sábado, janeiro 31, 2026

Roménia comunista: а «polícia menstrual» numa ditadura que proibiu os abortos

Em 1966 o partido comunista romeno decidiu que a população do país deveria aumentar em um terço — de 20 para 30 milhões. Contraceptivos desapareceram das farmácias e abortos eram autorizados apenas em casos excepcionais. Assim nasceu o famoso Decreto 770. 

«Sacrificamos nossas vidas inteiras pelo povo», disse Elena Ceaușescu, a «mãe da nação», como queria ser conhecida, no julgamento sumário contra ela e seu marido. Elena tinha certeza de que o povo romeno os adorava. Mas em 25 de dezembro de 1989, no Natal, que, aliás, era proibido de comemorar na Romênia comunista, o tribunal condenou o casal presidencial à morte por fuzilamento. Ceaușescu governou o país por 24 anos.

Nicolae Ceaușescu foi acusado de destruir a economia nacional e as instituições do Estado, de travar uma rebelião armada contra o povo e o Estado e de cometer genocídio contra sua própria nação. Caricato, pois um dos objetivos das políticas de Nicolae Ceaușescu era justamente aumentar a taxa de natalidade no país.

É espantoso que a revolução na Romênia, que liquidou o ditador comunista e sua esposa, tenha sido essencialmente travada por aqueles que Ceaușescu havia forçado a vir ao mundo — os filhos do Decreto 770, que obrigava as mulheres a procriar incessantemente. «O feto humano é propriedade de toda a sociedade», proclamou o Secretário-Geral do PC romena. «Quem não quiser ter filhos é um desertor, violando as leis da continuidade e da preservação nacional». 

Assim nasceu o famoso Decreto 770, assinado em 1966.

O Partido Comunista decidiu que a população do país deveria aumentar em um terço — de 20 para 30 milhões. Somente mulheres com mais de 45 anos e que já tivessem tido pelo menos quatro filhos poderiam evitar o parto forçado. Abortos eram autorizados por comissões especiais apenas em casos excepcionais: após violação/estupro ou quando a vida da gestante estivesse em perigo.

Os contraceptivos praticamente desapareceram das prateleiras das farmácias, e todas as mulheres eram obrigadas a fazer exames ginecológicos mensais para garantir que não perdessem uma concepção acidentalmente. Toda gravidez detectada era rigorosamente monitorada até o parto.

A Securitate — a polícia secreta — monitorava para garantir que as mulheres não se esquivassem de sua responsabilidade primordial. Esses agentes eram sarcasticamente apelidados de «polícia menstrual».

Os pacientes recebiam prontuários médicos duplicados, e as cópias eram enviadas aos arquivos da polícia para evitar qualquer interpretação errônea. Nas escolas, as meninas eram ensinadas que seu único trabalho era gerar filhos para a pátria. A interrupção da gravidez tornou-se crime.

Além disso, as autoridades introduziram um imposto sobre a infertilidade, semelhante ao que vigorava na URSS na época (embora a política demográfica soviética não era tão desumanamente extrema quanto a da Romênia). Não foi sem razão que Ceaușescu foi apelidado de o novo «Conde Drácula», sugando o sangue de seu próprio povo.

Entre 1966 e 1967, o número de nascimentos quase dobrou, e a taxa de fertilidade total estimada aumentou de 1,9 para 3,7 filhos por mulher.

Cerca de 500.000 crianças nasceram durante o período inicial deste decreto. Essa geração chegou a ter um nome próprio na Romênia: os decreței, ou «nascidos por decreto».

Um grupo de crianças de um orfanato romeno cumprimenta o ditador Nicolae Ceausescu e sua esposa com votos de Ano Novo em 30 de dezembro de 1977

Naturalmente, depois de algum tempo, as mulheres começaram a encontrar maneiras de interromper suas gravidezes indesejadas. Apesar dos controlos/es e das severas penalidades, os abortos ilegais proliferaram. As mulheres com maior poder económico compravam contraceptivos, vindos do exterior.

