sábado, maio 12, 2012

Liberdade à Yulia Tymoshenko!


A situação da Yulia Tymoshenko deixa de ser minimamente sustentável. Ou ela será libertada imediatamente (muito em breve) ou Ucrânia se arrisca à severa isolação internacional, com possível perda do Euro-2012.

Presidenta da Lituânia, Dalia Grybauskaité visitou Yulia Tymoshenko no estabelecimento prisional (a presidenta lituana viajou para Ucrânia na condição de poder visitar Yulia Tymoshenko). Dalia Grybauskaité considerou positiva a decisão do poder ucraniano (por livre e espontânea pressão da União Europeia), de transferir Yulia Tymoshenko para o hospital e permitir que ela seja examinada por pessoal médico da Alemanha.

sexta-feira, maio 11, 2012

As vítimas da fé soviética


O fundador da rede social VK.com, russo Pavel Durov, escandalizou a Rússia, postando na sua conta do Twitter, sobre o dia da vitória na “Grande Guerra Patriótica:

O povo celebra. Naturalmente – 67 anos atrás Estaline defendeu do Hitler o direito de submeter às repressões a população da URSS.

Os usuários russos do twitter se dividiram em dois grupos: a minoria apoiou Durov, a maioria o acusou de “desrespeitar o tema da guerra”. O pugilista russo com a cara oligofrênica, Nikolay Valuev, informou que mandou fechar as suas contas na rede VK, Durov também foi ameaçado com a violência física. Vários usuários russos prometeram cancelar as suas contas.

A situação originou a discussão sobre o verdadeiro significado do dia 9 de maio: “dia da Vitória” ou “dia da opressão comunista”. O chefe do serviço de imprensa da VK, Vladislav Tsiplukhin, explicou o sucedido de seguinte modo:

O avô do @durov passou por toda a guerra, foi ferido por duas vezes, em jeito de agradecimento sofreu a repressão sem nenhum julgamento. Ele (neto) respeita o Dia da Vitória.

Fonte:

Blogueiro

Um dos meus avós morreu em 1941 defendendo o Leninegrado, outro participou na tomada do Budapeste. Este último me dizia que Estaline não merece estar sepultado na terra, apenas em um buraco nas montanhas, enchido de m-d@... Nenhum deles lutou pelo Estaline. 

quarta-feira, maio 09, 2012

Passado soviético como culto religioso


Tal como o comunismo, o passado soviético, a “Grande Guerra Patriótica” e o dia 9 de maio se tornam cada vez mais um culto religioso com todo o respetivo cerimonial.


Sobre a vitória em termos religiosos escrevem os próprios trovadores do império soviético. O chefe-editor do jornal “Zavtra”, Alexander Prokhanov, no seu artigo “Vitória – religião, Estaline – santo”, escreveu: “A vitória na Grande Guerra Patriótica deve ser equiparada à criação do Adão, salvamento da vida humana na arca do Noé e o advento à terra do Jesus”. Todos aqueles que não professam a fé “verdadeira” – são objetos das repressões e da perseguição pela heresia e blasfémia.

Por isso decidimos analisar detalhadamente as parcelas integrantes do novo culto religioso:

Estaline – messias, parecido com Jesus Cristo que veio para este mundo para vencer o satanás. Tal como Cristo, ele foi o autor dos diversos milagres, por exemplo “recebeu a Rússia com a charrua e a deixou com a bomba atómica”.

Hitler – satanás, também conhecido como Lucífero. Primeiramente estava ao lado das forças da luz, por isso foi lhe conferida a tarefa gloriosa de ocupar os “malvados dos polacos”. Mas tal, como na história bíblica, encabeçou a sublevação contra o Deus (Estaline), por isso, posteriormente foi derrotado e exilado.

Os generais do exército – são apóstolos. O seu papel era de seguir o Profeta e difundir a “boa nova” sobre ele. Aos mais fieis era prometido a paz terrestre, glorificação posterior e claro, entrada no paraíso. Georgi Zhukov até ganhou o direito de ter o monumento praticamente no local sagrado.

