terça-feira, junho 05, 2012

Como foi perdida a batalha da língua


Como e porque a oposição ucraniana não consegui impedir a votação do projeto da lei № 9073: “Sobre os alicerces da política linguística estatal”, que coloca em perigo a unidade nacional da Ucrânia.

A televisão ucraniana ICTV.ua conta: “Hoje apenas o deputado Andriy Parubiy (União Popular – Nossa Ucrânia), tentou impedir a votação do projeto da lei das “regiões”. Antes da votação, a oposição combinou que iria impedir a votação das “miudezas” (deputados que abandonaram os seus grupos parlamentares para servir o Partido das Regiões). Cerca de 30 deputados da oposição deveriam correr e arrancar os cartões de votação dos deputados vendíveis. Mas apenas Andriy Parubiy cumpriu a sua palavra...”

Diz o próprio deputado: “Amigos! No momento da votação eu corri para o setor dos vendíveis e arranquei dois cartões, impedindo os de votar a lei. Eu sei, deveria ser feito mais do que era possível. Mas após os acontecimentos do dia 24 de agosto, eu fui de perto vigiado pelos “regionais”. Tenho muita pena e me dói que desta vez não conseguimos impedir a apreciação do projeto da lei. Acreditem, eu fiz tudo o que podia”.


O blogueiro Pavel Ostrovskiy escreve: “Como natural de Donetsk pergunto, … porquê Andriy Parubiy teve bons reflexos e consegui retirar dois cartões, enquanto outros deputados que deveriam fazer o mesmo, não o fizeram? Porquê os deputados não bloquearam a tribuna nas vésperas? A diferença foi de apenas 9 votos!

Queremos dizer aqui que estamos muito gratos ao Andriy Parubiy pela sua luta absolutamente desigual pela alma da nossa nação. Hoje ele mostrou que mesmo “um é guerreiro no campo de batalha”. Os outros, os vendíveis, os com apelidos que terminam em –ko, –uk, desejamos vós arder no inferno, é o mínimo que podemos vós desejar…

É claro, Ucrânia que sobreviveu os 300 anos da russificação no império russo e mais de 70 anos de russificação soviética, irá sobreviver uma nova russificação forçada. Mas ninguém sabe à que custo…

Por fim, a polícia de choque (cerca de 200 efetivos), carregou sobre os ativistas ucranianos que se manifestavam na Praça de Independência de Kyiv, detendo a famosa escritora Irena Karpa, escreve Ridna.ua A página acrescenta que neste momento os telefones da Irena Karpa não respondem e que além dela, poderá haver mais detidos…

Euro-2012: Kyiv é preparado para Euro!


Hoje a água escaldante rebentou com as tampas de canalização e levantou o alcatrão nas imediações do Estádio Olímpico de Kyiv.

A culpa foi de rompimento de uma conduta de água quente. O rebentamento foi de tal maneira forte que abriu uma cratera, nas suas imediações o alcatrão cedia sob o peso do corpo de uma pessoa. O blogueiro Timofey Efimov, que testemunhou o incidente, disse que os carros não sofreram nenhum dano, mas os motoristas tentavam abandonar o mais rapidamente a zona do impacto.  


Ver mais fotos AQUI

As caras da traição


Queres o bilinguismo? Aprende ucraniano!

Quem votou pelo projeto da lei “Sobre os alicerces da política linguística estatal” do Partido das Regiões que irá dividir Ucrânia pela questão linguística.

O Projeto da lei № 9073 foi votado favoravelmente por 234 deputados dos 248 registados no plenário, destes 2 votaram contra e 12 não se registaram.

Nenhum deputado do Bloco da Yulia Tymoshenko votou pelo projeto, enquanto dois da “União Popular – Nossa Ucrânia” – Serhiy Kharovski e Serhiy Vasylenko apoiaram a lei das “regiões”.

O grupo parlamentar do Partido das Regiões votou em peso – 187 deputados, mas dois “regionais” tiveram a coragem e votaram contra: Vasyl Chudnov e Orest Muts, os deputados Serhiy Holovatiy e Petró Pysarchuk (que nas vésperas prometia votar contra), não se registaram no plenário. Além disso, dois deputados do PR, ausentes no plenário, Rinat Akhmetov e Yuriy Ivanyushenko também “votaram” pela lei.

