quinta-feira, agosto 20, 2015

Americano-ucraniano que morreu pela Ucrânia

Um ano atrás, no dia 19 de agosto de 2014, nos arredores de Ilovaysk, vítima do fogo de morteiro, caiu em combate, Mark Gregory Paslawsky “Francó”, cidadão americano-ucraniano, voluntário da batalhão “Donbas”.


Mark Gregory nasceu em Nova Iorque, em Manhattan. Na sua juventude era um escuteiro ucraniano, serviu no exército dos EUA, chegou ao chefe da companhia, se graduou em West Point.
Mark Gregory, 2º à direita, de capacete, junto à torre da TV em Artemivsk
Aos 32 anos da idade deixou o exército para se dedicar à agro-pecuária, se mudou para Ucrânia, gradualmente tornando-se um homem resolvido e empresário de sucesso. Mas em 2014 a guerra chegou à Ucrânia e Mark se alistou como voluntário na frente de combate. Ele não queria que as pessoas o vissem como “um americano que luta pela Ucrânia”. Mark Gregory se considerava ucraniano.
Mark Gregory está no meio, de T-shirt preta
Em junho de 2014, durante a visita da delegação da NATO à base do batalhão de “Donbas”, Mark organizou a visita guiada e chocou os visitantes com a sua estória pessoal. Pois estava preocupado que aos 55 anos não conseguia aguentar as cargas pesadas ou correr como corria na sua juventude. Mas achava que é necessário fazer aquilo que podia. Por isso desempenhava o serviço militar de maneira igual aos demais voluntários do seu batalhão. Apesar de notar todas as falhas na organização. O seu serviço era a sua missão...    
No dia 8 de dezembro de 2014, nas vésperas do jogo de hóquei de gelo ente “Washington Capitals” e “New Jersey Devils”, a família do Mark Gregory Paslawsky foi convidada ao palco e o público presente pagou solenemente e de pé o tributo à sua memória.
No dia 19 de Agosto de 2019, em Kyiv, na Campa de Askold, num local histórico na margem direita do rio Dnipro, foi inaugurado o monumento ao Mark Gregory Paslawsky. Quem estiver em Kyiv, não se esquecem de visitar o local, pagando o tributo à este grande patriota e Herói da Ucrânia. Ele renunciou toda a sua fortuna e a sua vida americana próspera para construir o futuro e um estado ucraniano digno, para cada um de nós e para os nossos filhos.

Nós não esqueceremos, Mark, os seus sacrifícios e o seu heroísmo!

Mark Gregory não era casado e não tinha filhos: “Não sou louco, se tiver (uma família) não estaria aqui”, – disse ele no seu depoimento ao ViceNews. O herói ucraniano deixa a mãe, irmã e um irmão.
https://www.youtube.com/watch?v=F4DpPr9xy5U

Ler mais sobre Mark Gregory Paslawsky (em inglês):
https://news.vice.com/article/the-only-american-fighting-for-ukraine-dies-in-battle

quarta-feira, agosto 19, 2015

RIP Kateryna “Ket” Noskova

A cidade de Znamianka, na província de Kirovohrad, disse último adeus solene à 1ª telefonista do 17º Batalhão de infantaria motorizada das FAU, Kateryna “Ket” Noskova, que morreu heroicamente, salvando os seus camaradas nos arredores da cidade de Horlivka.
Para se despedir da combatente, conhecida como “Ket”, até a praça central da cidade vieram os seus companheiros do batalhão, militares da guarnição de Kirovohrad, lideranças municipais e estatais, centenas de pessoas.
A militar profissional, Kateryna Noskova (26) em fevereiro de 2015 decidiu se voluntariar para a zona de OAT. Na linha da frente conheceu o seu amor, se casando em março deste ano.
Na noite de 16 de agosto, Kateryna mais uma vez se voluntariou à linha da frente, fustigada pelos bombardeamentos terroristas. Sob o fogo inimigo ela estava retirar os companheiros feridos às zonas seguras. Kateryna conseguiu salvar pelo menos dois camaradas, na volta, a viatura em que seguiu com o terceiro militar ferido foi atingida pelo fogo russo-terrorista. A jovem foi sepultada num caixão fechado.  
O comandante do 17º Batalhão disse que Kateryna foi uma pessoa boa e responsável, imparável e corajosa. O batalhão não perdoará aos inimigos a sua morte!

