sábado, abril 07, 2018

Síria: fábrica “Conoco”, “Vagner” e reativação do Daesh/EI

A fábrica “Conoco” em Deir ez-Zor, cujo assalto resultou em fevereiro de 2018 em mortes dos diversos mercenários russos do grupo Vagner e cuja infra-estrutura até recentemente estava formalmente protegida pelos curdos da FDS, agora passa oficialmente sob a proteção da coligação/coalizão dos EUA.
A decisão foi tomada, aparentemente devido ao fato de que os mercenários xiitas e EMP´s russas continuam a aparecer na área. Mesmo depois da sua exterminação em 7 de fevereiro último, foram registados mais dois incidentes em que as forças curdas e americanas tiveram que novamente abrir o fogo contra os bandos armados que apareceram nas imediações de fábrica, informa o blogueiro militarista russo el-murid.
Além disso, novamente reativou-se o Daesh/EI. Para já, o grupo atua na margem direita, (lado sírio) do rio Eufrates, mas em geral, já passou a fase de transformação e atualmente age, usando a estrutura de guerrilha. A agência “Moata” publicou recentemente a infografia das perdas dos oponentes do Daesh/Ei no fevereiro-março de 2018 no Iraque e na Síria:
Como podemos ver as maiores perdas na Síria sofrem as forças pró-Assad, mas também os curdos: 224 e 154 mortos respectivamente. Neste contexto, o fortalecimento das forças terrestres da coligação/coalizão americana, nas proximidades dos locais onde atua a militância armada é bastante justificada, especialmente no caso, como tudo indica, quando toda essa situação está para durar.

sexta-feira, abril 06, 2018

Grace Kennan Warnecke: a filha da guerra fria

Grace Kennan Warnecke, a filha de um dos diplomatas ocidentais mais influentes no século XX, George F. Kennan (1904-2005), prepara-se para lançar a sua biografia, chamada Daughter of the Cold War, sobre uma vida, “vivida à beira da história”.
Grace Kennan Warnecke
Nascida na Letónia, Grace morou em sete países e falava cinco línguas antes dos onze anos. Quando criança, ela testemunhou a marcha de Hitler em Praga, frequentou uma escola moscovita durante a II G. M. e navegou pelos mares com seu pai. Em uma carreira multifacetada, trabalhou como fotógrafa profissional, produtora de televisão e editora e crítica de livros. Por fim, como seu pai, ela se tornou especialista em “assuntos russos”, mas de um tipo muito diferente. Ela acompanhou Ted Kennedy e sua família à URSS, acompanhou Joan Baez a Moscovo para se encontrar com o dissidente soviético Andrei Sakharov e hospedou a filha de Josef Estaline na fazenda da família depois que Svetlana desertou aos Estados Unidos. Enquanto administrava sua própria empresa de consultoria na URSS, ela testemunhou o colapso da União Soviética e, mais tarde, tornou-se diretora de um projeto de empoderamento económico de mulheres na Ucrânia.   
Chrese Evans: a neta do Estaline
Grace Kennan Warnecke foi pesquisadora sénior do Woodrow Wilson International Center for Scholars em 2013. Ela atuou como diretora nacional da Winrock International em Kyiv, Ucrânia, de 1999 a 2003, bem como foi a diretora do projeto Women’s Economic Empowerment (WEE, fundado por USAID); fundadora e supervisora de projetos da Volkhov International Small Business Incubator, vice-presidente executiva da Aliança das mulheres americanas e russas. Ela foi presidente da SOVUS Business Consultants; diretora executiva fundadora da Orquestra Juvenil Americano-Soviética e editora de atribuições do projeto Um Dia na Vida da União Soviética; e Diretora americana do Centro Alerdinck para Comunicações Leste-Oeste. Ela foi produtora associada de um documentário da PBS: “Os primeiros cinquenta anos: reflexões sobre as relações EUA-União Soviética”, vencedora do prémio Alfred I. Dupont da Universidade de Columbia. Ela atuou como monitora internacional nas eleições na Ucrânia e no Azerbaijão. Frequentou a escola № 131 em Moscovo e colégio Radcliffe, onde se formou em história e literatura russa.

quinta-feira, abril 05, 2018

Novas sanções americanas contra Rússia já nas próximas horas

Os EUA podem introduzir esta semana novas sanções contra os empresários russos em resposta à interferência da Rússia nas eleições presidenciais nos Estados Unidos, informam Reuters e Fox News.