Psicólogos dizem que se uma mulher quer um filho, ela o terá mesmo que isso lhe custe a própria vida. Por outro lado, se uma mulher não quer um filho, ela não o terá mesmo que isso lhe custe a própria vida. A taxa de mortalidade entre mulheres em idade fértil na Romênia naquela época era 10 vezes maior do que na vizinha Bulgária e Hungria. Outro efeito colateral na Romênia foi um ressurgimento da mortalidade infantil.

É claro que você pode amarrar uma mulher grávida de pés e mãos e simplesmente negar-lhe a chance de abortar o feto — mas ninguém pode obrigá-la a amar uma criança imposta a ela pelas autoridades. Em janeiro de 1990, duas semanas após a execução de Ceaușescu, o jornalista do Daily Mail, Bob Graham, chegou a Bucareste. Ele se tornou o primeiro estrangeiro a visitar os numerosos orfanatos da Romênia. Estavam repletos de miseráveis ​​decreței.

«Currais onde crianças pequenas eram tratadas como animais. Não, pior ainda — pelo menos os animais ainda tinham coragem suficiente para fazer barulho», testemunhou ele após sua visita.

O Decreto 770 transformou a Romênia em um país de crianças abandonadas. O Estado assumiu a responsabilidade de criar um cidadão e patriota a partir de uma criança nascida à força e indesejada por seus pais. O que aconteceu?

Essas crianças também se revelaram indesejadas pelo Estado.

O jornalista inglês ficou chocado com as camas enferrujadas e em ruínas nos orfanatos, a completa ausência de brinquedos e livros, as paredes nuas sem quadros e a atmosfera sinistra e opressiva. As crianças eram como pequenos prisioneiros os seus pequenos «campos de concentração». Deveriam estar felizes com o destino que tiveram graças a Ceaușescu? Sim, receberam o dom da vida e, com ele, dor, rejeição e total inutilidade. Um preço muito alto para um presente assim...

«O cheiro insuportável de urina e o silêncio de tantas crianças. Essas são duas coisas que me chocaram e ficaram comigo para sempre», recordou Bob Graham sobre sua visita a orfanatos romenos. «As crianças ficavam deitadas em seus berços, às vezes em duplas ou trios, observando o que acontecia. Em silêncio. Era quase um mau presságio».

A geração de ​​decreței se tornou a geração mais numerosa da história romena. Eles também se tornaram a principal força motriz na derrubada do regime de Ceaușescu, seu «cisne negro» e seu retorno como um bumerangue.

Os primeiros a irem às ruas não foram os adultos intimidados e submissos a quem o Estado controlava até a vida íntima e pessoal, mas aqueles mesmos adolescentes nascidos depois de 1966, que a essa altura já eram estudantes.

Talvez tudo estivesse bem no metaverso de Ceaușescu e seus comparsas até 25 de dezembro de 1989, quando o casal de ditadores foi executado por um pelotão de fuzilamento nas dependências de uma unidade militar na cidade de Târgoviște, ao lado da parede de uma casa de banho/ banheiro de soldados... O julgamento durou apenas três horas. A própria revolução, que começou espontaneamente, durou menos de dez dias.

O momento da execução do Elena e Nicolae Ceaușescu

Centenas de jovens paraquedistas se voluntariaram para executar a sentença. Os melhores foram escolhidos. O Decreto 770 foi revogado em 26 de dezembro de 1989, um dia após a execução do casal Ceaușescu.

«O Meu Pai Voltou da Guerra»: a banda desenhada para crianças e adultos

«O Meu Pai Voltou da Guerra» é uma banda desenhada / quadrinhos, que foi criada tanto para crianças, como para adultos. Para militares que estão a regressar de férias ou a desmobilizar. 

Pode auxiliar na comunicação com as crianças, e oas crianças se pode explicar de forma compreensível o que pode acontecer a um adulto próximo. A banda desenhada está disponível gratuitamente. Pode lê-la online ou descarregá-la gratuitamente. Todos os envolvidos na sua criação têm experiência prática, tanto profissional como pessoal.

