quinta-feira, abril 11, 2019

Porque Ucrânia precisa do Presidente Poroshenko e não de um palhaço?

Encontro de Normandia com a participação do Presidente da Ucrânia Petró Poroshenko, Presidente da França François Hollande, Chanceler da Alemanha Angela Merkel e presidente da federação russa Putin em Milão, Itália, em 17 de outubro de 2014.


Olhe para os rostos, em seus mimetismos. Sinta a atmosfera. Imagine que você esteja segurando a câmara, e não o fotógrafo ucraniano Mykhaylo Palinchak.

Encontro em formato de Normandia, 17 de outubro de 2014. Esta foi a segunda reunião, e a primeira foi realizada no dia 6 de junho do mesmo ano. Apenas um dia antes da inauguração oficial do presidente Petró Poroshenko, apenas 12 dias após a sua eleição.
Nas reuniões deste nível não há assistentes e consultores, não há peritos e equipas. Estão lá os líderes de países e seus tradutores. As sedes das campanhas, conselheiros, ministros – eles também estão lá, mas eles não podem intervir ou ajudar, eles trabalham nos bastidores em procedimentos preparatórios. E no próprio encontro do mais alto nível – bem, no máximo podem fazer passar uma nota.

Agora imaginem uma exacerbação na linha da frente/front. Em maio de 2019, por exemplo. A União Europeia começará a manifestar a sua preocupação e organizará uma reunião no formato de Normandia. E de cada palavra, de cada gesto, da expressão da face e do tom da fala – disso tudo dependerão as VIDAS REAIS dos combatentes que naquele momento entrarão em combate.

Não daqui um ano, nem daqui dois anos. Imagine isso pode acontecer daqui à um mês. Por exemplo, em 3 de maio deste ano. Doze dias após a eleição presidencial.

Agora imaginem no lugar do Petró Poroshenko o...

Dessa forma fica mais claro?

Blogueiro: Na diplomacia existe um truque. Uso do tradutor, mesmo quando se domina a língua do seu interlocutor. A tradução leva algum tempo, embora não muito, e isso é um par de segundos extras para pensar. Todos os diplomatas estão cientes disso. O facto de Petró Poroshenko falar diretamente com os seus interlocutores (o presidente ucraniano domina bem 6 idiomas), sem uso dos tais segundos, diz muito sobre o caráter e as qualidades dele.

segunda-feira, abril 08, 2019

Os novos POW russos na Síria

A agência Amaq publicou um vídeo curto em que militantes transportam um militar russo ferido, aparentemente um oficial. Ele está vivo, ao menos faz uns movimentos com as mãos. O vídeo é de 7 de abril, embora possa ter sido filmado antes. Não sa sabe quando e onde.

Dentro da viatura dos militantes pode-se ver o segundo corpo em um uniforme militar aparentemente ucraniano, usado pelas FAU antes de 2015. Possivelmente estamos falando dos três oficiais russos que caíram numa emboscada no dia 22 de fevereiro de 2019 na Síria, nos aredores de Mayadin e que foram dados como mortos pelo Ministério da Defesa russo: dois majores e um tenente-coronel. Ou talvez estamos perante um novo incidente com alguma empresa militar privada (EMP) russa, que aconteceu recentemente e do qual nada sabemos, por enquanto, escreve o blogueiro militarista russo el-murid.

Blogueiro: dado que o fardamento aparentemente é ucraniano, muito possivelmente capturado pela Rússia na Crimeia ocupada, o mais possivel, é que estamos falando dos membros da alguma EMP russa, capturados pela resistência islamista síria.

27 anos atrás começou o cerco de Sarajevo que durou 1.425 dias

No dia 5 de abril de 1992 começou o cerco do Sarajevo, crime perpetuado pelo Exército Popular da Jugoslávia e pelas recém-criadas unidades paramilitares sérvias locais.

Neste dia, os franco-atiradores sérvios, escondidos no cemitério judaico, mataram duas primeiras vítimas, Suad Dilberovic e Olga Sucic, dois civis que participaram na manifestação pacífica, organizada para chamar a atenção das autoridades para a importância de uma solução pacífica das tensões interétnicas cada vez mais fortes na Bósnia e Herzegovina.

