sexta-feira, julho 31, 2009

Virlana Tkacz em Moçambique





Jornal "O País", 28.VII.2009 (Maputo)

Geórgia on-line

Quem gostaria de ver como vive a Geórgia, poderá contemplar as suas belíssimas cidades em directo, através da página http://www.livegeorgia.ge e o sistema de web – câmaras, instalado pela empresa UTG.

Quanto escrevo estas linhas, em Batumi já são 1h49 de manha, mas as pessoas continuam a passear na marginal da cidade (maravilhosamente iluminada), se vê que a vida continua fervilhar neste país. E se Deus quiser continuará assim para sempre. Quer os seus vizinhos agressivos queiram, quer não. Porque a Geórgia e eu também, não queremos put in, não queremos mesmo...

Fonte & Foto:
http://cyxymu.livejournal.com

quarta-feira, julho 29, 2009

Workshop sobre o Folclore e a Arte Africana

O Centro Recreativo da Universidade Politécnica (CREISPU) e a Comunidade Ucraniana de Moçambique têm a honra de informar que no próximo dia 30 de Julho, quinta-feira, realizarão o Workshop sobre o Folclore e a Arte Africana orientado pela Encenadora norte – americana Virlana Tkacz, às 17:30 horas, no CREISPU – A Politécnica (Av. Paulo S. Kankhomba, № 1010, em Maputo).

Virlana Tkacz é Mestre de Belas Artes em Encenação Teatral, ela é a directora e fundadora do grupo teatral Yara Art Group, a companhia – residente do teatro do renome mundial chamado La MaMa Experimental Theatre Club de Nova Iorque.
As peças teatrais do grupo Yara são essencialmente experimentais, empregam as projecções fílmicas e técnicas musicais complexas, tentando explorar o nosso relacionamento com o Tempo e a Consciência.
Desde 1989 Virlana Tkacz trabalha em colaboração com a poetisa afro – americana Wanda Phipps na tradução de poesia ucraniana. As suas traduções, usadas pelo grupo Yara foram publicadas em 2008 em uma antologia bilingue inglês – ucraniana In a Different Light (Na Luz Diferente). Conjuntamente com a Wanda Phipps, Virlana Tkacz foi galardoada com o Prémio de Tradução Agni, recebeu sete bolsas de tradução do NYSCA e o Prémio do Fundo Nacional da Tradução Teatral pelo sua tradução do drama poético A Canção do Bosque, da autoria da poetisa ucraniana Lésia Ukrayinka.
Virlana Tkacz publicou vários artigos sobre a história do Teatro nas revistas como: Theatre History Studies, Journal of Ukrainian Studies, Canadian Slavonic Papers, e Canadian-American Slavic Studies, escreve sobre o seu próprio trabalho teatral nas páginas do American Theatre. Em 2007 Virlana Tkacz recebeu a distinção do Presidente Viktor Yushchenko de “Artista Honorária da Ucrânia.”

terça-feira, julho 28, 2009

Moldova: não ao comunismo!

No dia 29 de Julho, em Moldova ocorrerão as novas eleições legislativas, em resultado directo da demanda da recente Revolução Twitter, dado que o último escrutínio for falsificado pelo partido comunista, no poder no país.

Veja a página do partido "Acção Europeia" , que luta activamente pelo seu eleitorado sob o slogan “Não ao comunismo!”.

Página do partido: http://www.ae.md/
Blogue do líder do partido: Anatol Petrencu

Ler página & blogue em português (quase não se nota que a página é traduzida!):
http://translate.google.com/translate_t#ropt

Ainda recomendo a conhecer o grupo moldovo Zdob şi Zdub ou escutar as suas músicas no YouTube.
UPD: Blogue da rádio "Liverdade" sobre a Moldova:

segunda-feira, julho 27, 2009

Geórgia um ano depois

Estando nas vésperas do primeiro aniversário da invasão russa da Geórgia em Agosto de 2008, gostaria de mostrar as fotos dos prédios de apartamentos reconstruídos na cidade de Gori.
Estes edifícios foram destruídos em resultado do bombardeamento da aviação militar russa no dia 9 de Agosto de 2008. Morreram cerca de 20 cidadãos civis. Como se pode ver, as casas foram totalmente reconstruídos. A única lembrança da tragédia é a arvore simbólica, feita das cápsulas dos abuses da artilharia.

