quinta-feira, julho 05, 2012

Hienas do ano 2012


A Direção da Sociedade dos Jornalistas Polacos propôs os apresentadores Kuba Wojewódzki e Michał Figurski para o anti – prémio “Hienas do ano 2012”.

Além disso, o jornal polaco «Gazeta Wyborcza» escreve que soube das fontes não oficiais que a direção da rádio Eska Rock (radio@eskarock.pl), anulou o contrato laboral dos apresentadores.

O Conselho da Ética de Imprensa e Conselho Polaco da Rádio e Televisão, classificaram as palavras do Wojewódzki e Figurski sobre as ucranianas como “manifestações xenófobas, de brutalidade estrema e linguagem de ódio”, informa a Rádio da Polônia.

Ao mesmo tempo, na entrevista à revista «Polska The Times», o ministro da Justiça da Polônia, Jarosław Gowin, diz que a “estupidez não é passível de sanções”. Ou seja, a dupla de xenófobos e racistas reincidentes, mais uma vez evitou a responsabilidade criminal. Até quando?

Ucrânia: a última defesa da Nação II

O chefe do Parlamento ucraniano, Volodymyr Lytvyn apresentou a sua demissão não assinar a Lei Nr. 9073, as "cabeças falantes" do Partido das Regiões o ameaçam com o processo criminal à conta disso. Existe a informação não confirmada do que Lytvyn se reuniu com o presidente Yanukovych. A página Web do Parlamento está bloqueada e inacessível. 

A defesa da Casa Ucraniana (Ukrayinskiy Dim) continua, VO Svoboda trouxe cerca de 100 ativistas seus, houve também um comício em frente da Presidência da República em Kyiv. Mais e mais pessoas continuam a gostar as pinturas do tipo: "A vista noturna do Parlamento da Ucrânia"...  

Estaline e Hitler: irmãos – gémeos II


A reação furiosa por parte de neoestalinistas ao nosso artigo anterior obrigou nos a voltar ao tema espelhado no título do artigo.

Podemos imaginar o camarada Estaline como o chefe de um GCO – o Grupo de Criminalidade Organizado e Hitler na chefia de um outro grupo. Se acreditarmos na tese estalinista do que nas vésperas da II G.M., Estaline ficou tete-a-tete com Hitler, abandonado pelo Ocidente, temos que admitir que o seu comportamento é privado de qualquer lógica.

Ou seja, nas vésperas do conflito, Estaline fez a sangria sem precedentes no comando do RKKA (Exército Vermelho), fuzilando, torturando e enviando aos campos de concentração inúmeros generais, comandantes e até marechais (dos cinco marechais soviéticos, dois foram fuzilados e um morreu na cadeia sob a tortura).
Depois acordou com Hitler as zonas de influência, delimitando e dividindo a Europa entre parte Ocidental, entregue ao 3° Reich e a parte Oriental, cedida para URSS.

A URSS do Estaline participou em algumas guerras “regionais” sozinho (Finlândia) ou na companhia da arquirrival Hitler (campanha da Polônia).


Entre 1925 e 1934, na URSS, na base aérea de Lipetsk, eram formados os pilotos de Luftwaffe (a lista dos 37 futuros generais alemães formados na União Soviética), violando o tratado de Versalhes. E até colocando em cooperação NKVD e Gestapo (conferências entre Gestapo e NKVD), para que duas organizações pudessem trocar de “experiências” e melhorar as suas “técnicas investigativas”.

E depois disso alguém duvida que eles são irmãos – gémeos?..

quarta-feira, julho 04, 2012

Ucrânia: a última defesa da Nação


Os deputados da oposição e os patriotas continuam bloquear a Casa Ucraniana (Ukrayinskiy Dim) na praça da Europa em Kyiv. Vários deputados foram feridos, polícia de choque usa o gás pimenta e também recebe algum "troco" por parte dos ativistas da VO Svoboda (Liberdade). Uns chamam isso de "provocação", outros argumentam que sem os ativistas do VO Svoboda, a polícia já acabaria com os manifestantes.

O vice-chefe do Parlamento, Mykola Tomenko resignou, o chefe do Parlamento, Volodymyr Lytvyn prometeu fazer o mesmo e jurou não assinar o decreto-lei Nr. 9073 que originou os protestos.    





