sábado, agosto 05, 2017

10 razões para não gostar da URSS em 11 fotos

10 fatos verídicos sobre a vida na URSS, depois de os conhecer os jovens iludidos, mas minimalmente inteligentes, alguma vez irão querer viver numa nova URSS, corretamente conhecida como “a cadeia dos povos”.

01. Instabilidade total do quotidiano. Mesmo nas décadas relativamente “abastadas” (aos pobres padrões soviéticos), a maior parte da população vivia bastante mal – nas cidades nos apartamentos comunais superlotados, nas aldeias na total miséria e no excesso de trabalho nos kolkhozes. Muitas vezes as pessoas não tinham a chance de comprar até mesmo os utensílios domésticos mais básicos. As mesmas roupas eram usadas durante décadas ou passavam de geração para geração, as cascas de pão não eram deitados/jogados fora, as meias rotas eram emendadas (com ajuda das lâmpadas redondas), sapatos reparados várias vezes. Um grande número de casas não tinha a canalização central e água quente – estes prédios de apartamentos foram construídos na Belarus socialista ainda no início da década de 1960 (!) – os sanitários estavam localizados na rua, e das comodidades, os quartos tinham apenas o aquecimento central.
Realmente a pobreza e o baixo nível de vida também existia nos países ocidentais e no 3º mundo, mas havia uma grande diferença – com o devido esforço o cidadão sempre conseguiria uma vida melhor, enquanto na União Soviética, o homem foi forçado a viver em tais condições, muitas vezes toda a vida, de seu esforço pessoal dependia  muito pouco. Se Estado soviético decidia que professor universitário deveria viver em um quarto de um apartamento comunal – o cidadão iria viver naquele lugar até o fim da sua vida.

02. A deficit total e a falta de itens mais básicas. Embora os fãs URSS acreditam que deficit é “uma consequência de Perestroika”, na realidade as mercearias soviéticas nunca mostravam a abundância particular de alimentos, especialmente isso era grave nas pequenas lojas na periferia ou simplesmente nas pequenas cidades no interior.
Alimentos como a carne de boa qualidade, peixe mais ou menos decente, repolho sem um traço de podridão, tomate sem ser sujo e danificado, poderiam ser comprados quase exclusivamente nos mercados, onde era comercializada a produção das pequenas fazendas ou mesmo proprietários privados (nos anos finais da URSS). Ou seja, de fato, os produtos de boa qualidade na URSS existiam onde o estado metia o seu nariz o menos possível – onde existia a competição e a luta pelo cliente e pela qualidade. Nas “mercearias” soviéticas clássicas havia frequentes faltas destes ou daqueles produtos, além da existência dos esquemas constantes dos “trabalhadores do comércio soviético”, que separavam a boa comida para si e para “os seus”.

03. As filas constantes. As filas na URSS existiam sempre e pelos todos os bens. Um dos hábitos do homem soviético, criado durante anos – ver a fila, correr, marcar o lugar nela (após discutir com outros cidadãos que chegaram ao mesmo tempo), e só depois perguntar: “o que estão à vender”? ) Mesmo nos anos mais “folgados” de 1950-1960, as lojas viviam constantemente as enormes filas e congestionamentos. As filas eram para comprar as bananas, vodca, os sapatos ou roupas de qualidade. Muitas vezes os adultos levavam à fila os filhos, pois um determinado tipo de produto poderia ser vendido “não mais do que duas peças em uma mão”.
Não se sabe se alguém calculou quanto tempo da sua vida, o homem soviético médio gastava nas filas, possivelmente podemos falar de anos.

04. O trabalho forçado de cidadãos comuns. Além da existente no Código Penal soviético do artigo à penalizar o “parasitismo” (ausência do emprego formal), ao trabalho forçado podiam ser obrigados os cidadãos empregados – desde funcionários de vários institutos de pesquisa científica e outras organizações semelhantes (até os professores e outros cidadãos ilustres), enviados regularmente ao trabalho “escravo” nos kolkhozes e bases hortofrutícolas, obrigando as pessoas colocar as batatas nos sacos ou fazer a triagem do repolho podre. “À batatas” eram enviados também os estudantes de universidades e escolas técnicas.

