A Sociedade Ucraniana do Brasil (SUBRAS) promove o almoço ucraniano em Curitiba, dia 4 de Março, às 12:30.
quarta-feira, fevereiro 29, 2012
domingo, fevereiro 26, 2012
Vitali Klitschko: 44ª vitória
O pugilista ucraniano Vitali Klitschko pela 8ª vez defendeu o seu título do Campeão do mundo pela versão WBC, somando 44 vitória das quais 40 com o knock-out.
Na noite de 18 de Fevereiro, em Munique na Alemanha, o campeão ucraniano Vitali Klitschko ganhou o combate contra o pugilista britânico Dereck Chisora.
Nas vésperas, Vitali Klitschko, comentou o seguinte na sua página do Facebook: “Semana da preparação tensa está por trás. Assim, finalmente amanha é o combate tão esperado... Embora o adversário é um descarado e mal educado, mas eu o AMO... A profundidade dos meus sentimentos, eu poderei revelar amanha a tarde, no quadrado do ringue... O combate Klitschko – Chisora. Será interessante!”
Como é do conhecimento público, nas vésperas do combate, durante a pesagem dos atletas, Chisora deu um tapa na cara do Vitali Klitschko, chegando a cuspir água na cara do irmão do campeão ucraniano, Volodymyr (Wladimir) Klitschko, pouco antes do início da luta. O comportamento selvagem do Chissora foi penalizado com a multa no valor dos 10% do seu honorário pelo combate: 25.000 USD receberá a Fundação WBC e outros tantos a Fundação Max Schmeling.
Ver o combate no YouTube:
É de referir que após a derrota com o campeão ucraniano, na impossibilidade de se impor no ringue, Chisora envolveu-se em pancadaria e ameaças verbais com o seu compatriota, ex-pugilista e actual comentador desportivo David Haye. Desta vez a selvajaria lhe valeu a detenção e os interrogatórios da polícia criminal alemã. Pela pancadaria e o episídio com água, Chisora foi multado em outros 50.000 USD. Esperamos que o agressor será banido do boxe profissional para sempre.
Ainda, no dia 3 de Março, apoiaremos Volodymyr (Wladimir) Klitschko no combate contra o francês Jean-Marc Mormeck, pelas versões IBF/WBO/WBA. Volodymyr Klitschko defenderá o seu título pela 11ª vez consecutiva.
Ver o vídeo promocional do combate no YouTube:
sexta-feira, fevereiro 24, 2012
Afro – ucraniana representará Ucrânia no Eurovisão 2012
A cantora afro – ucraniana Gaytana, após ganhar o final do concurso nacional, representará a Ucrânia no festival da canção “Eurovisão-2012” no Azerbaijão.
A votação popular via SMS deu a vitória à cantora Renata com a composição “Love in sunlight rays”, com 5114 votos; a segunda posição foi ocupada pela Gaytana com a canção “Be my guest” com 3539 votos. Cada SMS custou cerca de 0,62 USD e um número do telefone só poderia votar uma única vez. Além disso, os pontos foram atribuídos pelo júri nacional, encabeçado pelo director do Primeiro Canal da TV, Yegor Benkendorf. No final, Gaytana recebeu 21 pontos atribuídos pelo júri e 20 pontos vindos dos telespectadores.
O Concurso ucraniano que contou este ano com 21 concorrentes, mais uma vez não evitou a polémica. Apenas dois dias antes da grande final, o Primeiro Canal decidiu eliminar um dos concorrentes mais fortes, o cantor Matias. Na sua comunicação oficial, o Canal justificou a decisão pela vontade de “oferecer as oportunidades iguais aos todos os concorrentes e também para eliminar os rumores e fantasias infundados”. Afinal, o produtor do Matias, Vlad Baginski, era o membro do júri da semifinal do Concurso, facto que originou uma onda das críticas na imprensa e na blogosfera ucranianas.
O festival “Eurovisão-2012” será organizado na capital de Azerbaijão, Bacu, graças à vitória na sua última edição do duo azeri, Nigar “Nikki” Jamal е Eldar “Ell” Gasimov com a composição “Running Scared”. Dois semifinais terão o lugar em Bacu, nos dias 22 e 24 de Maio, o final será no dia 26 de Maio de 2012. Até hoje, 36 países manifestaram o seu desejo de participar no certame.