Kateryna deixa um filho de 4 anos, marido, pais idosos e uma irmã mais velha (FONTE).

Glória eterna aos Heróis!
Não deve ser esquecido, não pode ser perdoado!

O novo crime russo em Mariupol

Na noite de 16 à 17 de agosto, as forças russo-terroristas bombardearam os arredores da cidade de Mariupol – vila de Sartana (15 km ao sudeste da cidade), em resultado morreram 3 pessoas (uma das feridas já no dia seguinte no hospital), 7 foram feridas, mais de 50 casas e várias condutas de gás doméstico foram danificadas.
O serviço de imprensa do Ministério do Interior da Ucrânia na província de Donetsk informa sobre a morte do homem nascido em 1981 (34 anos) e de uma jovem mulher de 1993 (22 anos), ambos vítimas dos bombardeamentos. Entre os feridos está um homem de 37 anos e uma menina de 10, com ferimentos múltiplos por estilhaços. A mãe da menina morreu e ela própria viu o seu pé amputado.
As forças russo-terroristas usavam as canhões auto propulsadas SAU e as munições de 122 e 152 mm, proibidos pelo acordo de paz de Minsk-2 (OSCE).
Para recordar, num ataque semelhante, perpetuado pelos russo-terroristas em 14 de outubro de 2014, na vila de Sartana morreram 7 pessoas e 15 foram feridos (vídeo em baixo), escreve a página 0629.com.ua
Luto em Mariupol
"Sou - Mariupol"
O chefe da administração estatal de Mariupol decretou o 17 de Agosto como o dia de luto pelos citadinos que morreram durante os bombardeamentos russo-terroristas. As lideranças municipais e estatais foram visitar o local da tragédia.
Em resultado dos bombardeamentos, cerca de 50 vivendas foram danificadas, 5 foram diretamente atingidas e 2 totalmente destruídas, informa a página 0629.com.ua

Ver as imagens da destruição:
https://www.youtube.com/watch?v=UDxtV0oN80s

Blogueiro


A vila de Sartana não possui as instalações militares, nem existe uma presença significativa dos efetivos das FAU na localidade. Por isso, estamos perante mais um crime de guerra, perpetuado pelas forças russo-terroristas, com as responsabilidades diretas pelo sucedido do Kremlin, a entidade que financia, arma e apetrecha as suas forças armadas, no papel dos terroristas no leste da Ucrânia.
As boas notícias residem no facto do que o batalhão “Donbas” (na foto em cima), foi novamente colocado na zona de OAT, para defender a cidade de Mariupol, escreve no Facebook, o seu comandante e fundador, Kostiantyn Gryshyn, mais conhecido como “Semen Semenchenko”.

segunda-feira, agosto 17, 2015

Félix Rodríguez: o homem que liquidou Che Guevara

Félix Ismael Rodríguez Mendigutia (1941) é cubano que capturou Che Guevara e que deu a ordem para o seu fuzilamento.
Faça click para assistir a entrevista exclusiva do Félix Rodrigues
Félix Rodríguez deixou a sua Cuba natal aos 18 anos. Saiu do colégio para se unir à Legião Caribe Anticomunista que tentou derrubar o regime dos Castro em Cuba. Participou na invasão fracassada da Baía dos Porcos, mas conseguiu sair do país com ajuda da embaixada de Venezuela em Havana. Em 2004 Rodríguez se tornou o presidente da Associação dos Veteranos da “Brigada 2506”, os sobreviventes da invasão da Baía dos Porcos.
Funcionário da CIA desde 1967, Félix Rodríguez teve como missão capturar Che Guevara e aniquilar o seu movimento terrorista na Bolívia. Foi bem sucedido em ambas as missões. Na primeira foto deste artigo, a última com Che vivo, Rodríguez está ao lado dele. Meia hora depois Guevara será liquidado.

