sábado, outubro 08, 2016

Como SBU “comeu” o terrorista Rafael Lusvarghi

Apesar das diversas teorias de conspiração, lançadas na Internet pelos comparsas do Rafael Lusvarghi, tudo indica que a sua detenção em Kyiv foi uma operação de exclusiva responsabilidade da secreta ucraniana SBU, que usou como a isca, para apanhar o terrorista brasileiro, o sentimento humano universal e extemporâneo, a ganância. 

O terrorista foi detido em Kyiv no dia 6 de outubro. Antes disso, ele notabilizou-se na Donbas, onde foi afiliado dos bandos das ditas “lnr” e “dnr”, comandadas pelo terrorista russo Pavel Driomov (liquidado em dezembro de 2015) e pelo separatista local Aleksey Mozgovoy, liquidado em maio de 2015. Em abril de 2015, o próprio Rafael foi ferido nos arredores do aeroporto de Donetsk, o que o fez abandonar a região no fim daquele mesmo ano. Transformando-se, às custas próprios, em pária no Brasil, Lusvarghi não consegui nenhum tipo de trabalho no seu país natal. Apesar de pertencer à uma família disfuncional, mas de classe média, a falta do emprego, do dinheiro e das quaisquer perspetivas de vida normal no Brasil, o levaram à ponderar a ida à Síria, para combater no exército do Damasco.
A detenção do Lusvarghi no Brasil em 11/06/2014, para o conter foram disparadas 8 balas de borracha e empregue o gás pimenta. A secreta ucraniana usou apenas dois agentes e nenhum meio físico... 
Por isso, uma oferta de trabalho caiu ao Rafael como se fosse a dádiva do céu. Uma empresa de segurança marítima abordou o terrorista, lhe propondo o trabalho de guarnição dos navios, uma verdadeira opção “ouro sobre azul”, na expressão portuguesa. Ligeiramente paramilitar, de algum risco mínimo, com as armas envolvidas, a proposta se encaixou perfeitamente no perfil psicológico do Lusvarghi...   

O problema, para ele, residiu apenas num único pormenor. A empresa e a sua proposta aliciante faziam parte de uma operação brilhante, desenhada pela secreta ucraniana SBU. Sabe-se que Lusvarghi voou de São Paulo ao Dublin, onde fez a conexão. Não se sabe ao certo o seu destino final, mas a proposta de “trabalho” mencionava a cidade de Odessa, por isso é bem possível que o seu itinerário incluía o voo de Kyiv à Odessa, para conhecer os seus novos patrões e superiores hierárquicos.  
O que acabou por se concretizar exatamente no terminal “D” do aeroporto de Boryspil, onde Lusvarghi foi detido pela SBU na base de uma ordem de prisão, emitida nas vésperas, dia 4 de outubro, pela Procuradoria de Kyiv. O terrorista é acusado ao abrigo do Artigo 258-3 (1ª parte) do Código Penal da Ucrânia (criação de um grupo terrorista ou organização terrorista), informa o centro de imprensa da secreta ucraniana SBU. O artigo em causa prevê a prisão efetiva de até 15 anos.

Importa salientar que Lusvarghi não poderá contar com a extradição ao Brasil (segundo Decreto da Presidência da República № 5.938, de 19 de outubro de 2006 que, por sua vez promulgou o Tratado de Extradição entre a República Federativa do Brasil e a Ucrânia, celebrado em Brasília, em 21 de outubro de 2003).

Dado que ele se enquadra diretamente nos seus artigos № 3 (Inadmissibilidade) e № 4 (Não Extradição de Nacionais), pois os atos de terrorismo lhe imputados (“o atentado contra pessoas ou bens cometidos mediante o emprego de bombas, granadas, foguetes, minas, armas de fogo, explosivos ou dispositivos similares”) fazem com que ele, provavelmente, não poderá voltar ao Brasil nos próximos 8 à 15 anos.

Durante a sua permanência ilegal na Ucrânia, Lusvarghi, participou em diversos atos de terrorismo, muitos dos quais retratava, de boa-fé, na sua página do Facebook. Após retornar ao Brasil, tinha limpo o seu perfil daquela rede social de qualquer traço da permanência na Ucrânia, acabando, mais tarde por eliminar a página. No entanto, como se sabe, a Internet nada esquece e a página ucraniana Myrotvorets (Pacificador) guarda toda a informação relevante sobre a passagem do terrorista brasileiro pelo leste da Ucrânia, incluindo as suas próprias declarações da participação ativa na morte dos quatro cidadãos ucranianos. Ato considerado de extrema gravidade, quer no código penal ucraniano, quer na legislação brasileira.
Outro terrorista brasileiro, Luiz Davi da Silva (na foto em cima), ficou sobremaneira preocupado com a situação do comparsa: “ele será julgado e receberá a perpétua. A única possibilidade de libertar Rafael é o trocar por outros prisioneiros ucranianos. Mas mesmo se ele será libertado, ele será abatido diretamente na rua ou no aeroporto. Não há nenhum caminho de volta da Ucrânia”.
  
Blogueiro: realmente a junta sangrenta ucraniana não tem limites. O mercenário brasileiro apenas e só estava filiado num bando de estupradores e assassinos dos ditos cossacos da dita “lnr”, fiz 10.000 km do Brasil para Ucrânia e tudo para que? Para ser atraído numa armadilha e ser detido, sem aviso, nem agravo, algemado e colocado no chão e depois na cadeia? O homem veio à Ucrânia querendo matar mais ucranianos (diz que já matou quatro) e a aqui recebe uma golpada nas costas. O faxismo ucraniano mostrou a sua cara real, disfarçada dos empresários do ramo de segurança marítima.

Apenas uma coisa não está muito clara, se Ucrânia e “dnr-lnr” assinaram o acordo de amnistia, e se segundo este acordo as partes deveriam libertar os respetivos prisioneiros, como e onde a “dnr-lnr” irá achar os “outros prisioneiros ucranianos” para os trocar pelo Rafael? Tal como sugere Luiz Davi. Será que ele está sugerir que “dnr-lnr” está violar o acordo Minsk-2? Será que este Luís Davi não está à colaborar com alguma empresa de “ship security”? Perguntas, perguntas...

5 comentários:

Anónimo disse...

Eu mandei prints para o site que faz a "ficha" desses terroristas. Como os comentários estão em português eh necessário traduzi-los para o ucraniano. La há muitas perguntas de como se "voluntariar" nos esquadrões terroristas. Parece que um tal de Rodofo assim como um Raul Athaide estariam neste momentos no Donbass!

Anónimo disse...

O Luiz Davi, o terrorista da foto, tb tentou apagar tracos de sua passagem na rede social. Seu atual perfil eh este aqui:

https://www.facebook.com/profile.php?id=100009502087435&fref=ufi&rc=p

No site de cadastro do terrorista esse novo perfil não aparece.

Anónimo disse...

Rodolfo:

https://psb4ukr.org/criminal/kunya-kordejru-rudolfu/

Orestes Bianchi disse...

Não entendo muito bem o que está acontecendo com esses personagens.
Principalmente porque não estou lendo os comentários etc.
Então só vou comentar o seguinte:
De que nos interessa isso?
Vai ajudar o nosso país alguma coisa disso?
Vai acabar com a corrupção?
Fico no aguardo de respostas sobre.
Abraços.
oreste

Anónimo disse...

Vejam links que este terrorista matou um brasileiro em Kursk Rússia 2012:
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=178627635917963&set=a.127938224320238.1073741828.100013121833289&type=3&theater