sexta-feira, julho 06, 2018

O primeiro blindado russo queimado pelos militares ucranianos em 2014

Quatro anos atrás, no dia 5 de julho de 2014, pela primeira vez na guerra russo-ucraniana os militares ucranianos queimaram um blindado russo. Aconteceu nos arredores de Sloviansk, quando o grupo dos mercenários, reforçados pelos blindados e comandado pelo cidadão russo Igor “Stelkov” Girkin atacou o 5º posto de controlo ucraniano.

No decorrer do ataque do grupo blindado de coronel Girkin, o comandante da unidade especial da polícia de Zaporizhia, Oleksandr Panchenko, atingiu o blindado T-64, usando o morteiro RPG-7. Em resultado, a torre do blindado e sistema de gestão de fogo ficaram inoperacionais, o tanque foi queimado pelo esforço conjunto das forças ucranianas. Na altura, coronel Panchenko recebeu a medalha popular “O Herói Popular da Ucrânia”, neste momento ele é chefe da Direção da Polícia Nacional da Ucrânia na região de Zaporizhia.
No momento da tentativa de romper as unidades ucranianas na auto-estrada Sloviansk-Kramatorsk, as forças ucranianos não tinham os tanques, apenas um blindado ligeiro BMD. No 5º posto de controlo estavam os militares da 25ª Brigada aerotransportada, unidade da polícia de Zaporizhia e 20 militares da Guarda Nacional Ucraniana (NGU) do major-general Serhiy Kulchytskiy.

A unidade da polícia de Zaporizhia era composta pelos ex-membros da polícia de choque “Berkut”, que passaram pelo Maydan, apoiando o antigo regime, por isso para a zona de OAT foram destacados apenas aqueles que fizeram uma escolha pessoal e consciente de querer defender Ucrânia. Eles foram colocados num dos pontos mais quentes exatamente para verificar se são dignos de confiança.

O seu primeiro combate decorreu no dia 10 de junho, quando os mercenários russos, apoiados pelas duas viaturas de engenharia IMR atacaram o posto de controlo. As forças ucranianas responderam com morteiros, o motorista de um dos veículos foi abatido e a sua viatura danificada.

Na noite de 5 de julho os pára-quedistas ucranianos, comandados pelo capitão Andriy Tkachuk conseguiram derrotar o grupo blindado dos terroristas russos. Oleksandr Panchenko (único oficial com experiência real de combate) atingiu, pessoalmente o blindado russo T-64 e depois o blindado ligeiro BMP, que tentou furar as defesas ucranianas, passando pela auto-estrada.

Panchenko saiu para a auto-estrada para poder disparar contra os blindados russos. Ele foi assistido pelo sargento da 25ª Brigada Bojur, que correu ao seu blindado ligeiro BMD, acendeu o farol e abriu o fogo do canhão. Os faróis da viatura (combate decorreu à noite) cegaram a tripulação do tanque inimigo. Após o disparo do coronel Panchenko, T-64 parou, começou deitar a fumaça, pegou fogo e, em seguida, sob fogo cerrado dos ucranianos, explodiu.
Por ocasião daquele combate Oleksandr Panchenko foi condecorado com a ordem militar “Pela Bravura” do 3º grau. Na foto – Oleksandr Panchenko está à esquerda, com a camisa às riscas, na sua qualidade do comandante da unidade especial da polícia de Zaporozhia. A foto foi tirada na manha doa dia 5 de julho de 2014, no exato local em que foi derrotado o grupo blindado do terrorista russo Igor Girkin (fonte).

quinta-feira, julho 05, 2018

System Of A Down – Aerials (RockBandurist cover)

O vídeo de estreia do projeto RockBandurist, destinado a mostrar o instrumento nacional ucraniano, bandura, no rock. O fundador do projeto é músico Oleg Slobodyan, ex-membro da popular banda folk metal de Kyiv Tin Sontsia (literalmente Sombra do Sol), tem muitas ideias e promete novas composições.

As páginas do projeto RockBandurist nas redes sociais:

Bónus

A banda ucraniana Vopli Vidoplyasova com a nova composição Dibrivonka [vídeo oficial]:
É de notar que na sua excelente interpretação a banda usa a música popular ucraniana que é conhecida por cerca de 500 (quinhentos) anos!

