domingo, julho 12, 2015

“Não ao sexismo!”: as ucranianas despem-se em solidariedade com a patrulheira

Após a formação e a entrada em funções, na cidade de Kyiv, da nova polícia ucraniana, alguma imprensa mais sensacionalista e os blogueiros mais moralistas apressaram-se à criticar os seus efetivos por questões menores: alguns patrulheiros possuem as tatuagens, as patrulheiras, imaginam só, pousam em posições sexy nessa ou naquela piscina...

A crítica mais feroz e sem os limites do bom senso atingiu a patrulheira Lyudmila Milevich, que no seu passado, tendo um corpo bonito, atlético e bem cuidado, tive a “ousadia” de colocar algumas fotos mais sexy na sua própria página de Instagram. 
“Escândalo!” Gritaram os moralistas. “Não ao sexismo!”, responderam as ucranianas famosas e desconhecidas, que iniciaram um flash-mob, colocando nas redes sociais as suas fotos de fato de banho, tiradas nos diversos locais na Ucrânia e no estrangeiro.    

As mulheres ucranianas dizem que não vêem nada de mal ou menos digno neste caso e que as mulheres polícias podem fazer com o seu corpo o que desejarem, no tempo livre de expediente. As ativistas criaram diversos hashtag para assinalar a sua iniciativa: ‪#‎my_new_policy, ‪#‎mynewpolicy, #‎My_new_police.

Assim, a jornalista do canal de televisão ucraniana, Hromadske.tv, Khrystyna Bondarenko, escreveu, comentando a sua foto na sua página do Facebook:
Exclusivamente em apoio à Lyudmila Milevich – a moça da polícia de patrulha. Se você veste um fato-de-banho isso não significa que você não lê livros e não possui as ambições. E mais: pior do que a inveja feminina só pode ser a masculina.

Oleksandra Vytiaganets, a consultora-assistente no Parlamento da Ucrânia prossegue na mesma linha do pensamento:
A minha foto em apoio à Lyudmila Milevich da polícia de patrulha. Todo mundo tem o direito constitucional à privacidade e respeito pela sua dignidade. E toda mulher tem o direito de ser bonita e andar em um biquíni na praia, independentemente da profissão.

A ativista social que trabalha com as vítimas do HIV-SIDA (network.kr.ua), Oksana Zabri:
A minha foto de biquíni em apoio à Lyudmila Milevich da polícia de patrulha, que, vejam, é culpada pelo facto de tirar as fotos na piscina de um resort.

Nataliya Novakova da Universidade da Europa Central (CEUSchool):
E isso que foi encontrado)) Crimeia e Croácia (a primeira foto deste artigo também é seu).
For friends outside Ukraine: these days new reformed police started operations in Kyiv. In response to bullying of one of the policewoman for her photos from vacation posted in social media, activists show that after all we all human and we all have private life. Professional performance should be judged by what we do at work.

Ver mais foto (17 ucranianas):
http://www.korupciya.com/?p=73115

sábado, julho 11, 2015

Projeto “Dans Le Noir” abre portas na Geórgia

No dia 18 de julho, na capital georgiana, cidade de Tbilissi, se abrirá o restaurante “1ST SENSE”, onde os clientes serão servidos na escuridão total pelos serventes invisuais, informa o proprietário e diretor do estabelecimento, Giorgi Nebieridze.

O restaurante georgiano terá o nome “1ST SENSE” («Primeiro Sentido») e não permitirá a entrada de isqueiros, lanternas ou telemóveis, para que o ambiente enigmático não seja estragado por algum cliente curioso. Os clientes serão servidos pelos serventes invisuais que se orientam muito bem no ambiente escuro. Eles levarão os visitantes até as suas respetivas mesas e cadeiras, ajudarão se sentar e se habituar aos talheres e loiça. Só depois irão trazer a comida.

