segunda-feira, julho 08, 2019

Made in Ucrânia: XADO Snipex “Rhino Hunter” em .50BMG (12,7x99 mm)

Espingarda/rifle imaterial ucraniana XADO Snipex “Rhino Hunter” em .50BMG (12,7x99 mm). Fabricada na cidade de Kharkiv pela XADO Chemical Group.
Fabricação nacional ucraniana, aparência e acabamentos de bom nível.
Dados técnicos: cumprimento – 1250 mm, cumprimento do cano (com compensador de freio) – 750 mm, o número de cortes – 8, torção/twist – 15, a velocidade inicial da munição – 780 m/s, o alcance efetivo – até 2.000 m, peso – 15 kg. Companhia também produz as versões em 12.7x108 e 14.5x114 mm com diferentes comprimentos de cano.
Preço: 249.000 UAH/9.725 dólares (fonte).

domingo, julho 07, 2019

Maria Sovenko: a única pessoa que nasceu na zona de exclusão de Chornobyl

Mariyka (Maria) Sovenko é uma figura importante na história do desastre nuclear de Chornobyl que aconteceu em 1986 na Ucrânia. Foi a única pessoa que nasceu e viveu até aos 7 anos na zona contaminada pela radiação, mesmo após os habitantes de Pripyat terem sido evacuados. Hoje tem 19 anos, é estudante de turismo e está saudável.


por Ana Luísa Bernardino, MAGG.pt

Filha de Lydia e de Mykhaylo Sovenko, que era um dos bombeiros chamados ao IV reator da central na noite da explosão, cresceu numa área contaminada e que, até hoje, não é habitada, com exceção dos seus pais, que se recusaram a deixar a cidade, uma vez que a União Soviética não lhes deu uma nova morada, ou seja, uma casa onde pudessem viver.
Mariyka Sovenko e a mãe Lydia, na zona de exclusão
Foi só no momento do nascimento da filha [em 1999] que Lydia percebeu que estava grávida, tendo dado à luz com a ajuda do marido. Assim que a notícia do nascimento de um bebé em Chornobyl se tornou pública, Lydia foi tratada como “uma criminosa” porque teve um bebé naquela zona, tendo-se recusado a abandonar a sua casa, diz o Daily Mail.
Ignorando os avisos emitidos pelo governo, relativos aos perigos para a saúde do contacto com aquela radiação, Lydia educou Mariyka naquela cidade. A menina bebeu leite de vacas que pastavam em terras, potencialmente contaminadas pela radiação, assim como mergulhou em águas também infetadas.
“Se elas [as pessoas] acham que ela é uma mutante ou tem duas cabeças, estão completamente enganadas”, disse Lydia, pela altura em que Mariyka já tinha 5 anos. “Ela é uma criança adorável, absolutamente saudável, tanto quanto podemos ver.”
Numa entrevista que deu em 2006, a criança disse: “Eu gostava que houvesse apenas outra criança aqui. Eu podia mostrar-lhe a minha casa e a aldeia — podíamos divertir-nos muito”.
Apesar da pressão para mudarem de cidade por parte das autoridades, os pais de Mariyka não cederam. Preferiram continuar naquela casa. No entanto, aos 7 anos, mudaram-se, de modo a que a filha pudesse ir para a escola.

No sequência do sucesso da série, disponível na plataforma de streaming da HBO, que trouxe a história do desastre nuclear novamente para cima da mesa, Mariyka, agora com 19 anos, deu uma entrevista ao Sunday Express. Não querendo falar sobre o seu passado, avançou que está saudável, que é estudante de turismo e que trabalha num bar.  “Estou bem. Estou a trabalhar.”
Ainda que viva e trabalhe fora da zona de exclusão onde cresceu (está em Kyiv), a estudante — que frequenta numa instituição reputada — ainda consegue autorização para lá entrar, uma vez que a mãe, hoje com 66 anos, ainda vive lá.

A saúde e sucesso da jovem é encarado como um sinal, juntamente com o renascimento da vida animal e vegetal, hoje com mais alces, javalis, lobos, pássaros ou flores selvagens.
Os pais da jovem atualmente com 19 anos não sairam da zona de exclusão porque a União Soviética
não lhes atribuiu uma nova morada
“As pessoas daqui acreditam que Mariyka é um símbolo do renascimento de Chornobyl, um sinal de Deus que eles interpretam como uma bênção para viver aqui, de que a vida está a voltar para este lugar arruinado”.

