sexta-feira, janeiro 10, 2020

Vídeo mostrando o momento em que míssil iraniano atinge o vôo PS572D

Novo vídeo alegando mostrar um momento em que um míssil iraniano terra-ar atingiu o voo PS572 da companhia ucraniana nos arredores de Teerão, no Irão. Se este vídeo for preciso, parece um ataque da defesa anti-aérea iraniana.

A comunidade OSINT internacional Bellingcat analisou um novo vídeo aparentemente mostrando uma explosão no ar perto de Teerão. A geolocalização do vídeo indica ser filmado no oeste de Parand, um subúrbio de Teerão, nas coordenadas 35.489414, 50.906917. A câmera está voltada para nordeste – em direção à trajetória de voo de #PS752. Ao medir o tempo que levou a câmera capturar a explosão, foi estimada a distância do evento (círculo vermelho), cruzada com a geolocalização do vídeo e a trajetória de vôo do #PS752 (extraída do FlightRadar24)
Análise do Bellingcat


quinta-feira, janeiro 09, 2020

Boeing 737-800 ucraniano foi abatido pelo sistema iraniano Tor-M1

No local da queda do avião ucraniano alegadamente foi achado a parte frontal do míssil guiado 9M331 (9M330), que faz parte do sistema Tor-M1, em uso da defesa anti-aérea do Teerão e do exército iraniano.
Neste momento essa alegação necessita de confirmação, é de notar que o sistema Tor-M1 foi ativamente usado na guerra de Síria e na fase mais ativa dos combates da guerra russo-ucraniana no leste da Ucrânia em 2014-15.
Alguns peritos sentem reticências em confirmar a data e local da foto, outros apontam semelhanças de geolocalização entre as fotos e o local, nos arredores de Teerão, onde se depenhou o avião ucraniano.
Bloco de alimentação do sistema de mísseis Tor-M1 
A Organização de Aviação Civil de Irão divulgou o relatório preliminar sobre a investigação da queda do Boeing ucraniano. Especialistas iranianos acreditam que ao bordo do Boeing surgiram problemas técnicos.
A segunda foto dos destroços do 9M331 que foram encontrados perto de um local de queda de Boeing ucraniano
O Conselho da Defesa e Segurança Nacional (RNBO) da Ucrânia anunciou como as principais versões do acidente do Boeing em Teerão um ataque de míssil antiaéreo, um ataque terrorista e uma explosão de motores por razões técnicas.
As autoridades iranianas usando as máquinas pesadas no local da queda do avião...

quarta-feira, janeiro 08, 2020

Boeing ucraniano cai ou é abatido nos arredores de Teerão

Em Teerão, um avião ucraniano caiu. Anteriormente, na mesma noite, o Irão lançou um ataque aéreo contra uma base militar dos EUA no Iraque – não se sabe se existe alguma conexão entre esses dois eventos.
O que aconteceu: Boeing 737-800 de Ukrainian International Airlines (UIA) do voo #PS752 caiu na cidade de Parand à cerca de 20 km de Teerão (pela informação da Direcção das Situações de Emergência do Irão, a grande maioria dos passageiros eram iranianos). 
As primeiras fotos que indicam que o avião ucraniano pode ser abatido por um míssil
Pelos dados do Conselho da Defesa e Segurança da Ucrânia (RNBO) ao bordo seguiram 11 ucranianos, 2 passageiros e 9 tripulantes. Pouco antes disso, na mesma noite, o Irão lançou um ataque aéreo contra uma base militar dos EUA no Iraque. Não se sabe se estes dois eventos estão relacionados.
As fotos da tripulação e dos pilotos ucranianos
Havia 167 passageiros e 9 tripulantes a bordo do avião, todos morreram. Como resultado do ataque no Iraque, os cidadãos dos EUA não foram afetados. Existe a hipótese levantada pela media árabe de que o avião ucraniano foi abatido pela defesa anti-aérea do Irão, confundindo o avião de passageiros com o ataque aéreo de retaliação dos EUA.
Ver mais fotos
Mais info sobre o voo #PS752


segunda-feira, janeiro 06, 2020

A ninfeta do Polanski partiu

A historiadora Oksana Boruszenko faleceu. Professora reformada/aposentada da Universidade Federal do Paraná, doutora nota 10 em Munique, cidadã honorária do Canadá e, naturalmente, de Curitiba, ucraniana de berço e brasileira de espírito.