Fotos:
http://cyxymu.livejournal.com/542030.html
http://www.liveinternet.ru/users/nema_alex/post106171583

O vice – presidente dos EUS Joe Biden se encontra na Geórgia com as crianças, que se tornaram refugiados por causa da invasão russa do seu território nacional:
http://www.youtube.com/watch?v=qzLMLdlXcPY

sexta-feira, julho 24, 2009

Detido ex-general acusado do assassinato

O ex-general de polícia ucraniana, Olexiy Pukach, que era procurado por seu alegado envolvimento no assassinado do jornalista Georgiy Gongadze, foi detido por forças de segurança, informou a Procuradoria General de Ucrânia.

O ex-chefe da polícia foi capturado no província de Zhitomir, à 250 km de Kyiv e logo a seguir foi transferido para a capital, onde é mantido com medidas extremas de segurança, declarou o porta-voz da Procuradoria General, Yuri Bóychenko, à agência digital LIGA.net.

Gongadze, de 35 anos e editor – chefe do jornal periódico electrónico “Ukrayinska Pravda”, desapareceu em 16 de Setembro de 2000 e quase dois meses depois o seu cadáver decapitado foi encontrado em um bosque nos arredores de Kyiv. (Após a vitória da Revolução Laranja em 2004-05), o presidente de Ucrânia, Viktor Yushchenko, prometeu a mãe do periodista, Lesia Gongadze, que removeria “o céu e a terra” para encontrar os culpados e patrocinadores do assassinato do seu filho e acusou o regime do ex – presidente Leonid Kuchma (1994 – 2004) de não ter a vontade política para esclarecer este caso.

Em Março de 2008, outros três ex – polícias foram condenados a penas de prisão de entre 12 à 13 anos por a detenção ilegal e o assassinato premeditado de Gongadze. Pouco depois do aparecimento do cadáver do jornalista, um dos guarda-costas do presidente Kuchma, major Mykola Menychenko, difundiu as gravações feitas no gabinete do Chefe do Estado, durante os quais este pedia o seu ministro de Interior, Yuri Krávchenko, tomar medidas contra o jornalista.

Embora os peritos dos EUA confirmaram a autenticidade das gravações, Kuchma sempre negou o seu envolvimento no caso (conhecido como Escândalo de Cassete). Krávchenko, que foi demitido do seu cargo em 2001, se suicidou em Março de 2005, pouco depois de ser chamado a depor na Procuradoria. EFE – 22/07/2009, 11:41

Aqui se pode ver o vídeo da detenção do general Pukach:
http://www.youtube.com/watch?v=dF0AhPunZaw
Foto: Georgiy Gongadze (Wikipédia)

quinta-feira, julho 23, 2009

Brody: tragédia ucraniana

65 anos atrás, em Julho de 1944, os actuais distritos de Brody e Zolochiv na província ucraniana de Lviv, tornaram-se o palco de batalha feroz entre as tropas da 1ª Frente Ucraniana do Exército Vermelho e a 1ª Divisão Militar SS Galiza. Mais uma vez na história, os ucranianos tinham que matar os ucranianos...

O jornalista ucraniano Pavlo Solodko visitou o campo de batalha, para prestar homenagem aos combatentes de ambos os lados, que lá tombaram no Verão de 1944.

Ler em português, através do http://translate.google.com/translate_t#ukpt
http://zaua.org/pg/article/solodko/read/2756/----65-

No último domingo, os combatentes da Divisão Galiza foram homenageados pelas autarquias locais, numa cerimónia fúnebre, que envolvia em oração solene, o concerto e uma procissão até o monte Zhbyr, que culminou com a colocação dos flores nas campas dos combatentes da Divisão. Vários veteranos vivos da Divisão Galiza participaram nas cerimónias, vindos da Ucrânia e do estrangeiro, principalmente da Grã – Bretanha e da Canada.