Todo o grupo dos comunistas votou favoravelmente. Dois deputados do Partido Popular do chefe do Parlamento, Volodymyr Lytvyn, apoiaram a lei, o próprio Lytvyn não se registou no plenário. A lei foi apoiada pelos 6 deputados do grupo parlamentar “Reformas pelo futuro” e 12 deputados independentes.

Fora do Parlamento continuam a decorrer os comícios dos “soldados” pró-Governo e apoiantes da língua ucraniana, foram registados pequenos incidentes, mas o grosso modo dos “soldados regionais” começam a ser desmobilizados e levados para as suas zonas de origens e residência fora de Kyiv.

Lista completa dos votantes:
http://w1.c1.rada.gov.ua/pls/radac_gs09/g_frack_list_n?ident=28680&krit=66

Partido das Regiões e violência II


A polícia bloqueou as ruas que acedem ao Parlamento ucraniano para impedir a oposição de iniciar o seu comício em defesa da língua ucraniana, protestando a votação do decreto – lei que divide Ucrânia na questão linguística.

O deputado da Municipalidade de Kyiv, Olexander Brygynets (BYUT), conta que a polícia usa a força física para impedir os ativistas pró-ucranianos de se aproximar ao Parlamento, mas permite a passagem dos “soldados” do Partido das Regiões, que provavelmente usam marcas especiais de identificação ou palavras – chave.

Nos arredores de Kyiv polícia de trânsito bloqueou os autocarros que traziam as pessoas que iam para apoiar a defesa da língua ucraniana (embora nas vésperas prometia não faze-lo). Em frente do Parlamento, os apoiantes do Partido das Regiões durante a noite montaram o palco, apesar do que a oposição submeteu o pedido oficial para a organização no local do seu comício. Por isso, neste momento o comício da oposição se iniciou em frente do Gabinete dos Ministros (cerca de 400 m abaixo do Parlamento, na mesma rua Hrushevskiy).
Comício da oposição
Os manifestantes pró-poder afirmam que eles têm tudo o que é necessário para “nos arrancar as cabeças”, conta deputado Brygynets, que também pede a aparência dos moradores de Kyiv no comício da oposição. “Poder pensa que bloqueou o Parlamento e Kyiv, na realidade bloqueou toda Ucrânia, a transformando em um enclave não civilizado”, disse deputado na entrevista à UNIAN.ua

UPD: A Lei foi votada imediatamente na abertura da seção plenária que durou menos de 5 minutos, Lei obteve 234 votos favoráveis do PR (dos 226 necessários), agora o plenário foi interrompido por 30 minutos ao pedido da "União Popular - Nossa Ucrânia" (NS-NU) e BYUT.  

Partido das Regiões e violência


O mesmo deputado Andriy Parubiy conta que anda entre os “soldados” regionais no parque em frente do Parlamento. Pergunta o que eles fazem aqui, respondem “Estamos a espera do interurbano para Donetsk” (velha piada soviética dos jovens marginais). Pedem os cigarros. Deputado oferece. Agradecem em ucraniano. Deputado: “Rapazes, o que vocês estão a fazer?” Respondem: “Desculpe, nos não somos políticos. Temos o interesse próprio” (paliticheskie, em original, termo desde sempre usado no mundo criminal russo para designar os prisioneiros políticos ou em geral, as pessoas que possuem a consciência política, gente politicamente ativa). Deputado: “Está na cara, pelo dinheiro vão vender a própria mãe”.

Ver no YouTube:

Partido das Regiões busca a violência


Para defender o seu projeto da lei “Sobre os alicerces da política linguística estatal”, o Partido das Regiões trouxe para Kyiv mais de um milhar dos “soldados”, jovens problemáticos das regiões ucranianas desfavorecidos, cuja “posição cívica” é comprada pela meia – dúzia dos dólares…

O deputado ucraniano Andriy Parubiy escreve no seu perfil em uma das redes sociais, que “os “soldados” do Partido da Regiões ocuparam a praça em frente do Parlamento, cortaram a rua Hrushevskiy e estão a montar o palco. Recebem a proteção da polícia, comandada pelo tenente – coronel Viktor Protsenko. Os “soldados” já são mais de mil e continuam a chegar”.

