segunda-feira, julho 03, 2017

Linha da frente na Ucrânia: início de julho de 2017 (10 fotos)

Nos primeiros dias de julho na linha da frente nas regiões de Donetsk e Luhansk as diversas posições ucranianas foram atacadas com as munições de 120 mm. Os pontos mais quentes na região de Donbas são Vodiane, Krasnohorivka, Avdiivka e arredores, região de Develtseve; e em Luhansk: as localidades de Zholobok, Krymske e Triohizbionka.
Por vezes, o inimigo russo-terrorista tenta avançar, é recebeido pelas forças ucranianas nas posições equipadas pelos visores de visão noturna, drones e sistemas de escutas.
Tabaco com selos fiscais russo-separatistas
Placa de colete prova-de-bala, 3º nível de proteção
Galhetas "Do Exército", produzidas na Rússia 
Quetonal (Quetoprofeno): analgésico e Dicinon: comprimidos anti-sangramento
Um dos últimos avanços russo-terroristas na localidade de Kamianka terminou para eles com 18 mortos, 20 feridos e a perca de algumas unidades de blindados (uma das unidades pode ser vista na foto), além disso, na sua fuga os terroristas deixaram munições, placas de proteção (sem as placas puderam correr mais depressa) e outros tipos de fornecimentos.
Nem todas as vezes as coisas correm dessa maneira, nem de todas as armas é possível ter a proteção efetiva, os militares ucranianos também são mortos e feridos...
Mina antipessoal soviética Mon-50
Ajudar à Fundação “Voltar vivo”:
Transferências do estrangeiro: https://api.fondy.eu/s/v7joD0D4lCyO

As notícias da Fundação:

Bónus

Um russo-terrorista conta aos propagandistas que os franco-atiradores das forças ucranianas, “moças dos países Bálticos e os polacos”, estão alvejar os terroristas com grande profissionalismo, isso é, “em 90% alvejando a virilha”; “numa distância de 600 m conseguem acertr na perna”.

72ª Brigada das FAU queima T-72 russo “Águia Branca”

A 72ª Brigada Mecanizada das Forças Armadas da Ucrânia (FAU) queimou o blindado T-72 modernizado, com indicativo único “Águia Branca”, comandado, provavelmente pelos militares russos no ativo, devido à complexidade do equipamento, produzido unicamente na Rússia.

O comandante ucraniano “Bazalt”, responsável pela defesa da mina “Butivka”, estudou o itinerário diário do blindado e armou lhe uma armadilha. Com uso dos morteiros permitidos pelo acordo Minsk-2, as forças ucranianas primeiro atingiram a defesa dinâmica do blindado e depois disso foram aos seus tanques de combustível adicionais, no fim “Águia Branca” ardeu...

domingo, julho 02, 2017

Caricaturas anti-soviéticas do Vladimir Kadulin (7 imagens)

O membro regular do RKKA (1918-1919)
O caricaturista russo Vladimir Kadulin 1883 (?) – após 1950 (?), estudou na Escola das Belas Artes de Moscovo e de Kyiv. Julgando pelas imagens, o artista em nada simpatizava como o novo poder soviético, o seu destino após 1917 é praticamente desconhecido. 
Membros do RKKA (Exército Vermelho)
A enfermeira vermelha
Pároco da "Igreja vermelha" (1921)
Busca (1924)
O tribunal revolucionário
A enfermeira (1918)

A entrevista da mãe do mercenário russo detido na Ucrânia

O jornalista russo Pavel Kanygin, falou com Svetlana Ageeva, a mãe do cabo russo Victor Ageev, capturado recentemente no leste da Ucrânia com as armas nas mãos, mais um entre os milhares de terroristas e mercenários russos, desta atual agressão russa contra o leste ucraniano.  
Svetlana Ageeva é professora de inglês, para ver o jornalista ele viajou cerca de 100 km até a cidade russa de Barnaul, onde vive o seu filho mais velho, Maxim, o irmão do Victor. O encontro se deu no escritório Aleksandr Goncharenko, o famoso na região de Altay defensor dos direitos humanos. Svetlana conta que recentemente ela recebeu a visita do comissário militar da sua cidade, Konstantin Eller que lhe declarou categoricamente o seguinte: Victor não era militar do exército russo contratado, foi para a dita “lnr”, na qualidade do mercenário [ação punível no Código Penak russo com a pena prisional de até 15 anos].

