A Direção da Sociedade
dos Jornalistas Polacos propôs os apresentadoresKuba
Wojewódzki e Michał
Figurskipara o anti – prémio “Hienas do ano 2012”.
Além disso, o jornal
polaco «Gazeta Wyborcza» escreve que soube das fontes não oficiais que a
direção da rádio Eska Rock (radio@eskarock.pl), anulou o contrato laboral
dos apresentadores.
O Conselho da Ética de
Imprensa e Conselho Polaco da Rádio e Televisão, classificaram as palavras do Wojewódzki e Figurski sobre as ucranianas como
“manifestações xenófobas, de brutalidade estrema e linguagem de ódio”, informa
a Rádio da Polônia.
Ao mesmo tempo, na
entrevista à revista «Polska
The Times», o ministro da Justiça da Polônia, Jarosław Gowin, diz
que a “estupidez não é passível de sanções”. Ou seja, a dupla de xenófobos e
racistas reincidentes, mais uma vez evitou a responsabilidade criminal. Até
quando?
O chefe do Parlamento ucraniano, Volodymyr Lytvyn apresentou a sua demissão não assinar a Lei Nr. 9073, as "cabeças falantes" do Partido das Regiões o ameaçam com o processo criminal à conta disso. Existe a informação não confirmada do que Lytvyn se reuniu com o presidente Yanukovych. A página Web do Parlamento está bloqueada e inacessível.
A defesa da Casa Ucraniana (Ukrayinskiy Dim) continua, VO Svoboda trouxe cerca de 100 ativistas seus, houve também um comício em frente da Presidência da República em Kyiv. Mais e mais pessoas continuam a gostar as pinturas do tipo: "A vista noturna do Parlamento da Ucrânia"...
A reação furiosa por
parte de neoestalinistas ao nosso artigo anterior obrigou nos a voltar ao tema
espelhado no título do artigo.
Podemos imaginar o camarada
Estaline como o chefe de um GCO – o Grupo de Criminalidade Organizado e Hitler na
chefia de um outro grupo. Se acreditarmos na tese estalinista do que nas
vésperas da II G.M., Estaline ficou tete-a-tete com Hitler, abandonado pelo
Ocidente, temos que admitir que o seu comportamento é privado de qualquer
lógica.
Ou seja, nas vésperas
do conflito, Estaline fez a sangria sem precedentes no comando do RKKA
(Exército Vermelho), fuzilando, torturando e enviando aos campos de
concentração inúmeros generais, comandantes e até marechais (dos cinco marechais
soviéticos, dois foram fuzilados e um morreu na cadeia sob a tortura).
Depois acordou com Hitler
as zonas de influência, delimitando e dividindo a Europa entre parte Ocidental,
entregue ao 3° Reich e a parte Oriental, cedida para URSS.
A URSS do Estaline participou
em algumas guerras “regionais” sozinho (Finlândia) ou na companhia da arquirrival
Hitler (campanha da Polônia).
Os deputados da oposição e os patriotas continuam bloquear a Casa Ucraniana (Ukrayinskiy Dim) na praça da Europa em Kyiv. Vários deputados foram feridos, polícia de choque usa o gás pimenta e também recebe algum "troco" por parte dos ativistas da VO Svoboda (Liberdade). Uns chamam isso de "provocação", outros argumentam que sem os ativistas do VO Svoboda, a polícia já acabaria com os manifestantes.
O vice-chefe do Parlamento, Mykola Tomenko resignou, o chefe do Parlamento, Volodymyr Lytvyn prometeu fazer o mesmo e jurou não assinar o decreto-lei Nr. 9073 que originou os protestos.
O Marechal Zhukov, promovido
pelos neoestalinistas como “génio militar soviético”, era visto pelos seus contemporâneos
como um pessoa brutal e despótica, adepta do princípio de “vitória a qualquer
custo” e dada às pilhagens. A sua alcunha entre os soldados soviéticos era “carniceiro”…
A doutrina militar do
Zhukov se baseava na ideia do que após o fogo da artilharia, o ataque era feito
pela infantaria e só depois, nas brechas por ela abertas entravam os tanques.
Ou seja, a caminho dos tanques era traçado pelos corpos dos soldados. O uso
desta tática, condenada por comandantes militares de senso comum, ditava que
por cada soldado alemão morto, a URSS perdia 8-10 militares (no fim da II G.M.,
Zhukov surpreendeu o general americano Eisenhower com a famosa frase, explicando
porque ele poupava os tanques em detrimento dos soldados: “Soldados são esterco,
as gajas russas vão parir mais, enquanto o tanque custa o dinheiro”).
