domingo, junho 03, 2018

Como KGB preparava o assassino do Stepan Bandera (15 imagens)

O Serviço de Inteligência Externa da Ucrânia (SZRU), divulgou os 7 volumes do dossier do agente especial do MGB-KGB Bohdan Stashinskyhomem que matou os líderes de duas alas da Organização dos Nacionalistas Ucranianos, Lev Rebet (OUN-z) e Stepan Bandera (OUN-R).

por: Artem Zayats, in WAS

Nascido em 1931 e recrutado pelo MGB soviético aos 19 anos em 1950, Stashinsky começa a sua carreira de agente operativo por participar no esforço da secreta soviética de aniquilar a resistência anti-colonial e nacionalista ucraniana de OUN-UPA. Usando os laçõs familiares, ele entrega ao MGB a célula de OUN do comandante Ivan “Karmalyuk” Laba. Mas a OUN [que também possuia o seu próprio serviço secreto, o temível SB OUN], descobre o traidor e o condena à morte. Os chekistas decidem deslocar o agente “queimado” de Lviv ao Kyiv e o preparar à uma missão estrangeira.
Bohdan Stashinskiy (2), já agente do MGB, nas ruas de Lviv, 1951.
Fonte: O processo de investigação operacional / Serviço de Inteligência Externa da Ucrânia.
O “centro” [Moscovo] dá o seu aval para a colocação do agente na Alemanha Ocidental, onde vivem e trabalham os líderes do resistência ucraniana. Em setembro de 1952 agente «Oleg» recebe o novo nome de código «Taras» e novos documentos de identificação em nome de Hryhoriy A. Moroz. Ele se muda para Kyiv, onde reside na rua Mitrofan Dovnar-Zapolsky, na área da atual estação de metro Lukyanivska, na altura num bairro bastante periférico.

Estudos na escola do MGB em Kyiv
Os horários e temas de estudos na escola do KGB.
Fonte: O processo de investigação operacional / Serviço de Inteligência Externa da Ucrânia.
Estudos decorrem por 6-7 horas diárias: língua alemã, polaca, sambo, condução de viaturas, uso de códigos e de armas. Nas noites Stashinsky pratica a organização dos esconderijos: nos canos de esgoto, na ruínas dos Portões de Ouro, nas sepulturas nos cemitérios de Lukyanivske e Baykove. Sob o disfarce de números, deixa os sinais de código nas cabines telefônicas na Estação central dos correios de Kyiv; desenha as cruzes nas montras de Khreshchatyk; coloca os pinos nos cartazes no cinema “Zoria”.
A organização do esconderijo. 15/01/1952.
Fonte: O processo de investigação operacional / Serviço de Inteligência Externa da Ucrânia.
A organização do esconderijo. Documento de 6/02/1953.
Fonte: O processo de investigação operacional / Serviço de Inteligência Externa da Ucrânia.
No teleférico e na multidão da Loja Central de Departamentos, os instrutores o ensinam como enganar a vigilância e como fazer a troca, de forma, desprecebida, dos documentos com os seus correios. Na carreira do tiro no clube desportivo “Dynamo”, o futuro assassino soviético aprende disparar as postolas TT, Parabellum e várias espingardas. Conduz as viaturas, prepara as microfotografias.
O cartão do membro do clube desportivo “Dynamo” (luta sambo).
Fonte: O processo de investigação operacional / Serviço de Inteligência Externa da Ucrânia.
No decorrer da sua indouctrinalção comunista, «Taras» Stashinsky estuda “Curso curto da história do PCUS”, artigos no jornal “Pravda”, e o relatório de Georgy Malenkov no XIX Congresso do Comité Central do Partido. Ouve as palestras “A postura de oficial da inteligência soviética operando no campo dos inimigos” e “Os nacionalistas ucranianos são os piores inimigos do povo soviético, os agentes das agências de inteligência anglo-americanas”.
A troca de documentos secretos com os seus correios.
Fonte: O processo de investigação operacional / Serviço de Inteligência Externa da Ucrânia.
As reuniões com os seus curadores do KGB Stashinsky marca por telefone: “Quando posso comprar um treje para as minhas filhas?” – “Para Olga, os trajes serão vendidos às 16h00”. Então, o encontro será junto à Ópera de Kyiv. Lá ele recebeu instruções e dinheiro. Stashinsky recebe 1.200 rublos mensais, mais 300 são o subsídio de aluguer de apartamento. [Em 1959-1960, a primeira viatura soviética vendida ao público geral, Moskvitch 400 (a cópia absoluta e contrafeita do Opel Kadett K38 de 1939), custava 8.000 rublos.]

Reconciliação com a família

No inverno de 1953, o MGB manda o seu agente em missão de serviço ao Lviv “a fim de codificar, perante as ligações antigas, a sua estadia em Kyiv”. Se tenta corromper com o dinheiro os parentes que romperam com Stashinsky após a sua passagem ao lado do inimigo soviético.

