sexta-feira, março 06, 2015

Recordar o general Roman Shukhevych (2)

Roman-Taras Shukhevych na década de 1930
65 anos atrás, no dia 5 de março de 1950, no combate com destacamento do NKVD, morreu o comandante-em-chefe do Exército Insurgente Ucraniano (UPA), o general Roman Shukhevych (ler Recordar general Roman Shukhevych e O mistério da morte do Roman Shukhevych). Para assinalar a data, o Arquivo eletrónico do movimento de libertação (avr.org.ua), colocou para a consulta pública a correspondência do general Shukhevych com outros líderes da resistência ucraniana.

Além disso, em conjunto com o Arquivo da secreta ucraniana SBU, o Centro divulgou a coleção de documentos ligados ao general, nomeadamente as suas cartas para os oficiais do UPA, para os líderes da OUN, o processo criminal polaco contra o seu pai, Yosyp, datado de 1923, as cartas familiares, entre outros.
  
Entre a correspondência com a liderança da UPA, se destacam as cartas trocadas entre general Shukhevych e o seu vice, Vasyl Kuk (1913 – 2007) e a carta ao temível e eficiente chefe do Serviço da segurança da OUN (SB OUN), Mykola Arsenych. As cartas mostram que para além das alcunhas conhecidas, Shukhevych também usava os nomes da guerra como “Mamay” ou “171”, — conta o historiador ucraniano, vice-diretor do Arquivo do SBU, Volodymyr Birchak.
Roman Shukhevych com o filho Yuri

A história da família do Roman Shukhevych foi muito sofrida, para não dizer trágica. O seu filho Yuri Shukhevych passou 31 anos nas cadeias e campos de concentração soviéticos pelo simples facto de ser filho do comandante supremo do UPA. Numa das cartas, à sua mãe, Natália Shukhevych, Yuri conta sobre o seu quotidiano, mostra-se feliz pela chegada das festas natalinas, ao mesmo tempo, já como adulto, assegura à mãe que está cuidar da irmã Maria e acompanha os seus estudos.
Carta do Yuri e Maria Shukhevych à sua mãe, Natália, 29.XII.1946

Todos os materiais colocados na página do Arquivo electrónico podem ser consultados e copiados livremente. O Arquivo, que neste momento reúne 20.501 documentos, é o projeto conjunto do Centro dos estudos do movimento de libertação, da Universidade Nacional de Lviv “Ivan Franko” e do Museu Nacional “Cadeia na Lonckoho”. O objetivo do Arquivo é fazer acessível a história e passado da Ucrânia.
    
Desde 2015 na Ucrânia foi restabelecido o acesso livre aos documentos dos serviços secretos soviéticos (CheKa-NKVD-KGB), disponíveis ao público em 2008-2010. O acesso livre à estes documentos é garantido aos cidadãos pela legislação ucraniana e pela Recomendação № R (2000) 13 do Comité dos Ministros do Conselho da Europa. A legislação europeia encara a garantia deste acesso como o sinal da democracia da sociedade e a chance de conhecer os elementos da sua própria história objetivamente.

Para que isso seja possível, na Ucrânia foi iniciado o processo da retirada dos arquivos históricos do domínio dos serviços secretos. Os iniciadores do processo estão convencidos que este passo permitirá não apenas conhecer o seu passado histórico, mas também será a garantia do não retorno das práticas totalitárias no decorrer do funcionamento das instituições da lei e ordem e dos serviços secretos da Ucrânia independente.

