A editora brasileiraCORDe a sua coordenadora Cláudia Regina Fialka, apresentam a 2ª edição da revista
(BD) “Os Imigrantes” (A vinda da família ucraniana para Brasil).
O projeto pretende resgatar as tradições milenares que transformaram o
quadro socioeconômico do Brasil com a imigração, é um resgate aos valores que
antepassados ucranianos trouxeram ao seu novo país.
Dentro de alguns dias a revista será impressa e distribuída no Brasil,
Ucrânia e Moçambique. É de notar que na página 13 da revista aparece o logotipo
do nosso blogue (ler
mais sobre o projeto).
ADeclaração de Independência da
Lituânia(Lietuvos Nepriklausomybės
Aktas) ouDeclaração de 16 de Fevereirofoi assinada peloConselho da
Lituâniaem16 de fevereirode1918, proclamando a restauração de um Estado independente daLituânia, governado por princípiosdemocráticos e cidade de Vilniuscomo sua
capital. A Declaração foi assinada por todos osvinte representantes do
Conselho, presididos porJonas
Basanavičius. A Declaração de
16 de Fevereiro foi o resultado final de uma série de resoluções sobre o
assunto, incluindo uma aprovada pelaConferência de
Vilniuse
a Declaração de 8 de Janeiro. O caminho para a Declaração foi longo e complexo
devido à pressão exercida peloImpério Alemãoao Conselho a
fim de formar uma aliança. O Conselho teve que cuidadosamente manobrar entre os
alemães, cujas tropas estavam presentes na Lituânia e as demandas do povo
lituano.
Na foto em cima são retratados os 20 membros do Conselho da Lituânia
após assinarem a Declaração de 16 de fevereiro de 1918.
Nos anos 1920-1930, a Lituânia era uma boa aliada do movimento
independentista ucraniano, da UVO e da OUN, em 1929, o país inclusivamente
concedeu o passaporte diplomático ao líder da OUN, coronel Eugene
Konovalets.
Em 1803 em Paris nasceuProsper Mérimée.
Aos onze anos ele assistiu a parada dos cossacos de Don nos Champs-Élysée, traduzindo
a palavra desconhecida “cossaco” como “vrijbuiter”, pirata das estepes, lendo tudo,
que conseguia encontrar, sobre a história daSich de Zaporizhia.
Na obra do Guillaume Levasseur
de Beauplan, Mérimée leu: “O verdadeiro cossaco era tido aquele, que passou
por todos os 13 porohy.
Por isso, – dizia Beauplan, sou cossaco de verdade”. Com tempo, o próprio
Mérimée escreverá para uma fidalga polaca, sua amiga: “Estes dias tomei conhecimento
de um livro recém-publicado que me interessou e divertiu. Me parece bem pensado
e muito bem escrito, mas reparo nele: ele é demasiadamente polaco. Você sabe,
quando à mim, sou Cossaco”. Escritor se considerava como “cossaco no espírito”,
dando a prioridade não aos “fidalgotes”, mas aos “cossacos valentes”.
Livro do de Beauplan publicado em 1660
Mérimée era jurista de
formação, acadêmico, senador, conselheiro do Napoleão. Para escrever “Cármen”
escritor aprendeu espanhol e viveu com os ciganos. Estudando os cossacos,
aprendeu ucraniano, polaco e russo para poder pesquisar os arquivos. Em várias
obras suas ele descreve a época dos cossacos, as mais famosas são «Les Cosaques
de l'Ukraine et leurs derniers atamans» (publicada no jornal “Moniteur
Universel”, em 21-23 de junho de 1854), «Bogdan
Chmielnicki» (publicado no “Journal des Savants” em janeiro-julho de 1863, saído
em livro em 1865). No seu drama inacabado “Les debuts de un aventurier” (1853),
no capítulo 6º, uma grande passagem descreve os cossacos de Zaporizhia e os
seus hábitos. Em 1863 Márimée publica mais uma obra dedicada aos cossacos
ucranianos “Les Cosaques d’autrefois”.
Graças às obras do Mérimée,
na França aumentou o interesse pela Ucrânia, principalmente entre os
historiadores, folcloristas, especialistas em literatura. Influenciado pelas
suas obras, em 1869, o Senado francês decidiu incluir o estudo da história
ucraniana nas escolas públicas francesas. É de notar que na mesma época em que a
monarquia russa proibia o uso da palavra “Ucrânia”, França era único país do
mundo onde se estudava a história dos cossacos ucranianos.
