terça-feira, novembro 06, 2018

Quem matou Kateryna Handziuk? Os idiotas e a guerra híbrida

A ativista ucraniana anti-corrupção Kateryna Handziuk faleceu este domingo, três meses após ser atacada com ácido sulfúrico, tendo sofrido queimaduras em quase 40% do seu corpo. O caso foi notado na Europa, que muito habitualmente ignora as mortes de homens e mulheres ucranianas, que dia sim – dia não, tombam na defesa da Ucrânia na frente leste...

A informação privilegiada no caso de Kateryna Handziuk:

por: Karl Volokh e [Ucrânia em África]

1. Os executantes [quatro reais veteranos da OAT, detidos pela polícia ucraniana e presos preventivamente] estão colaborar com investigação, eles dizem que receberam todas as instruções do organizador [Serhiy Torbin, aka “Oper”, também detido, preso no estabelecimento prisional sob controlo da secreta ucraniana SBU, para a sua maior segurança]. Organizador não colabora com investigação, os executantes não sabem de quem partiu a ordem, mas a possibilidade de existir um mandante não é de excluir.

2. Os executantes dizem [sob juramento], que organizador, supostamente, tinha motivos pessoais de animosidade contra Kateryna, mas a investigação não considera essa versão muito convincente (pelo menos por enquanto).

3. Não foi estabelecido nenhum outro motivo convincente, isto é, situação em que a morte de Kateryna teria resolvido algum conflito social ou económico sério.

4. Considerando o esforço despendido na execução deste assassinato, incluindo certos custos financeiros, os investigadores ucranianos consideram a versão da existência de um mandante é a mais provável, mas não possuem as evidências disso.

5. Não é de excluir, entre outras hipóteses, de que a tarefa dos criminosos era simplesmente desestabilizar a situação na Ucrânia ou desacreditar o atual Governo ucraniano nas vésperas das eleições presidenciais. Neste caso, o mandante final pode ser o serviço secreto de um país vizinho.

6. Se o organizador [Serhiy “Oper” Torbin] não falar, será extremamente difícil, se não impossível, descobrir o mandante final. No entanto, mesmo que ele concordar em depor (caso contrário se arrisca à prisão perpétua), não há garantias que as suas alegações poderão ser provadas no tribunal.

7. Se o objetivo do assassinato era perturbar a sociedade ucraniana e fomentar o seu descontentamento para com o poder central (Governo e Presidente), então os serviços secretos de um país vizinho conseguiram cumprir a sua missão, embora não aos cem por cento. É muito fácil manipular um povo para quem a ideia da independência e da soberania do Estado ainda não se tornou um valor sério.

Alguns outros casos sonantes de mortes dos ativistas ucranianos (2014-2018):


Advogada e defensora dos direitos humanos Iryna Nozdrovska, o seu corpo foi achado em 1/01/2018 nos arredores de Kyiv. O presumível assassino se chama Yuri Rossoshansky (1954), é pai de um jovem, que graças ao empenho da advogada foi condenado aos 7 anos da cadeia pelo acidente de trânsito, que matou a irmã da Iryna. O presumível assassino foi detido, ele reconheceu a sua culpa e colabora com a investigação. Mesmo assim, arrisca-se à uma prisão perpétua.

Veterano da OAT, Vitaly “Sarmat” Oleshko, foi assassinado em 31 de julho de 2018 na cidade de Berdyansk. O assassino, os cúmplices e o mandante foram detidos pela polícia ucraniana, todos colaboram com a investigação. Motivo do assassinato – disputas comerciais.

Oleksandr Muzychko, conhecido como “Sashko Biliy”, aventureiro, ativista social, coordenador regional do Setor da Direita, agiota, morto pela polícia ucraniana (unidade “Sokil”) em 24 de março de 2014. Após a vitória da Revolução de Dignidade (conhecida como Maydan), Muzychko “Biliy” achou genuinamente que chegou à hora das expropriações revolucionárias (pior que poderia acontecer à Ucrânia). A solução não foi bonita, mas chegou rapidamente e evitou o aparecimento dos outros como ele.

Oleh Muzhchil, budista, aventureiro, combatente da guerra russo-ucraniana, presumível terrorista, liquidado pelo SBU em 9 de dezembro de 2015 em Kyiv.