O serviço de imprensa do Centro dos estudos do movimento de libertação:
Tel./Fax: + 380 322474522
e-mail: history@cdvr.org.ua

Fonte:

As fotos post mortem do Roman Shukhevych (+12):
http://www.istpravda.com.ua/artefacts/2010/10/18/621

quinta-feira, março 05, 2015

Militares americanos esperados hoje na Ucrânia

Polígono de Yavoriv (região de Lviv, 2014), foto@ Esp. Joshua Leonard
O Exército dos EUA está se preparando para enviar para já cerca de 300 militares para treinar as forças ucranianas no oeste da Ucrânia, de acordo com documentos publicados em um site de contratos governamentais.

por: Paul Mc Leary, twitter: paulmcleary

A solicitação postada no final de fevereiro de 2015 diz que o governo dos EUA está à procura de um fornecedor de serviços para providenciar sete autocarros de 50 passageiros a partir de 5 de março à 31 de outubro com a finalidade de transportar até 300 militares norte-americanos do aeroporto internacional de Lviv para o Centro Internacional da Manutenção da Paz e da Segurança no campo de treino de Yavoriv, no extremo oeste da Ucrânia.

Não é nenhum segredo do que um contingente limitado das forças dos EUA e do Reino Unido têm planeado viajar nesta primavera ao Yavoriv para começar a treinar as forças ucranianas para a sua luta contra os separatistas pró-russos na parte oriental do país. Mas autoridades eram vagos quanto às datas e os números.

A solicitação também afirma que “o Exército dos EUA e da Ucrânia deve realizar uma missão de treino conjunto no Centro Internacional da Manutenção da Paz e da Segurança (IPSC), perto de Lviv, na Ucrânia, entre aproximadamente 5 de março à 31 de outubro de 2015”.

O Exército (americano) irá girar o contingente de 300 militares permanentemente, parecendo que os meses de março, maio, julho, agosto e outubro sejam as datas de saída de cada grupo.

O plano de treinar quatro companhias da Guarda Nacional da Ucrânia faz parte de uma iniciativa do Departamento de Estado dos EUA “para ajudar a Ucrânia à reforçar a capacidade de aplicação da lei e da ordem, realizar defesa interna e manter a regra da lei”, disse este ano a porta-voz do Pentágono, a tenente-coronel Vanessa Hillman, na entrevista ao Defense News.

O financiamento da iniciativa é proveniente do Fundo autorizado pelo Congresso, “Global Security Contingency Fund” (GSCF), que foi solicitado pela administração Obama no orçamento fiscal de 2015, para ajudar a treinar e equipar as forças armadas de aliados ao redor do globo. Os Estados Unidos já destinaram o valor de 19 milhões de dólares para ajudar à construir a Guarda Nacional da Ucrânia.

Nesta terça-feira o chefe do Estado-maior, general Martin Dempsey, disse ao Comité das Forças Armadas do Senado que acredita que os EUA “devem considerar absolutamente à fornecer a ajuda letal” à Ucrânia, se os separatistas apoiados por Moscovo continuarem à fazer ganhos e ocuparem o território (da Ucrânia).

Ler o artigo original: “US Soldiers Readying for Ukraine Deployment”:

Blogueiro

Como já escrevemos antes, muita boa gente acredita que Ucrânia foi atacada por receio russo de ter as bases da NATO nas suas fronteiras. Por este andar, após a criação das bases americanas permanentes na Estónia e Lituânia, (como anteriormente na Geórgia), e agora a sua presença na Ucrânia, só falta perguntar: quem ganhou com a invasão russa? E será que Rússia está hoje mais segura ou mais insegura em resultado das decisões belicistas da sua classe política reinante?

Polónia exige a libertação do Oleg Sentsov

A Academia do Cinema da Polónia organizou uma ação pública com exigência da libertação do cineasta ucraniano Oleg Sentsov, preso ilegalmente pelo FSB na Crimeia, suspeito injustamente de “planear os actos terroristas”. A verdadeira e única culpa do cineasta ucraniano reside no facto de, numa Crimeia ocupada pela federação russa, continuar à ser um patriota ucraniano e se recusar à mudar da nacionalidade, ficando fiel à Ucrânia.

"Somos Oleg Sentsov"

Tal como Nadia Savchenko, Oleg Sentsov é considerado na Ucrânia como o prisioneiro da guerra.

quarta-feira, março 04, 2015

«Miss Alemanha» é uma ucraniana

Olga Hoffmann (23) que nasceu na Ucrânia ganhou o concurso «Miss Alemanha», informa Der Spiegel.