Reuters, citando dois interlocutores bem informados, escreve que a Casa Branca anunciará as novas restrições já nesta quinta-feira, 5 de abril. As sanções serão introduzidas com base numa Lei, chamada CAATSA, assinada em meados de março de 2018 para impor sanções a cinco organizações russas e 19 pessoas. A Lei bipartidária foi aprovada pelos democratas e republicanos para punir Rússia pela sua anexação e ocupação da Crimeia, envolvimento russo na Síria e interferência às eleições americanas em 2016. Espera-se que as restrições afetem os oligarcas russos e as pessoas próximas ao presidente Vladimir Putin.

Cumprindo a Lei, a administração Trump divulgou em 30 de janeiro de 2018 uma lista dos chefes de empresas estatais russas e oligarcas próximos ao regime do Putin, incluindo figuras proeminentes do regime, casos de Alexei Miller, o chefe executivo da Gazprom, e Igor Sechin, diretor executivo de Rosneft.


Segundo o Washington Post, as sanções serão de natureza económica e, atingirão, ao menos, seis pessoas. O jornal observa que nas últimas semanas os conselheiros de segurança nacional de Trump insistiram em impor novas sanções contra a Rússia por causa do envenenamento no Reino Unido do ex-coronel do GRU Sergey Skripal. Os secretários de imprensa da Casa Branca e do Departamento do estado para já não comentam essas notícias.

Anteriormente, a CNN escreveu que o procurador investigativo do caso da interferência da Rússia nas eleições presidenciais nos EUA, Dr. Robert Muller, interrogou pelo menos dois oligarcas russos e enviou um pedido de informações para outro. “Investigadores estão perguntando se os russos ricos se envolveram no envio ilegal de dinheiro, direta ou indiretamente, para a campanha presidencial e a posse de Trump”, informou a CNN.

De acordo com a CNN, essa abordagem, pró-ativa e fora do habitual, dos oligarcas russos nas últimas semanas pode significar que a equipa de Mueller já obteve registos ou documentos sobre os quais tem a jurisdição legal e as quais pode obter facilmente, e agora possui uma “lista de desejos” para ver que outras informações podem obter dos russos que entram nos EUA ou através de sua cooperação voluntária.
UPD/WASHINGTON: o Departamento de Controlo de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro dos EUA (OFAC), em consulta com o Departamento de Estado, designou hoje (6 de abril de 2018) sete oligarcas russos e 12 empresas que estes possuem ou controlam, 17 altos funcionários do governo russo e uma empresa estatal russa de comércio de armas, a sua subsidiária e um banco russo como alvo de novas sanções americanas: comunicado de imprensa; lista dos prevaricadores.

quarta-feira, abril 04, 2018

RIP Yuriy Soloshenko: o ex-POW ucraniano mais idoso

De esquerda para direita: Yuriy Soloshenko, Gennadiy Afanasiev e Petró Poroshenko
Hoje morreu Yuriy D. Soloshenko, um dos muitos POW ucranianos, preso aos 72 anos (Sic!) pelas autoridades russas e libertado aos 74, “nosso herói e meu avô […] que passou pelo cativeiro russo, completamente e com dignidade”, escreve outro prisioneiro político ucraniano, Gennadiy Afanasiev.
foto @Dmytro Larin, Ukrayinska Pravda
Devido aos ferimentos e doenças, os dois foram libertados, mas isso não passou sem deixar as marcas... O homem lutou até o seu último suspiro, permanecendo um verdadeiro ucraniano – orgulhoso, tímido, educado e invencível.
Eu nunca esquecerei, escreve Afanasiev, quando sobrevoando a maldita Moscovo, ele gritou: “Adeus à Rússia mal lavada…”
Oramos à sua alma.