— Svetlana Victorovna, você disse que ele [Victor Ageev] tinha um contrato com o Ministério da Defesa russo. Mas o Ministério nega tudo. Você tem os respetivos papéis?
— Nega sim. Mas eu já nem sei, eu própria. Afinal de contas, ele me dizia: eu vou sob contrato. Enviou [me] via rede social “OK” a digitalização da ordem em que recebeu [a patente] do cabo. Ele estava tão feliz com isso! E eu tinha certeza de que ele está na região de Rostov e serve lá na 22ª unidade. Temos tantas vezes falado ao telefone, ele me enviava as fotos de lá, onde ele está em uniforme militar com três outros rapazes, e eles seguram uma bandeira, e nela estava escrito algo sobre as unidades da federação russa... Bem, talvez era coisa a romântica, os meninos estão à brincar. O comissário [Konstantin Eller], quando vinha, me disse que a bandeira não é verdadeira. Então agora eu não sei o que pensar.
[...] Svetlana Ageeva conta que desde a sua chegada em Rostov, ela falava com filho semanalmente. Um mês depois, Victor até lhe mandou do seu salário 5.000 rublos (84,2 dólares). “Ele disse que para já não pode [mandar] mais. Mas mesmo assim estava feliz... Vitinho me ajuda a pagar o empréstimo, sabe que isso não é me muito fácil” [...]

— Você, em geral, segue ativamente as notícias? Aquilo que está acontecendo na Donbas, por exemplo?
Sim! Gosto muito da política. Sempre assistir nosso famoso Solovyov, Kiselev [os dois propagandistas mais patrioteiros em alinhamento pró-Kremlin], gosto os seus “60 Minutes”. Embora Kiselev de alguma forma não muito bom, mas Solovyov gosto muito. Em geral, eu entendo um pouco, me parece [da política].
— Depois de ver estes programas, quais são os seus pensamentos, que conclusões você tira?
— A conclusão é essa de que a mídia ucraniana e a nossa [russa] trabalham algo assim, apenas para demonizar o outro. Veja. Por que os ucranianos têm tal ódio [aos russos]? Talvez os nossos meios de comunicação também lançam a sujeira sobre os ucranianos mais do que é necessário? Talvez isto acontece de propósito?.. Ou os acordos de Minsk. Em toda parte se ouve constantemente que eles não funcionam, e eu não consigo entender quando irão funcionar! Quem deve tomar os passos para isso? Kiev sozinho ou os nossos também devem? Acho que precisa que ambos os lados devem trabalhar. Esta situação [no sudeste da Ucrânia] está se arrastando. Por outro lado, eu escutei uma barragem de negatividade dirigido à mim e à Rússia dos ucranianos, e era assustador. Ameaças de morte, insultos. Talvez eles foram contratados especificamente para escrever isso? Eu claramente não sei, mas parece-me que os russos não reagem tão fortemente [contra os ucranianos], tão agressivamente e com tanto ódio. Eu mesmo não reajo, de tudo, com ódio contra eles [ucranianos]. Acho que a minha geração de ucranianos também – assim eu acho. É apenas a juventude que cresceu durante estes 25 anos [desde a queda da URSS em 1991], é má. Desde que a política lá [na Ucrânia] era anti-russa, foi isso o que aconteceu. Mais uma vez, eu não vivi lá, apenas tiro as conclusões a partir da mídia, dos programas do Kiselev, Solovyov. De que outra fonte seria? Onde mais se falam de forma tal convincente? Agora eu estou interessado nesta questão, quando me tocou. Eu só quero saber por que eles nos odeiam tanto, então? Ou eles não nos odeiam? Talvez apenas isso seja apresentado a nós assim?
— Você está surpresa com a reação das pessoas pelo facto do seu filho ir participar na guerra num outro país?
— (longa pausa) Eu, apenas, não iria reagir assim, se a tal [invasão] estaria no meu território. Bem, agiria de forma mais inteligente, de alguma forma. Mas eles são jovens, são mais emocionais, maximalistas. Estou confusa. Eu sempre pensei sobre essa guerra na Ucrânia, assisti todos os programas de televisão, e é assim que a vida se virou.