A.B.C./ Głos Wileński: “No estado comunista, não há igualdade”

“No estado comunista, não há igualdade” – o título de uma tradução polaca/polonesa do Głos Wileński (1931), do original espanhol do jornal A.B.C., que descreve o abismo entre os slogans bolcheviques e realidade do quotidiano soviético da década de 1930.

Serralheiro reclama que tem que gastar 50 minutos só de ida para chegar ao trabalho, enquanto [Lazar] Kaganovich anda de um carro de luxo (e Estaline/Stalin, a quem ele viu uma vez, em geral, anda de limusina com a escolta, enquanto a polícia dispersa as pessoas fora da estrada).
Faça click para consultar o artigo em polaco/polones
Camponeses delegados durante alguns dias tentam uma audiência com Estaline/Stalin, esperando na rua até que os comissários os mandam de volta para a aldeia: “Dizendo, ele está tão ocupado. Dois, três vezes por semana vai ao teatro, e para os camponeses, verdadeiros proletários, não tem tempo”.
O sistema de racionamento soviético: compras com “cartões” e “talões”
Os camponeses e os operários famintos recebem alimentos através dos cartões (se tiverem a sorte) quando em Moscovo funcionam as lojas estatais onde há uma abundância [alimentar], mas os preços são exorbitantes.

Seguir as publicações do Głos Wileński em Wileńszczyzna Yesterday

sábado, julho 06, 2019

Estalinista brasileiro pede clemência ao “seu único presidente” Putin

O estalinista brasileiro, Cristiano Lima, detido na Rússia desde 24 de março de 2019 devido à imigração ilegal e condenado à multa e deportação forçada pelo período de 5 anos, pede clemência ao presidente Putin à quem chama de “seu único presidente”.

Cristiano Lima entrou na Rússia em 20/08/2016, sem visto, como um turista, e a partir daquele momento vivia na Rússia ilegalmente. Na sua explicação ao tribunal russo de Vyborg (processo administrativo № 5-386/2019) ele disse que não deixou o território da federação russa atempadamente/à tempo porque “não tinha dinheiro para comprar uma passagem” e também porque “temia que não o deixassem voltar para a Rússia”. Ele tentou obter o asilo político na federação russa, mas foi informado que para isso deveria possuir um visto russo válido, o que não era o seu caso.
Condenação do Cristiano Lima no tribunal de Vyborg, 25/03/2019
Anteriormente, no dia 20 de outubro de 2017, a polícia russa da região de Tver deteve Cristiano devido a sua permanência ilegal na Rússia, sem um visto válido ou sem a permissão da residência. Na altura, Lima reconheceu absolutamente a culpa e declarou que estava à procura de um emprego permanente. O tribunal russo da cidade de Bologov, e após apreciar o processo administrativo № 5-418/2017, tomou a decisão benevolente de multar Cristiano Lima em 2.000 rublos (31,35 dólares) e não o deportar do país.
Condenação do Cristiano Lima no tribunal de Bologov, 20/10/2017
Cerca de 17 meses depois, Cristiano Lima continuava à viver na Rússia ilegalmente, sem receber o pretendido estatuto de asilo político e continuando desempregado. Até que foi identificado e detido em 24/03/2019 às 12h30, no posto de controlo fronteiriço de Svetlogorsk, quanto tencionava deixar a federação russa rumo à Finlândia. Em resultado, e após a detenção, Cristiano Lima foi julgado e condenado à uma nova multa de 2.000 rublos e a sua deportação forçada do território da federação russa. O tribunal da apelação, apreciou o caso e manteve a condenação anterior.
Desde aquele dia Cristiano Lima permanece detido no centro de detenção temporária para imigrantes ilegais em Gatchino, na região russa de Leninegrado (a cidade de Leninegrado se tornou São Petersburgo em 1991, mas a região circunvizinha conservou o nome do ditador comunista soviético).
A atual casa do Cristiano Lima na Rússia
Na explicação do Cristiano, ele gosta da Rússia porque o país «ensina outros a sua grande cultura» e considera Putin como «seu único presidente» porque «é um homem de serviços secretos, inteligente, ouve seus cidadãos, respeita as mulheres». 
Carta do Cristiano Lima ao Putin de 10/05/2019
Um dos apoiantes públicos do Cristiano Alves é brasileiro Rafael Miranda Santos que durante três anos participou, de forma direta, nas atividades terroristas nos territórios da Ucrânia ocupada. Segundo a página russa Riafan.ru hoje Miranda Santos vive em Moscovo, após receber dos separatistas da dita “dnr”, o “passaporte” da sua “república”, ele sonha com a possível obtenção da cidadania russa.   
O perfil do Rafael Miranda Santos na página ucraniana Myrotvorets
Miranda Santos (21.04.1988), conhecido pelas suas teorias de conspiração e declarações anti-semitas acredita que Cristiano Alves “mostrou ao povo brasileiro que a Rússia não é um agressor e quer a paz”.
Cristiano Alves afirma, que sob nenhumas circunstâncias pretende voltar ao Brasil. Se for realmente deportado da Rússia com a proibição de lá voltar durante 5 anos, o estalinista brasileiro pretende fixar a sua residência em algum país da Europa Ocidental.