O projeto foi criado graças a Illia Shpolianskyi - fundador da ONG «Associação de Participantes e Veteranos da ATO». Militar no ativo, veterano das FAU. «Concebi esta banda desenhada antes da Grande Guerra porque, quando regressei do exército, em 2016, tinha três filhos à minha espera. O projeto foi implementado com recursos do Fundo de Veteranos Ucranianos, numa tiragem de 1.500 exemplares, mas a procura é muito maior».

O autor da banda desenhada é Olexander Koreshkov, um militar no ativo. Esta é mais uma obra sensível e brilhante de Olexander.

quinta-feira, janeiro 29, 2026

Os crimes de guerra russos na região de Kharkiv e em Odesa

No dia 27 de janeiro, as forças russas de ocupação atingiram um comboio/trêm de passageiros na região ucraniana de Kharkiv. O comboio da rota Chop–Barvinkove, que transportava 291 passageiros, incendiou-se após o ataque. Cinco passageiros morreram. 

Uma carruagem ficou em chamas e outra foi parcialmente danificada. Cinco pessoas morreram no ataque e X pessoas ficaram feridas, e o Serviços de Emergência (DSNS) estão a trabalhar no local.







A rússia constantemente ataca os civis ucranianos. O seu terror tem de ser travado agora — através de pressão internacional decisiva e de um reforço do apoio à defesa da Ucrânia. 

Cidade de Odesa sob ataque dos mísseis 

Os ocupantes russos também atacaram a cidade de Odesa, usando os mísseis anti-navio, conhecidos pela sua imprecisão bastante acentuada. Foi atingido e parcialmente destruído um prédio residencial. 

Fonte: @kazansky2017

domingo, janeiro 25, 2026

Japoneses em campos de POW na Ucrânia soviética (1946-1949)

Envelope postal americano dedicado à guerra soviético-japonesa de 1945

Em resultado da derrota militar do Japão, mais de 640 mil soldados do Exército de Kwantung tinham deposto as armas. Mais de cem mil soldados, ou seja, um em cada seis dos POW, foram mortos ou morreram em cativeiro soviético. Os campos estavam localizados por toda a União Soviética, do Extremo Oriente ao leste da Ucrânia, escreve o historiador ucraniano Vakhtang Kipiani. 

Após a vitória militar sobre o Japão, os marechais soviéticos enfrentaram a questão de o que fazer com mais de 640 mil soldados do Exército de Kwantung que haviam deposto as armas.

O jornal propagandista soviético «Nihon Shinbun» (Jornal Japonês), dirigido aos POW japoneses, foi publicado na cidade de Khabarovsk, na USSR, entre setembro de 1945 e dezembro de 1949

Em 23 de agosto de 1945, Estaline assinou a resolução nº 9898 do Comité/ê Estatal de Defesa da URSS, «Sobre o recepção, alocação e utilização laboral de 500.000 prisioneiros de guerra do exército japonês». O documento era classificado de «ultrassecreto». Decidiu-se utilizar «aqueles fisicamente capazes de trabalhar nas condições do Extremo Oriente e da Sibéria» «para o desenvolvimento da base de matérias-primas e da infraestrutura económica/ômica". Eles se tornaram escravos do GULAG, construindo os caminhos de ferro / a ferrovia Baikal-Amur, novas fábricas, portos e bases navais, minas de carvão e minério, foram usados nas áreas de exploração madeireira, etc. Cinquenta e cinco campos foram construídos para os japoneses, ou eles foram forçados a construí-los por conta própria. Mas, frequentemente, eram desembarcados na floresta, a céu aberto.

Os quadros do POW japonês Nobuo Kiuchi, que passou pelos campos laborais da Ucrânia.
«Ao som dos gritos de "Vamos, vamos!", 40 pessoas foram colocadas em um vagão de carga, com as portas trancadas hermeticamente pelo lado de fora. Os vagões eram vigiados por soldados soviéticos armados com metralhadoras. O trem, com cerca de 1.500 prisioneiros japoneses, partiu para uma longa jornada rumo ao oeste».