05. O trabalho forçado de prisioneiros e a criminalização da sociedade. Muitos dos prisioneiros na União Soviética foram forçados à trabalhar muito e duro, sem lhes pagar algum dinheiro. O sistema era uma espécie de semiescravidão. Os que negavam à trabalhar (por exemplo, os prisioneiros políticos) geralmente eram espancados e humilhados por outros prisioneiros (devido aos sistema prisional soviético de responsabilidade coletiva). Com o fim do estalinismo em meados da década de 1950, o sistema de campos de concentração levou um abalo, mas na verdade o trabalho forçado de prisioneiros foi utilizado pelas autoridades até quase o fim da URSS. Além das prisões, na URSS também existia o sistema, de assim chamados, Profilatórios de Tratamento Médico e Lavouro (LTP), onde as pessoas detidas por embriaguez, pública ou privada, eram forçadas a trabalhar.
No entanto, em termos puramente económicos, o trabalho dos prisioneiros foi extremamente inútil – os prisioneiros trabalhavam mal (não estavam interessados ​​nos resultados de seu trabalho), cometiam uma quantidade elevada de erros, exigiam fundos para a sua guarda e acompanhamento, após a libertação tornavam-se mais violentos e amargos. Já em liberdade não se tornavam a parte da sociedade e continuavam a viver, guiados pelas “leis” e a ética prisional.

06. O monopólio do Estado sobre a imprensa/mídia. Na URSS, havia apenas e exclusivamente a mídia imprensa/estatal – isto significa que qualquer notícia relacionada com a vida sóciopolítica passava primeiro a censura para ver se estava em conformidade com a ideologia comunista, e só então podia ser publicada. De acordo com a ideologia, o homem soviético não poderia organizar a Revolta de Novocherkassk, provocar a explosão de uma fábrica nuclear (Desastre de Kyshtym) ou permitir o desastre de Chornobyl – os cidadãos soviéticos sabiam destas notícias anos depois (como de Novocherkassk ou Kyshtym) ou semanas / meses depois, como no caso de Chornobyl.
Na verdade, no sentido pleno da palavra, na União Soviética não existia a imprensa. A matéria publicada nos jornais e expressa na TV ou rádio, muitas vezes não tinha nenhuma relação com a realidade, ou não tinha nenhuma importância real – porque de nenhuma maneira refletia a imagem real da vida na URSS e no exterior, mas apenas contava as histórias no estilo “como é bom viver no país do sovietes”.

07. Mentiras sobre a vida no mundo exterior. Desde os primeiros anos da União Soviética e até mesmo desde os primeiros dias do poder soviético, aos cidadãos soviéticos constantemente mentiam sobre a vida no exterior. As notícias falavam sobre os constantes protestos e comícios “progressistas” nos países ocidentais (em geral, é um fenómeno bastante normal em qualquer país desenvolvido), à fim de gerar nos cidadãos soviéticos o sentimento de que no Ocidente (e no estrangeiro) as pessoas só sonhavam com a revolução e com o comunismo. Nos livros soviéticos e na imprensa/mídia, ninguém comparava os rendimentos reais dos cidadãos soviéticos e estrangeiros, suas oportunidades e direitos, porque essa comparação direta seria longe de ser favorável à URSS.
De literatura estrangeira na URSS era publicado um grande número de escritores medíocres europeus dos meados do século XIX, como James Greenwood ou Hector Malot, que constantemente contavam as histórias da vida de alguns sem-abrigo e mendigos, com o mesmo prefácio soviético das suas obras – “é assim pessimamente vive o povo trabalhador sob o capitalismo!” Naturalmente, os prefácios soviéticos não explicavam que as obras eram escritas uns cem anos atrás e descreviam a vida de segmentos marginalizados da sociedade.

Esta mentira entrou em colapso com as primeiras viagens ao estrangeiro dos cidadãos soviéticos, principalmente aos países ocidentais. Uma história bem conhecida, como uma burocrata soviética tinha visitado um supermercado ocidental, e imediatamente decidiu que toda esta abundância foi trazida “especialmente à sua chegada”. Em seguida (em segredo) chegou ao mesmo supermercado no segundo dia e no terceiro dia veio e começou à chorar.