Quem era Yuriy Soloshenko: nascido em 1942, é natural da região de Poltava, foi graduado pela Universidade Nacional de Kharkiv, 48 anos trabalhou na fábrica “Znamya” (Bandeira) que pertencia ao complexo militar soviético e depois ucraniano. Detido ем Moscovo ем 2014, foi falsamente acusado da porte dos documentos relativos ao sistema de mísseis S-300, usados pelas Forças Armadas da Ucrânia e cujos componentes são produzidos na fábrica Generator em Kyiv.
Sem nenhuma chance: os reféns ucranianos sobre os métodos do FSB
foto @Dmytro Larin, Ukrayinska Pravda
Recebeu as ofertas da cidadania russa: “Caso receber a cidadania russa será lhe atribuído o estatuto de testemunha. [...] Se você aceitar a cidadania [russa] terá o estatuto da testemunha, estará sob a proteção da lei russa da protecção de testemunhas”. Numa outra ocasião recebeu a nova proposta de acordo pré-julgamento: “Caso se declarar culpado de espionagem, uma semana depois será transferido para a prisão domiciliária”.

Durante 10 meses Yuriy estava sem advogado, 8 meses sem as visitas do Cônsul da Ucrânia. Em 14 de Outubro de 2015 o tribunal de Moscovo o condenou aos 6 de cadeia severa pela “espionagem”. Em 14 de junho de 2016 Yuriy Soloshenko e Gennady Afanasyev foram liberados, na troca entre Ucrânia e Rússia, por dois terroristas russos, detidos nas atividades terroristas na região de Odessa.

Donbas: separatistas pretendem inundar uma mina nuclear

No mês de abril, os separatistas da dita “dnr” pretendem inundar a mina “Yunkom” em Yenakiyevo, onde a URSS em 1979 efetuou uma explosão nuclear. O dito “ministério da indústria de carvão”, dos separatistas acredita que inundação não levará à poluição ambiental. Realmente, que tipo de perigo representa uma mina, onde explodiram uma bomba nuclear?
A mina foi fundada em 1908, com auxílio do capital belga,
em 1924 foi rebatizada de Yunkom (Jovem Comuna
A marvada da Ucrânia sempre achava que a mina não deve ser inundada, e garantia o bombeamento de água para fora desta, encerrada desde 2001. Mas o verdadeiramente popular “governo” da dita “dnr”, estudou o assunto, decidindo que não se deve gastar dinheiro em bombas. Que as pessoas irão sobreviver na mesma, escreve Denis Kazansky.
"A conservação molhada do objeto "Clivagem" da mina "Jovem comuna" não levará ao poluição do meio ambiente"
Os moradores locais estão em um pânico silencioso, mas ninguém pode fazer nada. Em 2013, estas mesmas pessoas protestavam ruidosamente contra os planos ucranianos de extrair o gás de xisto, porque era uma “ameaça ao meio ambiente”? Vocês não vão acreditar, mas em 2018 eles não protestam! Nenhum combatente vocal contra o “genocídio de xisto” saiu às ruas. Será que a saúde dos habitantes de Donbas já não importa? Quando o xisto ia ser explorado numa profundidade de 5.000 metros, os moradores locais, por algum motivo, estavam muitíssimo preocupados com a qualidade dos lençóis de água subterrânea, e então agora, quando a mina atómica seria inundada com água – não há manifestações. Misticismo puro…
Imprensa regional de 2004: “Plano do Yuschenko: seremos enterrados numa cova nuclear”
A ironia do destino. Em 2004, os barões locais, pertencentes ao pró-russo Partido das Regiões, acusavam o presidente ucraniano Victor Yushchenko, de querer usar as minas encerradas da região para guardar o lixo nuclear americano. Disseminavam, dessa maneira, o pânico entre a população local. Publicavam, nos jornais regionais os artigos assustadores, intitulados: “Plano do Yuschenko: seremos enterrados numa cova nuclear”, assustavam as pessoas com radiação e genocídio. E agora, 14 anos depois, essas profecias de desgraça de repente se tornam numa realidade. Mas não são realizados por marvados dos ucranianos “banderistas”, mas por eles próprios. Nenhuma autoridade ucraniana, em 27 anos de Independência do país, chegou à ideia de inundar “Yunkom”.
Não deixa de ser muito simbólico. O “poder popular” soviético realizou as experiências nucleares, usando, como cobaias, os habitantes de Donbas. Outro poder supostamente popular pretende organizar uma nova experiência – inundar com água uma cápsula radioativa (o objeto Clivagem), formada após a explosão. Alguma coisa não está bem com o “poder popular” e com as preferências políticas das pessoas que este poder escolhem...

terça-feira, abril 03, 2018

O envenenamento de Sergei Skripal: a apresentação oficial britânica

O jornal russo Kommersant publicou a apresentação britânica, que a embaixada da Grã-Bretanha em Moscovo, alegadamente, distribuiu no dia 22 de Março, em forma impressa, por entre cerca de 80 representantes do corpo diplomático estrangeiro, sediado na capital russa.