Sionismo cristão ucraniano: os “barbudos” da família Semenyuk

Na região ucraniana de Odessa vive uma das maiores famílias do mundo – cerca de 400 familiares diretos com apelido/sobrenome Semenyuk. São seguidores do sionismo cristão, a fé religiosa que cresceu na Ucrânia Ocidental na década de 1930 e se abrigou das repressões e perseguições comunistas na costa ucraniana do Mar Negro.

Na Ucrânia a comunidade vive na aldeia de Dobroslav na região de Odessa e além dos cerca de 400 familiares diretos (todos eles Semenyuk), é composta por outros 700 membros com apelidos/sobrenomes de Marchuk, Dzyubuk, Laschuk, Kovalchuk ou Bondarenko. Homens usam a barba que não podem cortar, as mulheres cobrem os cabelos com o lenço. A fé começou no início da década de 1930 na região ucraniana de Rivne (na altura ocupada pela 2ª republica polaca/polonesa), hoje, Semenyuk já ocupam 5 ruas inteiras em Dobroslav.

No dia 5 de julho o canal de entretenimento alemão Pro7 dedicou-lhes a reportagem extensa do seu popular programa Galileo (neste momento os alemães ainda não colocaram o programa na Internet, por isso, e graças ao Roman Dzyuba, usamos o programa da TV Current Time de 2018):
O líder da comunidade é Pavló Semenyuk de 89 anos, ele tem 13 filhos, cerca de 212 bisnetos e 2 trinetos (o “pastor”, como é conhecido, ainda se consegue lembrar dos nomes de todos os seus 65 netos casados). 
O líder da comunidade, ancião Pavló Semenyuk, 2018
Os Semenyuk são seguidores do pastor pentecostal Ivan Murashko (1891), e se chamam de muraszkowcy, outros os chamam de “barbudos”.
O profeta Ivan Murashko, década de 1930
A família respeita e usa a língua ucraniana, segue a Sagrada Escritura, não aceita cruzes, imagens e ícones, têm casas muito limpas, aprumadas e grandes, com acabamentos modernos, construídas por uma empresa construtora composta por parentes Semenyuk. Todos possuem o seu próprio celeiro (as vacas e aves só podem ser abatidas de uma maneira especial que não deixa cair sangue na carne colhida, a família não consome a carne de porco e a sangue de animais e não compra a carne, embora aceitando comprar peixe, mas somente aquele que têm escama). Todo mês a família aumenta em 2 a 3 crianças, ou seja, cada ano, na escola local é formada uma turma inteira dos Semenyuk ou parentes próximos. A comunidade não impõe as suas crenças religiosas a ninguém, ou seja, não é uma seita.
Os muraszkowcy na construção de Nova Jerusalem, década de 1930 | ltraditionalist.livejournal.com
As crianças não vão para creche (por causa das regras rígidas de alimentação), mas estudam na escola até a 9ª classe (na escola local estudam 846 crianças, cerca de 1/3 são jovens sionistas cristãos), à partir de 15-16 anos de idade começam à trabalhar. Geralmente na construção civil. Cobram caro, mas garantem uma impressionante velocidade e qualidade das obras.