O final do concurso decorreu no sábado passado na cidade alemã de Rust, perto de Freiburg, num dos maiores parques de diversões da Alemanha “Europa Park”. A loira de olhos azuis e assistente do médico, Olga ganhou uma viatura ligeira, jóias, roupas e viagens até Cuba, Brasil e à ilhas turística alemã de Borkum, no Mar do Norte.

O concurso “Miss Alemanha” foi criado em 1927, neste ano 5.115 mulheres se inscreveram para participar no certame, 23 mais belas chegaram até o final.

Olga Hoffmann vive na Alemanha desde 2001, é cidadã alemã naturalizada.

A ucraniana é a 2ª vice do «Miss Universo»

A modelo ucraniana Diana Garkusha se tornou a 2ª vice do “Miss Universo – 2014” que decorreu em Miami, nos EUA, no fim de janeiro deste ano.
Diana Garkusha no meio das finalistas
Ucrânia foi representada no certame pela modelo de Kharkiv, Diana Garkusha (19), após a desistência da Anna Andres (21) de Lviv, escreve Depo.ua

O concurso “Miss Universo” é organizado desde 1952 e faz parte dos quatro concursos internacionais de beleza feminina mais prestigiantes: «Miss World», «Miss Earth» e «Miss International».

As 11 fotos mais interessantes da Diana Garkusha (@ EPA, East News):

A luta continua da Nadia Savchenko

Nadia Savchenko agradeceu à todos aqueles que saíram às ruas ao nível global para apoiar a sua luta desigual contra o terrorismo russo que também se torna cada vez mais global:

Agradeço às pessoas que saíram em 1.03.2015 para ação de solidariedade pela justiça contra a morte criminosa!!
Eu estou convosco!
Eu não morrerei até nós juntos não derrubaremos as paredes dessa sangrenta cadeia dos povos que se chama Kremlin!

03.03.2015 Com respeito e agradecimento, Nadia Savchenko

terça-feira, março 03, 2015

O fim das ilusões

Cerca de 100.000 pessoas, ou seja, cerca de 1% da população da cidade de Moscovo saíram neste domingo às ruas para protestar contra guerra, assassinatos políticos e para se despedir solenemente do Boris Nemtsov, político liberal, companheiro do Boris Yeltsin, uma das principais vozes dissonantes da Rússia atual.
"Estas balas são contra cada um de nos" 
"Heróis não morrem" / Boris (lute)
Com escreveu um dos conhecidos jornalistas russos, Ayder Muzhdabaev: “para uma sociedade fascistizada era muita gente, para uma sociedade normal era muitíssimo pouco. Nós éramos muitos”.
Ayder Muzhdabaev e a bandeira dos Tártaros da Crimeia
Anónima: não tenho medo 

Os manifestantes seguravam as faixas “Heróis não morrem!” e “Liberdade à Nadia Savchenko”. Na marcha estavam presente a filha do Nemtsov – Zhanna e a sua avó, a mãe do político assassinado.

As fotos da marcha em Moscovo do Vadim Preslitsky AQUI e do Yevgeni Feldman AQUI.


Em geral, a manifestação decorreu sem excessos, apesar da detenção do deputado do Parlamento ucraniano (Bloco do Petró Poroshenko), que a extrema-direita russa (leia-se mainstream atual), tenta implicar nas mortes ocorridas da cidade de Odessa em maio de 2014. Embora à julgar pelas suas fotos, até bastante recentemente, este deputado, filho de um político anti-ucraniano conhecido era totalmente à favor do “mundo russo”, pela defesa da “cinema em língua russa” e outras coisas do género.
Os franco-atiradores especiais nos murros do Kremlin
4 balas (o número das balas que mataram Nemtsov):
1º Canal, Rossija24, NTV, Rossija1
"Libertem Nadia Savchenko"

Pela primeira vez nas últimas duas décadas, durante a marcha, a polícia russa detinha os participantes que ostentavam as bandeiras ou as cores da Ucrânia. Apesar disso, os presentes pediam a libertação da deputada e piloto ucraniana Nadia Savchenko.
https://www.youtube.com/watch?v=xj3OMjBo_lc
A marcha em São-Petersburgo
Detenção pela polícia pelo simples facto da porte da bandeira da Ucrânia...

