segunda-feira, agosto 16, 2010

Iván – de Volta para o Passado

O realizador ucraniano – brasileiro Guto Pasko (Made in Ucrânia) está engajado no novo projecto: o filme documentário sobre a vida do imigrante ucraniano Iván Bojko, levado em 1942 pelos nazistas da sua aldeia natal no município de Berezhany (província de Ternopil) para os trabalhos forçados na Alemanha.

A diversidade étnica é uma das marcas do Paraná, que abriga colónias e comunidades de diversas culturas, entre elas estão os ucranianos. A imigração ucraniana no Brasil começou no final do século XIX e teve três grandes levas até 1952. Calcula-se que o grupo étnico ucraniano e seus descendentes no Brasil somam cerca de 400 mil pessoas, das quais 81% vivem no Paraná. Deste total, se estima que cerca de 100 mil se encontram na cidade de Curitiba, entre elas Iván Bojko.

Iván Bojko veio ao Brasil em 1948; como refugiado de 2ª guerra mundial e nunca mais voltou para a Ucrânia. Em 2010, ou seja, 78 anos depois, ele irá fazer uma viagem de volta ao passado, em retorno à sua terra natal. O filme tem patrocínio da PETROBRÁS Petróleo Brasileiro S.A., através do Programa Petrobrás Cultural.

Em 1942 Iván Boiko foi arrancado da Ucrânia e levado pelos nazistas para os trabalhos forçados na Alemanha, onde permaneceu até 1945. Com o fim da 2ª guerra mundial ele não quis regressar à Ucrânia porque os soviéticos dominaram o país, acusando de inimigos de povo e traidores todos os cidadãos da então União Soviética que estiveram trabalhando na Alemanha, mesmo que em circunstancias como as vividas por Iván Boiko. Se ele retornasse seria morto ou então se tivesse sorte, seria preso e enviado para os GULAGes da Sibéria.

Para Iván Boiko sobrou à alternativa de buscar refugio em outro País e ele escolheu o Brasil, mais especificamente, a cidade de Curitiba.

No Brasil Iván Boiko dedicou-se à fabricação e propagação de bandura – instrumento musical nacional dos ucranianos. Para Ivan Bojko fabricar a bandura significou se sentir mais próximo do seu país de origem, o qual foi obrigado a abandonar.

O maior sonho de Iván Boiko, qual ele está prestes a realizar, é viajar para a Ucrânia para reencontrar a única pessoa ainda viva da sua família: uma irmã que está com mais de 80 anos de idade e mora actualmente na região de Odessa, sul da Ucrânia. Desde que saiu de sua terra natal, levado pelos alemães, eles nunca mais se viram.

Ver as fotográficas de filmagens no Facebook:
http://www.facebook.com/home.php?#!/album.php?aid=2075025&id=1149204580

quinta-feira, agosto 12, 2010

Hino da Ucrânia em georgiano

Aproxima-se o dia da Independência da Ucrânia e para comemorar este dia especial, várias comunidades residentes no país cantam o Hino da Ucrânia em sua língua natal.

Nestes vídeos podem ver e avaliar o esforço de cada uma das comunidades, ao meu ver, os melhores sem dúvida são os georgianos. A não esquecer que Ucrânia é a segunda pátria para a comunidade georgiana estimada em cerca de 34 mil pessoas.
.

O Hino ucraniano cantado pelos arménios, judeus e ciganos (romas)

Obrigado ao blogueiro andreistp

quarta-feira, agosto 11, 2010

Amor nos Cárpatos

Volodymyr e Cristina são o jovem – casal ucraniano que mora em Lviv, mas costuma passar o seu tempo livre na região montanhesa dos Cárpatos. No dia em que os dois pousaram para o fotógrafo Maksym Balandyukh (blogueiro Zirvygolova), os seus pais comemoravam mais um aniversário do casamento.
.
Ver mais fotos:
http://zirvygolova.livejournal.com/141477.html

Bónus:

Apresento-vos o cartoon ucraniano “Como Petryk Pyatochkin contava os elefantinhos”, produzido no estúdio KyivNaukoFilm em 1984.

Ver no YouTube:
http://www.youtube.com/watch?v=ij-GloxRvNY



Obrigado ao blogueiro shuher-smit

terça-feira, agosto 10, 2010

Recordar a guerra na Geórgia

Dois anos após o fim da guerra russo – georgiana o mais famoso blogueiro georgiano cyxymu recorda a guerra de Agosto de 2008, que culminou com a limpeza étnica da população georgiana da Ossétia do Sul. Os cidadãos russos também saquearam, queimaram e destruíram todas as aldeias georgianas da Ossétia do Sul.

