sexta-feira, novembro 23, 2018

Holodomor ucraniano no mapa da Europa

O blogueiro ucraniano Oleknsandr Ivanov criou um mapa interativo de memórias das testemunhas oculares do Holodomor. Cada marca no mapa está ligada à localização geográfica mencionada nas memórias: imagem de filme – depoimento em vídeo, envelope – história em texto, câmara – as fotos.

A morte de milhões de pessoas é percebida como estatística. A história de cada pessoa que sobreviveu ao Holodomor é percebida como uma tragédia. Passem alguns minutos e vejam ou leiam as memórias do Holodomor que aconteceram na sua região ancestral ou mesmo na localidade onde nasceram os seus pais ou avôs.

Neste momento o mapa contém mais de 160 depoimentos em vídeo e cerca de 90 depoimentos escritos, mas isso é apenas o começo. Existem dezenas de milhares de memórias do Holodomor. E todos eles têm que ser mapeados. Por isso, todas as pessoas interessadas podem se juntar ao projeto. Enviem as memórias do Holodomor que não estão no mapa ao e-mail: holodomorgenocide@gmail.com

Quem quer participar no/do preenchimento do mapa (ou ajudar de alguma maneira) – podem mandar as mensagens particulares ao Oleknsandr Ivanov.

Por favor, divulguem essa informação. As autoridades comunistas soviéticas fizeram de tudo para destruir a memória coletiva da Ucrânia e dos ucranianos, temos que fazer de tudo para salvá-la.

Nós não esquecemos! Glória à Ucrânia!
Raphael Lemkin: Soviet Genocide in Ukraine (1953), texto em português na pág. 166
Vejam o cartoon ucraniano “Espírito Faminto” (Golodniy Dukh), criado pelo estúdio Animagrad, ao pedido do Ministério da Política Social da Ucrânia para assinalar 85º aniversário do Holodomor:

Rússia é processada devido ao derrube do Boeing do voo MH17

Parentes de 55 holandeses que morreram devido ao derrube do Boeing-777 do voo MH17 de Malaysian Airlines no leste da Ucrânia em 2014 entraram, nesta sexta-feira (23/11/2018), com uma ação criminal contra a Rússia no Tribunal Europeu de Direitos Humanos, informa agência russa Interfax.ru

“A Rússia, para surpresa dos meus clientes, não forneceu informações importantes para a equipa/e de investigação. Depois, forneceu argumentos que não eram verdadeiros”, disse o advogado Meiru Meva, no comentário a televisão pública holandesa. Meiru Meva é membro de um grupo de advogados que prestam apoio jurídico aos familiares de vítimas do voo MH17, abatido pelas forças russo-terroristas no leste da Ucrânia.
As forças russo-terroristas à festejarem o abate do Boeing-777 MH17 
Anteriormente, o ministro dos Negócios Estrangeiros dos Países Baixos, Stef Blok, apelou à Rússia para cooperar na revelação da verdade.

O Boeing-777 das Malaysian Airlines estava realizando o voo MN17 no trajeto entre Amsterdam (Holanda) à Kuala Lumpur (Malásia), quando foi abatido nos céus da Ucrânia na região de Donetsk, controlada pelas forças russo-terroristas em 17 de julho de 2014. A bordo estavam 298 pessoas. Todos eles morreram.
Roubo e demonstração pública dos bens dos passageiros mortos...
Foi realizada uma investigação internacional, após a qual os Países Baixos e a Austrália declararam que consideram a Rússia responsável no derrube de avião e tencionam levar Moscovo à justiça.

Bónus
O petróleo da marca Brent caiu abaixo de 60 dólares por baril (pela primeira vez desde outubro de 2017), embora ainda em outubro de 2018 Brent custava 86 dólares por baril.

quarta-feira, novembro 21, 2018

Como começou Maydan na Ucrânia: dezembro de 2013 (59 fotos)

Assim começou Maydan na Ucrânia em dezembro de 2013. Com barricadas muitíssimo rudimentares, muita fé na Europa e nenhuma ideia de que o regime do presidente Yanukovych estava mais que disposto à matar, apenas para se perpetuar no poder.  

