sexta-feira, maio 08, 2015

Ucrânia celebra o fim da II G.M.

O famoso roofer ucraniano Mustang Wanted (Slava Ukrayini) efetuou a colocação da composição floral por cima do monumento daMãe-Pátria” de Kyiv, em forma de uma coroa à simbolizar a flor de papoila vermelha e uma fita de cores nacionais da Ucrânia, azul e amarela, informa Hromadske TV.
A composição foi criada para representar a memória coletiva ucraniana, dedicada à vitória na II G.M., o Dia da Vitória e de Reconciliação, a data celebrada oficialmente desde 8 de maio de 2015.
O monumento se situa em Kyiv, na margem direita do rio Dnipro e faz parte do Museu nacional da Grande Guerra Patriótica de 1941-1945. Fabricado inteiramente na Ucrânia, o monumento foi inaugurado pelo Leonid Brejnev em 1981 e foi projetado para durar mais de 150 anos e sobreviver à um terramoto até grau 9 de Richter. 
Num dos seus braços, a figura alegórica segura o escudo com a simbologia soviética, mas a nova lei ucraniana de descomunização protege o monumento contra a possível desmontagem, pois este é dedicado à vitória contra o nazismo, escreve a página Charter97. Embora, sempre existe a hipótese da simbologia do escudo ser substituída pela imagem do tridente, o elemento principal do brasão nacional ucraniano.
Pela primeira vez na sua história como o país independente, Ucrânia claramente fez uma escolha consciente para celebrar o fim da II G.M. com o resto da Europa, se libertando da narrativa e da tradição soviética e pós-soviética. É de notar que historicamente, a URSS sempre apostava na celebração da “Grande Guerra Patriótica” e da sua alegada vitória contra o “fascismo alemão”, pretendendo ignorar a sua participação ativa na invasão e na divisão da Polónia, ao lado da Alemanha nazi. 
Mustang Wanted 

Além do roofing habitual e das suas façanhas moscovitas, Mustang Wanted, é voluntário na zona de OAT, nas fotos em baixo numa missão na aldeia de Shyrokino, na linha da frente da guerra contra o terrorismo russo.

O separatismo religioso 
No dia 8 de maio, numa seção solene do Parlamento ucraniano, o presidente do país, Petró Poroshenko, anunciou os nomes dos 21 Heróis da Ucrânia, dos quais 10 foram condecorados à título póstumo. Todos os presentes, incluindo os convidados estrangeiros se levantaram e com uma salva de palmas pagaram o último tributo aos heróis ucranianos.

Metropolita Onufriy, 1º à esquerda entre as criaturas sentadas
As únicas três criaturas que ostensivamente ignoraram a celebração solene, não se levantando e não se manifestando, de tudo, para honrar os ucranianos caídos, foram os três representantes da Igreja Ortodoxa Ucraniana – Patriarcado de Moscovo (UPC – MP). O grupo foi encabeçado pelo próprio líder supremo (!) daquele culto religioso, o metropolita Onufriy (Berezovsky), informa Politolog.net.
Basicamente, é possível afirmar que, pelo menos, de momento, a lealdade daquele culto não é para com o povo ucraniano, mas para com uma potência estrangeira hostil. Só assim é possível explicar o desrespeito grosseiro dos seus representantes, só assim se explicam os diversos casos reportados na imprensa ucraniana dos sacerdotes da UPC– MP que se recusaram e se recusam à celebrar as liturgias ou missas de corpo ardente pelos militares ucranianos que morreram na OAT, vítimas dos separatistas e dos terroristas russos... 

quinta-feira, maio 07, 2015

A história dos blindados de cartolina

Em 1941, com início da guerra germano-soviética e na ausência de blindados em quantidade suficiente, a cidade ucraniana de Odessa, foi defendida pelos tratores ou rebocadores de artilharia com aparência de blindados, chamados NI (foto em cima, literalmente Sob o Medo). A ideia de amedrontar o inimigo (tropas romenas), aparentemente serviu o seu propósito. 

Mais de sete décadas depois, a história se repete, desta vez em forma de farsa. Os blogueiros russos descobriram que o super-moderno blindado russo T-14 Armata tem elementos, aparentemente feitos de gesso-cartolina, além disso, tudo indica que o blindado possui problemas com a transmissão.
No dia 4 de maio em Moscovo decorreu um dos ensaios da parada militar, que irá decorrer na Praça Vermelha no dia 9 de maio. No decorrer do mesmo, os blogueiros russos tiraram diversas fotos do “Armata”, reparando que alguns detalhes da sua torre são feitas do material muito parecido com o gesso-cartolina. As fotos imediatamente pararam no Twitter e na blogosfera. 