«DADO QUE OS SEUS PAIS MANTENHAM OS SEUS PONTOS DE VISTA ANTERIORES, SERIA ÚTIL AO “TARAS” ENVIAR MENSALMENTE AOS SEUS FAMILIARES O APOIO FINANCEIRO, DESSA FORMA MELHORANDO, O SEU RELACIONAMENTO COM ELES».

A família do Stashinsky receberá do MGB os 400 rublos mensais e o perdoará. Em fevereiro de 1954, Bohdan finalmente se encontrara com os seus pais, sabendo que eles perderam a fé na luta de libertação da Ucrânia.

Colocação no exterior

O treino de Stashinsky, que inicialmente deveria ser completado em um ano, leva o dobro. Na Polónia comunista ele é colocado no verão de 1954. Alguns meses antes, o MGB recebe o novo nome – KGB.
Os objetos pessoais que agente «Taras» deixou na URSS em 1954 (e recebeu de volta em 1959).
Fonte: O processo de investigação operacional / Serviço de Inteligência Externa da Ucrânia.
O KGB vai compondo a biografia falsa do Stashinsky, explicando por que ele domina polaco/polonês melhor do que o alemão: a sua mãe alemã alegadamente viveu na Polónia por um longo período de tempo, teve o filho de um polaco, na II G.M., ambos os pais morreram, e o seu filho decidiu voltar para a terra de seus antepassados.

Em julho de 1954, “Taras” aparece na Polónia, e durante seis meses estuda todos os lugares mencionados em sua biografia falsa. Com o mesmo propósito durante algum tempo, ele trabalha como motorista numa fábrica de açúcar.

«AGENTE “TARAS” CONCLUIU OS PREPARATIVOS NA POLÓNIA E NOS DEMOS A INSTRUÇÃO DA SUA COLOCAÇÃO NA REPÚBLICA DEMOCRÁTICA ALEMû, – o KGB da Ucrânia Soviética informa a sua casa-mae em Moscovo em outubro de 1954.

No final do outono de 1954, Stashinsky aparece na Alemanha Oriental. Sob o nome de Josef Lehmann trabalha como cortador de folhas, despachante numa garagem, intérprete da língua polaca/polonesa. O KGB o aconselha à estudar os anúncios matrimoniais nos jornais, procurando se casar, mudando legalmente para a Alemanha Ocidental com a ajuda do casamento de conveniência.
Vigilância, pelo KGB, dos contactos pessoais do Stashinsky (à direita).
Fonte: O processo de investigação operacional / Serviço de Inteligência Externa da Ucrânia.
Por mais de dois anos Bohdan-“Josef”-“Taras” se envolve na rotina: estabelece contatos, coleta informações, serve ao KGB como mensageiro. Na RDA, ele aprende que a melhor maneira de se passar por um alemão é maldizer a URSS, elogiar o Ocidente e o passado, dar gorjetas muito pequenas, não comer o pão nas refeições [um traço muitíssimo soviético] e beber de calices pequenos. Os alemães não gostam de coloteiros, e pedindo um cigarro, se deve pagar 10 pfennigs. É melhor ir ao cinema com o seus próprio sanduíche.
A família do Stashinsky recebe do MGB os 400 rublos mensais.
Fonte: O processo de investigação operacional / Serviço de Inteligência Externa da Ucrânia.
No outono de 1955, Taras vai de férias para Ucrânia. O major do KGB Belov informa aos pais que Stashinsky que seu filho é um agente secreto e um verdadeiro patriota soviético. Lhes agradece em nome dos órgãos de segurança do Estado. Resignado há bastante tempo, o pai responde que “fica feliz em saber que seu filho está fazendo um trabalho tão honrado”.

Os assassinatos do Rebet e Bandera
Lev Rebet em Auschwitz
Finalmente, Bohdan recebe tarefas realmente sérias e é enviado para a Alemanha Ocidental com novos documentos falsos. Mudando vários pseudônimos, Stashinsky persegue e mata dois líderes da emigração ucraniana. Em 12 de outubro de 1957 ele assassina Lev Rebet, o chefe da facção mail liberal da Organização dos Nacionalistas Ucranianos (OUN-z) ou “OUN no exterior”. Em 14 de outubro de 1959 chega a vez do Stepan Bandera, a líder da facção mais autoritária, a OUN-R (Revolucionária).

