sexta-feira, julho 19, 2019

Skanderbeg – o herói nacional da Albânia é homenageado na Ucrânia

O herói nacional da Albânia, Jorge Castrioto (Gjergj Kastrioti Skënderbeu) também conhecido como Skanderbeg foi homenageado no sul da Ucrânia, na região de Odessa.

O busto do herói nacional da Albânia, Gjergj Kastrioti Skënderbeu/Scanderbeg, foi instalado no centro da vila de Karakurt na região de Odessa. A iniciativa do estabelecimento de um monumento foi implementada através do apoio dos Correios da Albânia (Posta Shqiptare).
Os albaneses, ou como eram conhecidos na época, os arnautos, apareceram pela primeira vez no território da Ucrânia durante a vigência do império russo em meados do século XVIII. Os primeiros assentamentos foram em Odessa, por isso a idade até hoje possui duas ruas em sua homenagem Velyka Arnautska e Mala Arnautska (Grande e Pequena Arnautska).

A aldeia de Karakurth, fundada na região de Bolgrad em 1811, possui a população de 2.707 habitantes, cerca de 80% albaneses étnicos.

Ler mais em albanês aqui e aqui.

Blogueiro: na vila Karakurt funciona uma escola estatal ucraniana, onde as crianças locais aprendem a língua albanesa.

quinta-feira, julho 18, 2019

“Não se pode matar inocentes e ficar impune”: familiares das vítimas do voo MH17 escrevem ao governo russo

Cinco anos atrás, o Boeing-777 da “Malaysian Airlines” do voo MN17 de Amesterdão ao Kuala Lumpur foi abatido pelas forças armadas russas na região de Donbas da Ucrânia ocupada. Todos os 283 passageiros e 15 tripulantes morreram.
Ler mais sobre o caso
Recentemente, foram pronunciadas as primeiras quatro pessoas a quem o Ministério Público da Holanda indiciou pelo crime, entre eles o terrorista russo, o coronel do FSB Igor “Strelkov” Girkin, cujos relatos alegres, feitos em 17/07/2014, sobre o abate de um avião se pode ver no printscren abaixo. O nó no pescoço dos assassinos está sendo colocado lentamente.
A postagem noVK do terrorista russo Igor “Strelkov” Girkin de 17/07/2014:
"Nos arredores de Torez (Snizhne) agora mesmo abateram o avião An-26"
A declaração pública das famílias dos mortos no desastre do voo MN17 endereçada ao governo da federação russa no quinto aniversário da tragédia e publicada pelo jornal russo Novaya Gazeta em inglês e russo:

Cinco anos atrás, nossos familiares entraram no avião em Amesterdão para voltar para casa.

Não muito tempo depois, o avião foi abatido do céu por um míssil da 53ª Brigada antiaérea do exército russo. Nossos amados membros da família foram todos assassinados em um ato brutal e sem sentido.

Cinco anos depois, nossa dor é menos exposta, mas não é menos profunda. A morte repentina e violenta daqueles que amamos está penetrando nas nossas vidas. Somos pessoas diferentes agora.

Vivemos com a nossa perda o melhor que podemos. A perda para as pessoas que foram mortas é total - suas vidas, seus futuros, tudo. É por amor a eles que queremos que a verdade sobre voo MH17 seja dita e que a responsabilidade por esse crime seja determinada. Nós estamos com famílias do voo MH17 na Holanda, Malásia e todas as nações afetadas em pedir ao governo russo que:

1. Coopere plenamente com a investigação, como vocês prometeram na Resolução 2166 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, mas até agora falharam de fazer.

2. Assumam a sua parte da responsabilidade no abate do voo MH17.

3. Parem suas negações falsas, suas mentiras e enganos.

Até o momento, não houve reconhecimento por parte do Estado russo de seu envolvimento no abate do MH17. Pior, a Rússia espalhou muitas explicações falsas e contraditórias sobre o que aconteceu. Isso ocorreu em grande escala através das redes/mídias sociais, mas também através dos principais canais de imprensa/mídia patrocinados pelo Estado. Levou tempo para nós percebermos que essa enxurrada de teorias conflituantes foi o resultado de uma campanha orquestrada pelo Estado de negação, distração e distorção. O governo russo fez o possível para esconder a verdade, ou pior, para transmitir a ideia de que não há nenhuma verdade confiável a ser encontrada. Nós, as famílias do voo MH17, achamos isso perturbador e profundamente ofensivo.
Percebemos que nenhum processo judicial fará diferença na profundidade de nossa dor ou para reduzir o buraco em nossas vidas. Ainda assim, a verdade sobre o que aconteceu com o voo MH17 existe e é importante. Um julgamento permitirá que todas as provas sejam devidamente testadas e que a verdade seja firmemente estabelecida. Um julgamento também envia a importante mensagem de que vocês não podem matar pessoas inocentes e esperar que não haja as consequências.