Fotos:
http://komb-a-ingwar.blogspot.com/2009/07/65.html

p.s.
Os veteranos da Divisão Galiza foram absolvidos no processo de Nuremberga, declarando aquele tribunal que sobre eles não pesa qualquer acusação de qualquer eventual culpa ou má conduta militar. Além disso, a Comissão de Investigação dos Crimes de Guerra do Canada (Deschênes Commission) em 1985 – 1986 disse o seguinte:

While in Italy these men were screened by Soviet and British missions and neither then nor subsequently has any evidence brought to light which would suggest that any of them fought against the Western Allies or engaged in crimes against humanity. Their behaviour since they came to this country has been good and they have never indicated in any way that they are infected with any trace of Nazi ideology.[...]From the reports of the special mission set up by the War Office to screen these men it seems clear that they volunteered to fight against the Red Army from nationalistic motives which were given greater impetus by the behaviour of the Soviet authorities during their earlier occupation of the Western Ukraine after the Nazi-Soviet Pact. Although Communist propaganda has constantly attempted to depict these, like so many other refugees, as "quislings" and "war criminals" it is interesting to note that no specific charges of war crimes have been made by the Soviet or any other Government against any member of this group. (2) [http://www.axishistory.com/about-ahf/119-germany-waffen-ss/germany-waffen-ss-divisions/1295-14-waffen-grenadier-division-der-ss-ukrainische-nr-1]

quarta-feira, julho 22, 2009

Semana das Nações Cativas

No dia 22 de Julho de 2009 será comemorado o 50º aniversário da resolução do Congresso dos EUA (A Lei Pública 86-90), aprovado em 1959, para apoiar as nações sob a tirania comunista em todo o mundo.

As comemorações serão coordenadas pela Comité Nacional das Nações Cativas (National Captive Nations Committee – NCNC), que patrocinará uma série de eventos em Washington D.C.
As cerimónias terão início às 10h00 no Memorial das Vítimas do Comunismo (esquina das avenidas New Jersey e Massachusetts, NW) e consistirão em intervenções públicas, evocações e apresentações feitas por vários grupos étnicos e embaixadas estrangeiras.

Após a cerimónia ao ar livre, às 11h00 as actividades terão a continuação na Fundação Heritage (Av. 214 Massachusetts, NE), durante o Simpósio: “As Nações Cativas: Passado, Presente e Futuro”.

Entre o painel dos convidados estarão presentes: Dr. Lee Edwards, Presidente da Fundação Memorial Vítimas do Comunismo; Marek Chodakiewicz, Académico e Professor da História do Instituto da Política Mundial; além da Helle Dalle, Directora do Instituto Davis dos Estudos Internacionais da Fundação Heritage, que também será a moderadora do debate.

Durante o lanche, será lido o discurso do Dr. Edwin Feulner, Presidente da Fundação Heritage e da Sra. Paula Dobriansky (filha do Lev Dobriansky), ex – Sub – Secretária do Estado das Relações Globais. Também será lida uma proclamação, endereçada aos presentes pelo Presidente dos EUA, Barack Obama.

Para mais informações favor de contactar Sr. Michael Sawkiw, Jr. Secretário Executivo do Comité Nacional Nações Cativas pelo telefone 202 547-0018, ou pelo e-mail: unis@ucca.org

Fonte:
http://www.victimsofcommunism.org/media/article.php?article=4836

terça-feira, julho 21, 2009

Ucranianos se integram em Portugal

O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras de Portugal (SEF) divulgou o relatório que mostra que em 2008 residiam legalmente em Portugal cerca de 440 mil estrangeiros. Os brasileiros e ucranianos são as comunidades mais representativas.