Após a Bolívia, Rodríguez combateu os comunistas no Vietname, tive mais de 300 missões de helicóptero, 5 vezes foi abatido, mas sobreviveu e evitou a captura. Depois foi a América Central, em El Salvador ele ajudou o governo à combater a guerrilha comunista; em Nicarágua, pelo contrário, ajudava aos guerrilheiros anticomunistas à derrubar o governo marxista. Para ajudar os guerrilheiros “contras”, Rodríguez participou no esquema Irão-Contras, em que as armas americanas eram vendidas ao Irão para conseguir os fundos destinados à luta anti-comunista em Nicarágua.
Félix Rodrigues no Vietname
Félix Rodríguez em 2006
Conhecido como anti-Che na imprensa ocidental, Félix Rodríguez é um coronel no ativo. O veterano de 74 anos é detentor da raríssima e muito importante medalha da CIA — “Intelligence Star”. Ele também é considerado um dos melhores agentes secretos da história dos EUA. Até hoje apoia a oposição cubana, participando nas suas ações e alertando para o perigo dos “pequenos castros”, eleitos democraticamente: Chavez, Maduro, Morales...
Em 1989, em colaboração com John Weisman, Félix Rodríguez publicou a sua biografia “Shadow Warrior: The CIA Hero of a Hundred Unknown Battles” (Combatente de Sombra: Herói das cem batalhas desconhecidas da CIA). Um homem de carne e osso, Félix Rodríguez viveu a vida de sacrifícios e perigos. Quem sabe, como hoje estaria o nosso mundo se os heróis como eles não lutassem contra o perigo comunista.
A edição argentina do livro em espanhol

Ucrânia: o genocídio esquecido de 1932-1933

Dos arquivos secretos da antiga União Soviética emerge a verdade sobre o mais terrível crime de Estaline. O historiador italiano Ettore Cinnella conta a história do esquecido genocídio ucraniano ao longo dos mais de 300 páginas do seu livro “Ucraina: il genocidio dimenticato 1932-1933” (ISBN 9788896209172; 18,00 €).

Entre o outono de 1932 e primavera de 1933, seis milhões de agricultores na URSS foram condenados a morrer de fome: cerca de dois terços das vítimas eram ucranianas. A fome de proporções sem precedentes não era devido aos caprichos da natureza, mas foi uma campanha orquestrada por Estaline para punir todos aqueles, em toda a URSS, que estavam se opondo à coletivização forçada. Na Ucrânia o extermínio dos camponeses, o chamado Holodomor, estava entrelaçado com a perseguição da elite intelectual e a guerra contra o sentimento patriótico do povo.

Baseado nas evidências que surgiram após o colapso da URSS, o livro reconstrói os eventos dramáticos e explica as razões por detrás da decisão implacável do Estaline.

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Na entrevista ao Serviço ucraniano da Deutsche Welle, Ettore Cinella, explica a importância do Holodomor na história da Ucrânia de uma maneira muito simples: “Sem conhecer Holodomor, é impossível compreender o conflito (atual) entre Ucrânia e Rússia”.
O historiador italiano Ettore Cinella
DW: Na questão, se o Holodomor era dirigido exatamente contra os ucranianos, não há acordo entre os historiadores ucranianos e russos. À que conclusão Você chega?