Queremos que os responsáveis ​​diretos por cometer esse crime, juntamente com a cadeia de comando acima deles, sejam revelados e que a história saiba quem eles são e o que fizeram. Queremos que eles sejam responsabilizados. Continuaremos a pedir isso até que isso aconteça. Nós não podemos fazer menos.

Esta declaração é de seis famílias australianas, juntamente com três famílias da Malásia e uma família da Nova Zelândia. Juntos, lamentamos e falamos por 16 pessoas no voo MH17.

Esta declaração é de:

Pelo Michael Clancy e Carol Clancy. Jane Malcolm, Andrew Malcolm, Glenda Chalmers, Bob Chalmers, Scott Ruth, Michael Scott, Scott Evan, Jenna Scott, Lindsay Scott;
Pelo Roger Guard e Jill Guard. Paul Guard;
Pela Susan Horder e Howard Horder. Matthew Horder, David Horder e Adam Horder;
Pelo Jack O'Brien. Meryn O'Brien, Jon O'Brien, Bronwyn O'Brien; Rick O'Brien, Jean McKendrick e Shirley Looby;
Pelo Victor Oreshkin. Serge Oreshkin, Vera Oreshkin;
Pela Elaine Teoh Ee Ling. Teo Kooi Weng, Lim Swee Yim, Evonne Teoh Ee Vern, David Teoh Qi-En;
Pela irmã Philomene Tiernan. Irmã Joan Pender;
Pela Nur Shazana (membro da tripulação). Salleh Samsuddin;
Pelo Paul Sivagnan, Mabel Soosai Sivagnan e Matthew Ezekiel Sivagnan. Patrick Sivagnan;
Pelo Henk Tournier e Ineke Westerveld Tournier. Nanda Tournier, Julian Bright, Jack Bright.

#MH17

segunda-feira, julho 15, 2019

Voluntários ucranianos na guerra da Abecásia

Em 15 de julho de 1993 a unidade voluntária ucraniana Argoparticipou no seu primeiro combate na guerra de Abecásia, onde os ucranianos defendiam a soberania e independência da Geórgia.
O combate se deu nos arredores da aldeia de Starushkino (até 1989 habitado maioritariamente pelos arménios). Os primeiros voluntários ucranianos vieram em apoio à Geórgia em junho de 1993. Eles participaram na tomada da aldeia de Shroma, na defesa da cidade de Sukhumi, nos combates pelo vale de Kodori. No total, as forças ucranianas perderam na guerra da Abecásia 7 voluntários.
Pelos combates da independência da Geórgia 14 ucranianos foram condecorados pela ordem militar Vakhtang Gorgasali, 7 deles ao título póstumo.
Na primeira foto os voluntários ucranianos da UNA-UNSO na costa georgiana do Mar Negro. Um dos combatentes segura já bastante rara espingarda/fuzil Mosin-Nagant. À sua esquerda está o comandante da unidade «Argo» centurião Valeriy Bobrovych (nascido em 1951, na sua juventude ele participou na guerra do Vietname do lado soviético). As fotos foram publicadas no seu livro «Diário do centurião Ustym. Como os cossacos guerrearam o Cáucaso».
Unidade "Argo" na aldeia georgiana de Shroma (?)
Ler mais em português ou em inglês.
Ver o vídeo "Os combatentes da UNSO. Sempre prontos ao combate" (28:32).
from a-ingwar on Vimeo.

Blogueiro: a diferença entre os voluntários ucranianos na Geórgia e terroristas pró-russos (de várias nacionalidades) na Donbas é simples. Os ucranianos estavam defender um Estado internacionalmente reconhecido contra os separatistas armados; os ucranianos não recebiam da parte georgiana nenhuma recompensa monetária (apenas o armamento e alimentação); os voluntários ucranianos naquela altura foram perseguidos pelo Estado ucraniano e vigiados pela secreta ucraniana SBU.

domingo, julho 14, 2019

A perseguição da língua, cultura e identidade ucraniana no império russo

Nas vésperas da I G.M., o império russo já se ressentia do processo de desintegração, em que as suas regiões nacionais pretendiam se emancipar, formando os estados independentes, à semelhança de nações europeias no âmbito da “Primavera dos Povos de 1848”.

