terça-feira, março 24, 2015

Batalha pela Sebastopol: o novo cinema ucraniano

No dia 2 de abril, nos cinemas da Ucrânia será exibido o filme Nezlamna (Inquebrável), drama histórico e biográfico da franco-atiradora ucraniano-soviética, Lyudmila Pavlichenko, creditada com a morte de 309 militares alemães e é até hoje considerada a mulher-sniper mais bem sucedida da história militar.

Com o título internacional de Batalha pela Sebastopol, a película é o primeiro filme ucraniano que contará com a distribuição do gigante americano “20th Century Fox”.

O projeto foi iniciado em 2012, no fim de 2013 a Agência estatal do Cinema da Ucrânia atribuiu lhe o financiamento pedido, o que permitiu o arranque das filmagens, que decorreram em 2013–2014 inteiramente na Ucrânia, em Kyiv, Sebastopol, Odessa e Kamyanets-Podilskiy. A maioria dos atores e pessoal da equipa técnica são ucranianos. O filme foi co-produzido pela Rússia, por isso conta com alguns atores russos. Em termos de financiamento, é o projeto mais caro da história do cinema ucraniano, a película custou 5 milhões de dólares, 70% é financiamento ucraniano e 30% russo, escreve Telekritika.ua
Lyudmila Pavlichenko real
“Nezlamna” se baseia na biografia real da Lyudmila Pavlichenko (1916-1974), estudante ucraniana da Universidade Nacional Taras Shevchenko em Kyiv que se alistou como a voluntária ao RKKA, onde se tornou a franco-atiradora. Desde junho de 1942, após o ferimento por morteiro, Pavlichenko foi retirada definitivamente do campo da batalha por causa da sua notoriedade. Após a recuperação ela foi enviada ao Canadá e aos Estados Unidos, onde foi recebida pelo presidente dos Estados Unidos, Franklin Roosevelt e pela a primeira-dama, Eleanor Roosevelt.
Lyudmila Pavlichenko no filme
Durante o seu torneio pelos EUA, Pavlichenko, pronunciou em Chicago a famosa frase que continua ser extremamente atual para Ucrânia e para os ucranianos nos dias de hoje:

Cavalheiros! Eu tenho vinte e cinco anos. Na frente, eu já consegui aniquilar 309 invasores fascistas. Não acham, vocês, senhores, que estão há muito tempo se escondendo atrás das minhas costas?..

O filme conta com a música do grupo ucraniano Okean Elzy; os efeitos especiais de batalhas militares foram criados pelo estúdio ucraniano Postmodern, que concorreu recentemente em Los-Angeles pelo prémio VES Awards, Óscar dos efeitos especiais.

Em 1946 o cantor americano Woody Guthrie gravou a canção “Miss Pavlichenko”, onde ele se dirige à jovem ucraniana: “Mais de 300 nazis morreram pela sua espingarda” (For more than three hundred nazis fell by your gun).
O historiador ucraniano Volodymyr Viatrovych que viu o filme na sua pré-estreia classificou a película de seguinte maneira:

O filme não é nenhuma obra de arte cinematográfica, lembra uma mistura do cinema soviético-holywoodesco sobre a guerra. No entanto, não possui nenhuma (linha de) propaganda anti-ucraniana e até num dos episódios são recordados as repressões estalinistas contra os ucranianos. O filme irá desiludir os espectadores russos. Pretendendo ver a batalha pela Sebastopol [...] esperando ver o filme sobre a “glória das armas russas”, irão ouvir sobre a retirada inglória que levou às grandes perdas.  

Mais forte do que as armas

O filme documental ucraniano “Mais forte do que as armas”, dedicado aos acontecimentos recentes na Ucrânia, desde a Revolução de Dignidade (movimento Maydan) até a guerra no leste, foi demonstrado hoje em Lisboa e será demonstrado amanha, dia 25 de março em Faro, no auditório do Instituto Português do Desporto e Juventude de Algarve, rua da PSP, (junto à Biblioteca Municipal), Tel. 289 891 820; e-mail: faro@ipdj.pt 

As notícias do “mundo russo”

O concurso de arte corporal na Universidade Técnica Estatal de Ijevsk "M. Kalashnikov", dedicado ao 70º aniversário da vitória na “Grande Guerra Patriótica”...

segunda-feira, março 23, 2015

Nazis russos e europeus se reúnem na Rússia


Neste fim-de-semana, na cidade russa de São-Petersburgo, decorreu o congresso internacional dos partidos neo-nazis, fascistas e da extrema direita, denominado “Fórum conservador internacional russo”.