A Praça Vermelha – não é menos importante do que a Gólgota na fé cristã. Aqui se passaram os acontecimentos mais dramáticos que ditaram o andamento posterior da guerra.

Traidor Andrey Vlasov – Judas e canalha absoluto. As esperanças enormes eram colocadas nele, ele foi chamado de “comandante amado pelo Estaline” e “salvador do Moscovo”. Até estavam preparados para escrever o livro, “Cabo-de-guerra do Estaline”, do género “vidas dos santos”. E aqui, ele, escória, foi encantado pelo Lucifer, caiu na tentação e passou para o lado do mal. Por isso foi enforcado, tal como Judas, embora este parou na garrote pela vontade própria.

NKVD – a “santa inquisição” que tinha a tarefa de reforçar as leis de Deus, e no caso do cisma, julgar qualquer blasfémia com toda a dureza.

Campos de concentração – purgatório, para onde foram enviados todos os pecadores, ainda não absolvidos. O homem soviético estava sobrecarregado com os pecados, que não o deixavam entrar livremente na casa de Deus, recebia a “purga” e só depois entrava no paraíso.  

O estado soviético após a II G.M. é uma espécie de paraíso, onde tentava entrar todo o cidadão soviético temente da lei. Este país tinha tudo – a linguiça barata, a medicina gratuita, a educação acessível, as guias aos santórios. Simplesmente aquilo tudo sobre o que um coitado capitalista – imperialista ocidental só podia sonhar.

As paradas militares – uma espécie de cruzadas para a afirmação da bondade na terra. Geralmente eram acompanhadas de bandeiras (pendões) e retratos do messias (ícones). Durante a vida do Estaline não havia as paradas, pois o homem – deus era modesto por natureza e por isso evitava as honras devidas.

Os túmulos dos combatentes soviéticos – relíquias sagradas. As visitas às relíquias melhoram a carma, fortalecem as sabedorias (patriotismo, dedicação, firmeza ideológica, etc.) e até permitem ao cidadão subir na hierarquia profissional soviética.

As visitas aos monumentos e aos túmulos com a colocação das flores é uma peregrinação às “terras santas”. Toda a sua importância é descrita no ponto anterior.

Nacionalistas ucranianos, bandeiristas – são demónios, tal como anjos caídos, eles foram tentados pelo Lucífero e o seguiram, renegando o Deus. As criaturas que continuamente disparavam nas costas, nos cús. Mas foram derrotados pelos bravos funcionários do NKVD.

Se levanta, grande país! Se levanta para a luta mortífera” (A Guerra Sagrada) – como a maioria das peças musicais daquele tempo, essa composição cumpria a papel dos hinos religiosos. A sua meta – aumentar o autoconhecimento religioso e levar até a êxtase religioso.

A faixa de São George é uma espécie de cruxifico. Permite saber quem pertence à fé verdadeira e quem é apóstata. Quanto mais as tiver é melhor, pois faixa defende da influência diabólica e dos nacionalistas ucranianos. De preferência a colocar no lugar mais visível. A faixa é multifuncional – pode ser colocada nas antenas dos carros, nas carteiras femininas, nos balcões das lojas, e outros lugares.

Essa lista de simbologia religiosa e cerimonial do dia 9 de maio não é definitiva. Vocês podem ajudar a aumentar. Pois apenas conhecendo a verdade, vocês se tornem livres!

Fonte:             

terça-feira, maio 08, 2012

Libertação vs ocupação


Para nos o dia 8 de maio é o Dia da Vitória, o dia 9 de maio é o primeiro dia da ocupação”, disse recentemente um político lituano.

A frase que pode parecer incompreensível para um leitor ocidental, realmente espelha o sentimento dos europeus do Leste, para quem o fim da II G.M. significou a simples troca dos regimes de ocupação.