«O cozinheiro-chefe será de altíssima categoria e é uma pessoa visual. Os visitantes serão de dois tipos: os que procuram se concentrar apenas no sabor e aqueles que também se importam com a dimensão social do projeto. Além, da criação dos postos de trabalho para os invisuais», — diz o diretor do futuro restaurante.
Ambiente no restaurante - homólogo em Nova Iorque
Além disso, os clientes serão convidados à escolher o tipo da ementa e não um prato em particular. O jantar será composto por um prato de carne, peixe, legumes, será vegetariano ou possuirá um prato-surpresa. O preço dos quatro menus clássicos é de 60 lari (cerca de 26,7 USD), o preço de menu surpresa é de 80 lari (cerca de 35,7 USD). O que faz parte da surpresa é surpresa. Os clientes podem avisar sobre a sua possível alergia em relação aos determinados produtos. Se alguém se sentir desconfortavelmente, bastará levantar a mão, isso será visto numa câmara de infravermelhos e a pessoa será rapidamente retirada do estabelecimento, promete o proprietário do “1ST SENSE”.

O primeiro restaurante Dans le Noir foi aberto em Paris em 2004. A ideia das «refeições no escuro» pertenceu ao francês Paul Ginaux que perdeu a visão num acidente. O restaurante georgiano é localizado em Tbilissi, na rua L. Asatiani (bairro Sololaki), no dia da abertura, os primeiros 25 clientes terão o direito à 50% do desconto, informa News-Georgia.

“Dans le noir” na Ucrânia
Endereço: Kyiv, rua Lev Tolstoy, 17B
Tel.: + 380 95 567 8874, WEB  

sexta-feira, julho 10, 2015

Ukraine. Open for U. / Ucrânia. Aberta para si.

O Ministério do Desenvolvimento Económico e Comêrcio da Ucrânia (me.gov.ua), apresentou o vídeo que será usado na apresentação da Ucrânia perante os investidores estrangeiros.
O vídeo apresenta os setores mais atraentes da economia ucraniana para os investidores estrangeiros, incluindo as infraestruturas, agricultura, produtos farmacêuticos, indústria aeroespacial e de tecnologia avançada. O vídeo também explica que Ucrânia é uma nação com um dos maiores índices de letrácia e de educação formal.

Ver o vídeo na FB:
https://www.facebook.com/batya.ya.starayus/videos/1148522685165178

Ver o vídeo no YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=jdSQuanI8Z8

quarta-feira, julho 08, 2015

Estereótipos e bairrismo são bons negócios!

A empresa ucraniana TheFirma lançou recentemente uma série de T-shirts, chamada Localz. Na primeira leva foram produzidas as T-shirts para os patriotas de alguns bairros da capital ucraniana: Troyeshyna, Obolon, Pechersk, Podil e Solominka. Em breve serão homenageados os bairros de Lukyanivka e Pozniaky e criados os temas irónicos sobre a cidade de Kyiv em geral, escreveu no seu Facebook o ex-número dois do “Setor da Direita”, o deputado Borislav Bereza.
O autor da ideia, designer ucraniano Igor Revenko é uma pessoa talentosa e criativa, ele próprio explica a sua ideia de seguinte maneira:
«Em Kyiv, sempre é possível encontrar as pessoas com as T-shirts que dizem Brooklyn, Bronx ou algo parecido. Reparando em mais uma destas, eu pensei: que sentido faz andar com a imagem do Brooklyn, se tu vives, por exemplo, no bairro de Obolon. Assim, decidi criar uma série de imagens locais, baseando-se na especificidade dos diversos bairros de Kyiv.
Como a ideia-chave usei os estereótipos urbanos, ligados ao patriotismo irónico bairrista. Por isso T-shirt do Obolon possui duas garrafas de cerveja cruzadas: em referência ao pessoal local que bebe a cerveja no seu bairro e uma das maiores fábricas cervejeiras da Ucrânia, que se situa nele. Troyeshyna é representado pelo punho inglês e sangue – estereótipo do bairro problemático em termos de segurança. O bairro de Podil (Baixa) atualmente se transformou no centro de encontros dos adeptos da cultura hipster da cidade, por isso na T-shirt aparecem bigodes, óculos e um elétrico, símbolo da Kyiv antiga. O bairro de Perchersk é “caro e rico”, por isso é representado pelo diamante e coroa.
No início, quis fazer apenas alguns T-shirts pare mim e para os amigos, depois decidi abrir uma loja online. Pois tenho um outro projeto – as canecas «Café vais bebercom a imagem do Ihor Kolomoyskyi (89 UAH – 4,1 USD). Este meme caiu tão ao agrado das pessoas, que durante três últimos meses fabrico as canecas com essa imagem, expedindo as para todas as regiões da Ucrânia. Por isso, acabei de unir os dois projetos sob a marca de TheFirma numa única plataforma».