Os museus do KGB em Tallinn e Tartu na Estónia

O museu do KGB em Tallinn mostra a parafernália dos serviços secretos soviéticos, usada para espiar e constranger os turistas e visitantes estrangeiros na sua passagem pela Estónia soviética. Até os pratos no restaurante do hotel “Tartu”, destinado aos estrangeiros, levavam os microfones.
Prato com microfone com indicação do lugar onde este deve ser colocado
Sistemas de escutas usados pelo KGB na Estónia soviética
Equipamentos de escutas do KGB achados no hotel "Tartu" em Tallinn
KGB "estado dentro do estado"
Imprensa comunista da Estónia soviética exortando Brejnev e Andropov
@fonte
A atmosfera de falta de liberdade total, tão própria ao passado soviético é novamente cultivada na federação russa e é exportada, com força de armas, aos países vizinhos. Os crimes comunistas de ontem, podem se repetir hoje, já sem a capa de teorias socializantes, na base do puro chauvinismo estatal.
Estónia: massacre comunista de Pirita – Kose

O Museu do KGB em Tartu está situado na “casa cinzenta”, que na década de 1940-1950 abrigou a sede do NKVD-MGB-KGB. A cave com as celas para os presos está aberta aos visitantes. Parte das celas, sistema de fechaduras e o corredor da cave foram restaurados na sua forma original. Os restantes celas abrigam a exposição da história do Movimento de Resistência da Estónia e os crimes do regime comunista. Na exibição, é possível encontrar planos traçados pelas autoridades soviéticas para a realização de operações de deportação, folhetos distribuídos por organizações clandestinas nas escolas, os objetos criados nos campos de concentração de GULAG, bem como um grande número de outras fotos e documentos que ilustram a recente história da Estónia.
KGB nos Países Bálticos
Na Estónia (hoje com 1.319.133 habitantes, 68.7% dos quais estónios), o número total de pessoas que foram vítimas de repressões comunistas ascende a cerca de 122.000 pessoas, dos quais mais de 30.000 perderam a vida.

Consultar: o arquivo digital do KGB sobre a ocupação dos Países Bálticos: NKGB 1940-1941; MGB 1944-1953; KGB 1954-1991

quarta-feira, julho 04, 2018

O engenheiro sul-africano fuzilado pelo NKVD soviético

O engenheiro sul-africano Robert Sassone, vivia a trabalhava na União Soviética, quando foi preso pelo NKVD em 3 dezembro de 1937, condenado pela “tróica” do NKVD em 20 de dezembro, acusado de “agitação anti-soviética e intenções terroristas”, e fuzilado apenas dois dias depois, em 22.12.1937.

Pouco se sabe sobre africânder (bóer), possivelmente de origem francesa, Robert Sassone. Ele nasceu em Pretória em 1888, recebeu a sua formação na Academia Militar, possivelmente também sul-africana. O seu pai se chamava Richard, por isso, os soviéticos atribuíram ao Robert o nome patronímico e mudaram a letra S inicial de seu apelido para a Z, assim, nos documentos soviéticos ele passou se chamar Robert Richardovich Zassone (Роберт Ричардович Зассонэ).

Não se sabe como, por que e quando Robert Sassone se mudou para a União Soviética. Podemos deslumbrar duas hipóteses mais prováveis, ou isso aconteceu por vontade própria, então se trata de um simpatizante ingénuo das ideias de esquerda. Ou então, Robert veio por via de alguma missão militar britânica, dado que a União da África do Sul (fundada em 31 de Maio 1910) foi o domínio do Império Britânico, situação que se manteve até 31 de Maio de 1961 quando o país se tornou independente do Reino Unido, sob o nome da República da África do Sul.

No momento da sua detenção pelo NKVD, em 3 de dezembro de 1937, Robert Sassone tinha 50 anos, não possuía nenhuma filiação partidária e desempenhava as funções do chefe de departamento da madeira na construção do Canal de Moscovo (que até 1947 se chamava Canal Moscovo-Volga), uma das obras faraônicas do estalinismo, e vivia na localidade de Dedenevo (casa № 102), situada no distrito de Dmitrovski, na região de Moscovo.
A mão-de-obra semi-escrava dos prisioneiros do GULAG na construção de canais da navegação.
Tal como em diversas outras obras do regime comunista soviético da época, na construção do canal foi usada em massa a mão-de-obra semi-escrava de prisioneiros, políticos e comuns. Em 14 de setembro de 1932 para a construção do canal foi especialmente criado o campo de concentração soviético de Dmitlag, que funcionou até 1938 e cujo efetivo prisional chegou aos 192.000 prisioneiros em 1935-1936 (recorde absoluto em termos de número de prisioneiros, em todo o sistema GULAG soviético da época). Não existem os dados exatos sobre o número dos prisioneiros mortos em Dmitlag, mas segundo várias fontes, esse número varia entre 10.000 à 30.000 pessoas [fonte].
Os prisioneiros soviéticos do Dmitlag
Na construção das obras semelhantes também trabalhavam várias pessoas “livremente contratadas”, os trabalhadores civis, muitos deles ex-prisioneiros que após a sua libertação decidiam ficar e trabalhar na mesma obra em que trabalhavam como prisioneiros. Não se sabe ao certo se este era caso do Robert Sassone, mas não é de descartar a hipótese.