Da parte russa, o fórum, de-facto, organizou a filial regional do partido pró-governamental “Rodina” (Pátria), embora de-jure, o organizador é o “Centro nacional-cultural russo — Casa Popular”. Na página do partido “Rodina” na Internet está escrito que no fórum irão participar os líderes e ativistas dos partidos “nacional-patrióticos”, casos de Ataka (Bulgária), “Aurora Dourada” (Grécia), “Forza Nuova” (Itália), Partido Nacional Britânico (Grã-Bretanha), Democracia Nacional (Espanha), Partido dos Suecos (Svenskarnas Parti) da Suécia, Partido Nacional-Democrático Alemão (Nationaldemokratische Partei Deutschlands – NPD) da Alemanha e outros partidos que na União Europeia são classificados de neo-fascistas e neo-nazis.

Mas para que o país que segundo a sua liderança luta diariamente contra “fascismo” na Ucrânia, recebe os neo-nazis e fascistas da Europa?

A página do “Rodina” explica que o objetivo do congresso é “conjunção de esforços para desenvolver um conceito geral da interação das forças nacional-conservadoras da Europa e da Rússia em condições de sanções da UE contra a Rússia e (nas condições) da pressão política sobre os países da Europa e da Rússia por parte dos Estados Unidos”. Além disso, todos os presentes do fórum apoiam a agressão russa contra a Ucrânia, bem como expressam o seu apoio às organizações terroristas “rpd/dnr” e “rpl/lnr”. Embora já nos países de origem, os radicais, se opõem, em absoluto, aos separatismos domésticos.

O partido grego “Aurora Dourada” (Χρυσή Αυγή) será representado por dois militares gregos na reserva: o tenente-general Elefterios Sinadinos (1955) e ex-chefe do Estado-maior da UE, Georgios Epitideios (1953). Segundo o estatuto do partido “apenas arianos de sangue e gregos de origem podem solicitar a adesão no partido”. O símbolo do partido é uma suástica estilizada, os seus membros abertamente adoram Hitler e usam a saudação nazi como o cumprimento normal entre si.

A ideologia do partido italiano “Forza Nuova” se baseia no legado do fascismo italiano (Julius Evola na filosofia e Benito Mussolini na política). O núcleo-fundador do partido era formado pelos skin-heads italianos. O líder do partido, Roberto Fiore, que se posiciona como fascista, na década de 1970 foi acusado de terrorismo neo-fascista, era fugitivo da justiça italiana no fim de 1990. Por diversas vezes ele revelava publicamente as suas simpatias para com Vladimir Putin. Desde a invasão da Crimeia no início de 2014 o partido apoiou absolutamente a anexação da península, mais tarde expressou o seu apoio às organizações terroristas de “rpd/dnr” e “rpl/lnr”.

O partido da extrema-direita alemã, NPD, é tido na Alemanha como a sucessora ideológica da NSDAP. Por diversas vezes tentou-se a proibição do partido, o escândalo maior se deu em novembro de 2011, após descobrir que um influente membro do partido, Ralf Wohlleben (36), foi preso pelas suas ligações à organização neo-nazi “Clandestinidade Nacional-socialista” (Nationalsozialistischer Untergrund – NSU), responsável pelo cometimento, desde 1998, de 10 assassinatos, 14 assaltos e acusada de cometimento dos actos terroristas. O próprio Wohlleben é acusado pela participação em 6 assassinatos e uma tentativa de assassinato. Udo Voigt (1952), ex-líder do NPD é conhecido anti-semita e xenófobo. O atual deputado do Parlamento europeu chegou a dizer que: «venera os soldados corajosos da Wehrmacht: do exército, da Luftwaffe e da Marinha e da Waffen-SS, que até o último dia cumpriam o seu dever» (a sentença lhe valeu dez meses de prisão, embora de pena suspensa).

O partido sueco Svenskarnas Parti foi criado pelos membros da “Frente Nacional-socialista” (Nationalsocialistisk front – NSF) em 2008. O fundador do partido e o seu líder entre 2008-2013, Daniel Höglund, foi um dos líderes da Frente Nacional-socialista.

O partido búlgaro “Ataka” advoga a proibição dos partidos étnicos e organizações separatistas. “Ataka” é famosa pela sua intolerância e xenofobia, em particular, ódio contra ciganos e muçulmanos búlgaros. Isso tudo na Bulgária. O mesmo partido apoia incondicionalmente os movimentos separatistas na Ucrânia.