De acordo com as memórias do fundador e primeiro líder do Setor da Direita, Dmytro Yarosh, Oleh Muzhchil (“Lesnik”, também conhecido como “Serhiy Amirov”), apareceu no campo do Setor da Direita em agosto de 2014 e ofereceu os seus serviços na realização de ataques na retaguarda dos separatistas. Yarosh achou essa proposta racional, pois Muzhchil-Amirov era natural da cidade de Donetsk. Ao executar uma das missões de sabotagem, ele desapareceu, tendo aparecido alguns dias depois com uma ideia brilhante de “colocar mais ênfase não em combate ao inimigo externo, mas em suprimir o regime de ocupação interna. Na noite de 9 aos 10 de dezembro de 2015, Oleh Muzhchil (Serhiy “LesnikAmirov) foi abatido pela SBU na tomada de seu apartamento seguro em Kyiv, onde ele guardava 20 granadas e 4 quilos de TNT.  

Apenas cinco casos mais sonantes. Alguns dos assassinos (e dos assassinados) eram heróis da OAT, combatentes reais, com feitios reais, que ganharam as suas medalhas de uma forma absolutamente justa e eram heróis na guerra russo-ucraniana.

O poder ucraniano, representado pelo Presidente Petró Poroshenko e pelo Ministro do Interior Arsen Avakov, não os cobriram, e todos os participantes e os organizadores destes crimes foram detidos. Apesar do enorme dano reputacional, político e eleitoral.

Quatro ilações podem ser tiradas disso:

1. A lei finalmente funciona na Ucrânia, com nuances e problemas, mas funciona.
2. Petró Poroshenko e Arsen Avakov querem que a lei funcione.
3. A sociedade civil da Ucrânia é uma força que pode fazer a lei funcionar.
4. Os pontos 1, 2, 3 fazem parte da nova tendência e fazem parte da nossa realidade.

A morte da Kateryna Handziuk é amplamente usada pela quinta coluna pró-russa, por uma parte da imprensa alegadamente ucraniana e por alguns ativistas, que tentam ganhar alguns pontos pessoais e/ou eleitoralistas, alegando que “poder não investiga” e “está acobertar” não se sabe à quem.

A demissão do Procurador-geral da Ucrânia

O Procurador-eral da Ucrânia, Yuriy Lutsenko informou os deputados do parlamento ucraniano que irá apresentar a sua demissão formal. A Rada Suprema deverá considerar a sua carta de renúncia ainda esta semana.
Ninguém se apega ao poder. Estou enviando minha renúncia ao Presidente da Ucrânia hoje. E vocês, no parlamento, devem considerar esta questão. Peço-vos para fazer isso ainda nesta semana. Eu fiz o meu trabalho e vou fazê-lo. Tudo, o que prometi à Kateryna Handziuk no hospital, foi feito e será feito”, disse Yuriy Lutsenko.

Como era de esperar, os mesmos ativistas que ainda na segunda-feira (5/10/2018) exigiam histericamente a “demissão imediata” do Procurador-geral, estão novamente descontentes, exigem não menos histericamente que este “fique até o fim, para compartilhar as responsabilidades”.

É muito difícil não considerar alguns deles de “idiotas úteis” clássicos, senão a quinta coluna fiel às forças nada amigáveis à Ucrânia...

Pravoslavlevia parva: um bicho ortodoxamente marvado

Pravoslavlevia parva é um género pertencente à subordem Gorgonopsia. Viveu no final do Pérmico na Rússia atual. O comprimento destes animais era cerca de 1,4 metros.

A principal diferença anatómica entre Pravoslavlevia parva e a espécie Inostranceviidae (estrangeira) semelhante, é a sua boca mais dentuça, os dentes posteriores se situam na mandíbula superior e na mandíbula inferior.
Na verdade, isso é tudo que vocês precisam de saber sobre a ortodoxia (pravoslavie) russa.

domingo, novembro 04, 2018

Viajantes do tempo como elemento da propaganda contemporânea russa

Num dos elementos notáveis da propaganda contemporânea russa se tornou a literatura do subgênero “viajantes do tempo”, que com mais ou menos talento conta a mesmíssima história: o cidadão soviético/russo é “lançado” ao passado histórico, onde faz aquilo que sabe melhor: explodir, matar e torturar, lutando pela “paz mundial”.  

De que subgênero literário estamos à falar?