EC: Holodomor é um genocídio, em primeiro lugar social. O seu objetivo era destruir as camadas mais laboriosas da população rural. Mas o facto de que dois terços das vítimas são ucranianos não é um acaso. Assim como não é uma coincidência a destruição da intelligentsia ucraniana, no mesmo período. Estaline temia as manifestações de sentimentos nacionais fortes, no Cazaquistão, na Ucrânia. Existem as cartas nas quais ele fala do “risco de disseminação das escolas ucranianas”. Naquela época eram muitas, inclusive fora da Ucrânia – na Rússia, no Cáucaso. Na época a cultura ucraniana era muito atraente, e Estaline não gostava nada disso.

domingo, agosto 16, 2015

Made in Ucrânia: os capacetes de kevlar

O Instituto da Pesquisa Científica do Ministério do Interior da Ucrânia (http://dndi.mvs.gov.ua) confirma o nível de proteção dos capacetes de kevlar, produzidos pela ONG ucraniana Blindagem Ucraniana, que corresponde à norma americana NIJ IIIa.

O novo capacete ucraniano suportou a rajada de 6 balas de pistola-metralhadora “Luger”, que usou a munição “FMJ RN” (massa 8 gr., velocidade média de 417 m/s) sem ceder num único lugarO destaque especial é para o parafuso balístico que após o impacto da bala não perfurou o capacete, mas autodestruiu-se, que em situação de combate significaria a garantia de sobrevivência do combatente.

A ONG “Blindagem Ucraniana” tem a capacidade de fabricação de capacetes com os níveis de proteção 1, 1A e 2, que garantem a defesa contra as munições de até 15 mm. O material é aramid (kevlar) ou CFRP (Polímero de fibra de carbono reforçado), com ou sem a proteção de orelhas, com as calhas laterais e frontais para a colocação dos equipamentos adicionais.
O preço do capacete do 1º nível de proteção: com a proteção das orelhas — 160 dólares, sem a proteção — 145 $. O kit de calhas custará os 25$ adicionais. Existe a possibilidade de redução significativa do preço, caso o comprador apresentar o documento oficial que comprove que os capacetes são destinados às necessidades da OAT (FONTE).

Contactos do fabricante: Bronya if ua

Bónus
Os cossacos ucranianos modernos escrevem a carta ao huylo. OAT: 2015.
Os cossacos ucranianos escrevem ao sultão e ao huylo (algumas tradições militares ucranianas perduram através dos séculos, é a vida). E quem achar no famoso quadro do Ilya Repin “Os cossacos de Zaporizhya escrevem carta ao sultão da Turquia” (1880-1891), a bandeira nacional da Ucrânia e a bandeira vermelha e negra do UPA, receberá 50 pontos no seu carma.
OAT: 2014
Ilya Repin: 1880-1891
Youry Bilak "Última ceia", OAT, 2014

sábado, agosto 15, 2015

Equipamentos militares russos aniquilados pela Ucrânia

Na Internet foram publicadas as fotos do blindado ligeiro russo BPM-97, destruído na Ucrânia pelas forças ucranianas nos arredores da localidade de Popasna (região de Luhansk).
Os terroristas à pousar com BMP-97 destruído (acreditando que é um HMMWV)
O blindado “BMP-97” é usado exclusivamente pelo exercito e pelas forças de segurança russas: a 7ª base militar do exército russo na cidade de Gudauta (território ocupado da Geórgia), pelas tropas do ministério do interior, pelo serviço federal das prisões e pelo ministério das situações de emergência.

Nenhum outro país explora o blindado dado à baixa qualidade do seu design e os defeitos graves na concepção e na construção: rebentamento dos cardas, avarias frequentes dos amortecedores, rachaduras nas placas de blindagem, detetadas em várias unidades produzidas.
Um outro BMP-97, previamente queimado pelas forças ucranianas
Tudo indica que o blindado foi destruído com um tiro certeiro de míssil anti-tanque 9K111 Fagot (AT-4 Spigot na classificação da NATO), empregue pelos militares ucranianos. Também existe a informação do que já foi o segundo blindado BMP-97 perdido pelas forças russo-terroristas na Ucrânia.     