Em comparação a 2007, o número dos ucranianos aumentou em quase 25 por cento. Além do Brasil e da Ucrânia destacam-se também as comunidades oriundas de Cabo Verde, Angola, Roménia, Guiné-Bissau e Moldova.
Em 2008 a comunidade brasileira destacou-se das restantes e tem agora perto de 107 mil residentes em Portugal. A Ucrânia é a segunda comunidade estrangeira mais representativa no país, atingindo uns expressivos 52 494 residentes. Enquanto os cabo-verdianos rondam actualmente os 51 352 residentes. A nível da União Europeia, a Roménia é o país com mais residentes legais em Portugal (27 771). Ao nível da CPLP é seguida pela Angola e Guiné-Bissau, com 27 619 e 24 391 residentes, respectivamente.

Fonte:
http://www.sef.pt/documentos/59/Total_2008.pdf

Pintores ucranianos expõem em Portugal

Entre os dias 7 de Julho até 15 de Setembro, em Lisboa, no Centro Cultural da Ucrânia, serão expostos os quadros dos pintores ucranianos Marita e Valeriy Vaskov.

Horário da Exposição:
Segunda – Sexta das 10 às 17 horas

Endereço:
Avenida D. Carlos Primeiro, Nº 146, 1º Esq
1200-651 Lisboa

Fonte:
Exposição dos pintores ucranianos em Portugal

E não esquece de visitar a nova página da Associação dos Ucranianos em Portugal: http://www.spilka.pt

segunda-feira, julho 20, 2009

Comandante ucraniano do Normandie-Niémen

O esquadrão lendário francês Normandie-Niémen teve uma história fascinante. Foi formado em 1942 pela iniciativa das forças da França Livre do general Charles de Gaulle, sendo dissolvido recentemente, no dia 3 de Julho de 2009.

O último comandante do esquadrão foi o tenente – coronel da Força Aérea francesa, o franco – ucraniano Fabian Kuzniak. Kuzniak, de 38 anos de idade, foi graduado em 1990 pela escola aérea em Salon-de-Provence. Começou o serviço militar na esquadra “Elsass”, desde 1994 é comandante da 2ª esquadra do esquadrão Normandie-Niémen. Em 2006 Kuzniak foi graduado pela Academia da Força Aérea francesa e em 2008 foi designado como o comandante da NN.

Tenente – coronel Fabien Kuzniak combateu em Jugoslávia, Costa de Marfim, República Centro – Africana, Chade. Ele é cavalheiro da Legião de Honra, detentor da ordem militar “Pela Honra Militar”, outras medalhas.
O ministério da Defesa da França afirmou que o esquadrão NN poderá ser reactivado em 2014, após um processo de reorganização e reequipamento.

Fonte:
http://joanerges.livejournal.com/685098.html

sexta-feira, julho 17, 2009

Líderes europeus escrevem ao Obama

O jornal polaco Gazeta Wyborcza publica a carta dos intelectuais europeus ao presidente norte – americano Barack Obama. A carta foi assinada pelo Valdas Adamkus, Vaclav Havel, Alexander Kwasniewski, Mart Laar, Vaira Vike-Freiberga, Lech Walesa, entre outros.

Eis um trecho da carta:

E obviamente, fica a questão de como lidar com a Rússia. As nossas esperanças do que o nosso relacionamento com a Rússia possa melhorar, e Moscovo, finalmente irá plenamente reconhecer a nossa soberania e independência, após a nossa entrada no NATO e EU, não se concretizaram. Em vez disso, a Rússia retorna ao papel do Estado, que pretende mudar o status – quo, e tenta praticar a agenda do século XIX com o auxílio das tácticas e métodos do século XXI. Ao nível global, na maioria das questões a Rússia tornou-se na potência do status – quo. Mas ao nível regional e ao nível de relacionamento com as nossas nações, (a Rússia) mais e mais aja como uma potência revisionista. Ela (a Rússia) desafia o nosso conhecimento da nossa própria experiência histórica. Ela afirma que tem a posição privilegiada para determinar as nossas escolhas da segurança. Ela usa as ferramentas abertas e clandestinas na guerra económica, desde o bloqueio energético e os investimentos financeiros politicamente motivados, até os subornos e manipulações nos media para avançar os seus interesses ou desafiar a orientação transatlântica da Europa Central e do Leste.