Dois folclores cercam esta mulher que é uma remanescente da Torre de Babel. O primeiro registra que ela falava as línguas mortas, as moribundas e as exóticas de quebra. O segundo folclore que acompanhava Oksana Boruszenko vem de suas origens. Com os pais ucranianos e nascida em Varsóvia (Polónia/Polônia) por mero acidente geográfico (ali estava o hospital mais próximo), diz a lenda que Oksana foi a primeira ninfeta do cineasta Roman Polanski, porque dormiram no mesmo quarto. “É daí que vem o folclore”, explicou essa cidadã do mundo, curitibana de raro bom-humor: “Moramos durante 5 meses com a família Polanski, dividimos apartamento, com fraldas e tudo o mais, minha irmã era recém-nascida. Essa história de dizer que sou a primeira ninfeta do Polanski foi criada pelo jornalista Aramis Millarch. Encontrei Polanski anos mais tarde (1975), em Nova York, numa manifestação de artistas ucranianos. Foi ele, pelo sobrenome, que me reconheceu. Nessa manifestação estavam John Derek, Debbie Reynolds, Kim Novak, todos ucranianos”.

“La Boruszenko” só foi reencontrar Polanski três anos depois, em Paris. Ele esteve no Brasil, num Carnaval, mas eles dessa vez não se encontraram, só falaram por telefone.

A “primeira ninfeta de Polanski” já não lembrava mais quantas vezes atravessou o Atlântico. Mas da primeira vez não tinha como esquecer: “A guerra nos pegou na fronteira com a Checoslováquia, onde meu pai trabalhava na fábrica de porcelanas Rosenthal. Com o fim da guerra, passamos para a zona de ocupação americana para podermos emigrar. Primeiro pensamos na Tunísia. Depois tentamos o Canadá, mas não fomos aceites no exame médico pelas manchas no pulmão de minha irmã Larissa (pianista [ucraniano-brasileira]). Eram restos de pneumonia, não tuberculose. Como o Brasil aceitava toda e qualquer manchinha, cá estamos. Viemos num porão de navio (de nome Campana) depois fomos despejados na Ilha das Flores (Rio de Janeiro), tomamos um trem e desabamos em Marechal Mallet (PR)”.

Conhecer o apartamento de Oksana em Curitiba foi conhecer o mundo de uma mulher confortável e feliz. É uma casa de bonecas (sem qualquer alusão a Ibsen), onde recebia os amigos para o “borscht” (sopa de beterrabas), quando mostrava os objetos, tapetes e quadros ucranianos da decoração, quando desfilava sua coleção de sombrinhas: Oksana as odeia, mas carrega pelo menos meia dúzia a cada viagem, para dar de presente às amigas de Curitiba, esta cidade sua maior paixão.
Oksana Boruszenko com a camisa bordada e condecoração ucraniana Condessa Olga
@Facebook da Oksana Boruszenko
Doutora Oksana Boruszenko já foi menina entre dois mundos, pouco à vontade em qualquer deles. Deixou nosso convívio como cidadã de dois mundos e do universo, com a universalidade que lhe conferiram a rara cultura e um grande coração. Onde cabiam muito mais amigos, pra cá e pra lá do oceano, que os 50 pares de sapatos que gostaria de usar ao mesmo tempo, se possível fosse ser a centopeia da sua fantasia”.

Blogueiro: doi muito, ver partir a gente do calibre da Dra. Oksana Boruszenko, gente que já “não se fabrica”, gente, que se vingou, contra tudo e contra todos, neste novo e maravilhoso mundo novo, que para ela e sua família se tornou o Brasil...

quinta-feira, dezembro 12, 2019

A 1ª guerra na Chechênia vista e registada pelo fotógrafo ucraniano

Em dezembro de 1994 começou a 1ª Guerra da Chechênia. Uma das testemunhas oculares do sucedido era fotógrafo ucraniano Efrem Lukatsky da agência The Associated Press.  

Dezembro de 1994. Grozny, Chechênia. Cercado pelo exército russo a cidade resistia. Era muito difícil entrar na urbe. As estradas eram controladas pelo exército russo. Surgiram as notícias que aviação russa começou bombardear os bairros residenciais. Poucos jornalistas, geralmente ocidentais, contemplavam os edifícios danificados, ouviam as histórias [dos sobreviventes].