Em São-Petersburgo, a polícia russa deteve pelo menos uma pessoa pelo simples facto de segurar a bandeira da Ucrânia (Sic!) nas mãos. O jornalista russo Vitaliy Bespalov publicou a foto do momento da detenção no seu TwitterNa explicação do canal propagandista russo, "LieLifeNews" isso acontecia porquê “estes símbolos não estavam acordados com os organizadores da marcha”.
"Leviatã matou Nemtsov. E quer devorar Nadia"
"Aconteceu hoje em Moscovo
Não falharam canos dos canalhas
Nas fileiras da russa Centena Celestial
No flanco direito - Boris Nemtsov
"
Andrey Orlov (Orlusha)
"Putin é último refúgio das canalhas!" União Republicana
"Guerra contra Ucrânia é crime e vergonha da Rússia"
A coluna em São-Petersburgo tinha um quilómetro de cumprimento: FOTOS

Polónia recorda Boris Nemtsov

Na Polónia, a cerimónia em memória do Boris Nemtsov no centro da Varsóvia foi atendida pelos dois políticos polacos de peso: Adam Michnik e Leszek Balcerowicz. O comício de Varsóvia, além de tudo, também exigia a libertação imediata da Nadia Savchenko (FOTOS).

E finalmente, o texto da portuguesa Teresa de Sousa, publicado no Publico em 28/02/2015 que deu título à nossa colectânea de textos:

O assassínio de Boris Nemtsov em Moscovo, junto ao Kremlin, caiu como uma bomba nas capitais europeias. Não faltaram adjetivos para o classificar. Não é caso inédito na cena política russa. Mas acontece num contexto inédito das relações entre a Europa e a Rússia”.

domingo, março 01, 2015

Ivan “Doberman” Shostak: o ciborgue sem medo

O ciborgue Ivan “Doberman” Shostak que se tornou famoso pela sua bravura e uma postura destemida face ao interrogatório ilegal do canal propagandista russo “LieLifeNews”, necessita urgentemente da nossa ajuda e colaboração.


Calmo e quieto, um verdadeiro guerreiro, o ciborgue Ivan “Doberman” Shostak era condutor do blindado ligeiro multifunções MT-LB que garantia a rotação dos militares ucranianos no aeroporto de Donetsk. Arriscando a sua vida constantemente: 26 minutos na ida e os mesmos 26 minutos na volta.

Ivan Shostak também evacuava do aeroporto os feridos, levava os mortos, trazia reforços, munição, água e mantimentos. O condutor sem medo, ele, por vezes, viajava na escuridão total, alvejado pelos terroristas, abrindo as "sobrancelhas" da sua viatura apenas por breves instantes, se orientando pelo relevo do caminho...

Pela última vez, ele trouxe aos ciborgues que defendiam a nova terminal, os mantimentos e os reforços. Naquele dia morreu o seu colega-condutor Volodymyr. Os terroristas esperavam por eles e atiraram os explosivos no telhado da viatura. A explosão arrancou a mão do Volodymyr, o blindado ardeu. Ivan consegui retirar o colega, tentou saturar a ferida, dava água ao seu companheiro e ficou até o fim, até a morte dele...       

Passou três dias no aeroporto. Com a mão ferida, debaixo dos escombros, sobreviveu e caiu no cativeiro separatista, após estes dinamitaram a estrutura do terceiro andar do aeroporto. Na sua presença, o cabecilha dos terroristas, “Givi” (Nikolay Tolstyh), assassinou dois ciborgues feridos. Ivan Shostak foi tratado no hospital de Donetsk e entrou na lista dos prisioneiros à serem trocados...
Ferido, Ivan é interrogado pelos propagandistas da LieLifeNews...