Grupos separados de prisioneiros foram enviados para as repúblicas soviéticas do Cazaquistão e do Uzbequistão (cerca de 70 mil pessoas no total), bem como cerca de 5.100 para Ucrânia. 

O primeiro grupo de prisioneiros do País do Sol Nascente chegou a Zaporizhia em 3 de agosto de 1946 – eram 28 oficiais, 195 suboficiais e 1.078 soldados. Os japoneses trabalharam nos territórios de cinco regiões do leste da Ucrânia, em particular nas cidades de Kharkiv, Chuhuiv, Izyum, Sloviansk, Artemivsk e outras, bem como em dezenas de postos de concentração localizados em vilarejos e assentamentos entre as cidades, ao longo da rodovia Kharkiv-Debaltseve. 

Como descreveu Ivan Pylnyk, ex-vice-chefe de um dos campos «ucranianos»: «em geral, a administração tratava os japoneses de forma humana – eles não eram alemães! Os japoneses encaravam o trabalho com boa-fé e executavam diligentemente as obras de construção da estrada». 

A falta de tradutores de japonês obrigou os oficiais do MGB a recorrer a métodos não convencionais no processo de recrutamento de agentes. Trata-se, por exemplo, da «utilização de agentes entre os prisioneiros de guerra alemães para encontrar pessoas que falassem russo entre a população japonesa». 

Em 1 de maio de 1947, havia 25 delatores do MGB entre o contingente japonês do Campo nº 415 de Kharkiv. 

«Usando um relatório de um agente interno do campo, um alemão com o nome operativo de «Cegonha», que relatou que Narita Seihiro (então responsável pela cozinha japonesa no campo) havia entregado um quilo de arroz ao seu cozinheiro, um prisioneiro de guerra alemão, os agentes começaram a chantagear os jovens japoneses durante o interrogatório. Narita, temendo ser responsabilizado criminalmente pelo roubo do arroz, concordou em cooperar e forneceu os nomes de 13 colegas oficiais que falavam russo».

«Quem não trabalha, não come. Começamos imediatamente a trabalhar quebrando pedras. Com um pé de cabra na mão, você fica diante de um bloco de pedra e cumpre a cota diária — um metro cúbico por pessoa. O trabalho em uma brigada de quatro pessoas é ainda mais terrível, porque a carga de trabalho quadruplica, incluindo o trabalho de um carregador e um estivador».

Os oficiais de MGB procuravam não apenas os POW com pouca resistência, mas principalmente pretendiam descobrir as «categorias opostas, ideologicamente e de classe, da sociedade japonesa»: polícias, funcionários do governo, sacerdotes xintoístas, industriais e banqueiros, comerciantes, negociantes, donos de restaurantes e grandes proprietários de terras. 

Em paralelo, os MGBistas tentavam achar os membros do destacamento nº 731 do Exército de Kwantung, que eram acusados, pelas autoridades soviéticas, de «se dedicar, principalmente, à pesquisa de agentes ativos de guerra bacteriológica e métodos de sua aplicação». 

De acordo com as estatísticas oficiais do Departamento de Prisioneiros de Guerra e Internados do Ministério do Interior da RSS da Ucrânia, em 1 de janeiro de 1949, restavam apenas 29 japoneses étnicos nos campos do GULAG. «É provável que sobre eles os órgãos operacionais dos campos conseguiram encontrar material incriminatório e preparavam os processos para a sua transferência aos Tribunais Militares». Sabe-se que pelo menos um POW japonês esteve no campo de prisioneiros de Dnipropetrovsk no verão de 1950. 

Mais de cem mil, ou seja, um em cada seis dos prisioneiros, morreram ou faleceram em cativeiro soviético. Até recentemente, acreditava-se que 165 prisioneiros de guerra japoneses permaneciam para sempre no território da Ucrânia (na região de Estalino (atual Donetsk) – 94, Zaporizhia – 42, Kharkiv – 27, Dnipropetrovsk – 2). Mas os pesquisadores ucranianos provaram que o número de mortes documentadas chegou a 212, apesar de um conjunto significativo de documentos ainda ser inacessível aos historiadores. Segundo a política russa dos arquivos militares e dos serviços secretos russos. 

