terça-feira, junho 09, 2015

A TV russa justifica a invasão da Checoslováquia de 1968

Recentemente, a TV estatal russa, “Rossija 1”, mostrou o filme documental sobre as “páginas secretas” do Pacto de Varsóvia. O filme afirma que o Pacto defendia os estados socialistas da NATO “agressiva”. A invasão da Checoslováquia é retratada no filme como “a teste importante das forças armadas conjuntas dos países do Pacto de Varsóvia”.
O deputado da Duma estatal (câmara baixa do parlamento russo), o comunista Yuriy Sinelshikov afirma que as forças soviéticas “eram alvejadas à partir de cima com as metralhadoras”. Referindo-se ao telhado do Museu nacional em Praga. Em 1968 o deputado participou na invasão na qualidade do 1º sargento do batalhão conjunto.
O filme russo culpa pelos “acontecimentos de 1968” a oposição democrática checoslovaca e a sua “força de ataque”, Clube 231, que na visão do comunista Sinelshikov juntava “os membros das SS condenados, fascistas e colaboracionistas”. O último chefe soviético do estado-maior do Pacto de Varsóvia, Vladimir Lobov, chega a afirmar que “NATO se preparava para invadir Praga”. Em 1968 o próprio Lobov invadiu a cidade, comandando as unidades dos blindados soviéticos.
O historiador russo Vladimir Bruz justifica a invasão da Checoslováquia como o fruto de “internacionalismo socialista” que pressuponha “a obrigação de prestar assistência e apoio aos amigos em caso de ameaça às conquistas socialistas”. Nesta ótica, “Rossija 1” apresenta a alegada preparação de um alegado golpe militar em Praga como se tratasse de um facto comprovado.
Em 1993, durante a sua visita à Praga, o presidente russo Boris Yeltsin condenou a invasão soviética de Checoslováquia, classificando a como “inadmissível”, acrescantando que a antiga liderança da URSS é culpada pela invasão. Em 2006, Vladimir Putin admitiu a responsabilidade moral da Rússia na invasão de 1968, escreve Ceskenoviny.cz.
"Para que destroem a Praga?" / "Ocupantes - para casa!"
Ver o filme documental “Pacto de Varsóvia. Páginas desclassificadas” (44 min):
https://www.youtube.com/watch?v=bwKGHMbwVaQ

segunda-feira, junho 08, 2015

Comunismo e as belas artes

Os diversos intelectuais e artistas no mundo ocidental (no sentido mais lato), se declaram constantemente de “gente da esquerda”. Acreditando, que basta alinhar ideologicamente com o regime, para garantir a sua vida desafogada. A realidade, porém, é diferente: mesmo alinhando com o regime comunista, é perfeitamente possível acabar em GULAG ou ser aniquilado de uma maneira mais vil... 
Ao realizador teatral Vsevolod Meyerhold, após as torturas mais brutais, antes da morte, quebraram todos os dedos e depois afogaram na imundície (versão da sua morte após a abertura dos arquivos). Oficialmente ele apenas (!) foi fuzilado na cadeia e sepultado numa vala comum. Meyerhold se recusou categoricamente assinar a “confissão” sobre um “complot trotskista”, em que alegadamente participavam Ilya Ehrenburg, Boris Pasternak, Valentin Kataev, Serguei Eisenstein, Dmitri Shostakovich e muitos outros. NKVD acabou por deixa-los em paz. Após as torturas, ele apenas assinou a sua própria confissão, com que enfureceu sobremaneira os carrascos.   
O escritor Isaac Babel, como tudo indica, morreu em GULAG em 1941. Ele estava caminhando numa caravana de prisioneiros, ficou sem as forças e caiu. Ele simplesmente foi deixado à morrer naquela mesma estrada. Oficialmente, ele foi sepultado numa vala comum, mas é pouco crível que alguém iria voltar, para buscar o seu corpo morto e o levar até a vala comum. Um grande escritor morreu num montinho da neve, num bosque, “na berma da nenhuma estrada”...  
O local da morte do poeta Osip Mandelstam é um ponto de concentração, Segundo rio (arredores de Vladivostok). Os assim denominados “mortes de inverno”, eram amontoados em pilhas, e apenas na primavera enterrados em valas comuns. Numa destas sepulturas sem identificação está enterrado um grande poeta russo.
Solomon Mikhoels, de fato e gravata, ao lado de Albert Einstein
O chefe do Comité antifascista judaico e o realizador teatral, Solomon Mikhoels, foi assassinado à mando direto do Estaline pelos operativos do MGB, juntamente com o seu colega, na realidade, um informador do MGB. Ao assassinato tentaram dar uma aparência de atropelamento, para alegar a versão de um “acidente trágico”. 
O escritor vanguardista russo, Daniil Kharms, morreu de fome no internamento psiquiátrico da cadeia “Kresty” (Cruzes) de Leninegrado em fevereiro de 1942. 