A ideia dos viajantes do tempo (ao passado histórico ou ao futuro) não é um tema propriamente novo. Desde o final do século XIX essa ideia foi explorada na literatura mundial pelo H. G. Wells no seu romance “A Máquina do Tempo” (1895); por Mark Twain no “Um yankee de Connecticut na corte do Rei Arthur” (1889) ou pelo Edgar Burroughs no seu ciclo “Marcianos” (1911-1964).  

A principal característica deste subgênero reside no facto de que a sua personagem principal deve necessariamente possuir algum tipo de conhecimento e de habilidades para de alguma forma mudar o mundo em que “aparece”. Aqui está um ponto importante – com a ajuda deste conhecimento e destas habilidades, o herói se esforça para recriar não apenas o mundo moderno dele, mas também a sua realidade que vê como um ideal.

Os viajantes do tempo russos

Não há atualmente um único livro russo em que um fã da União Soviética aparece no passado para ensinar as pessoas à fazer o melhor sorvete do mundo. A personagem, pelo contrário, faz o que sabe melhor – disparar, matar, espionar, organizar redes de sabotagem e publicar literatura de propaganda, dando os seus conselhos “sábios” aos líderes autoritários sobre a uma nova ordem mundial – tudo para colocar URSS ao controlo do nosso planeta. Garantindo que nem Ocidente, nem os EUA poderão dificultar o seu trabalho de matar as pessoas e as colocar no GULAG.

O herói de Mark Twain lutava, com todas as suas forças e de todas as maneiras possíveis contra o obscurantismo medieval, tentava oferecer aos cidadãos as novas tecnologias, conhecimentos e habilidades. Já os heróis dos modernos livros russos estão lutando para trazer todo mundo de volta ao passado, para proibir, fechar, destruir e provar o seu alegado direito à dominação mundial.

Desde a década de 2000, os heróis dos livros russos sobre os viajantes do tempo se tornaram todos os tipos de marginais e perdedores – ex-militares e ex-oficiais do KGB/GRU na reserva, professores expulsos das escolas/universidades, alcoólicos profissionais e outros camaradas semelhantes. Este tipo do herói literário era a cópia fidedigna do seu real leitor russo – um perdedor complexado, que estava convencido de que somente as circunstâncias o impediram de realizar todo o seu potencial – numa outra época histórica ele seguramente mostraria o que vale!

Os heróis dos livros russos não ajudam as pessoas do passado à adquirir novos conhecimentos e tecnologias, mas estão empenhados exclusivamente em ressuscitar a União Soviética. Frequentemente, o próprio Estaline ou Andropov se tornam as personagens – eles enviam os nossos complexados Nikolay ou Ivan ao passado para “mudar a história” ou escutam os seus importantes conselhos sobre a nova ordem mundial.

Enredos típicos das obras russas sobre os viajantes do tempo:
Ano 1941. O capitão do NKVD se torna o membro de uma Direcção secreta, criada para corrigir a história e entra na batalha contra os hitlerianos e contra os “banderistas” [nacionalistas ucranianos].

Eles foram enviados do século XXI ao século XVIII para mudar a história [...] Eles conseguiram se agarrar no passado, criando um enclave na América do Norte em 1790. [...] Com quem eles podem contar na luta contra o Império Britânico, que pretende dominar o mundo?


A “classe criativa” [russa] chegou ao poder, entregando a federação russa aos “parceiros estrangeiros”. [...] Mas a NATO/OTAN está comemorando a sua vitória antecipadamente. Por toda a Rússia, a guerra de sabotagem contra os novos vlasovistas e seus mestres se intensifica. À frente da insurreição estão os oficiais aposentados de forças especiais e dos serviços especiais, que o povo chama de “imperiais”, e os invasores declararam como “terroristas”.

Futuro próximo. Ucrânia [...] a fronteira com Donbas independente está fechada pelos campos minados, mas os serviços secretos da Novorossia mandam os grupos de sabotagem ao território do inimigo.


Estaline [...] decide SALVAR O FUTURO. Os grupos de batedores de NKVD são lançados ao século XXI, recebendo a ordem de contactar os serviços secretos russos e os líderes do Kremlin com a proposta de uma união político-militar entre a União Soviética e federação russa.

A continuação da guerra secreta do nosso contemporâneo, lançado ao junho quente de 1941 para cancelar a Grande catástrofe Patriótica! O viajante do tempo especial contra os serviços especiais nazis(tas), contra a inteligência americana, contra os conspiradores do partido [comunista] e os sabotadores do futuro! [...] Será que a Rússia atual está pronta para celebrar a união com a URSS estalinista?