Apelo da Svetlana V. Ageeva ao presidente Putin e aos ministros da Defesa, Shoigu e dos Negócios estrangeiros, Lavrov.

Meu filho, cumprindo o serviço militar regular há um ano, expressou o desejo de trabalhar sob contrato e queria voltar aos mesmos lugares, onde ele serviu o SMO. Ele viajou em março [de 2017], dizendo que iria trabalhar sob contrato. Foi dito a cidade de Bataisk. Ele estava constantemente entrando em contato comigo ao telefone, uma vez por semana, uma vez à cada duas semanas. Eu sabia das suas realizações mais ou menos, porque não podíamos falar por muito tempo — isso era caro.

<…> Victor! E espero sinceramente que a parte ucraniana fará as concessões (Sic!), mostrará a humanidade (Sic!!) e nos permitirá comunicar consigo ao telefone. Ou permitirá lhe transmitir a minha mensagem de vídeo através do jornalista da “Novaya Gazeta”. Pelo menos, eu quero acreditar nisso.
Blogueiro: a mãe do mercenário defende o seu filho com “unhas e dentes”, mas seguramente já recebeu a orientação dos órgãos militares/estatais russos, daí a menções de “já não saber”, “de estar confusa”, de acreditar na “brincadeira dos meninos” com as bandeiras e armas à fingir... Interessantes são duas revelações da Sra. Svetlana: a participação ativa do Victor na guerra russa contra Ucrânia e na morte dos ucranianos na Ucrânia, ajuda a sua mãe à pagar o empréstimo bancário e outro ponto, as suas conversas telefónicas eram caras, por isso eram curtas. Este elemento indica que as conversas, muito provavelmente, eram em roaming, à partir do território da Ucrânia, como tal eram caras, sendo internacionais.
Outro ponto interessante é a maneira como Svetlana lê o seu apelo, como se pode ver nas imagens, ela lê algum texto que fica à esquerda da câmara. Quem é o autor do texto para já é uma incógnita...

sábado, julho 01, 2017

«Vikings» contra Maduro: Maydan da Venezuela (22 fotos)

Inspirados nos protestos de 2013-2014 na Ucrânia, os jovens manifestantes da Venezuela estão usando escudos como o dos vikings nos combates contra as forças policiais e assistindo empolgados o documentário “Winter on Fire” dedicado à revolta de Kyiv.