Comandando a defesa de
Moscovo em outono de 1941, Zhukov lançou contra a ofensiva alemã os 179.000
soldados do “corpo voluntário” – professores, engenheiros, cientistas, muitos
deles trazidos da Ucrânia. Eles tiveram 1 (uma) espingarda para cada 5 (cinco)
pessoas e 1 (uma) granada para cada 3 (três). Naquela “trituradora” morreu Yuri Kondratyuk, autor
do programa da viagem para a Lua, cujas ideias foram mais tarde aproveitadas pela
NASA.
No dia 19 de dezembro
de 1941, Zhukov usou três divisões da cavalaria contra os blindados alemães. Essa
cavalaria foi aniquilada em algumas horas (durante cerca de 40 anos a
propaganda soviética afirmava que o caso foi protagonizado em 1939 pela
cavalaria polaca).
Na primavera de 1944,
durante a batalha de Korsun-Cherkassy,
Zhukov ordenou que as tropas “voluntárias”, às pressas formadas pelos camponeses
ucranianos com idades entre 15 e 55 anos, atacassem as defesas alemãs. Durante
24 dias da batalha o exército soviético perdeu 770.000 pessoas, na sua maioria ucranianos.
A “Enciclopédia da Arte
Militar” escreve que na batalha de Berlim, para poupar o tempo de desminagem,
Zhukov mandou a infantaria avançar pelos campos minados. O marechal não sentiu
nenhuma vergonha e até gabava-se disso perante os aliados. O general americano Eisenhower
escrevia nas suas memórias: “Tenho dificuldade de imaginar o que aconteceria no
nosso exército com um general que tivesse a ideia de dar uma ordem semelhante”.
O Marechal Zhukov recebeu a terceira estrela do herói [da União Soviética]. [1]
Em 14 de setembro de
1954, Zhukov deu a ordem de experimentar a bomba nuclear nos seus próprios
soldados. No polígono de Totskoye,
nos arredores de Oremburgo, cerca de 40.000 militares foram lançados no
epicentro nuclear. Cerca de ¾ morreram de queimaduras e lesões de radioatividade.
Outros 10.000 tornaram-se inválidos para sempre. Em resultado Zhukov recebeu outra
estrela do herói [da União Soviética]. [2]
«Zhukov não era mesquinho.
Ele não gostava de castigos como repreensão ou repreensão severa. OcastigodeZhukov é ofuzilamento. Sem formalidades…», escreveu nas suas memórias o general Petró Grigorenko. [3]
O historiador catedrático
russo, Andrey Mertsalov, caracteriza Zhukov assim: «Após Estaline, Zhukov era a
segunda figura na direção militar a URSS… Não apenas ao Estaline, mas também ao
Zhukov era próprio o princípio vicioso “a qualquer custo”, brutalidade e
despotismo» [4]
O retrato do Zhukov não
seria completo, se não falamos do seu instinto de saqueador. O Ministro do Defesa
da URSS, Nikolai Bulganin
escreveu [5] no memorando ao Estaline:
Conselho de ministros
da URSS
Ao Camarada Estaline I.
V.
Segundo a sua
orientação, no dia 5 de janeiro de [1948] no apartamento de Zhukov em Moscovo
foi feita uma busca não oficial. Pretendia-se encontrar e apreender uma mala e porta-joias
com ouro, diamantes e outras preciosidades. Durante a busca a mala não foi
achada, mas porta-joias estava no cofre, situado no quarto de dormir. Aporta-joiascontinha:
Relógios – 24 unidades,
destes 17 de ouro, 3 com pedras preciosas; pendentes de ouro e anéis – 15 un.,
8 com pedras preciosas; porta-chaves de ouro com grande quantidade de pedras
preciosas; outras peças de ouro (porta-cigarros, fios, pulseiras, brincos de
pedras preciosas, etc.).
[...]
Na noite de 8 para 9 de
janeiro de [1948] foi feita uma busca não oficial na casa de campo de Zhukov, na
aldeia de Rubliovka, nos arredores de Moscovo. Em resultado foi descoberto que dois
quartos da casa foram transformados no armazém, onde fica armazenada uma grande
quantidade de objetos e valores.
Por exemplo:
Os panos de lã, seda,
brocado, veludo fino e outros – mais de 4.000 metros; peles de zibelina,
macaco, raposa, otária, cordeiro de caracul – 323 peles; cabrim de qualidade
superior – 35 peles; carpetes caros e gobelins de tamanhos grandes, retirados
do palácio de Potsdam e outros palácios e casas da Alemanha – 44 no total, uma
parte está colocada e pendurada nos quartos, outra está no armazém.