Muitos contam o início da guerra à partir de bombardeamento de Tskhinvali pela artilharia da Geórgia, mas o lançamento de mísseis Grad (classificação da NATO M1964) era apenas uma resposta ao bombardeamento de aldeias georgianas, após a decisão de expulsar de lá as forças de paz georgianas, pois através dessas aldeias as colunas militares russas deveriam marchar até Tskhinvali. Além disso, existe uma série de testemunhos que os mísseis Grad russos mais que uma vez bombardeavam Tskhinvali. Bem, como é do domínio público o facto do que a grande parte da população da Ossétia do Sul ainda nas vésperas foi evacuada para a Ossétia do Norte.
.
Mas a guerra russo – georgiana efectiva começou na manha de dia 8 de Agosto de 2008, quando os soldados russos do “contingente da paz”, que se mantiveram neutros durante toda a noite, como havia sido negociado com o seu comandante, general Kulakhmetov, abriram fogo contra os militares georgianos. O tanque georgiano abatido pelos russos tornou-se a primeira vítima da guerra russo – georgiana. Em resposta, o fogo georgiano matou o atirador russo e começou a guerra.
.
Por que tropas russas abriram fogo? Porque a noite inteira no território da Geórgia entravam as colunas dos blindados russos e não havia nenhuma razão para a sua presença. Por isso o contingente russo da paz foi forçado (pelos seus superiores) de abrir o fogo contra as posições georgianas, sabendo que Geórgia não perdoará a provocação. Então, finalmente tiveram uma razão, 16 soldados russos morreram, embora aos invasores russos que entravam no território da Ossétia do Sul, mesmo antes da morte destes soldados, diziam que morreram não menos que uma centena de soldados russos. Mais tarde apareceu a mentira sobre os 2000 ossetas assassinados (na realidade, durante todo o conflito morreram 164 ossetas, cerca de 90% pertenciam às forças paramilitares dos separatistas).

De qualquer maneira, a guerra começou. O que aconteceu depois – todos bem sabem. Bombardeamentos de cidades e aldeias da Geórgia. Centenas de civis georgianos mortos. Dezenas de milhares de refugiados georgianos. A assinatura do cessar-fogo, violado logo no dia seguinte pela Rússia, que continuava a ocupação de territórios georgianos. Após a assinatura deste tratado mais de 100.000 civis georgianos se tornaram refugiados fora da Ossétia do Sul, casas de muitos milhares de pessoas foram saqueadas e destruídas pelos cidadãos russos. E o cúmulo dessa ocupação foi o reconhecimento da independência da Ossétia do Sul e da Abecásia pela Rússia. Estas regiões tornaram-se os buracos negros para o orçamento de estado da Rússia, que envia milhares de milhões de rublos, que acabam nos bolsos de funcionários moscovitas e do regime de Kokoity.

Os milhares de refugiados da Geórgia (tanto georgianos como ossetas), vivem em suas novas casas perto da Ossétia do Sul. As suas próprias casas foram arrasadas e destruídas por aqueles, que escrevem nas paredes em Tskhinvali: “Obrigado Rússia”.
.
Também digo “Obrigado Rússia”. Pois agora vejo muito claramente quem é o nosso inimigo. Eu vi isso ainda em 1992-93 na Abecásia onde os seus aviões bombardearam nossa casa, mas eu também vi os russos, que ajudavam aos nossos refugiados a saírem de Sukhumi pelo mar. Agora, o nosso inimigo revelou-se muito bem e a maioria absoluta dos georgianos não têm dúvida de que o imperialismo russo é o inimigo principal da soberania georgiana.

Fonte:
http://cyxymu.livejournal.com/775221.html

Bónus:

Os saqueadores russos “libertam” talheres de ouro, cámaras de filmar, sapatos e até as sanitas usadas:
http://www.youtube.com/watch?v=kM50u6xdJas
http://www.youtube.com/watch?v=1dy1b34Ehdg
http://www.youtube.com/watch?v=3SPCezZLP-Q
http://www.youtube.com/watch?v=NyYfSTbThbE

segunda-feira, agosto 09, 2010

El Chango Spasiuk – Tristeza [HD]

O maior acordeonista da actualidade, o ucraniano – argentino Horacio “El Chango” Spasiuk toca a bela música da sua própria autoria: Tristeza, 4’27’’.

A música foi gravada ao vivo no estúdio do Canal Encuentro do Ministério de Educação da República da Argentina.

Visitem a sua página:
http://www.changospasiuk.com.ar

El Chango Spasiuk – Tristeza [HD]:
http://www.youtube.com/watch?v=6tcvU9wp8Tg



Bónus:
Razom nas Bahato (Versão Polaca):
http://www.youtube.com/watch?v=S-YHU0BYYT0

sexta-feira, agosto 06, 2010

Glória aos heróis da Geórgia!