Ivan é natural da província de Kyiv, tem 32 anos e é pai de duas crianças: Ana de 6 anos e 4 meses e Mykola de 2 anos e 4 meses. Antes da invasão russa trabalhou como motorista, foi mobilizado às FAU no dia 29 de agosto de 2014. Serviu na 80ª Divisão aerotransportada.

Neste momento está internado no hospital militar de Kyiv, ainda existe o perigo de amputação da mão ferida. Recebe os pensos diários e sanação sob narcose. A sua esposa Natália está grávida do terceiro filho.

A nossa obrigação é ajudar ao Ivan e à sua família!  

Banco PrivatBank: cartão 5168 7554 0580 0786 (Shostak Natália)

Os novos oficiais da Ucrânia

Os jovens cadetes ucranianos que no início de 2014 cantaram o hino da Ucrânia, em Sebastopol já ocupada pelos invasores russos (vídeo em baixo), se tornaram tenentes, 4 meses antes de previsto (FONTE).
Centro Ucraniano de Mobilização


Ao pedido dos nossos leitores: o Centro efetua as consultas e auxilia os voluntários na sua colocação nas unidades voluntárias, estruturas das FAU e da Guarda Nacional da Ucrânia.

Salvar Nadia Savchenko: Cidade do Cabo em 1.03.2015

Na Cidade do Cabo, na África do Sul, a comunidade ucraniana local organiza uma ação cívica para assinalar os 79 dias da greve de fome da piloto ucraniana Nadia Savchenko, raptada e mantida ilegalmente na cadeia russa.
Cidade do Cabo, 1.03.2015

O encontro terá lugar no dia 1 de março, às 8h00 de manha em Gardens (junto ao planetário, do lado da rua Queen Victoria Street). São convidadas todas as pessoas de boa vontade, com os cartazes à apelar a libertação da Nadia do cativeiro moscovita.
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Os símbolos ucranianos (bandeiras, cachecóis, camisas bordadas) são bem-vindos, assim como a participação de toda a gente, ucranianos e membros da comunidade sul-africana.

Data e Local: 1.03.2015; Gardens, ao lado do planetário, entrada da Queen Victoria Street.

Ajude na libertação da #‎FreeSavchenko distribuindo os cartazes sobre a sua história e apelando à sua libertação. Os cartazes são disponíveis em 9 línguas: ucraniano, alemão, checo, espanhol, inglês, italiano, francês, polaco e russo.

Obter aqui:

Mais informação em #FreeSavchenko na Facebook.

Por sua vez, a deputada e militar ucraniana, Nadia Savchenko, respondeu ao pedido do Mustafa Dzhemilev (dissidente soviético e ativista dos Tártaros da Crimeia) de desistir da greve de fome:

«Estimado Mustafa, no seu tempo, Você fez uma façanha para o seu povo, estando na prisão em greve de fome por 303 dias! Se não fosse o Seu acto, o seu povo poderia nunca mais retornar à sua terra... Eu tenho um bom exemplo é Você! Eu não estou em greve de fome durante tanto tempo, mas resistirei por tanto tempo quanto for preciso para que o meu povo também tenha o direito de ser ucraniano na terra ucraniana, para viver de verdade, honestamente e de boa consciência, para decidir o seu próprio destino!»

Leituras recomendadas

Aos quem tem o medo da III Guerra Mundial, recomendamos a opinião “Ver ou não ver” do Vasco Pulido Valente, publicada no diário português Publico no último dia 27/02/2015.

(...) não há a sombra de uma dúvida de que (Putin) não recuará. Como, tarde ou cedo, vai acabar por querer que as repúblicas bálticas voltem ao seu domínio e que a Ásia Central aceite obedientemente a sua ordem. Os movimentos preliminares da III Guerra Mundial estão em curso: para o Ocidente ver – ou não ver.