Em 2011, Ucrânia ocupou o 4° lugar no festival, com a cantora Mika Newton que arrecadou 159 pontos.
Ver a composição “Be my guest” (texto e música da Gaytana), que já foi vista no YouTube por mais de 73.000 pessoas:
quinta-feira, fevereiro 23, 2012
Letónia derrotou o “direito de não saber”
No referendo popular sobre a introdução da língua russa como a segunda língua nacional, 74,8% dos eleitores da Letónia votaram contra essa medida.
O referendo popular teve o lugar no dia 18 de Fevereiro de 2012, as mesas de votação se abriram às 7h00 e se fecharam às 22h00. Poderiam participar na votação todos os cidadãos com mais de 18 anos. No total, no país funcionaram 950 assembleias de voto, outras 85 foram montadas no estrangeiro.
O projecto da Lei, criado pela sociedade “Língua russa” e que reuniu 180.000 assinaturas, previa emendar 4 artigos da Constituição do país.
De acordo com os dados da Comissão nacional das eleições, os resultados finais do referendo ditaram que 74,8% dos participantes votaram contra a proposta, 24,88% a apoiaram e 0,32% dos votos foram nulos. “Não” ganhou em 4 distritos eleitorais, incluindo na capital, apenas no distrito de Latgale ganhou “sim”, mas com uma margem mínima.
Deveria ser mais que claro para todos, que o referendo não procurava transformar a Letónia em um país bilíngue. O referendo, apenas e só, procurava garantir aos colonos e aos seus descendentes o direito constitucional de não estudar a língua nacional do país do acolhimento. E o “direito de não saber” não é e não pode ser visto como um direito legítimo.
quarta-feira, fevereiro 22, 2012
Conheça a imigração ucraniana no Paraná
O "Passado e Presente" desta semana tem como tema a imigração ucraniana no Paraná. O convidado especial é Guto Pasko, cineasta responsável pelo documentário "Made in Ucrânia". Conheça um pouco mais da cultura, religião, hábitos e histórias que fazem parte do povo que influenciou diretamente a formação e cultura dos paranaenses. Também participa do bate-papo o jornalista da RPC TV, Jorge Narozniak, que nasceu na Ucrânia.
Vejam no link abaixo:
O Documentário de Guto Pasko, "Made In Ucrânia", foi exibido pelo programa Cine Ó, da ÓTV, e está disponível neste site dividido em 4 capítulos. Para assistir clique nos links abaixo:
Made in Ucrânia - Episódio 1
Made in Ucrânia - Episódio 2
Made in Ucrânia - Episódio 3
Made in Ucrânia - Episódio 4
Made in Ucrânia - Episódio 1
Made in Ucrânia - Episódio 2
Made in Ucrânia - Episódio 3
Made in Ucrânia - Episódio 4
segunda-feira, fevereiro 20, 2012
“Eu quero viver”: os diários da estudante soviética
Os diários da estudante soviética dos anos 1930 têm aceitação enorme no Ocidente, a sua autora é chamada de “Anna Frank soviética”. Na Rússia, a história da menina, que por causa do seu diário pessoal foi presa no GULAG é praticamente desconhecida. Ninguém quer saber.
por: Natalia Radulova
“Na (aula da língua) russa eu quase não escutei nada, uma força mágica desviava os meus olhos até a primeira carteira, ao lado da janela, até o perfil claro do Liovka, e eu, rapidamente passando de objecto para objecto, de repente, levantava os meus olhos para ele, sem parar, e assim sem fim. Ele, mais e mais vezes olhava para a janela, as vezes para o professor e raramente para o nosso lado”. Isso foi escrito no seu diário nos anos 1930, pela estudante Nina Ligovskaya. Este tipo de banalidades são escritas em todos os tempos, quer no caderno estudantil, quer numa postagem privada do blogue, por todas as meninas apaixonadas por colegas da escola. Mas nem todas elas vêem as suas casas revistadas. Nem todas as meninas são deportadas para o GULAG por causa dos seus diários secretos.