As batalhas da guerra russo-ucraniana: Debaltseve
Uma das importantes batalhas da guerra russo-ucraniana em curso, foi a batalha pelo controlo da localidade de Debaltseve (início de fevereiro de 2015). Apesar do que as forças ucranianas, no fim, tiveram que deixar a cidade, eles conseguiram aniquilar diversos equipamentos militares russos. No vídeo que se segue um militar ucraniano mostra pelo menos dois blindados T-72 e um T-64 pertencentes às forças russo-terroristas com as respetivas tripulações dentro dos equipamentos aniquilados, escreve TSN.ua

As vitórias russas

Mas o sabor das vitórias também é conhecido pelas forças russas. Na república autónoma de Tartaristão, no último dia 12 de agosto, numa loja provinciana, na rua Lenine, os funcionários do Controlo Sanitário Agrícola Russo (Rosselkhoznadzor), apoiados pela polícia de segurança pública, encontraram e capturaram 3 (três) unidades de gansos, criados, congelados e embalados na Hungria. Naquele mesmo dia os ditos cujos foram aniquilados com auxílio da força-tarefa de 10 (dez) pessoas, contando com as testemunhas e operador de uma retroescavadora (Sic!)
Na batalha épica contra os alimentos ocidentais, os gansos foram traídos pelo seu sotaque texto, apenas em estrangeiro, da sua embalagem (FONTE).

Muito provavelmente, o “¡No pasarán! total”, possui essa face ai...

sexta-feira, agosto 14, 2015

Os militares russos desertam da guerra na Ucrânia

O jornalista Rory Challands da Al Jazeera English desvenda as estórias dos militares russos que desmentem a narrativa oficial do Kremlin sobre a “não participação” dos militares russos no ativo na guerra da Ucrânia ao lado e no lugar de “separatistas”, ditos pró-russos.

A reportagem foi feita na cidade russa de Maikop, o local de aquartelamento da 33ª Brigada especial de infantaria motorizada de Maikop (a unidade militar № 22179).

Versão russa dos acontecimentos

O jornal oficial russo, Gazeta.ru investigou as notícias de deserção em massa dos militares russos e chegou às conclusões absolutamente semelhantes às de Al Jazeera: dezenas de militares russos abandonaram o exército para não participar na invasão do seu país do leste da Ucrânia. Eles são detidos, presos e acusados judicialmente de abandono das suas unidade e de deserção, e correm o perigo de serem condenados até 10 anos de prisão efetiva.
Soldado russo Amatoliy Kudrin, condenado
O soldado Anatoliy Kudrin (23 anos, na foto em cima), já foi julgado e condenado aos 6 meses de prisão, em regime semiaberto. Mais dois militares estão detidos, a investigação dos outros casos – prossegue. Todos são acusados pela justiça militar russa ao abrigo do artigo 337º do Código Penal da federação russa: “abandono não autorizado da unidade militar” (sancionado até 5 anos de cadeia) e artigo 338º – deserção (até 10 anos de cadeia).

O soldado Ivan Shevkunov (1994), operador do morteiro, escreveu três pedidos de desmobilização voluntária, não recebendo nenhuma resposta das chefias militares. Em 10 de junho de 2015 o soldado foi oficialmente acusado pela justiça militar russa de deserção.
Acusação formal contra o soldado russo Ivan N. Shevkunov
O sargento (de origem ucraniana) Pavel Tynchenko (27) tem a estória semelhante, que difere apenas no artigo mais leve do Código Penal. Pavel foi detido e acusado de “abandono não autorizado da unidade militar”. O pedido prévio de desmobilização também foi ignorado pelas chefias militares imediatas.
Contestação oficial do sargento Pavel P. Tynchenko
Na contestação oficial que Pavel Tynchenko escreveu ao juiz da guarnição militar de Maikop, Margolin A. V., o militar russo diz: «Eu não acatei uma ordem criminosa, pois não queria violar o juramento militar que prestei e não queria participar em ações militares no território da Ucrânia».