O blogueiro ucraniano Іhor Кalinichenko recorda o seguinte:

“Na aldeia onde vive a minha avó (aldeia de Lubytske, província de Zaporizhia), durante a fome artificial de 1946-1947 morreu mais gente, do que durante a “grande guerra patriótica”. Entre os que morreram, está o meu bisavô, veterano da guerra e membro do partido comunista.

Quando em 1943 o exército vermelho “libertou” a aldeia, os bolcheviques expulsaram a família da minha avó de casa, transformando-a em armazém de trigo.

O primeiro marido da tia da minha mãe, logo após a guerra foi preso por um longo período de tempo porquê recolheu algumas espigas de trigo no campo de kolkhoze (Lei das três espigas).

Essa foi a nossa “libertação”...  

segunda-feira, maio 07, 2012

Dia da Vitória: de quem e sobre quem?

Se aproxima o dia 9 de maio, em que Rússia e os seus festejam a vitória na “Grande Guerra Patriótica”, em contraste com o resto dos Aliados, que celebram a Vitória na II G.M. no dia 8 de maio.

Nos últimos anos na Ucrânia, o dia 9 de maio se transforma em uma mostra de força das organizações totalitárias pró – russas, que aproveitam o apoio informal do atual poder central para demonstrar o seu vetor anti – ucraniano. O nosso amigo Dr. Rostislav Chaplynskiy (hoje o deputado do partido VO Svoboda na cidade de Sambir), escreveu este texto em maio do ano passado, após a tentativa das forças anti – ucranianas (que usam a faixa de São Jorge para se identificar) de organizar a sua festa na cidade de Lviv.  

O que significa a faixa de São Jorge e o que ela faz na Galiza Ucraniana?

Faixa de São Jorge é uma faixa bicolor da Ordem de São Jorge, conhecida desde o século XVIII, que entrou no sistema soviético das condecorações sob o nome da “Faixa da Guarda”. Faixa não é o símbolo da “Grande Guerra Patriótica”, pois essa guerra nunca existiu. O que existiu foi a II G.M., iniciada pelos dois fascistas paranoicos: Hitler e Stalin. Claro que a faixa de São Jorge é o símbolo do exército imperial russo e quem a usa são adoradores da Rússia. Por isso não fiquei admirado quando vi um homem que tinha sobre a faixa a insígnia em forma a bandeira tricolor russa. Embora durante a II G.M., sob essa mesma bandeira os soldados do exército de general Vlasov combatiam ao lado da Alemanha nazi contra a URSS.

A gente da Galiza olha para os veteranos (do exército soviético) de uma forma absolutamente positiva. Mas… o mais jovem daqueles que foi defender a sua casa, mas não URSS ou Stalin, deve ter hoje cerca de 84 – 85 anos. Então da onde vêm os veteranos mais novos, que lutaram na Galiza? São moscovitas ou traidores que matavam e deportavam para a Sibéria os nossos pais, avós e bisavós. Essa tralha moscovita coloca as faixas moscovitas e com um trapo vermelho quer marchar pela Lviv? Qual é a diferença entre eles e os veteranos dos SS que iriam marchar no Berlim? Nenhuma! Por isso não há necessidade de misturar todos os veteranos… Sabemos muito bem ver a diferença entre aqueles que verteram a sua sangue, em ambos os lados da frente pela Ucrânia e aqueles “libertadores”, que vertiam o nosso sangue, o sangue da nossa nação ucraniana. Porque todos eles, se é que se sentem aqui perseguidos, não desaparecem para a mãe do diabo – grande Rússia? Chegou a hora de mandar essa tralha fora da terra ucraniana, assim como foi feito nos países Bálticos, que souberam os colocar “na linha”.