08. A alcoolização total da população. Naturalmente havia os cidadãos soviéticos que praticavam os diversos desportos, mas uma parte considerável da população masculina (se calhar, a metade) teve, como era de costume dizer “problemas com álcool”.
Por que se bebia na URSS? Um dos fatores do alcoolismo soviético era um certo desespero e incapacidade de mudar nada na sua vida. Um mecânico seria mecânico até o fim dos seus tempos, recebendo o salário de 120 rublos (203 dólares ao câmbio oficial soviético), sem nenhum incentivo de evoluir de alguma forma. O segundo fator – o tédio total e a monotonia da vida soviética. Em geral, a cultura soviética era muito pobre – a glorificação da “guerra civil” (1917-1924) e da “Grande Guerra Patriótica” (1941-1945), a “construção do comunismo”, cartazes, desfiles, a concorrência com o Ocidente. Nos livros – as imagens infinitas de militares ou de natureza, em livros – intermináveis ​​histórias sobre a construção do caminho-de-ferro BAM e dos espiões; na TV – ballet, hóquei, obras de construção e kitsch musical soviético. Foi tudo muito chato e monótono, e qualquer alternativa era quase imediatamente perseguida e destruída.

09. A falta total de proteção do indivíduo face ao estado. A Constituição soviética, o código administrativo e penal soviéticos eram, em geral, anti-legais na sua natureza, contrárias à Declaração Universal dos Direitos Humanos, que declarou a liberdade de todos de expressar os pontos de vista, opiniões, escolhas de vida e convicções. O homem soviético era martelado na cabeça que tudo na URSS é feito “para o bem comum”, que as coisas devem ser feitas de uma determinada maneira, pois o Estado quer e precisa que as coisas assim sejam feitas – embora, na realidade, apenas um punhado de pessoas não muito inteligentes, maus e limitados intelectualmente escreveu as leis soviéticas e construíram na sua base uma sociedade que em resultado foi torta e destorcida.
Agora até os cidadãos dos países mas autoritários das ex-repúblicas soviéticas possuem muito mais direitos do que os cidadãos soviéticos, e, eventualmente, irão possuir mais – é um movimento sem recuo.

10. O encerramento das fronteiras. Os cidadãos soviéticos comuns, felizes com o trabalho forçado, passando horas em uma fila para comprar o papel higiénico e o vinho barato, depois de ler o jornal “Pravda” e assistir o desfile comemorativo de mais um aniversário da “Grande Revolução de Outubro” (celebrado, anualmente no dia 7 de novembro) não eram autorizados de viajar livremente ao exterior – simplesmente porque o mito da “grande e bela União Soviética” só poderia existir em um sistema fechado. Se os cidadãos fossem livres para viajar ao exterior, para se comunicar com os mesmos trabalhadores e camponeses simples nos países desenvolvidos, comparar as realidades e tirar conclusões, o regime soviético teria terminado muito rapidamente.
Texto e fotos @Maxim Mirovich

sexta-feira, agosto 04, 2017

Marilyn Manson: “you just made Moscow sound like your bitch”

O conhecido músico americano, Marilyn Manson, foi bastante direto no discurso no decorrer do seu concerto na Ucrânia, no dia 2 de agosto em Kyiv: “Now I don’t want to be political but you just made Moscow sound like your bitch”.
O mais engraçado que a frase foi dita apenas dois dias após o concerto do Manson em Moscovo, onde ele chamou os seus fãs de “a god damn greatest crowd ever”.

A actuação do Manson em Kyiv foi o seu segundo concerto na Ucrânia após 2012. O artista está na sua 15ª digressão, chamada “Heaven Upside Down” que inclui a actuação em 52 cidades na Europa e América do Norte (fonte).

A posição artística do Manson irritou a turminha patrioteira russa:
Talvez ele já cem vezes chamou os russos de merdas. […] É necessário verificar todos. […] Não se deve deixar entrar os russófobos. […] Por exemplo, eu, venho ao concerto e ele me considera a criatura prematura. É possível dar um muro!
(Yuriy Loza, cantor russo)

Manson é cretino e idiota […] simplesmente um louco em êxtase […] pessoa sem autoridade e desinteressante. Aqueles que atendem os seus concertos devem ser registados e colocados ao controlo do psiquiatra.
(Vitaly Milonov, deputado russo da Duma Estatal)

Se ele disse isso, eu também respondo: Da cadela estou ouvindo! […] Ele perdeu um país inteiro, onde estavam os seus adeptos.
(Iosif Prigozhin, produtor musical russo)

quinta-feira, agosto 03, 2017

“Mundo russo”: diabos contra demónios

O jornalista russo Nikita Razvozhaev, do canal propagandista NTV levou um muro na face em direto, quando mandou calar um extremista ortodoxo monárquico bêbado (Sic!) que dizia: “O meu país ... ocupará toda Ucrânia”.
O jornalista cobria, em reportagem, o Dia de pára-quedistas, celebrado no famoso Parque Gorky em Moscovo pelos veteranos deste ramo das FA russas. Quando dele se aproximou um conhecido extremista ortodoxo monárquico bêbado, conhecido no meio como Kolobok Yaroslavkin (Anton Orlov) e usando as palavrões do baixo calão afirmou que “o meu país irá ocupar ... toda Ucrânia”. Após pedir ao intruso de se calar, o jornalista recebeu um muro na face. O agressor foi detido pela polícia russa.
É de notar que o atacante trajava a T-shirt como logótipo do bando “Oplot”, ativo no movimento anti-Maydan na Ucrânia em 2013-2014. Em Abril de 2014, os separatistas pertencentes ao “Oplot” participaram na ocupação do edifício de Administração estatal de Donetsk, neste mesmo ano, a organização foi oficialmente classificada na Ucrânia como terrorista.

O bando «Oplot» foi fundado, em 2011 em forma de clube desportivo, pelo ex-polícia ucraniano de Kharkiv, Yevgeni Zhylin. Em 19 de Setembro de 2016 Zhylin foi abatido pelo assassino desconhecido no restaurante “Veterok” nos arredores de Moscovo.

N!B! A propaganda russa está batendo no fundo dos fundos, o operador da câmara da NTV, Pavel Volosatov, na entrevista ao RT está deturpar em absoluto as palavras do atacante, afirmando que o extremista ortodoxo com a T-Shirt do movimento separatista e anti-ucraniano “Oplot” gritava: “Rússia é .... pois ocupou o meu país” (Sic!) Por essa mesma razão a NTV retirou o vídeo do YouTube, tentando esconder as evidências. A previsão futurista da distopia 1984 de George Orwell se torna a realidade diária russa...  

Blogueiro: é de notar que canal televisivo russo NTV notabilizou-se em propaganda agressiva contra Ucrânia desde a Revolução de Dignidade (movimento Maydan), posição que apenas intensificou-se desde as primeiras horas da guerra russo-ucraniana. Por isso como se brinca na Net ucraniana: “o extremista russo realizou o sonho de muitos ucranianos”. Por outro lado, como se sabe, em cada piada existe uma percentagem da piada. Se não for o extremista ortodoxo, o jornalista russo poderia ser espancado pelos soldados da NATO!
Nota: tradicionalmente no Dia do pára-quedista, os ex-pára-quedistas russos bebem sem medida nos locais públicos, mergulham nos fontanários municipais e se envolvem em todo o tipo de baixezas e violações de ordem pública, possíveis e imaginários…
As imagens típicas do Dia de pára-quedista na Rússia

quarta-feira, agosto 02, 2017

Mortes de russos na Síria disparam em 2017, revela Reuters

Desde início de 2017 os 40 militares e mercenários russos morreram, combatendo na Síria, segundo a estimativa da Reuters, baseada nos relatos de familiares e amigos dos mortos e de autoridades locais. O Ministério da Defesa da Rússia confirma a morte de apenas 10 militares.

Este número em apenas sete meses ultrapassa os 36 efetivos militares e mercenários afetos às empresas militares privadas (EMP) que a Reuters estima terem sido mortos na Síria durante os 15 meses anteriores, indicando um aumento considerável no índice de baixas nos campos de batalha à medida que aumenta o envolvimento russo no conflito sírio.

A maioria das mortes relatadas pela Reuters foi confirmada por mais de uma fonte, incluindo pessoas que conheciam o morto ou autoridades locais. Em nove casos, a Reuters corroborou a morte noticiada na imprensa local ou em redes sociais com outra fonte.
Helicóptero Mi-8 russo abatido em Idlib em 2016
Os dados ainda assim podem ser conservadores, já que os comandantes incentivam as famílias dos mortos a manterem silêncio, disseram parentes e amigos de vários combatentes mortos, tanto militares quanto mercenários contratados, sob condição de anonimato.

O nível real das baixas no conflito sírio é um assunto delicado em um país no qual a cobertura positiva da guerra tem destaque na imprensa, e tendo em vista a eleição presidencial em 2018.

A escala das baixas militares russas em tempos de paz é um segredo de Estado desde que presidente Putin emitiu um decreto três meses antes de a Rússia iniciar sua operação na Síria. Embora Moscovo não informe o total de baixas, de fato admite algumas mortes.

As discrepâncias nos dados podem ser explicadas em parte pelo facto de que a Rússia não reconhece abertamente que combatentes pertencentes às EMP lutam ao lado do exército – a sua presença em solo sírio pareceria desconsiderar uma proibição legal à participação de civis em combates no exterior como mercenários.

Indagado sobre as descobertas mais recentes da Reuters, o Ministério da Defesa russo não respondeu.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse aos repórteres nesta quarta-feira (2/08/2017) que os cidadãos russos lutando ao lado de exército [sírio?/russo?] são voluntários e que o Ministério da Defesa russo não os enviou à Síria.
Faça click para ler mais
Se houver cidadãos russos na Síria como voluntários e tudo o mais, eles não têm nada a ver com o Estado [russo], afirmou Peskov em resposta a uma pergunta sobre a reportagem da Reuters durante uma teleconferência diária com a imprensa.

O governo russo já havia negado diminuir o número de baixas na Síria. Meses depois de soldados morrerem, a Rússia admite discretamente algumas baixas, inclusive de mercenários das EMP, prestadores de serviços aos militares.

Dos 40 mortos, a Reuters tem indícios de que 21 eram mercenários; 17 militares e a condição dos dois restantes não foi apurada.

Os russos feridos na Abecásia
Na Abcásia, região da Geórgia, sob ocupação russa, em resultado de explosões em um depósito de munições foram feridos cerca de 35 cidadãos russos.

A notícia foi confirmada pela Embaixada da Rússia, com referência ao “ministério da saúde” de Abecásia. No total foram feridas 60 e internadas 27 pessoas, informa agência russa Interfax. As fontes separatistas afirmam que os russos eram turistas que estavam se banhar nas nascentes de água sulfúrica perto do depósito de explosivos, pertencente ao “ministério da defesa” da região separatista. Interfax também relata que estes turistas foram feridos por estilhaços.
Depósito de munição se situa na aldeia de Primorskoe no distrito de Gudauta. Em 2 de agosto, cerca às 16h30 locais houve uma explosão, seguida pelo incêndio. Devido às explosões de munições, os bombeiros não conseguem à fonte de fogo; a origem da explosão é desconhecida.
Por sua vez, os usuários da Internet contam, nos seus comentários, que toda a zona ribeirinha foi atingida, os residentes perderam os vidros nas suas residências. A primeira explosão foi tão forte que muitos viram os seus telhados perfurados!!! Todos os banhistas foram levados das praias na direção de Gudauta. As explosões podem ser ouvidos até agora!!!

Todos estão com muito medo!!!! Os idosos ficaram em suas casas porque eles têm medo dos saqueadores!!!! Os militares estão colocar as tendas na praia. Gostaria de saber quem pagará os prejuízos às vítimas!!!!??? [...] Afinal, lá está aquartelada a base russa de mísseis!

Presidente Trump assinou novas sanções contra a Rússia

O presidente americano Donald Trump assinou a Lei H.R. 3364, “Contendo os Adversários da América através de Sanções”, o pacote de sanções, anteriormente aprovado pela Câmara dos representantes e pelo Senado dos EUA para punir e deter o comportamento agressivo e desestabilizador do Irão, da Coreia do Norte e da Rússia.

O novo pacote de medidas restritivas é o maior desde o início de 2014. O nova lei amplia o número de sanções sectoriais contra a economia russa. A lei também impõe restrições contra os projetos energéticos russos, incluindo na Europa.