Marechal Zhukov: “o carniceiro da vitória”

O Marechal Zhukov, promovido pelos neoestalinistas como “génio militar soviético”, era visto pelos seus contemporâneos como um pessoa brutal e despótica, adepta do princípio de “vitória a qualquer custo” e dada às pilhagens. A sua alcunha entre os soldados soviéticos era “carniceiro”…

A doutrina militar do Zhukov se baseava na ideia do que após o fogo da artilharia, o ataque era feito pela infantaria e só depois, nas brechas por ela abertas entravam os tanques. Ou seja, a caminho dos tanques era traçado pelos corpos dos soldados. O uso desta tática, condenada por comandantes militares de senso comum, ditava que por cada soldado alemão morto, a URSS perdia 8-10 militares (no fim da II G.M., Zhukov surpreendeu o general americano Eisenhower com a famosa frase, explicando porque ele poupava os tanques em detrimento dos soldados: “Soldados são esterco, as gajas russas vão parir mais, enquanto o tanque custa o dinheiro”).

Comandando a defesa de Moscovo em outono de 1941, Zhukov lançou contra a ofensiva alemã os 179.000 soldados do “corpo voluntário” – professores, engenheiros, cientistas, muitos deles trazidos da Ucrânia. Eles tiveram 1 (uma) espingarda para cada 5 (cinco) pessoas e 1 (uma) granada para cada 3 (três). Naquela “trituradora” morreu Yuri Kondratyuk, autor do programa da viagem para a Lua, cujas ideias foram mais tarde aproveitadas pela NASA.
No dia 19 de dezembro de 1941, Zhukov usou três divisões da cavalaria contra os blindados alemães. Essa cavalaria foi aniquilada em algumas horas (durante cerca de 40 anos a propaganda soviética afirmava que o caso foi protagonizado em 1939 pela cavalaria polaca).

Na primavera de 1944, durante a batalha de Korsun-Cherkassy, Zhukov ordenou que as tropas “voluntárias”, às pressas formadas pelos camponeses ucranianos com idades entre 15 e 55 anos, atacassem as defesas alemãs. Durante 24 dias da batalha o exército soviético perdeu 770.000 pessoas, na sua maioria ucranianos.

A “Enciclopédia da Arte Militar” escreve que na batalha de Berlim, para poupar o tempo de desminagem, Zhukov mandou a infantaria avançar pelos campos minados. O marechal não sentiu nenhuma vergonha e até gabava-se disso perante os aliados. O general americano Eisenhower escrevia nas suas memórias: “Tenho dificuldade de imaginar o que aconteceria no nosso exército com um general que tivesse a ideia de dar uma ordem semelhante”. O Marechal Zhukov recebeu a terceira estrela do herói [da União Soviética]. [1]        

Em 14 de setembro de 1954, Zhukov deu a ordem de experimentar a bomba nuclear nos seus próprios soldados. No polígono de Totskoye, nos arredores de Oremburgo, cerca de 40.000 militares foram lançados no epicentro nuclear. Cerca de ¾ morreram de queimaduras e lesões de radioatividade. Outros 10.000 tornaram-se inválidos para sempre. Em resultado Zhukov recebeu outra estrela do herói [da União Soviética]. [2]    

«Zhukov não era mesquinho. Ele não gostava de castigos como repreensão ou repreensão severa. O castigo de Zhukov é o fuzilamento. Sem formalidades…», escreveu nas suas memórias o general Petró Grigorenko. [3]

O historiador catedrático russo, Andrey Mertsalov, caracteriza Zhukov assim: «Após Estaline, Zhukov era a segunda figura na direção militar a URSS… Não apenas ao Estaline, mas também ao Zhukov era próprio o princípio vicioso “a qualquer custo”, brutalidade e despotismo» [4]

O retrato do Zhukov não seria completo, se não falamos do seu instinto de saqueador. O Ministro do Defesa da URSS, Nikolai Bulganin escreveu [5] no memorando ao Estaline:

Conselho de ministros da URSS
Ao Camarada Estaline I. V.

Segundo a sua orientação, no dia 5 de janeiro de [1948] no apartamento de Zhukov em Moscovo foi feita uma busca não oficial. Pretendia-se encontrar e apreender uma mala e porta-joias com ouro, diamantes e outras preciosidades. Durante a busca a mala não foi achada, mas porta-joias estava no cofre, situado no quarto de dormir. A porta-joias continha:

Relógios – 24 unidades, destes 17 de ouro, 3 com pedras preciosas; pendentes de ouro e anéis – 15 un., 8 com pedras preciosas; porta-chaves de ouro com grande quantidade de pedras preciosas; outras peças de ouro (porta-cigarros, fios, pulseiras, brincos de pedras preciosas, etc.).      
[...]

Na noite de 8 para 9 de janeiro de [1948] foi feita uma busca não oficial na casa de campo de Zhukov, na aldeia de Rubliovka, nos arredores de Moscovo. Em resultado foi descoberto que dois quartos da casa foram transformados no armazém, onde fica armazenada uma grande quantidade de objetos e valores.