“Canalhas bolcheviques”
Nina manteve o diário entre 1932 e 1937. A filha do prisioneiro político, ela odiava o regime totalitário. Mas aos 13 anos, como é próprio para uma pessoa desta idade tão importante, analisava todo e qualquer aspecto da vida quotidiana: coisas da escola, prisões dos amigos, o seu próprio crescimento, foxtrote, encanto das meninas pelo descobridor árctico mais bonito.
Lugovskaya foi detida quando completou 17 anos. Foi lhe incriminada a conspiração com o intuito de assassinar o líder do partido, acusação baseada nas linhas que Nina escreveu após a recusa oficial de emitir o passaporte para o seu pai: “Alguns dias eu sonhava durante horas como vou mata-lo. As suas promessas, a sua ditadura, georgiano vicioso que mutilou a Rússia. Como isso foi possível? Grande Rússia, grande povo acabou nas mãos de um patife”. Algumas paginas para frente, a autora, com a mesma fúria adolescente exclamava: “Aulas, meu deus, tantas aulas. Canalhas bolcheviques! Eles absolutamente não pensam nos meninos, não pensam que nós também somos pessoas”.
Será que Nina se preocupava com o facto do que a sua escrita poderia ser descoberta? Parece que sim. Na casa do inimigo do povo constantemente se realizavam as buscas. Mas as preocupações da menina com o seu diário eram tão ingénuas: “E se... ele será encontrado por acaso, vão reparar os palavrões sobre Stalin. E ele cairá nas mãos dos bufos. Vão o ler, se rir sobre o meu delírio amoroso”. Assim aconteceu. Foi achado. O seu primeiro leitor foi o investigador do NKVD – com um lápis vermelho ele sublinhou as afirmações subversivas, anti-soviéticas. [...]
Sem nenhuma piedade o lápis vermelho reparou o descontentamento com os preços: “60 copeques – um quilo de pão de trigo! 50 copeques – litro de petróleo (de iluminação)! Moscovo resmunga”, não deixou passar os testemunhos da fome: “Tenazmente e sem fim, flúem os refugiados para as grandes cidades. Cem vezes os mandavam de volta, em longos comboios para lá, para a morte certa”. Foi reparado até o entusiasmo insuficiente: “Não participei no comício, nas vésperas deitei-me tarde e não queria acordar cedo”. E claro, não seria possível não assinalar a passagem: “Na alma, de repente, se levantou toda a maldade e irritação contra aquele que me levou o pai... Ohm, bolcheviques, bolcheviques! Até onde vocês chegaram, o que vocês fazem?”
Nos interrogatórios a estudante foi obrigada a reconhecer que “agudamente hostilmente é orientada conta a liderança do Partido Comunista de Toda a União (bolchevique), e em primeiro lugar contra Stalin”. A razão também foi achada rapidamente – filha queria vingar o seu pai. No processo ficou arquivado a sua confissão ingénua, claramente escrita sob o ditado: “Eu pensava apenas encontrar Stalin ao lado do Kremlin e fazer o atentado com um disparo de revolver, sabendo antecipadamente, quando ele sai do Kremlin”.
Quase 20 anos mais tarde, após a cadeia, os campos de concentração e degredo, Nina Lugovskaya irá procurar a reabilitação e na carta ao Khrushev explicará, que as frases do seu diário adolescente foram apresentadas como as provas da acusação, que os interrogatórios foram muito brutos, com ameaças, incluindo do fuzilamento. Tudo isso a levou ao estado, quando já “não fazia sentido o que assinas, (desejando) apenas que tudo termine o mais rapidamente possível”.
Três tentativas de editar o seu livro
Os três cadernos estudantis foram descobertos anos após a sua morte, no início dos 2000. E estes cadernos a tornarão famosa. “Anne Frank soviética” – assim ela será chamada em todo o mundo. O seu diário foi traduzido em 20 línguas, teve várias reedições, foi recomendado para a leitura nas escolas, as crianças no estrangeiro participam nos concursos literários sobre o tema Nina Lugovskaya. E apenas na Rússia, a vida da estudante – prisioneira política será conhecida só por alguns especialistas.