A lei ajusta a gama dos projetos nas águas profundas e no offshore no Ártico, bem como projetos de gás e do petróleo de reservas de perfuração difícil, aos quais, sob a nova legislação é proibido fornecer os equipamentos e a tecnologia.

O projeto-lei anterior se aplicava à todos os projectos na Rússia, envolvendo as pessoas singulares e colectivas sob o regime das sanções, agora as sanções se aplicam apenas aos novos projetos, mas sem às referências geográficas definidas [ou seja, tecnicamente são aplicáveis ao nível mundial]. As restrições abrangem todos os novos projetos em que empresas russas, sob o regime de sanções, detém a participação de pelo menos 33%.

Embora no Kremlin, o projeto (agora a lei) foi classificado como “muito negativo”, o secretário de imprensa do Putin, Dmitry Peskov já disse que Kremlin não irá retaliar à decisão do presidente americano: “Não há nada de novo, já foram tomadas as medidas de retaliação”.
A "retaliação russa" em ação: na entrada do Consulado dos EUA em Moscovo, URSS is back!

Operativo mercenário do FSB liquidado na Ucrânia

O Centro de Operações Especiais do FSB (FSB CSN) informou na sua página do Facebook que na Síria, morreu o seu “irmaozinho” Andrei Volodin, residente na cidade russa de Neftekamsk. A mãe do mercenário desmente: “Por que na Síria? Ele morreu em Donetsk!”

Na versão do FSB que cita a fonte anónima: “o irmãozinho morreu na Síria, ficando cobrir a retirada do grupo dos militares russos. Gravemente ferido defendia a colina até receber uma segundo ferimento mortal”.
No entanto, a mãe de mercenário russo ficou surpresa quando a publicação russa ProUfu.ru a perguntou sobre o serviço militar de seu filho. “Por que na Síria? Ele morreu em Donetsk”, – disse a mulher.

Ela também disse que as circunstâncias da morte do seu filho não foram lhe reveladas: “ninguém pode dizer nada como ele morreu... Ninguém sabe de nada! E tivemos um relacionamento normal, ele confiava em mim, contava tudo”.
Segundo a mãe do mercenário, durante o seu serviço este ganhou algum dinheiro especial: “Ele não recebia nada. É a Donetsk. Perguntem aos rapazes que estão lá”. Além disso, descobriu-se que o finado não tinha o contrato – participava em combates sem qualquer vínculo. O seu corpo já foi sepultado, mas na cidade de Agidel (região da Basquíria) e não em Neftekamsk, como foi relatado inicialmente. O mercenário de 42 anos deixou a viúva e uma filha órfã...

Blogueiro: como se pode imaginar, o FSB CSN não iria informar publicamente sobre a morte do qualquer militar ou “voluntário” russo anónimo, sem mencionar o seu posto ou explicar a ligação com o serviço. Os dados OSINT indicam que o mercenário era comandante de uma unidade de sabotagem e reconhecimento, a sua liquidação pode significar que ele não morreu sozinho, muito menos parece plausível a versão de que este oficial foi deixado para trás para cobrir a retirada da sua unidade. Além disso, se a mãe do mercenário sabia perfeitamente que o seu filho participou na agressão militar contra Ucrânia, seguramente saberia se o mesmo realmente fosse destacado para a Síria, ao convite do regime daquele país, sem muita necessidade de esconder este fato...
A foto indica que mercenário comandava uma unidade terrorista numa região
pouco parecida com a Síria e bastante com o leste da Ucrânia
Pelos dados da página ucraniana “Myrotvorets”, Andrei Volodin Pepel” foi liquidado em 17.07.2017 na Donbas.

terça-feira, agosto 01, 2017

A revolta no campo de concentração de Vorkuta (7 imagens)

