segunda-feira, junho 30, 2008

Viktor Yushchenko: “Fui envenenado”

Viktor Yushchenko diz que não restam dúvidas de que foi envenenado. O Presidente da Ucrânia revela que pediu oficialmente à Rússia a extradição de três pessoas envolvidas na tentativa de assassinato de que foi vítima em 2004. O convidado do Sociedade das Nações acredita que ao tornar público o processo pode ajudar na prevenção de casos futuros.
"Diria que estamos a aprender a viver como dois estados independentes, que se respeitam mutuamente" refere Viktor Yushchenko a propósito das relações entre a Ucrânia e a Rússia.
O Presidente ucraniano aponta a integração europeia e euro – atlântica como prioridades da política externa de Kiev (Kyiv). "Os nossos vizinhos têm que aprender a respeitar as nossas opções", defende Yushchenko. O Presidente da Rússia, Dmitry Medvedv, advertiu recentemente a Ucrânia e a Geórgia para graves consequências que poderiam advir da adesão dos dois países à NATO.
Nesta entrevista, Yushchenko comenta as mudanças que ocorreram na Ucrânia desde a "Revolução Laranja" de 2004. O convidado do Sociedade das Nações destaca a liberdade de imprensa e expressão e a dinâmica económica alcançada.

Ver entrevista na integra:
http://sic.aeiou.pt/online/scripts/2007/VideoPopup2008.aspx?videoId=%7b574B6E1F-1238-42E0-995B-2734C28461F2%7d

Breve história dos tractores em ucraniano

Foto: © Ben McMillan

Faleceu a escritora britânica – ucraniana Marina Lewycka, autora de “Breve história dos tractores em ucraniano”, traduzido para 35 línguas e de vários outros livros, tinha 79 anos.
Faça click para ler em inglês

É um livro divertidíssimo, muito bem escrito e aborda a vida de duas gerações dos emigrantes ucranianos no Reino Unido. Uns fugiram dos horrores do comunismo soviético no fim da Segunda Guerra Mundial, outros procuram melhorar a sua condição social, após a queda do Muro de Berlim e do fim da União Soviética.

A história do livro passada em Inglaterra, gira à volta das peripécias da vida de um velho engenheiro ucraniano e do seu segundo casamento com a ucraniana Valentina, uma loira falsa e voluptuosa, à procura de uma forma de legalizar a sua permanência no país. A juntar a isto, temos as duas filhas do engenheiro e os respectivos conflitos familiares, entre elas e com o próprio pai. Mas acima de tudo com Valentina, oportunista a querer aproveitar-se de carências e do bom coração do pai, viúvo da mãe delas, há relativamente pouco tempo.

Ao longo da narrativa, vão sendo intercaladas várias referências ao passado, por forma a ficarmos a conhecer as origens do engenheiro Nikolai e o desenrolar da sua vida, ainda na companhia da primeira mulher. A guerra, as privações, os campos de refugiados, a sua paixão pelos tractores, legado da história da Europa nos últimos cinquenta anos. O título do livro refere-se a obra que o próprio Nikolai vai escrevendo.



O livro ganhou o Bollinger Everyman Wodehouse Prize e foi nomeado, em 2005, para o Orange Prize e para o Booker Prize. A edição portuguesa, traduzida por Isabel Alves é da editora “Civilização”.

Marina Lewycka é filha de ucranianos e nasceu num campo de refugiados no final da II G.M. na Alemanha; cresceu em Inglaterra, onde vive e dá aulas na universidade. O seu segundo romance Two Caravans foi publicado em Março de 2007 no Reino Unido pelo Fig Tree (Penguin Books), nos EUA foi publicado sob o título de Strawberry Fields.
A jovem Marina, foto da sua página biográfica

Em 2009, foi publicado o terceiro romance da autora, «We are all made of glue» ("Somos todos feitos de cola"). O quarto romance, «Various Pets Alive and Dead» ("Vários animais de estimação vivos e mortos"). 

Além de obras de ficção, Maryna Levytska publicou 10 guias sobre cuidados com doentes e idosos.