Como escrevem as testemunhas, a blindagem do “Armata” apresentava diversas mossas, as chapas de “aço” vibravam ao vento. Além disso, na torre do blindado foram vistas buracos irregulares, fios suspensos, alguns detalhes pareciam fabricados de gesso-cartolina, colados e rapidamente pintados com uma cor à condizer. Os peritos dizem que o blindado não se parece com um equipamento funcional, mas como um modelo em tamanho real de um protótipo, uma espécie contemporrânea do blindado soviético “NI”.
Apesar disso, “Armata” é um modelo bem caro, cada unidade deverá custar entre 8 à 5 milhões de dólares. Em termos de comparação, o blindado americano “Abrams M1” custa 1,4 milhões de USD; “Leopard 2” alemão – 2 milhões, o novíssimo T-84 Oplot ucraniano – 2,3 milhões, o mesmo valor do Merkava israelita.
Anteriormente, foi anunciado que nos ensaios, “Armata” mostrou os problemas sérios com a sua transmissão, escreve By24.org.

“Armata” vai abaixo na Praça Vermelha 
Ministro da Defesa russo, Sergey Shoygu, de farda verde, verificando o sucedido

Já no dia 7 de maio, durante o ensaio-geral da parada militar, à decorrer na Praça Vermelha, em Moscovo, o “Armata” foi abaixo definitivamente, não conseguindo se mover todo o tempo em que decorria o ensaio.  O blindado parou de vez no exacto momento em que se passava pelo Mausoleu, depois disso, tanque foi socorrido por um rebocador, embora sem ser efetivamente rebocado para fora do local de ensaio.
O locutor oficial informou os presentes, já no fim do ensaio, que a paragem foi propositadamente planeada, aparentemente o blindado consegui abandonar a praça movendo-se por seus próprios meios, escreve a página RBC.ru. Embora o vídeo que se segue mostra que o rebocador simplesmente não conseguiu mover o blindado, a sua transmissão aparentemente ficou totalmente bloqueada, impossibilitando de mover o equipamento.

Estaline, Putin, Canibalismo
"Compro órgãos dos ucranianos!"
"Não esquecemos, não perdoamos!"
As imagens da “patriótica” Mitsubishi Pajero numa rua moscovita (FONTE).

Hoje Crimeia, amanha – Roma!
"Hoje CRIMEIA - amanha ROMA"
"Debaltsevo 19 de fevereiro de 2015"
Na cidade russa de Kaluga, a histeria patriótica ultrapassou quaisquer limites do bom senso e do aceitável: numa das avenidas foi colocado o banner com a frase: “Hoje Crimeia – amanha Roma”, ao lado aparece um outro banner que coloca a batalha de Debaltseve de fevereiro de 2015 como um exemplo de “força das armas russas”.

Os segredos da Revolta de Praga

Há exatamente 70 anos, no dia 5 de maio de 1945, começou a Revolta de Praga (Pražské povstání), que terminou com a dominação nazi sobre o protetorado da Boêmia e Morávia. O seu primeiro capítulo foi a batalha pelo Rádio da Checoslováquia.

A Revolta de Praga foi organizada pela liderança clandestina da cidade, grupo Bartosze apoiada pelaDivisão do Exército Russo de Libertação (ROA/KONR), também conhecida como a 600ª Divisão de Infantaria (russa), comandada pelo major-general (coronel do Exército vermelho) Sergei Bunyachenko. Os combates, que começaram em 5 de maio, prosseguiam até 18h00 do 8 de maio, embora alguns grupos alemães das SS resistiram até 9 de maio.
Checos e membros da 1ª Divisão russa nas ruas de Praga
A Revolta ceifou a vida das 1694 pessoas, entre eles cerca de 1000 alemães, cerca de 300 militares anti-comunistas russos (187 foram sepultados no cemitério Olšanské de Praga). O exército soviético que chegou às arredores da cidade na noite de 9 de maio perdeu 30 efetivos.
Tumba no cemitério de Olsanské dos dois oficiais superiores do ROA
O comandante russo Sergei Bunyachenko (ucraniano de origem que participu na luta contra a 1ª república ucraniana em 1917-1919) se rendeu aos americanos no dia 12 de maio, mas já no dia 15 de maio foi entregue às autoridades soviéticas e em 1 de agosto de 1946 foi enforcado em Moscovo, acusado de traição e colaboração com Alemanha nazi.
 