Este vídeo contém os nomes de 170 soldados e oficiais das Forças Armadas da Geórgia que tombaram em Agosto de 2008 defendendo a Pátria durante a invasão russa:
http://www.youtube.com/watch?v=U9kgEMGQ4Gc

Os 170 nomes:
http://www.mod.gov.ge/2008/list/sia-E.html (inglês)

Glória eterna aos heróis da Geórgia!



Obrigado ao iraklyjip


Bónus:
Vopli Vidoplassova – “Zoryana Osin” (Outono Estrelado):
http://www.youtube.com/watch?v=PhP5J2V3cVQ

quinta-feira, agosto 05, 2010

Fogo e Vento ucranianos no Brasil

Dois grupos folclóricos ucraniano – canadianos Vohon (Fogo) e Viter (Vento), estarão em digressão pela Argentina e várias cidades do Brasil. A informação foi avançada em primeira-mão no fórum de AJUB e no Pessanka Blog.

Para ver detalhes de compra de bilhetes e horários de concertos clique na imagem no cartaz promocional ou visite o blogue do nosso grande amigo Bogdan Sombra-Ucraniana.

Bónus:

Vídeo promocional “Isso é minha Ucrânia” no YouTube:
http://www.youtube.com/watch?v=MhglUbQFzDg

quarta-feira, agosto 04, 2010

Paraná comemora 120 anos da imigração ucraniana

Paraná vai organizar comissão para apoiar festa de 120 anos da imigração ucraniana.

O governador do estado brasileiro do Paraná, Orlando Pessuti determinou que se forme uma comissão permanente para apoiar as festividades dos 120 anos da imigração ucraniana ao Brasil, a ser comemorada em 2011. A comunidade planeia começar a programação em Setembro deste ano, com apresentações folclóricas, exposições e festas em diversas cidades paranaenses.

De acordo com presidente da Representação Central Ucraniano – Brasileira, Vitório Soriotiuk, a data será lembrada em todo o Brasil e na Ucrânia também, mas o Paraná deverá ser destaque. “O Estado abriga 80% dos imigrantes no Brasil, cerca de 400 mil pessoas. Será feito em Curitiba um festival folclórico com 24 grupos brasileiros, um congresso de jovens e o círio dos bispos, em 2010. Em Prudentópolis será realizado também neste ano um festival de cultura e em Cascavel outro, em 2011”.
.
Pessuti lembrou da sua amizade de muitos anos com descendentes de ucranianos, que tinham forte presença em Ivaiporã e Curitiba, cidades onde o governador morou. “Como governador, sou grato por tudo que tem sido feito no Estado pelos ucranianos. Hoje estabelecemos uma parceria e uma aliança forte, com vistas às comemorações dos 120 anos desta imigração”.
.
A secretária da Cultura, Vera Mussi, o secretário-chefe da Casa Civil, Nei Caldas, e o secretário da Agricultura, Ericson Chandoha, que é descendente de ucranianos, foram chamados a compor o grupo, que deverá ser integrado ainda por representantes da comunidade e a primeira-dama, Regina Pessuti.
.
Além disso, segundo Vitório Sorotiuk, está sendo organizada uma exposição do pintor paranaense Miguel Bakun, na Ucrânia. Para a cônsul da Ucrânia no Paraná, Larysa Myronenko, a história da imigração ucraniana precisa ser melhor conhecida no país de origem, já que até 1991 a Ucrânia fazia parte da ex-URSS e foi fechada ao Brasil.
.
“Nossa diáspora é de 20 milhões de pessoas, e o Brasil foi o terceiro maior destino, atrás dos Estados Unidos e Canadá. Aqui no Paraná ocorre um fenómeno raro, que é estudado por especialistas: a quarta geração de imigrantes ainda mantém a língua de origem. Isso ocorre em poucos países e etnias no mundo”, explicou Cônsul Myronenko.