O diário e as cartas da Nina, foram achadas pela Lia Dolzhanskaya, funcionária da sociedade dos direitos humanos Memorial, no Arquivo estatal da Rússia. “Alguns dias eu estava sentada no arquivo frio e mal iluminado, lia estes cadernos e não conseguia parar. Queria muito que outros também os leiam”. [...]
Os funcionários da Memorial, que copiaram manualmente página após página dos cadernos da Nina Lugovskaya, não conseguiam conter as lágrimas. Menina troca os bilhetinhos nas aulas da geografia e ri-se, quando o sistema impiedoso já se prepara para triturar o seu destino – o pai da Nina será fuzilado, mãe, como esta anotado no processo, durante a sua detenção gritava em voz alta: “Até a vista, adeus, meninas”, tentando com os gritos chamar a atenção das testemunhas. A mãe morreu em Magadan, as irmãs também passaram pelos campos de concentração. [...]
“Porque sobreviveu o diário – para mim é um enigma, — se surpreende o historiador Dr. Iaroslav Leontiev, que se tornou o primeiro perito dos documentos da Nina Lugovskaya. As semelhantes provas documentais geralmente eram destruídas. Mas talvez, estremeceu a mão do investigador. Ou talvez, era a vontade de Deus”.
Todos os que conviviam com a escrita da Nina diziam a mesma coisa: “As pessoas devem saber disso”. Por alguma razão se pensava que os russos, sabendo do processo louco “Estado contra a criança”, vão entender algo novo sobre a sua história. Em 2001, os diários foram editados pela Memorial, com a tiragem efémera de 500 exemplares e rapidamente se esgotaram entre os seus. Em 2003, a editora Natalia Perova, aos seus próprios custos preparou a segunda edição – “Quero viver! Diário da estudante soviética”. 1000 exemplares dificilmente se vendiam durante 3 anos, e no fim, a maior parte dos livros foi oferecida. Quando o livro foi proposto às editoras ocidentais, a reacção foi momentânea. Sobre o livro começaram escrever na imprensa, o livro foi traduzido. Durante os anos o livro continua ter uma popularidade enorme na Inglaterra, Itália, Alemanha, Japão, diversos outros países.
Em 2010, na Rússia foi feita mais uma tentativa de publicar os “Diários”, desta vez na editora RIPOL Classic (ISBN 9785386018436). Mas alguns meses após a sua publicação outra vez se constatou que os leitores russos, na sua massa, não se interessam por livros deste tipo.
Natalia Perova: “Creio que a nossa gente simplesmente não quer vascular o seu passado terrível. Isso é demasiadamente doloroso, demasiadas revelações foram feitas ultimamente”. O sociólogo Boris Dubinin também acha que mais uma verdade sobre o Grande Terror não interessa aos cidadãos russos: “É uma situação traumática para a consciência colectiva, quando os russos na actualidade evitam os traumas de todas as maneiras”.
Segundo os dados do estudo de opinião conduzido pelo Centro Levada, dois terços dos respondentes estão prontos até de imaginar a época estalinista como algo positivo. “O Poder e a imprensa de todas as maneiras favorecem isso – os esforços da propaganda também são direccionados para não vasculhar a história, não reconhecer a responsabilidade pela história. Não é por acaso que ultimamente foi tão esbranquiçada a figura do Stalin”.
Os diários da Nina Lugovskaya, na opinião do Boris Dubinin, são desconhecidos na Rússia também porquê na sociedade russa não há interesse pelo indivíduo: “Somos acostumados usar o retracto panorâmico e heróico – grande passado de um grande país. A escrita pessoal de uma pessoa pequena, da estudante, claramente perde em termos de comparação”.
Escritora russa Lyudmila Ulitskaya escreveu o prefácio do livro em que fala directamente ao seu leitor: “Nas fotos Nina tem uma cara infantil, confusa. Milhões destas fotografias estão guardadas nos arquivos. Mas todos eles morreram: uns com a bala, outros no campo de concentração, outros no degredo. Nina Lugovskaya teve sorte. Ela saiu do GULAG. Realizou o seu sonho infantil, se tornou pintora, viveu até a velhice, e poucos que a rodeavam sabiam sobre o seu passado. Se calhar, nem ela própria se lembrava dos seus diários, retirados durante a busca. Mas eles sobreviveram. Eles estão aqui. Eles são para nós”.