A praça de Independência de Kyiv (Maydan), os cidadãos, de forma organizada se dirigem ao Parlamento (Rada Suprema).

A ordem é assegurada pelos jovens da Autodefesa de Maydan:

Autocolante: [Ajuda jurídica graciosa] “Detido pela polícia – se mantenha calado e não assina nada até a chegada do advogado”:

As escadas que descem do hotel “Ucrânia” até Maydan foram regados pela água que se tornou gelo para dificultar o possível ataque da polícia:

Bloqueio pacífico dos edifícios governamentais: bloqueio junto ao Gabinete de Ministros (rua Hrushevsky):

Polícia de segurança pública na entrada ao Gabinete de Ministros:

O lado oposto da rua preenchido pelos manifestantes e pela imprensa:

Edifício do Parlamento da Ucrânia rua Hrushevsky) cercado pelos cidadãos ucranianos.

Barricadas no centro de Kyiv, os cartazes nas paredes dos edifícios governamentais.
Slogan: "Viktor [Yanukovych], entrega o poder". Assinado: "povo"
Slogan (em russo): "Berkut assassino"
Primeiras barricadas, usando elementos do design municipal.

Elemento decorativo usado para aquecer as pessoas:

Os manifestantes pertencem à todas as classes sociais e todas as idades. Um grupo de judeus ortodoxos se dirige à manif:

Os estudantes:

Piquetes junto aos edifícios governamentais. Primeiro-ministro Mykola (Nikolay) Azarov inventa os “milhares de militantes” em Kyiv, como podemos ver, tudo era absolutamente pacífico.

Os veteranos ucranianos de Afeganistão entre os manifestantes:

Mais estudantes à se manifestar, gritando a palavra de orfem: “Greve estudantil”.

Chá gratuito aos manifestantes:

Arredores da rua Bankova, onde fica Administração Presidencial, vários edifícios são fechados com as barricadas governamentais [as caraterísticas placas de aço de cor cinzenta]:

Marcas dos primeiros confrontos [ainda bastante pacíficos] entre os manifestantes e unidade de polícia “Berkut” [em 2014 muitos dos seus elementos fugiram para Rússia, onde permanecem até hoje]:

A rua Bankova, as barricadas dos manifestantes, que deixam passar apenas os jornalistas:

Árvores na rua Bankova e as pedras da calçada, usadas para atirar contra polícia:

As pedras ficaram no chão:

O cordão da polícia na entrada da Administração Presidencial:

Polícia de segurança pública, houve casos em que eles defendiam os manifestantes contra a violência do destacamento “Berkut” [que muito possivelmente foi reforçado pela polícia russa, daí a sua violência na repressão contra os manifestantes ucranianos].

“Berkut” usa o fardamento cinzento e os capacetes com proteção de vista:

Plano geral da rua Bankova:

Entrada da rua:

Murro da Associação dos Escritores da Ucrânia.
Slogan: "Glória à Ucrânia. Morte aos inimigos"
Novamente Maydan, as voluntárias recolhem os meios financeiros para ajudar aos ativistas.

Autocolantes:
Autocolantes: "Eu não saio da Maydan até a demissão do Yanukovych"
Na Maydan.

Casinhas de madeira, usados para a recolha dos alimentos e roupas quentes aos manifestantes:

Avenida Khreschatyk:

Barricadas.

Os cidadãos caminham até Maydan.

Pouca polícia. Montras com os telemóveis na entrada do metro “Praça de Independência”. Todos os protestos ao mais alto nível civilizacional, não há pessoas bêbadas.

As televisões.

Os cidadãos caminham até Maydan.

Cartaz.
Slogan: "Eu [sou] uma gota no oceano"
Barricadas.

Os manifestantes ucranianos costumavam usar água, que ao congelar se transformava em gelo e teoricamente deveria dificultar o ataque da polícia.

Maydan.
Slogan: "Não se acovarde, vote!"
Slogan: "Exigência número 1: demissão do Yanukovych"
Fotos e texto Maxim Mirovich e [Ucrânia em África]