Essa é apenas uma pequeníssima fração dos intelectuais que serviam o regime soviético, o enalteciam e propagavam. Nada disso os salvou, hoje em dia, os retratos dos seus carrascos voltaram às ruas e praças russas, os carrascos e não as vítimas, recebem, novamente, as placas comemorativas e os novos monumentos...   


Blogueiro

Não se sabe porque, mas as páginas do nosso blogue começaram excitar, sobremaneira, os diversos “antifascistas”. Um tal “antifascista” lamenta que “nao ha campos de exterminio em mocambique para vos dar trabalho” e promete, ameaçando, que “ja chegara o vosso dia da factura” (a sintaxe original preservada). 

Um outro, sofredor de complexo de “violador-impotente”, glorifica Ucrânia, a chamando de “MARAVILHOSA LINDA GOSTOSA” e insulta no fim da sentença. Este deverá consultar sexólogo e/ou algum outro especialista, pois desejar alguém insultando, é sinal claro de distúrbio mental. Provavelmente a mesma criatura, a do pipi problemático, promete que “A Junta de Kiev será gloriosamente varrida do mapa, eliminada da face da Terra”, mas não consegue copiar corretamente um nome que serve do seu pseudónimo...

Camaradas, obrigado por visitar o nosso blogue e cá deixar os vossos comentários, cada visita e cada comentário aumenta o rating da nossa página. Publicaremos apenas os comentários inteligentes e educados, o resto servirá da nossa análise magnânima do vosso interessante estado mental e cognitivo...

sexta-feira, junho 05, 2015

“Guerra, rostos, situações”: a guerra ucraniana em fotografias

O fotógrafo americano Noah Brooks publicou uma colectánea de fotografias emotivas, feitas na frente de combate na localidade de Shyrokyne, nos arredores da cidade ucraniana de Mariupol.
“Os confrontos crueis e constantes entre o exército ucraniano e os bandos de terroristas apoiados pela Rússia continuam em Shyrokyne, uma pequena aldeia resort da região de Donetsk, durante os meses. O fotógrafo Noah Brooks passou alguns dias na linha de frente, em trincheiras com os militares ucranianos e fotografou o que viu a guerra, os rostos, as situações”, escreveu a página Chetverta Vlada (O 4º Poder).
Ver todas as fotos:
http://world.korupciya.com/2015/06/02/war-faces-situations-american-photographer-posted-images-from-front-line-in-shyrokyne-photos

quinta-feira, junho 04, 2015

Descomunização da Ucrânia em curso

Segundo a Lei “Sobre a condenação dos regimes totalitários comunista e nacional-socialista (nazi) na Ucrânia e a proibição de promoção dos seus símbolos”, que já entrou em vigor, as comunidades locias têm até o dia 21 de novembro de 2015 para escolher os novos nomes ou optar pelos nomes históricos de, pelo menos, 22 cidades e 44 vilas do país, recorda o Instituto da Memória Nacional da Ucrânia.