por: Victoria Ramirez e Andreina Aponte (Reuters)
Adversários do presidente venezuelano Nicolás Maduro têm realizado exibições públicas do documentário da Netflix, “Winter on Fire”, sobre o confronto de três meses na Ucrânia que levou a 100 mortes e à saída do então presidente Viktor Yanukovich.
Nas manifestações contra o governo da Venezuela, onde mais de 70 pessoas morreram desde abril, jovens têm usado escudos coloridos parecidos com os que foram usados na Praça da Independência de Kyiv.
Os jovens venezuelanos fabricam seus escudos a partir de antenas parabólicas, tampas de bueiros, barris ou qualquer outro pedaço de madeira e metal que consigam encontrar. Alguns apoiadores também fazem e doam escudos.
Alguns manifestantes usam os escudos para formar barreiras ou até mesmo batem neles em uníssono, imitando o grito de guerra dos nórdicos. Os demais bradam em apoio enquanto membros da auto-intitulada “Resistência” enlaçam os braços e andam até as linhas de frente para enfrentar tropas da Guarda Nacional e a polícia.
“Os escudos não seguram as balas, mas eles nos protegem do gás lacrimogéneo, das balas de borracha e das pedras”, diz o estudante de direito de 20 anos, Brian Suárez, que usa uma máscara de gás e carrega um escudo com o desenho de Maduro na mira de um rifle.
Outros escudos carregam citações e imagens da constituição da Venezuela, pinturas e símbolos religiosos, retratos de manifestantes mortos ou palavras de ordem como “SOS!”, “Chega de Ditadura!” ou “Maduro Assassino!”
Enquanto os manifestantes dizem estar lutando contra a tirania nesse país sul-americano produtor de petróleo, Maduro os acusa de estarem tentando provocar um golpe violento com o apoio dos Estados Unidos.
Manuel Melo conta que estava na linha de frente dos protestos, jogando pedras e protegendo outros manifestantes com seu escudo de plástico azul, até que um dia ele foi atingido por um canhão de água. O estudante de design gráfico de 20 anos perdeu um rim com o impacto. Mesmo assim ele quer voltar para as ruas.
“É um papel importante carregar o escudo porque você sabe que tudo que eles jogam vai direto em você”, ele diz, enquanto se recupera em sua casa, em Caracas. “Não estou lá na rua porque gosto, mas sim pelo bem comum”.
O documentário “Winter on Fire”, dirigido pelo realizador russo Evgeny Afineevsky, mostra dezenas de milhares de manifestantes ucranianos enfrentando a neve e golpes de cassetete das tropas de choque para se defenderem atrás de barricadas na Praça de Independência de Kyiv (Maydan). Ele tem sido exibido discretamente em toda a Venezuela, inclusive em livrarias, uma universidade, uma praça pública e uma sala de cinema independente. Após as exibições, são realizadas palestras e debates.
“Quando você vê um ucraniano com lágrimas nos olhos, você se pergunta: 'Espera aí, estou na Ucrânia ou em Cafetal?'”, diz o professor universitário Carlos Delgado, referindo-se a um bairro de classe média alta de Caracas que apoiou com veemência os protestos.
Delgado, 48, participou recentemente de uma exibição e de um debate sobre “Winter on Fire” na Universidade Católica da Venezuela, onde a oposição a Maduro também é forte. 
Muitos também divulgaram pelas mídias sociais. “Esse documentário é imperdível”, afirma a atriz e escritora venezuelana Ana Maria Simon, em sua conta no Instagram. “Todos os venezuelanos deveriam assisti-lo, especialmente aqueles que estão cansados, especialmente aqueles que estão quase perdendo a fé”.
Em ambos os países os manifestantes contestavam presidentes que eles consideravam repressivos, e os confrontos foram ficando cada vez mais violentos. Mas também há muitas diferenças. 
Enquanto os manifestantes da Ucrânia enfrentavam um frio congelante dia e noite, os da Venezuela se dispersam rapidamente quando começa a chover, e voltam para a casa à noite, além de desfrutarem de um ameno clima caribenho.
Os venezuelanos apontam que os gangues de criminosos tornam as ruas perigosas à noite. E com sua economia em colapso, muitas vezes eles sofrem com a falta de remédios, alimentos e outros itens, ao passo que os ucranianos tinham um bom abastecimento.
Hans Wuerich, que ganhou fama ao ficar nu na frente de um carro blindado segurando uma Bíblia em Caracas, diz que “Winter on Fire” o fez pensar que a Resistência da Venezuela precisava ampliar sua estratégia.
“Está na hora de levar os protestos além”, diz o repórter de 27 anos na Praça Altamira, em Caracas, um dos focos das manifestações. “Mas precisamos nos organizar se quisermos tomar as ruas noite e dia, se realmente quisermos chegar a um ponto sem volta”.

Operativos do FSB detidos no leste da Ucrânia

No dia 30 de junho, o chefe do Serviço da Guarda-fronteira da Ucrânia, Victor Nazarenko, informou na sua página do Facebook sobre a detenção na região de Kherson de dois operativos do FSB, que tentavam penetrar ilegalmente no território da Ucrânia.

Hoje, no dia 30 de junho, cerca das 2h30 (de manha, hora ucraniana), o destacamento da Guarda-fronteira de Kherson, em conjunto com os militares das FAU, na região de Kherson, nas margens do golfo de Perekop, detive duas pessoas não identificadas, indocumentadas e encontrou o barco, usado pelos detios para desembarque na costa.

A interrogação mostrou que os detidos são militares do Serviço de Fronteiras do FSB da federação russa. De acordo com eles, supostamente desempenhavam o papel de violadores de fronteira durante o exercício de treino, mas se desviaram do caminho, perderam a orientação e, portanto, entraram na Ucrânia continental. Os cidadãos russos detidos são sujetos às certas ações processuais previstas na legislação ucraniana.