Será que não ficamos chateados, quando estes descendentes do Gengis Khan, vivendo na nossa terra, não conseguem aprender a nossa língua? Eu, quando trabalhava em Moçambique, tinha que aprender o português, pois é aquilo que tem que fazer um hóspede educado…

E quando no ano passado, os provocadores pró – poder iniciaram o comício em russo e içaram a sua bandeira sangrenta, apareceram lá os membros do partido VO Svoboda e os galizianos patrióticos. E não deveriam usar as pedras, mas uma espada para expulsar os canalhas da nossa terra! Infelizmente, ucranianos sempre eram e continuam ser demasiadamente tolerantes. Alguém teria que responder pelo cenário traçado… Moscovitas e os traidores, deixam nós, a nação originária viver calmamente na nossa própria terra, dada por Deus. Não brinquem com o fogo…

domingo, maio 06, 2012

Compra de votos na Ucrânia


A campanha eleitoral das legislativas, marcadas para outubro de 2012 ainda não começou, mas o Partido das Regiões do presidente Yanukovych já iniciou o programa de compra de votos. Ou melhor, troca de votos pelos alimentos, algo que não aproxima Ucrânia às normas éticas europeias.

Na cidade de Kharkiv essa troca é coordenada pela fundação de caridade “Ajuda ao próximo”, que empregou milhares de “voluntários” entre médicos, professores e estudantes do secundário. Para receber a ajuda, os idosos (o público-alvo da fundação), deveriam escrever um pedido em nome dos prováveis candidatos aos deputados pelo Partido das Regiões. Duas semanas mais tarde, os idosos recebiam a “oferta generosa”, um saco plástico que ostentava o logotipo da fundação e alguns alimentos:

Embalagem de doces – 200 gr
Açúcar – 0,5 kg
Trigo-sarraceno – 1 kg
Uma embalagem de bolachas
Uma lata de leite condensado – 380 gr
Embalagem de chá preto – 90 gr
Embalagem de óleo alimentar – 0,5 l

Cada pacote continha ainda um postal que felicitava os idosos com o “Dia da Vitória na Grande Guerra Patriótica” e mencionava os nomes dos deputados, responsáveis por essa caridade política: Iryna Berezhnaya (Partido das Regiões, informação omitida pela sua página) e Valeriy Pysarenko (eleito pela lista do BYUT, de momento sem o grupo parlamentar).

Embora o custo real da “oferta” é avaliado em 35 – 45 UAH (4,4 - 5,6 USD), na cidade foram postos a circular os rumores, que a oferta valia 70 UAH.

A Lei ucraniana sobre as eleições e a propaganda eleitoral, no seu artigo № 74, ponto № 13 diz o seguinte:  

É proibido fazer a campanha eleitoral, acompanhada da prestação aos eleitores, instituições, agências ou organizações, os fundos ou produtos, gratuitamente ou em condições preferenciais (exceto os produtos que contenham imagens visuais do nome, da simbologia, da bandeira de partido, desde que o valor de tais bens não exceda três por cento do salário mínimo), serviços, trabalhos, títulos, empréstimos, bilhetes de loteria e outros valores. Este tipo de campanha eleitoral […] acompanhada de propostas de votar ou não votar em um partido ou o candidato ou referência do nome do partido ou do candidato é classificado como um suborno indireto dos eleitores.

Embora a campanha eleitoral ainda não começou, o jurista, professor catedrático em direito, o especialista em direito constitucional, Dr. Fedir Venislavskiy, considera que o caso citado poderá conter os indícios do crime, mencionado na Lei eleitoral ucraniana.

Fonte:

sábado, maio 05, 2012

Bóeres na Geórgia


O primeiro Congresso dos farmeiros sul – africanos decorreu na capital da Geórgia, Tbilissi, organizado pelo Ministério da Diáspora e pela União Agrícola de Transval (TLU).

O evento decorreu no recinto do hotel «Radisson Blu Iveria» e contou com a presença de 66 farmeiros sul – africanos e representantes das empresas agrícolas da África do Sul. O objetivo do evento era “a angariação do investimento sul – africano e o estudo da experiência dos farmeiros sul – africanos”, – informa Saqinform.ge

No passado, o Governo da Geórgia e a União Agrícola de Transval assinaram um memorando de entendimento, na base do qual cerca de 120 farmeiros visitaram Geórgia, 20 deles registaram no país as suas empresas, outros criaram o consórcio para a realização dos investimentos de vulto.