O governo da Grã-Bretanha chamou a Rússia de “responsável, sem dúvida” de envenenamento do ex-coronel do GRU Sergey Skripal. Anteriormente, Londres considerava que Moscovo é responsável com “alto grau de probabilidade”.
A presentação contem seis páginas, contando com a capa, que de forma pormenorizada seguem a cronologia dos acontecimentos entre 4 à 20 de Março: a informação sobre o agente químico Novichok e a sua atuação no corpo humano, além de uma lista de ações hostis da Rússia em relação a outros países, incluindo o envenenamento em 2006 de Alexander Litvinenko, agressão contra Ucrânia e ataques cibernéticos.
No fim, a apresentação fala sobre as medidas que Londres tomou em relação ao Moscovo, incluindo o congelamento de contatos bilaterais; a luta contra o crime e a corrupção; outras medidas para combater o estado hostil, nomeadamente o fortalecimento do controlo de fronteiras.
De acordo com o Kommersant, durante a apresentação, o embaixador britânico em Moscovo Laurie Bristow pediu os presentes para apoiar Reino Unido e tomar medidas adequadas para garantir a maior segurança internacional. Um dos participantes no encontro na embaixada britânica, o embaixador dos EUA na Rússia, Jon Huntsman, em uma entrevista recente, explicou que a posição de Londres, declarada no documento, foi de tudo convincente.

segunda-feira, abril 02, 2018

Os e-mails que expõem truques sujos do “Rasputin de Putin”

As tentativas russas de alimentar a dissidência e disseminar a desinformação foram expostas por uma série de documentos vazados que mostram o que o Kremlin está disposto a gastar com os hackers, propaganda e passeatas de bandidos de aluguer/aluguel, escreve a britânica The Times (link só para os assinantes).
E-mails revelados, enviados por figuras ligadas ao Moscovo descrevem uma campanha suja na Ucrânia, que foi invadida sob as ordens do presidente Putin em 2014. Especialistas dizem que expuseram os perigos enfrentados pela Grã-Bretanha e seus aliados porque a Rússia usou as mesmas armas de desinformação, suborno e distorção para atacar o Ocidente.

Bob Seely, um parlamentar Conservador e especialista em guerra russa, disse que sua análise dos vazamentos, que incluem milhares de e-mails e um documento protegido por senha relacionado ao conflito na Ucrânia, revelou uma “lista de compras de subversão”.

“Há provas contundentes de que as ferramentas e técnicas do conflito secreto russo estão sendo usadas em e contra o Reino Unido, os EUA e a EU”, acrescentou. “Na sequência do envenenamento de [Sergey] Skripal, é mais importante do que nunca que compreendamos esses métodos”.

O custo e a extensão das táticas foram divulgados em uma terceira parcela das revelações chamadas #SurkovLeaks, em homenagem a Vladislav Surkov, um politólogo do Kremlin, que alguns dizem ser o Rasputin de Putin.
A guerra no ciberespaço, operações da Ciber Aliança Ucraniana
Duas tranches anteriores, publicadas on-line pela Ukrainian Cyber ​​Alliance, um coletivo de hacktivistas, incluem e-mails de uma conta vinculada ao Surkov. Ele tem estado intimamente envolvido com a administração das ditas “repúblicas populares” de Donetsk e Luhansk, duas entidades controladas pela Rússia na Ucrânia, estabelecidas por separatistas pró-Moscovo.