Por exemplo:
Os panos de lã, seda, brocado, veludo fino e outros – mais de 4.000 metros; peles de zibelina, macaco, raposa, otária, cordeiro de caracul – 323 peles; cabrim de qualidade superior – 35 peles; carpetes caros e gobelins de tamanhos grandes, retirados do palácio de Potsdam e outros palácios e casas da Alemanha – 44 no total, uma parte está colocada e pendurada nos quartos, outra está no armazém.      

As pinturas preciosas clássicas de tamanhos grandes em molduras artísticas – 55 no total, parcialmente pendurados nos quartos da casa e parcialmente estando no armazém; os jogos de loiça de jantar e de chá (porcelana de acabamentos artísticos, cristal) – 7 caixas grandes; jogos de talheres de jantar e de chá – 2 caixas; acordeões com acabamentos caros e artísticos – 8 peças; espingardas de caça de marca Holland & Holland e outras – 20 peças no total. Todos estes bens estão guardados em 51 caixas e malas, mas também ficam deitados.      
[...]

Toda o mobiliário, começando pelas mobílias, carpetes, loiça, adornos e acabando com as cortinas nas janelas é estrangeiro, principalmente alemão. Na casa de campo não há nenhum objeto de fabrico soviético, menos as passadeiras na entrada de casa. Não há mesmo nenhum livro soviético, mas nas prateleiras está um grande número de livros com impressão de ouro, exclusivamente em língua alemã…

Ao Camarada Estaline

Na alfândega de Yagodyn (nos arredores da cidade de Kovel) foram apreendidos 7 vagões, que continham 85 caixas com mobílias. Durante a verificação foi sabido que mobílias pertencem ao marechal Zhukov.
[...]

No dia 19 de agosto os vagões com mobílias de Yagodyn foram enviados para Odessa. Alfândega de Odessa recebeu a ordem de não entregar as mobílias até receber uma orientação especial. A descrição de mobílias, contidas nos vagões verificados está anexa.

Bulganin,
21 de agosto de 1946

No fim deste processo, a maioria dos objetos aqui citados foi apreendida pelo MGB da URSS e entregue à Direção de Património do Conselho de Ministros da URSS.

Bibliografia

[1] “Enciclopédia da Arte Militar”, Minsk, Literatura, 1997, pp. 208-209        
[2] Idem, p. 210.
[3] Viktor Suvorov, Dia “M”, Cherkassy, Ingles, 1994, p. 225.
[4] Alexey Mertsalov, “Sob hipnose da personalidade forte”, revista “Rodina”, 1991, №6-7, p. 115.
[5] Arquivos Militares da Rússia, Vol. 1, Moscovo, 1993, pp. 184-190.


Bónus
Na cidade de Odessa, no domingo 7 de maio de 2017, os ativistas ucranianos fizeram a pressão sobre o poder local para obrigar à remover a pedra memorial, em homenagem ao marechal Zhukov, colocada recentemente, e ilegalmente, pelo partido comunista da Ucrânia, também este, uma organização ilegal.

A pedra foi colocada na avenida da Centena Celestial que até recentemente ostentava o nome daquele que na memória dos soldados e oficiais do RKKA foi sempre lembrado como o “carniceiro da vitória”.


Após uma curta discussão com polícia de segurança pública presente, ao local vieram os funcionários dos serviços municipais que desmontaram e retiraram a obra ilegal, informa o serviço ucraniano da Rádio Liberdade.

terça-feira, julho 03, 2012

As caras da traição II

Típico deputado votante da Lei 9073...
Hoje, a Lei 9073, que institucionaliza o bilinguismo foi votada no parlamento ucraniano, oposição não consegui fazer nada, único deputado da coligação "Nossa Ucrânia", que tentou impedir a votação da última vez, Andriy Parubiy (obrigado Andriy!), não estava presente, ele tem as costelas machucadas...

Bloco da oposição unida "Pátria" anunciou que não reconhece a nova lei e que sairá do Parlamento para iniciar as eleições antecipadas, o vice-chefe do Parlamento, Mykola Tomenko, informou que o seu cartão do deputado foi usado de modo fraudulento para votar à favor da Lei.

Neste momento os patriotas estão a bloquear Ukrayinskiy Dim (Casa Ucraniana) na praça da Europa em Kyiv, eles sobreviveram à dois ataques da polícia de choque, que está a usar o gás lacrimogênio.

O início do Grande Terror na URSS


No dia 2 de julho de 1937 o Bureau Político do Partido Bolchevique (futuro PCUS), aprovou o envio do telegrama aos secretários dos comités provinciais, regionais, comités centrais do partido comunista nas repúblicas, onde era ordenado fazer a lista de todos os kulak (em ucraniano kurkul), que voltaram à terra (após a sua deportação), para que eles sejam detidos e fuzilados. Este telegrama deu o início ao Grande terror, as repressões estalinistas em massa.