Ler o 1º capítulo do seu primeiro livro em inglês:

sexta-feira, junho 27, 2008

Viktor Yushchenko na SIC Notícias

Caros amigos, não percam a entrevista do Presidente Viktor Yushchenko ao canal SIC Online (Portugal, programa Sociedade das Nações, jornalista Nuno Rogério), que poderá ser vista na íntegra no sábado, dia 28 de Junho, às 21h30 e será disponibilizada online na próxima segunda-feira, em www.sic.pt/sdn

O breve trecho da entrevista pode ser visto AQUI.
Na entrevista, Presidente da Ucrânia fala sobre as prioridades da sua visita à Portugal, perspectivas das relações luso – ucranianas, integração europeia e euro – atlântica, política energética da Ucrânia, perspectivas de adesão a Ucrânia à NATO, Cimeira Ucrânia – UE, relações entre a Ucrânia e Rússia, entre outros.

Presidente Yushchenko lembra que no dia 24 de Junho foram assinados vários documentos bilaterais importantes, entre eles Carta das relações luso – ucranianas no biénio de 2008 – 2010, estão englobadas questões económicas, comerciais, humanitários e sociais.

Foto: Mykola Lazarenko & Mihaylo Markiv
http://www.president.gov.ua/gallery/1089.html

P.S.
Blog português Página Um fez uma simpática apresentação da nossa página:
http://pagina-um.blogspot.com/2008/06/viktor-yuscenko-em-portugal-e-ucrnia-em.html

quinta-feira, junho 26, 2008

Jogo Espanha – Rússia

Nas vesperas do jogo Espanha – Rússia, a empresa espanhola Cuatro propõe à todos os amantes de futebol um brinquedo animado para fazer a cerimónia Voodoo que permitirá a Espanha ganhar a Rússia.

Por apenas 9,95€ pode-se adquirir um kit especial que permitirá fazer um Voodoo de qualidade: pequena figura do futebolista, quatro agulhas e várias bandeiras dos países – participantes do Euro – 2008, que podem ser colocadas no boneco consoante as necessidades do momento.

O fabricante garante que o amuleto tem 100% de eficácia para animar a Espanha no Campeonato europeu. O próprio boneco pede: “pica-me para ser campeões”.

Comprar o boneco:
http://de.cuatro.com/index.php?main_page=product_info&products_id=257