Na comunidade se casam praticamente só entre os da sua fé, os divórcios são proibidos, assim como quaisquer métodos contraceptivos. Por isso, as famílias são numerosas, como diz um dos filhos do “pastor”, tudo acontece de acordo com a vontade de Deus.  

Realmente, Ucrânia é um pequeno grande universo que merece todo o nosso apreço e estudo!

sexta-feira, julho 05, 2019

Comandos ucranianos capturam separatista envolvido na tragédia do Boeing MN17

No dia 27 de junho, na retaguarda profunda dos separatistas da dita “dnr”, as forças ucranianas capturaram e levaram para julgamento na Ucrânia livre, o separatista Volodymyr Tsemakh, o chefe da “defesa antiaérea” da cidade de Snizhne, localidade onde em 17 de julho de 2014 o míssil russo abateu o Boeing do voo MN17.

A filha do Tsemakh e o seu advogado ucraniano Roman Hontaryev dizem que o separatista foi capturado no seu próprio apartamento na cidade de Snizhne em 27 de junho, transferido, “de forma desconhecida”, para Ucrânia livre no dia seguinte. Segundo o advogado, em 29 de julho o tribunal distrital de bairro Shevchenkivskiy de Kyiv escolheu como medida preventiva a sua prisão por dois meses, até o dia 25 de agosto de 2019. 
Detido até o dia 25 de agosto de  2019 / foto: VK / serviço russo da BBC
Detido é acusado ao abrigo da 1ª parte do artigo 258-3 do Código Penal da Ucrânia – “a criação de um grupo terrorista ou da organização terrorista”, punível com a pena de entre oito à quinze anos de prisão efetiva.
Volodymyr Tsemakh como comandante separatista em 2014 / foto: VK / serviço russo da BBC
A cidade de Snizhne fica na retaguarda “segura” dos separatistas à uma distância de apenas 20 km da fronteira russa, as forças ucranianas mais próximas ficam à cerca de 45 km da cidade e o ponto de controlo mais próximo, “Mayorsk”, fica à cerca de 80 km.
Volodymyr Tsemakh em Kyiv, após a sua captura, junho de 2019 / foto: VK / serviço russo da BBC
Uma fonte do serviço russo da BBC, próxima da liderança do grupo terrorista “dnr”, afirmou que a operação da captura do Tsemakh foi conduzida pela unidade das operações especiais (SSO) das Forças Armadas da Ucrânia. No site ucraniano Myrotvorets (Pacificador), que recolhe os dados dos separatistas e terroristas que alguma vez chegaram à participar nas atividades militares ou propagandistas dirigidos contra Ucrânia, sobre Tsemakh se diz: “participou activamente nos combates no verão e outono de 2014, comandando a unidade de fogo antiaéreo ZU-23, formada na cidade de Snizhne”. Anteriormente, a secreta ucraniana SBU informou que deteve um outro combatente ilegal da dita “dnr”, que até maio 2019 servia numa das suas unidades de artilharia:
O interesse das forças ucranianas em Tsemakh se pode explicar pelo fa(c)to do que o Boeing do voo MH17, pertencente às Malaysian Airlines, abatido em 17 de julho de 2014 sobre a Ucrânia ocupada foi alvejado exatamente junto à cidade de Snizhne, escreve agência ucraniana UNIAN.

Serviços especiais ucranianos ainda não fizeram quaisquer declarações em conexão com a detenção de Tsemakh no território ocupado da região de Donetsk. O representante da SSO Olexei Nikiforov, disse à BBC que não pode comentar a situação. A resposta semelhante foi dada à BBC no centro de imprensa da Operação das Forças Conjuntas (OFC): “Não comentamos as informações que é divulgada do outro lado [da linha da frente]”.

Por sua vez, o analista político de Donetsk, o cidadão russo pró-separatista Roman Manekin, um dos primeiros a relatar a possível detenção de Tsemakh, escreveu, citando um dos ex-colegas do separatista capturado, que este “foi levado no seu próprio carro através de um dos postos de controlo (Mariinka) na cadeira de rodas como um pai paralisado com ajuda dos documentos falsos.

Blogueiro: pelos vistos, SBU/SSO começam usar as melhores táticas de Mossad, as semelhanças com a captura do Adolf Eichmann são mais que visíveis.