Outro polícia, major Oliynyk (que não mostrou a identificação) disse que não haverá o comício a noite, mas logo de manha, escreve Pravda.com.ua.

segunda-feira, junho 04, 2012

Os russófilos optam pelo “voluntariado” pago


Osbilinguistasdo Partido das Regiões não se deram por vencidos após o chumbo do seu projeto da lei “Sobre os alicerces da política linguística estatal”, que pretende dar à língua russa o estatuto da segunda língua oficial da Ucrânia.

Após a luta corporal no Parlamento e a ameaça do démarche por uma parte dos deputados do seu próprio partido, os autores do projeto procuram na Internet os “voluntários” para participar no comício popular junto ao Parlamento ucraniano neste dia 5 de junho.

Num dos fóruns da discussão da cidade de Odessa, apareceu o anúncio para todos os que queriam algum troquinho, com a proposta de participar no comício em Kyiv junto ao Parlamento. Anúncio dizia: “Comício terá lugar em Kyiv, na manha de terça-feira e irá durar 1-3 horas, amanha o autocarro leva e após o comício traz de volta para Odessa, precisamos de 20 pessoas”. O autor do anúncio informa que organizador é o Partido das Regiões. Informação confirmada pela pessoa que colocou um anúncio semelhante na rede social VK.

Na terça reunimo-nos às 6h30 no metro Khreshatyk, saída para a rua Instytutska. Defendemos o Partido das Regiões. Pagamento logo após a ação – 135 UAH (cerca de 16,90 USD)”, disse o interlocutor.

Como é do conhecimento geral, na terça – feira a sociedade ucraniana se reúne em redor do Parlamento para protestar contra a adoção do projeto da lei do “bilinguismo”.

Fonte:

domingo, junho 03, 2012

Os informadores do KGB são conhecidos na Lituânia


A página do Centro de Pesquisa do Genocídio e Resistência da Lituânia (Lietuvos gyventojų genocido ir rezistencijos tyrimo centras – LGGRTC) publicou a primeira Lista dos informadores – reservistas do KGB.

A lista (primeira das três) cita 283 nomes, onde aparecem as famosas personalidades da sociedade lituana: ex-ministro dos Negócios Estrangeiros e Embaixador na Polônia, Antanas Valionis, o recente chefe do Departamento da Segurança da República, Arvydas Pocius, a primeira Primeira-Ministra da Lituânia independente, Kazimira Prunskiene, ex-vice-chefe do parlamento, famosos cientistas, educadores, políticos, juízes, ativistas culturais.

A Diretora do Centro, Burite Burauskaite explica que a meta principal da publicação da lista é mostrar os métodos do funcionamento dos serviços secretos soviéticos. Pois durante o processo de lustração, os funcionários do Centro contactavam as pessoas que colaboravam com KGB, mas não quiseram admitir este fato. Os nomes daqueles que reconheceram a colaboração, e para isso tiveram um prazo de quase 10 anos, nunca serão tornados públicos.

Mas as listas dos reservistas, agentes e funcionários do KGB é apenas uma pequena parte do nosso projeto. A meta principal é mostrar os métodos do funcionamento do KGB. Os serviços secretos soviéticos controlavam diversas formas da vida social. E faziam isso através dos métodos absolutamente brutais. O Centro tem provas disso”, explica a diretora Burauskaite.

A diretora conta que o seu trabalho foi dificultado pelo roubo das centenas de processos dos arquivos de Centro, além disso, durante a Perestroica, os oficiais do KGB, tentando ocultar os crimes da sua organização levaram uma parte importante dos arquivos para Moscovo.