Um congresso semelhante decorreu em 2010 na África do Sul em 2010, durante o qual o Ministro georgiano da Diáspora informou sul – africanos sobre o clima empresarial e de investimento na Geórgia.

No evento estavam presentes diversos ministros e vice – ministros georgianos e também a primeira-dama da Geórgia Sandra Roelofs.

Ver o vídeo:

Ver no YouTybe:

sexta-feira, maio 04, 2012

Europa boicota a Ucrânia


Se a Revolução Laranja colocou a Ucrânia na ribalta europeia e mundial, já o atual poder ucraniano faz de tudo para transformar o país no novo pária da Europa.

Recentemente, o presidente da Albânia, Bamir Topi, decidiu ignorar a cimeira dos chefes do estado da Europa Central e do Leste, a ter lugar na cidade ucraniana de Ialta, nos dias próximos 11 – 12 de maio.

Segundo à agência AMA-News, citada pelo jornal ucraniano Expres.ua, o presidente albanês pretende, desta maneira, mostrar o seu protesto contra o “tratamento desumano” dado à ex-primeira-ministra ucraniana, Yulia Tymoshenko, privada da possibilidade de receber o tratamento médico adequado.

O presidente da Albânia já é o décimo chefe do estado que decidiu não participar na cimeira ucraniana, antes a mesma decisão oficial foi tomada pelos líderes da Alemanha, República Checa, Áustria, Itália, Eslovênia, Estônia, Croácia, Letónia e Bulgária. A presidenta da Lituânia, Dalia Grybauskaité, ainda não informou sobre a sua decisão.

Apenas um presidente se mostrou decidido de visitar a Ucrânia, o polaco Bronislaw Komorowski. Ao título de exemplo, na última cimeira dos chefes do estado da Europa Central e do Leste em Varsóvia, participaram 19 chefes do estado.

Euro-2012 será boicotado pelos comissários europeus

Além disso, a representação da União Europeia na Ucrânia informou na sua página de Facebook, que, além do Durão Barroso, nenhum dos comissários europeus participará nas cerimónias dedicadas ao Euro – 2012 na Ucrânia.

O Presidente Barroso não tem nenhuma intenção de visitar a Ucrânia ou participar nos eventos dedicados ao Euro-2012. Essa posição é partilhada por todos os comissários europeus”, pode-se ler no comunicado. A representação ressalta que a União Europeia estará pronta para colaborar com o poder ucraniano no futuro, mas exige que este poder respeite os valores democráticos e a supremacia do direito.

Merkel e boicote do Euro-2012

A chanceler alemã, Ângela Merkel, esta a refletir sobre a possibilidade do boicote político do Euro-2012, se Yulia Tymoshenko não seja libertada até o início do campeonato, escreve “Der Spiegel”.

Se a líder da oposição, que esta na prisão, não será libertada até o início do Euro-2012, Merkel recomenda aos ministros do seu governo não visitar a Ucrânia”, escreve o periódico. A única exceção será feita ao Ministro do Interior, Hans-Peter Friedrich e só no caso, se este receber a permissão de visitar Yulia Tymoshenko no estabelecimento prisional.

O instituto sociológico alemão, Emnid, divulgou um estudo, publicado no jornal “Bild am Sonntag”, mostrando que 52% dos alemães concordam com a decisão da Ângela Merkel de não visitar a Ucrânia e 50% defendem a transferência do campeonato para um outro país, informa Expres.ua

quinta-feira, maio 03, 2012

Carta à União Europeia


A blogueira ucraniana Olha Chervakova escreveu uma linda carta à União Europeia.

Querida União Europeia! Quando cá vens para assistir o futebol e vais ver as calçadas partidas, os hospitais rasca e todos os estes bufos, talvez vais pensar que eu não pago os impostos. E vais pensar que o país está no cu, não porque é gerido por este mesmo órgão, mas porquê os cidadãos da Ucrânia são todos niilistas, rascas e cacatas. Depois te vão contar na TV sobre a “tentativa de evitar o pagamento de impostos” e tu realmente vais acreditar que eu não pago os impostos. E nunca na vida vais chegar a conclusão que eu os pago, mas eles foram roubados. Pois tu nunca vais perceber como é possível roubar tanto.”