A página do chefe da Guarda-fronteira da Ucrânia mostra as fotos dos detidos, mas não revela as suas identidades. A Comunidade Internacional InformNapalm, efetuou uma rápida investigação OSINT, com intuito de revelar a identidade dos operativos do FSB detidos.
Na rede social «VK» foi achado o perfil de um tal Vladimir Kuznetsov (o apelido/sobrenome do operativo do FSB nas redes sociais pode ser fabricado, ver os arquivos da páginafotoscontactos e grupos), cuja semelhança com o operativo do FSB detido é óbvia: os olhos, nariz, testa, corte de cabelo, orelhas e lábios “descaem” para o lado direito, até a corrente no pescoço é a mesma.

Além das semelhanças físicas, existem algumas indicações indiretas de que Vladimir Kuznetsov pertence ao FSB. Tendo estudado o círculo modesto de amigos do Kuznetsov, torna-se claro que ele é da cidade de Blagoveshchensk, região russa de Amur, na fronteira com a China. Em Blagoveshchensk está localizado a Direção da Giarda-fronteira do FSB da região de Amur, e muitos moradores locais são filhos e familiares dos militares e operativos de guarda-fronteira, que servem nas unidades da guarda-fronteira da Rússia.

Entre os amigos do Kuznetsov, podemos ver o seu conterrâneo Igor Kin, de alguma forma relacionado com a unidade militar № 2486, que faz parte das unidades da marinha da guarda-fronteira russa, incumbidas a defesa da fronteira estatal russa, neste caso com a vizinha China, no rio Amur.
Deve recordar-se que os russos detidos em Kherson, tentaram penetrar na Ucrânia continental de barco.
Nesta fase inicial não foi possível estabelecer a identidade do segundo russo detido. Se espera que a investigação OSINT poderá ser útil ao SBU e ao Serviço de Guarda-fronteira da Ucrânia, para dirigir as perguntas adicionais aos russos detidos, efetuando as medidas de filtragem necessárias.

Reação do FSB

O serviço de imprensa do FSB reconheceu a pertença dos russos detidos ao FSB, alegando que estes “se desviaram no caminho e entraram no território da Ucrânia, onde foram detidos pelos representantes da agência de guarda-fronteira do estado vizinho”. Agora FSB diz estar “esperançado que, de acordo com as normas do Direito Internacional (Sic!), os funcionários do Serviço de Guarda-Fronteira da Rússia no futuro próximo serão devolvidos ao território da federação russa” (fonte).

Outros militares russos perdidos na Ucrânia

A foto foi tirada no quartel-geral da 17ª Brigada Motorizada Especial da Guarda “A. Suvorov” e “A. Nevsky” do exército russo, situado na cidade de Shali, na Chechénia.
“Eles morreram, cumprindo o seu dever”, diz o texto cravado. Nove “deles”, morreram entre 12 à 15 de agosto de 2014. A pedra não diz onde, nem em que circunstâncias. Em agosto de 2014 não havia combates na Chechénia, decorriam fortes combates no leste da Ucrânia, principalmente na região de Ilovaysk. Exército ucraniano começou a ofensiva em larga escala, as unidades ucranianas entraram nos subúrbios de Donetsk. Para salvar os terroristas, o território da Ucrânia foi invadido pelas unidades regulares das forças armadas russas. Algo que nunca pode ser esquecido, nem perdoado...

Blogueiro: os países razoavelmente sérios não efetuam este tipo de exercícios na fronteira com o país com quem tecnicamente estejam em guerra. À não ser que querem criara alguma provocação, tensão, testar a prontidão combativa da contraparte. Além disso, possivelmente os serviçais do FSB detidos podem estar implicados no rapto dos cidadãos ucranianos, ocorridos no passado recente. De qualquer maneira, poderiam ser libertados apenas em troca dos ucranianos raptados ou detidos na Rússia, desde o jornalista Roman Sushenko, aos outros POW ucranianos, mantidos ilegalmente nas cadeias russas.