No mesmo dia, em Sarajevo começaram as primeiras trocas de tiros, bem no centro da cidade, e logo em seguida a urbe foi alvo dos bombardeios indiscriminados dos canhões sérvios, alvejando ruas e praças, edifícios residenciais, da polícia e locais que hospedavam as instituições da recém-criada República da Bósnia e Herzegovina.

O cerco de Sarajevo durou 1.425 dias, resultando na morte de mais de 13.000 cidadãos, entre eles mais de 5.000 civis, incluindo 1.600 crianças. Mais de 50.000 cidadãos foram feridos, entre eles mais de 15.000 crianças (fonte).

This War of Mine

Desde novembro de 2014 foram vendidas mais de 4,5 milhões de cópias do jogo This War of Mine, que simula a vida de civis durante o cerco da Sarajevo em 1992-1995, embora os seus criadores enfatizam que eles procuraram mostrar eventos que poderiam ocorrer em qualquer lugar durante uma guerra.

O lançamento do jogo desenvolvido e publicado pelo estúdio polaco/polonês 11 Bit Studios ocorreu em 14 de novembro de 2014. This War of Mine é uma espécie de simulador de sobrevivência.

Em This War of Mine, o jogador terá que liderar um grupo de pessoas comuns que estão tentando sobreviver nos combates na sua própria cidade. Os principais problemas para o jogador serão a falta de comida e de medicamentos, a presença dos saqueadores frios e armados. Para vencer, é necessário que os personagens do seu grupo sobrevivam até o armistício.

Todos as vendas do jogo vão para a War Child, uma organização sem fins lucrativos dedicada a ajudar crianças afetadas por conflitos militares no Afeganistão, Iraque, República Centro-Africana, República Democrática do Congo e Iémen. A produtora 11 Bit Studios já repassou mais de 500.000 dólares para esta organização.

This War of Mine ganhou mais de 100 prémios, incluindo o Independent Games Festival, o Games For Change e o SXSW Cultural Innovation Award.

O jogo funciona em todas as plataformas, como PC, PlayStation 4, Nintendo Switch, Xbox One, iOS e Android. Na semana passada, a 11 Bit Studios lançou uma nova extensão autónoma chamada This War of Mine: Stories – Father's Promise para iOS e Android.  

As análises que Zelensky aposta em esconder do público ucraniano

As análises da despistagem de drogas e do álcool do apresentador Zelensky (inovação do Zelensky) foram recolhidas por um ator do estúdio dirigido pelo próprio Zelensky, à trabalhar (no laboratório escolhido por Zelensky) como massagista (Sic!)

Após na Ucrânia serem conhecidos os dados dos exit-polls da 1ª volta/1º turno da eleição presidencial, que colocaram o ator e apresentador Volodymyr Zelensky no primeiro lugar da escolha dos ucranianos, o chefe do seu estado-maior eleitoral tinha dito que: “Zelensky participará nos debates apenas se haverá a demanda disso da sociedade ucraniana e essa demanda não existe”.

De seguida, Zelensky desafiou o Presidente Poroshenko aos debates, fazendo isso, propositadamente, em termos ao máximo grosseiros e inaceitáveis, na sua forma e no conteúdo, contando com a recusa do Presidente (exigindo os debates num estádio e não no estúdio; desafiando Yúlia Tymoshenko para ser a “moderadora”; exigindo a divulgação da declaração financeira do Presidente; exigindo a efetuação das análises da despistagem de drogas e do álcool; exigindo o pedido de desculpas do Petró Poroshenko que o chamou de “criatura do [oligarca] Kolomoysky”, exigindo a resposta, para tudo isso, em apenas 24 horas, entre outras coisas semelhantes):

A lei ucraniana é clara, os debates, entre os dois candidatos mais votados na 1ª volta/1º turno, e com a duração de, no mínimo 1 hora, são organizados pelo canal da TV pública da Ucrânia, com a transmissão pelos outros canais públicos da TV e rádio, e devem ser organizados, neste caso, no dia anterior ao “dia de silêncio”, ou seja no dia 19 de abril de 2019.

Presidente Poroshenko, aceitou o desafio, incluindo o local proposto pelo seu adversário, fazendo isso num vídeo bastante respeitoso para com Zelensky, que tratou Presidente pelo “tu”, apenas emendando a sua “falha” propositada de seguida, para conseguir mais uma graçola junto ao seu eleitorado:

Depois começaram as coisas verdadeiramente intrigantes.