O viajante do tempo [...] desafia a “Rainha dos mares” [The Queen of the Seas, isso é, o Império Britânico]. Os couraçados do almirante Ushakov atacam a frota do almirante Nelson [na batalha de] Trafalgar. As tropas do Kutuzov invadem Gibraltar, Barclay de Tolly lidera a revolta dos montanheses escoceses, a vanguarda de Bagration ocupa um enclave em Hastings, garantindo o desembarque nas ilhas Britânicas do exército [russo] comandado pelo generalíssimo Suvorov. Batalha da Inglaterra começou! LONDRES DEVE SER DESTRUÍDA!

Camarada Hitler”. [...] O nosso viajante no tempo, colocado no corpo do Adolfo Hitler muda a história da II G.M. [...] Será que se consegue enforcar Churchill? [...] Será celebrada a união do Reich com a URSS estalinista? O camarada Hitler e o camarada Estaline vão derrotar os Estados Unidos e criar uma bomba atómica antes dos americanos?


Ele é piloto do único Su-25 da Novorossia [...] numa das missões ele “cai” dentro da Grande Guerra Patriótica [II G.M.], entrando no corpo de Vasily Estaline! [o filho preferido do Estaline] Será que Vasily Estaline ousará lutar não apenas contra os “especialistas” da Luftwaffe, mas também contra a gangue de Khrushchev?

Ano 2037. Os russos são primeiros no Marte! [...] O primeiro romance sobre a batalha pelo Planeta Vermelho entre a Rússia e os Estados Unidos.

São apenas uma minúscula parte de títulos e de enredos deste subgênero literário – na Rússia atual já foram publicados milhares de títulos semelhantes.

Viajantes do tempo vs realidade. Posfácio. O abismo

No conto do escritor argentino Jorge Luis Borges “Tlön, Uqbar, Orbis Tertius” é descrito como a ficção literária gradualmente se transforma na realidade – algo semelhante aconteceu no meio real dos leitores das histórias dos viajantes do tempo russos. Foram este tipo de livros, juntamente com a propaganda televisiva russa, que fomentaram o indoutrinação ideológica que fez os fãs da URSS viajar à Ucrânia para matar os ucranianos. Após lerem e ouvirem centenas de histórias sobre os “faxistas ucranianos” de Kyiv, que comiam, ao pequeno almoço/café de manha, os dom-fafes inocentes e bebés falantes de língua russa.

A realidade e as ficções de livros malignos sobre os viajantes do tempo se misturam nas mentes dos adeptos [do “mundo russo”] numa visão coerente. Algo semelhante acontece nas seitas totalitárias – de acordo com o princípio da psicose induzida, os seus adeptos alimentam, uns noutros, a “história alternativa”, compartilham complexos de inferioridade e lutam contra a civilização. A fantasia nestas comunidades fechadas substitui a realidade.

Sempre gostei da frase do Friedrich Nietzsche: “Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para você”. Os livros russos sobre os viajantes do tempo dão uma resposta muito completa à questão – como seria o mundo se os fãs da URSS governassem nele. O abismo do futuro das adeptos das amanhas cantantes ganha as características muito reconhecíveis do GULAG soviético – pelo qual os heróis destes livros desesperadamente lutam, matando e torturando...
                                                                                              
Imagens: OZON | Texto: Maxim Mirovich e [Ucrânia em África]


Bónus

Como a ficção mudou a história do Brasil | Olavo de Carvalho:

Made in Ucrânia: Disney começou vender brinquedos 3D ucranianos

As lojas de marca Disney começaram vender os brinquedos 3D da empresa ucraniana Ugears — ucranianos foram primeiros a quem Disney permitiu manter o seu logótipo nos brinquedos fabricados.

sábado, novembro 03, 2018

O caso Rafael Lusvarghi: a proximidade cada vez maior de um final feliz!

Momento da detenção cívica do Rafael Lusvarghi pela sociedade civil ucraniana em 2018
(foto: facebook.com-oleksandr.vorobyey)
Julgado na Ucrânia por terrorismo, brasileiro Rafael Lusvarghi, prescindiu oficialmente do seu advogado e pediu, também oficialmente, que lhe seja atribuído um defensor oficioso, escreve a página ucraniana Novynarnia.