Apenas 17 dias após a sua prisão, em 20 de dezembro de 1937, Robert Sassone foi condenado pela famigerada tróica de NKVD da região de Moscovo, acusado de “agitação anti-soviética e intenções terroristas”. Não se sabe se Robert “confessou” os seus supostos “crimes”, mas ele foi fuzilado em 22.12.1937 no polígono de Butovo, nos arredores de Moscovo e reabilitado, à título póstumo, em 15 de julho de 1989.


O período extremamente curto de apenas dois dias entre a data de condenação e a data de execução, naturalmente demonstra que o condenado não teve nenhuma oportunidade de recorrer da sentença condenatória, muito menos de contar com auxílio de qualquer advogado. 

O seu processo № 20897 (volume II, p.166), está armazenado no Arquivo Estatal da Federação Russa (é possível consultar os seus dados online em russo AQUI ou AQUI).
Na foto de arquivo Robert Sassone está a sorrir, ele ainda não sabe que o seu destino já foi traçado e que ele será engolido pela máquina implacável do Grande Terror comunista...

@Ucrânia em África. O nosso blogue agradece aos leitores qualquer informação adicional sobre Robert Sassone.

terça-feira, julho 03, 2018

Caso Walter Polovchak: o mais novo “não retornado” soviético

Ucraniano Walter Polovchak tinha apenas 12 anos (!) quando se tornou famoso por se recusar à deixar os Estados Unidos e retornar à Ucrânia Soviética, então parte da URSS, com os seus pais.
A família Polovchak na Ucrânia soviética, década de 1970
Volodymyr Polovchak nasceu aos 3 de outubro de 1967, em janeiro de 1980 a sua família: mãe Anna (Hanna), pai Mykhaylo com os três filhos menores emigraram da Ucrânia Soviética (da cidade de Sambir, na região ucraniana de Lviv) aos EUA, onde se juntaram aos seus familiares em Chicago. É de notar que nessa época a URSS autorizava a emigração legal dos cidadãos, no caso destes possuírem os familiares no estrangeiro. Por outro lado, caso o cidadão mencionar nos seus CV que possuía os familiares fora da URSS, nem que seja nos países socialistas, a sua carreira profissional sofreria várias limitações, o cidadão não seria admitido aos certos empregos mais promissores, etc.
A imprensa soviética acusa as autoridades americanas de "rapto" do Volodymyr e da Natália
fonte@news80.livejournal.com
No mesmo ano, o seu pai, por não se encaixar bem nos EUA (apesar da muita ajuda dos familiares), decidiu voltar à URSS, no entanto, a filha Natália de 17 e Volodymyr de 12 se recusaram à retornar à “pátria socialista”.
Volodymyr protegido pelos agentes do Immigration and Naturalization Service (INS), 1980
Seguiu-se a batalha legal, em que os pais tentavam levar os filhos de volta (contra a vontade expressa destes) e Natália e Volodymyr queriam viver nos EUA. Em 19 de julho de 1980, Volodymyr, com a ajuda de seu advogado Julian Kulas, fez o pedido de asilo junto ao Immigration and Naturalization Service (INS), alegando que estaria sendo perseguido e processado na URSS por ser um desertor. O pedido foi concedido, e em outubro de 1981, ele recebeu o estatuto legal de um residente permanente.
Walter no colégio americano | arquivo pessoal do Walter Polovchak
Em 1985 Walter Polovchak se tornou cidadão dos EUA. Após a queda do Murro de Berlim ele retomou o relacionamento com os seus pais, visitando Ucrânia independente pela primeira vez em 1993 e depois à cerca de cada dois anos. Hoje, com 51 anos ele mora em Des Plaines, nos arredores de Chicago, é casado e pai de dois filhos de 15 e 24 anos.
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Em 1988 nos EUA foi publicada a história do Walter Polovchak “Freedom's Child: A Courageous Teenager's Story of Fleeing His Parents and the Soviet Union to Live in America” (Criança da Liberdade: A história de um adolescente corajoso que fugiu dos seus pais e da União Soviética para viver na América).