Já no dia 5 de abril, pela manha cedo, o Presidente Poroshenko efetuou as análises clínicas no laboratório do Complexo Nacional Desportivo “Olimpiysky” (Olímpico), no gabinete do controlo médico e de antidopagem (até dia 15 de abril de 2019 o gabinete receberá as excursões pagas, e em grupo, de adultos e crianças ao preço entre 40-50 UAH (1,48-1,85 dólares) e 80-100 UAH (2,96-3,7 dólares) respetivamente, escreve Inforesist.org). Os resultados das análises, que o Presidente da Ucrânia fez em direto, mostraram que Petró Poroshenko está livre influência de álcool e das drogas.
De repente, Zelensky afirmou que não confiava no laboratório do “Olimpiysky”, local que ele próprio escolheu como o local dos debates e diz que faria as suas análises no laboratório EuroLab, pertencente a um amigo seu, que apoia ativamente a candidatura do Zelensky à presidência da Ucrânia.

Os primeiros dados das análises do Zelensky foram publicados com a data 2 de abril (na realudade foram efetuadas no dia 5 de abril), o laboratório explicou o sucedido com o erro da funcionária, que digitou o texto. Realmente foi um grande erro.

Na página do laboratório está escrito: “Laboratório médico EUROLAB representa o mais moderno complexo, certificado pela TUV ZUD ISO 9001:2008 e ISO 15189: 2012”. Adiante o laboratório afirma que “introduziu um sistema de informação digital único, baseado em codificação de estágio completo, eliminando a influência do “fator humano”.”
O que significa que ou análises do Zelensky efetuadas na EuroLab são falsas ou nem sequer foram efetuadas. Muito possivelmente, o laboratório usou os resultados das análises de uma outra pessoa, realmente efetuadas no dia 2 de abril de 2019, apenas redigindo o nome do paciente em programa Photoshop ou semelhante (Facebook automaticamente marca a imagem como resultado de Photoshop, mas isso não constitui uma prova definitiva).

Até que o blogueiro ucraniano Vladimir Zavgorodny reparou numa outra coisa muito comprometedora:
Os dois documentos do laboratório, datados de 2 e de 5 de abril — são assinados pelo mesmo clínico (Galagan N.,), que tem o mesmo número de identificação, mas duas assinaturas diferentes.
Mas há mais. As análises de sangue do Zelensky foram efetuados pelo ator semiprofissional Vladislav Kiryakulov, que participou na série «Svaty» (literalmente “Casamenteiros”), produzida pelo estúdio «Kvartal 95», dirigido pelo próprio Zelensky.
Na página do laboratório está escrito que assistente médico Kiryakulov trabalha no «EuroLab» há 10 anos, é um massagista, especialista em higiene geral, com a especialização em seleção de palmilhas individuais “Footbalance”, tratamento de “pés chatos, fascite placentária, esporões ósseos, joanete, pronação e supinação excessiva”.
Como ator, Kiryakulov  participou nos filmes “Ucrânia, goodbye!”, “Duplo do killer”, “Caça ao werewolf”, “Paramédico”. Também esteve no elenco da 8ª temporada ucraniana do show culinário “Master Chef”.

E por último, nascido em 1978 e jurista de profissão, Zelensky nunca serviu no exército e como indica o documento que publicamos recebeu, entre março de 2014 à agosto de 2015 (no momento, em que Ucrânia estava lutando até a morte, quando os meninos, que nunca tinham visto a arma antes da guerra, foram para a linha frente para se tornarem heróis) recebeu ao menos 4 (quatro) notificações do Comissariado Militar, mas nenhuma dos quais foi entregue, porque Zelensky nunca foi localizado no endereço que próprio mencionou como o seu local da residência.
Ou seja, se a parte da chamada militar se confirmar, então o FUJÃO, que se escondia deliberadamente das chamadas do exército ucraniano, agora pretende ser o Comandante Supremo das Forças Armadas da Ucrânia...
Blogueiro: existem fortes razões de pensar que Zelensky é um usuário recreativo de alguma droga pesada, naturalmente ele fará tudo para esconder as suas verdadeiras análises. Mas mais importante, apenas neste pequeno episódio, o candidato Zelensky mostrou, até em demasia, o que representa a sua “nova cara na política: clientelismo, favorecimentos indevidos, falsificações, desrespeito, entre outras coisas semelhantes, enumerem vocês mesmos.   