Para ambos os atentados o espião recebe de Moscovo dois cilindros de alumínio, que disparam uma pequena corrente de cianeto. Testado a arma nos cães na floresta mais próxima, “Taras” está convencido: o tiro é quase silencioso, a morte chega rapidamente.
A pistola usada pelo Stashinsky para matar Bandera | fonte: researchgate.net
O agente se cruza com Lev Rebet do escritório editorial do jornal ucraniano “Suchasna Ukraina” (Ucrânia Contemporânea). Bandera, que vive sob o nome de Stephen Popel, é apanhado na entrada de sua casa. Ambas as vítimas inalam vapores venenosos e morrem pelo bloqueio instantâneo de vasos sanguíneos no cérebro. O veneno se dissolve rapidamente, praticamente sem deixar vestígios. A morte do Rebet foi dada como a natural, fruto de um ataque cardíaco. [No caso do Bandera, o líder ucraniano possivelmente consegiu presentir o perigo e no último momento virou a cara. Ele ainda estava vivo quando chegou a ambulância e na sua face foram encontrados os vestígios microscópicos de vidro.]
A cópia do relatório de um dos agentes do KGB em que este afirma:
"até a esposa do Rebet, Daria, diz que o seu marido morreu da morte natural".
fonte @Arquivo do SBU.  
Em Moscovo e “pela realização de uma tarefa governamental importante em condições extremamente difíceis”, Stashinsky é condecorado com a Ordem da Bandeira Vermelha e recebe a prenda valiosa: a câmara fotográfica alema “Contax”. O seu salário é aumentado aos 2.500 rublos (as viaturas populares soviéticas custam ente 8.000 à 15.000 rublos).

O amor fatal

Da Alemanha para URSS Stashinsky vem com a jovem esposa alemã, a cabeleireira Inge Pohl. Aos agentes do KGB [pertencentes à categoria de “ilegais”, a elite da comunidade de inteligência soviética] não é permitido ter uma esposa, especialmente uma estrangeira, mas o chefe da KGB, Aleksandr Shelepin, faz uma exceção.
Inge Pohl | fonte: Wikipédia
Inge não gosta de Moscovo. Bohdan fica nervoso, descoberto no seu apartamento uma escuta. Quando Inge engravida, a KGB exige fazer o aborto, mas Stashinsky não quer ouvir disso. Dado que esposa exerce uma forte influência sobre Bohdan e a própria Inge recusa-se se tornar uma agente, no final de 1960, KGB informa Stashinsky que ele não voltará trabalhar no estrangeiro. A confiança mútua é prejudicada. Ele começa a temer seriamente pela sua própria vida.

Em 1961, Inge, com grande dificuldade, consegue permissão para deixar a URSS e dar à luz em Berlim Oriental. O bebê Petró morre de seguida. Bogdan implora para lhe permitam atender o funeral do seu filho.

Fuga e julgamento

O agente não pretende voltar para a URSS. Nas vésperas do funeral do filho, em 12/08/1961, Bohdan e Inge, escapam pela porta dos fundos, fugindo da casa dos pais dela, enganando os agentes do KGB que os vigiavam e vão de táxi para Berlim Ocidental. Os medos das chefias do KGB, afinal eram justificados, entre amor e trabalho amado, o agente preferiu o amor.

[Os agentes da CIA conversam com Stashinsky e acabam de o passar ao BND alemão, desconfiando de se tratar um agente duplo.] A BND verifica os depoimentos do agente soviético. Faz-se a exgumação do corpo do Stepan Bandera para efetuar uma análise dos seus tecidos cerebrais. Na fechadura da entrada do prédio onde vivia Bandera foram encontrados fragmentos de gazua (chave-mestre). A investigação está convencida: Bohdan realmente matou ao mando do KGB. O seu julgamento (8-19 de outubro de 1962) é amplamente coberto pela mídia mundial. Stashinsky diz que “é melhor estar na prisão do que ficar no chão”.
KGB dá ordem para preparar as “matérias bem argumentadas que podem comprometer
(Bogdan Stashinsky) como um bandido da OUN”.
Fonte: O processo de investigação operacional / Serviço de Inteligência Externa da Ucrânia.
Os comentaristas soviéticos chamam o processo de provocação. Ao mesmo tempo, 17 chefes de Stashinsky perdem os seus postos. Os parentes de Bohdan e as suas correspondências são vigiadas, eles são temporariamente transferidos de sua aldeia natal, temendo a vingança da OUN [mesmo já em 1961-62!] pela morte do Bandera.

A viúva de Lev Rebet,  Daria Rebet (Cisyk) tem pena do assassino. O chama de um pequeno parafuso do sistema soviético e pede para que não seja punido muito severamente. Por dois assassinatos políticos, o tribunal elabora uma sentença extraordinariamente branda – 8 anos de cadeia. Stashinsky serve 3/4 da pena, e em algum momento simpesmente desaparece dos radares do público.
O romance «Lets beters dan de dood» (Algo melhor que a morte), 1964
do holandês Rogier van Aerde, baseado no tema do atentado do Stashinsky contra Stepan Bandera.
Em março de 1984, o chefe de polícia sul-africana, general Mike C. W. Geldenhuys (1978-1983) disse na entrevista ao jornal sul-africano “Rand Daily Mail” (de linha liberal e fechado em 1985) que Bogdan Stashinsky veio à Africa do Sul em 1968, imediatamente após a sua saída da prisão alemã. O ex-agente do KGB fez uma extensa cirurgia plástica, se casou novamente e prestou os serviços valiosos às agências de segurança locais, na luta contra os insurgentes comunistas.