As pinturas preciosas clássicas
de tamanhos grandes em molduras artísticas – 55 no total, parcialmente pendurados
nos quartos da casa e parcialmente estando no armazém; os jogos de loiça de jantar
e de chá (porcelana de acabamentos artísticos, cristal) – 7 caixas grandes;
jogos de talheres de jantar e de chá – 2 caixas; acordeões com acabamentos
caros e artísticos – 8 peças; espingardas de caça de marca Holland &
Holland e outras – 20 peças no total. Todos estes bens estão guardados em 51
caixas e malas, mas também ficam deitados.
[...]
Toda o mobiliário,
começando pelas mobílias, carpetes, loiça, adornos e acabando com as cortinas
nas janelas é estrangeiro, principalmente alemão. Na casa de campo não há nenhum
objeto de fabrico soviético, menos as passadeiras na entrada de casa. Não há
mesmo nenhum livro soviético, mas nas prateleiras está um grande número de
livros com impressão de ouro, exclusivamente em língua alemã…
Ao Camarada Estaline
Na alfândega de Yagodyn
(nos arredores da cidade de Kovel)
foram apreendidos 7 vagões, que continham 85 caixas com mobílias. Durante a
verificação foi sabido que mobílias pertencem ao marechal Zhukov.
[...]
No dia 19 de agosto os vagões
com mobílias de Yagodyn foram enviados para Odessa. Alfândega de Odessa recebeu
a ordem de não entregar as mobílias até receber uma orientação especial. A descrição
de mobílias, contidas nos vagões verificados está anexa.
Bulganin,
21 de agosto de 1946
No fim deste processo, a
maioria dos objetos aqui citados foi apreendida pelo MGB da URSS e entregue à
Direção de Património do Conselho de Ministros da URSS.
Bibliografia
[1] “Enciclopédia da
Arte Militar”, Minsk, Literatura, 1997, pp. 208-209
[2] Idem, p. 210.
[3] Viktor Suvorov, Dia “M”, Cherkassy,
Ingles, 1994, p. 225.
[4] Alexey Mertsalov, “Sob
hipnose da personalidade forte”, revista “Rodina”, 1991, №6-7, p. 115.
[5] Arquivos Militares
da Rússia, Vol. 1, Moscovo, 1993, pp. 184-190.
Bónus
NacidadedeOdessa, nodomingo 7 demaiode 2017, osativistasucranianosfizeramapressãosobre
o poder local paraobrigar
à removerapedramemorial, em homenagem ao marechal Zhukov, colocadarecentemente, e ilegalmente,pelo partido comunista da Ucrânia,
também este, uma organização ilegal.
A
pedra foi colocada na avenida da Centena Celestial que até recentemente ostentava
o nome daquele que na memória dos soldados e oficiais do RKKA foi sempre lembrado
como o “carniceiro da vitória”.
Após
uma curta discussão com polícia de segurança pública presente, ao local vieram
os funcionários dos serviços municipais que desmontaram e retiraram a obra
ilegal, informa o serviço ucraniano da Rádio Liberdade.
Hoje, a Lei 9073, que institucionaliza o bilinguismo foi votada no parlamento ucraniano, oposição não consegui fazer nada, único deputado da coligação "Nossa Ucrânia", que tentou impedir a votação da última vez, Andriy Parubiy (obrigado Andriy!), não estava presente, ele tem as costelas machucadas...
Bloco da oposição unida "Pátria" anunciou que não reconhece a nova lei e que sairá do Parlamento para iniciar as eleições antecipadas, o vice-chefe do Parlamento, Mykola Tomenko, informou que o seu cartão do deputado foi usado de modo fraudulento para votar à favor da Lei.
Neste momento os patriotas estão a bloquear Ukrayinskiy Dim (Casa Ucraniana) na praça da Europa em Kyiv, eles sobreviveram à dois ataques da polícia de choque, que está a usar o gás lacrimogênio.
No dia 2 de julho de
1937 o Bureau Político do Partido Bolchevique (futuro PCUS), aprovou o envio do
telegrama aos secretários dos comités provinciais, regionais, comités centrais
do partido comunista nas repúblicas, onde era ordenado fazer a lista de todos
os kulak (em ucraniano kurkul),
que voltaram à terra (após a sua deportação), para que eles sejam detidos e
fuzilados. Este telegrama deu o início ao Grande terror, as repressões
estalinistas em massa.