«A inveja do prato alheio é a mesma em todo lugar. Como os pratos japoneses parecem maiores, os alemães lançam olhares de maldade. Eles comem pão e sopa, nós comemos papa/mingau de arroz, sopa de missô e assim por diante».

Uma característica interessante do sepultamento dos corpos dos japoneses falecidos foi descoberta na cidade de Slavyansk. Em sepulturas separadas, ao lado dos falecidos, foram colocadas cápsulas de vidro com dados pessoais sobre eles, incluindo apelido/sobrenome, nome e local de residência. 

A maior necrópole japonesa na Ucrânia é o chamado «Novo Cemitério (Cemitério nº 2)», na cidade de Druzhkivka, na Donbas. Os cidadãos japoneses falecidos eram enterrados aqui em um local separado. No total, de 6 de outubro de 1946 a 30 de agosto de 1948, 106 pessoas desse contingente foram sepultadas no cemitério. 

O coletivo de autores encontrou as memórias escritas por um ex-soldado do exército imperial, Mizushima Shohei, que narra suas andanças pela Ucrânia. A família do soldado autorizou a publicação e tradução das memórias: «Embora eu não queira me lembrar, eu me lembro. Saiam mais lágrimas do que palavras. No entanto, para deixar um legado para as crianças que não viram a guerra, estou me dedicando a esta difícil escrita... Quantas vezes pensei em morrer, e a cada vez me faltava coragem...» Foi tão terrível que, mesmo no dia da libertação, quando todos dançavam, o narrador se lembrava da dor e do medo.

sábado, janeiro 24, 2026

As expectativas de vida de um mercenário do exército russo

As expectativas de vida de um mercenário estrangeiro do exército russo na sua campanha de ocupação da Ucrânia é de apenas 4 meses. Após analisar as informações disponíveis, constata-se o seguinte: 42% dos mercenários morreram nos primeiros 4 meses de serviço no exército russo. 

Esse indicador comprova, mais uma vez, que nenhum dos comandantes russos se preocupa com a preservação do seu pessoal. Principalmente quando se trata de estrangeiros. Mercenários são usados ​​puramente como «carne de canhão» / «boi para piranha», sem qualquer treino/amento especial. Assina o contrato (em russo), recebe a uniforme e um Kalashnikov (às vezes nem recebe) - «vá em frente»! 

Com este infográfico, também lembramos àqueles que pensam em assinar um contrato em busca de «boas condições» na rússia, que ir para a guerra como parte das forças armadas russas é uma passagem só de ida. Militares russos já começaram a anunciar (https://t.me/hochu_zhyt/4363) números de baixas, ainda que subestimados, mas monstruosos, na casa das centenas de milhares de mortos. Entre eles, estão milhares de estrangeiros que pensavam conseguir a cidadania russa, mas que foram enganados ou enviados à força para o abate. Esse número cresce diariamente e continuará crescendo enquanto os governos dos seus países de origem permitirem que seus cidadãos sejam recrutados para a morte certa. 

Salve a sua vida e entrega-se às FAU: t.me/spasisebyabot

Ligue para +38 044 350 89 17 e 688 (somente de números ucranianos)

Escreva ao Telegram ou WhatsApp:

  • +38 095 688 68 88
  • +38 093 688 68 88
  • +38 097 688 66 88 

Kyiv e Dnipro alvo de ataques russos e da solidariedade polaca

A rússia continua a usar as temperaturas baixas do inverno para aterrorizar os civis ucranianos, atacando os prédios de apartamentos e infraestrutura energética. Os moradores de Kyiv usam as estações do metro para se proteger dos ataques russos. 