Ucrânia quer a NATO e a UE

Ucrânia quer a NATO e a UE para não voltar a ser esquecida

26.06.2008, Dulce Furtado

Kiev espera que nem a Aliança nem o bloco dos Vinte e Sete cedam às pressões da vizinha e poderosa Rússia
A integração euro – atlântica oferece garantias de segurança e soberania de que a Ucrânia não pode abrir mão, asseverou o Presidente ucraniano, Victor Yushchenko, numa entrevista ao PÚBLICO durante a visita de dois dias a Portugal, que terminou terça-feira. É um rumo sem retrocesso, a escolha da nova geração do país.
PÚBLICO: Porque quer a Ucrânia aderir à NATO apesar da forte oposição da Rússia?
Victor Yushchenko: A adesão à NATO e a integração no sistema colectivo de segurança responde em absoluto aos nossos interesses nacionais. Não é contra ninguém, seguramente não é contra a Rússia. Ao longo do século XX a Ucrânia declarou a independência seis vezes e em cinco perdeu-a: não foi por não termos um exército nem por as pessoas não quererem um Estado soberano, mas sim por factores internacionais que fizeram com que a Ucrânia fosse esquecida.Quem argumenta que a nossa integração constitui uma ameaça está a contar contos de fadas. Há 15 anos, a Ucrânia largou mão de 200 ogivas nucleares e deu todas as garantias de que não terá nenhum depósito nuclear militar no seu território. Ao mesmo tempo, fomos vítimas muitas vezes do jogo travado entre as grandes potências e não queremos que esta história se repita. A Ucrânia precisa de uma política de segurança que garanta que os nossos filhos e netos vivam num país independente. E esta é a filosofia central do Tratado do Atlântico Norte.
PÚBLICO: Acredita que receberá o Membership Action Plan (MAP), antecâmara de adesão à NATO, na reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da Aliança em Dezembro?
Victor Yushchenko: Temos todas as possibilidades para o conseguir. Cumprimos com êxito o trabalho determinado no enquadramento do plano de acção da Ucrânia com a NATO. Somos o único país parceiro que participa em todas as missões de paz da Aliança. Prosseguimos com as reformas necessárias para dar resposta às prioridades, objectivos e princípios da política da Aliança.Acredito que os países da NATO estão sensíveis às nossas aspirações de abertura de um diálogo franco para reunir as condições para que a Ucrânia se torne membro da Aliança. E espero que a decisão de integração no MAP seja tomada pelos países da NATO, não por um país terceiro.
PÚBLICO: Enfrenta também forte oposição interna sobre a adesão à NATO: há uma cisão na elite política, uma maioria desfavorável na opinião pública e sugestões de separatismo latente nas regiões russófonas. Como pensa inverter esta tendência?
Victor Yushchenko: Não vou esconder que alguns círculos políticos fazem reivindicações sobre território ucraniano. As declarações de Yuri Luzhkov, presidente da Câmara de Moscovo, ou por [Serguei] Ivanov [vice-primeiro-ministro russo], por exemplo, não acrescentam valor às relações entre a Rússia e a Ucrânia. E a nossa integridade territorial não está aberta a debate.
De resto, a atitude dos ucranianos em relação à NATO é muito similar à que existia na Polónia, República Checa, Eslováquia, Bulgária e nos países bálticos. Todos vivemos num regime comunista, onde todos os dias eram propagadas mentiras sobre a Aliança. A única diferença é que os países bálticos, a Bulgária e a Polónia viveram nesse mundo de tirania durante 35 ou 37 anos enquanto a Ucrânia viveu nele durante 73 anos. Mas temos a mesma geração moderna, que não se revê senão nos valores europeus. A integração euro – atlântica é a escolha da geração moderna ucraniana.

PÚBLICO: No cenário actual é possível a Ucrânia estar de bem com o Ocidente e com a Rússia?
Victor Yushchenko: Não estamos a dizer que as relações com a Rússia falharam ou deixaram de ser estratégicas. A Rússia é um país muito grande, com enorme impacto político na arena internacional. E é nosso vizinho. Queremos construir relações correctas, em pé de igualdade, que estão no cerne dos nossos objectivos estratégicos.No ano passado, as nossas exportações para a Rússia aumentaram em 48 ou 49 por cento. Ao mesmo tempo, o maior parceiro comercial da Ucrânia nos últimos dois anos tem sido a União Europeia, no valor de 37 mil milhões de dólares, e isto traduz-se em milhões de empregos, melhores salários e rendimentos, reformas, maiores receitas orçamentais. O nosso objectivo é construir boas relações com ambos, sem fazer políticas de exclusão.

PÚBLICO: Qual é o atractivo da UE?
Victor Yushchenko: O mercado europeu atrai todos os países, incluindo a Rússia, que exporta 50 por cento do que produz para a UE. Porque é que a Ucrânia não pode ter os mesmos objectivos? E os valores europeus abrem novas oportunidades para a Ucrânia; todos os cidadãos ucranianos querem viver de acordo com os padrões democráticos da Europa: de imprensa livre, tribunais independentes, concorrência económica.Creio que a cada ano que passa a União Europeia compreende melhor a necessidade de se expressar a uma só voz na defesa das melhores práticas e políticas europeias. A Europa precisa de estar mais bem integrada, incluindo a Ucrânia. Faremos uma UE mais forte e isso funcionará em prol dos nossos interesses comuns.