Como fotógrafo, tinha que ser testemunha dos acontecimentos, por isso estava na praça central da cidade. A guerra que começou notava-se unicamente pelo maior número das pessoas fardadas e os anciãos chechenos com punhais junto à cintura. Os homens estavam reunidos em grupos pequenos, trocando as notícias. As pessoas carregavam as pastas, havia muitas mulheres e crianças.
Câmara fotográfica tem 36 fotos, antes de tirar cada foto, fotógrafo procura um bom enquadramento. Estava no meio da rua, quando, rasgando as ares, um avião militar russo fez o voo rasante. Está ameaçar, pensou o fotógrafo. Mas logo seguiram-se as explosões, depois gritos, barulho dos galhos quebrados e vidros despedaçados. Caiu de joelhos, protegendo a câmara e pensando sobre o número de fotos que ficaram disponíveis. Era preciso tomar a exposição certa, a terra estava coberta pela neve branca...   

Não muito longe, a cabeça de um transeunte explodiu como uma melancia, que foi atingida por um enorme martelo. Um conjunto de entranhas, misturadas com sangue explodiu da boca da sua companheira de viagem, que estava alguns passos atrás dele, acompanhado por um som semelhante ao barulho de um saco de papel rasgado. Seu coração estava na neve e continuava pulsando. Não consegui captar o olhar dela, ela olhava para o seu próprio coração e depois caiu com a mão estendida na sua direção.

Pelo que vi, fotógrafo perdeu nitidez no seu cérebro, tudo ficou turvo.
Alguém tentou escapar, outros ficaram pasmados, sem saber o que fazer.
As pessoas correram para os mortos e feridos, tentando ajudar de alguma forma.
Fotógrafo tirava as imagens, desligando a consciência e tentando capturar o enredo ao máximo possível. Depois parou um velho Lada, com três militantes lá dentro, com panos verdes na testa, armadas com AK´s. “Sou jornalista, preciso chegar à Inguchétia, onde tenho um transmissor de fotos para a minha editora. É muito importante transferir as fotos para a editora”, disse. “De onde você é?” perguntou o homem do banco da frente. “Ucrânia”, respondi. “Ah, Ucrânia ... nossos irmãos”, disse ele. “Entre, levaremos-o até onde pudermos”.

Junto ao cemitério, o carro parou. Eles saíram e começaram a orar. “Quem sabe, talvez estejamos aqui amanhã”, disse um deles.

Andamos fora das estradas, fotógrafo não entendia o que eles estavam dizendo, o passavam de mão em mão para pessoas diferentes. Com grande risco [de vida] para os guias, fotógrafo chegou à Inguchétia e ao seu transmissor de satélite.

No dia seguinte, os jornais de todo o mundo publicaram a sua foto nas primeiras páginas.
As pessoas carregam uma mulher ferida durante o bombardeio russo do centro de Grozny.

fonte

quarta-feira, dezembro 11, 2019

Irmandade da Floresta – guerrilha anti-soviética nos Países Bálticos

O projecto THE COLD WAR apresenta um curto, mas informativo vídeo sobre a história da resistência anti-comunista nos Países Bálticos, conhecida genericamente como “Irmandade da Floresta”.

Ler mais:
Resistência ucraniana na Lituânia

terça-feira, dezembro 10, 2019

O mapa de reassentamento de ucranianos no mundo, 1920

O mapa de reassentamento de ucranianos no mundo (1920). Editora: “Kyiv”, impressão em Viena, autor do mapa Yuri Hasenko (1894-1933), diplomata, político, escritor e cartógrafo ucraniano na Diáspora.
Fonte: Wikipédia

sábado, dezembro 07, 2019

Ucrânia celebra o Dia das suas Forças Armadas

No dia 6 de dezembro Ucrânia celebra o Dia das Forças Armadas (FAU) – neste dia, em 1991 foi adotada a Lei “Sobre a Defesa da Ucrânia”, a base do aniversário das Forças Armadas. Ucrânia conquistou a sua independência em 1991, mas até 2014 o exército ucraniano permaneceu em grande parte soviético – acreditava-se que Ucrânia não tinha inimigos, que estava cercada por “amigos e irmãos” e não precisava do exército. No período 1991-2014, FAU reduziam constantemente o seu armamento e, em 1996, Ucrânia abriu às mãos à sua capacidade nuclear.

Tudo mudou em 2014, com o início da agressão militar híbrida russa no leste da Ucrânia – em 2014-2015, Ucrânia e os ucranianos, de fa(c)to, responderam novamente às perguntas – o que é um exército, para que serve, como deve funcionar e como deve ser armado. Agora, no final de 2019, podemos dizer que o exército ucraniano passou no teste do tempo com sucesso.