Entre outras personagens pitorescas presentes em São-Petersburgo, podemos citar Nick Griffin, o ex-líder (expulso em 2014) do Partido Nacional Britânico (BNP), cuja ideologia inclui racismo, anti-semitismo, negação do Holocausto, homofobia e proibição da imigração.

Os anfitriões russos não são menos radicais, um dos líderes do “Movimento Imperial russo”, Stanislav Vorobiev é conhecido por afirmar que “a civilização russa, ao contrário da bárbara europeia da Europa Ocidental, é a sucessora direta de Roma Antiga”.

O fórum neo-fascista não esconde os seus objetivos, é a procura os “aliados na Europa” que irão “defender os valores tradicionais, promover os interesses da Rússia e exigir o levantamento das sanções”. Tudo indica que os neo-fascistas e neo-nazis (além dos neo-comunistas ausentes em São-Petersburgo), são quase únicas forças europeias que podem servir na Europa de apoio às políticas do Kremlin.

A reunião magna dos neo-nazis, organizada ao nível mais alto e apoiada oficialmente pelos deputados da Duma Estatal criou a onda de indignação no seio dos verdadeiros anti-fascistas russos. Nas vésperas do início do trabalho do fórum, eles bloquearam a avenida Nevsky, exibindo o cartaz “Nazis, vão embora”. No dia da abertura do fórum, como informa agência  Fontanka.ru, 30-40 jovens ativistas vieram protestar junto ao local do certame, hotel Holiday Inn, mas quase de imediato a polícia russa dispersou os manifestantes. Já os delegados neo-nazis não foram incomodados.
"Não precisamos de nazis estrangeiros, em S. Petersburgo não há onde meter os seus!"
Por sua vez, os partidos e organizações russas que se declaram “anti-fascistas”, procurando permanentemente pelo “fascismo ucraniano”, não se manifestaram contra a presença dos neo-nazis europeus numa cidade tão martirizada pelo nazismo alemão como São-Petersburgo. Nem o PC russo (KPRF), nem “Anti-Maydan”, nem outras organizações e grupos do género foram vistos à protestar.

Tudo indica que um grande fórum de neo-fascistas em São Petersburgo faz parte da estratégia do Kremlin em trabalhar com os euro-cépticos na UE. Posições, geralmente, partilhadas por vários tipos de ultra-conservadores da direita, que direcionam a sua propaganda contra o multi-culturalismo, tolerância, democracia e globalização. Os partidos ultra-nacionalistas europeus, geralmente são à favor da eliminação da União Europeia e pela saída dos seus estados da NATO. Apostando nos movimentos da extrema-direita, o Kremlin tem a intenção de enfraquecer e dividir a Europa. Em alguns países europeus, a extrema-direita (e extrema-esquerda) são suspeitas de receber os subsídios substanciais estatais russos.
     
É claro que tudo isso não se encaixa na ideologia oficial russa que se baseia em “anti-fascismo” demonstrativo e no culto da vitória sobre a Alemanha nazi. No entanto, são detalhes que não incomodam a sociedade russa que apoia fortemente o curso abertamente fascista do presidente Putin e a agressão militar contra os estados vizinhos. Para fazer um acordo com a sua própria consciência, em algum momento o chauvinismo nacional foi chamado de “anti-fascismo” e a ocupação de território estrangeiro de “proteção da população de língua russa”. Dois pesos e duas medidas são a base diária da vida da sociedade russa contemporânea, e, desta forma o fórum nazi em São-Petersburgo parece bastante apropriado. Em que outro lugar poderiam se reunir os seguidores de Hitler, se não em casa do atual presidente da Rússia?

Fonte:

Blogueiro 

Ucrânia não foi presente no fórum por nenhuma organização, um dos representantes da “rpd/dnr” é já conhecido militante neo-nazi russo ao serviço dos separatistas, Alexei “Fritz” Milchakov.  

domingo, março 22, 2015

A guerra ucraniana vista através da arte

A pintora ucraniano-lituana, Beata Kurkul (Artemis Noldofinve), retrata nas suas telas as diversas cenas do quotidiano militar, assim como as situações na linha da frente no leste da Ucrânia e tem como modelos os militares ucranianos reais.
Os guarda-fronteira do agrupamento de Mostysko (Ucrânia Ocidental)
O guarda-fronteira Yevhen (Kharkiv) e a sua filha Dasha
Os militares reais da guarda-fronteira da Ucrânia 
Oleh Sorochenko, guarda-fronteira ucraniano, morreu em combate com
os terroristas russos no posto de controlo "Chervona Talovka"
Ver mais trabalhos da pintora:

Presidente da Lituânia é personalidade do ano na Ucrânia
Dalia Grubauskaite e Petró Poroshenko em Kyiv
A presidente da Lituânia, Dalia Grybauskaitė, foi escolhida como «Personalidade do Ano» na Ucrânia pelo seu apoio incansável à causa europeia do país.