PÚBLICO: A Ucrânia pretende obter em breve o estatuto de membro associado da UE. Crê que isso pode acontecer na cimeira Ucrânia – UE em Setembro?
Victor Yushchenko: Temos um plano ambicioso e acreditamos que a cimeira pode trazer notícias positivas. O nosso objectivo para Setembro é formular a parte política do Enhanced Agreement [Acordo Avançado] entre a Ucrânia e a Europa e esperamos que durante a presidência francesa da UE sejamos bem – sucedidos na definição da fórmula da associação política.A segunda parte é económica e requer mais tempo, em particular no acordo de comércio livre em que começámos a trabalhar em Fevereiro. Estou convicto de que será implementado no início de 2009.
O que a Ucrânia quer do esboço deste acordo é um sinal e o reconhecimento de que abrimos portas para a adesão e que só precisamos de enveredar por um certo caminho para chegar a objectivos perfeitamente determinados e expressos. O que gostaríamos de ter é aquilo que no mar torna a navegação mais fácil: a definição de um destino. Isto não implica uma concessão automática de adesão, mas a definição da meta em direcção à qual devemos ir.
Fonte:
Fotos: Mykola Lazarenko & Mihaylo Markiv
http://www.president.gov.ua/gallery/1089.html
P.S.
A entrevista do Presidente Viktor Yushchenko ao canal da SIC Online (programa Sociedade das Nações, jornalista Nuno Rogério), poderá ser vista na íntegra no próximo sábado, dia 28 de Junho, às 21h30 e será disponibilizada online na próxima segunda-feira, em www.sic.pt/sdn.

terça-feira, junho 24, 2008

Viktor Yushchenko em Portugal 2

Presidente da Ucrânia inaugura Avenida da Ucrânia em Lisboa (conjuntamente com o presidente da Câmara António Costa), encontra-se com Dr. Cavaco Silva (23.06), Eng. José Sócrates (24.06) e com a comunidade ucraniana, dá entrevista para o programa da SIC Notícias Sociedade das Nações (jornalista Nuno Rogério) e para jornal Público (jornalista Dulce Furtado)

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, recebeu, no dia 23 de Junho, nos Paços do Concelho de Lisboa, o Presidente da República da Ucrânia, Viktor Yushchenko, em visita oficial ao Portugal. O dia ficou também marcado pelo descerramento da placa toponímica que assinala a Avenida da Ucrânia, em Chelas.
A cerimónia iniciou-se com a formação em parada da Guarda de Honra, a um batalhão da GNR com Bandeira e Fanfarra, que, com a chegada do Chefe de Estado ucraniano, prestou as honras militares e executou os Hinos Nacionais de Portugal e da Ucrânia. Após a Saudação à Bandeira Nacional e a revista à Guarda de Honra, Viktor Yushchenko e António Costa, bem como a comitiva ucraniana e a vereação lisboeta, dirigiram-se ao Salão Nobre, onde eram aguardados pelos representantes do Corpo Diplomático acreditado em Lisboa e por numerosos cidadãos da comunidade ucraniana radicada em Lisboa, incluindo um grupo de crianças com trajes ucranianos.

O autarca proferiu um discurso de boas vindas, manifestando a honra deste acolhimento e salientando o papel que a comunidade ucraniana tem na vida da cidade, pois “constitui um exemplo bem vivo da muito valiosa contribuição dos seus cidadãos para o dia-a-dia do país de acolhimento, no trabalho e na escola, onde muitas crianças ucranianas estão entre as que melhores notas obtêm, incluindo na disciplina de Português”. Como sinal de reconhecimento por este papel o edil lisboeta manifestou o “interesse em manter e reforçar os laços de cooperação e amizade luso - ucranianos, atribuindo o nome do país a um arruamento da cidade”.
Agradecendo as palavras de boas vindas de António Costa, mostrando-se visivelmente agradado com a alusão às crianças ucranianas, Viktor Yushchenko passou em revista as relações bilaterais luso – ucranianas, que considerou importantes no prosseguimento dos dois objectivos estratégicos daquele país: a adesão à NATO, por forma a garantir a soberania e independência que esta nação tantas vezes viu negada pelo concerto das nações, e a adesão à União Europeia, fundamental “para que a Europa possa verdadeiramente falar a uma só voz”. A este respeito, o Presidente da Ucrânia considerou o incremento das relações bilaterais entre os dois países dos extremos da Europa (entre “o mais oriental e o mais ocidental dos países europeus”) como exemplares.
Depois de agradecer uma vez mais o acolhimento de Lisboa à comunidade ucraniana, que em breve disporá de um centro cultural na cidade, o estadista recebeu de António Costa a Chave da Cidade e assinou o Livro de Honra, após o que ambos se dirigiram à zona de Chelas para o descerramento da placa toponímica que fica a assinalar a nóvel Avenida da Ucrânia. Antes de, conjuntamente, descerrarem a placa, ambos dirigiram palavras de agradecimento e encorajamento aos numerosos cidadãos ucranianos que ali se deslocaram igualmente. Foi então, num clima de maior informalidade, num ambiente de festa, que António Costa e Viktor Yushchenko se despediram.