História do exército ucraniano

A formação das Forças Armadas da Ucrânia em seu sentido moderno (para proteger a integridade territorial da Ucrânia e dos ucranianos como nação), coincide com o fim da I G.M. e com o colapso do império russo, quando Ucrânia proclamou a sua 1ª república – República Popular da Ucrânia (UNR). Até 1921, a UNR foi derrotada, e o território da Ucrânia foi dividido entre dois oponentes mais fortes – a Polónia, por um lado, e a Rússia soviética, por outro. Durante muitos anos, Ucrânia não teve nem independência, nem o seu exército.
Uma nova etapa na formação das Forças Armadas começou em 1991, após a proclamação da Independência em 24 de agosto de 1991. O Parlamento (Rada Suprema) da Ucrânia tomou sob a sua jurisdição todas as unidades militares da antiga URSS, localizadas em território ucraniano. Também em agosto de 1991, foi criado o Ministério da Defesa da Ucrânia.

Sob a jurisdição da Ucrânia ficaram 14 divisões de infantaria motorizada, 4 – de blindados e 3 de artilharia; 8 brigadas de artilharia, 4 brigadas de forças especiais, 9 brigadas de defesa aérea, 7 regimentos de helicópteros de combate, 3 exércitos aéreos e um exército especial de defesa anti-aérea. Naquela época, Ucrânia possuía armas nucleares – tinha 176 mísseis intercontinentais equipados com um total de 1272 ogivas nucleares, além de cerca de 2.500 armas nucleares táticas. No total, em 1991, o número de tropas ucranianas totalizou cerca de um milhão de pessoas.

Estado das Forças Armadas da Ucrânia até 2014

Desde 1991 Ucrânia começou uma redução maciça e em larga escala dos diversos ramos do seu exército. O primeiro estágio dessa redução ocorreu em 1991-1996 – pela primeira vez na história da humanidade, um Estado abandonou voluntariamente a posse de armas nucleares, e os números das tropas e de armamento também começou a declinar acentuadamente.
A segunda fase da redução das FAU ocorreu no meio da década de 2000, entre 2001 à 2014 Ucrânia teve 9 ministros da Defesa. As propriedades militares, máquinas e equipamentos eram simplesmente vendidos, o valor aproximado da propriedade militar da Ucrânia valia, aproximadamente, cerca de 90 biliões de dólares, uma grande parte dessa propriedade foi vendida à um custo baixo, por vezes ao preço de sucata. Por exemplo, em junho de 2006, foi assinado um acordo sobre a destruição de 1.000 MANPADS, 1.500.000 armas de pequeno calibre e 133.000 toneladas de munição em 10 anos.

Acreditava-se que ninguém atacaria Ucrânia – a segurança de suas fronteiras era garantida pelo Memorando de Budapeste (em troca da qual a Ucrânia concordou em desistir de suas armas nucleares), e apenas “amigos e irmãos” cercavam o país.

Um dos melhores exércitos da Europa

Tudo mudou no início de 2014 – com o início da agressão armada russa no leste da Ucrânia. O exército ucraniano não estava pronto para este cenário. A liderança militar fugiu para a Rússia – junto com o ex-presidente Yanukovych, foi o ministro da Defesa Pavel Lebedev, o chefe do Ministério do Interior/da Administração Interna e várias figuras importantes escaparam por lá. O exército era ineficaz – nas unidades de blindados de dez tanques, na melhor das hipóteses, havia dois operacionais, não havia peças sobressalentes e combustível, não havia fardamentos e apoio da retaguarda. As unidades das Forças Armadas que operam em 2014 no leste da Ucrânia sofreram sérias perdas em equipamentos e pessoal.
Desde o início de 2015, começa a formação de um novo exército ucraniano – os orçamentos militares aumentam significativamente, a composição e o número de unidades são reformatados, o exército está equipado com novos equipamentos militares e é finalmente desovietizado – todos os nomes soviéticos foram removidos e as unidades de forças especiais, fuzileiros navais e tropas aerotransportadas são redesenhadas de acordo com os padrões da NATO/OTAN. No final de 2018, as Forças Armadas da Ucrânia começaram a introduzir elementos de um sistema automatizado unificado de comando e controlo/e de tropas – o que permite responder melhor às ataques e reduzir significativamente as perdas de pessoal.

Um dos pontos importantes no novo exército ucraniano foi o controlo/e popular – os voluntários e ativistas civis monitorizam quase todas as unidades das Forças Armadas, impedindo, ou dificultando ao máximo, os roubos – todos os casos conhecidos são anunciados imediatamente nas redes sociais e tornam-se públicos.