Prosper Mérimée era um
bom amigo do Nicolas Gogol, ele traduziu em francês a sua tragicomédia “O Inspector Geral”.
Em 1851 na revista francesa «Revue des deux Mondes» aparece o artigo da crítica
literária «Nicolas Gogol», em que Mérimée avalia muito positivamente a obra do Gogol,
o colocando ao lado do Aristófanes, François Rabelais ou Charles Dickens. Mérimée
também nutria uma grande amizade pela escritora ucraniana Marko Vovchok (Vovtchok),
traduzindo o seu conto A
Cossaca (“Kozatchka” ou “La fille de cosaque”), tragédia de uma jovem
ucraniana livre que se casa por amor com filho de um servo, se transformando ela
própria, na serva dos nobres polacos.
A editora ucranianaEvgenios(Odessa) publicou o romance gráfico (BD)
doIhor Baranko, chamado “Maksym Osa”,
ambientado no século XVII e no universo dos cossacos ucranianos da época.
Século XVII. A maior
parte da Ucrânia faz parte da Polônia, um dos maiores países da Europa. Na
fronteira sul do país, na fronteira com as “estepes selvagens”, os cossacos
ucranianos fundaram Sich
de Zaporizhia, pequena república militar dos homens livres. Daqui, eles atacam os
portos da Turquia. O governo polaco os apoia, pretendendo enfraquecer os
turcos. Os cossacos libertam os prisioneiros cristãos do cativeiro turco, ações
nobres que lhes granejam o apoio e respeito popular.
O herói da obra, mestre
armeiro cossaco Maksym Osa, volta à Ucrânia após participar numa daquelas
incursões, descobre que foi dado como morto, por isso as pessoas já não o
reconhecem. Até a sua noiva se recusa falar-lhe, embora Maksym acha que ela o
reconhece.
A obra é praticamente
um guião cinematográfico pronto para fazer um épico ucraniano ao estilo dos filmes históricos europeus.
Temas: segredos da
família, lutas, traição, caça aos tesouros, assassinatos misteriosos.
No dia 20 de junho de
2011, seis deputados do parlamento ucraniano, em representação dos principais grupos
parlamentares, registaram o projeto-Lei № 8711 “Sobre a defesa dos direitos das
crianças pelo espaço de informação seguro”. A lei prevê a responsabilização
criminal entre 3 à 5 anos da prisão efetiva pela “propaganda da homossexualidade”.
A principal força anti-gay
ucraniana é a organização cívica “Amor contra
a homossexualidade”, que costuma organizar as ações de rua em Kyiv e algumas
outras cidades, usando os slogans como “Homossexualismo = SIDA!”, “Não à Ditadura
homossexual!”, “Não se nasce gay, se tornam eles!”, etc.
Organização afirma
conseguir 100.000 assinaturas ao favor do projeto-lei, entregando 72.000 aos dois
coautores do anteprojeto, deputados do governamental Partido das Regiões.
Ao mesmo tempo, o
ministro ucraniano dos negócios estrangeiros, Leonid Kozhara disse recentemente
na entrevista ao jornal polaco Gazeta Wyborcza que o governo ucraniano prepara-se
para introduzir no Código de Trabalho a norma que proíbe a discriminação dos
gays.
O ministro notou que
isso é uma das exigências da União Europeia para abolição do regime dos vistos.
“Sem a lei, que proíbe a descriminação dos gays, não poderemos progredir sobre
a abolição dos vistos. Por isso, penso, que a vontade na questão da integração
futura com UE prevalecerá e a lei será adotada”, - disse o ministro, citado pela
edição online Glavcom.ua.
Por sua vez, a campanha
cívica ucraniana pró-gay, Stop-hate.in.ua (Parar
a violência), iniciou a colocação no metro de Kyiv a sua própria propaganda
contra o projeto-lei № 8711.
Na página da organização
se propõe assinar a petição contra o anteprojeto que já foi duramente criticado
pela Human Rights Watch, Amnistia Internacional, representação da ONU na Ucrânia,
deputados do Parlamento Europeu, Secretário-geral do Conselho da Europa, União Ucrânia-Helsínquia dos direitos humanos,
entre outros. Até agora a petição foi assinada pelas 1057 pessoas.
Tudo indica que mais
uma vez o Partido das Regiões usa a tática do “polícia bom e polícia mau”. Por
um lado os seus deputados se engajam nas atividades claramente inaceitáveis
pela União Europeia, por outro lado, o ministro “para a Europa ver”, Kozhara,
faz tudo para agradar a UE. É a política multissetorial à Partido das Regiões.