Walter Polovchak no fim de 2017:

A sua irmã, Natália Polovchak em 1980 tinha 17 anos de idade, e aos 18 anos já podia decidir onde queria morar. Hoje ela também é casada, tem duas filhas de 24 e 26 anos. Natália mora em Champaign, no estado de Illinois, à pouco mais de 200 milhas de Chicago.
Volodymyr e Natália Polovchak com o seu advogado Julian Kulas, 1980
Hoje, os velhos Polovchak já faleceram. A mãe ficou arrependida para sempre por voltar à URSS. Mykhaylo (uma pessoa simples, que na Ucrânia trabalhava como motorista e que não se encaixou nos EUA), antes de morrer, também disse que cometeu um grande erro de não ficar na América.
Walter Polovchak na atualidade | FB do W. Polovchak
Blogueiro: na URSS o “crime” de “não retorno” à “pátria socialista” era visto como um dos mais graves, muito mais grave do que qualquer outro crime, previsto pela moldura penal soviética.

Por exemplo, em 1929, o Presídio do Comité Central Executivo da URSS aprova a diretiva que faz a primeira definição legislativa do “não retorno” e a pena à ele aplicada. O “não retornado” era “uma pessoa que se recusou a retornar à URSS”, a atribuição deste estatuto deveria ser realizada pelo Supremo Tribunal da URSS e implicava o confisco de todos os bens do condenado e a sua execução no período de 24 horas. Esta lei teve efeito retroativo (Artigo 6), isto é, estendia-se a todos os funcionários cidadãos soviéticos que não retornaram à URSS do exterior antes que a lei fosse aprovada.

Entre 8 de junho de 1934 e até 1960, o “crime” de “não retorno” era punido ao abrigo do Artigo 58-1a da Parte Especial do Código Penal da Rússia Soviética: “fuga ou fuga aérea ao exterior, é punível com a medida suprema de punição penal – execução com confisco de todos os bens, e sob circunstâncias atenuantes – com a prisão de 10 anos com o confisco de todos os bens”.

No Código Penal da Rússia Soviética na sua redação de 1960 “A traição da Pátria” é destacado em um artigo separado, № 64: “...a fuga ao exterior ou recusa de retornar do exterior à URSS [...] é punida com prisão por um período de dez à quinze anos com o confisco de bens e com a deportação por um período de dois à cinco anos ou sem a deportação ou a pena de morte com o confisco de bens”.

O “crime” de “não retorno” foi punido na URSS entre 1918 e 1989 e estava presente em códigos penais de todas as suas repúblicas (com variação no número dos artigos).

Arménia processará os responsáveis pela supressão do “Maydan” de 2008

Arménia lançou a investigação formal dos acontecimentos de 1 de Março de 2008, quando a oposição arménia, protestando contra a falsificação das eleições presidenciais ao favor do Serj Sargsyan saiu à rua e foi alvo da repressão, por parte do exército, com uso de armas de fogo (morreram pelo menos 7 e foram feridos até 230 manifestantes).

O regime arménio fez do exército nacional cúmplice em crimes contra a nação, e é natural que os crimes e os seus responsáveis não foram nem esquecidos, nem perdoados. Arménia já colocou na lista dos procurados o ex-ministro da Defesa Mikael Harutyunyan, o 2º presidente da Arménia independente, Robert Kocharian recebeu uma intimação oficial para depor na qualidade do presidente em funções durante os acontecimentos do março de 2008.

Harutyunyan está na Rússia e luta contra a sua possível extradição para a Arménia. Kocharyan também está fora do país. Aparentemente, muito em breve ele também será colocado na lista de fugitivos mais procurados pela justiça arménia.