Um dos típicos perseguidores da cultura e identidade ucraniana foi Alexander fon Baggovut (von Baggehufwudt), estadista russo de origem alemã, em 1913—1915 o governador da região ucraniana de Poltava.
Consultar o documento original
Em fevereiro de 1914, na sua qualidade de governador, ele submeteu uma “denúncia” (memorando secreto) ao Ministro do Interior do império russo, Nikolay Maklakov (fuzilado publicamente no decorrer do terror vermelho em setembro de 1918). No documento, governador alerta sobre o perigo da “autonomia da Ucrânia” e proponha várias medidas para combater “o movimento ucraniano”, nomeadamente (seguem os pontos mais clarificadores):
1. Usar, para as posições de professores, sempre que possível, apenas os russos.

2. Aos postos de inspetores e diretores de escolas públicas nomear apenas russos.

3. Todos os professores que são propensos às ideias ucranianas, eliminar imediatamente [estávamos em pleno “czarismo sangrento”, por isso a palavra “eliminar” significava “despedir”, se livrar dele profissionalmente, não fisicamente].
4. Compor uma verdadeira história do povo pequeno russo [assim os xenófobos e nacionalistas russos chamavam os ucranianos], em que se explica que “Ucrânia” é a “margem” do estado no antigamente.
[...] 14. É preciso tomar controlo dos seminários [escolas eclesiásticas] e erradicar o espírito ucraniano lá nidificado.   
[...] 17. Explicar que “Ucrânia” significa a margem da Polónia e da Rússia e que nunca houve o povo ucraniano.

[...] 18. Provar a necessidade da grande língua russa como língua estatal e literária, e que o pequeno russo, como [a língua] do povo comum, não tem literatura, nem futuro.
[...] 19. De todas as maneiras erradicar o uso dos nomes “Ucrânia”, “ucraniano”.

Consultar original do documento (Museu literário de Kharkiv):

Em 1917, já após a revolução russa democrática de fevereiro, o sistema cooperativo da cidade ucraniana de Poltava, publicou o documento, ora secreto, em forma de brochura, explicando, no prefácio, que “é um testemunho vivo do sistema governamental, cujo objetivo era suprimir o pensamento e o espírito do povo ucraniano e, em particular, manter a hostilidade em relação aos judeus. Os detalhes da denúncia falam por si mesmos e, portanto, não precisam de uma cobertura mais detalhada”.
Blogueiro: é sintomático que além do Ministro (após ser fuzilado em 1918, a sua campa foi destruída posteriormente), o destino do próprio fon Baggovut é desconhecido após 1917. Muito possivelmente, também fuzilado pela CheKa e atirado numa vala comum algures na sua Rússia natal.

Infelizmente, as ideias foram aprofundadas e reaproveitadas pelo ideólogo do fascismo russo Ivan Ilyin, que atualmente é tido como a inspiração e a base ideológica do “mundo russo”, a doutrina política e cultural, promovida pelo presidente russo V. Putin.

Salvini, Putin e petróleo. Esquema de financiamento eleitoral ilegal

Investigação revela o conteúdo de um encontro onde italianos e russos negoceiam financiamento de milhões. Estas conversas colam a Rússia ainda mais aos movimentos populistas europeus.

por: Diogo Lopes, Observador.pt

Lega, o partido italiano de extrema-direita que tem Matteo Salvini como líder, terá procurado dezenas de milhões de euros de financiamento junto de investidores russos. Após vários meses de suspeitas, a aparente confirmação surge através da Buzzfeed News, que teve acesso à gravação de um encontro secreto onde colaboradores do atual vice-primeiro-ministro italiano negoceiam o suposto financiamento que, tudo indica, seria feito através da compra e venda de petróleo.

A gravação desta reunião dura pouco mais de uma hora e é a mais recente (e sólida) prova das ligações entre os movimentos populistas de extrema-direita e Moscovo. A prestigiada newsmagazine italiana L’Espresso já tinha lançado esta história, a 21 de fevereiro de 2019, mas só agora foram divulgados os áudios da suposta reunião.

De acordo com o BuzzFeed (jornais como o italiano la Reppublica, por exemplo, também já reportaram a história, entretanto), o acordo envolveria uma petrolífera russa com três milhões de toneladas métricas de petróleo (aproximadamente 22 milhões de barris de petróleo) para vender à energética italiana Eni ao longo de um ano e em troca de 1.3 mil milhões de euros. Intermediários venderiam, comprariam e desviariam o dinheiro que iria para aos cofres do partido italiano, isto graças a um desconto a ser aplicado na transação.