Hoje Stashinsky teria 86 anos. Teoricamente, ainda pode estar vivo, possivelmente já morreu. De qualquer maneira, o mais certo, que nunca saberemos disso.

sábado, junho 02, 2018

As crianças da União Soviética: fuzilamento do Mikhail Shamonin

O jovem russo Mikhail Shamonin foi uma criança abandonada pelos pais (nada se sabe deles). Aos 13 anos Misha, esfomeado, roubou dois pães, foi denunciado, detido pela milícia (polícia) e fuzilado em 9 de dezembro de 1937 nos arredores de Moscovo.

No seu processo, arquivado na Direção-geral do Ministério do Interior da região de Moscovo (volume VI, pág. 270), como a data de nascimento é mencionado ano de 1922 e como a data de fuzilamento 9 de dezembro de 1937.
Transporte de prisioneiros na URSS, conhecido como "Corvo Negro"
O jovem com estatuto social de “sem abrigo”, sem nenhuma educação formal, russo étnico, nascido em Moscovo, foi detido em 4 de dezembro de 1937 e fuzilado apenas 5 dias depois, em 9 de dezembro. O local do seu fuzilamento e da sepultura (na vala comum) é o Polígono de Butovo, nos arredores de Moscovo.

No dia 7 de abril de 1935, o Comité Central Executivo da URSS e o Conselho dos Comissários Populares da URSS adotaram uma lei sem precedentes, permitindo que as crianças à partir de 12 anos poderiam ser fuziladas. No caso de Misha Shamonin, existe a informação de que a data do seu nascimento foi emendada, de 1924 para 1922. Os chekistas soviéticos lhe “acrescentaram” mais dois anos e menino foi fuzilado. É de notar que na época o NKVD fuzilava por “crimes” muito menores, por exemplo, pela tatuagem do Estaline numa perna.
O dia em que URSS decidiu fuzilar as crianças
Ultimamente, os fãs da URSS e do comunismo lançaram na Internet o “desmentido”, negando a existência do caso, argumentando que não há provas que Misha Shamonin foi fuzilado. Naturalmente isso não é verdade, por isso publicamos a cópia da resposta oficial do FSB russo, emitida em 27 de dezembro de 2017. O documento da secreta interna russa confirma que Mikhail Shamonin foi fuzilado (e sepultado) em 9 de dezembro de 1937 no Polígono de Butovo.
Os fãs da URSS e do comunismo um pouco mais intelectuais usam outro tipo de argumentação: “Misha é um ladrão e foi bem feito...”, conversa fiada do costume. Eles não têm a razão. Misha perdeu os seus pais, sozinho no mundo e sem nenhuma “safety net”, ele ficou vis-à-vis com o estado soviético. Não quis entrar no orfanato (uma espécie de cadeia para os jovens e crianças que poderiam não cometer nenhum crime). Foi colhido pela onde de repressões em massa, que acabou com a sua vida.

Num país capitalista Misha poderia receber o apoio de uma misericórdia católica ou de alguma caridade protestante. Podia prestar pequenos serviços aos cidadãos e ser pago pelo seu esforço...
  
Nada disso existia na URSS comunista em 1937, o país vivia no auge do Grande Terror e todas as pessoas estavam apavoradas. A ética cristã e o sentimento de auto-ajuda desapareceram. Reinava a lógica do GULAG: “morre você hoje, para que eu puder morrer só amanha”. A culpa de toda essa catástrofe social é o comunismo soviético e não do Misha Shamonin.