A participação dos efetivos britânicos na batalha pelo Rádio da Checoslováquia; a participação dos anti-comunistas russos na libertação de Praga e o facto de uma parte da Checoslováquia ser libertada pelo exército americano, foram prescritos pela historiografia comunista e absolutamente proibidos de se mencionar na Checoslováquia por mais de quatro décadas.

Ver vídeo Bitva o Rozhlas (Batalha pelo Rádio) 11´51´´:
A Revolta de Praga:

segunda-feira, maio 04, 2015

Monstros juntos: uma aliança diabólica

http://www.amazon.com/The-Devils-Alliance-Hitlers-1939-1941/dp/0465030750
Sugerimos à vossa atenção e leitura, o artigo Monsters Together do historiador americano John Lukacs, publicado na New York Review of Books, dedicado ao livro The DevilsAlliance: Hitlers Pact with Stalin, 1939–1941”, da autoria do historiador britânico Roger Moorhouse (comprar, ler trechos, ISBN: 9780465030750).
 
No texto Lukacs resume o que se passou nos 22 meses em que Hitler e Estaline foram aliados: desde o pacto Molotov-Ribbentrop até ao início da "Operação Barbarossa":
Assinatura do pacto entre Alemanha Nazi e URSS: Molotov, von Ribbentrop e Estaline
Estaline fez muitos gestos amigáveis à Alemanha, incluindo acelerar as entregas de produtos soviéticos. Ele não reagiu, no mínimo, à um aviso de Churchill sobre um potencial ataque alemão contra a União Soviética. Nos dez dias antes da invasão nazi, (existindo) todos os tipos de informações sobre a ameaça alemã, não obstante, Estaline fez o seu melhor, ou seja o seu pior, afirmando a sua fé em Hitler e na Alemanha. Não conheço uma única ocorrência de tal comportamento abjeto (era o que era) por um estadista de uma grande potência. O ataque alemão chocou Estaline (colocando o) em silêncio no início. As palavras de Molotov, após a declaração de guerra alemã também diziam: “Será que nós merecemos isso”), as primeiras ordens de Estaline ao Exército soviético eram para não resistir de tudo. Levou horas, após a invasão, até ao meio-dia, antes que ele ordenou ao exército à resistir.

Corrida de Vitória se perde na lama

Na região russa de Carélia, nas localidades anexadas à Finlândia em resultado da Guerra de Inverno (Talvisota) de 1939-40, os participantes de um ralli, dedicado ao 70º aniversário da Vitória russa na II G.M. se perderam na lama das estradas regionais, informa a edição local «Stolica»: «as estradas da frente (da batalha) obrigaram 4/5 dos participantes à voltar para trás», – escrevem os organizadores. No total, no ralli participaram 35 viaturas, escreve Hromadske TV.

A II G.M. e lend-lease mongol

Um dos pontos importantes da ajuda aliada à União Soviética na II G.M. foi o Lend-Lease, o programa dos EUA que forneceu ajuda financeira e material à União Soviética e outras nações aliadas, entre 1941 e 1945.
Até os botões dos fardamentos soviéticos eram produzidos nos EUA, @TimurKhorev

Mas antes da chegada dos camiões Studebaker US6 ou caças P-39 Airacobra, o exército soviético precisava de se locomover e não tinha os meios. Em 1941 a URSS possuía um défice de cavalos de cerca 8 milhões de unidades (!) Uns morreram, não sobrevivendo a coletivização forçada dos seus donos, outros, caíram, tal como soldados do Exército Vermelho, no cativeiro nazi. Naquele momento a URSS recebeu uma importante ajuda da República Popular da Mongólia.
A RPM começou exportar os seus cavalos à URSS em 1941, mas desde o março de 1942 as exportações se tornaram massificadas. Até 1945 Mongólia enviou à União Soviética mais de 500.000 cavalos de raça cavalo de Mongólia. Era uma espécie de Lend-Lease à mongol. Semi-selvagens, robustos e resistentes, os cavalos mongois estavam muito melhor adaptados às condições extremas da frente de batalha do que os cavalos europeus. Em 1943, um em cada cinco cavalos na frente foi «mongol».