“É muito simples”, ouve-se um italiano a dizer nas gravações divulgadas pelo Buzzfeed News. “O planeamento feito pelos nossos tipos da política fala de um desconto de 4%, que equivale a 250 000 [toneladas métricas; equivalente a cerca de 2 milhões de barris de petróleo] mais 250 000 por mês, durante um ano — isto consegue financiar uma campanha.” Ou seja, a Eni acordava comprar petróleo à dita empresa russa (o artigo da Buzzfeed News fala na possibilidade de ser a Rosneft e/ou a Lukoil) que aceitava fazer o tal desconto, eventualmente não declarado. O dinheiro saíria da Eni, ela receberia a matéria prima a um preço mais barato, a petrolífera da Rússia recebia o montante negociado menos o tal desconto, uns 58 milhões de euros. Essa quantia ficava, portanto, nas mãos de intermediários que tinham como única missão redirecionar o dinheiro para os cofres do partido de Salvini. 

A dada altura da gravação um dos italianos comenta que “vão ter problemas com a AM [regras anti-lavagem de dinheiro]” mas para Gianluca Savoini, braço direito de Salvini e um dos homens identificados nas gravações, a única coisa que interessava era a vontade de “mudar a Europa”. Aliás: “É preciso criar uma nova Europa que esteja mais próxima da Rússia, como costumava estar, porque queremos manter a nossa soberania.”

Na semana passada Savoini participou num jantar do governo russo, em Moscovo, onde esteve com Vladimir Putin. Salvini, por sua vez, não esteve nem nesse jantar de Estado nem na tal reunião onde se discutiu o esquema do petróleo. Ainda não se sabe ao certo se o esquema chegou a ir em frente ou se a Lega recebeu algum financiamento russo — tanto Salvini como Savoini recusaram comentar as alegações da Buzzfeed.

O mesmo site noticioso afirmou que não foi capaz de identificar os russos que participaram nesse encontro secreto que decorreu no histórico hotel Metropol, em Moscovo (onde foi feito o esboço da primeira Constituição soviética).

A Lega negou repetidamente as acusações de ter recebido dinheiro de financiadores estrangeiros, algo que seria uma quebra da lei eleitoral italiana. Contudo, Salvini já foi franco àcerca do seu apoio ao governo russo: depois das eleições europeias posou para uma fotografia com uma imagem de Vladimir Putin bem visível na estante que estava atrás dele.

A ter existido de facto este financiamento, não seria o primeiro caso de um partido da extrema-direita a aceitar dinheiro da Rússia. Marine Le Pen, por exemplo, recebeu empréstimos no valor de 11 milhões de euros provenientes de bancos russos, em 2014.

O financiador principal da campanha pelo Brexit, Arron Banks, também já foi acusado de fazer acordos de compra e venda de ouro e diamantes com a embaixada russa, de forma a financiar o referendo de 2016. Está a ser investigado, inclusive, pela National Crime Agency britânica, apesar de negar de forma veemente todas as acusações.

Também na Áustria, o partido de extrema-direita de Heinz-Christian Strache, o FPO, abdicou do cargo, depois de ser filmado a discutir um acordo segundo o qual contratos públicos eram usados como moeda de troca para receber apoio da Rússia na sua campanha eleitoral.

Blogueiro: no seu livro “Processo de Moscovo”, o dissidente soviético Vladimir Bukovsky descreveu um esquema absolutamente semelhante usado na década de 1970 pelo KGB para financiar o PC italiano.

Crimes soviéticos: a deportação dos boykos ao Donbas

Em 1951 mais de 10.000 boykos foram deportados da região de Drohobych para Donbas, atual região de Donetsk. Aconteceu na sequência da troca de populações e dos territórios entre URSS e Polónia comunista.
O processo de deslocalização forçada e começo da vida em um novo lugar foi muito difícil. Foi difícil deixar suas casas, nas quais os boykos viveram por séculos. Na região de Donetsk os boykos foram reassentados de forma compacta nos distritos de Olexandrivskiy e Bahmutskiy, na aldeia durante Novohryhorivka nos arredores de Druzhkivka. Agora muitos deles, especialmente os seus filhos que nasceram já depois da deslocalização, vivem nas cidades de Kramatorsk e Slovyansk.