domingo, abril 07, 2019

Tajiquistão visto e pintado pela Marifat Davlatova

A artista tajique Marifat Davlatova, de 25 anos, pinta quadros ao estilo nu artístico. Ela é reconhecida nas ruas, é ameaçada nas redes sociais e recusada de financiamento por causa do conteúdo do seu trabalho.
O pai da artista é um músico que colocava para filha as gravações dos Beatles, a sua mãe é programadora e, no passado, foi uma campeã no tiro com arco. “Sou grata aos meus pais por me libertarem”, diz Marifat, que tem duas irmãs: uma está envolvida na música e outra é uma financista.
Os pais apoiam Marifat, mas, apesar de sua relativa democracia, aderem aos cânones da sociedade tajique: “desde os 14 anos eu sempre oiço: “Você é uma menina, então mantenha a sua opinião para você mesma” – conta Marifat. – Os pais me desencorajaram de exibir trabalhos no estilo nu, dizendo que eu sou uma tajique e muçulmana. Mas a arte não tem religião”.
Nas redes sociais Marifat recebe as mensagens com ameaças e insultos, acusando-a de autopromoção e “ódio ao povo tajique”. No entanto, artista diz que, por enquando, não pretende deixar o seu Tajiquistão natal.
Ler a entrevista com Marifat Davlatova (em inglês).

sábado, abril 06, 2019

A nova tentativa de atentado em Kyiv: o terrorista é gravemente ferido

No dia 4 de abril de 2019 a cidade de Kyiv viveu uma nova tentativa de atentado contra oficial da secreta militar ucraniana (GUR), major ucraniano, afeto ao spetsnaz, não sofreu nenhum dano físico, o terrorista estrangeiro foi ferido com gravidade e mais tarde morreu no hospital.


A tentativa ocorreu na rua Académico Williams № 6A, junto à um dos supermercados noturnos. O agente dos serviços secretos russos Alexey Komarychev (o cidadão do Quirguistão), às 2h00 do dia 4 de abril se aproximou à viatura do oficial do GUR, situada no parque de estacionamento.
As câmaras de vídeo mostram o terrorista se aproximar à viatura, se aproveitando da ausência do condutor, colocar na viatura um AEI, que imediatamente explode, o ferindo, com bastante gravidade.
Faça click para ver vídeo
No dia 3 de abril, a viatura “Chevrolet Aveo”, foi usada por dois oficiais ucranianos da secreta militar GUR, ambos bastante conhecidos no meio de spetsnaz. Em resultado da explosão nenhum deles sofreu qualquer ferimento, o terrorista gravemente ferido foi levado ao hospital, o cão/cachorro que aparece nas filmagens também conseguiu se salvar, ao menos este não foi achado no local do atentado.
Através do estudo da documentação pessoal do terrorista e graças às câmaras CCTV foi possível saber que o grupo terrorista era composto por duas pessoas, um deles é cidadão da Quirguistão Alexey Komarychev. Os dois vieram à Ucrânia de forma legal, ao bordo de comboio/trem “Moscovo-Odessa”. Já estiveram na Ucrânia em 2018, graças ao convite de uma cidadã ucraniana, residente em Kyiv. Não existem as dúvidas, são operativos guiados e instruídos pelos serviços secretos russos.
O grupo seguia o major de spetsnaz da GUR do Ministério da Defesa da Ucrânia Kirill Budanov, visado no atentado, assim como os locais da residência oficial de alguns outros oficiais seniores da GUR. Oficial visado servia na mesma unidade que Maksym Shapovalov, comandante do spetsnaz da GUR do Ministério da Defesa, que perdeu a vida, num atentado à bomba em 2017 em Kyiv.