Como escreve o blogueiro militarista russo, el-murid, de uma certa forma, os eventos arménios podem ser projetados à Rússia. Presidente russo e o seu círculo mais próximo tem reticências graves de entrega do poder à qualquer candidato ou força que não lhes garante a proteção absolutamente “blindada” por vários “acontecimentos” que se deram na Rússia nas últimas duas décadas. Desde o assassinato do general Lev Rokhlin, os ataques [alegadamente] terroristas de Moscovo, Volgodonsk, Buynaksk e Ryazan [atribuídos à alegada resistência chechena, mas que ajudaram, sobremaneira, na eleição presidencial do Putin em maio de 2000]. Além disso na Rússia se deu uma longa cadeia de assassinatos políticos e ataques supostamente terroristas, cujas circunstâncias não “batem certo” com as versões oficiais. Demasiadamente sangue e mortes se arrastam atrás dos [responsáveis políticos] atuais para que estes arrisquem sair da berlinda. Os eventos na Arménia confirmam: basta à chegada ao poder de alguém sem o passado criminoso, tão logo nasce a necessidade de começar à lidar com os crimes dos governantes em funções. Portanto, para Putin e para os seus próximos a reforma/aposentadoria significará o início de um processo criminal imediato pelas ações que cometeram ao longo dos anos. A existência do Estado-máfia (Mafia State) é demasiadamente cara, por isso, no final, as contas terão que ser apresentadas aos seus cabecilhas.

Os nomes ucranianos das unidades militares russas: porque e para que?

O regime russo, Putin e Kremlin atribuíram os nomes das cidades ucranianas aos regimentos das divisões russas que estão engajadas na guerra contra Ucrânia e que estão concentradas nas fronteiras ucranianas. Porque e para isso foi feito?


O 163º regimento de blindados recebeu nome Nezhinsky”, em alusão à cidade ucraniana Nizhyn; o 68º regimento de blindados recebeu nome “Zhitomirsko-Berlinsky” em alusão às cidades de Zhytomyr e Berlim. Os regimentos, por sua vez fazem parte da recém-formada 150ª Divisão de infantaria motorizada que foi batizada de “Idritsko-Berlinskaya". É a 150ª Divisão do RKKA que içou a bandeira vermelha sob o Berlim, com escândalos e várias mentiras pelo meio.
A famosa foto do militar soviético que iça a bandeira em Berlim com 2 relógios nos pulsos das duas mãos
foto @Yevgeny Khaldei
A 150ª divisão foi formada em 2017, especificamente para a guerra na Ucrânia. A unidade está localizada na área de Novocherkassk, em um par de horas da fronteira com a Ucrânia, e incorporada no novo 8º Exército do Distrito Militar Sul, que também inclui o 1º e 2º corpo de exército de ocupação das forças armadas russas na Donbas. A 150ª divisão é a reserva operacional das forças de ocupação, colocando regularmente as suas unidades dentro do território na Ucrânia.
"Medalha" fake da dita "novaróssia" chamada "Pela tomada de Lvov", 2015
A 150ª divisão possui uma composição incomum – o seu número de blindados está acima do habitual em comparação com a estrutura-padrão. Um regimento de infantaria motorizada foi suprimido e um de blindados foi adicionado – assim, a divisão opera com dois regimentos de infantaria motorizada e dois regimentos de blindados. O terreno plano das estepes da Donbas favorece o uso de formações de tanques.
A 150ª divisão está equipada com os tanques russos modernos T-72B3, incluindo da modificação especial “ucraniana” de 2015. Sofrendo pesadas baixas de blindados na guerra contra Ucrânia (nas ações de infantaria ucraniana), na nova modificação o comando russo tem reforçado a proteção contra as armas antitanque, principalmente os morteiros RPG-7 (no dia 29 de agosto de 2014, nos combates do cerco de Ilovaysk, o voluntário ucraniano do batalhão “Donbas”, pertencente à Guarda Nacional da Ucrânia, Evhen Telnov nom de guerre Usah/Bigodudo, abateu e destruiu logo dois T-72B3). Em termos técnicos, os blindados russos T-72B3 possuem sérias vantagens sobre os tanques ucranianos, graças ao sistema digital de controlo de fogo, termovisor [com a câmara ocidental Thales Catherine] acoplado ao canhão do tanque e um motor potente 1.130 cavalos [por vezes o motor velho, mas reparado de raiz de 840 cavalos]. A 150ª divisão possui mais de 200 tanques. É um adversário muito perigoso.
RIP Eugene Telnov "Usach" (20/11/1961 — 15/02/2015)
O nome Lvovsky”, em alusão à cidade ucraniana de Lviv recebeu o 6º regimento de blindados do exército russo, pertencente à uma outra divisão recém-criada.

