento e que, logo, os Tribunais não as retirem a estas ao fim de vários anos

http://www.gopetition.com/online/28059.html

Anónimo disse...

We want to see the russian girl Alexandra in Portugal and I think that the future of the Alexandra must to be over any thing. The biggest patrimony from humanity it is the people and if the law don't give protection the people, then these laws don't serve to nothing.
Nilson, Brazil.

MariaF disse...

Estando a comunidade ucraniana solidária com o regresso de Alexandra, não consegue fazer entender ao pai biológico a diferença entre a filha feliz no seu ambiente ou, infeliz num ambiente estranho? Alexandra ficaria muito agradecida se o seu progenitor respeitasse os seus gritos aflitos e a sua vontade em ficar.
Uma correcção: Alexandra foi entregue a família/pessoa IDÓNEA (tem enquadramento legal bastante diferente).
A desumanidade atroz sobre a Alexandra não deveria existir nunca sobre ninguém, quanto mais sobre uma criança e esta expressou publicamente que não queria ir.
Parabéns pelo vosso empenhamento.