A relativamente baixa qualificação profissional do terrorista se enquadra na tática das ações dos serviços secretos russos em usar um grande número de agentes. São escolhidos os “descartáveis”, mesmo no caso de sua falha ou morte, por isso, passam por treino/treinamento muito curto. Como regra geral, estes agentes russos possuem o passado criminoso ou semi-criminoso, a disposição consciente para violar a lei, o aventureirismo e os problemas financeiros. O assassino de ex-deputado da Duma russa Igor Voronenkov foi recrutado por se envolver no contrabando da federação russa para Ucrânia, o assassino que atirou contra voluntário checheno Adam Osmayev era um aventureiro, agente autónomo dos serviços secretos russos, que aceitava qualquer trabalho, até participou na publicidade televisiva. Os serviços secretos russos não arriscam o seu pessoal profissional, para evitar escândalo no caso de detenção, mas não poupam os agentes externos – a sua morte são perdas permissíveis. A explosão ao instalar AEI não deve surpreender o público.
As tentativas de a(c)tos terroristas contra o comando do Serviço de Inteligência do Ministério da Defesa do Ministério da Defesa por parte dos serviços secretos da federação russa mostram que o inimigo está tentando atrapalhar o trabalho efetivo, de combate, efetuado pela inteligência ucraniana, nos territórios temporariamente ocupados do leste da Ucrânia. Putin continuam a ver toda Ucrânia como um campo de batalha. A guerra russo-ucraniana continua.

sexta-feira, abril 05, 2019

1964 – o Brasil entre armas e livros (ver o filme completo)

Após a recusa da rede Cinemark de exibir “1964 – o Brasil entre armas e livros” nos cinemas (não teve qualquer problema de exibir o filme propagandista sobre Lula), os seus criadores colocaram o filme no domínio público no YouTube. Até agora a película foi vista por mais de 4,014 milhões de pessoas.

O trecho do comunicado da produtora Brasil Paralelo: Tenho o prazer de informar que a empresa Brasil Paralelo, produtora do documentário “1964, o Brasil entre armas e livros”, irá divulgar o filme completo e gratuitamente, no Canal do Brasil Paralelo no YouTube. Tal fato se deve em razão da rede Cinemark ter proibido a exibição do filme em suas salas alegando que não se envolve em questões políticas (apesar de ter exibido o filme do Lula) e da grande mídia ter divulgado diversas vezes que o documentário defende a ditadura militar, sem sequer ter tido acesso ao conteúdo do filme.


Bónus

Programa “Fantástico” da Globo sobre os chamados “justiçamentos”, atentados terroristas dos grupos de esquerda armada contra o governo brasileiro e contra os cidadãos que se opunham à ditadura comunista: 

quinta-feira, abril 04, 2019

Estalinista brasileiro Cristiano Alves é detido na Rússia por imigração ilegal

Cristiano Alves, o ferrenho estalinista do comunismo brasileiro, foi detido na Rússia como imigrante ilegal e se prepara para a sua deportação administrativa forçada ao Brasil.

O jovem estalinista brasileiro foi detido na sua saída da Rússia, por permanecer no país ilegalmente (mais de 90 dias no decorrer dos 180 dias de calendário). Após a sua detenção, o cidadão brasileiro foi colocado no centro de detenção temporária dos emigrantes ilegais detidos no país, situado nos arredores de São Petersburgo. Desde o dia 25 de março ele aguarda a deportação administrativa forçada do território russo, o que significará que durante um longo período de tempo, ele será impedido de entrar na federação russa.
Carta do Cristiano aos camaradas, escrita atrás das grades
Neste momento Cristiano Alves enfrenta duas possibilidades, a decisão do tribunal russo sobre a sua deportação forçada pode ter limites temporários de 10 ou de 90 dias. Tudo indica que jovem brasileiro não possui nenhum dos atenuantes, que poderiam, em teoria, o salvar da deportação administrativa: 1) Não é casado, não têm filhos, nem outros parentes cidadãos na federação russa; 2) não trabalhava na Rússia de forma legal (não tinha patente, permissão ou contrato de trabalho); 3) não é um estudante; 4) não está sendo tratado no sistema de saúde russo; 5) não possuía a permissão de residência na Rússia.  
A nova casa do Cristiano nos arredores de São Petersburgo
O grande fã do Estaline/Stalin, Rússia e do comunismo, Cristiano Alves aderiu à fé ortodoxa, se batizando na Igreja Ortodoxa Russa (IOR) sob o nome de Alexandre. A sua amiga íntima, Yelena Jerdeva, conta, nas redes sociais, que Cristiano costuma receber as propostas do casamento fictício, mas as sempre recusa por se considerar um “cristão ortodoxo”, uma espécie de “testemunha do comunismo estalinista”.