Fonte:
http://dreamkyiv.com/dlya-patryotov-troeshhyny-vypustyly-futbolky

segunda-feira, julho 06, 2015

Retratos assombrosos do ucraniano Evgeni Kolesnik!

O ucraniano Evgeni Kolesnik é um fotógrafo freelancer que leva a arte do retrato, muito além do convencional. Misturando várias técnicas de tratamento e retoque, as suas imagens mostram um verdadeiro mestre nesta área, escreve a edição portuguesa online, Chiado Magazine.

sábado, julho 04, 2015

Obrigada, Zemfira, a nacional-traidora russa!

A recente participação da cantora russa Zemfira no festival georgiano Tbilisi Open Air 2015, conseguiu provocar a ira mais que aguda e a indignação quase genuína dos diversos compatriotas seus.
Os russos famosos e anónimos já chamaram a ação da Zemfira de “exercício das relações públicas”; de “especulação baseada no sangue pelo honorário”; pediram o “boicote total da cantora”; sugeriram à “não deixar a cantora voltar para Rússia, obrigando a viver em Tbilissi” e até exortaram o público russo nos seus concertos à atirarem contra ela os “tomates e ovos”.
Tudo isso pelo facto da Zemfira empunhar no palco georgiano a bandeira nacional da Ucrânia, a bandeira do país que a propaganda russa continua à classificar de “país-irmão”, país habitado por “praticamente mesmo povo” (comparado com o russo), na versão do presidente Putin. Nesta ótica o tratamento dado aos símbolos nacionais do “país-irmão” é altamente incompreensível, ou se calhar, até é absolutamente esperado... 

Zemfira com a bandeira da Ucrânia:
https://www.youtube.com/watch?v=jSB0mUXuV38

Em contrapartida, os mesmíssimos usuários russos não viam nenhum problema na situação em que o ator russo Mikhail Porechenkov a) entrou ilegalmente na Ucrânia; b) usou ilegalmente as vestes (capacete e o colete prova-de-bala) com a inscrição “imprensa”; c) inserido numa unidade russo-terrorista participou num “safari” humano, disparando contra as posições ucranianas, usando para isso uma metralhadora pesada.
Ator russo Mikhail Porechenkov em Donetsk
Este tratamento dispensado aos cidadãos do “país-irmão” não suscitou nenhuma crítica, ira, nem mesmo qualquer incómodo da sociedade russa ou da sua blogosfera. Matar os ucranianos na Ucrânia pela culpa de pretenderem ser ucranianos? Este que é espírito do verdadeiro “mundo russo” na luta sem quartel conta o “fascsimo-nazismo ucraniano”.

As modernizações, criações e “engenhocas” da OAT

Após a vitória final sobre as forças russo-terroristas será preciso fazer um levantamento de todas as modernizações, criações e “engenhocas” de armas e equipamentos militares, feitas pelos militares e voluntários ucranianos.