A publicação mais recente parece conter e-mails encontrados nas contas ligadas a Inal Ardzinba, primeiro vice de Surkov, e endereçados ao líder do partido comunista ucraniano. Eles sugerem que o Kremlin pagou aos grupos locais e indivíduos na Ucrânia que estavam dispostos a avançar seu objetivo de fraturar o país.
Um conjunto de correspondência de outubro de 2014, que parece ter sido enviado por um político russo ao Ardzinba, continha propostas para financiar operações cibernéticas, incluindo hackear as contas de e-mail por um preço entre 100 à 300 dólares. Um plano mais amplo de “atacar os adversários”, “desmotivar os inimigos” nas redes sociais e acumular os dados pessoais de indivíduos-alvo na segunda maior cidade da Ucrânia, Kharkiv, custava 130.500 dólares.
O primeiro combate na guerra russo-ucraniana
O Ministério dos Negócios Estrangeiros / das Relações Exteriores da Rússia negou no passado que Ardzinba tenha tido alguma coisa a ver com propaganda na Ucrânia. Segundo o Sr. Seely, os vazamentos parecem revelar planos para plantar novas ideias históricas e filosóficas. Os e-mails também incluem um evento e dois livros que afirmam que certa área da Ucrânia tem herança russa.

Outras propostas incluíam a orquestração de comícios anti-Ucrânia e pró-Rússia. Estes envolviam o transporte de “desportistas” (conhecidos na Ucrânia como titushki) treinados em artes marciais para agitar os comícios, subornos para a imprensa local para publicitar estes mesmos protestos e subornos à polícia para fechar os olhos. Um mês de comícios em Kharkiv custou 19.200 dólares. Incluiu 100 participantes, três organizadores e dois advogados. Não está claro se os comícios aconteceram, apesar de outros terem sido orquestrados pelo Kremlin, segundo a dizem a pesquisa. Os movimentos para eleger 30 ex-membros do PC da Ucrânia aos governos locais apareceram em junho de 2015, e custariam 120.460 dólares, revelam os vazamentos.

O Kremlin afirmou no passado que os vazamentos de Surkov são fabricados e na guerra de informação entre Ucrânia e Rússia, falsidades podem ter sido plantadas. No entanto, os autores da correspondência nas duas primeiras parcelas confirmaram a sua autenticidade. Eles foram apoiados pelo Atlantic Council, um think tank de assuntos internacionais, após uma análise de metadados.
Em sua análise da terceira parcela, o Sr. Seely e sua co-pesquisadora Alya Shandra, editora-chefe de um site de notícias ucraniano em inglês (Euromaidan Press), dizem que os vazamentos “muito provavelmente são autênticos”. Shandra e Mr Seely planeam publicar seu relatório junto ao Royal United Services Institute for Defence Security Studies.

Peter Quentin, pesquisador do Royal United Services Institute, disse: “Não há razão para pensar que esses vazamentos sejam menos confiáveis ​​do que as parcelas anteriores. Esta terceira parcela certamente parece se encaixar na tendência de subversão bem documentada de ativistas russos na região”.

domingo, abril 01, 2018

Nus artísticos e natureza morta do Artem Rohoviy (20 imagens)

Artem Rohoviy nasceu em 1988 na região ucraniana de Kharkiv. Em 2004, ele ingressou na Escola de Arte e em 2008 na Academia de Design e Artes de Kharkiv, se especializando na “Restauração de pintura cavalete e monumental”. Em 2012 teve a sua primeira exposição individual.
"Quintal do solteirão"
Hata (a casa típica ucraniana) é uma imagem de uma habitação, é o mundo interior do artista, explica o pintor. Eu moro em Kharkiv por cerca de dez anos, mas em geral, sou natural de uma aldeia – cresci neste ambiente e, portanto, isso faz parte de mim. 
"Babyne lito" (Verão prolongado)
"Canção dos buques"
"Sonho de papoila"
"Adormeceu um pouco"
"Das estepes"
Vivendo na cidade, o nosso artista viaja pelas memórias e impressões à onde passou a sua infância – vai ter com a sua avó, que mora numa pequena aldeia da região de Chernihiv. Lá, ele cria a sua natureza morta, desenha, recolhe os materiais fotográficos e chegando à Kharkiv, se tranca na sua oficina.
"Para você, Volodia"
"Judite"
"Caça à folha"
"Grão noturno"
"A moça é fogo"
"Trança matinal"
Texto: @sverediuk.com.ua