Para nós?
Fonte:http://www.kommersant.ru/doc/1353424
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sábado, fevereiro 18, 2012
"Ai se eu te pego" em ucraniano
Vejam a versão da música brasileira "Ai se eu te pego" em ucraniano, apresentada pelo Grupo de jovens Orel (Giseli Krinski, Giovanna Ivasko e Roberta Pzybysceski; o grupo Orel usa o teatro, a dança e a música para divulgar a cultura ucraniana), no XXXIX Congresso da juventude Ucraíno Brasileira na cidade de Prudentópolis, estado de Paraná no Brasil.
Ver no YouTube:
quarta-feira, fevereiro 15, 2012
Desenhos animados ucranianos on-line
A página das mamãs de Lviv, decidiu reunir no seu sítio vários desenhos animados ucranianos (54 no total) que podem ser vistos on-line.
Além disso a página oferece a possibilidade de ouvir os contos mágicos ucranianos on-line e canções de embalar on-line. Quem gosta do cartoon norte-americano Cars, aqui pode ver СARS 2 em ucraniano.
sábado, fevereiro 11, 2012
Militares ucranianos destacados para África
A 18ª unidade especial de helicópteros das Forças Armadas da Ucrânia funcionará na República Democrática do Congo (RDC) com 157 militares.
O pelotão de reconhecimento partiu de Kyiv no dia 10 de Fevereiro de 2012, juntamente com máquinas e equipamento, para preparar a construção de uma base ucraniana na RD do Congo.
O avião ucraniano AN-124-100М “Ruslan” transportou cerca de 90 toneladas de equipamentos necessários para o funcionamento da unidade especial de helicópteros das Forças Armadas da Ucrânia, que executará as tarefas da Missão das Nações Unidas para estabilização no Congo.
Como explicou o chefe do contingente ucraniano, o tenente – coronel Serhiy Shapovalov, a deslocação da unidade será feita gradualmente. “O aeroporto mais próximo é incapaz de receber as aeronaves da classe “Ruslan”. Por isso, primeiro voaremos para Uganda e depois seremos transferidos para a RD do Congo com os aviões da Missão das Nações Unidas, “Hércules” e “IL-76”. Nos arredores da cidade de Goma, no centro – leste do Congo, nas margens do lago Kivu será colocada a base e dois helicópteros das forças de paz da Ucrânia. A segunda parte da unidade será localizada a 500 quilómetros à leste, na localidade de Bunia, na zona fronteiriça com o Sudão”, - explicou o tenente – coronel.
Como mencionou Shapovalov, a 18ª unidade especial de helicópteros das Forças Armadas contará com 157 efectivos, eles irão operar 4 helicópteros de combate Мі-24 e 43 unidades especiais automóveis. As tarefas principais dos capacetes azuis ucranianos são a realização de reconhecimento aéreo, vigilância, medidas de contenção e apoio das forças terrestres, apoio das acções militares da Missão das Nações Unidas, incluindo operações de busca e salvamento e a entrega de ajuda humanitária.
O esquadrão ucraniano irá operar em conjunto com a Brigada de Infantaria indiana, proporcionando cobertura aérea das suas operações terrestres.
A aprovação de envio do contingente militar ucraniano foi votado favoravelmente pelo Parlamento no dia 22 de Dezembro de 2011, embora anteriormente a Comissão Parlamentar da Segurança e Defesa Nacional recomendou ao Parlamento rejeitar este projecto de lei.
Fonte:
http://www.kyivpost.ua/ukraine/news/pershij-zagin-ukrayinskih-mirotvorciv-virushiv-do-kongo-36218.html
Em memória dos insurgentes ucranianos
89 anos atrás, no dia 9 de Fevereiro de 1923, durante a revolta na cadeia Lukyanivska em Kyiv morreram os líderes dos insurgentes ucranianos, chefes Larion Zahorodniy, Yuriy Drobotkovskiy, Mefodiy Holyk – Zaliznyak, Denys Hupalo, Serhiy Zakharov, Kostyanyn Zdobud – Volia, Ivan Hayoviy – Hrysyuk, insurgentes Mykola Opoka, Mykhaylo Turok e outros, no total 38 pessoas.