Essas reformas sistémicas tornaram possível ao exército ucraniano se tornar um dos exércitos mais poderosos da Europa – segundo especialistas, em 2017, as Forças Armadas da Ucrânia estavam entre os 30 melhores exércitos do mundo (entre 126 nações) e entre os 10 exércitos mais poderosos da Europa (incluindo os estados da NATO/OTAN).

Adeus 23 de fevereiro

Anteriormente, os militares ucranianos continuaram a celebrar a data militar soviética de 23 de fevereiro, como se fosse a data comemorativa ucraniana. Tudo isso mudou em 2014 – quando ficou claro quem é amigo e quem é inimigo da Ucrânia.
Parece que a formação de um novo e forte exército ucraniano foi facilitada não apenas pela guerra, mas também pelo entendimento dos ucranianos do fa(c)to de que agora eles estão formando a força que realmente os protegerá – q e não permitirá mais deportações ou fomes. Algo semelhante aconteceu no Israel após II G.M., quando os israelitas perceberam que apenas as TSAHAL/IDF, unidos, armados e treinados pelos próprios evitará o “abraço fraterno” na forma de fornos de crematório.

Se/quando Ucrânia algum dia for admitida na NATO/OTAN, as FAU se tornarão uma parte digna dela.

Fotos: Internet | Texto: Maxim Mirovich

quinta-feira, dezembro 05, 2019

Ajudar aos EUA, recebendo 5 milhões de dólares em recompensa

O Escritório de Controlo de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro dos EUA tomou medidas contra a “Evil Corp.”, a organização cibercriminosa da Rússia responsável pelo desenvolvimento e distribuição do malware Dridex.

O Departamento de Estado dos EUA oferece uma recompensa de 5 milhões de dólares por informações sobre um hacker russo Maxim Yakubets (conhecido como organizador do “Evil Corp.”), mas que também “fornece assistência direta aos esforços maliciosos do governo russo em crimes cibernéticos”.

Os departamentos de Justiça e da Tesouraria dos EUA tomaram medidas na quinta-feira contra um grupo hacker russo conhecido como “Evil Corp.”, que roubou “pelo menos” 100 milhões de dólares de bancos, usando software malicioso que roubava credenciais bancárias, de acordo com um comunicado de imprensa conjunto.

“Evil Corp.”, é um nome que recorda a principal corporação malévola do popular série televisiva “Mr. Robot”, e é dirigido por um grupo de pessoas com sede em Moscovo, na Rússia, que têm anos de experiência e relacionamentos confiáveis e bem desenvolvidos entre si”, de acordo com comunicado de imprensa do Departamento do Tesouro.
Ler mais: como funcionava a fraude
No total, a ação americana tem como alvo 17 indivíduos associados à organização, incluindo o líder da Evil Corp., Maksim Yakubets. O Departamento de Estado ofereceu uma recompensa de 5 milhões de dólares por informações sobre Yakubets.

Além de suas atividades puramente criminosas no espaço cibernético, Yakubets, “também fornece assistência direta aos esforços cibernéticos maliciosos do governo russo, destacando o alistamento de cibercriminosos pelo governo russo para seus próprios fins maliciosos”, de acordo com o Departamento do Tesouro.

Ler mais:
https://home.treasury.gov/news/press-releases/sm845

domingo, dezembro 01, 2019

Dia de Dignidade e Liberdade da Ucrânia celebrado em Maputo

No dia 28 de novembro, em Maputo, foi celebrado o Dia de Dignidade e Liberdade da Ucrânia. Evento foi organizado pelo Cônsul Honorário da Ucrânia em Maputo Dr. Abílio Soeiro e pela Embaixada da Ucrânia em Pretoria.
No evento participou o corpo diplomático acreditado em Moçambique, representantes da Diáspora ucraniana, da sociedade civil e do governo moçambicano, além disso, contou-se com a presença da Encarregada de Negócios da Ucrânia na África do Sul, Sra. Lyubov Abravitova que frisou a contribuição importante da Ucrânia na luta do Moçambique pela sua independência e liberdade (fonte).
Nas vésperas, Sra. Lyubov Abravitova teve os encontros de trabalho com a Direção do Departamento da Europa e da América do MNE/MRE de Moçambique. Neste encontro foram debatidas as questões de cooperação bilateral e dos eventos conjuntos para 2020.
No dia 28 de novembro de 2019, a Encarregada de Negócios da Ucrânia também se reuniu com o Vice-ministro da Defesa da República de Moçambique, Sr. Patrício José.