É claramente evidente que Ucrânia tem uma retaguarda profunda e que a rússia é completamente incapaz de a atingir com as suas armas. Há regiões, cidades e áreas inteiras que nunca viram guerra ou ataques diretos.
Em primeiro lugar, isto reforça a razão pela qual a rússia está a adoptar tácticas terroristas que visam as infra-estruturas civis: simplesmente não consegue cumprir as suas próprias promessas militares. Basta recordar o ano 2022, quando Kremlin prometeu bombardear a fronteira com a Polónia e destruir todos os fornecimentos militares, mas isso nem sequer esteve perto de acontecer.
Em segundo lugar, um dos pontos fortes da Ucrânia é claramente visível: a sua escala. Sendo um dos maiores paises da Europa, tem espaço para construir infraestruturas e fábricas subterrâneas, por exemplo, nos Cárpatos.
E isso já está a ser feito.
As poucas fotos oficiais que Ucrânia publica de tempos a tempos mostram que as fábricas, armazéns e oficinas para a produção de mísseis e drones, aparentemente localizados no subsolo.
Ucrânia é um Estado grande, e isso é uma vantagem estratégica. Seria um pecado não o usar.
Por exemplo, o pequeno Israel, simplesmente não tem esse “bónus”: a geografia deixa muito a desejar, e isso obriga os israelitas a travarem sempre as guerras no território inimigo. Israel simplesmente não tem outra escolha (para poder usar a famosa táctica “Motti” finlandesa, por exemplo).
De uma forma ou de outra, a guerra deve ser sempre transferida para território inimigo e aí travada, independentemente da dimensão do seu país, escreve o analista israelita, Igal Levin.

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