A lista será longa e muito informativa: disparos de RPG à uma distância de 2 km, diversos blindados populares apocalípticos, carregados de blindagem e armamento, as carrinhas 4x4 armadas com mísseis não guiados, as munições de morteiro, usadas como granadas de mão e centenas de outras invenções...
Na foto podemos ver a metralhadora PK numa das posições das FAU na linha da frente: “dispara como espingarda de franco-atirador, embora com as rajadas curtas. Atinge às distâncias longas, de forma certíssima e de uma maneira muito dolorosa”. Foi modernizada pelos militares e voluntários, usando a inteligência militar. Observem o seu cabo, gatilho, disparador elétrico, a base metálica, desenhada e fabricada pelos voluntários... O dispositivo telescópico é da responsabilidade dos voluntários do grupo do Roman Sinicyn, que por acaso, já é o 4º dispositivo fornecido à uma brigada mecanizada das FAU.
Ajudar aos que ajudam os outros:

BancoPrivat: 4149437843984905 (Natália Klochun)
Paypal: moneyforukraine@gmail.com
Western Union / Moneygram: Klochun Natalia, Kiev, Ucrânia

As transferências do estrangeiro (todas as divisas):
Beneficiário: DRUSTVO OBERIG
Finalidade do pagamento: charity / caridade
Banco: ABANKA VIPA d.d. (Eslovénia)
SWIFT: ABANSI2X
IBAN: SI56051008013876230

A medicina da retaguarda popular:
PrivatBank: 5168 7555 0148 9658 (Irina Lopatina)
PayPal: MedicsHomeFront@gmail.com
Contactos: + 38 0678883000 / sinicyn.roman@gmail.com  

quinta-feira, julho 02, 2015

Ucrânia liquida a polícia de trânsito na região de Mykolaiv

O Ministro do Interior da Ucrânia, Arsen Avakov anuncia o fim da polícia de trânsito de Mykolaiv
Na manha do dia 1 de julho, Ucrânia liquidou a totalidade (!) dos funcionários da Polícia de Trânsito (DAI) da região de Mykolaiv, os 312 efetivos no total. A decisão tomada pelo ministro do Interior da Ucrânia, Arsen Avakov, é justificada pela necessidade de erradicar a corrupção generalizada que até agora caraterizava a polícia do país.
  
No dia 1 de julho, o Ministro Avakov escreveu no seus Facebook:
De manha despedi a totalidade da polícia de trânsito da região de Mykolaiv. Fiquei farto de aguentar os seus olhares desavergonhados que não aceitam as mudanças. [...] A nova polícia de patrulha – em vez de punir e cobrar a proteção – servir e defender!
A nova polícia de patrulha de Kyiv, em breve também em Mykolaiv
A decisão drástica surgiu após a divulgação na Internet de um vídeo amador, filmado pelo ativista social Dmytro “Dima Kravchuk, intitulado “20 subornos da DAI em 2 horas”.
https://www.youtube.com/watch?v=4cLQDZrPkMs
Dmytro Kravchuk se posicionou estrategicamente, acompanhado por uma câmara de vídeo, nas imediações do posto de controlo permanente 1 da polícia de trânsito, situado na localidade de Koblewe, na região de Mykolaiv. Desde 1h30 até 8h00 do mesmo dia, os polícias pararam 76 camiões dos 80 que por lá passaram. Sem parar, nem inspecionar nenhuma viatura ligeira. No vídeo se vê que todos os camionistas abordados passaram algo aos inspetores, que pressupõe-se, sejam os pagamentos de subornos, cobrados pela polícia de forma organizada e generalizada, escreve a página ucraniana DK-ua.
Os efetivos da antiga polícia de trânsito de Mykolaiv
Após a divulgação do vídeo na Internet em 29 de junho corrente, o ministro Avakov prometeu publicamente, através do Facebook: “despedir todos e começar o inquérito pré-judicial”. Por outro lado, os polícias acusados, disseram à imprensa local que na realidade os camionistas, de forma organizada, lhes “ofereciam os calendários”, informa a televisão ucraniana 5.ua.
O serviço da imprensa do Ministério do Interior da Ucrânia já anunciou o inquérito oficial para averiguar o sucedido: “no caso da confirmação da ilegalidade das suas ações, os inspectores da DAI de Mykolayiv serão responsabilizados”, – diz o comunicado.
No entanto, o ministro do Interior da Ucrânia não se ficou pelas promessas. Na manha do dia 1 de julho corrente, acompanhado pelos efetivos do batalhão voluntário “Myrotvorets” (Pacificador), ele visitou, de surpresa, a cidade de Mykolaiv, anunciando o fim absoluto e permanente da DAI local. A fotógrafa ucraniana Yuliya Babych presenciou o sucedido, tirando diversas fotos que mostram como decorreu o último dia da antiga polícia de trânsito da cidade.
Insígnia oficial do batalhão "Myrotvorets" (Pacificador)
Neste momento e até a criação, muito em breve, da nova polícia de patrulha de Mykolaiv, a ordem pública e a legalidade nas estradas serão garantidas pelos efetivos do batalhão “Myrotvorets”, que já mostraram o seu valor e a dedicação à nova Ucrânia em diversos combates contra as forças russo-terroristas no leste do país.  
Os efetivos do batalhão "Myrotvorets" foram transportados via área para garantir a paz em Mykolaiv