KGB e Ucrânia Soviética na Expo-67 em Montreal

Em 1967, a União Soviética participa na Expo-1967, organizada na cidade canadense de Montreal. O KGB recebe do Estado soviético a tarefa titânica de fazer tudo para que a Diáspora ucraniana no Canada e nos EUA não se manifeste, no decorrer do certame, à favor da Ucrânia livre.  
Contactos do KGB com agência de inteligênci canadense
Os chekistas soviéticos estimam o número dos potenciais ativistas ucranianos em cerca de 7.000 pessoas. São residentes da Diáspora ucraniana nas várias cidades do Canada principalmente do Toronto e de Winnipeg (prefeito da qual era um ucraniano étnico) e dos Estados Unidos (Nova Iorque, Chicago e Filadélfia). Nos seus memorandos secretos KGB fala em comboios especiais dos “banderistas” e até de um plano ucraniano de alugar uma aeronave desportiva para espalhar os cartazes anti-soviéticos.
O alegado plano ucraniano de alugar uma aeronave desportiva
Para baralhar os planos ucranianos, as autoridades soviéticas adiaram, por 6 dias a inauguração do Dia da Ucrânia Soviética. Além disso, KGB estava executar o trabalho titânico. Eles negociaram com as autoridades locais, com a polícia e com agências de inteligência canadenses (que naturalmente preferiam evitar todos os possíveis escândalos na Expo), estavam em negociações com as diásporas russa, lituana e arménia, e com as organizações ucraniano-canadenses “progressistas”, isso é, de tendência comunista e leais à União Soviética (por exemplo, a AUUC/TOUK) e até mesmo também com os que não eram muito leais).
Contatos entre KGB e as organizações ucraniano-canadenses “progressistas”
KGB usava os mais diversos truques para afastar do pavilhão soviético todo os ucranianos da Diáspora, que URSS considerava como nacionalistas.
Por exemplo, no dia 22 de agosto de 1967, quando no pavilhão soviético se celebrava o dia da Ucrânia Soviética, os membros das organizações ucraniano-canadenses de inspiração comunista (AUUC) e também os emigrantes lituanos, letões e arménios receberam 500 convites para participarem nas “ações em massa, organizadas na Expo”.
As perguntas favoráveis à URSS, “inspiradas” por KGB (marcadas à vermelho)
O KGB previa que nas tribunas do Pavilhão de Nações haverá pouca gente favorável à URSS e à sua ideologia comunista, por isso e para “garantir uma atmosfera favorável”, decidiu enviar o máximo de cidadãos soviéticos (“funcionários do pavilhão, dos pontos de venda, os marinheiros soviéticos”) para preencher os lugares nas tribunas, impedindo aos ucranianos de participar ativamente e de se manifestar em apoio à Ucrânia livre.
As perguntas favoráveis à URSS, “inspiradas” por KGB (marcadas à vermelho)
Na conferência de imprensa, o KGB usou os seus “laranjas” para estes fazerem as perguntas favoráveis, “inspiradas por nos”. Apesar disso, vários os jornalistas fazem perguntas incómodas e diretas: “Porque Ucrânia, sendo membro da ONU [desde 1945] não possui as suas representações no exterior?”; “Como está a questão do ensino da língua ucraniana em outras repúblicas soviéticas?”; “Porque os escritores ucranianos detidos [dissidentes] estão cumprir os seus termos prisionais na Rússia Soviética e não na Ucrânia Soviética?”; “Porque o Ministério da Educação [da Ucrânia Soviética] foi transferido de Kyiv para Moscovo?”; “Se vocês estão tão preocupados em honrar a memória dos mortos na [II] guerra [mundial], porque não se preocupam em preservar a memória dos escritores [ucranianos] que morreram nos anos da vigência de culto de personalidade do Estaline?”, entre outras.

 
2.500 bilhetes soviéticos grátis aos membros da polícia e da secreta canadense
Para garantir a cooperação policial e dos serviços de inteligência canadenses, a União Soviética oferece 2.500 bilhetes grátis aos membros destas forças, para um concerto musical soviético em Montreal no dia 21 de agosto de 1967. Em troca, os polícias prometem enviar 500 agentes trajados à civil, para que no dia seguinte, 22 de agosto, estes se passem por público, preenchendo os lugares nas tribunas, nos locais que KGB considera como “mais preocupantes”.
As tribunas preenchidas por “organizações emigrantes progressistas”
No dia 22 de agosto de 1967, duas horas antes do início das actividades do Dia da Ucrânia Soviética, todas as tribunas na Praça das Nações foram preenchidas, com supervisão do KGB pelos “organizações emigrantes progressistas, ucranianas e outras, representantes da colónia local arménia, funcionários da embaixada soviética e turistas soviéticos, representantes do poder e da polícia canadenses”.
“Um turno executava as suas tarefas normais e outro turno,
estava apenas vigiando os visitantes”
No dia 22 de agosto de 1967 os funcionários soviéticos do Pavilhão Soviético trabalhavam em dois turnos, “um turno executava as suas tarefas normais e outro turno, estava apenas vigiando os visitantes”. Devido às dificuldades criadas pelas autoridades canadenses (ao mando do KGB e da embaixada soviética) em divulgar os panfletos, as organizações ucranianas simplesmente publicaram, pelo menos, por duas vezes, este material informativo nos jornais de Montreal.
Os da diáspora arménia e lituana “forneceram um apoio considerável”
ao KGB e ao “pessoal soviético”
Os representantes da diáspora arménia e lituana, “forneceram um apoio considerável” ao KGB e ao “pessoal soviético”, nomeadamente, “levaram à praça das Nações um grande número das pessoas, apesar de que os eventos decorreram num dia de trabalho no horário de expediente”.  

No fim, o chefe do KGB da Ucrânia Soviética, general Vitali Nikitczenko (que tinha a fama de ser um “liberal”), enumera os benefícios do trabalho árduo dos seus chekistas:  
Se pode prever que o complexo de ações, realizados em conexão com a preparação e execução do dia da Ucrânia Soviética, irá exercer uma certa influência sobre os ucranianos locais, reacender neles o interesse pela Ucrânia Soviética, aumentará as tendências de trocas culturais com Ucrânia Soviética, levará à separação continia dos curcuitos da emigração ucraniana.    