Assinado (entre outros):

Valdas Adamkus, ex – Presidente da Lituânia
Martin Butora, ex – Embaixador da Eslováquia nos EUA
Emil Constantinescu, ex – Presidente da Roménia
Pavol Demes, ex – Ministro dos Negócios Estrangeiros, Conselheiro do Presidente Eslováquia
Lubos Dobrovsky, ex – Ministro da Defesa da república Checa
Matyas Eorsi, ex- Secretário do Estado da Hungria
Istvan Gyarmati, embaixador, presidente do Centro Internacional das Reformas Democráticas em Budapeste
Vaclav Havel, ex – Presidente da República Checa
Alexander Kwasniewski, ex – Presidente da Polónia
Mart Laar, ex – Primeiro – Ministro da Estónia
Vaira Vike-Freiberga, ex – Presidenta da Letónia
Lech Walensa, ex – presidente da Polónia

Ler o texto integral da carta em inglês:
An_Open_Letter_to_the_Obama_Administration

quinta-feira, julho 16, 2009

Activista assassinada na Rússia

No dia 15 de Julho, às 8h00, junto ao seu apartamento em Grozny (Chechénia), foi raptada a jornalista e activista dos direitos humanos, colaboradora da sociedade “Memorial” chechena, Sra. Natália Estemirova.

Natália foi atacada por um grupo de desconhecidos, que usaram na fuga a viatura Lada-2107, ela apenas conseguiu gritar que está a ser raptada. O momento do rapto foi testemunhado pelos seus vizinhos.

Natália Estemirova era a última voz incómoda da Chechénia, ela era famosa pela sua crítica do poder local. Nomeadamente, as suas denúncias mais recentes eram sobre a onda de raptos que se iniciou após o decretado fim da “operação antiterrorista” na república. Desde o Janeiro de 2009 na Chechénia foram raptadas cerca de 50 activistas dos direitos humanos.

No mesmo dia, às 16h30 soube-se que Natália Estimirova foi assassinada, o seu corpo baleado foi encontrado nos arredores da aldeia Gazi – Yurt em Ingushétia.

Hoje, dia 16 de Julho no centro de Moscovo no Parque Novo – Pushkin (estação do metro “Pushkinskaya”) das 17h30 às 19h00 será realizado um piquete em memória da activista assassinada.

Natália Estemirova foi a primeira pessoa condecorada com o prémio Anna Politkovskaya (2007), ela também foi vencedora do Prémio do Parlamento da Suécia “Direito à Existência” (2004). Em 2005 foi condecorada pelo Parlamento Europeu com a medalha Robert Schumann.

Fonte:
http://www.eng.kavkaz-uzel.ru/articles/10645

terça-feira, julho 14, 2009

Igrejas ucranianas no Brasil

No dia 26 de Junho foi lançado na cidade de Curitiba, estado de Paraná (Brasil), no Museu Paranaense, o livro “Igrejas Ucranianas: Arquitectura da Imigração no Paraná”. Na ocasião também foi aberta ao público uma exposição sobre o tema, que depois seguirá para outros museus do Estado (confira a programação abaixo).

ABN (Agência Brasileira de Notícias), 22 Junho de 2009

O livro é fruto de mais de quinze mil quilómetros percorridos em 4 anos pelos pesquisadores do Instituto ArquiBrasil em busca de materiais que colaborassem para a construção de uma visão geral da arquitectura produzida pelos ucranianos e seus descendentes no Paraná. Foram realizadas inúmeras entrevistas com moradores das comunidades ucranianas, além de buscas em arquivos e bibliotecas de todo o Estado. Ao todo, foram seleccionados 25 edifícios para estudo mais aprofundado sob o aspecto tipológico arquitectónico das construções.

Mais informações sobre o projecto:

ArquiBrasil,
Telefone (41) 3353 4273,
e-mail: ucranianos arroba institutoarquibrasil ponto org ponto br

Programação da exposição

Museu do Milénio – Rua Cândido de Abreu s/n – Centro – Prudentópolis – Paraná.
Fone: (42) 3446-3327. De 17 de Julho à 02 de Agosto de 2009, Segunda à Sexta das 8h às 11h30 e das 13h às 17h30. Nos fins-de-semana a visita deverá ser agendada previamente.

Paço da Liberdade – Sesc Paraná – Praça Generoso Marques – Centro – Curitiba.
Fone: (41) 3234-4200. A partir de 14 de Agosto de 2009, de Terça à Sexta-Feira das 9h às 20h e sábados, domingos e feriados das 10h às 18h às 17h30

Fonte:
UKRAINIANS ABROAD: NEWS AND VIEWS #37
Ukrainian Diaspora Studies Initiative, CIUS (e-mail)

Bónus:
Visitem a página do blogueiro ucraniano – brasileiro Dorotéu Burko:
http://dburko.zip.net

sexta-feira, julho 10, 2009

Ucrânia possui o maior deserto europeu

Na página do Consulado Honorário da Ucrânia em Chile, encontrei um artigo interessante, chamado Las Arenas de Oleshky: un viaje al desierto ucraniano. Artigo (com muitas fotografias) fala sobre a maior área arenosa da Europa (que alguns até chamam do deserto). Não sei se Arreias de Oleshky tem o direito estritamente científico de se chamar assim, mas que são bem parecidos com o deserto, isso são, sem dúvida alguma.

Infelizmente, no tempo da defunta URSS, essa área foi usada como polígono para os exercícios militares, por isso a natureza local sofreu vários danos, alguns se calhar, irreparáveis...

Obrigado ao Bogdano (tem que escrever mais vezes)!

segunda-feira, julho 06, 2009

Gogol Bordello na Ucrânia

O líder do grupo Gogol Bordello, Eugene Hutz nasceu e cresceu na Ucrânia, mais tarde emigrou com os pais para os EUA, hoje vive em quatro cantos do mundo. O “emigrante eterno”, Hutz participou no festival Stare Misto (cidade de Lviv), onde concedeu essa entrevista ao jornal on-line “Lviv Cultural”.

– O que achou da nossa cidade?
– Quero encontrar algum lugar para montar o bar, pois Lviv é uma cidade mais linda do que Budapeste ou Varsóvia, sobre quais também já pensamos.
– Para que você quer isso (o bar)? Ganhar dinheiro ou algo diferente…
– Dinheiro tenho que basta, isso é para se comunicar com o pessoal.
– Você viveu na Ucrânia, tem alguma família cá?
– Nasci em Kyiv, em 1986 – 1987 vivi em Stryi, também em Svaliava, vivi na província de Luhansk. Os familiares, quase já os não tenho, pois uma parte da minha família pertence à etnia cigana – serva (sub – grupo dos ciganos, que se formou na Ucrânia dos romas que emigraram da Sérvia no início do século XVII). Estes ciganos muitas das vezes escondiam a sua origem étnica por causa da discriminação, pintavam o cabelo em loiro e diziam que são moldovos. Depois eles saíram de Luhansk para vários outros locais: Estónia, Lituânia, Kyiv.

– Você se orgulha de ser ucraniano? Se vê ligado à cultura ucraniana?
– Claro que sim, embora sou de uma família onde tudo é misturado. Além disso, na Ucrânia (actual) praticamente não existe a verdadeira cultura ucraniana. Existe mais cultura (ucraniana) no Brasil, no Canada. Lá vivem os ucranianos da “primeira onda” (da emigração). Lá existe a cultura limpa, verdadeira. Isso me agrada. Mas talvez isso está a voltar… Nós toda a noite passeamos em Lviv, estávamos em locais diferentes e cultura é presente muito mais do que em Kyiv. E isso é agradável. Já aparece a vontade de vir para cá a começar fazer algo.

– Você viaja toda a hora, será que existe uma cidade onde você se sente com em casa ou como o emigrante?
– Talvez isso é o Rio de Janeiro, lá posso viver calmamente durante meio ano e não quero sair para nenhum outro lado. É a cidade única, sobre qual se pode dizer “24 horas por dia”. Lá funciona tudo e à qualquer hora do dia. Como emigrante me sinto na Alemanha, por causa da atmosfera local ou sei lá…

– Você entrou no filme da Madonna Filth and Wisdom”, até que ponto é parecido com a sua personagem naquela história?
– Nem sei, algo da minha “biografia suja” foi aproveitado pela Madonna. Mas eu não encaro isso com a serenidade. Me ligaram, convidaram para filmar. Eu disse: tenho três semanas. Assim combinamos.

– Tem novos planos de fazer mais cinema? Algumas propostas concretas?
– Existem algumas pessoas com quais estou muito interessado em fazer algo em conjunto, com quem já falei sobre isso e quais gostam daquilo que faço. Um dos casos é Jim Jarmusch. Também tenho várias outras propostas, por exemplo fazer papel de um terrorista polaco. Mas não gosto disso. E nem tenho o tempo para o tal.

– Quais foram as perguntas mais estúpidas que lhe fizeram por causa do trabalho com a Madonna?
– Antigamente as perguntas estúpidas me entristeciam, eu achava que são feitas por falta de respeito. Depois eu vi como Madonna responde as perguntas semelhantes. E entendi, isso como a meditação. Simplesmente just do it!

– Para quando a saída do novo álbum?
– Foi terminado agora, em um estúdio californiano, passamos lá três meses. Planeamos a sua saída para o Novembro ou Dezembro. O estilo: punk – rock – samba, coisas que nós influenciaram ultimamente.

Fonte & Foto:
Vejam o blogue Kalena – Arte do Sul Trazida da Europa, mandtido pela Suzete Reksidler Kravetz de 58 anos, descendente de polacos e alemães, casada com um ucraniano – brasileiro.

Use o primeiro antivírus inteiramente ucraniano (neste momento, para o uso exclusivo dos ucranianos): http://zillya.com/index.html

sexta-feira, julho 03, 2009

OSCE compara comunismo ao fascismo

A 18ª sessão da Assembleia Parlamentar da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), a decorrer nestes dias em Vilnius, capital da Lituânia, propôs à apreciação dos estados – membros a resolução “Da reunificação da Europa dividida”, que finalmente coloca, no mesmo plano o nazismo e o comunismo.

A proposta é de autoria da Lituânia e Eslovénia, países que sofreram directamente com os crimes do comunismo e do fascismo. Basta lembrar os anos de ocupação soviética da Lituânia ou os problemas que o regime de Tito causou a Eslovénia.

A resolução propõe acabar com as barreiras divisórias na Europa, eliminando a mitologia soviética à volta da sua vitória sobre o nazismo. O que houve, na realidade, foi uma luta entre dois regimes totalitários sanguinários, desumanos e cruéis: o nazista alemão e o comunista soviético, e o vencedor por acaso foi a URSS, por ventura o mais sanguinário. A metade dos povos da Europa ficou escravizada por mais de 40 anos e só se libertou em consequência das revoluções populares de 1989 – 1991.

Fonte:

quarta-feira, julho 01, 2009

Encontro em Fátima pela Xaninha

Nestes dias as pessoas que apoiam a ideia do retorno imediato da Alexandra Tsyklauri (Xaninha) a Portugal, estão trabalhar na criação de condições logísticas para realizar o seu encontro em Fátima.

Escreve Miguel Macedo:
Se me permitem a opinião, deveremos manter este encontro como isso mesmo, um encontro. Que servirá para principalmente nos conhecermos enquanto grupo que defende os interesses da Alexandra, e também para falarmos e partilharmos pormenores deste "caso". Tudo indica que a data que vai ser escolhida será o dia 11 de Julho.

Mais pormenores no blogue da Xaninha:
http://xaninhanossa.blogspot.com