Por sua vez, só na região de Luhansk, serão descomunizadas as 19 localidades, segundo o general Gennadiy Moskal, o chefe da administração civil e militar daquela região, infomou o serviço de imprensa da sua administração.
Os historiadores ucranianos profissionais, reunidos numa comissão de peritagem, fizeram em maio corrente um levantamento dos nomes das localidades abrangidas pela nova lei e apresentaram a sua proposta ao Parlamento ucraniano.   

“Segundo o projeto-lei, no território da região de Luhansk sob controlo da Ucrânia devem ser rebatizados 19 localidades, que ostentam os nomes dos ativistas do regime comunista soviético. Na sua maioria, propõe-se devolver às localidades os seus nomes históricos”, – explica o texto do serviço de imprensa.
No último dia 21 de maio, na Ucrânia entraram em vigor os seguintes leis de descomunização: “Sobre a condenação dos regimes totalitários comunista e nacional-socialista (nazi) na Ucrânia e a proibição de promoção dos seus simbolos”, “Sobre o acesso aos arquivos dos órgãos da repressão do regime totalitário comunista de 1917 – 1991”, “Sobre a homenagem da vitória sobre os nazis na Segunda Guerra Mundial de 1939 – 1945” e “Sobre o estatuto jurídico e a memória dos combatentes pela independência ucraniana no século XX”.
A nova lei prevê a mudança dos nomes das localidades que possuem os simbolos do regime totalitário comunista, a desmontagem e a remoção dos monumentos e placas comemorativas dedicadas aos eventos específicos ou às pessoas ligadas à organização do Holodomor e repressões políticas, às pessoas que ocupavam os cargos seniores no partido comunista, no governo, nos órgãos de gestão da URSS e nas suas repressivas forças de segurança.
Bónus

A canção ainda soviética “Papoilas, papoilas, papoilas vermelhas” (canta o cantor russo Yuri Antonov), sobre a papoila vermelha, o símbolo que neste momento foi adotado na Ucrânia para recordar a II G.M. Dado que este tipo de símbolos não possui a ligação à ideologia comunista (ou nazi),  eles não são, e não serão, proibidos pela nova lei.
https://www.youtube.com/watch?v=_4nFYbZAr9s

quarta-feira, junho 03, 2015

Batalha pela Marʼinka: “Minsk-2” moribundo


Cerca das 4h00 na madrugada do dia 3 de junho, as forças russo-terroristas atacaram a vila de Marʼinka, nas proximidades de Donetsk, usando no ataque cerca de 10 blindados, canhões de autopropulsão “Gvozdika” e a força de infantaria entre 500 à 1500 homens.
A localidade de Mar´inka no mapa, marcada à vermelho no canto inferior esquerdo
Durante o dia foram registadas pelo menos duas levas dos ataques continuadas que resultaram em perdas avultadas entre os atacantes e algumas baixas nas forças ucranianas.
Cidade de Mar´inka em 3.06.2015 após ataque dos terroristas russos
O militar do batalhão ucraniano “Kyiv-2”, Ihor Savchuk, escreveu no seu FB que as forças ucranianas estão fazendo uma limpeza na localidade, eliminando os restos dos russo-terroristas. Ele também informa que “uma parte dos blindados foi destruída, outros se bateram em retirada”.
O oficial do seriço de imprensa do Estado-maior das FAU, Oleksiy Mazepa, informou que às 16h20 do dia 3 de junho, a localidade de Marʼinka estava totalmente sob controlo das forças ucranianas. O ataque dos russo-terroristas resultou em 1 morto e 4 feridos entre os moradores locais (a localidade que já abrigava cerca de 10.000 pessoas agora está bastante deserta).