As notícias do “mundo russo” 

A casinha do filósofo alemão Immanuel Kant na cidade de Chernyakhovsk (ex-Insterburg), ganhou um marco contemporâneo, a frase «Kant – lokh» (no calão criminal russo lokh significa simplório, a potencial vítima de um golpe criminoso).

Ucrânia presente em Lisboa e no Porto

Em Portugal, na cidade do Porto, nesta segunda-feira, dia 23 de março, será exibido o filme documental ucraniano “Sobrevivente” (Ficar Vivo), produzido pelo estúdio Babylon #13.

O filme é sobre o espírito do povo ucraniano que vive em estado de guerra, explicando a motivação que leva  as pessoas a defender o seu país. Retrata a terrível tragédia que dividiu famílias, destruindo centenas de vidas. A narrativa é centrada no caso do bombardeamento da cidade Mariupol (bairro “Shidniy”) que ocorreu no dia 24 de janeiro de 2015. A cidade foi alvejada com auxílio dos sistemas de mísseis “Grad”, à partir dos territórios controlados pelos terroristas pró-russos. O filme revela os horrores da guerra e a vontade de viver em liberdade, informa a Associação dos Ucranianos de Portugal.

O filme será apresentado pelo seu realizador: Yuriy Gruzinov.

Local e data: Porto, 23 de março de 2015, às 18h00, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Anfiteatro Nobre (Via Panorâmica s/n)

A semana Cultural da Ucrânia em Arroios de 22 à 28 março

De 22 à 28 de março, o Projeto Volta ao Mundo em Arroios promove a Semana Cultural da Ucrânia com diversas actividades em diversos locais da freguesia. Em destaque vai estar a homenagem ao grande poeta ucraniano Taras Shevchenko, através de música, dança, teatro, e claro, muita poesia. Haverá também exposições, gastronomia, cinema, danças típicas. A entrada é livre em todas as atividades. Venha conhecer mais sobre a Ucrânia e o seu enorme potencial cultural!
Consultar o Programa

sexta-feira, março 20, 2015

Charlie Hebdo: tout le monde aime Poutine

A famosa revista satírica francesa “Charlie Hebdo” dedicou as duas páginas centrais da sua edição de 19 de março ao presidente russo Vladimir Putin e ao seu “mundo russo”.

Os cartoons mostram ménage à trois entre Marine Le Pen, Putin e Gérard Depardieu; Putin musculado com a cúpula do Catedral do São Basílio na cabeça; um crucifixo com o emblema do FSB; o gigantesco polvo do Gazprom com os seus diversos tentáculos e por fim, os corpos dos oposicionistas, deitados nos charcos de sangue, cuja morte, acredita-se, têm ligações com as políticas do Kremlin.

A outra Rússia

Na cidade russa do Saratov, no comício patrioteiro dedicado ao primeiro aniversário da ocupação da Crimeia, apareceu um grupo de 12 jovens russos (com idades entre 14 e 23 anos), com as faixas azuis e amarelas da bandeira ucraniana, dizendo “Apoiamos Ucrânia e a paz”.

Logo após o fim do comício, a polícia deteve os sete deles, os que foram mais corajosos e ficaram até o fim, os levou à esquadra mais próxima, onde, após anotar os seus dados pessoais, libertou, sem apresentar quaisquer acusações formais. No entanto, no dia seguinte, a participante mais nova do protesto (na foto em baixo), de apenas 14 anos, foi interrogada na sua escola, sem presença nem dos pais, nem do advogado, pelos dois funcionários do FSB que exigiam que a jovem confesse que ação foi organizada “pela oposição, pela 5ª coluna” e que os jovens foram pagos para participar na ação, escreve Yodnews.ru.
   
Somos moradores normais de Saratov, não somos oposicionistas, não somos contra ou à favor do qualquer governo”, – explicou um dos participantes detidos. – “Viemos para cá, pois consideramos que decorre a propaganda. Todos falam mal da Ucrânia e ao mesmo tempo ninguém quer pensar que a guerra atinge as duas parte. Nós apoiamos Ucrânia e somos pela paz” (FONTE).