Documentos dos arquivos dos SBU, publicados pelo Edward Andriushchenko.

Bónus
Ucraniano chefe dos moicanos
Na mesma Expo-67, decorriam os Dias da cultura soviética, atendidas pelo dançarino checheno Mahmud Esambaev, que mais tarde quis ver as danças dos índios canadenses. Numa das reservas indígenas ele foi recebido por um homem alto e forte de pele clara, embora pintado e vestido ao preceito tribal. Ao lado dele estava uma bela mulher índia. O índio fez a vénia e disse: “Bem vindo! Por favor, entre na minha cabana”. Tudo isso em língua ucraniana. Assistindo a incredulidade do Esambaev, o índio explicou que ele é ucraniano, natural da região de Poltava e se chama Ivan Datsenko, mas que na tribo é conhecido pelo nome de Piercing Fire ou Pocking Fire (Aquele Que Furou o Fogo). Naquele encontro Ivan Datsenko mostrou-se grande apreciador do canto, cantou várias músicas populares ucranianas, incluindo “Rozpriahayte, hloptsi, koney”. Mais tarde ucraniano e checheno se tornaram amigos, chegaram à trocar a correspondência.

Nove anos depois, em 27 de julho de 1976, na partida de semifinal dos Jogos Olímpicos, entre as seleções da RDA e da União Soviética (2:1), à decorrer no mesmo Montreal, o campo foi “invadido” pelo jovem ucraniano, trajado de camisa bordada ucraniana vyshyvanka, ele dançou hopak, agitou a bandeira ucraniana e gritou “Liberdade à Ucrânia!”.
A bandeira ucraniana no jogo RDA – URSS em 1976
Era Danylo Myhal (na altura com 20 anos de idade e hoje com cerca de 62), membro da União da Juventude Ucraniana (SUM) de Thunder Bay (Ontário). Uma hora após a sua detenção pela polícia canadense ele foi libertado sem nenhuma acusação. Danylo fazia parte dos cerca 150 jovens ucranianos que colocaram nas tribunas uma grande bandeira ucraniana, de cerca de 9 metros e vestiam as camisas bordadas com o slogan: “Liberdade à Ucrânia”.
   

As vitórias e recordes de Venezuela bolivariana

No dia 1 de junho de 2018 o governo bolivariano da Venezuela alcançou um novo marco histórico. A inflação chegou à um recorde sem precedentes, 30.817% anuais.
No país acabou o papel para imprimir bilhetes de transporte público, como tal, o governo decretou o transporte público totalmente gratuito. O resultado é muito fácil de prever: regime socialista não possui verba para subsidiar os custos de transporte público, como tal Maduro adiou o colapso total do serviço de transporte públicos por algum tempo, semanas ou mesmo dias. Regime apresenta a falta gritante de meios como mais uma virtude socialista.
Venezuela: a condecoração condigna das forças de segurança
Exército, polícia e serviços secretos, por enquanto apoiam o regime, mas ninguém sabe até quando. A situação no país é muito semelhante aos demais casos de ditaduras socialistas e/ou socializantes. As eleições, onde não foi permitida nenhuma alternativa real, foram ganhas pelo líder da nação motorista de autocarro/ônibus que levou o país ao coma económico, político e social, no seu reinado anterior. O motorista não apresentou quaisquer programa eleitoral, o seu único motivo real era de agarrar o poder com unhas e dentes, para não sair da presidência diretamente para cemitério ou cadeia.
Dez Maduros num único boletim de voto
Dez Maduros num único boletim de voto. Era possível colocar a cruz em qualquer um deles e Maduro seria eleito presidente. Os lambe-botas do regime apresentaram a sua candidatura em nome das 10 organizações diferentes. Cada uma recebeu o direito de colocar o “querido motorista” no boletim da eleição do Maduro. Outras ditaduras ainda poderão aprender com o regime bolivariano.
Graças ao “trabalho árduo” do regime de Maduro, o número dos pobres duplicou no país – na verdade, 90% da população são pobres. Miseráveis são quase três vezes mais. Dois terços da população. E isso em apenas três anos. Para que Maduro se elegeu novamente? Possivelmente para conseguir levar à miséria o resto dos seus concidadãos.
A nota de 100.000 bolívares (11 notas dessas compram 1 dólar americano)
No início do reinado do Hugo Chávez, o dólar valia 6-7 bolívares. Hoje, 1 dólar americano vale um milhão e cem mil bolívares. Em cinco anos a moeda nacional se desvalorizou 180 mil vezes. Tudo isso num dos países mais ricos em petróleo ao nível mundial (a quarta população mais rica do mundo na década de 1950 em termos de PIB per capita).
A vitória socialista: todos comem no lixo por igual
No entanto, todas as ditaduras comunistas e de esquerda se comportam e terminam praticamente da mesma forma, deixando atrás de si a infra-estrutura absolutamente gasta e sugando o tecido económico e social do país até o tutano.
Hospital público na Venezuela | foto Meredith Kogut para NYT
No decorrer dessa semana o regime sírio do Bashar al-Assad optou por uma medida desesperada, no dia 29 de maio de 2018, Síria reconheceu a independência unilateral das regiões separatistas da Geórgia: Abecásia e Ossétia do Sul (em resposta a Geórgia cortou as relações diplomáticas com regime do Damasco).
Fome na Venezuela: "Minha pátria tem fome"
Podemos perfeitamente esperar que o mesmo padrão de comportamento será imitado pelo Maduro, na esperança, que, como se sabe é a última à morrer, de que amigo Vladimir oferecerá um pouco de farinha, para fabricar algum pão que o diabo amassou.