Os participantes soviéticos da guerra sublinhavam as qualidades excepcionais dos cavalos mongóis: “No ínício pensavamos que esses pequenos cavalos não conseguirão levar os soldados com equipamento completo. Passando os caminhos militares duros, montados nos cavalos mongóis, temos a certeza de que eles são fortes, não conhecem a fadiga e são muito simples no que toca a alimentação. Nos curtos intervalos entre as batalhas eles se pastavam, comiam a relva, a casca das árvores e estavam sempre prontos à entrar em combate”.
Duas vezes Herói da União Soviética, o general da cavalaria Issa Pliyev, escreveu no seu livro das memórias: «Cavalo mongol simples, ao lado do tanque soviético, chegou até o Berlim» (FONTE).

domingo, maio 03, 2015

Ucrânia na II G.M.

"Lembramo-nos. Venceremos" em língua dos tártaros da Crimeia
Para Ucrânia, a II G.M. foi uma tragédia nacional, durante a qual, os ucranianos, privados da soberania e da Independência, foram obrigados à lutar pelos interesses alheios, inclusivamente matando outros ucranianos. Cerca de 6 milhões de ucranianos fizeram parte do Exército vermelho, 100.000 do Exército Insurgente Ucraniano (UPA) e 250.000 fizeram parte dos diversos outros exércitos aliados.

Em resultado da guerra e nos cativeiros nazis, morreram cerca dos 3-4 milhões de ucranianos (militares soviéticos, membros da resistência e civis); 4-5 milhões de civis morreram por causa do terror e fome nos territórios ocupados pelos nazis; até 5 milhões de pessoas foram levados contra a sua vontade para Rússia Soviética e para Alemanha Nazi, muitos dos quais nunca mais voltaram à Ucrânia. As perdas irrecuperáveis da população da Ucrânia (de diversas origens) é calculada em 8-10 milhões de pessoas.
As perdas materiais também foram avultados e perfizeram 285 biliões dos rublos da época. Mais de 700 cidades e vilas sofreram em resultado da guerra; foram destruídos ou danificados 5.600 pontes; 28.000 aldeias; 300.000 kolkhozes.

Mais informação:
http://www.memory.gov.ua/news/metodichni-materiali-do-vidznachennya-dnya-pam-yati-ta-primirennya-ta-70-i-richnitsi-dnya-perem

Materiais para descarregar (símbolos, vídeos, etc.):
http://www.memory.gov.ua/page/8-9-travnya-materiali-dlya-zavantazhennya

Mudanças no terreno 
O jornalista ucraniano Vakhtang Kipiani publica as duas fotos da cidade Mykolaiv, rua Lyagin, pequeno stand alguns meses atrás (as imagens de medalhas e a propaganda soviéticas, cores vermelhas e fitinhas de São Jorge, que hoje identificam os terroristas) e o mesmo stand hoje (as fotos reais da II G.M. e flor da papoila, o símbolo da memória da II G.M.), como se diz, “sintam a diferença”!
Recordar Odessa

Dado que os idiotas úteis novamente tentam usar as mortes em Odessa para provar improvável, vale à pena recordar como os patriotas ucranianos salvavam os idiotas pró-russos (2º vídeo) que se barricaram no Edifício dos Sindicatos, para depois não conseguirem abrir as portas e sairem do edifício, quando os mesmos provocaram o incéndio, atirando as bombas incendiárias do telhado do edifício, onde estavam barricados (1º vídeo em baixo).