No Verão de 1922, CheKa iniciou a operação clandestina de aniquilação total dos insurgentes ucranianos da Ucrânia Central. Para tal, a secreta soviética usou dois ex-militares ucranianos independentistas, “coronel Hamaliya” (Petró Trokhymenko) e “centenário Zaviryukha” (Tereshenko – Zaviryukha), incumbidos de conhecer e reunir o maior número possível dos insurgentes ucranianos a viver na Ucrânia Soviética.
“Hamaliya” e “Zaviryukha” assinavam as ordens patrióticas, dinâmicas e mobilizadores, escritas pela CheKa no intuito de acabar de vez com qualquer futura resistência armada ucraniana. Na sua ordem № 10, “Hamaliya” determina o local e a data do “congresso do grupo” – 29 de Setembro de 1922 em Zvenihorodka. A ordem promete a presença do general Huliy (Andriy Huliy – Hulenko), na realidade já preso pela CheKa. Alguns chefes dos insurgentes (Chorniy Voron, Honta – Ivan Lyutiy – Lyutenko) não vieram ao encontro, provavelmente pressentindo a traição. Aqueles que apareceram no “congresso” foram presos na noite de 29 de Setembro e levados para Kyiv, onde foram colocados na cadeia de Lukyanivska.
No dia 16 de Janeiro de 1923 o processo criminal № 446/7971 foi terminado e no dia 2 de Fevereiro a Secção Extraordinária do Tribunal Provincial de Kyiv condenou à pena capital os líderes insurgentes Larion Zahorodniy, Mefodiy Holyk – Zaliznyak, Denys Hupalo, Serhiy Zakharov, coronel Kost(yantyn) Zdobud – Volia, Ivan Hayoviy – Hrysyuk, cossacos insurgentes Oleksiy Dobrovolskiy, Yuriy Drobotovskiy, Tymofiy Kampaniets, Ivan Lyashenko, Vasyl Tkachenko, Hryhoriy Yakovenko, entre outros.
Mas os insurgentes ucranianos pretendiam vender caro a sua vida. No dia 9 de Fevereiro de 1923, cerca das 8h30, os 14 insurgentes encarcerados na câmara № 1 da cadeia de Lukyanivska e condenados à pena capital, conseguiram desarmar o guarda, tomaram sob o seu controlo a chancelaria da cadeia. Destemidos, durante 4 horas eles resistiram aos carrascos vermelhos, mais de metade morreu em combate, os insurgentes capturados foram barbaramente assassinados. CheKista Frinovskiy cortava as suas cabeças com um machado.
Morreram 38 pessoas. Eis os seus nomes: Eduard Dobelas – Panok, Petró Pychkulych, Semen Zhukovskiy, Pavló Pashkov, Ivan Zaets, Yosyp Humenyuk, Hryhoriy Rantsev, Ivan Levytskiy, Serhiy Zakharov, Fedir Levytskiy, Serhiy Tatyshev, Ivan Melnyk, Semen Danylevych, Illya Lystopad, Hryhoriy Krasnychenko, Mykhaylo Nozhyn, Dmytro Petrenko, Hryhoriy Pevnev (Pevniy?), Mykhaylo Yakubovskiy, Mykola Petrykovskiy, Petró Pohulyashko, Hryhoriy Kalytyuk – Haysha, Larion Zavhorodniy, Mefodiy Holyk – Zaliznyak, Tymish Kompaniets, Oleksiy Dobrovolskiy, Kostyantyn Zdobud – Volia, Vasyl Tsap, Mykola Opoka, Mykhaylo Yurok, Ivan Hayoviy – Hrysyuk, Yuriy Drobotkovskiy, Ivan Lyashenko, Korniy Cherkas, Mykhaylo Kunytsya, Denys Hupalo, Hryhoriy Oliynyk, (?) Kutsenko.
Glória eterna aos que não traíram os ideais da Ucrânia independente e morreram no combate contra os ocupantes!
(с) Roman Koval, Clube Histórico “Kholodniy Yar”
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