domingo, fevereiro 01, 2026

A presença da Ucrânia nos ficheiros Epstein

Digitando a palavra “Ukraine” na Libraria Epstein, divulgada pela Justiça americana, podemos achar os dados de algumas ucranianas — embora não em grande número. Também podemos perceber o interesse do clã Rothschild e do próprio Epstein pela Ucrânia.

A faixa etária das mulheres ucranianas presentes nos ficheiros Epstein está entre 20 à 25 anos. Não há, entre elas nenhuma menor de idade — todas são adultas, escreve o deputado ucraniano Maryan Zablotskiy.

Além de histórias pessoais, Epstein também se interessou e discutiu um pouco sobre a política ucraniana. Ele pensou em investir na Ucrânia, mas parece que nada foi impementado no terreno. Ao mesmo tempo, ele comprou um apartamento em Lviv para a sua namorada ucraniana.

Pelo tom e teor de comunicação, assim através de certas dicas — pode se chegar ao conclusão do que ele estava envolvido em algum tipo recrutamento político e, provavelmente, estava documentar os eventos por si organizados. Embora isso é apenas uma interpretação possível.

Em geral, cria-se a impressão do que Epstein trabalhava, principalmente, nos interesses da rússia. Talvez por isso, agora o escândalo em torno dos seus arquivos está sendo usado para pressionar políticos americanos a obter concessões em relação à Ucrânia. Isso é indicado, em particular, pelo fato de que os dois maiores propagandistas americanos abertamente pró-rússia — Tucker Carlson e Alex Jones — estão simultaneamente explorando ativamente esse tópico.

O tema da Ucrânia aparece, por exemplo, na troca de e-mails entre Epstein e A[riane] de Rothschild (a banqueira francesa Ariane de Rothschild aparece em 27 documentos, principalmente como um contato de Jeffrey Epstein mencionado nos e-mails entre Epstein e Ghislaine Maxwell. Ela é citada em discussões comerciais sobre fundos de investimento em infraestrutura e compromissos sociais).



No e-mail datado de 18 de março de 2014, Ariane diz que gostaria de se encontrar com Epstein na noite de 19 de março e falar sobre Ucrânia.

Epstein responde: «A turbulência na Ucrânia deve proporcionar muitas oportunidades!»

Naturalmente, aqui podemos estar perante várias tipos de «oportunidades», embora tendo em conta que o e-mails foram trocados em março de 2014 (já após o início da ocupação russa da Crimeia, mas antes do início da guerra híbrida russa no leste da Ucrânia), o mais realista será de supor que eram meros oportunidades comerciais e/ou de investimento. Embora mais uma vez, isso é apenas uma interpretação possível.

Ao mesmo tempo, aparentemente, ao presidente Donald Trump realmente não há nada a apontar. Se houvesse algo mesmo sério nos ficheiros apresentados, estes: a) não seriam publicados; b) os pontos já seriam vistos e divulgados por alguém interessado.

Porque dissemos que Epstein trabalhou para rússia? Basta ver o seu visto russo, com a duração de três anos e com a permanência autorizada de 6 meses consecutivos, dobro do máximo permitido por lei russa. Este tipo de estadia necessita de uma permissão especial do Ministério do Interior, obtido através de uma carta-convite do Ministério dos Negócios Estrangeiros / das Relações Exteriores da rússia (ou então dos serviços secretos, como GRU, FSB ou SVR).

Maria Bucher (apelido de solteira Drokova) na abaixo no centro da sauna. Ela se juntou ao movimento juvenil putlerista «Nashi» (Nossos) aos 15 anos e foi a sua porta-voz. Em 2009 se tornou famosa por beijar putin publicamente (ver o filme documental putin´s kiss / O beijo do putin):

Mais tarde, Drokova se mudou para os Estados Unidos, onde criou um fundo de investimento em TI e trabalhou como assessora de imprensa para a rede de relações públicas de Jeffrey Epstein, nos ficheiros do Epstein Masha foi mencionada mais de 1.600 vezes (Sic!)