Também é sabido que Cristiano teme voltar ao Brasil, onde, acredita, existe o perigo real de ser perseguido devido as suas “crenças e declarações políticas”. Ele chegou à pedir o exílio político na Rússia, pedido que foi oficialmente recusado.
O engenheiro sul-africano fuzilado pelo NKVD soviético
Blogueiro: nas décadas de 1930-1940, vários prisioneiros soviéticos e os ativistas de esquerda estrangeiros presos pelos OGPU-NKVD, costumavam escrever as cartas rogatórias ao camarada Estaline/Stalin. Geralmente, as cartas começavam assim: “Querido camarada Estaline, se sucedeu um grande equívoco...” Por vezes, as cartas surgiam efeito, em vez de ser fuzilado, o prisioneiro era enviado para trabalhar nas minas de ouro ou de urânio...


Bónus

O mesmo Cristiano Alves defendia, em 2017, a eliminação física de Jair Bolsonaro e a tortura dos seus seguidores, ou seja, cerca de 70 milhões de eleitores em 2018:

quarta-feira, abril 03, 2019

A morte dolorosa do Omelián Kovch, o “pároco de Majdanek”

No dia 25 de março se completou o 75º aniversário da morte do Omelián Kovch, o sacerdote greco-católico ucraniano, que salvava os judeus e foi conhecido como “pároco de Majdanek”, assassinado pelos nazis no campo de concentração de Majdanek.

O beato Omelián Kovch (20 de agosto de 1884 — 25 de março de 1944) tinha nascido no seio de uma família ucraniana camponesa na localidade de Tlumach, da região de Kosiv, situada no Oeste de Ucrânia. Se ordenou sacerdote em 1911, após terminar os seus estudos em Colégio de São Sérgio e São Baco, em Roma. Durante 4 anos foi sacerdote na comunidade graco-católica ucraniana na Bósnia. Em 1919 se tornou o capelão do Exército Ucraniano de Galiza (UGA), forças armadas da República Popular da Ucrânia Ocidental (ZUNR). De 1921 à 1943 foi pároco da igreja de São Nicolau, em Peremyshliany. Estava casado e era pai de seis filhos (os padres católicos ucranianos do rito bizantino podem se casar).
Beato Omelían Kovch | foto do arquivo
Na primavera de 1943 padre Kovch foi detido pela Gestapo por salvar os judeus ucranianos. A sua família, assim como o metropolita Andrey Sheptytsky, tentaram salvá-lo da morte no campo de concentração nazi. Mas padre Kovch se recusou. Ele escreveu uma carta para sua família, que contém as seguintes palavras: “Ontem milhares de pessoas foram mortas aqui. Eu sou o único padre aqui. O único que pode ajudar as pessoas a morrer e entrar na porta aberta para a casa do Pai Celestial”.

Em fevereiro de 1944 ele baixou no hospital prisional e no dia 25 de março de 1944 – morreu e foi cremado no crematório de Majdanek, situado nos arredores da cidade de Lublin, na Polónia.
Ivan Kovch (1932), filho de Omelían Kovch junto à placa memorial em Majdanek em memória do pai.
foto: Nashastudiya, 25/03/2009
Em 9 de setembro de 1999, o Conselho Judaico da Ucrânia, o considerou oficialmente como “justo da Ucrânia”. A sua beatificação ocorreu em 27 de julho de 2001 em Lviv, durante a cerimónia litúrgica do rito bizantino, presidida pelo Papa João Paulo II.

segunda-feira, abril 01, 2019

FAU aniquilaram a posição separatista nos subúrbios de Donetsk

O serviço de imprensa da 24ª Brigada especial mecanizada “Rei Danylo” divulgou as imagens da posição avançada separatista “Krokodil” (Crocodilo), situada nos subúrbios de Donetsk.
“Alguns dias atrás, graças às ações hábeis e coordenadas dos militares da brigada real, foi realizada uma operação de fogo, bem-sucedida, contra as posições do inimigo no “Krokodil”, diz o comunicado.
Esclarece-se que foi a partir daquela posição que as forças russo-separatistas realizavam bombardeios constantes das posições ucranianas com o uso de mísseis antitanque, morteiros SPG e de 82 mm, metralhadoras pesadas DShK, etc.
Nota-se que a colina em que era situada a posição, usada pelos ocupantes para controlar a estrada Krasnohorivka-Mariinka e as localidades de Krasnohorivka e Mariinka está localizada nos arredores de bairro Petrovsky, num dos subúrbios ocidentais da cidade de Donetsk.