A maior parte de processos, que testemunhavam as ameaças, maus tratos, perseguições dos artistas, escritores, jornalistas, membros dos grupos musicais juvenis, pertencentes aos estilos punk, hippie, jazz ou mesmo aos clubes informais literários, foram destruídos. Contudo, os documentos que ficaram na Lituânia, permitem mostrar os métodos desumanos do funcionamento do KGB.

Os lituanos estão convictos do que a lustração não será um instrumento da vingança ou humilhação das pessoas que por sua livre vontade ou coercivamente colaboravam com KGB. A lustração é pensada como um processo de purificação, pois não pode existir a metade da história ou a metade da verdade, caso contrário estaremos perante a mentira.

Os antigos informadores – reservistas (diferentemente dos informadores do KGB no ativo) não tem na Lituânia nenhum tipo de limitação no desempenho de cargos públicos ou na vida política ativa. O Centro também provou que alguns reservistas nem sabiam que estavam nas listas dos “ajudantes voluntários” do KGB, eles foram lá colocados sem o seu conhecimento ou consentimento.

Fonte:

sábado, junho 02, 2012

Euro-2012: Polônia censura a página da UEFA


Na página oficial da UEFA, na curta guia turística sobre as cidades recetores do Euro-2012, foi escrito que Lviv viveu uma longa ocupação. “Antes da II G.M., o Lviv esteve sob o domínio dos polacos, em 1941 a cidade foi tomada pelos nazis e em 1944 pelos soviéticos”.

Os jornalistas e historiadores polacos protestaram e a Ministra do Desporto, Joanna Mucha, pediu à UEFA para “corrigir” o texto. Em resultado, agora o texto diz que “Lviv mudou vários nomes e dirigentes” (Lviv has been saddled with as many names as rulers) e no seu tempo se encontrava “sob o protetorado da Polônia” (it became Lwow when Poland took command).

Os polacos não gostaram do termo “ocupação”, empregue sobre a cidade de Lviv. O historiador polaco Czeslaw Partacz argumenta que Lviv foi incorporado na Polônia segundo as decisões da comunidade internacional e como tal não se deve falar da sua ocupação. Já o historiador e publicista ucraniano, Vakhtang Kipiani, explica que o termo “ocupação” não se deve entender no contexto do direito internacional, mas somente na qualidade do estado não independente de um território, incorporado num outro estado. Desta forma, é possível chamar de ocupação a situação da Galiza entre 1918 – 1939 e de toda a Ucrânia Soviética até 1991, explica Vakhtang Kipiani, escreve Rádio Polônia.

Provavelmente pela mão dos historiadores polacos a página da UEFA conta que a cidade de Lviv recebeu a medalha Virtuti Militari “concedida pela Polônia pela heroica defesa de 1918” (Virtuti Militari – a medal awarded by Poland for its heroic 1918 defence). E lembra, claro, que “Lviv é o berço do desporto da região … então território polaco, agora ucraniano” (Lviv is the cradle of sport in the region … then-Polish, now-Ukrainian territory”).

Só para recordar, a “heroica defesa” em novembro de 1918 resultou em ações em que a criminalidade polaca organizada, os citadinos polacos e os militares do exército polaco aproveitaram a ocasião para pilhar a cidade, pilhagens que resultaram na morte dos cerca de 340 civis, 2/3 deles eram ucranianos e os restantes eram judeus, acusados de colaborar com os ucranianos. Entre 52 à 150 judeus foram assassinados e cerca de 500 lojas e comércios judaicos foram pilhadas.

Nada disso, impede aos polacos concordar e não protestar com a ideia do que “a anexação de 1795 pela Prússia reduziu a estatuto da Varsóvia ao capital provincial” (The 1795 ANNEXATION by Prussia reduced Warsaw's status to provincial capital). Embora as Partições da Polônia também decorreram das decisões da comunidade internacional…

Essa política polaca de “faça que eu digo e não faça o que eu faço” já começa ficar insuportável. Quer se queira, quer não, começa-se refletir sobre a Koliyivschyna.   