Os deportados levados para o leste da Ucrânia se distinguiam dos locais pela sua fala regional e por outras características culturais. Por causa disso, às vezes havia atrito entre eles. Por exemplo, muitos dos heróis do filme lembram-se de serem chamados de “banderas” (nome genérico russo dado aos ucranianos vistos como patriotas da Ucrânia, e não necessariamente aos seguidores do líder da OUN-R, Stepan Bandera).
No filme aparecem os boykos que sobreviveram à deportação em 1951 e agora vivem na região de Donetsk. No momento do reassentamento eles tinham de 5 à 25 anos de idade. Foi perguntado à eles o que se lembravam da sua vida na Ucrânia Ocidental, sobre o processo de reassentamento e como eles viviam em um novo lugar, e se eles gostariam de um dia voltar para casa.

Ver o filme “Uzhe ne vernemos” (Já não voltaremos) no YouTube:

1ª parte (23'34''):

2ª parte (20'48''):

sexta-feira, julho 12, 2019

O uso de armamento proibido (UR-83P) pelas forças russo-terroristas na Donbas (vídeo)

https://informnapalm.org/en/militants-in-donbas-misuse-ur-83p-mine-sweeping-system-video
As forças russo-terroristas na Donbas postaram um vídeo mostrando o uso indevido e indiscriminado do sistema de desminagem UR-83P contra as posições ucranianas, negligenciando a vida de civis. Uma única carga de UR-83 contém equivalente aos 1.500 kg de TNT. O sistema foi usado ​​por tropas russas na Chechénia, no assalto do aeroporto de Donetsk e na Síria escreve a comunidade OSINT internacional InformNapalm.

Um vídeo do uso recente do UR-83P foi publicado por um dos ocupantes russos que fez a gravação com um telefone celular, informou o serviço de imprensa da 24ª Brigada de Infantaria Mecanizada das Forças Armadas da Ucrânia (FAU).

O vídeo mostra um foguete lançado do lado de forças russo-terroristas, a carga cai no meio de casas, seguida por uma poderosa explosão com uma visível onda de choque. O efeito da detonação da carga do UR-83P é equivalente ao uso de uma bomba de aviação de uma tonelada.

“O vídeo confirma que as tropas híbridas russo-terroristas estão abrir fogo à partir das áreas residenciais da vila de Oleksandrivka, na esperança de que as Forças Armadas da Ucrânia cedam à provocação e retornem fogo, o que lhes permitirá continuar a espalhar sua propaganda. Registamos os fa(c)tos de uma destruição intencional de edifícios civis pelos militantes ilegais nos territórios temporariamente ocupados. O vídeo e outros materiais sobre este incidente foram entregues ao Centro Conjunto de Coordenação e Controlo”, disse o representante da 24ª Brigada das FAU.
Faça click para ver vídeo
O vídeo de lançamento terrorista foi aparentemente filmado no final de junho de 2019. Em 29 de junho de 2019, a 24ª Brigada das FAU publicou na sua página de Facebook as fotos mostrando partes do motor recuperado deste sistema.


“Para que a carga voasse mais longe, os terroristas não prenderam os cabos de freio que permitem a localização correta da zona de explosão; assim, eles mostraram completo desrespeito à presença da população civil no local que está por trás das posições dos militares”, observou o serviço de imprensa da Brigada.

Coordenadas aproximadas do evento foram relatadas pelo usuário do Twitter Necro Mancer: 47°55'44.0″N 37°33'02.0″E.
Os voluntários da comunidade internacional InformNapalm registaram repetidamente outra modificação deste sistema, a UR-77, e escreveram sobre sua localização na rua Bauman, № 11 na cidade de Donetsk (ler mais em 10 línguas).
No final de outubro de 2016, a unidade do reconhecimento aéreo dos voluntários ucranianos apresentou ao InformNapalm as imagens de uma grande quantidade de armas e equipamentos das forças de ocupação russas na Donbas. Entre eles foram identificados dois sistemas de desminagem UR-77 “Meteorito” que estão ao serviço exclusivo do exército russo:
As evidências fotográficas adicionais da localização de UR-77 e do UR-83P na Donbas podem ser encontradas neste blogue.

Além de sua principal tarefa de remoção de minas, o sistema UR-77 pode ser usado para a destruição de infantaria inimiga em ruínas ou em prédios fortificados. Este tipo de uso dessas máquinas pelo exército russo foi documentado na segunda guerra na Chechénia, no assalto contra o aeroporto de Donetsk e ​​na Síria no distrito de Jobar, nos arredores de Damasco. Ironicamente, o uso do UR-77 na Chechénia gerou perdas para o exército russo. Em 25 de fevereiro de 1995, as forças russas erroneamente atacaram a sua própria unidade com uma carga de UR-77, matando, em resultado, 28 militares.

Distribuição e reimpressão com a referência à fonte são bem-vindas!
(Creative Commons – Atribuição Internacional 4.0 – CC BY 4.0)