Os nomes ucranianos dos regimentos enfatizam a preparação destas unidades para operações militares contra Ucrânia. O inimigo está se preparando para continuar a guerra, se prepara para as operações de combate ativas.
Javelin na Ucrânia, maio de 2018
No entanto, os tanques russos T-72B3 mesmo assim são vulneráveis ​​aos canhões de tanques ucranianos, aos sistemas ucranianos de mísseis antitanque. O papel fundamental na batalha é desempenhado por táticas competentes, vontade e determinação das tripulações. Em 26 de agosto de 2014, um T-72B3 foi capturado pelos militares da 51ª Brigada mecanizada das FAU nos arredores da aldeia Agronomichne – a tripulação russa abandonou o seu tanque funcional após os primeiros duelos de blindados. Além disso, Ucrânia possui os seus trunfos – desde os novos Javelins americanos (assim como os sistemas ucranianos Korsar) qualquer tanque russo é apenas um alvo que certamente será destruído.

segunda-feira, julho 02, 2018

31 textos sobre o comunismo que Manuela d’Ávila não conseguiu explicar

A Gazeta do Povo (Paraná – Brasil) reuniu artigos que mostram os lados do socialismo e do comunismo que a esquerda contemprânea ignora [ou apenas pretende ignorar].
As diversas tentativas de implantação do comunismo fracassaram economicamente e politicamente. Mas essa ideologia foi bem-sucedida na cultura em vários países, e ainda avança pelo mundo através de filtros politicamente corretos. Em entrevista ao programa Roda Viva, da brasileira TV Cultura, a comunista Manuela D’Ávila não conseguiu explicar os efeitos deletérios dos regimes e ditaduras que colocaram em práticas essas ideias.
Povo derruba o monumento do Estaline em Budapeste, primavera de 1956

2º aniversário do Centro de Treino das Forças Especiais da Ucrânia (SSO)

No dia 30 de junho na Ucrânia foi celebrado o 2º aniversário de criação do Centro de Treino das Forças de Operação Especiais (SSO) das Forças Armadas da Ucrânia (FAU).
Os militares das SSO foram pessoalmente felicitados pelo Comandante das Forças de Operações Especiais, tenente-general Ihor Lunev (1962), que entregou as novas boinas ao seu pessoal “de aço”.
Bullpup Vulkan-M “Malyuk”
Após a cerimónia solene, os membros das forças especiais demonstraram ao público os mais recentes tipos de armamentos e equipamentos que estão ao seu uso.

Serviço de Imprensa das SSO de FAU (fonte).

Vagas ao VII Curso de Qualificação (Q-curso)
Para participar no curso são convidados os militares das Forças Armadas da Ucrânia (serviço militar sob contrato), com idades inferiores aos 35 anos (também, de forma individual, serão considerados os candidatos com mais de 35 anos).

A formação de cadetes é realizada de acordo com o programa mais recente, tem componentes teóricos e práticos, dura até 6 meses. Uma característica do curso é o completo abandono das abordagens típicas pré e pós-soviéticas no que toca à organização da seleção, treino, uso de recursos materiais e colocação dos formandos no final da sua formação.

Mais sobre o curso e inscrições em: http: //sof.mil.gov.ua/join

Mais informação (de 8h00 às 17h00, dias úteis):
+38 067 198-6848, +38 066 542-87-65, +38 063 3860619, +38 094 4403138

domingo, julho 01, 2018

Franceses atacados no Mali, dois blindados VBCI destruídos

No dia 1 de julho, as tropas francesas no Mali perderam dois veículos de combate da infantaria VBCI, no ataque de militantes que usaram os carros armadilhados. Não houve mortes entre os militares francesas, tudo aconteceu na região de Gao, informa Defence-blog.com
O porta-voz militar francês disse que não houve mortes entre as tropas francesas, mas o Ministério da Defesa do Mali disse que pelo menos dois civis foram mortos no ataque.
Como resultado do ataque terrorista, dois modernos veículos franceses de combate VBCI (Vehicule Blinde de Combat d’Infanterie) foram destruídos. Esta é a primeira perda conhecida de veículos de combate de infantaria deste tipo.
O ataque aconteceu quando mais de 40 chefes de Estado africanos se reuniram para a cimeira da União Africana na capital da Mauritânia, Nouakchott, com as questões de segurança no topo da agenda.
Os blindados VBCI estão entre os mais modernos veículos de combate de infantaria (que usam as rodas) do mundo. Os VBCI foram projetados para substituir os antigos veículos de combate de infantaria blindado AMX-10P, que atualmente são usados pelas unidades mecanizadas do exército francês.

A TV iraniana Press TV publicou o vídeo do ataque: