O
Senado dos EUA aprovou, por uma maioria esmagadora (98 contra 2), o projeto de
lei sobre novas sanções contra a Rússia, informaReuters.
Agora,
o documento será submetido à assinatura do presidente americano. Em 25 de
julho, o mesmo projeto de lei foi votado favoravelmente (419 contra 3 votos) na Câmara
dos representantes (Congresso dos EUA).
Alterações
proíbem ao presidente retirar as sanções contra Rússia sem o voto favorável do
Senado/Câmara, bem como introduz uma série de medidas económicas que limitam o
montante máximo de investimento em oleodutos e gasodutos russos, bem como a
participação de empresas americanas em projetos de energia conjuntas com a
Rússia.
Espera-se
que o Presidente Donald Trump, a sede da campanha do qual é suspeita de ter
ligações com a Rússia, irá assinar a nova lei. É de salientar que as sanções são diretamente ligados à anexação e ocupação pela Rússia da península ucraniana da Crimeia, além de apoio político, económico, logístico e militar às forças russo-terroristas que ocuparam, temporariamente, o leste da Ucrânia.
Na
foto podemos ver os agentes daStasi,
a secreta da RDA. Os agentes estão participar na festa do aniversário de um
oficial superior. Como tal, cada um dos operativos veio trajado em
representação de um dos grupos sociais – alvos especiais da atenção da secreta:
magistrados, desportistas, artistas (agente vestida à bailarina), ativistas da
luta pela paz, líderes religiosos.
O
fulano mais à direita, parecido como o caixa de McDonalds, na realidade
representa a Juventude Comunista Livre (FDJ), a única
organização juvenil autorizada na RDA (sem contar com os Jovens Pioneiros JP),
que mesmo assim gozava de atenção especial dos serviços secretos comunistas (fonte).
As
autoridades de Venezuela condecoraram os polícias envolvidos na luta contra a
contestação popular do regime “bolivariano”. Os agentes receberam o pack que
continha um tubo de pasta dentífrica; 2 aparelhos de barbear, 1 sabonete e
dois rolos de papel higiénico (fonte).
Parece
mentira, mas não é, apenas a realidade de um país da vanguarda socialista! Bónus
O
Serviço Estatal de Migração da Ucrânia (DMSU)
confirmou oficialmente que ex-presidente da Geórgia, Mikheil Saakashvili perdeu
oficialmente a cidadania ucraniana, a respetiva ordem presidencial foi assinada
pelo presidente Petró Poroshenko.
Mikheil
Saakashvili perdeu a cidadania ucraniana de acordo com Artigo 19, 21 da Lei
ucraniana “Sobre a cidadania”.
Formalmente,
a PGR da Ucrânia recebeu o pedido de verificação da legalidade da obtenção da
cidadania ucraniana pelo Mikheil Saakashvili, da autoria do deputado da Rada Suprema
(Parlamento) do Partido Radical – Andriy Lozoviy. O pedido foi encaminhado ao DMSU
que estabeleceu que ao aplicar os dados na obtenção da cidadania Mikheil Saakashvili
violou as disposições da Lei “Sobre a Cidadania”, fornecendo a informação
falsa. Nomeadamente, não disse a verdade respondendo a questão se “alguma vez
estava sob a investigação na Ucrânia ou no exterior”, enquanto em maio de 2015
ele foi preso à revelia na Geórgia.
Como
resultado, a Comissão de Cidadania tomou a decisão de revogar a cidadania do
ex-governador de Odessa, devido “fornecimento consciente de informações falsas”
e o respetivo decreto foi assinado pelo presidente Petró Poroshenko.
Blogueiro:
Mikheil Saakashvili fez um trabalho absolutamente extraordinário na Geórgia,
retirando o seu país de um enorme buraco civilizacional, caminho que o país
percorreu em menos de uma década. Esperava-se que ele poderia apresentar a obra
semelhante no seu posto do governador de Odessa. Algo que simplesmente não
aconteceu.
Como
governador de Odessa, Mikheil Saakashvili tinha mais poder do que qualquer
outro governador ucraniano, infelizmente, grande parte do seu tempo ele gastava
em mais diversas ações de RP. Perdendo quase todo o seu potencial nestas lutas
inglórias, transformando-se em 2017 um apresentador da TV com retórica
puramente contestatária e o líder de um partido político emergente de
influência praticamente irrelevante.
Estando
fora da Ucrânia, Mikheil Saakashvili recebeu a mensagem clara, vinda da
presidência da república: não volte à Ucrânia, fique fora do país. O nosso blogue não
está feliz com essa decisão do presidente Poroshenko, mas também não
está triste, infelizmente, tudo indica o ciclo do Saakashvili chegou ao seu
fim...
A
corporação ucraniana UkrOboronProm melhorou a sua posição entre os 100 maiores produtores
mundiais de equipamentos militares, ocupando atualmente a 62ª posição, subindo
6 posições desde 2016.
O
rating, criado pela página Defense
News é encabeçado pela empresa americana Lockheed Martin (com $43,468.00 de
vendas em 2016), as empresas americanas também dominam o top-10 da lista.
BTR-4
Os
dados do rating apontam que em 2016 a corporação ucraniana realizou as vendas
no valor de $1,075.45 ($920.00 em 2015), uma subida na ordem de 17%, sendo 100%
das vendas representam a área militar.
BTR "Otaman"
UkrOboronProm é única empresa ucraniana na
lista, a melhor (e também a única) empresa brasileira é Embraer, que subiu de 79ª
para 66ª posição, vendendo $932.70 em 2016 e $811.10
em 2015, os valores que representam apenas 15% da sua facturação global, referentes unicamente às vendas militares.
A
Câmara dos Representantes dos EUA votou favoravelmente o projeto-lei sobre as
sanções adicionais contra a Rússia. O projeto, caso for assinado pelo
presidente dos Estados Unidos, Donald Trump introduz as novas sanções, reforça
restrições anteriores ao nível da lei, e também limita a capacidade do
presidente para remover as restrições.
O
projeto-lei foi aprovado com os votos dos 419 congressistas, contra – apenas
três.
Ainda
não se sabe quando ele transitará ao Senado. Anteriormente, o Senado aprovou
quase por unanimidade uma lei semelhante, mas as alterações não foram
consideradas na Câmara dos Deputados, o que é explicado por questões
processuais.
Atualizada,
a nova lei foi publicada no sábado, 22 de Julho (184 páginas,
PDF). As sanções (a lei dedica 25 páginas ao Irão, 98 à Rússia e 40 à Coreia do Norte), que introduz o Congresso e que estão escritas na lei,
tradicionalmente, são mais duras e difíceis de revogar, observa o The
Wall Street Journal. Sob a nova lei, as sanções podem atingir uma série de
setores da economia russa: mineração, metalurgia, transporte naval e
ferroviário. As empresas visadas serão definidas pelo Tesouro dos EUA.
Como
exatamente será penalizada a Rússia?
Novas
restrições serão colocadas contra os investimentos em oleodutos de exportação
de petróleo e de gás russo - as sanções irão visar os investidores à investirem
mais de um milhão de dólares na indústria. A lei também obriga o presidente a
impor restrições relativas aos “projetos especiais de petróleo russo”, se “isso
não seja contrário aos interesses dos EUA”, Penalidades serão também impostas
contra as pessoas e empresas que estão envolvidas em ataques cibernéticas
russas contra os EUA, em violação dos direitos humanos e em práticas de “privatização
ilegal”, ou envolvidos no fornecimento de armas à Síria.
O
projeto de lei propõe também examinar o possível efeito da introdução de uma
proibição total do investimento em títulos de dívida soberana da Rússia:
Eurobonds e títulos de empréstimo federais (OFZ).
No
caso da aprovação deste projeto lei, o Tesouro, o Departamento de Estado e o
Diretor de Inteligência Nacional terão 180 para apresentar um relatório sobre
os políticos de alto escalão e oligarcas e empresários próximos ao regime
russo. O relatório deve descrever a relação dessas pessoas com Putin,
evidências de corrupção, as receitas, situação financeira e negócios de
investimento do circuito do presidente Putin. Além disso, serão identificados
os estrangeiros próximos deste circuito do poder.
No
mesmo relatório, as agências terão de estudar as empresas russas com
participação estatal, o seu papel na economia e as possíveis consequências da
imposição de sanções contra estas. O relatório será publicado em formato de
livre consulta, mas com possível inserção dos dados classificados que não serão
divulgadas publicamente.
De
hippies à metaleiros – passando por punks, motoqueiros e stiliágui – um retrato
de como a juventude soviética se opunha à ideologia do regime comunista na URSS.
Stiliágui
(décadas de 1940 à 1980)
Representantes do movimento dos ‘stiliágui’ dançam twist em Moscovo em setembro de 1980.
Foto: Valéri Shustov/RIA Novosti
Uma
forma própria de contracultura soviética foi incorporada pelos “stiliágui”,
cujo movimento nasceu ainda nos anos 1940 e alcançou o auge duas décadas
depois, sob o governo de Khruschov e no período conhecido como “Primavera de
Khruschov” ou “degelo”. Como indica o nome, os membros do grupo tentavam copiar
o estilo ocidental nas suas roupas, utensílios, maneirismos e calão específico que
usavam.
Hippies soviéticos no verão de 1969. Foto: Lev Nosov/RIA Novosti
Depois
de a juventude soviética se familiarizar com a cultura ocidental, durante o
degelo de Khruschov, muitas outras formas de manifestação da juventude
estrangeira penetraram no país, entre elas, a dos hippies.
Os
hippies soviéticos eram bem similares aos do resto do mundo, mas, enquanto os
hippies norte-americanos se rebelavam contra o consumismo, os soviéticos eram
contra o conformismo soviético, (dado que tinham pouca coisa à consumir), de acordo com o autor de “Soviet 'Flower Children'. Hippies and the Youth Counter-Culture in 1970s L'viv”,
William Jay Risch.
Os
hippies soviéticos também usavam muitas gírias em inglês e eram muito
influenciados pelo folclore índio, tibetano, siberiano, hindu... Eles costumavam narrar suas histórias, que
intitulavam “telega” (literalmente carroça). Uma compilação interessante delas
foi feita por Stepan Pechkin em “1001 Party Telega” (texto).
Motoqueiros
(década de 1980)
Motoqueira soviética posa para foto em 1988. Foto: Oleg Porokhovniko/TASS
O
movimento dos motoqueiros veio a calhar na União Soviética, onde era muito
difícil juntar dinheiro para comprar carros. Mas, como afirma o artista e
figura influente da subcultura russo-soviética, galerista de origem ucraniana Alexander Petlura, era
uma minoria que podia comprar motos também.
Os
motoqueiros eram geralmente donos das motos soviéticos, como “Dnepr” (produzido
na Ucrânia) ou “Ural”, ou então checoslovacas como Jawa ou ČZ,
muitas vezes eles também eram roqueiros e ouviam a música distribuída na URSS de
forma semiclandestina. Para os representantes do movimento era difícil, até mesmo
arranjar jaquetas de couro, que não existiam no país. Assim, enquanto alguns
tentavam costurar suas próprias, outros usavam couro sintético.
Dançarinos
de break (década de 1980)
Dançarino de break-dance no Parque Górki (Moscovo) em janeiro de 1988. Foto: Getty Images
Quando
o break ganhou ampla popularidade na contracultura do país, os jovens
soviéticos criaram seu próprio estilo, difundindo o uso de sapatilhas/tênis
brancos e luvas. Eles também adoravam acessórios diversos, como correntes,
braceletes, regatas e logótipos estrangeiros.
Mas,
apesar de parecer um look fácil de compor, ele era quase impossível: a maior
parte dos sapatilhas/tênis disponíveis no mercado soviético de então eram
pretos ou castanhos/marrons. Era muito comum, por isso, que os representantes
do movimento do “break” desbotassem seus sapatilhas/tênis em água sanitária.
Metaleiros
(década de 1980)
Cena de filme de Inna Tumanian sobre metaleiros soviéticos. Julho de 1988. Foto: S. Ivanov/RIA Novosti
Bandas
de heavy metal como Black Sabbath, Iron Maiden, Metallica, Judas Priest e
Megadeth eram muito populares entre a juventude rebelde dessa época e os seus LP´s eram proibidos de entrar na URSS.
Os
metaleiros sentiram, tal como os motoqueiros, um problema grande ao montar seu
look na URSS, já que dificilmente conseguiam jaquetas de couro ou jeans, e tinham que
improvisar. Alguns deles, por exemplo, cortavam bolsas para costurar braceletes
de couro a partir de seus pedaços.
Os
representantes desse movimento na União Soviética o levavam tão a sério que
costumavam parar jovens vestidos como metaleiros e fazer um interrogatório,
exigindo que eles listassem pelo menos 15 bandas de metal.
Punks
(década de 1980)
Punks em Moscou. Foto: Iliá Pitalev/RIA Novosti
Os
punks tinham um estilo menos uniforme, que dependia da região soviética em que
viviam. Os punks siberianos, por exemplo, usavam braceletes hippies, enquanto
os punks de Tallinn (capital da Estónia) eram indistinguíveis de seus pares
europeus.
Seu
niilismo contrastava com a aparência externa, de moicanos coloridos, piercings,
jaquetas e camisetas de bandas, além, claro, de cintos com rebite feitos a mão,
escreve Gazetarussa.com.br
Cena de filme de Pavel Lungin "Luna-Park" (1992) sobre os lyubers
Lyubers
(pronunciado como “Lyubery”) foi um grupo juvenil no final da década de 1970 e
início da década de 1980 na URSS, formado na cidade de Lyubertsy, um subúrbio
de Moscovo. O grupo era conhecido pelo estilo de vida atlético, envolvendo
atividades como musculação, boxe, atletismo, e / ou outras formas de desporto.
Os lyubers acatam outros jovens, pertencentes às subculturas ocidentais, Moscovo (?)
O
grupo tornou-se ativo na União Soviética durante o período de Perestroika e Glasnost nos meados da década de
1980. O seu objetivo era “limpar” a sociedade soviética das
influências de várias subculturas ocidentais que consideravam decadentes e,
muitas vezes, atacaram violentamente os jovens, pertencentes à outras subculturas,
principalmente em grandes cidades como Moscovo. No entanto, eles seguiam certos
princípios, como a luta justa, não atacando mulheres e casais. Os principais
inimigos dos lyubers eram hippies, punks e metaleiros, tinham conflitos permanentes com os
grupos neonazis russos emergentes. Com a queda da URSS e abertura da sociedade
à economia de mercado, muitos lyubers ingressaram nas fileiras do crime organizado.
O cartaz do movimento lyuber
Como
uniforme caraterístico o grupo usava camisas brancas, calças largas xadrez,
jaquetas de couro ou casacos “Alaska”, os bonés xadrez, gravatas pretas e, por vezes, as insígnias
com a face do Lenine. O grupo gozava de um certo apoio da milícia (Ministério
do Interior) e das autoridades soviéticas, que o viam com aliados na luta
contra a contrcultura juvenil de inspiração ocidental.
Look real de um lyuber: goro de pele, T-shirt "Rambo" com insígnia metálica da juventude
comunista Komsomol, calças xadrez e até bracelete do metaleiro (Sic!) no pulso
O
pequeno trecho do filme franco-russo Luna Park (1992),
de uma forma hiperbólica (não deve ser entendido à letra) mostra como era o grupo
que se auto-intitulava de “limpadores” da sociedade soviética das influências
ocidentais.