O Conjunto de danças
folclóricas ucranianas “Prosvita” (com
integrantes entre 18 e 23 anos), ganhou em segmento de “variedades” no show
argentino “Tu minuto de gloria” (El
Trece TV). Os apresentadores Reina Reech, Silvina Escudero e Diego Ramos deram
a vitória às danças típicas ucranianas.
Os mecanismos exatos
que levaram ao início da guerra entre a Alemanha Nazi e a União Soviética até
hoje não são totalmente conhecidos. A historiografia soviética sempre defendia
a tese de “ataque traiçoeiro do 3° Reich”. O historiador britânico, ex-oficial
do GRU, Victor Suvorov, defende a tese
do que Estaline preparava-se para atacar o seu rival nacional – socialista em
agosto de 1941, mas foi antecipado pelos alemães.
No dia 14 de junho, o
jornal soviético “Izvestia” publicou o informe da Agência de Telégrafos da
União Soviética (TASS), cujo autor pressupõe-se seja o próprio Estaline.
“Mesmo antes da chegada
do embaixador britânico na União Soviética, Sr. Cripps, em Londres,
especialmente após a sua chegada, na Inglaterra e em geral, na imprensa
estrangeira começaram propalar-se os rumores sobre a “a guerra próxima entre a
URSS e a Alemanha.” De acordo com esses rumores: 1) a Alemanha apresentou à União
Soviética as reivindicações de natureza territorial e econômica e agora decorrem
as negociações entre a Alemanha e a União Soviética sobre um novo acordo mais
próximo entre eles; 2) a União Soviética rejeitou essas reivindicações, em
conexão com que a Alemanha começou agrupar as suas tropas nas fronteiras da
União Soviética para atacar a URSS; 3) a União Soviética, por sua vez, está supostamente
se preparar maciçamente para a guerra com a Alemanha e as suas tropas são concentradas
na fronteira desta última. Apesar da aparente futilidade destes rumores, os círculos
responsáveis em Moscovo, consideraram ainda necessário, tendo em vista a disseminação
persistente destes rumores, autorizar TASS a afirmar que esses rumores são propaganda
desajeitadamente inventiva das forças hostis à URSS e à Alemanha, que estão
interessados em expansão e disseminação da guerra.
TASS informa que: 1) a Alemanha
não apresentou à URSS quaisquer reivindicações e não oferece qualquer acordo
novo mais próximo entre eles, como consequência, as negociações sobre este tema
não poderiam ter lugar; 2) pelos dados da União Soviética, a Alemanha também respeita
as condições do Pacto de Não-agressão germano – soviético, tal como a União
Soviética, razão pela qual, na opinião de círculos soviéticos, rumores de intenção
da Alemanha de quebrar o Pacto e atacar a União Soviética são privados de
qualquer tipo de objetividade e a recente transferência de tropas alemãs,
liberados a partir de operações nos Balcãs, para as regiões de leste e nordeste
da Alemanha, possuem presumivelmente, outros motivos que não têm qualquer
relação com as relações soviético-alemães; 3) a URSS, como uma consequência de
sua política de paz, cumpre e pretende cumprir com os termos do Pacto de
Não-agressão germano – soviético, consequentemente, os rumores de que a União
Soviética está se preparando para a guerra com a Alemanha são falsas e provocatórias;
4) a mobilização de verão das unidades de reserva do Exército Vermelho que
decorre neste momento e a as manobras consequentes visam nada mais do que o
treino dos reservistas e verificação das operações do sistema ferroviário,
realizados, como é sabido todos os anos, por isso descrever essas atividades do
Exército Vermelho como hostis à Alemanha é pelo menos ridículo.”
Fonte:
Estaline I. V., Obras,
volume 18, pp. 221–223 (citado por Stalin/t18).
Blogueiro
Tendo em conta que a
guerra começou no dia 22 de junho, tendo em conta que Estaline sabia a data do
ataque alemão (vários agentes forneceram essa informação), tendo em conta que a
URSS não estava em absoluto se preparar para uma guerra defensiva, é possível
chegar a conclusão do que Estaline pensava atacar primeiro, mas foi antecipado
pelo Hitler, o seu arquirrival e irmão – gémeo.
O futuro comandante do
Exército Insurgente Ucraniano, general Roman – TarasShukhevych,
nasceu em 30 de junho de 1907, hoje ele faria 105 anos.
Na foto: o documento forjado
pela resistência ucraniana, que o general Shukhevych, usou em 1945-1949 (ID
temporário em nome do Orlovych Maksym Stepanovych, alegadamente emitido pelo 4°
departamento da milícia do NKVD de Lviv em 3 de março de 1945).