Bónus

A embaixada da Polônia na Rússia recorda aos fãs russos que a exibição dos símbolos soviéticos é proibida na Polônia, já que naquele país a ideologia comunista é equiparada ao nazismo, escreve o jornal Rzeczpospolita.

sexta-feira, junho 01, 2012

Eurovisão-2012: “Gaitana” e as cores do Bacu


Azerbaijão, que tem todas as possibilidades de se tornar uma democracia islâmica, ao estilo da Turquia, aproveitou a sua vitória no Festival Eurovisão-2011 para modernizar a cidade capital.

por: Azad Safarov, jornalista do 5-to canal, especialmente para Life.pravda.com.ua

Se geralmente os países limitam a sua preparação à Eurovisão com a construção do palco, o Azerbaijão transformou no palco toda a cidade capital. Em menos de um ano Bacu mudou tanto, que os próprios moradores já não o reconhecem.

Em todas as ruas centrais as pessoas arrumam, regam os relvados, lavam as janelas e limpam os fontanários. Tudo aquilo que deveria ser construído: hotéis, supermercados, estacionamentos – foram construídos. Especialmente para os turistas, todas as paragens de transporte público receberam os mapas interativos e itinerários dos autocarros. Além disso, existem e-quiosques, uma pequena estação computorizada que permite ligar ao controlador e pedir ajuda, navegar na Net, usar Skype e até ouvir a música preferida.

Azerbaijão encarrou o Eurovisão como a possibilidade de melhorar a imagem do país. Por isso a capital aumentou a avenida principal em alguns quilómetros, comprou milhares de novos táxis britânicos e em menos de um ano construiu a luxuosa sala de concertos “Cristal Hall”. Embora a parte nova da avenida só era acessível às pessoas que tinham os bilhetes ou trabalhavam para Eurovisão.

Uma grande quantidade de seguranças à civil está presente na avenida principal e nos arredores da sala. Eles pedem educadamente aos jornalistas para não os fotografarem. Para entrar na sala de imprensa, nos primeiros dias os jornalistas tinham de passar por 5 postos de controlo, que mais tarde foram diminuindo para 2, embora o detetor dos metais, na entrada do centro da imprensa, ficou lá definitivamente. O centro fica ao lado do palco principal, consegue acomodar mais de 1000 jornalistas, que tiveram o acesso facilitado às aparelhagens, receberam os cartões telefónicos gratuitos e até a comida. A cozinha ficou no edifício da imprensa, aqui ofereciam os refrescos e canapés com o queijo azeri, nos mangais da rua faziam as espetadas, também gratuitas. Os jornalistas, que faziam as filas para comer as espetadas, diziam não se lembrar de algo parecido, “em Moscovo as pequenas canapés com linguiça custavam 2 Euros”, - conta um jornalista dinamarquês. Cada delegação também recebeu dos organizadores um autocarro luxuoso para os passeios na cidade e “comboio” automóvel para assegurar a rota entre hotel e o “Cristal Hall”.

Chocolate “Gaitana”

Os moradores de Bacu sabiam que Gaitana representa a Ucrânia, só não conseguiam memorizar o seu nome. Nem planeavam votar nela (os favoritos entre os azeris são Suécia e Turquia). Para ficar (literalmente) na boca do povo, Gaitana distribuía o chocolate com o seu nome. Na embalagem estava estampada a foto de uma mulher africana em trajes minimalistas e se dizia “não é para a venda”. Escondendo o nome da artista, o jornalista levou o chocolate ao mercado para saber se o povo irá reconhecer a afro-ucraniana. Os vendedores “reconheciam” na imagem as diversas “divas” soviéticas, outros ficaram ofendidos pois, afinal, não se tratava de uma “cantora brasileira”. Mas todos os vendedores concordaram que “moça é bonita”, embora não se veste de acordo com as regras islâmicas e prometeram votar nela.

Os lugares cimeiros em frente da tala no centro de imprensa foram ocupados pelos cerca de 40 jornalistas azeris e turcos. Na avenida, onde foi colocado um outro ecrã gigante não havia nenhum lugar vazio (os bilhetes para o concerto custavam entre 100 à 300 USD).     

Fonte:
http://life.pravda.com.ua/culture/2012/05/28/103303