Os ucranianos brilham na Argentina


O Conjunto de danças folclóricas ucranianas “Prosvita” (com integrantes entre 18 e 23 anos), ganhou em segmento de “variedades” no show argentino “Tu minuto de gloria” (El Trece TV). Os apresentadores Reina Reech, Silvina Escudero e Diego Ramos deram a vitória às danças típicas ucranianas.

Ver vídeo:

segunda-feira, julho 02, 2012

Estaline e Hitler: irmãos – gémeos


Os mecanismos exatos que levaram ao início da guerra entre a Alemanha Nazi e a União Soviética até hoje não são totalmente conhecidos. A historiografia soviética sempre defendia a tese de “ataque traiçoeiro do 3° Reich”. O historiador britânico, ex-oficial do GRU, Victor Suvorov, defende a tese do que Estaline preparava-se para atacar o seu rival nacional – socialista em agosto de 1941, mas foi antecipado pelos alemães.

No dia 14 de junho, o jornal soviético “Izvestia” publicou o informe da Agência de Telégrafos da União Soviética (TASS), cujo autor pressupõe-se seja o próprio Estaline.    

“Mesmo antes da chegada do embaixador britânico na União Soviética, Sr. Cripps, em Londres, especialmente após a sua chegada, na Inglaterra e em geral, na imprensa estrangeira começaram propalar-se os rumores sobre a “a guerra próxima entre a URSS e a Alemanha.” De acordo com esses rumores: 1) a Alemanha apresentou à União Soviética as reivindicações de natureza territorial e econômica e agora decorrem as negociações entre a Alemanha e a União Soviética sobre um novo acordo mais próximo entre eles; 2) a União Soviética rejeitou essas reivindicações, em conexão com que a Alemanha começou agrupar as suas tropas nas fronteiras da União Soviética para atacar a URSS; 3) a União Soviética, por sua vez, está supostamente se preparar maciçamente para a guerra com a Alemanha e as suas tropas são concentradas na fronteira desta última. Apesar da aparente futilidade destes rumores, os círculos responsáveis ​​em Moscovo, consideraram ainda necessário, tendo em vista a disseminação persistente destes rumores, autorizar TASS a afirmar que esses rumores são propaganda desajeitadamente inventiva das forças hostis à URSS e à Alemanha, que estão interessados ​​em expansão e disseminação da guerra.

TASS informa que: 1) a Alemanha não apresentou à URSS quaisquer reivindicações e não oferece qualquer acordo novo mais próximo entre eles, como consequência, as negociações sobre este tema não poderiam ter lugar; 2) pelos dados da União Soviética, a Alemanha também respeita as condições do Pacto de Não-agressão germano – soviético, tal como a União Soviética, razão pela qual, na opinião de círculos soviéticos, rumores de intenção da Alemanha de quebrar o Pacto e atacar a União Soviética são privados de qualquer tipo de objetividade e a recente transferência de tropas alemãs, liberados a partir de operações nos Balcãs, para as regiões de leste e nordeste da Alemanha, possuem presumivelmente, outros motivos que não têm qualquer relação com as relações soviético-alemães; 3) a URSS, como uma consequência de sua política de paz, cumpre e pretende cumprir com os termos do Pacto de Não-agressão germano – soviético, consequentemente, os rumores de que a União Soviética está se preparando para a guerra com a Alemanha são falsas e provocatórias; 4) a mobilização de verão das unidades de reserva do Exército Vermelho que decorre neste momento e a as manobras consequentes visam nada mais do que o treino dos reservistas e verificação das operações do sistema ferroviário, realizados, como é sabido todos os anos, por isso descrever essas atividades do Exército Vermelho como hostis à Alemanha é pelo menos ridículo.

Fonte:

Estaline I. V., Obras, volume 18, pp. 221–223 (citado por Stalin/t18).

Blogueiro

Tendo em conta que a guerra começou no dia 22 de junho, tendo em conta que Estaline sabia a data do ataque alemão (vários agentes forneceram essa informação), tendo em conta que a URSS não estava em absoluto se preparar para uma guerra defensiva, é possível chegar a conclusão do que Estaline pensava atacar primeiro, mas foi antecipado pelo Hitler, o seu arquirrival e irmão – gémeo.

domingo, julho 01, 2012

Recordar Roman Shukhevych


O futuro comandante do Exército Insurgente Ucraniano, general Roman – Taras Shukhevych, nasceu em 30 de junho de 1907, hoje ele faria 105 anos.

Na foto: o documento forjado pela resistência ucraniana, que o general Shukhevych, usou em 1945-1949 (ID temporário em nome do Orlovych Maksym Stepanovych, alegadamente emitido pelo 4° departamento da milícia do NKVD de Lviv em 3 de março de 1945).

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