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| Navio «Arctic Metagaz» apĂłs ser atacado por um drone marĂtimo |
De acordo com duas fontes lĂbias, mais de 200 oficiais e especialistas ucranianos estĂŁo destacados no oeste da LĂbia com o consentimento do governo de Tripoli, liderado por Abdelhamid Dbeibah.
A RFI informa que as tropas ucranianas estĂŁo presentes em trĂŞs instalações. Entre elas, a base da Academia da Força AĂ©rea em Misrata (que tambĂ©m alberga forças turcas e italianas, o Comando Africano dos EUA e um centro de inteligĂŞncia britânico) e uma base na cidade de Zawiya, aproximadamente 50 quilĂłmetros a norte de Tripoli, perto do complexo de petrĂłleo e gás de Mellita. Esta base está totalmente equipada para lançar drones aĂ©reos e marĂtimos.
Outro local Ă© utilizado para reuniões de coordenação entre as forças armadas ucranianas e o exĂ©rcito lĂbio. Está localizado no territĂłrio da 111ÂŞ Brigada, na estrada para o Aeroporto de Tripoli.
Segundo fontes da RFI, o navio «Arctic Metagas» foi atacado por um drone de superfĂcie Magura V5, de fabrico ucraniano, lançado de uma base prĂłxima de Mellita e que atingiu a casa das máquinas da embarcação.
De acordo com a RFI, o acordo sobre a presença de tropas ucranianas foi assinado em outubro de 2025 ao pedido oficial do adido militar ucraniano na ArgĂ©lia, Andriy Bayuk. Em troca, TrĂpoli recebe treino para as suas forças armadas, incluindo o uso de drones. O acordo de longo prazo prevĂŞ o fornecimento de armas e investimentos ucranianos no sector petrolĂfero da LĂbia, segundo a RFI. As autoridades ucranianas nĂŁo responderam ao pedido de informação da RFI.
No inĂcio de março, um incĂŞndio deflagrou a bordo do navio-tanque «Arctic Metagas», que navegava sob bandeira russa e transportava mais de 60 mil toneladas de gás natural liquefeito. A embarcação encontrava-se no Mar Mediterrâneo, entre Malta e a LĂbia, na altura do incidente. A tripulação foi evacuada, mas o navio-tanque, que sofreu um rombo no casco, permaneceu Ă deriva no mar com a sua carga de gás natural liquefeito a bordo. A rĂşssia afirmou que o navio foi atacado por drones marĂtimos ucranianos.
Posteriormente, a Corporação Nacional de PetrĂłleo da LĂbia anunciou que iria tomar a conta da embarcação, planeando rebocá-la para o porto. No entanto, poucos dias depois, a Autoridade Portuária e MarĂtima da LĂbia informou que «a operação de reboque falhou».
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| General do GRU Andrei Averyanov, foto: Getty Images |
AlĂ©m disso, a RFI informa que o ataque ao petroleiro da frota-sombra russa «Qendil», em dezembro de 2025, resultou, muito provavelmente, na morte de Andrei Averyanov, o general da inteligĂŞncia militar russa GRU, responsável por sabotagens e assassinatos no estrangeiro.




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