Fonte:
http://www.cm-lisboa.pt/?id_item=16579&id_categoria=11

Entrevista do Viktor Yushchenko ao jornal “Público” , (jornalista Dulce Furtado, jornal saiu nas bancas no dia 24 de Junho)

Presidente da Ucrânia falou sobre integração europeia e euro – atlântica, nomeadamente sobre as perspectivas de adesão a Ucrânia à NATO em Dezembro de 2008, esperanças para Cimeira Ucrânia – UE em Setembro, relações entre a Ucrânia e Rússia.
Falando sobre o curso euro – atlântico da Ucrânia, Presidente disse: “Nos executamos a política, que corresponde às prioridades, metas e alicerces da Aliança Atlântica”. Viktor Yushchenko também manifestou forte confiança em que a adesão a Ucrânia à NATO corresponde aos interesses nacionais da Ucrânia e nunca é uma “política contra alguém”.

Entrevista do Viktor Yushchenko ao programa da SIC Notícias Sociedade das Nações (jornalista Nuno Rogério, pode ser vista AQUI)

Na entrevista Presidente da Ucrânia falou sobre prioridades da sua visita à Portugal, perspectivas das relações luso – ucranianas, integração europeia e euro – atlântica, política energética da Ucrânia, perspectivas de adesão a Ucrânia à NATO, Cimeira Ucrânia – UE, relações entre a Ucrânia e Rússia, entre outros.
Presidente Yushchenko lembrou que no dia 24 de Junho serão assinados vários documentos bilaterais importantes, entre eles Carta das relações luso – ucranianas no biénio de 2008 – 2010, onde serão englobadas questões económicas, comerciais, humanitários e sociais.
Nas palavras do Presidente ucraniano, Ucrânia está interessada em cooperar com o Portugal em esferas de transporte, energia e construção civil.

Fotos: Mykola Lazarenko & Mihaylo Markiv
http://www.president.gov.ua/gallery/1089.html

segunda-feira, junho 23, 2008

Furacão em Lviv

Hoje, a cidade ucraniana de Lviv viveu o mini – furacão com forte chuva, granizo, ventos 25 – 30 metros / segundo (150 – 180 km / hora).

Entre estragos: arvores caídos, carros partidos (pelos arvores caídos), vidros partidos, fios rebentados, metade de Lviv ficou sem a energia eléctrica, alguns servidores da Internet não funcionam.

Até agora é conhecida uma única vítima mortal, mulher de 27 anos que faleceu, atingida por um elemento da decoração na rua Symon Petliura.

Os serviços municipais reagiram com bastante rapidez, neste momento a cidade está tentar minimizar os estragos, retirando os arvores que cortaram as estradas, concertando os fios de electricidade, etc.

Fotos:
http://tuning.lviv.ua/
http://fajno.livejournal.com/17772.html
http://fistashok.livejournal.com/35752.html

Vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=WmF-znUBYQ4

Levantamento de Berlim

55 anos atrás, em Junho de 1953, nomeadamente nos dias 16 – 17, as ruas de Berlim (RDA), foram palco da greve dos trabalhadores da construção civil que se transformou em levantamento popular contra o Governo comunista da RDA.