SB OUN: a secreta da resistência ucraniana

No meio: Yevhen Konovalets (1891-1938), o fundador da OUN, assassinado pelo NKVD na Holanda
O filme “Serviço da Segurança da Organização dos Nacionalistas Ucranianos. Portas fechadas” do realizador ucraniano Vitaly Zahoruyko é a primeira película documental ucraniana sobre o departamento mais secreto da OUN. SB OUN deixou pouca informação sobre o seu funcionamento, espaço que a propaganda soviética apressou-se à preencher com diversos boatos malignos.

Uma grande parte dos documentos sobre SB OUN desapareceu para sempre nos arquivos soviéticos, outros foram destruídos pelos próprios operativos da SB, nos últimos momentos das suas vidas, para que estes não caírem nas mãos do NKVD.
O filme conta com o depoimento de um antigo operativo do SB OUN, uma resistente que servia de correio clandestino do Exército Insurgente da Ucrânia (UPA) e o guarda-costas pessoal do general Roman Shukhevych, um dos mais conhecidos líderes e comandantes do UPA.

O realizador e autor do guião Vitaly Zahoruyko é natural de Donbas e já realizou alguns filmes documentais e programas da TV. A equipa de produção foi consultada pelo Centro de Estudos dos movimentos da libertação e pelo Arquivo estatal da secreta ucraniana SBU. Nas filmagens participaram cerca de 70 membros da sociedade da procura das vítimas da guerra “Memória”, foram usadas diversas viaturas e blindados, empregues os efeitos da pirotecnia. As filmagens decorreram no Museu nacional-memorial das vítimas dos regimes de ocupação “Cadeia na Lonckoho”, outros locais da cidade e da região de Lviv.

Ver o filme no YouTube (55 minutos):
www.youtube.com/watch?v=kpHE7AYz5iw  
SB OUN vs NKVD

O Serviço de contra-inteligência dos nacionalistas ucranianos conseguiu rastrear, bastante rapidamente, algumas casas seguras do NKVD em Lviv. O método da sua técnica de vigilância foi extremamente simples; eles começavam ao lado do edifício do departamento do NKVD da cidade e acompanhavam todo mundo que de lá saía com as roupas civis e (calçando) as botas, o que denunciava neles um militar: os membros do NKVD ucraniano escondiam o seu fardamento debaixo dos casacos, esquecendo um “pormenor” como o calçado. Eles, aparentemente não tiveram em consideração que na Ucrânia Ocidental as botas eram usadas apenas pelos militares. No entanto, como é que eles poderiam saber disso, quando na parte da Ucrânia soviética todos calçavam as botas, pois não era possível arranjar nenhum outro calçado?” (Pavel Sudoplatov, Operações Especiais: Lubyanka e Kremlin: 1930-1950).

Ou seja, em Lviv e nas outras cidades da Ucrânia Ocidental, os homens, normalmente calçavam os sapatos. E apenas os militares, polícia e membros da secreta soviética calçavam as botas de kirza que pouquíssimo condiziam com os seus fatos e casacos ocidentais, “libertados” pelas forças soviéticas algures na Europa Ocidental, no final da II G.M.

Bónus
Na cidade russa de Krasnoyarsk, recentemente foi erguido o monumento ao alcoólico anónimo que certamente representa alguma coisa na psique da populaça local ou se calhar não (FONTE)...