A República Checa,
juntamente com outros cinco Estados-Membros da UE, pediu à Comissão Europeia preparar
uma proibição a nível da UE da negação dos crimes do comunismo. O ministro dos Negócios
Estrangeiros checo, Karel Schwarzenberg,
assinou a carta à Comissão, juntamente com os seus homólogos da Bulgária,
Hungria, Letônia, Lituânia e Romênia.
“Há aqui uma preocupação
fundamental para que os sistemas totalitários sejam medidos pelo mesmo padrão”,
disse Schwarzenberg, em Bruxelas. Na sua opinião, a negação dos crimes do
comunismo é inteiramente comparável a negar os crimes do nazismo, que em muitos
países da UE é uma ofensa criminal.
“Para dizer a verdade, Estaline
conseguiu matar mais pessoas. Ambos eram assassinos em massa e aqueles que os serviram,
serviram os assassinatos”, disse Schwarzenberg, comparando Hitler a Estaline.
“Todo o mundo sabe
sobre os crimes do regime nazista, mas apenas uma parte da Europa está ciente
dos crimes do comunismo”, disse o ministro lituano Audronius Azubalis. Na sua
opinião, a carta representa principalmente um “toque de despertar” para
Bruxelas. Lituânia, sozinha, perdeu aproximadamente um terço de sua população
durante os cerca de 50 anos que passou sob o domínio soviético.
“… Quando o Victor
morreu eu lembro bem. Mamã cozinhava a batata na caçarola, já era a Primavera.
A batatinha era pequenina, acabou de brotar, do tamanho de um ovo de pomba.
Água quase ferveu, já se levantou a espuma. Victor estava deitado e toda a hora
dizia: “Mamã, quero comer, mamã, quero comer”…
Ela lhe: Vitinho, agora
vai ferver e eu trago. Mais um minutinho… Trouxe, mas ele já morreu… Mãe repetia
toda a sua vida: “se eu trazia dois minutos mais cedo Victor estaria vivo”…”
O filme documental “Zhorna”
(Mó/Stone Mill) é dedicado aos acontecimentos do Holodomor de 1932-1933 na província de
Kharkiv. No filme falam apenas os velhos – eram crianças naquela época.
Nenhuma voz off. Nenhum comentário, resumo. Nenhuma politiquice. Apenas as
memórias e citações dos documentos de arquivo.
Monumento feitos dos mós, aldeia Viktorivka, província de Cherkassy
“Resumidamente: quando
abriram os arquivos, eu, como jornalista, meti-me para ler. Os documentos impressionaram.
Ordens, encomendas, descrições. Província de Kharkiv. Aqui, em redor. Ao lado.
Centenas de evidências de crimes. Milhares de vidas humanas.
Depois foi tudo lógico
e óbvio. Deveríamos ir. Procurar, filmar, gravar. Mesmo se são de ano de
nascimento de 1925 – podem lembrar de algo, contar... E nós fomos”.
O grupo de filmagens percorreu
3500 km, visitou todos os 30 distritos de província de Kharkiv, filmou 17 horas
de vídeo. A palavra “Holodomor” é ausente nesta película.
O filme foi exibido em
2008 no canal regional de Kharkiv, OTB, escreve
IstPravda.com.ua
530 anos atrás, no dia 7
de fevereiro de 1483, o cientista ucranianoYuriy Drohobych(também conhecido como Mestre Georgius
Drohobich de Rus ou Giorgio da Leopoli, o nome de nascimento Yuriy Kotermak), publicou
em Roma, na editora do italiano Eucharius Silber o seu livro «Iudicium
Pronosticon Anni 1483 Currentis» (Iudicium pronosticon Anni M.cccc.lxxxiii) («Avaliação
prognóstica do ano corrente de 1483 do Mestre Yuri Drohobych da Rus doutor da arte
e medicina da Universidade gloriosa da Bolonha»).
Esta obra foi o
primeiro livro impresso de um autor ucraniano. A data é mencionada no fim deste
livro muito raro que tem apenas 10 páginas em formato 18,5 × 13. A tiragem foi
de algumas centenas de exemplares, até os dias de hoje sobreviveram apenas
dois: um está guardado na biblioteca da Universidade Jagielloński em Cracóvia,
outro pertence à biblioteca distrital de Estugarda, mas fica depositado na biblioteca
da faculdade teológica da Universidade alemã Eberhard Karls Universität
Tübingen.