FotosYan Dobronosov

Um drone russo também atingiu a fábrica de chocolate de Kyiv, «Roshen», a propaganda russa se apressou chamar a fábrica de «unidade de produção de drones». Os ocupantes russos não perdem por usar a velha tática usada pelos soviéticos no Afeganistão e pelos russos na Síria: todos os civis mortos são classificados de «militares da NATO» e todas as instalações civis atingidas de «fábricas de armamento»:



Nas vésperas, na  tarde do 22 de janeiro um drone de ataque russo atingiu um prédio residencial em Dnipro. Vários apartamentos foram danificados. Com essas ações, os ocupantes russos demonstram mais uma vez que não cogitam nenhuma trégua.










Fotos: Yan Dobronosov 

O prefeito de Varsóvia, Rafal Tszaskowski, informou que Varsóvia enviou 90 geradores a Kyiv para apoiar instalações de infraestrutura essenciais e salvar pessoas que estão atingidos pelo frio devido à ação de ocupantes russos que se autodenominam «povo irmão».

Fonte: TG canal @kazansky2017

domingo, janeiro 18, 2026

Militares judeus nas Forças Armadas da Ucrânia

Foto original: Michael Star

Militares judeus nas Forças Armadas da Ucrânia (FAU): porque é que a guerra na Ucrânia não «desapareceu das capas de jornais» para eles — The Jerusalem Post. Enquanto a agenda mundial muda, para aqueles que estão na linha da frente, a guerra não se tornou um pano de fundo.

O Jerusalem Post, no seu artigo de 15 de janeiro de 2026, conta a história de militares judeus que servem nas fileiras das FAU — sem sentimentalismos, sem slogans, com a compreensão do preço de cada dia. 

Não estamos a falar de histórias abstratas, mas de pessoas reais: 

• Moshe Byzsemov de Mykolaiv é o comandante de uma unidade de drones de reconhecimento. Serve desde 2018, manteve-se na linha da frente mesmo após ter sido ferido e prolongou o seu contrato após o início da guerra em grande escala (24.02.2022). 

• Andriy Chernetsky — condutor de um veículo blindado. Esteve na batalha de Bakhmut e foi ferido três vezes. O artigo descreve um episódio em que quebrou o protocolo e parou o blindado BMP para resgatar um soldado ferido sob os escombros. 

• Tsvy-Hirsh (Gryhoriy) Zvergazda era cozinheiro e pai de dois filhos. Morreu na direção operativa de Kherson. Após a guerra, sonhava abrir um restaurante kosher com a estrela Michelin em Odesa. 

• Andriy Korovsky de 32 anos era um professor da escola Chabad e operador de drones. Regressou à linha da frente após ter sido ferido e morreu em combate devido a um ataque cardíaco. 

• Maksym Nelypa foi um ator e apresentador de TV ucraniano. Deixou a televisão no início da guerra, combateu e morreu em maio de 2025. Na altura, o seu filho servia na brigada «Golani» das Forças de Defesa de Israel. 

Benjamin «Nemo» Ásher era um voluntário judeu da Hungria, soldado das FAU, morreu no campo de batalha a Ucrânia; o seu nome é mencionado no contexto da sua ajuda nos funerais judaicos. 

• O rabino Mayer Stambler é o chefe da Federação das Comunidades Judaicas da Ucrânia, que coordena a assistência às famílias dos falecidos e a organização de funerais de acordo com a tradição judaica. 

• O rabino-tenente Yakov Sinyakov é um capelão militar que trabalha diretamente com os soldados na linha da frente: apoio psicológico, orações, conversas, ajuda aos recrutas. 

Um ponto importante a destacar é a escala da participação. 

Não existem «estatísticas judaicas» oficiais no exército ucraniano, mas, segundo as estimativas dos representantes das comunidades judaicas, entre 100 à 200 judeus ucranianos possivelmente já morreram na guerra desde 24.02.2022. Ao mesmo tempo, o número de judeus que servem nas FAU da Ucrânia é aproximadamente, no mínimo, o dobro do número de judeus que já morreram. 

Não se trata de uma questão de contagem, nem de uma disputa sobre números. Os números demonstram apenas que não estamos a falar de histórias individuais, mas sim de uma camada significativa da sociedade que paga o mesmo preço da guerra que todos os outros. 