Esta foi a luta pela paz que Ucrânia mais precisa!

quarta-feira, julho 03, 2019

Ucrânia destrói na Donbas 2 estações russas de guerra eletrónica (vídeo, FactCheking)

No dia 2 de julho foram divulgados os vídeos que mostram a destruição na Donbas de um ponto de inteligência russa, que incluía duas unidades móveis de inteligência e de combate eletrónico. A comunidade OSINT InformNapalm realizou a averiguação do caso, encontrando as coordenadas e reuniu as informações de interesse público.

Oficial das FAU, que escreve no Facebook sob o pseudónimo de Dmitriy Müller, publicou o vídeo que mostra a destruição/danos de duas estações russas de guerra eletrónica na Donbas. As estações russas foram atingidas por uma das unidades das FAU em 29 de junho de 2019, perto do assentamento de Mayorove na região de Donetsk.
Faça click para ver vídeo
Realizando uma análise comparativa é possível dizer que uma estação que aparece no vídeo realmente possui os elementos semelhantes aos do moderno complexo automatizado tático móvel russo de controlo de rádio “TORN-MD” e o segundo é a estação russa de interferências R-330Zh “Zhitel”. Os dois sistemas trabalham em conjunto: “TORN-MD” – conduz as ações de inteligência e “Zhitel” efetua a supressão de comunicações do adversário.
Os dois sistemas são equipamentos complexos e caros que só podem ser geridos/gerenciados por especialistas. Portanto, pode-se supor que, além de atingir valiosos sistemas do inimigo, as forças ucranianas também atingiram os militares do exército russo no ativo [oficial ucraniano reporta 2 mortos e 3 feridos entre o pessoal que estava servir nas estações].

Os voluntários do grupo OSINT InformNapalm conseguiram a geolocalização do vídeo e determinaram as coordenadas exatas em que se encontravam os sistemas russos atingidos: 47°29'50.2"N 37°58'31.6"E.

A presença destes complexos russos na Donbas já foi documentada anteriormente.

Assim, em 10 de fevereiro de 2019 o drone da missão de vigilância especial da OSCE detetou o sistema de inteligência eletrónica “Torn” na base do camião/caminhão KamAZ, junto aos prédios residenciais na localidade ucraniana de Novohryhoryvtsi. Isto foi relatado no relatório da OSCE.

Os voluntários da InformNapalm repetidamente e desde 2015, detetam e publicam as fotos e coordenadas da colocação de sistemas russos “Torn” e as sistemas de interferências R-330Zh “Zhitel” que fazem parte do banco de evidências da presença militar russa na Donbas.

Em 1 de julho de 2019 a base de dados contava com 51 tipos de equipamentos militares e armamento exclusivo das forças armadas russas, avistados no território ocupado da Ucrânia, nas regiões de Donetsk e Luhansk. Além disso, InformNapalm possui a base de dados dos militares russos pertencentes às 98 diferentes unidades militares da federação russa que participaram na guerra contra Ucrânia como assessores, comandantes ou membros das unidades híbridas das forças de ocupação russas.

Creative Commons — Atribuição Internacional 4.0 — CC BY 4.0 InformNapalm


Bónus



Como informa a página ucraniana Censor.net.ua os alvos russos foram atingidos de uma distância de aproximadamente 14.000 metros, respondendo com fogo contra o fogo, usando o canhão de 122 mm. Foi o sucesso conjunto da inteligência voluntária e dos guerreiros de uma das brigadas das FAU que seguram a linha de frente naquela área.
“Torn” na base do camião/caminhão KamAZ

No total, os ucranianos gastaram apenas 11 obuses. Quase todos – ou atingiram alvos ou caíram muito próximos. Para atingir o inimigo, as forças ucranianas usaram os sistemas de controlo de fogo “Kropiva” e “UKROP”, criados pelos voluntários que, parcialmente já foram entregues, e de graça, às FAU (“Kropiva Mapa”), de uma forma oficial, para armar todo o exército ucraniano.

Esta foi a luta pela paz que Ucrânia mais precisa!