O conteúdo e design do
livro colocam o autor ucraniano ao mesmo nível dos autores contemporâneos da
Europa Ocidental: ler o texto
em Latim
Nos finais dos anos 1480,
Yuriy Drohobych
ensinava a astronomia e medicina na Universidade de Cracóvia (Universidade Jagielloński),
onde tem entre os seus alunos Nicolau Copérnico e Conrad Celtis.
Em 1491, Drohobych,
publica um dos primeiros livros em eslavo eclesiástico “Осьмогласник” (“Octoechos” ou “Antiphonal”)
e os primeiros livros em ucraniano “Часословець”
(“Horologion” ou “Livro de Horas”), “Тріодьпісна” e “Тріодьцвітна” ("Triodion"). Todas estas publicações
criaram as fundações para o futuro desenvolvimento da identidade cultural
ucraniana.
A editora brasileiraAlternativaacaba de lançar o livro de receitas “Uma viagem pelos cinco sentidos da
culinária ucraniana” (ISBN: 9788587658746), da autoria da escritora Oliana
Reszetiuk e avaliação nutricionista e coautoria da Serenita Bagatini.
A culinária é a mais
antiga manifestação cultural já conhecida, pois é através dela que se
compreende a cultura de um povo, suas características, sua psicologia e seu
modelo de viver. Um mecanismo de importante entendimento entre comunidades
culturais, dos costumes mais distantes e diversificados.
“Os Cinco Sentidos da
Culinária Ucraniana” traz os sabores da Ucrânia, agregado aos conhecimentos de
valores nutricionais e benefícios a nossa saúde. O gosto pela cozinha,
impulsionada a uma gulodice moderada, traz nestas receitas, o sabor da comida
caseira, saborosa e sua composição nutricional.
Os pratos têm como
origem a Ucrânia, mas com base dos ingredientes brasileiros foi possível criar
receitas fabulosas e originais, adaptadas a nova realidade, incluindo claro,
algumas contribuições pessoais. Este livro é uma pequena comunicação entre
povos pelo paladar, num processo imigratório continuado das origens.
O livro tem 95 páginas,
31 deliciosas receitas tradicionais, seu valor de capa é R$ 35,00 por unidade. Os
interessados podem entrar em contato:
Editora Alternativa – rua
Passo da Pátria, 540 – Porto Alegre – Rio Grande do Sul
O Tribunal Supremo
Administrativo da Ucrânia confirmou a decisão dos juízes das instâncias
inferiores em legitimar a legitimidade do Decreto do presidente Victor
Yuschenko em reconhecer os membros da OUN e os guerrilheiros do UPA como os
combatentes da independência da Ucrânia.
O Decreto foi assinado
em 28 de janeiro de 2010, contestado mais tarde nos tribunais por um minúsculo partido
neocomunista. O Tribunal Administrativo de Apelação de Kyiv e o Tribunal
Distrital Administrativo de Kyiv já tinham confirmado a legalidade da decisão
presidencial. A última decisão é definitiva e não é passível de recurso.
Além dos ativistas da
OUN e dos guerrilheiros do UPA, como combatentes da independência da Ucrânia
foram reconhecidos os membros da Rada Central Ucraniana, da República Popular da
Ucrânia (UNR), da República Popular da Ucrânia Ocidental (ZUNR), do Estado
Ucraniano (do hétman Pavló Skoropadsky), da Organização
Militar Ucraniana (UVO), da Organização da Defesa Popular “ Sich dos Cárpatos” (1938-39)
e do Conselho Superior da Libertação Nacional (UHVR).
A oposição parlamentar
ucraniana decidiu bloquear o presídio e a tribuna do Parlamento ucraniano,
exigindo a introdução da regra da votação pessoal (o grupo parlamentar do
partido governamental usa sistematicamente os cartões de votação dos seus
deputados como se tratasse da propriedade privada do partido).
O presídio do
parlamento é ocupado pelo partido UDAR, as portas ao presídio são protegidos
pelo VO Liberdade e a tribuna do parlamento é bloqueada pelo grupo “Batkivshyna”
(da Yulia Tymoshenko). Os deputados da oposição possuem as faixas de cores
nacionais nos braços, escreve UNIAN.ua
No seu perfil de uma
rede social, líder do partido UDAR, ex-pugilista Vitaliy Klychko
escreveu:
“Parlamento noturno. Invulgarmente
calmo e pacato. O nosso grupo parlamentar se aguenta como uma equipa forte, em
turnos. Iremos conseguir. Isso não é uma façanha. Isso não é o maior ou mais
importante, mas é um Objetivo!”
Foto (em cima) do perfil do deputado
do UDAR, Leonid
Yemets.