Segunda foto é da Wikipédia russa, Bucher-Drokova à esquerda, de casaco branco

No passado recente, os democratas não usaram o tema dos ficheiros Epstein na luta política interna, muito possivelmente porquê vários membros e simpatizantes influentes, ligados ao partido são mencionados nos documentos: Bill Clinton, Bill Gates, Noam Chomsky, etc. No entanto, nos mesmos ficheiros também são mencionados notáveis membros e influenciadores republicanos, casos do Peter Thiel, Steve Bannon ou Elon Musk.

Blogueiro: alguns dos ensinamentos, que os ficheiros Epstein nós podem elucitar são os seguintes: sim, realmente existem as elites mundiais poderosas e absolutamente inéticas, que adoram cometer os crimes mais hediondas, apenas pelo desporto ou hedonismo, priciplamente quando se sentem completamente impunes. Estas elites não tem alinhamento partidãrio, os seus membros tanto podem ser de esquerda ou da direita. No entanto, é o capitalismo liberal que garante, com todas as imperfeições, a existência de impensa livre, que pode expor todos os podres da nossa sociedade. Nas ditaduras de esquerda ou da teocracia religiosa, o mesmo já não acontece. Os ditadores, de Mau ao Ceaușescu e de Gaddafi aos Castro, matavam, estupravam e exterminavam os povos sob o seu domínio, sem que alguém impedisse os seus crimes. Realmente, tinha razão Winston Churchill, quando afirmou em 1947: «De fato, já se disse que a democracia é a pior forma de governo, com exceção de todas as outras que foram experimentadas ao longo do tempo...»

As forças ucranianas liquidam os mercenários da Quénia e das Filipinas

Na região de Donetsk, as forças ucranianas, afetas ao GUR MOU, descobriram os corpos de mercenário queniano Clinton Nyapar Mogesa (29) e do John Patrick, cidadão da República das Filipinas. Ambos foram abandonados pelos seus camaradas russos e morreram devido aos ferimentos curáveis.

Na região de Donetsk, as forças ucranianas, afetas ao GUR MOU, descobriram o corpo de Clinton Nyapar Mogesa (29), cidadão da República do Quênia, nascido em 1997. O queniano estava trabalhava numa agência de segurança no Qatar, tendo posteriormente assinado um contrato com o exército russo, sendo enviado, de seguida, à uma das unidades de assalto das forças russas de ocupação.

Mogesa morreu num dos inúmeros ataques russos, chamados de «trituradora de carne» na região de Donetsk. Os russos não removeram o corpo do queniano morto, e a sua família não obteve quaisquer pagamento, nem mesmo explicções por parte dos russos.

O mercenário abatido portava os passaportes de outros dois cidadãos quenianos aparentemente, o mesmo tipo de vítimas recrutadas, que a rússia pretende usar e abandonar num próximo ataque suicída.

Clinton Mogesi poderia viver e trabalhar em segurança no Qatar. Em vez disso tornou-se a prova definitiva de que, para o exército russo, os estrangeiros não passam de um recurso absolutamente descartável, sinónimo de uma sentença de morte.

Num outro episódio semelhante, os oficiais da GUR MOU descobriram o corpo de John Patrick, cidadão da República das Filipinas, que serviu na 9ª companhia de assalto do 3º batalhão do 283º regimento da 144ª divisão de fuzileiros motorizados do 20 exército de armas combinadas das forças armadas russas.

Como muitos outros mercenários estrangeiros, Patrick morreu durante um ataque «trituradora de carne» perto do assentamento de Novoselivka, distrito de Kramatorsk, na região de Donetsk.

O mercenário portava apenas arma, munição e um pedaço de papel com o número da unidade, número de telefone e nome do comandante. Ele não falava russo. De acordo com dados dos dispositivos eletrônicos apreendidos do filipino morto, o seu treino/amento básico durou apenas uma semana, após a qual ele foi imediatamente enviado para a linha de frente. No decorrer do combate mercenário foi ferido, não recebeu nenhuma ajuda médica e morreu lentamente, abandonado pelos russos na zona florestal. 

A Direção Principal do Ministério da Defesa da Ucrânia (GUR MOU) aconselha os cidadãos estrangeiros de se abster das viagens para a federação russa, sob pretexto de realizarem qualquer trabalho no seu território, especialmente o trabalho ilegal. Uma viagem à rússia é uma chance real de acabar na unidade de assalto, sem nenhuma preparação, e uma boa chance de não sobreviver.

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