Mercenários italianos pró-russos de Donbas condenados na Itália

Condenações para um grupo de combatentes ilegais italianos que se juntaram aos separatistas da Donbas na luta contra o governo ucraniano e ao serviço de Moscovo. Parte da organização, originária dos movimentos neofascistas, ainda não foi rastreada.

por: MATTEO INDICE, Il Tirreno

Eles haviam deixado a Itália para lutar ao lado dos separatistas pró-russos na Donbas, a região que se proclamava independente da Ucrânia, graças ao apoio de Vladimir Putin. E por isso eles foram condenados sob acusação de recrutamento não autorizado ou combate para servir a um estado estrangeiro. Antonio Cataldo (35 anos, natural de Nola na província de Nápoles), Olsi Krutani (39 anos, albanês que há muito tempo vivia em Milão) e Vladimir Verbitchii (26 anos, morador da Moldova, residente há anos em Parma) são os primeiros réus na Itália a sofrer uma punição por ter se transformado em mercenários de fa(c)to ao serviço de Moscovo. 

Ontem [1/07/2019] o tribunal / a corte de Génova – as investigações realizaram-se em Liguria porque a investigação nasceu depois das buscas de um grupo de neofascista do Spezzino – Cataldo foi condenado aos 2 anos e 8 meses, ratificando o acordo previamente negociado, Krutani aos 2 anos e 8 meses e Verbitchii à um ano e 4 meses. Os dois primeiros são considerados principalmente recrutadores, o terceiro “simples” combatente. Todos os três foram presos entre julho e agosto do ano passado [2018], uma vez que ainda estavam na Itália, e as medidas cautelares contra eles foram subsequentemente atenuadas.

As outras personagens envolvidas

Outras pessoas pertenciam ao grupo, três em particular cujas posições [de acusados] foram removidas porque estão de fa(c)to indisponíveis, com toda probabilidade abrigadas no Donbas, onde gozam de apoio e cobertura económica. Se trata de Andrea Palmeri, “mente” da organização da fãs/torcida da extrema direita, originária de Lucca; do Gabriele Carugati conhecido como “Arcangelo”, um ex-oficial de segurança de um shopping na região de Lombardia e filho de Silvana Marin, ex-dirigente da Liga [Norte] em Cairate, na província de Varese; e de Massimiliano Cavalleri conhecido como “Spartaco”, um neofascista de Brescia.

“Na guerra por dinheiro”

De acordo com a acusação apoiada pelo procurador/promotor federal Federico Manotti (membro destacado do grupo antiterrorista do Gabinete do Procurador de Génova) e amplamente aceite pelos juízes, todos foram pagos para lutar pelos rebeldes pró-russos de Donbas contra o executivo ucraniano entre 2017 e 2018. No decorrer da investigação foram registadas interceptações das quais se compreende claramente que em particular Palmeri, Carugati e Cavalleri (fugitivos) e Castaldo (condenado) participaram nas importantes ações militares. Todos os personagens principais, no entanto, estavam familiarizados com armas, a ponto de às vezes se deixarem dizer frases como “quando eu voltar para a Itália eu mato algum político”. As investigações de carabinieri do Ros tinham começado com as buscas de dois jovens próximos dos grupos Forza Nuova e skinheads que escreviam as frases exaltando o nazismo em La Spezia: através de seus contatos e ramificações, os carabinieri se depararam com uma série de movimentos neofascistas, identificando os mercenários [condenados e os por condenar].

terça-feira, julho 02, 2019

Os marinheiros russos que morreram num submarino secreto

O Ministério da Defesa russo anunciou que na noite de 1 de julho, um incêndio em um aparelho de águas profundas da frota do Norte matou 14 submarinistas. Eram sete capitães do primeiro escalão e dois heróis da federação russa.

Segundo o relatório oficial, o aparelho estava envolvido no estudo do relevo inferior do fundo do mar – a batimetria. O tipo de aparelho em que o incêndio ocorreu não foi especificado, mas, de acordo com fontes da página russa RBC, morreu a tripulação completa da estação nuclear de águas profundas “Kalitka” (AS-12, o nome informal “Losharik”). Mais tarde, a Open Media, citando duas fontes na Frota do Norte, relatou que o acidente havia ocorrido no submarino BK-64 “Podmoskovye”. A página lituana Meduza reuniu os dados de fontes OSINT sobre “Losharik” e sobre “Podmoskovye” e sobre o seu serviço conjunto.