«Situação está sob controlo, temos forças e meios para dar uma resposta condigna», – afirmou o ministro da Defesa da Ucrânia, general Stepan Poltorak, informa Hromadske.tv

O conselheiro do Ministro do Interior da Ucrânia, Zoryan Shkiryak, escreve na sua página do FB que as forças russo-terroristas estão reunir nos arredores da Marʼinka diverso material pesado da guerra: blindados, sistemas de artilharia auto-propulsada, sistemas de mísseis “Grad” e a infantaria com uma elevada percentagem dos militares russos.
As perdas dos terroristas

O blogueiro ucraniano Olexander Mykhelson escreve que o Centro de trauma de Donetsk às 15h00 recebeu cerca de 60 terroristas feridos, maioria atingida pelos estilhaços, alguns com mãos ou pernas arrancadas. Todos foram registados como “moradores locais pacíficos”, vítimas alegadas dos disparos da artilharia ucraniana (no total a cidade recebeu cerca de 130 terroristas feridos).
O assessor do chefe da secreta ucraniana SBU, Markian Lubkivskyi, informou sobre as perdas entre as forças invasoras: 10 mortos, mais de 80 feridos. Os dados da contrainteligência do SBU também apontam a morte, só nessa operação, de pelo menos 4 militares do GRU do exército russo. (Os dados mais recentes, mas não finais do Yuriy Biryukov apontam 24 mortos e 91 feridos entres as fileiras terroristas, dos que deram entrada nos morgues e hospitais de Donetsk).

As perdas dos terroristas relatadas por terroristas

“... na direção de Marʼinka se moveram os destacamentos da dnr, mas era uma armadilha: junta [...] abriu o fogo [...] os milicianos [...] tiveram perdas muito grandes. A nossa fonte não sabe o resultado da batalha, pois também ferido foi enviado para o hospital de Donetsk...” (FONTE).
https://mobile.twitter.com/forest_brother/status/606128839295705088

As diversas publicações terroristas também escrevem sobre aniquilação em 80% dos efetivos do grupo de ataque e sabotagem “Ryazan” (até 60 mortos, 12 feridos e 2 capturados), entre os capturados o líder do bando, Eduard Gilazov (1984).
As perdas ucranianas
O conhecido voluntário ucraniano Yuri Biriukov cita os dados do Estado-maior das FAU (às 19h00 de Kyiv do dia 3.6.2015): 2 militares mortos e 39 feridos (1 – 43ª Brigada especial de infantaria móvel; 1 – Guarda Nacional da Ucrânia; 26 – 28ª Brigada especial móvel de Odessa; 11 – 30ª Brigada especial móvel).
 
As forças ucranianas perderam três viaturas ligeiras: um “GAZ-66” e dois “UAZ-452”. As posições ucranianas foram alvejadas 142 vezes (!), os bandos russo-teeroristas usavam os morteiros de 82 e 120 mm; sistemas de mísseis “Grad” BM-21.
As forças ucranianas repondiam com o armamento permitido pelo acordo de Minsk-2 e algumas vezes não respondiam com o armamento não permitido pelo Minsk-2. O Estado-maior recebeu a permissão do presidente da Ucrânia de usar em resposta aquilo que não pode ser usado até que a situação seja estabilizada.  
Às 17h45 os combates e alvejamento das posições ucranianas pararam, embora aqui e ali decorrem os contactos de combate esporádicos.
A reação governamental

“Rússia impossibilitou ontem (2.6.2015) o encontro do grupo tripartido de contato e hoje [nas vésperas da cimeira de G-7], deu a ordem aos seus terroristas de começar a operação militar [em forma de ataque contra Marʼinka perto de Donetsk]”, disse o primeitro-ministro da Ucrânia, Arseniy Yatsenyuk, citado pela Newsru.ua
Por sua vez, na Rússia decorre a reunião de emergência do Conselho da Federação (câmara alta do parlamento russo), na mesa, aparentemente, outra vez está a possível decisão de usar «forças armadas no exterior, contra as ameaças graves».
O cessar-fogo de Minsk-2 se não está completamente morto, está bastante moribundo...