¡Viva la Revolución Bolivariana! | Je ne mange pas six jours…

sexta-feira, junho 01, 2018

Ucrânia e a preocupação profunda dos lamentadores profissionais

OSCE, Repórteres sem Fronteiras e Amnistia Internacional criticaram Ucrânia devido a encenação da morte do Arkady Babchenko. Os profissionais do ramo dos direitos humanos ficaram profundamente indignados, o jornalista não morreu, e eles perderam uma ótima oportunidade de lamentar e de ficarem preocupados.  

Na semana passada, os representante da mesma OSCE tinham dito que “fogo [ucraniano] na linha da frente em resposta aos bombardeamentos [terroristas] também é uma violação de acordo de Minsk-2”.

Naturalmente, essas ONG fazem questão de não reparar no facto de que Ucrânia esteja em guerra pelo quarto ano consecutivo. E se o país não disparar em resposta, se não abater os invasores, se não liquidar os terroristas, se não os colocar na cadeia, se não executar as operações de busca e destruição dos espiões e das suas redes, se não desinformar o inimigo, Ucrânia certamente perderá a guerra. Então milhares de ucranianos iriam morrer e milhões sofreriam as represálias. As ONG iriam emitir as suas lamentações do costume. Mas Ucrânia e ucranianos não desejam este futuro para si e para os seus, por isso, apenas podem dizer uma coisa à todas essas ONG´s: vão mas é para a puta que vós pariu e para um sítio que se rima com alho, vocês, juntamente com a vossa preocupação.

Além disso, a OSCE condenou a operação especial da SBU. Porque dizem que não se pode mentir ao seu povo. Mas sem desinformar o inimigo, Ucrânia não conseguiria desbobinar toda a cadeia do comando, desde o mandante, passando pelo coordenador até o executante e a mesma OSCE naturalmente acusaria Ucrânia de não fazer nada para investigar este e outros assassinatos.

A directora da Amnistia Internacional Ucrânia, Oksana Pokalchuk, considera que o assassinato do jornalista russo Arkady Babchenko, cometido em Kyiv, é uma trágica ilustração do fracasso das autoridades ucranianas em proteger a sociedade civil e a perigosa situação em que a liberdade de expressão se encontra agora”.

Isso naturalmente foi dito antes de saber que Arkady Babchenko estava vivo. Como podem notar, nenhuma palavra contra as forças que planeavam o assassinato do jornalista. Mas no dia seguinte, se soube que Babchenko está vivo, acham que agora o pessoal dos “direitos humanos” ficou contente? Oi, que não!
Arkady Babchenko responde às críticas da imprensa britânica
A organização NGO internacional “Repórteres sem Fronteiras”, está indignada com a operação especial do Serviço de Segurança na encenação do assassinato de Arkady Babchenko. Foi afirmado pelo secretário-geral dos RSF, Christophe Deloire, no seu Twitter.


Não podemos, nem devemos chamar Oksana Pokalchuk, nem Christophe Deloire de put@s, principalmente pelo respeito que merecem as profissionais do sexo.

Hoje em dia testemunhamos a quantidade descomunal de “idiotas úteis” que adoram ficar preocupados e de lamentar (sem ajudar em absolutamente nada, pois não podem perder a sua “imparcialidade”), quando matam os ucranianos. Mas quando os ucranianos respondem com sucesso, ai, minha nossa senhora, surge imediatamente uma onda de indignação da sua parte: “mas com que direito vocês, ucranianos, não morreram?!!”

Com que direito o coelho se atreve à se defender do lobo, significa que tinham pena dele em vão? Seria muito melhor se ele fosse inocente e fofo. Mesmo que morto.

O coelho não tem nenhum direito de se fazer de morto, para depois arrear o lobo na nuca. O coelho deve honestamente enfrentar o lobo, cara à cara,  numa batalha aberta, e então depois reconheceremos que o coelho estava certo, o apoiaremos moralmente e choraremos no seu túmulo. Traremos as flores.