sábado, maio 02, 2015

Os terroristas brasileiros na guerra da Ucrânia

O jornalista brasileiro Yan Boechat visitou os mercenários e terroristas brasileiros que lutam ao lado dos separatistas no leste da Ucrânia. Não muito diferentes dos outros mercenários estrangeiros ou separatistas locais, os brasileiros apresentam um padrão social semelhante: desejustados socialmente, de baixa escolaridade, veêm no conflito ucraniano uma possibilidade de serem alguém na vida. 
Rafael Miranda Santos (28 anos)
Rafael Miranda Santos (21.04.1988) é natural de Mauá, na região do São Paulo, fez cursos de segurança privado, o mais novo, queria ser um pugilista profissional. Disputou apenas uma luta e perdeu. Após perder o seu emprego como segurança em São Paulo, na segunda metade de 2014 trabalhou como motoboy. Explica a sua motivação de se tornar mercenário na Ucrânia de seguinte maneira: “Sabe quando chega aquele momento em que nada dá mais certo, que você só quer sumir, desaparecer? Pois é, eu cheguei nesse momento”. Em termos políticos, o mercenário acredita em: “um complô formado por banqueiros, grandes empresas e magnatas judeus para impor ao mundo uma ordem”.
Rafael Miranda Santos
Rafael Lusvargui no hospital de Donetsk
Rafael Lusvargui é o mais conhecido dos mercenários, por isso despensa as maiores apresentações. Estudou medicina na Rússia para aprender a língua russa e tentar entrar no exército russo (Sic!), adora andar de saia, fez uma cicatriz falsa “igual ao do rei Leónidas” do filme “300”. Recentemente, foi ferido com alguma gravidade em combates no aeroporto de Donetsk, uma parte do qual continua sob controlo das forças ucranianas.
Rodolfo Cunha Cordeiro de 27 anos
Rodolfo Cunha Cordeiro (29.09.1987) é fruto de uma família disfuncional e natural do Presidente Prudente (estado do São Paulo), onde trabalhou como o segurança privado, até ficar desempregado após ser baleado numa perna. Este ex-cabo do exército brasileiro é conhecido entre os comparsas como “Rodolfo Magaiver”. Em 18 de janeiro foi ferido por estilhaços de morteiro nos combates pelo controlo de localidade de Shyrokino, quando os separatistas tentavam avançar contra a cidade de Mariupol. O mercenário afirma que veio do Brasil até Ucrânia “para lutar contra o imperialismo americano”, mas não nega que, desde militar, sonhava participar em combates reais. Rodolfo Cunha Cordeiro gosta da guerra.
Ronan Passos aka Ahmed Al Hassan
Ronan Passos, usa alcunha de “Ahmed Al Hassan” (14.09.1988) se define como comunista, é um ex-estudante de história e soldado da Polícia Militar do Pará (PMPA), estando de licença não remunerada. O mercenário detesta o seu emprego na polícia, mas gosta do salário: “É difícil ser policial militar, a PM é uma instituição reacionária, mas é um emprego”. Ele foi para a Ucrânia (foi visto na região de Luhansk) em busca de experiência militar, pois acredita que: “em algum momento os grupos armados de extrema-esquerda possam ressurgir no Brasil e na América Latina”. Aprendiz do terrorista pretende: “estar preparado para fazer parte deles”. Por isso, na guerra ucraniana Ronan Passos está decepcionado com ausência do “combate direto”, isso é, corpo-à-corpo.
"Félix" de 20 anos
“Félix” (20), o estudante universitário, nunca tinha usado uma arma, antes de chegar à Ucrânia, trazido pelo seu pai. Deu o seu primeiro tiro da AK-74 durante os cinco dias de treino básico que todos os terroristas recebem quando chegam à Ucrânia. No fim de março de 2015, “Félix” estava em um apartamento ocupado (entende-se ilegalmente) pelos terroristas em Pervomaisk, recuperando-se de hipotermia, não suportando as temperaturas negativas que enfrentou durante os cinco dias passados nas trincheiras: “A guerra de verdade é muito diferente do que a gente pensa, não tem nada a ver com o vídeo-game”. No Brasil, “Félix” gostava de jogar “Call of Duty” e “Medal of Honor”: “mas eu não tenho ideologia, não gosto de nenhuma ideologia política”.

“Alberto” (50), o pai de “Félix” se apresenta como um ideólogo. “Alberto” passou a vida militando em organizações e partidos de esquerda no sul do Brasil. Ele garante que não foi para Ucrânia para se transformar em um combatente, embora tenha feito o treino básico militar e diz “passado vários dias nas trincheiras, participando de missões de reconhecimento das linhas inimigas”. No entanto, recusa a fotografia e embora veste a uniforme militar e estando ao lado de uma AK-74 diz ao jornalista: “se você disser que eu peguei em armas, eu nego”.
A conexão Brasil-Moscovo-territórios ucranianos ocupados
Raphael Machado ao lado do neo-fascista Alexandre Dugin mostrando um sieg-heil pós-moderno 
No Brasil, os futuros mercenários mantém o contacto e trocam as informações via uma página do Facebook, criada e mantida pelo advogado carioca Raphael Machado. Depois, os brasileiros viajam até Moscovo, onde são recebidos por alguém ligado aos separatistas, ficando alojados em apartamentos particulares na capital russa. Em poucos dias, embarcam num autocarro com outros terroristas estrangeiros e russos, diretamente para a cidade de Luhansk, da onde são encaminhados para Pervomaisk. Nessa cidade, situada à menos de cinco quilómetros das trincheiras das forças ucranianas, os terroristas recebem o treino básico militar de 5 dias, pois na sua maioria, nunca tiveram quaisquer experiência militar.
Fonte e fotos