Bónus
É sempre muito interessante seguir o modus operandi dos terroristas. Por exemplo, neste vídeo o terrorista “Givi” (Nikolay Tolstyh) e um outro terrorista russo anónimo andam pela estação de caminhos-de-ferro à caça dos “voluntários”, recebendo as respostas negativas dos homens e mulheres que deixam os terroristas furiosos. Em algum momento o terrorista russo diz algo como: “seria ótimo se algum obús os atingir aqui todos”:
https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=WJEil5MpR84

E já no dia 3 de junho, a cidade de Donetsk é novamente atingida, o local mais fustigado pelo fogo foi o mercado “Sokil”, há muitos feridos entre os civis. Coincidência? Pensamos que não... (FOTOS).
Bazar "Sokil" atingido em Donetsk

terça-feira, junho 02, 2015

O exército-fantasma do Kremlin na Ucrânia

Diversos militares do exército da federação russa foram mortos na Ucrânia desde o verão de 2014, quando começaram à serem usados em massa para travar a ofensiva liberadora das FAU. Geralmente, os seus pais e familiares ficam calados, à troca dos subsídios financeiros e coersão diversa. Mas uma das mães decidiu contar a verdade...

Andriyanov Sergey Viktorovich (27.03.1994 – 28.08.2014) era militar das forças armadas russas no ativo, pertencia à unidade militar № 41450 (137º regimento dos paraquedistas, com o quartel-general na cidade de Riazan). Em 28 de agosto de 2014 ele foi morto algures na Ucrânia.
A mãe conta no seu depoimento em vídeio que os representantes do exército russo lhe propuseram o equivalente aos cerca de 1600 dólares americanos (ao câmbio oficial de agosto de 2014) para que ela simplesmente esquecer a existência do seu próprio filho.
Segundo os documentos do exército russo, o seu filho morreu “vítima de rebentamento de uma mina [...] no local da colocação temporária da unidade militar [...] desempenhando a tarefa especial”, ao mesmo tempo, os documentos frisam que os papeis servem para o “tránsito do corpo através da fronteira da federação russa”. O que claramente indica que Sergey Andriyanov morreu, no mínimo, fora do território russo.  
“Nós ligamos para a unidade militar do filho, oficial disse: “O que vocês querem? Eu posso vós dar 100.000 rublos, chega para comprar vodka e o lembrar solenamente”. Até parece que só estamos beber e não precisamos de mais nada”, disse a mãe do soldado russo morto. Ela também conta que durante o enterro do filho, os seus companheiros se recusaram falar sobre as circunstâncias da morte do Sergey, evocando o segredo do Estado, escrevem Podrobnosti.ua.

Ver o filme documental “The Kremlin's Secret War: Russia's Ghost Army in Ukraine” (29´15´´):

Os defensores da Ucrânia

O cossaco ucraniano, séculos XVI - XVIII
A TV ucraniana, Hromadske.tv, divulgou uma série de retratos artísticos dos defensores da Ucrânia que representam as diversas épocas da sua história. Os retratos são da autoria do artista de Kharkiv, Mykhailo Diachenko.
Voluntário da OAT: 2014-15
Militar das FAU, OAT: 2014-15
Combatente do UPA: 1942 - 1952
Maydan: janeiro-fevereiro de 2014
Rus de Kyiv (Rus Kievana)
Maydan: janeiro-fevereiro de 2014
Bónus

O Mito da humilhação russa

Anne Applebaum, a jornalista e historiadora, é uma grande conhecedora da Europa Central e do Leste, no seu texto de opinião no Washington Post, “The myth of Russian humiliation”, defende a seguinte ideia: “O nosso erro não era de humilhar a Rússia, mas subestimar o potencial revanchista, revisionista, destrutivo russo. Se a única verdadeira conquista ocidental do último quarto de século está agora sob a ameaça, isso é porque temos falhado em garantir que a NATO continua a fazer na Europa, aquilo que sempre foi concebida à fazer: impedir. A dissuasão não é uma política agressiva; é uma política defensiva. Mas, à fim de funcionar, a dissuasão deve ser real”.
Ler em inglês “The myth of Russian humiliation”:
http://www.washingtonpost.com/opinions/anne-applebaum-nato-pays-a-heavy-price-for-giving-russia-too-much-credita-true-achievement-under-threat/2014/10/17/5b3a6f2a-5617-11e4-809b-8cc0a295c773_story.html