Como informa agência noticiosa RBC-Ucrânia, a decisão foi tomada pelo Lusvarghi na sequência de não-comparência constante do seu advogado Valentim Rybin no Tribunal Interdistrital de Pavlohrad da região de Dnipropetrovsk, onde está sendo reapreciado o seu caso criminal, em que Lusvarghi é acusado de terrorismo.

Como informa o Ministério Público (MP) da Ucrânia, o advogado do Lusvarghi não apresentou nenhuma prova documental, que poderia justificar a sua ausência permanentemente no processo (uma das táticas da defesa do brasileiro para atrasar o processo). Por isso, o MP da Ucrânia, requereu ao tribunal, que Valentim Rybin seja responsabilizado de forma disciplinar, se mais uma vez não aparecer no dia do julgamento marcado (a última vez que ele faltou ao julgamento foi em 18 de outubro de 2018).
  
Até que o próprio Lusvarghi, submeteu ao tribunal uma declaração por escrito, em que informa que entregou ao seu tradutor oficioso uma carta, em que declara “grande agradecimento ao seu advogado [Valentim Rybin], mas tem que se separar dele, pois esta não aparece no julgamento”, – segundo o informe do tribunal de Pavlohrad, após a deliberação no dia 30 de outubro de 2018.

O juiz Serhiy Tymchenko, também deliberou que o Centro Regional de Assistência Jurídica Secundária Gratuita da região de Dnipropetrovsk deve atribuir ao Rafael Lusvarghi um defensor oficioso.

Dessa forma, o processo será, de uma certa forma, acelerado, dado que a próxima secção de julgamento já foi marcada ao dia 8 de novembro, tendo em conta, que a prisão preventiva do brasileiro é assegurada até 16 de dezembro de 2018.

O pai e filho Rybin (Volodymyr e Valentim), ambos advogados, adeptos do “mundo russo” e defensores dos diversos separatistas locais e terroristas russos, já informaram que não serão mais defensores do Rafael Lusvarghi.

“… Com muita pena eu sou forçado a informar que não haverá mais visitas nossas ao Rafael Lusvarghi em Pavlohrad. Essa decisão nada fácil foi tomada juntamente com Rafael, após apreciação de todos os “prós” e “contras”, – escreveu Volodymyr Rybin na sua página de Facebook.

O advogado e amigo íntimo dos inimigos da Ucrânia, Rybin Sénior reconhece que Lusvarghi será novamente condenado e à uma pena de prisão efetiva. Ele também constatou que Lusvarghi não foi salvo pelo Brasil, nem por uma certa “força poderosa” incógnita, que não reagiu aos “batimentos na porta” do clã Rybin.    

O brasileiro Rafael Lusvarghi foi o primeiro cidadão fora do espaço pós-soviético, julgado e condenado na Ucrânia pela sua participação nas atividades de grupos ilegais armados no leste da Ucrânia, ao abrigo do Código Penal da Ucrânia, que condena as atividades terroristas.  

O adepto do nazismo, estalinismo e neofascismo do cunho euro-asiático, Lusvarghi foi detido em Kyiv em 6 de outubro de 2016 e mais tarde julgado e condenado aos 13 anos de prisão efetiva.

Blogueiro: o timing, escolhido pelo clã Rybin para abandonar definitivamente à prestação de serviços ao Lusvarghi, pode significar uma coisa bastante curiosa. Tal como muitos adeptos do comunismo, os Rybin também estavam à espera do desfecho das eleições presidenciais brasileiras. No caso da vitória do F. Haddad, haveria uma certa esperança do que Brasil poderia mudar a postura em relação ao caso. A realidade cruel vitória gloriosa do Jair Bolsonaro cortou essa esperança de vez. Como escreveu Rybin Sénior: “... Rafael será mandado para a zona [o campo prisional, com as celas, refeitórios e chuveiros comuns e todos os espaços divididos com outros prisioneiros]. Quanto tempo ele aguentará lá – só Deus sabe”.

Ataque em Deir ez-Zor contra as forças russas fez 7 baixas

Imagem meramente ilustrativa
Várias fontes locais e regionais informaram sobre a explosão de uma mina de túnel sob o prédio (ou no prédio) ao norte do entroncamento “Panorama”, na cidade síria de Deir ez-Zor, local ocupado pelas forças armadas russas e sírias.
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É relatada a morte de sete (ou seis) militares russos e um incerto número de sírios, que, em geral, nem sequer são contados, escreve o blogueiro militarista russo el-murid.