...Mas não forneceremos ao coelho nenhuma arma mortal, apenas por precaução, porque o lobo se pode ofender.

Quem são coordenador (mandante) “G”?
O momento da sua detenção em Kyiv, 30/05/2018 | foto @SBU
No dia 31 de maio de 2018, o Tribunal do Bairro Shevchenko da cidade de Kyiv, divulgou o nome do suspeito em organizar o assassinato do jornalista Arkady Babchenko (acusado de acordo com a 1ª parte do artigo 14º, 3ª parte do artigo 27º, 3ª parte do artigo 258º do Código Penal da Ucrânia (organização de um ato terrorista)). O suspeito se chama Boris Lvovich German, tem 50 anos e é filho de um influente empresário ucraniano de origem judaica, Lev Berkovich German, que fez os seus primeiros capitais ainda sob a vigência do regime soviético.

German Júnior estudou em duas universidades ucranianas (Universidade Nacional Económica de Kyiv e Academia Inter-regional de Gestão do Pessoal); o seu advogado diz que German é “jurista de formação”. No final da década de 1980, ele serviu na marinha soviética, possivelmente no submarino nuclear K-21, baseado em Murmansk. De acordo com a publicação ucraniana Trust.ua, Boris German nasceu em Novorossiysk e se formou na Escola Superior Militar de Leninegrado de Tropas Ferroviárias.
A foto do Boris German, postada por ele numa das redes sociais
German é co-proprietário e gestor de algumas PME´s ucranianas e russas. Era co-proprietário da empresa russa “Starbeys” (comércio de roupa e calçados por atacado). A empresa foi fundada em 2015 e deixou de existir dois meses antes da prisão de German pelo SBU em 30 de maio de 2018.

Além disso, German é acionista minoritário da joint-venture ucraniano-alemã “Schmeisser”, especializada na produção de pistolas de gás e de sinalização, pistolas e revólveres para disparar munição de borracha e da própria munição de borracha. Em 2017 a Polícia Nacional da Ucrânia, o Ministério Público e SBU detiveram os funcionários da empresa pela venda de armas de combate com números da série apagados.
Boris German no tribunal, Kyiv, 31/05/2018 | foto @Volodymyr Hontar / REUTERS
No passado, German era assessor de dois deputados do parlamento ucraniano, um socialista e um membro do Partido das Regiões. Além do pai influente, Boris German é cunhado do ex-presidente do Tribunal Arbitral da Ucrânia, que em 2006-2012 se elegeu ao Parlamento da Ucrânia pelo Partido das Regiões. Em 2005 este deputado foi acusado de corrupção e ligações com Viktor Medvedchuk (o fundador e mentor do movimento pró-russo “Escolha Ucraniana”, representante especial da Ucrânia em conversações com as organizações terroristas “dnr”/”lnr”). Segundo a mídia, Vladimir Putin é o padrinho de filha do Medvedchuk, escreve a página Meduza.

... e o “killer” “Ts”?

O monge e ativista do “Setor da Direita” Oleksiy Tsymbaliuk é ex-ierodiácono da Igreja Ortodoxa Ucraniana (Patriarcado de Moscovo) e depois da Igreja Ortodoxa Ucraniana (Patriarcado de Kyiv). Ele se tornou o monge em 2006, adotando o nome de Aristarco. Mais tarde, desiludido com ambas as confissões religiosas, foi o monge eremita na região ucraniana de Transcarpátia, escreve Censor.net.ua.
Apesar do seu estatuto monástico, Aristarco decidiu se tornar um voluntário na guerra russo-ucraniana. Em algum momento considerou que não é tão santo para apoiar os militares ucranianos apenas com a sua oração, e seguiu para a linha da frente. O seu caminho no Donbas, Oleksiy “Aristarco” Tsimbalyuk começou na unidade voluntária paramédica do Setor da Direita (depois DUK PS), chamada Hospitallers.
Aristarco na unidade paramédica voluntária Hospitallers
Em janeiro de 2017, a história do monge Tsimbalyuk originou uma reportagem na TV ucraniana Hromadske.TV:

O nome do mandante principal

Na audiência preliminar para escolher a medida preventiva no processo relativo à tentativa do assassinato do Arkady Babchenko, Boris German, disse que estava em contato com cidadão russo Vyacheslav Pivovarkin (ou Pivovarnik), um ex-amigo seu, ex-cidadão ucraniano que mora em Moscovo e trabalha na Fundação privada do presidente Vladimir Putin.

O advogado do Boris German, não consegui explicar aos jornalistas a razão por que o seu cliente pagou 15.000 dólares (14.000 como sinal pelo assassinato e 1.000 pela compre de arma) ao “assassino” Oleksiy “Aristarco” Tsimbalyuk.

No fim, o Tribunal do Bairro Shevchenko da cidade de Kyiv decidiu a prisão preventiva do Boris German, por um período de 60 dias e sem direito à fiança.