O levantamento popular foi brutalmente esmagado pelos tanques soviéticos e pela polícia do regime da RDA (Volkspolizei). Mas mesmo com a intervenção do exército soviético, não foi fácil por o termo ao descontentamento popular (soviéticos usaram 16 divisões militares com cerca de 20,000 soldados, assim como participaram cerca de 8,000 Kasernierte Volkspolizei). Mesmo depois do dia 17 de Junho, havia lugar manifestações em mais de 500 cidades e vilas da RDA.

Resultados:
De acordo com os dados da Alemanha Federal de 1966, 383 pessoas morreram, incluindo 116 “funcionários do regime da RDA”, 106 pessoas foram executados pela RDA, 1,838 foram feridos; 5,100 foram presos e destes 1,200 foram sentenciados às diferentes penas de prisão (no total 6,000 anos). Alegadamente, entre 17 à 18 soldados soviéticos foram executados por se recusarem disparar contra os trabalhadores alemães.

Fonte:
http://en.wikipedia.org/wiki/Uprising of 1953 in East Germany

Foto:
© АР / Reuters / Scanpix

Victor Yushchenko em Portugal

Lisboa, 23 Juno (Lusa) - O presidente da República, Cavaco Silva, manifestou hoje o apoio de Portugal a uma aproximação da Ucrânia à União Europeia e NATO, e elogiou o papel do chefe de Estado ucraniano, Victor Yushchenko, na luta pela liberdade.

"O presidente Victor Yushchenko é um exemplo para todos aqueles que amam a liberdade, a democracia e o Estado de Direito", declarou Cavaco Silva em conferência de imprensa, após ter recebido no Palácio de Belém o chefe de Estado ucraniano.

Ao abrir a conferência de imprensa, o chefe de Estado português foi ainda mais longe nos elogios ao percurso político do seu homólogo ucraniano, salientando "a coragem que deu provas na defesa da Constituição democrática do seu país".
"É para nós um motivo de apreço de homenagem", salientou o Presidente da República, antes de se referir aos objectivos políticos do executivo de Kyiv no sentido de aderir à NATO até ao final do ano e à União Europeia.
"A Ucrânia desempenha um papel relevante numa região importante da Europa para a estabilidade e segurança do continente. Portugal é um país amigo da Ucrânia e deu provas disso quando presidiu à União Europeia", apontou o chefe de Estado português.
Interrogado sobre um calendário em concreto para a adesão da Ucrânia à NATO, Cavaco Silva considerou não ser possível "antecipar quando terminarão as negociações".
"Mas Portugal defendeu a aproximação da Ucrânia, tanto à União Europeia, como à NATO", frisou, o que levou o Presidente Victor Yushchenko a sublinhar que Kyiv "sempre sentiu o apoio de Lisboa" em relação a estas pretensões.
Neste ponto, o presidente ucraniano manifestou-se optimista quanto à possibilidade de concluir até ao final deste ano as negociações para a adesão do seu país à NATO.
Em relação às relações bilaterais económicas entre Portugal e Ucrânia, Cavaco Silva lamentou que se encontrem "aquém" das potencialidades.
"Os empresários portugueses olham com bastante interesse para o vasto mercado ucraniano, tendo também presente que este país aderiu recentemente à Organização Mundial do Comércio. Estou convencido que se vão aprofundar as oportunidades de negócio e de investimento entre empresários portugueses e ucranianos", defendeu o chefe de Estado português.

© 2008 LUSA – Agência de Notícias de Portugal, S.A.2008-06-23 14:50:03

Curta metragem “My Brother”

Na edição de 2008 do Festival Internacional do Cinema Português de Toronto (Portuguese Film Festival), será exibida a curta metragem “My Brother” (Meu irmão), realizado por jovem realizador luso – ucraniano – canadiano Pavlo Marques – Vandiak.

O filme “My brother” é uma narrativa de uma menina de 11 anos (a irmã do herói do filme e do próprio realizador), preocupada com os comportamentos destrutivos do seu irmão mais velho.

Brevemente neste blog sairá o artigo completo sobre a família Vandiak.

Ver trailer no YouTube (8´46´´):
http://youtube.com/watch?v=h2Y4_wpagn0
Produção: PM-V Production
Canada 2004
Ficção, 15 min. / Cor