Para já não se sabe quem eram os russos – militares ao ativo ou mercenários de alguma EMP. Algumas fontes relatam a morte de sírios, pertencentes ao suposto grupo privado “ISIS Hunters”, outras fontes dizem que estes pertenciam ao 5º corpo do exército sítio. A diferença é importante, no primeiro caso, os russos, o mais provavelmente eram mercenários, que habitualmente operam sob o disfarce de “ISIS Hunters”. Mas se as baixas sírios pertencem ao 5º corpo, então, o mais provavelmente, estamos falar sobre as perdas dos militares russos no ativo.

sexta-feira, novembro 02, 2018

Dióspiro militar ucraniano vs caqui civil russo


https://www.facebook.com/23daphnia/posts/2365812300156587
Na primeira foto estamos ver o dióspiro, servido (naturalmente gratuitamente) aos militares das Forças Armadas da Ucrânia (FAU).
A segunda foto mostra o caqui fresquinho (uma “novidade”, dizem os vendedores), comercializado em algum supermercado da federação russa. A delícia custa 75,3 rublos (espera-se que seja por kg), o que equivale à cerca 1,14 dólares.
A guerra, que Ucrânia foi obrigada, desde 2014 à travar com o seu amoroso vizinho, ou seja “o posto de abastecimento de gasolina enlouquecido” (na definição do saudoso senador John McCain), não é uma guerra no seu sentido tradicional.

É uma batalha civilizacional. Da civilização (representada, neste caso, pela Ucrânia e pelos seus aliados ocidentais) contra um inferno, que está imitando um país e todos os seus habitantes. E faz isso praticamente unicamente para agredir e maltratar os seus vizinhos, dado que hoje em dia, já não consegue agredir mais ninguém… (fonte)

quinta-feira, novembro 01, 2018

Ucrânia: os lenhadores furtivos ficam sem a viatura e com as pernas perfuradas

Na região de Donbas (Ucrânia livre), os seis lenhadores ilegais tiveram as suas pernas perfuradas com tiros de caçadeira. Todos estavam cortando as árvores, de forma ilegal. O caso foi previsto numa das obras de J. K. Rowling.
Dragão ucraniano salva Harry Potter!
Na noite deste domingo (28 de outubro de 2018), quando um grupo de lenhadores furtivos começou abater as árvores de uma forma ilegal (o mais provavelmente numa floresta pública), dessa mesma floresta veio um homem armado e mascarado. O desconhecido ordenou que o condutor de viatura, usada pelos lenhadores, um minibus de fabrico russo, à descer da viatura e se deitar no chão. O condutor recebeu tiros nas pernas. A sua viatura foi regada pela gasolina e incendiada, – conta um dos lenhadores, Dmytro Karnyushkin. Depois de alvejar cinco outros lenhadores, o desconhecido abandonou o local.
Com ossos da perna quebrados, Sr. Karnyushkin está no hospital na cidade de Slavyansk. Os seus cinco companheiros têm ferimentos semelhantes. Os médicos ucranianos estão tentando salvar as pernas dos pacientes – os ferimentos são graves, fraturas dos membros, danos profundos nos grandes vasos e artérias. O hospital teve que chamar de urgência um cirurgião vascular, que por várias horas estava costurando os vasos sanguíneos, era a única chance de salvar as pernas, e não amputá-las.

O chefe do departamento cirúrgico do hospital da cidade de Slavyansk, Arkady Glushchenko, diz que o estado da saúde dos caçadores furtivos agora é estável. O chefe interino da polícia local, Anatoly Kovalchuk, explica que as vítimas estavam envolvidas na extração ilegal de madeira. Não possuíam nenhum documento que lhes permitisse o desmatamento.

A polícia não conseguiu identificar o atirador (de acordo com outras informações, havia mais que um homem armado). Apesar disso, a polícia de Slavyansk afirma que os cidadãos não precisam de se preocupar com a sua própria segurança. Especialmente, os que não estão envolvidos em corte ilegal da madeira.

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Blogueiro: seguramente é um caso à ter em conta aos cidadãos brasileiros que tiveram amabilidade de se deslocar do Brasil para Ucrânia para matar os ucranianos na Donbas. Vocês, queridos amiguinhos, nunca, mas mesmo nunca serão esquecidos...