Blogueiro
http://www.abin.gov.br/modules/faleconosco/?op=O         http://www.dpf.gov.br/servicos/fale-conosco/denuncias
Como já escrevemos antes, mais cedo ou mais tarde, os terroristas brasileiros irão se cansar das suas atividades na Ucrânia e retornarão ao Brasil. Mas já com o treino militar feito e gosto pelo sangue derramado. Antes que eles cometam crimes no Brasil, se deve ajudar ao ABIN e à Polícia Federal identificar os terroristas, ora anónimos: principalmente o “Félix” e “Alberto”. Identifica-los hoje, permitirá prevenir os seus crimes já amanha.

1º de maio na capital da Ucrânia
No comício comunista que decorreu em Kyiv, o líder do PC da Ucrânia, Petró Simonenko foi regado com o kefir. Por tabela, também foi molhado o jornalista russo do canal «Rossija» que entrevistava o chefão comunista.
O comício comunista, que reuniu apenas alguns centenas dos fies, foi fortemente protegido pela polícia ucraniana; os organizadores também usaram os jovens marginais titushki, que zelavam pela segurança comunista e falavam com os jornalistas à contra gosto, informa a televisão ucraniana Hromadske TV. Mais sobre as ações comunistas pode-se ler e ver na reportagem da Euronews.

sexta-feira, maio 01, 2015

Ucrânia 1945-2015: “Lembramos. Orgulhamo-nos. Venceremos!”

Para celebrar a vitória na II G.M., o grupo ucraniano “Resistência Informativa” (IO) preparou e apresentou dois vídeos promocionais que já receberam as avaliações muito positivas na Internet ucraniana.

Os vídeos foram produzidos pelos estúdios Tabasco e Limelite Studio, usando exclusivamente os fundos próprios, sem nenhuma ajuda estatal (aos preços comerciais a produção cistaria cerca de 100.000 dólares, sem contando com os cachés dos atores).
A Guarda Nacional da Ucrânia (NGU) ofereceu às filmagens uma das suas bases; o Museu Nacional Militar-Histórico (NVIMU) foi responsável pela consultoria; os atores ucranianos condecorados, Volodymyr Talashko e Nina Antonova, encararam as personagens principais.

Ver os vídeos no YouTube (1º vídeo: Ucrânia. O Dia da Vitória. O Avô).
O vídeo retrata um jovem-militar ucraniano, em combate contra os terroristas russos, que felicita o seu avô pelo Dia da Vitória na II G.M. O avô pergunta onde o jovem guarda a ordem que este lhe deu. E jovem responde: - Do lado esquerdo, debaixo do coração. O avô agradece e pergunta, em jeito de uma preocupação disfarçada de piada, se o neto uso a boné. - Uso, responde este, colocando o capacete balístico. - Glória à Ucrânia!, conclui o avô.
O 2º vídeo: Ucrânia. O dia de Vitória. A avó.
Uma jovem-médica, de um hospital que trata dos militares ucranianos feridos na guerra russo-ucraniana liga para a sua avo e a felicita pelo Dia de Vitória. Avó ralha: não me ligaste durante três meses! A jovem diz: avó, me orgulho de você. Avó responde: e eu de você. E conclui: Glória aos Heróis!
http://youtu.be/c3EgHMTDtng

Vídeos, materiais promocionais e os comunicados de imprensa relacionados em ucraniano, inglês e russo: http://www.ex.ua/566131841393

Os vídeos em formato e qualidade televisiva: http://www.ex.ua/868769689476

As crónicas do Exército Insurgente Ucraniano: 1942-1954
Os militares do Exército Insurgente Ucraniano (UPA), final da década 1940-início da década 1950
O realizador ucraniano Taras Khymych apesenta o seu filme documental (em duas partes), dedicado à história do UPA. Narrativa é do ator americano Edward Burns.
© 2015 ONG “Ukrainian Galician Assembly”

Ver a versão integral da 1ª parte no Vimeo (57´):
https://vimeo.com/124858745
Ver a versão integral da 2ª parte no YouTube (57´):