Uma outra blogueira, Iryna Osnach, acrescenta: “Também quero dizer. Querida União Europeia, se vais decidir nós visitar para ver o futebol, aviso, tenha cuidado com a polícia, os evita a todo o custo. Também não fica assustada, mas não temos WC públicos na nossa cidade, nem sei onde você vai, mesmo que há, pagos e malcheirosos, serão difíceis de achar, melhor conceito não bebe líquidos. Podes não ter o medo dos cães vadios, foram todos exterminados e levados aos camiões, eram tantos, pois o dinheiro da sua esterilização foi roubado, tal como os fundos alocados ao futebol. Mas faça as vacinas contra a tuberculose e sarampo, pois temos a epidemia. Leva consigo as lanternas, por causa das calçadas partidas e por iluminação pública não funcionar em todo o lado, e também leva ar condicionados, o nosso transporte público não os possui. Leva os guarda-chuvas de ferro, já que por vezes cai o ladrilho dos prédios. E ainda as estradas por vezes cedem, caem lá os carros, as pessoas fervem vivos na água escaldante. O nosso poder político ainda maltrata os prisioneiros nas cadeias...

Datas à não esquecer: no dia 1 de maio de 1776, Adam Weishaupt fundou em Baviera a sociedade dos illuminati. Que os leitores deste blogue sejam iluminados!

terça-feira, maio 01, 2012

Alemães e os clichés da propaganda soviética


O canal da TV alemão, RBB, exibiu recentemente uma peça sobre Lviv, na qualidade da cidade – recetor de jogos do Euro-2012, chamada “Futebol sobre suástica”. Na peça, os jornalistas alemães descreveram Lviv como cidade onde domina a ideologia nazi e mostraram algumas imagens com as suásticas desenhadas nos murros.

O presidente do município de Lviv, Andriy Sadoviy, escreveu a carta aberta aos jornalistas europeus, onde os exortou a não usarem os “clichés propagandísticos soviéticos e diversos rótulos do passado”.

Lviv e Ucrânia Ocidental em todo o século XX foram palcos dos crimes terríveis de dois sistemas totalitários, nazi e comunista. Em consequência do terror “vermelho” e “castanho”, na cidade e na região morreram milhões de ucranianos, judeus, polacos e representantes de outras nacionalidades. A memória destas vítimas está viva, na cidade onde moram as testemunhas destes crimes.

Ao mesmo tempo, a propaganda comunista soviética, de um modo consciente e sistémico, trabalhava para descrever o movimento nacional ucraniano como “colaboradores nazis”. Embora o maior “crime” dos ucranianos da Galiza, de ponto de vista dos comunistas, foi a resistência aguerrida contra o regime soviético. Após a primeira experiência da vida sob o regime comunista em 1939-1941, os ucranianos, realmente começaram se insurgir contra a ocupação soviética, defendendo as suas cidades e aldeias contra o novo terror dos serviços secretos soviéticos. A luta do Exército Insurgente Ucraniano (UPA), primeiramente contra os nazis e depois contra o poder soviético durou entre 1943 e até o início dos anos 1950”, – conclui a sua carta o mayor Andriy Sadoviy.

Os veteranos soviéticos e do UPA juntos

O 65° aniversário da libertação da Ucrânia dos nazis foi celebrada na província de Lviv com um ato de reconciliação entre os veteranos do exército soviético e do Exército Insurgente Ucraniano (UPA). No comício junto ao monumento dos libertadores da aldeia de Syanky, os veteranos apertaram as mãos e concordaram que lutaram contra o mesmo inimigo, embora nas formações diferentes. A localidade de Syanky não foi escolhida ao acaso, foi o último pedaço do território da Ucrânia Soviética libertada dos ocupantes nazis.

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