O dia 1 de agosto de 1953 no campo de concentração soviético de Vorkuta foi marcado pela sangrenta repressão comunista da revolta de prisioneiros políticos, organizada, por sua vez, pelos membros da Organização dos Nacionalistas Ucranianos (OUN) e pelos guerrilheiros do Exército Insurgente Ucraniano (UPA).
Complexo industrial de Vorkuta
A revolta de Vorkuta durou de 19 julho à 1 agosto de 1953, centrada no campo de concentração especial № 6, chamado de Retchlag (Campo do Rio), que abrigava 38.589 prisioneiros. Entre eles os 16.812 nacionalistas: 10.495 ucranianos, 2.935 lituanos, 1521 estónios, 1075 letões e 510 polacos/poloneses. Como prisioneiros do GULAG, condenados por razões políticas, eles não foram abrangidos pela amnistia declarada após a morte do Estaline.
Os prisioneiros de Rechlag (Vorkuta) no trabalho
O levantamento começou como uma greve, em resposta do qual as autoridades do campo anunciaram uma certa liberalização do regime. No entanto, 8.700 pessoas se recusaram à ir ao trabalho. Assim greve se transformou em uma revolta. No dia 29 de julho de 1953 cerca de 12 mil prisioneiros faltaram ao trabalho.
Os prisioneiros de Rechlag (Vorkuta)
Em resposta, as autoridades prisionais foram preparando um plano de esmagamento da revolta das áreas mais rebeldes. Em 1 de agosto começou a operação comunista para eliminar os insurgentes. No decorrer da operação os prisioneiros armados confrontaram os atacantes soviéticos, tentando romper a cerca e conseguir a sua liberdade.
A primeira página do plano soviético do esmagamento da revolta de Vorkuta.
Arquivo estatal da federação russa, fundo R-9413, descrição 1, caso 160
Em confrontos morreram 42 (outros dados apontam entre 53 à 66 mortos) prisioneiros políticos (entre eles 30 ucranianos membros da OUN e do UPA) e 138 prisioneiros ficaram feridos. Após o fim da resistência, as autoridades soviéticas isolaram, como participantes ativos da insurreição, os 1.122 prisioneiros, 15 deles foram presos imediatamente e 14 posteriormente, 257 pessoas foram colocados nas cadeias do regime severo por um período de um ano.
Os dados operativos soviéticos dos resultados da operação.
Arquivo Estatal da federação russa, Fundo R–9413, descrição 1, caso 160
Os resistentes mortos da revolta de Vorkuta foram secretamente sepultados na beira da estrada na área do monte de desperdício mineiro da mina № 29.

As barracas do campo de Rechlag em Vorkuta
Apesar de que a revolta de Vorkuta foi suprimida, o comando clandestino da OUN e do UPA que coordenava as atividades nacionalistas nos campos de concentração soviéticos sobreviveu. A revolta de Vorkuta criou as bases para a revolta de Kengir (Cazaquistão) em maio – junho de 1954 que levou à uma completa reorganização do sistema de campos de concentração soviéticos, o famigerado GULAG (por Instituto Ucraniano da Memória Nacional).

Exercícios “Noble Partner” 2017 na Geórgia (11 fotos)

Cerca de 2.800 militares dos Estados Unidos, Grã-Bretanha, Alemanha, Geórgia, Turquia, Ucrânia, Eslovénia e Arménia participam nos exercícios militares Noble Partner 2017, em que os EUA levam a companhia mecanizada, incluindo vários veículos de combate de infantaria Bradley e blindados M1A2 Abrams, escreve Rádio Liberdade.
As unidades das forças armadas dos EUA com os modernos blindados “Stryker” passaram pela praça central de Gori, a cidade natal do ditador soviético Iosif Estaline, onde foram calorosamente recebidos pelos moradores (vídeo em baixo).



As fotografias tiradas no domingo mostram os equipamentos militares americanos à circular pela auto-estrada georgiana próxima da zona de ocupação russa na Ossétia do Sul. Apenas 350 metros separam as forças da NATO das forças de ocupação estacionadas na região em resultado da guerra russo-georgiana de 2008.
Blogueiro: quem estava preocupado com a possibilidade de criação das bases da NATO no espaço pós-soviético, agora pode ficar tranquilo, Geórgia e Ucrânia se transformaram em duas grandes bases militares do tamanho dos respetivos países e com exércitos nacionais com bastante motivação e preparação técnica para se defender do agressivo vizinho russo.
As fotos e vídeo @Bacho Korchilava; Giorgi Sukhumi; Dylan Malyasov e Mikheil Saakashvili.