A vice-diretora geral da “1ª União conjunta dos juristas de Kuban”, a advogada Tatiana Chernetskaya, que representa os interesses dos cinco militares russos, diz que já foram abertos dezenas de casos criminais contra os militares que abandonaram as instalações do exército.
Segundo a estatística oficial do tribunal da guarnição militar de Maikop, na 1ª metade de 2015 já foram tomadas 62 deliberações, baseadas no artigo 337º, parte 4ª (“abandono não autorizado da unidade militar”). Nos últimos 5 anos, de 2010 à 2014, o mesmo artigo foi evocado apenas 35 vezes.

A Dra. Chernetskaia explica que as razões da deserção / abandono são as mesmas: péssimas condições no aquartelamento e propostas abusivas de se tornar “voluntário” ao serviço das organizações terroristas de “lnr-dnr”.

O 2º sargento Aleksandr Enenko (de 22 anos, também de origem ucraniana) conta que os militares russos no ativo eram constantemente visitados nas instalações oficiais do exército russo pelos propagandistas fardados, com galões de oficiais, mas sem insígnias identificativas, com as propostas de combater na Ucrânia. Estes não falavam da necessidade de defender os “russófonos”, simplesmente ofereciam a recompensa diária de 8.000 rublos (125 dólares) e prometiam quase o estatuto de veterano, que por sua vez oferece diversas regalias e direitos sociais, garantidas pelo estado russo.
O 2º sargento Aleksandr Yenenko
Já os militares russos que se encontravam na Ucrânia telefonavam aos camaradas e contavam a realidade: ninguém recebeu os valores prometidos, no caso da morte, os “voluntários” russos eram imediatamente classificados como pessoas “sem nenhuma ligação ao exército russo”, ou até “desertores”. [...]   

Nenhuma tentativa dos jornalistas da Gazeta.ru de obter o comentário oficial dos oficiais ligados à 33ª Brigada especial de infantaria motorizada de Maikop foi frutífera. O Ministério da Defesa russo apenas confirmou a posição oficial: “informação sobre a presença dos militares russos no território da Ucrânia é uma mentira, os rumores sobre a propaganda mantida nas unidades militares russas para se alistar como voluntários no Donbas não corresponde à verdade”.

Fonte (em russo):
http://www.gazeta.ru/politics/2015/07/10_a_7633125.shtml

quinta-feira, agosto 13, 2015

A UE coloca sob pressão os separatistas russos na Ucrânia

A União Europeia pôs pressão sobre as forças separatistas russas na Ucrânia, condenando a “nova escalada da violência” como “uma violação do espírito e da letra dos acordos de paz de Minsk”. A missão de vigilância da OSCE registou também um “aumento significativo dos casos de violações do cessar-fogo no leste e no norte de Mariupol”, cidade estratégica para a defesa da Ucrânia.

“A nova escalada da violência (…), resultado de vários ataques contra zonas controladas pelo Governo hoje e na noite de 10 de agosto em Starognativka, constitui uma violação do espírito e da letra dos acordos de paz de Minsk”, indica um comunicado do serviço para a política externa da UE.

Ucrânia está pronta à retaliar e Sam Jones, o editor da defesa e segurança do “Financial Times” diz que a Rússia e a NATO se estão à preparar “para o pior”.
Ler o artigo original (em ingles): “Russia and Nato training for war with each other, say analysts”:

Blogueiro

Enquanto a EU “coloca a pressão” e a NATO “se prepara para o pior”, os ucranianos dão tudo que podem para a vitória final sobre as forças russo-terroristas. Os militares resistem aos avanços constantes dos terroristas e os voluntários ajudem, como podem, ao esforço nacional da defesa da Ucrânia.

Ver os resultados da ofensiva terrorista da “rpl/lnr” contra as FAU:
https://www.youtube.com/watch?v=0N0rplcH32g

A ambulância, comprada pela Diáspora ucraniana de Portugal, com os apetrechos adquiridos pelas comunidades ucranianas de Madrid e de Frankfurt am Main chegou à Ucrânia, informa o líder da Associação dos Ucranianos de Portugal (www.spilka.pt), Pavlo Sadokha.