Blogueiro: ao mesmo tempo, aproximadamente, zero palestinianos/nos fazem parte das FAU. Apesar, de que milhares de palestinos, estudaram na Ucrânia durante cerca de cinco décadas, muitos, de uma forma gratuita, vários deles constituiram as famílias e acabaram por ficar à viver na Ucrânia...

Tempos da guerra. Postais de inverno da Ucrânia

A rússia usa as temperaturas baixas do Inverno para aterrorizar os civis ucranianos, atacando os prédios de apartamentos e infraestrutura energética. Os ucranianos enfrentam o Inverno sem eletricidade, aquecimento e água durante muitas horas ou até dias.






Mas não desistem. Os operários do setor energético ucraniano trabalham dia e noite para restaurar a luz e o aquecimento. Pontos de Invencibilidade abrem-se por todo o país. Vizinhos ajudam-se mutuamente.

Ucrânia mantém-se firme.

Esteja ao lado da Ucrânia.

Glória à Ucrânia!

sábado, janeiro 17, 2026

Os mercenários africanos na rússia: «carvão descartável»

Um excelente vídeo promocional de «bons empregos na rússia» para os estrangeiros. Não importa se são africanos, latino-americanos ou asiáticos. A voz-off russa deixa tudo muito claro: assinou o contrato com exército russo? Prepare-se para se tornar mais uma unidade descartável.

O vídeo à seguir mostra um mercenário africano chamado Francis, que foi requalificado pelos russos, à força, passando de soldado de infantaria à kamikaze, que carrega, amarrada, ao seu corpo, uma bomba de fumaça, a UDSh-U. O próprio Francis, visivelmente, não ficou nada contente com esta «promoção», mas acaba por sofrer as consequências de tentar construir o seu próprio «futuro melhor», baseado no sofrimento e nas mortes dos ucranianos. A voz do militar russo (liquidado pelas FAU, o vídeo foi extraído no seu telemóvel) explica, que hoje Francis servirá de «abre-latas», ou seja, será lançado contra as posições ucranianas, unicamente, para que os ocupantes russos tentarem detectar as suas localizações exatas. 

Para o ministério da defesa russo, os cidadãos dos países africanos são uma verdadeira mina de ouro: não falam a língua russa, acreditam facilmente em qualquer mentira sobre empregos «bem remunerados» e estão prontos para assinar qualquer documento sem o ler. Mais importante ainda, são baratos e ninguém se importa com as suas mortes, ninguém será responsabilizado. Estamos certos de que veremos vídeos como este vezes sem conta – em vários países onde a rússia recruta «carne para canhão» / «boi de piranha», os governos locais não interferem, e até colaboram tacitamente com Moscovo/ou nesta questão, enviando deliberadamente os seus cidadãos para a morte certa. 

Num outro caso, Richard Akantoran, cidadão da Uganda, foi para a rússia em busca de trabalho. O agente prometeu-lhe um emprego num supermercado, numa fábrica ou como segurança no aeroporto. Para um homem que ganhava 50 dólares por mês, a oferta parecia tentadora. Chegou pedir dinheiro emprestado para comprar a passagem / o bilhete para Moscovo/ou. 

Ao chegar à rússia, ele e outros três ugandeses foram imediatamente levados para uma instalação militar em Balashikha, onde os literalmente obrigaram a assinar os contratos. Depois disso, foram prontamente enviados para a linha da frente num abrigo improvisado e infestado de insetos. Akantoran escapou por pouco, assim como o seu amigo queniano, Evans Kibet, que, na primeira oportunidade, conseguiu fugir do local, se rendendo aos militares ucranianos.

Para saber mais sobre como o governo russo está a recrutar estrangeiros para combater na Ucrânia, veja o documentário ucraniano “Mercenários”:

Salve a sua vida e entrega-se às FAU: t.me/spasisebyabot

Ligue para +38 044 350 89 17 e 688 (somente de números ucranianos)

Escreva ao Telegram ou WhatsApp:

  • +38 095 688 68 88
  • +38 093 688 68 88
  • +38 097 688 66 88