A outra Rússia II

Na cidade russa de Tambov, o conhecido ativista local, Andrey Poliakov, se manifestou em piquete singular (permitido por lei russa e sem a necessidade de pedir a autorização), protestando contra a ocupação russa da Crimeia.
"A anexação da Crimeia  maldade e crime"
— A minha posição sobre a anexação da Crimeia é conhecida [...] quero recordar que nem todos os moradores de Tambov apoiam a posição oficial sobre a Crimeia. [...] — Ao meu ver, o facto de arrancarmos uma parte do território do vizinho mais fraco, à quem algures considerávamos “irmão”, é impossível de classificar como uma façanha heróica.

O piquete decorreu sem incidentes, os adoradores do regime se limitaram aos gestos pejorativos e gritinhos atrás das janelas de suas viaturas (FONTE).

A outra Rússia III
"Anexação da Crimeia  vergonha da Rússia"
Um cidadão anónimo russo protesta na cidade de Níjni Novgorod, também no piquete singular, contra a ocupação russa da Crimeia. 

A outra Alemanha

Tudo isso lembra vivamente a estória do alemão August Landmesser, mundialmente conhecido por aparecer em uma fotografia, se recusando à fazer a saudação nazi no lançamento do navio “Horst Wessel”, decorrido na Alemanha nazi em 13 de junho de 1936.  

quinta-feira, março 19, 2015

“Sombras” ucranianas liquidam os terroristas (3)

O agrupamento paramilitar ucraniano “Tini” (Sombras), continua a sua nobre tarefa de eliminação dos terroristas internacionais e domésticos do território da Ucrânia. Infelizmente, no último dia 18, em combate com os ocupantes, o grupo perdeu um camarada seu, informa o coordenador do grupo, Alexandr Gladky.

No dia 18.03.15, os grupos da guerrilha “Tini”, no intervalo das 10h00 às 11h00, na cidade de Donetsk, efetuaram os ataques contra equipamentos e efetivos do inimigo.
Marcados no mapa com a cor verde – os equipamentos do inimigo destruídos num galpão – 4 camiões-cisterna e 18 camiões “Ural” com obuses. (Os camiões) “Kamaz” não foram contabilizados, mas eram bastantes. Efetivos quase não havia.
Cor azul – no parque de estacionamento da polícia de trânsito: um camião cisterna, um canhão anti-aéreo ZU-23-2 e um carro com militares das FA da federação russa.
Cor vermelha – as viaturas de transporte dos efetivos.
Na retirada, um dos grupos foi atacado pelos separatistas. Um dos heróis ucranianos atraiu os terroristas e morreu heroicamente em combate, salvando os seus companheiros. Glória eterna ao herói!

Haverá a continuação...
Glória à Ucrânia!

O blogueiro ucraniano, residente em Donetsk, Andriy Fenkhel, confirma a ação ucraniana:

Até pode ser que não havia lá 18 “Urais”. Mas confirmo, explodiu de maneira que o prédio abanou. Eu já saltei, preparando-se para correr até a cave. Afinal, eram os nossos...

E finaliza: “O povo ucraniano é invencível”:
https://www.youtube.com/watch?v=dLmpu-1pwiA

De qualquer maneira, o dia 18 foi bastante inquietante aos terroristas em Donetsk. O usuário Necro Mancer reporta as movimentações frenéticas dos terroristas nos arredores da praça de “Comissários de Baku”.

Os separatistas justificaram a presença dos seus homens armados com o decorrer dos “exercícios militares”; a blogosfera sugere que o bando “rpd/dnr” tentava liquidar os seus concorrentes “cossacos” do terrorista “Khmury”, tudo na disputa pela extorsão do tecido empresarial da cidade.

Desvenda-se o abate do voo MH17

O jornalista sénior Christopher Miller da edição on-line “Mashable” escreveu no seu Twitter:
Grande. Os fragmentos dos destroços do #MH17 analisados pelos peritos pertencem à um míssil “Buk”.
Ler a notícia original em holandês:

Agradecimento aos leitores

Agradecemos aos nossos leitores Pedro Lantchuk e Sagat Bordyev pela divulgação das matérias deste blogue, principalmente no tópico Rússia invade Ucrânia, agradecemos também o uso das ligações dinâmicas do nosso blogue ou a marca @Ucrânia em África.