Submarino «Losharik»

A estação nuclear АС-12 é o desenvolvimento de projetos anteriores de estações de águas profundas (“Kashalot” e “Paltus”) construídos pela União Soviética nas décadas de 1970-1990. Todos eles são projetados para pesquisa e manipulação de objetos no fundo do oceano: por exemplo, para recuperar os destroços de navios, aviões e satélites, etc. Os militares dos EUA acreditam que as unidades também podem ser usadas para fins de espionagem ou sabotagem – por exemplo, para se acoplar aos cabos submarinos de comunicação secreta ou cortar os cabos da Internet global. No total, a URSS construiu três submarinos “Kashalot”, três “Paltus” e um “Losharik”. Todos os aparelhos possuem o reator nuclear. Oficialmente, eles não carregam nenhuma arma. Em vez disso, têm braços manipuladores para fins diferentes para trabalhar com objetos submersos.
Fragmento de uma fotografia da revista Top Gear, feita em 2014 na região de Severodvinsk. Acredita-se que pode ser mostrado AC-12 “Losharik” | foto: forums.airbase.ru
«Losharik» foi lançado em 2003. Ele recebeu o seu nome não oficial em homenagem ao personagem de desenho animado de mesmo nome, consistindo de bolas; a estação também consiste em compartimentos esféricos dispostos em uma linha. A profundidade máxima de mergulho do «Losharik» é muito maior que a de seus antecessores (1.000 metros / outros dados apontam aos 3.000 metros do «Losharik» contra 700-1000 do «Kashalot» e mais de 1.000 metros do «Paltus»).
Em 2012, quando a Rússia mais uma vez decidiu provar que os cumes submarinos de Lomonosov e Mendeleev que passam pelo Pólo Norte (e com eles todo o setor oceânico juntamente com o pólo) pertencem à plataforma continental russa, «Losharik» foi enviado ao fundo do oceano. As amostras que ele recolheu como justificativa da reclamação russa foram enviadas à ONU em 2015. Uma aplicação semelhante em 2014 foi apresentada pela Dinamarca, que considera o cume do Lomonosovryggen como uma continuação da plataforma da Gronelândia. A Comissão das Nações Unidas sobre a propriedade da plataforma ainda não tomou nenhuma decisão.

Submarino «Podmoskovye»

As estações de águas profundas nucleares não podem, elas próprias, fazer longas marchas e, portanto, são transportadas para o local da sua atuação por um grande submarino nuclear especial. Na marcha, a estação é anexada ao fundo de um submarino maior. O submarino BS-136 “Orenburg” servia para este propósito desde 2002, mas em 2015 foi colocado para as reparações (não há informações OSINT sobre o fim da sua reparação).
Submarino nuclear “Podmoskovye” com um dispositivo de ancoragem para mini-submarinos
do projeto 18 270 «Bester». Foto: twitter / @covertshores
Por quase dois anos, o «Losharik» e outras estações não tinham uma transportadora até que, em 2016, o submarino BS-64 «Podmoskovye» (antigo submarino de mísseis nucleares K-64 construído em 1984) foi novamente lançado à água após uma modernização de 16 anos. Em 2020, outro grande submarino fará lhe a companhia, o K-329 «Belgorod», que pode transportar tanto estações nucleares de águas profundas como submarinos não tripulados (torpedos) «Poseidon» com ogiva nuclear. Neste momento no «Belgorod» decorrem os testes.
«Podmoskovye» (no vídeo acima), «Belgorod» e todas as estações nucleares de águas profundas estão consolidadas na 29ª brigada submarina, subordinada diretamente à Direção Geral de Pesquisas em Mar Profundo do Ministério da Defesa russo. O comando da unidade está na cidade de Peterhof, e os submarinos em Olenya Guba, perto da aldeia de Gadzhievo, na região russa de Murmansk.

O Museu Madame Tussauds de Donetsk

O Museu Madame Tussauds é um famoso museu de figuras de cera. Possui a maior coleção de figuras de celebridades. A sede principal do museu está em Londres, mas também existem 15 filiais pelo mundo fora. O seu 16º filial foi recém-aberto em Donetsk, na dita “dnr” (modo sarcasmo, não foi nada).
Um dos tesourinhos principais do museu dos separatistas de Donetsk são as mãos das personagens e o rádio “Motorola” ao lado do Freddie Mercury, isso é do Misha “Givi” Tolstykh.