Obrigado ao:

Ukrainian Diaspora Studies Initiative
Kule Ukrainian Canadian Studies Centre
Canadian Institute of Ukrainian Studies
4-30 Pembina Hall
University of Alberta
Edmonton, Alberta,
CANADA T6G 2H8
Email:
scipko arroba ualberta ponto ca

terça-feira, agosto 03, 2010

Ucranianos da Argentina mantêm a sua identidade

Um povo que aspira reforçar a sua identidade e fé no Novo Mundo

Texto e fotos de Sean Sprague

Menos de 20 quilómetros do caos neurótico que define a capital argentina de Buenos Aires, uma calma e tranquilidade dominam a bela área do cemitério ucraniano. Duas irmãs, nos seus 60 anos, Eugenia Pavlyshyn e Marusia Lytwyn, deixam flores no túmulo de seus pais. Enquanto passeiam sobre as lápides que marcam os lugares de descanso final dos membros da família e amigos, a Sra. Pavlyshyn rompe o silêncio, observando, “este será um bom lugar para descansar!”.
.
Estes dias, a Sra. Lytwyn explica, parcelas do enterro, em Buenos Aires valem uma fortuna, os administradores do cemitério são conhecidos por exumar os restos dos mortos alguns anos após o enterro para dar lugar a novos clientes.
.
“É por isso que temos o nosso próprio cemitério”, acrescenta ela, “nós gostamos de pensar que quando chegamos aqui, ele será para sempre. Nós não queremos ser escavadas outra vez.”
.
Apesar do intenso calor do Verão, as mulheres permanecem no cemitério que é partilhado pela Igreja Grego – Católica Ucraniana e comunidades ortodoxas, fazendo uma pausa no memorial dedicado às vítimas do Holodomor, a grande fome ucraniana de 1932-1933. É um momento triste para as irmãs. Seus pais fugiram para a Argentina para escapar da fome, que historiadores acreditam Stalin criou para frustrar as aspirações nacionalistas dos ucranianos. Embora os números exactos são contestadas, acredita-se que até 10 milhões de pessoas morreram de fome.

Ler mais em inglês:
http://www.cnewa.org/mag-article-bodypg-us.aspx?articleID=3464

Obrigado ao:
Ukrainian Diaspora Studies Initiative
Kule Ukrainian Canadian Studies Centre
Canadian Institute of Ukrainian Studies
4-30 Pembina Hall
University of Alberta
Edmonton, Alberta,
CANADA T6G 2H8
E-mail:
scipko arroba ualberta ponto ca

segunda-feira, agosto 02, 2010

Instrumentalização da secreta ucraniana

Após a tentativa recente do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) de forçar a cooperação do Reitor da Universidade Católica Ucraniana, os agentes da secreta visitaram o jornalista, um dos curadores do Clube de cinema Kinoklub_ua, Oleh Shynkarenko (blogueiro singing-foot).

Como conta o próprio jornalista & blogueiro, os três agentes à paisana, portadores de estatura física atlética, o visitaram no Clube de cinema. Um dos agentes apresentou a identificação do funcionário da secreta e perguntou se o jornalista poderia se deslocar à SBU para falar sobre “a escrita do seu blogue”, que deixou “um marco ruim na alma”. Os agentes recusaram-se a dizer quem concretamente sentiu a alma lesada, assim como não disseram que parte da escrita do blogueiro desagradou SBU. Por fim, agentes perguntaram se o jornalista poderia visitar as instalações da secreta “informalmente”, sem receber nenhuma convocatória oficial. Quando o jornalista recusou, os agentes apontaram o seu endereço e o número do telefone e prometeram trazer a convocatória logo na manha seguinte.

Fonte:
http://singing-foot.livejournal.com/246161.html

O Serviço de Segurança da Ucrânia tentou induzir a cooperação o Reitor da Universidade Católica Ucraniana

do Blogueiro:

1. Que “horrores” escreve Oleh Shynkarenko no seu blogue? Critica o poder, denuncia o expansionismo religioso russo, fala sobre cinema, enfim, nada de mais, mesmo para os padrões de um país pós – totalitário, como é Ucrânia. Por este andar, amanha no seu lugar poderá estar qualquer jornalista & blogueiro ucraniano, que tiver a “ousadia” de pensar, reflectir ou denunciar os desmandos do poder.

2. Pelos vistos, a Ucrânia avança intensamente na direcção de maior totalitarismo e a sua secreta não consegue defender nem as normas democráticas, nem os valores europeus. O que é muito triste, pois o país progrediu imensamente neste aspecto após a Revolução Laranja.

3. No dia seguinte o blogueiro foi ao SBU, onde foi “aconselhado”, a prometer por escrito que “não irá criticar o poder de forma aguda no seu blogue”. Além disso, do seu blogue desapareceu o vídeo que mostra o arranjo floral atacar presidente Yanukovich. O blogueiro garante que não removeu o vídeo, como tal, existe a possibilidade do que o seu blogue foi violado por terceiros, que removeram o vídeo sem o aval do blogueiro.


4. Facto interessante, os funcionários da secreta ucraniana quase que não usam a língua ucraniana em diligências oficiais. Os agentes, ainda de vez em quanto diziam algo em ucraniano, já os investigadores – nem única palavra.

Fonte:
http://singing-foot.livejournal.com/246399.html